Domingo, 9 de Agosto de 2009

A SABEDORIA DE DASKALOS (STYLIANOS ATTESHLIS)

Stylianos Atteshlis

A SABEDORIA DO MAGO DE STROVOLOS



Em questão de minutos as "vibrações" cessaram. Abanei a cabeça com descrença e continuamos nossa conversa como se nada houvesse acontecido. Iacovos falou-me de suas experiências extracorpóreas e de como tinha se convencido de que não eram ilusões.

— Acordei uma manhã e tive a certeza de ter estado em um lu­gar no qual eu nunca estivera antes. Lembro-me de tudo com pormenores.

— Talvez fosse apenas um sonho — sugeri.

— Não, não foi — respondeu lacovos com firmeza. — Quando visitei Daskalos, perguntei-lhe se ele sabia onde eu havia estado na noite anterior. Ele descreveu minuciosamente o lugar e o que eu havia visto naquela noite. Passei outras vezes por esse tipo de experiência e todas foram comprovadas por Daskalos. Não posso acreditar que essas experiências tenham sido apenas coincidências. Muito do que sei hoje extraí de lições que recebi em outros planos de existência.


— Daskalos afirma que ele pode sair do corpo e viajar para outras partes do mundo. Você também é capaz de fazer isso?

— Sou. Por exemplo, durante a guerra do Líbano, costumávamos patrulhar a área e imprimir coragem aos feridos. Um dia acordei muito aflito. Havia ocorrido um tremor de terra, creio que na Romênia, e eu podia ver os corpos sob os escombros. Coloquei dentro da mente das turmas de resgate sugestões para que procurassem sobreviventes em determinados lugares a fim de desenterrar as pessoas soterradas. Recordo-me também de casos em que consegui realizar curas a partir do pla­no psíquico.

— Como pode fazer isso?


— Consideremos a hipótese de uma pessoa doente vir me procu­rar. Tento, curá-la. Mais tarde, através da exomatose (EFC - experiência fora do corpo), eu a visito e con­tinuo o tratamento. A primeira vez que passei pela experiência extra-corpórea — comentou Iacovos — eu tremia quando voltei ao meu corpo.

— Por quê?


— Porque quando o corpo psiconoético volta ao corpo físico, o sistema nervoso encontra-se em estado de hipertensão. O tremor re­sulta do contato entre os dois corpos. Com o tempo consegui contro­lar esse tremor.

— Um cordão prateado — disse Iacovos, liga o corpo material ao corpo psiconoético. Uma das maneiras de distinguir se o ser humano que encontramos nos planos psiconoéticos vive também uma vida material é ver se essa pessoa tem um cordão prateado. Se não tiver significa que está "morta" e vive somente com seu corpo psiconoético. Esse cordão prateado — disse-me Iacovos — pode estender-se a ponto de dar sete voltas ao redor da Terra.


— Você está dizendo — perguntei — que com o seu corpo psiconoético você não pode percorrer uma distância superior a sete voltas ao redor da Terra?

— Isso mesmo. Se o fizermos, o cordão prateado se romperá e o corpo físico morrerá. Existem outras formas de alcançar os espaços distantes, mas somente os mestres mais avançados conseguem fazê-lo.



***

— Os problemas que discutimos esta noite — disse Iacovos quan­do nos preparávamos para sair -- não são metafísicos. Nada existe de metafísico. Precisamos estudar esses fenômenos cientificamente. Encontro muita similaridade entre o que Daskalos nos tem ensinado e a matemática e a física que estudo. Espero que um dia possamos cola­borar para o desenvolvimento de uma ciência que nos livre da ciência.

Eram onze e meia da noite quando saímos à rua, não sabendo como chegar em casa. Eu estava sem carro e, àquela hora tardia, já não havia ônibus. Iacovos vivia em Aglantzia, um bairro operário situado nos subúrbios de Nicósia, a umas cinco milhas da casa de Daskalos. Precisávamos de um táxi, mas não havia telefone por perto. Não sabendo o que fazer, começamos a andar. De repente, uma Mercedes preta pa­rou ao nosso lado e o chofer perguntou se estávamos precisando de con­dução. Olhei espantado para Iacovos. Que coincidência, pensei, encon­trar uma Mercedes num fim de mundo, no meio da noite! Para Iacovos era normal. O táxi viera porque ele havia criado um forte elemental de desejo.

Quando encontramos com Daskalos no dia seguinte, eu tinha mui­tas perguntas a lhe fazer sobre a questão da exomatose. Apesar de já termos discutido este assunto, sempre surgiriam novidades, informações ainda desconhecidas para mim.

Vários dias antes, fiquei muito intrigado ao ouvir Daskalos falar com Kostas sobre a questão da exomatose. Eu estava na cozinha fazendo café, quando escutei Daskalos dizer que, quando há umidade no ar, é muito mais fácil deixar o corpo. Devido à chegada de visitantes em bus­ca da ajuda de Daskalos, foi-me impossível nesse dia fazer perguntas so­bre a matéria. Agora que Iacovos e Kostas estavam presentes, pensei que poderia suscitar o tema.

Daskalos explicou rapidamente, em primeiro lugar, que a água é o elemento dominante nos vários planos e subplanos psíquicos. É por essa razão que, durante a exomatose, uma atmosfera úmida é de gran­de ajuda. Iacovos comentou que ele sempre tem um copo de água ao lado da cama. As emanações atômicas da água, declarou, o ajudavam a deixar o corpo de maneira muito mais suave.

Daskalos prosseguiu dizendo que a exomatose pode ser alcançada após um longo treinamento, que envolve exercícios especiais de meditação e concentração sobre os centros psiconoéticos, isto é, sobre os discos sagrados (chakras). Estas práticas são ensinadas ao iniciado somente de­pois de ele ter atingido certo grau de desenvolvimento espiritual e so­mente depois de longo treino com exercícios mais básicos de meditação.

Mesmo após anos de treinamento não existe garantia de que uma pessoa possa deixar o próprio corpo. Estes exercícios especiais de meditação usualmente são ensinados aos discípulos que já envergam o manto bran­co e aos membros do círculo secreto.

Se bem Daskalos, não tenha me ensinado essas técnicas esotéricas de meditação, não relutou em me esclarecer, teoricamente, sobre qual­quer ponto que eu estivesse em condição de entender.

— Exomatose é o mesmo que telepatia?• — perguntei.

— Não, não é. Precisamos distinguir entre ambas. A telepatia é simplesmente a projeção de um elemental, ou a extensão de uma irradiação que trará para o místico, que permanece dentro de seu corpo fí­sico denso, a experiência desejada. Intensa prática e muita concentra­ção são necessárias para que uma pessoa se torne mestre na criação de elementais sólidos e poderosos, capazes de serem projetados para qualquer parte do globo. Para desenvolver o dom da telepatia, o disco sagrado que rege os dois olhos é ativado e a assim chamada terceira visão, que existe acima do ponto onde nasce o nariz, se abre. A exomatose, ao contrário, é um estado de transe que implica deixar o corpo. Uma vez fora do corpo, podemos ir para qualquer lugar do planeta e conti­nuaremos tão conscientes como se estivéssemos dentro do nosso corpo físico denso. Quando o místico se encontra nos mundos psíquicos, é ainda a mesma pessoa, plena e completa como uma personalidade pre­sente, autoconsciente. Quando se é um Pesquisador da Verdade muito evoluído pode-se chegar a uma segunda exomatose: abandonar o corpo psíquico e existir, da mesma forma ampla, plena e autoconsciente, ape­nas no corpo noético. Devemos lembrar que é preciso distinguir um ser autoconsciente de seus invólucros, isto é, de seu corpo físico, psí­quico e noético. Quando uma pessoa se despe de um de seus véus, o mais externo, ela é ainda a mesma pessoa. Quando tira o segundo e o ter­ceiro véus, é ainda a mesma pessoa. Assim também, quando abandona­mos nossos corpos, somos ainda igualmente autoconscientes, plenos e completos.

— A exomatose ocorre dentro da réplica etérica do planeta ma­terial ou dentro de um plano do mundo psiconoético? — perguntei.


— Ambas as hipóteses são válidas e possíveis. No entanto, quan­do estamos dentro da esfera física, permanecemos invisíveis aos olhos das pessoas que vivem conscientemente nesse meio a menos, claro, que conheçamos a maneira de baixar as vibrações do nosso corpo psiconoético, o que significa reunir material etérico para nos tomarmos visíveis a olhos comuns. Este não é um fenômeno de completa materialização, tal como lhes expliquei há algum tempo, nem é duradouro. No momen­to em que divergimos nossa atenção, cessa a materialização.

— Como a gente se sente nesse estado de materialização?


— Sente-se como se estivesse com muito calor e tomasse uma ducha fria. É uma experiência muito agradável. Nesse momento tem início a materialização. Quando a materialização termina, você não sen­te praticamente nada. Apenas volta para onde estava, no caso, o plano psíquico.

— Enquanto você permanece em estado de exomatose no plano psíquico, pessoas que residem nesse plano podem vê-lo. Vamos supor, agora, que você queira ter maior liberdade de ação, ou se tornar invisí­vel aos seres humanos que vivem dentro do plano psíquico: o que deve fazer? Nesse caso, deve não só abandonar o corpo físico como também o psíquico. É o que chamamos de, segunda exomatose, isto é, viver so­mente com o corpo noético. A segunda exomatose é mais difícil que a primeira.


— Quando existimos apenas no plano noético e decidimos nos materializar no mundo psíquico, precisamos diminuir o número de vibrações do corpo noético e absorver a energia etérica do mundo psíquico. Quando ocorre esse tipo de materialização, você se sente como que rodeado de uma aura fria, e não como se estivesse tomando uma ducha fria.

— O que acontece ao corpo psíquico durante a segunda exoma­tose? — perguntou Iacovos.


— Isto tem constituído um enigma para muitos místicos através dos séculos. Ele retorna para o corpo físico? A resposta é não. Ele se recolhe ao átomo permanente que as personalidades atuais e perma­nentes carregam consigo. O corpo psíquico insere-se no corpo noético como um microfilme. Todo o corpo psíquico se encolhe e se transfor­ma num átomo psíquico que se aloja dentro da personalidade autocons­ciente permanente. É a personalidade permanente que agora cuida do corpo psíquico. Portanto, quando diminuem as vibrações do corpo noé­tico, o corpo psíquico reaparece, intato e completo. Nada lhe foi acres­centado, nada suprimido.

— De forma que, quando em exomatose, abandonamos nosso corpo material denso, deixamo-lo para trás, intato, no exato lugar em que o deixamos e sob a guarda do Espírito Santo. Durante a segunda exomatose, nosso corpo psíquico, pouco importando o grau de perfeição que atinja ou em que subplano psíquico ele vibre, recolhe-se automaticamente e sua imagem se transforma num átomo psíquico inserido no corpo noético. Levamos conosco, para o mundo noético, nosso cor­po psíquico atomizado e, quando diminuímos as vibrações, ele readquire sua forma e sua energia vital. Isso é lindo.


— Durante a segunda exomatose o Espírito Santo não tem outra missão senão preparar as substâncias psíquicas e noéticas. A tarefa de cuidar do corpo psíquico está agora a cargo da alma autoconsciente.

— Com a morte, nosso corpo material se decompõe, junto com seu duplo etérico. Não temos mais nenhuma relação com a matéria fí­sica que abandonamos. Ela se desintegra e pode ser usada para formar uma nova vida. Depois da segunda morte, que sempre se segue à morte do corpo material denso, nosso corpo psíquico se encolhe e se aloja no átomo psíquico permanente. Ocorre, então, uma nova encarnação. Em cada uma de nossas encarnações, trazemos conosco as experiências anteriores da personalidade autoconsciente.


Nesse mesmo instante, dentro do átomo psíquico permanente que está em todo lugar e em toda parte, dentro do corpo psíquico pre­sente, existem registros de todas as encarnações passadas. Não fosse assim, o homem estaria acabado, aniquilado. Sua vida emocional seria destruída e impossível a memória das experiências vividas.

— Daskale — perguntei —, existe algum outro tipo de exomatose?

— Existe, por meio de um autoconhecimento superconsciente, que é e não é exomatose. Quando nos estendemos para fora do nosso corpo material e cobrimos um certo espaço — grande ou pequeno — e recebemos impressões que chegam simultaneamente de diversas partes, adquirimos o que chamamos de autoconhecimento superconsciente. Encontramo-nos fora de nossos corpos e, ao mesmo tempo, nossos cor­pos se encontram dentro da nossa esfera receptora de impressões. Sen­timos tudo ao redor de nós, inclusive nossos corpos. Não estamos mais dentro do corpo material, mas o corpo material está dentro de nós. Se entrarmos em sintonia com a consciência e o autoconhecimento da per­sonalidade presente, podemos sentir a nós mesmos, não só como somos hoje, mas também como superconsciência. Talvez resida aí o grande jú­bilo de um Pesquisador da Verdade, quando chega a distinguir suas duas naturezas como personalidade presente e como alma autoconsciente. As duas serão sentidas como um todo, e, no entanto, distinguíveis.


— Como vê, o assunto que você suscitou não é fácil de compreen­der ainda — observou Daskalos em voz baixa. — Acredito que, para começar, ofereci-lhe um quadro bem pálido.


***


— Eu estava passando por um café que fica aqui perto de casa, quando vi que lá dentro raiava uma briga acirrada. Motivo: infidelidade. O primo de um homem casado tinha tido um caso com a esposa deste. Acontece que os dois estavam sentados juntos, tomando café, quando o marido descobriu, pela conversa, que a mulher o havia traído com o primo. E começou a brigar com ele. Os outros fregueses, com seus co­mentários, punham lenha na fogueira. O primo afinal confessou sua relação ilícita, mas insistiu em que a culpa não fora sua. A esta altura dos acontecimentos, o marido traído agarrou uma faca e estava pron­to para enterrá-la no peito do primo. Eu estava do lado de fora, em pé, na calçada. A cena ocorreu tão rápido que pegou todos de surpresa. No mesmo instante, materializei minha mão e agarrei o braço que sus­tinha a faca.

— Você materializou uma mão invisível? — perguntei.


— Isso mesmo. Por mais que tentasse, ele não conseguia abaixar o
braço. Os circunstantes então pularam sobre ele e tiraram-lhe a faca. O homem olhou para mim e perguntou. "Por que você segurou a mi­nha mão?" Disse-lhe que ele tinha é de aprender a controlar seus ner­vos, porque a corda do carrasco já lhe rodeava o pescoço. "Pense em seus filhos", implorei. Quanto ao primo, aconselhei-o a tomar um avião no dia seguinte e deixar Chipre. Ele seguiu meu conselho e foi morar na África com um parente.

— A exomatose oferece algum tipo de perigo? — perguntei, de­pois de certo tempo.

— Quando um homem cai em sono profundo — Daskalos come­çou a explicar — que muitas vezes se assemelha à morte, ele está, de fato, em exomatose. Nesse estado, o Espírito Santo cuida de seu cor­po e resgata os males que ele sofreu durante o dia. Mesmo as pessoas comuns passam pela exomatose durante o sono e voltam ao corpo quan­do o Espírito Santo dá por terminado seu trabalho. Quando a pessoa cai em estado de letargia, torna-se, receptiva a experiências ligadas tan­to à sua encarnação presente como às encarnações passadas.


— Agora, por que você acha que o Espírito Santo coloca a atual personalidade nesse estado de letargia? Porque qualquer experiência que a pessoa tenha com seu corpo psíquico, essa experiência pode ser transferida para o corpo material denso. Se um homem, planando com seu corpo psíquico, vier a sofrer uma queda e realmente tocar o chão, ele notará ferimentos em seu corpo. O Espírito Santo, no entanto, vela não só pelo completo funcionamento do corpo físico, mas também pela tranqüilidade e pelo bem-estar da. personalidade adormecida. O Espí­rito Santo intervém para proteger a personalidade contra experiências desagradáveis que possam afligi-la durante o sono. Quantas vezes você se lembra de um sonho em que você se depara com o perigo e acorda justamente antes do desastre? É a sabedoria do Espírito Santo que o faz retornar ao corpo material antes que o fato desagradável aconteça. Você deve ter notado isso pessoalmente.

— Portanto, respondendo à sua pergunta sobre se há perigo na exomatose, eu diria que sim. Como vimos, existe perigo tanto para o corpo material como para a personalidade. Durante a exomatose, as vibrações são muito mais intensas e, se o indivíduo retirar do átomo permanente experiências de encarnações passadas, ele pode despertar dentro de si próprio condições que precisam permanecer adormecidas até serem transcendidas.


— Na exomatose consciente — acrescentou Daskalos —, a pessoa tem de ser supercautelosa, pois os perigos são muitos.

— De que espécie? — perguntei.

— Darei um exemplo tirado da minha própria experiência pessoal. Durante a guerra civil do Líbano, estávamos tentando ajudar os feridos, tanto cristãos como muçulmanos. Alguns feiticeiros viram o que estávamos fazendo e ficaram furiosos por estarmos ajudando as duas facções, Queriam que nos concentrássemos nos muçulmanos. Enquanto eu me encontrava em estado de exomatose, estes feiticeiros vieram até meu corpo, materializaram um punhal e me apunhalaram ali mesmo, entre os genitais e minha perna. Depois desmaterializaram a arma. Eu senti imediatamente a dor e voltei para o meu corpo. Peguei uma toalha e contive a hemorragia. Chamei meu cunhado, que acorreu e socorreu-me. Os lençóis da cama ficaram cobertos de manchas de sangue. Veja, an­tes de partir, esqueci de criar um elemental guardião. Se o tivesse feito, aqueles feiticeiros não teriam podido me machucar. Quando deixamos o corpo conscientemente, precisamos sempre construir um elemental para protegê-lo durante nossa ausência.

— Como se faz isso?


— Criando uma poderosa auto-sugestão. Eu diria a mim mesmo: nenhum mal sobrevirá a meu corpo enquanto eu estiver ausente. E, por falar nisso, Theophanis foi apunhalado no braço por esses feiticeiros. Felizmente os ferimentos não foram sérios.

— Eu gostaria de saber o que aconteceu com esses feiticeiros — disse.


— Irmãos indianos intervieram e impediram que voltassem ao corpo.

— Não sei se entendi bem.

— Quando esses mestres, que eram sufis muçulmanos, souberam o que os feiticeiros haviam feito conosco, decidiram acabar com eles. Com o pensamento, pararam seus corações e os escoltaram, com toda a gentileza, para os mundos psíquicos.


— Em outras palavras — acrescentei —, simplesmente os mataram.

— Temo que sim. Eu, porém, me opus tenazmente e implorei a meus irmãos sufis para que não causassem dano àqueles feiticeiros liba­neses. Eles não me atenderam. "Somos muçulmanos", me responderam, "e resolveremos este caso à moda muçulmana. Não podemos permitir que prossigam com suas ações malignas e destruidoras."

Daskalos me fez lembrar com nitidez de uma estranha experiên­cia pela, qual passou um antropólogo mergulhado numa pesquisa de cam­po na África. Num momento de descuido, ele contou-me histórias que guardara em segredo por longos anos. Quando esteve na África para
estudar certa tribo, o curandeiro local lhe era hostil. Coisas estranhas e assustadoras estavam acontecendo corri ele. O antropólogo compreen­deu que o responsável por isso era o feiticeiro local, que achava que ele, como europeu, representava uma ameaça à sua autoridade. Temen­do por sua vida, ele aproximou-se e até procurou amizade com o "mé­dico feiticeiro". "Vocês, europeus", disse o xamã, dirigindo-se ao an­tropólogo, "ignoram completamente os poderes secretos que temos aqui na África." Para demonstrar esse poder, vangloriou-se de que po­dia, por artes mágicas, enlouquecer um alto oficial da região. Para es­panto e consternação do antropólogo, o oficial visado "enlouqueceu" e precisou ser internado no dia seguinte. Ele não tinha antecedentes de doença mental.

Quando meu amigo antropólogo terminou seu trabalho e estava pronto para deixar a África, os nativos ficaram tristes e imploraram para que ficasse. Tentando da melhor forma possível não ferir sentimentos, ele arranjou a desculpa de que a razão de sua volta à Europa era por­que necessitava de um clima mais seco. "Chove demais por aqui", dis­se-lhes. "Se é esse o problema", responderam, "que tal se impedísse­mos a chuva de cair ao redor da sua tenda, permitindo que caia livre­mente sobre a floresta?" Começaram então a executar uma dança sel­vagem ao redor da tenda, a arrancar plantas pela raiz e a plantá-las de cabeça para baixo. Eu presumi que eles estavam tentando simbolica­mente reverter o processo natural. "Eu não podia acreditar, Kyriaco", disse meu amigo. "Assim que começaram a dançar, a chuva parou de cair ao redor de minha tenda, mas caía em todos os outros lugares da floresta."

Esse antropólogo não tinha a menor dúvida quanto à autentici­dade de sua experiência e de que a chuva realmente havia parado de cair ao redor da sua tenda. No entanto, manteve em segredo esta e ou­tras experiências "exóticas", preocupado com sua reputação acadêmica. Seus colegas poderiam tachá-lo de louco e pôr em cheque todo o seu trabalho de campo. "Além do mais", disse-me, "durante toda a minha vida fui treinado a pensar em termos racionais. A despeito de minhas experiências, não quero me meter com esse tipo de coisa. Estou muito velho para mudar. Você é moço. Talvez durante o transcurso de sua vida, esses assuntos sejam respeitados o bastante para merecer a aten­ção dos acadêmicos."

— Estas histórias não nos surpreendem — disse-me Daskalos, co­mo, aliás, já havia feito inúmeras vezes. — Esses poderes estão latentes em todo ser humano.

Daskalos prosseguiu dizendo que precisamos aprender a usar esses poderes de forma correta, somente para fins de cura. "A menos que evoluamos espiritualmente", ele gostava de frisar, "esses poderes de­vem permanecer adormecidos. Se não vencermos nosso egoísmo, po­demos nos tornar uma ameaça para nós e para terceiros.”


***


peras. Subitamente, um raio atingiu o mosteiro. 0 pára-raios o atraiu, mas estava muito velho e deficiente. 0 raio atravessou a janela, esti­lhaçou o vidro e entrou na igreja bem atrás de mim. Eu estava usando calçados com solado de pregos, como usávamos no campo; estava ajoe­lhado no chão, rezando, quando ele passou por mim e atingiu o ícone da Virgem — que ainda continua lá meio chamuscado. Por um momen­to tive uma sensação peculiar de alegria e prazer. A igreja, por instan­tes, inundou-se de uma grande claridade. Veio depois a escuridão e um barulho ensurdecedor. Mal nos divisávamos à luz das poucas velas acen­didas diante do altar. Padre Savvas correu para mim e segurou-me en­tre seus braços. Eu estava sem sapatos. Eles estavam queimados como quase toda a minha roupa. Meu cabelo estava chamuscado, mas eu mes­mo não sofrera nada.

— Quando toquei as roupas que ainda me cobriam, elas caíram aos pedaços e, no entanto, não haviam pegado fogo. Eu estava descalço, nada restara de meus sapatos. Os sapatos de padre Savvas também ha­viam sumido. Desapareceram. Tenho certeza de que os cientistas po­dem encontrar todo tipo de explicação, porque tais fenômenos real­mente acontecem com raios. Mas por que não fui ferido e por que não tive medo, pelo contrário, até senti prazer? '

Depois da narrativa de Daskalos, contei que um senhor, no Maine, passara por uma experiência ainda mais incrível com um raio. Era cego e recuperou a vista ao ser atingido por uma faísca na cabeça. Daskalos então falou que não estamos sozinhos no universo, o qual está cheio de vida e de uma inteligência mais alta que supervisiona nossa evolução espiritual e material. Pediu a seguir que Kostas fosse ao Santuário bus­car a Espada Romba, peça sagrada com a qual Daskalos oficiava a ceri­mônia de iniciação dos membros do círculo secreto.



***


Um dos discípulos de Daskalos, um médico, contou-me sem rodeios como certa vez Daskalos materializou, diante de seus olhos, um panfleto ainda não impresso, de uma organização extremista local. Por meio de seus extraordinários poderes, Daskalos "viu", segundo se afirma, o manuscrito pronto sobre a mesa do seu autor. Nessa noite, Daskalos desmaterializou o documento da mesa dessa pessoa e, ten­do-o nas mãos, rematerializou-o, leu-o, tomou nota de seu conteúdo e depois devolveu-o a seu antigo posto. Em seguida, chamou um alto funcionário do governo e o colocou a par da natureza do texto. Das­kalos estava preocupado com um possível tumulto político que gerasse violência. Dois dias depois, segundo esse médico, as ruas de Nicósia es­tavam cobertas de panfletos de conteúdo idêntico ao que Daskalos ma­terializara em suas mãos.

— O universo dentro do qual vivemos — acentuou Daskalos de­pois de uma pequena pausa e de algumas perguntas de minha parte —contém muitas formas de vida, formas de vida muito mais inteligentes do que aquelas com as quais estamos familiarizados. Não estamos sós no universo. Inteligências superiores supervisionam a evolução do nosso planeta. São como guardiães do nosso planeta, com os quais alguns de nós estão em comunicação.

Nos primeiros contatos que mantive com Daskalos, ele, a certa altura, contou-me como encontrava esses seres, que segundo ele eram seres que haviam atingido a Teose, estavam livres do jugo espaço-temporal, dominavam a matéria e eram capazes de se materializar e desma­terializar. Revelei a Daskalos que eu achava essas histórias de "extrater­restres" demais para o meu humilde cérebro digerir.e que tinha dificul­dades para conciliar a soberba consistência lógica e a sabedoria de suas exposições com essas histórias "malucas" de seres inteligentes vivendo dentro da Terra, dentro do Sol escorchante, em Marte, na Lua e em todo e qualquer lugar do universo.

Daskalos e os outros sorriam enquanto eu falava. — Em compa­ração com outros planetas do nosso sistema solar — Kostas dispôs-se a acrescentar como que para chocar-me ainda mais — a Terra se encontra num grau bem inferior de evolução.

— Bem, agora estou realmente espantado — respondi. — É muito difícil para mim compreender o que você está dizendo, Kostas. A ciên­cia já provou que os outros planetas do nosso sistema solar não apre­sentam condições necessárias para a vida como a conhecemos em nosso planeta. Marte, assim como outros planetas, não passam de matéria inerme.
Em que você se baseia para afirmar que esses planetas são mais evoluí­dos que o nosso? Diga-me, por favor.

— Por evolução, meu caro Kyriaco — respondeu Kostas enquan­to Daskalos meneava a cabeça, rindo silenciosamente —, queremos significar o desenvolvimento psiconoético das entidades que têm esses pla­netas como sede.

— Portanto, Kyriaco — acrescentou Daskalos —, nós devemos esperar encontrar nos outros planetas vida tal qual a concebemos e co­mo a vemos em nossa Terra. A vida existe em toda parte e não somente nos meios nossos conhecidos. Eu lhe digo, mesmo o Sol está cheio de vida, e de vida organizada. Você não acha um tanto egoísta esperar que a vida se manifeste sempre na forma em que se manifesta no nosso pla­neta? Não esqueça: a ciência ortodoxa tem ainda que explicar ou que debater-se com fenômenos tão simples como o andar sobre brasas, a tele­patia ou mesmo a clarividência. Os cientistas estão começando a reconhe­cê-los como fenômenos, sem, contudo poder explicá-los. E ainda não conseguiram entender como os chamados OVNIS viajam a tamanha velocidade e aparecem e desaparecem instantaneamente. Se a ciência ortodoxa não pode fazê-lo, como podemos afirmar, apenas pelo fato de as condições rei­nantes na Terra não coincidirem com as de Marte, que lá não existe vida?


— Na verdade, em nossa própria evolução, também nos livraremos da necessidade da matéria densa e do ambiente natural da Terra como a conhecemos. A matéria densa deixará de constituir um obstáculo para nós. Não precisaremos, por exemplo, de oxigênio para respirar. Tere­mos, se quisermos, a capacidade de viajar instantaneamente às profun­dezas da Terra e para dentro do Sol, sem sermos afetados pelo elemento fogo. A essa altura teremos nos tornado senhores dos elementos. Por­tanto, se viajarmos aos outros planetas do nosso sistema solar à procura de vida tal qual a conhecemos jamais a encontraremos. Essas inteligên­cias são muito mais evoluídas, dominam a matéria. Revestem-se de ma­téria densa à sua vontade. Têm um aspecto semelhante ao nosso, por serem seres humanos que passaram pela Idéia do Homem e estão, sim, organizados em sociedades.

— Sendo assim, onde estão suas cidades, seus edifícios? — grace­jei, e todos riram.


— Então você já está vendo as cidades e edifícios que existem dentro da dimensão psiconoética do nosso próprio planeta? Se as pessoas comuns não podem vê-los no seu próprio planeta, como você pretende percebê-los em outras esferas, nas quais as entidades são mais evoluídas?

— O que eu não entendo é o seguinte — continuei —, já que essas inteligências se desembaraçaram da matéria densa, por que precisam se identificar com um dado planeta, como Marte, por exemplo, uma vez que, afinal de contas, todas elas vivem nos planos psiconoéticos des­ses planetas?


— Porque, ao que tudo indica, estão obedecendo a um propósito divino e porque foi nesse planeta que atingiram a evolução espiritual.

— Se é assim — argumentei —, deduz-se então que, no passado, nesses planetas, elas viveram uma existência material densa, idêntica à de nosso planeta: nascimento, morte, renascimento, etc.


— Exato. Elas, porém, não têm mais necessidade de uma exis­tência material densa, pois de nada lhes serve.

— O que essas entidades fazem agora? — perguntei.


— Prestam assistência àqueles de nós que se encontram em ní­veis mais baixos de evolução. Ouça bem: nem todo ser humano, den­tro do nosso sistema solar, se encontra no mesmo nível de evolução. Os que se encontram em níveis superiores ajudam os que se encontram em níveis inferiores, ainda por evoluir. Quando todas as entidades atin­girem o estado de Teose, nosso sistema solar perderá sua razão de ser. Mais cedo ou mais tarde, se desintegrará. Observe que nem todos os planetas do nosso sistema solar se encontram no mesmo grau de evo­lução. Por exemplo, as entidades de Marte podem estar no mais alto grau de evolução. Podem estar residindo dentro da contraparte noética desse planeta. Conseqüentemente, poderiam viajar para 'qualquer ponto de nosso sistema solar, e ainda além, para outros sistemas solares e galáxias. Esses extraterrestres que aqui aparecem podem vir, portanto, de outros sistemas solares, e nos visitam para nos desafiar e nos ajudar a crescer. Aparecem sob a forma de discos voadores, como uma maneira de se mostrarem a nós sob um aspecto material que possamos entender. Quando entram em nosso sistema, reúnem matéria própria do nosso planeta e surgem sob a conhecida forma humana, característica do nosso planeta.

Diante da minha insistência, Daskalos confessou comunicar-se telepaticamente com seres residentes em Marte. Embora pudesse visi­tá-los, ele nos disse, não tinha nem vontade nem motivos para fazê-lo.

— Você pode chegar lá — prosseguiu Daskalos — viajando a in­crível velocidade, usando apenas o seu corpo noético. Leva-se cerca de uma hora para chegar a Marte, mas pode-se regressar em quinze minutos. Seu corpo o atrai para a Terra muito mais rapidamente. Somente um mestre que tenha ultrapassado o mundo noético e penetrado no mun­do dos conceitos e das idéias pode visitar outros planetas. No que me diz respeito, foi aqui, nesta Terra, que fui designado para ensinar, e aqui voltarei para novamente ensinar.

— Você pode pedir transferência — gracejou Kostas de seu canto e
e todos nós rimos a valer. Daskalos acrescentou que, embora jamais te­nha estado em Marte, ele entrava em harmonia com seres de lá e havia aprendido muito sobre eles.

— Você está querendo dizer que os marcianos não são seres hu­manos iguais a nós? — perguntei.

— São seres humanos, mas não iguais a nós.

— Têm um corpo material denso?


— Às vezes sim, mas diferente do nosso. Os seres humanos que vivem em Marte são muito superiores a nós. Eles dominam a matéria. Podem materializar-se e desmaterializar-se à vontade. Seu corpo mate­rial assemelha-se a dois triângulos, o da cabeça e o do peito. A cintura é muito fina e os membros lembram os nossos. O coração difere do nosso e o sangue é muito grosso e da cor do mel. Seu corpo não é complexo e, apesar de terem um sistema circulatório, suas veias e artérias são poucas. Nosso sangue leva treze minutos para completar um circuito. No corpo de um marciano leva um dia inteiro. A deterioração de seus corpos não ocorre no mesmo período de tempo que a dos nossos. O corpo de um marciano é mais como uma casa para ele. Como uma entidade, ele o deixa e a ele retorna, com a mesma facilidade com que entramos e saímos de casa. Seus corpos fazem muito pouco movimento e eles os usam como se fossem suas oficinas. Os marcianos não estão vinculados a um lugar, nem se encantam por um lugar, como nós.

— Quando um marciano vem à Terra, deixa seu corpo para trás. Seu sangue continua a circular, mas o ocupante está ausente. Quando atinge a ionosfera terrestre, ele cria com o pensamento o que bem de­sejar. Os objetos criados muitas vezes nos lembram discos voadores. Se ele decide se materializar na Terra, assume a forma de um ser hu­mano, vestindo roupas que parecem constituir uma extensão do seu corpo. O que dá origem a essa impressão é a concentração de energia etérica. Pode também apresentar-se vestido como nós, de terno, por exemplo. Ele pode moldar a matéria a seu talante. Coordenando-se com o pensamento dos terráqueos pode absorver idéias e conceitos e, atra­vés do poder visual, materializar-se e parecer humano, e então sentar-se em uma cafeteria, tomar um drinque e falar a língua do lugar. Já que tem a capacidade de se harmonizar com o pensamento dos homens, tem também a capacidade de saber tudo o que os humanos sabem.


— Se é este o caso, então eles sabem o que está acontecendo na Terra.

— Claro que sabem. Por que acha que nos visitam?

— Eles têm alguma influência sobre o nosso planeta?

— Precisam ter, para evitar que o destruamos novamente. Eles sempre visitaram o nosso planeta através dos séculos, e os homens os viam como anjos ou deuses. Eu diria que são seres eternos, como nós, só que num estágio superior de evolução. Eles transcenderam a idéia do Mal.


— Como é que nós ainda não os descobrimos?

— E quem lhe disse que eles não estão em contato com mui­tos de nós?


— Mas, Daskale — retruquei um tanto exasperado —, os instrumentos que os americanos enviaram a Marte não detectaram nenhum sinal de vida lá.

— Eles mesmos evitaram o contato. Não se esqueça de que eles são mestres em materialização e desmaterialização, e que não possuem um corpo material denso. Eles poderiam ter criado mentalmente con­dições para evitar que os instrumentos americanos registrassem qualquer informação. Esses seres, de algum modo, far-se-ão conhecidos de uma audiência muito mais ampla.


— Acha que é fácil discutir estes assuntos publicamente? Mas estou lhe dizendo que entrei em contato com essas criaturas; que es­tou em contato com elas; que são minhas amigas; que sei muitas coisas a respeito delas e que não existe nada que eu saiba que elas também não saibam através da coordenação. Quem vai acreditar em mim? Quem vai aceitar o que eu digo?

Daskalos contou-nos então uma experiência que tivera com esses seres. O episódio ocorreu em 1969.

— Eu os senti chegar. Estava fora de meu corpo e aproximei-me de sua espaçonave, que pairava sobre minha casa. A tripulação da espaçonave mandou-me uma mensagem para que eu regressasse urgente­mente ao meu corpo, porque a espaçonave poderia queimar meu cor­po etérico. Quando regressei, ouvi uma vizinha, uma senhora de idade, gritar que os turcos estavam chegando. Ela vira a espaçonave, que pa­recia uma bola de luz expandindo-se e contraindo-se e achou que eram os turcos que estavam atacando. Tentei acalmá-la e expliquei-lhe, em vão, que não se tratava de turcos, mas de um OVNI tripulado por seres de outras esferas. Entrei e o OVNI então desapareceu. Retornaram tarde da noite. Dois deles materializaram-se em minha casa. Explicaram-me que podiam assumir o aspecto de seres deste planeta. Usavam roupa prateada e era difícil distinguir entre sua vestimenta e sua pele. Quan­do os toquei, senti como se tivesse tocado uma serpente. Nós nos comunicávamos pelo pensamento. Eles entraram em minha aura e, a par­tir desse momento, passaram a saber tudo quanto eu sabia. Minha finada esposa, que estava presente, ofereceu-lhes baldava recém-assada. No momento em que a colocaram na boca, cuspiram. Era muito amar­go para eles. Havia muita terra naquele alimento que lhes demos, dis­seram. Mostraram-nos a seguir como se alimentavam. Apagamos as lu­zes e eles acenderam uma luz cósmica que iluminou todo o ambiente. Eles atraíam essa luz para seus corpos. Antes de partir, disseram-nos que não desejavam que sua existência fosse difundida publicamente.

— Esses seres extraterrestres têm famílias como nós?

— Acredito que sim.


Perguntei-lhe se tinham filhos como os humanos e se repro­duziam através de contato sexual.

— Isso eu não sei. Podem reproduzir-se de forma diferente. Eles agem pelo pensamento e atraem-se mutuamente pelo amor. É assim que nascem. Em nosso caso, o processo de reprodução está sob o do­mínio do Espírito Santo, sem a nossa participação consciente. Essas entidades marcianas, por outro lado, são senhores de seus corpos. Sa­bem e controlam tudo o que acontece a eles.

— E morrem?


— Não. Dissolvem seus corpos e criam outros novos. São eter­nos deuses. Claro que nós também somos deuses. Só que eles atingi­ram o nível da Teose. São Logói vivendo uma experiência arcangélica toda sua. Eles podem, por exemplo, descer ao centro da Terra e adqui­rir a aparência dos anjos de fogo. Também podem penetrar outro ele­mento e assumir a imagem da idéia desse elemento.

— Já que são capazes desses feitos, por que têm necessidade de um corpo material?


— Talvez porque lhes agrade. Parece, entretanto, que bem pou­cos têm ou fazem uso de um corpo material denso.



Do livro: HOMENAGEM AO SOL, de Kyriacos C. Markides
 
 
Mais em:

http://metamorficus.blogspot.com/2009/08/os-sonhos-e-o-mago-de-strovolos.html

http://ruminandocoisas.blogspot.com/2006/08/o-mago-de-strovolos-um-caso-do-oculto.html

http://daskalos.org/Portuguese/

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publicado por conspiratio às 19:53
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