Quarta-feira, 27 de Maio de 2009

AUTO-DOMÍNIO NA MORTE

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A morte de Lama Tseten trouxe para mim um outro ensinamento importante. Ele era tutor da esposa espiritual do meu mestre, Khandro Tsering Chöndron, que está viva até hoje. Ela é, para muita gente, a mais destacada praticante mulher do Tibete, uma mestra oculta que para mim personifica a devoção, capaz de ensinar através da simplicidade da sua presença amorosa. Lama Tseten era uma personalidade profundamente humana, a própria imagem do avô. Tinha mais de sessenta anos, era muito alto e de cabelos brancos, e emanava uma suavidade espontânea. Era também um praticante de meditação altamente realizado; o simples fato de estar a seu lado fazia nascer em mim um sentimento de paz e serenidade. Às vezes me repreendia, e eu tinha então um certo temor dele; mas, apesar de sua ocasional severidade, ele jamais perdeu seu calor humano.

Lama Tseten morreu de um modo extraordinário. Embora houvesse por perto um mosteiro, ele se recusou a ser levado até lá, dizendo que não queria deixar um cadáver que viesse a dar trabalho a alguém. Assim, acampamos e armamos nossas tendas em círculo, como de costume. Uma vez que Lama Tseten era seu tutor, cabia a Khandro ocupar-se dele. Estávamos em sua tenda, eu e ela apenas, quando de repente ele a chamou. Tinha um modo afetuoso de a chamar A-mi, que significa "minha criança", no seu dialeto. "A-mi" - disse ele ternamente - "venha cá. O momento chegou ... Não tenho mais conselhos a dar. Você está bem como é: estou orgulhoso de você. Sirva seu mestre exatamente como tem feito até aqui".

Ela imediatamente se voltou para sair da tenda, mas ele a segurou pela manga. "Onde vai?", perguntou. "Vou chamar Rinpoche", ela respondeu.

"Não o incomode, não é preciso", ele sorriu. "Com o mestre não há isso de distância." Dizendo isso, ele fitou o céu e expirou. Khandro soltou-se da sua mão e correu para chamar meu mestre. Fiquei sentado, incapaz de me mover.
Estava assombrado com o fato de que alguém em face da morte pudesse ter aquela confiança. Lama Tseten poderia ter o seu lama em pessoa para ajudá-lo - algo que todo mundo ansiaria por ter - mas achou que isso não era necessário. Agora entendo o porquê: ele já tinha se dado conta da presença do mestre dentro de si mesmo. Jamyang Khyentse estava sempre com ele, na sua mente e no seu coração. Nunca, por um momento sequer, sentia qualquer separação.

Khandro foi buscar Jamyang Khyentse. Nunca vou me esquecer do modo como ele se curvou para entrar na tenda. Olhou para o rosto de Lama Tseten e então, perscrutando seus olhos, começou a rir. Ele sempre o chamava de La Gen, "Velho Lama", como sinal de afeto. "La Gen", disse ele, "não fique nesse estado!" Podia ver, agora eu sei, que Lama Tseten estava fazendo uma prática específica de meditação em que o praticante funde a natureza de sua mente com o espaço da verdade. "Você sabe, La Gen, que quando se faz essa prática às vezes podem surgir obstáculos sutis. Vamos lá, vou guiá-lo."

Petrificado, observei o que aconteceu em seguida, e se não tivesse visto com meus próprios olhos não acreditaria. Lama Tseten voltou à vida! Então meu mestre se sentou ao seu lado e o conduziu através de Phowa, a prática para direcionar a consciência no momento antes da morte. Há várias maneiras de fazer essa prática, e a que usou na ocasião culminou com o mestre pronunciando a vogal "A" três vezes. Quando meu mestre proferiu o primeiro "A", ouvimos Lama Tseten acompanhá-lo de forma bem audível. Da segunda vez sua voz era menos nítida, e da terceira fez-se o silêncio. Ele havia partido.

A morte de Samten me ensinou o propósito da prática espiritual. A morte de Lama Tseten me mostrou que não é raro praticantes do seu calibre trazerem consigo qualidades notáveis que ficam ocultas durante a vida inteira. Às vezes, na realidade, elas são visíveis apenas uma vez, no instante da morte. Mesmo sendo criança pude compreender a enorme diferença entre a morte de Samten e a de Lama Tseten, e percebi a diferença entre a morte de um bom monge que praticou durante sua vida e a de um praticante muito mais realizado. Samten morreu de um modo comum, em meio à dor, embora com a confiança da fé; a morte de Lama Tseten foi uma manifestação de maestria espiritual.

Logo após o funeral de Lama Tseten, seguimos para o mosteiro de Yamdrok Tso. Como de hábito, fui dormir perto de meu mestre, no seu quarto, e me recordo de ficar observando, naquela noite, as sombras das lamparinas de manteiga tremulando na parede. Enquanto todos os demais dormiam pesadamente, permaneci acordado e chorei a noite toda. Entendi então que a morte era real e que eu também teria de morrer um dia.

Fonte: "O Livro Tibetano do Viver e do Morrer", de Sogyal Rinpoche - Editoria Talento, pags. 22-24.
publicado por conspiratio às 20:07
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Sexta-feira, 22 de Maio de 2009

MORTE, RENASCIMENTO E MEDITAÇÃO

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Morte, Renascimento e Meditação


Por: Ken Wilber

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Ken Wilber, fundador da "Psicologia Integral", escreveu mais de uma centena de artigos e é autor ou organizador de dez livros, que incluem The Atman Project e Up from Eden.)

Praticamente em todas as tradições religiosas místicas pelo mundo afora se acha presente algum tipo de doutrina de reencarnação. O próprio cristianismo a admitia até por volta do século IV d.C., quando por motivos em grande parte políticos, recaiu sobre ela o anátema. Não obstante, muitos místicos cristãos aceitam hoje essa idéia. Como salientou o teólogo cristão John Hick em sua importante obra Death and Eternal Life [Morte e Vida Eterna], todas as religiões do mundo, inclusive o próprio cristianismo, estão de acordo quanto à ocorrência de algum tipo de reencarnação.

Por certo, o fato de muitas pessoas acreditarem em alguma coisa não faz com que ela seja verdadeira. E é muito difícil sustentar a idéia da reencarnação fazendo apelo a "evidências" que assumem a forma de alegadas lembranças de uma vida passada, pois na maioria dos casos pode-se demonstrar que essas lembranças não passam de revivescências de traços de uma memória subconsciente oriundas desta vida.

No entanto, o problema não é tão sério quanto poderia a princípio parecer pois a doutrina da reencarnação, tal como é apresentada pelas grandes tradições místicas, é uma noção bastante específica: Ela não significa que a mente viaja ao longo de vidas sucessivas e que, por conseguinte, em condições especiais como, por exemplo, sob hipnose - a mente pode recordar todas as suas vidas passadas. Pelo contrário, é a alma, e não a mente, que transmigra. Portanto, o fato de não se poder provar a reencarnação fazendo-se apelo às lembranças de vidas passadas é exatamente o que se poderia esperar: lembranças específicas, idéias, conhecimentos, e assim por diante pertencem à mente e não transmigram. Tudo isto é deixado para trás, juntamente com o corpo, por ocasião da morte. Talvez algumas poucas lembranças específicas consigam se insinuar de vez em quando, como nos casos registrados pelo Professor Ian Stevenson e por outros, mas esses casos constituiriam antes a exceção que a regra. O que transmigra é a alma, e esta não é um conjunto de lembranças, de idéias ou de crenças.

Bem, de acordo com a maioria dos ramos da filosofia perene, a alma possui duas características básicas que a definem: primeira, ela é o repositório das "virtudes" do indivíduo (ou da falta das mesmas) - isto é. de seu carma, mesmo tempo bom e ruim; segunda, ela é a "força" da percepção de uma pessoas, ou a capacidade que o indivíduo possui de "testemunhar" o mundo dos fenômenos sem nenhum apego ou aversão. Esta segunda capacidade é também conhe cida como "sabedoria". A reunião de ambas - virtude e sabedoria - constitui a alma, que é a única coisa que transmigra. Desse modo, quando as afirmam que se "lembram" de uma vida passada - onde viveram, qual era seu meio de vida, e assim por diante - essas pessoas, de acordo com qualquer religião importante ou em qualquer ramo da filosofia perene, não estão se lembrando de nenhuma efetiva existência passada. Somente os budas (ou tulkus), segundo se afirma, podem se lembrar de vidas passadas - constituem eles a exceção à regra.


Ken Wilber
A Reencarnação como Hipótese Espiritual


Porém, se ostensivas lembranças de vidas passadas não constituem provas satisfatórias de reencarnação, que outro tipo de eviências poderia haver para sustentar essa doutrina? Seria preciso lembrar aqui que a filosofia perene, de um modo geral, permite três tipos principais e diferentes de conhecimento e sua verificação: o conhecimento sensorial ou empírico, o conhecimento mental ou lógico e o conhecimento espiritual ou contemplativo. A reencarnação não é uma hipótese sensorial nem mental; não pode ser explicada ou verificada por meio de dados sensoriais ou de dedução lógica. É uma hipótese espiritual que deve ser testada com os olhos da contemplação, e não com o olhos da carne ou com os da mente. Desse modo, embora não possamos encontrar nenhum tipo habitual de evidência capaz de nos convencer da reencarnação, quando praticamos a contemplação e adquirimos uma certa competência nessa tarefa, começamos a observar determinados fatos óbvios - por exemplo, que a postura testemunhante, a postura da alma, começa a compartilhar da eternidade, do infinito.

Há uma natureza atemporal com relação à alma que se toma perfeitamente óbvia e inconfundível: começa-se de fato a "sentir" a imortalidade da alma a intuir que, até certo ponto, ela está acima do tempo, acima da história, acima da vida e da morte. Dessa maneira, vamos gradualmente adquirindo a certeza de que a alma não morre com o corpo, ou com a mente, que a alma existia antes e continuará a existir. Mas esta certeza não tem nada a ver com lembranças específicas de vidas passadas. É, em vez disso, uma recordação daquele aspecto da alma que toca o espírito, e é, por conseguinte, radical e perfeitamente eterno. Na verdade, a partir desse ponto de vista, torna-se óbvio que, como expressou Shankara, o grande vidente vedanta: "único transmigrante é o Senhor", ou o próprio Espírito Absoluto. É, afinal, o próprio Buda-mente, o Único, que aparece sob todas essas formas, manifestando-se sob todas essas aparências, transmigrando como todas essas almas. Nos estágiós mais profundos da contemplação, torna-se bastante palpável essa experiência da eternidade e do espírito como imortal e indestrutível.
Não obstante. de acordo com os ensinamentos perenes, não é apenas o Absoluto que transmigra: a própria alma do inívíduo, quando não iluminada, também transmigra. Quando a alma desperta, ou se dissolve no espírito, ela não mais transmigra; ela está "libertada", ou compreende que, enquanto espírito, está reencamada em toda a parte, como todas as coisas. Mas se a alma não desperta para o espírito, se não é iluminada, ela reencarna, levando consigo o acúmulo de sua virtude e de sua sabedoria, em vez de recordações específicas de sua mente. E essa cadeia de renascimentos prossegue até que esses dois acúmulos - virtude e sabedoria - atinjam finalmente um ponto crítico, quando a alma se torna iluminada, ou se dissolve e se liberta no espírito, fazendo assim com que termine a transmigração individual.

Mesmo o budismo, que nega a existência absoluta da alma, reconhece que ela tem uma existência relativa, ou convencional, e que essa alma, relativa ou convencionalmente existente, transmigra. Quando o Absoluto, ou shunyata, é diretamente vivenciado, a transmigração relativa - e a alma separada - chega ao fim. Poder-se-ia pensar, entretanto, que um budista se oporia ao uso da palavra alma neste contexto, por se tratar de um termo que em geral tem uma conotação de algo indestrutível ou eterno - conotação que parece incompatível com a concepção budista de que a alma tem apenas uma existência relativa e temporária. No entanto, uma consideração mais atenta dos ensinamentos da filosofia perene, resolverá essa aparente contradição.

De acordo com a tradição perene, a alma é de fato indestrutível, mas quando ela descobre plenamente o espírito, seu próprio sentido de separatividade se dissolve ou é transcendido. A alma ainda permanece como individualidade, ou expressão da pessoa em particular, porém o seu ser ou centro desloca-se para o espírito, dissolvendo assim sua ilusão de separatividade. E esta doutrina concorda quase exatamente com os ensinamentos mais elevados do budismo a anuttaratantra ioga, ou "supremo ensinamento tântrico" - segundo o qual existe no centro mesmo do chakra do coração, em cada indivíduo, aquilo que é tecnicamente denominado "a gota indestrutível" (ou luminosidade). Como ensina o Vajrayana, é essa gota indestrutível que transmigra. E mais: ela é indestrutível; afirma-se que até mesmo os budas a possuem. A gota indestrutível é considerada a sede do próprio "vento" sutil (rLung) que sustenta a "própria mente sutil [ou causal], a mente da iluminação, ou essência espiritual do indivíduo. O budismo concorda, portanto, com a filosofia perene: a gota indestrutível é a alma, o continuum, tal como a defini.


Ken Wilber


Estágios do Processo do Morrer: Dissolução da Grande Cadeia do Ser


De um modo geral, os diversos ramos da filosofia perene estão de acordo quanto aos estágios do processo do morrer e às experiências que acompanham esses estágios: a morte é um processo no qual a Grande Cadeia do Ser se "dissolve", para o indivíduo, "de baixo para cima", por assim dizer. Isto é, por ocasião da morte o corpo se desfaz dentro da mente, depois a mente se desfaz dentro da alma, e então a alma se desfaz dentro do espírito, sendo cada uma dessas dissoluções caracterizada por um conjunto específico de acontecimentos. Por exemplo, a dissolução do corpo na mente corresponde ao processo efetivo da morte. A dissolução da mente na alma é vivenciada como uma revisão e um "julgamento" da própria vida. A dissolução da alma no espírito é uma libertação radical e uma transcendência. O processo é, então, por assim dizer, "revertido", e, com base nas tendências cármicas acumuladas pelo indivíduo, é gerada uma alma a partir do espírito, em seguida uma mente a partir da alma, e depois um corpo a partir da mente, quando então o indivíduo esquece todas as etapas anteriores e se encontra renascido num corpo físico. De acordo com os tibetanos, esse processo todo leva cerca de quarenta e nove dias.

A tradição tibetana contém a descrição mais rica e mais detalhada dos estágios da dissolução da Grande Cadeia durante o processo do morrer. Segundo os tibetanos, as experiências subjetivas que acompanham cada um dos oito estágios da dissolução são conhecidos tecnicamente como "miragem", "aparência de fumaça", "pirilampos", "lamparina", "aparência branca", "aumento do vermelho", "quase-realização do negro" e "clara luz". Para compreender esses termos, precisamos de uma versão um pouco mais detalhada e precisa da Grande Cadeia. Por isso, em vez de nossa versão simplificada de corpo, mente, alma e espírito, recorreremos a uma versão ligeiramente ampliada: matéria, sensação, percepção, impulso, psíquico, sutil, causal (ou não-manifesto) e espírito (ou supremo).

O primeiro estágio do processo do morrer ocorre quando o agregado de forma, ou matéria - o nível mais baixo da grande cadeia - se dissolve. São cinco os sinais externos desse estágio: o corpo perde seu vigor físico; a vista se torna embaçada e indistinta; sente-se o corpo pesado, como se estivesse "afundando"; a vida abandona os olhos; e a tez perde o seu brilho. O sinal interno que acompanha espontaneamente esses sinais externos, é uma "aparência de miragem", uma espécie de imagem tremeluzente e como que aquosa, semelhante às que aparecem no deserto num dia quente. Afirma-se que isto ocorre porque, tecnicamente, o "vento" (prana) do elemento "terra" dissolveu-se no "canal central" e, desse modo, o elemento "água" predomina - daí o aspecto aquoso ou semelhante a miragem.

A seguir, o segundo agregado, o da sensação, se dissolve. Há, novamente, cinco sinais externos: a pessoa deixa de experimentar sensações corpóreas, agradáveis ou desagradáveis; cessam as sensações mentais; secam os fluidos do corpo (por exemplo a língua fica muito seca); deixa-se de ouvir os sons exteriores; e cessam igualmente os sons interiores (por exemplo, zumbidos nos ouvidos). O sinal interno associado a essa segunda dissolução é uma "aparência de fumaça", semelhante a um nevoeiro. Tecnicamente, diz-se que isto ocorre porque o elemento "água", que provocara a aparência de miragem, está se dissolvendo no elemento "fogo" - daí o aspecto esfumaçado.

O terceiro estágio é a dissolução do terceiro nível ou agregado, o nível da percepção ou discernimento. Os cinco sinais externos: o indivíduo não reconhece nem distingue mais os objetos; já não pode reconhecer os amigos ou familiares; o corpo perde o calor (ele se torna frio); a respiração fica muito fraca e superficial; e o indivíduo não consegue mais perceber os odores. O sinal interior que acompanha espontaneamente esse estágio denomina-se "pirilampos", e é descrito como uma aparição semelhante a um enxame de pirilampos ou de fagulhas que se desprendem de uma fogueira. Tecnicamente, explica-se essa ocorrência atribuindo-se à dissolução do elemento "fogo", e à predominância, a partir daí, do elemento "vento".

O quarto estágio é a dissolução do quarto nível ou agregado, o do impulso (ou "disposições intencionais"). Eis os cinco sinais externos dessa dissolução: o indivíduo já não consegue se mover (pois não há mais impulsos); já não consegue lembrar-se de ações ou dos objetivos das memas; cessa toda a respiração; a língua fica espessa e azulada, e o indivíduo já não consegue falar com clareza; e já não sente o gosto ou paladar. O sinal interno desse estágio é uma "aparência de lamparina", descrita como semelhante a uma luz brilhante, clara e constante. (A essa altura, podemos começar a perceber semelhanças com a experiência de quase-morte, que discutirei adiante.)

Para compreender o quinto estágio, e os subseqüentes, do processo de dissolução, é necessário ter alguma noção de fisiologia tântrica. Segundo o Vajrayana, todos os estados mentais - grosseiro, sutil e muito sutil - são mantidos por "ventos", ou energias, ou forças vitais correspondentes (prana em sânscrito, rLung em tibetano). Quando esses ventos se dissolvem, também se dissolvem as mentes que a eles correspondem. O quinto estágio é o da dissolução do quinto nível ou agregado, o da cognição, ou a própria consciência. Todavia, como elucidam os ensinamentos do Vajrayana, há muitos níveis de consciência. Esses níveis se dividem nas chamadas mente grosseira, mente sutil e mente muito sutil, cada uma delas dissolvendo-se numa determinada ordem, produzindo experiências e sinais específicos. Assim, o quinto estágio é o da dissolução da mente grosseira, juntamente com o "vento" ou prana (força vital) que a sustenta. Deixa então de haver a conceitualização grosseira, a mente ordinária.

Durante esse quinto estágio, depois que morre o último vestígio da mente grosseira e que começa a emergir a mente sutil, experimenta-se um estado denominado "aparência branca". Afirma-se que se trata de uma luz branca, muito clara e brilhante, semelhante a uma clara noite de outono brilhantemente iluminada pela opaca luminosidade da Lua cheia. Para compreender a causa dessa aparência branca, temos de introduzir a noção tibetana de thig-le" que significa, aproximadamente, "gotas" ou "essência". Segundo o Vajrayana, há quatro gotas, ou essências, que são particularmente importantes. A primeira, a gota branca, está localizada na parte superior da cabeça; o indivíduo a recebe de seu pai e afirma-se que ela representa (ou que é, realmente) bodhicitta, ou a mente-iluminação. A segunda, a gota vermelha, o indivíduo a recebe de sua mãe; está localizada no centro umbilical. (Também se diz que a gota branca está associada ao sêmen e a gota vermelha ao sangue [menstrual], mas o importante é que ambas estão igualmente presentes nos homens e nas mulheres). A terceira, conhecida como "a gota que é indestrutível nesta vida", está localizada no próprio centro do chakra do coração. Essa gota é, por assim dizer, a essência da presente vida do indivíduo; é o seu "continuum", que armazena todas as impressões e conhecimentos de sua existência particular. E no interior dessa "gota indestrutível nesta vida" está a quarta gota, "a gota que é eternamente indestrutível ou para todo o sempre indestrutível". É esta a gota indestrutível que persistirá para sempre - isto é, que é indestrutível no decorrer da vida presente, indestrutível no decorrer da morte e do processo de morrer, indestrutível no decorrer do bardo, ou estado intermediário entre a morte e o renascimento, e indestrutível no decorrer do próprio renascimento. Essa gota persiste até mesmo no decorrer da iluminação e é, na verdade, o próprio vento sutil que serve de "montaria", ou de base, para o ser iluminado. Como foi mencionado antes, afirma-se que até mesmo os budas possuem essa gota eternamente indestrutível.

Desse modo, o que vimos até agora foi a dissolução de todos os ventos grosseiros e das mentes grosseiras a eles associadas. Emergiu, então, a primeira mente sutil- a da "aparência branca" - "cavalgando" o vento sutil, ou energia sutil, que a ela corresponde. Bem, afirma-se que a verdadeira causa dessa mente da aparência branca é a descida da gota branca, ou bodhicitta, do chakra coronário para o chakra do coração. Costuma-se dizer que a gota branca é retida no chakra coronário pela constrição de nós e ventos da ignorância e pelo apego e agarramento ao nível grosseiro. Porém, nesse estágio do processo do morrer, a mente grosseira dissolveu-se de modo que os nós ao redor do chakra coronário se afrouxam naturalmente e a gota branca desce até a gota indestrutível do chakra do coração. Quando a alcança, surge espontaneamente a mente da aparência branca.

Incidentalmente, se essas explicações tibetanas dos fenômenos em questão parecem um tanto artificiais, seria bom lembrar que há uma enorme quantidade de evidências contemplativas que dão apoio em favor da existência das diversas experiências que, segundo se diz, ocorrem durante o processo do morrer. As próprias experiências são reais e parecem em grande parte irrefutáveis, mas a avaliação tradicional que os tibetanos oferecem para explicar o que realmente as provoca deixa bastante espaço para discussões. (Voltarei em breve a este ponto.) Aqui, limito-me a descrever a pura e simples versão tibetana como ponto de partida.

Não obstante, não deveríamos nos esquecer de que, ao contrário de nossa própria cultura ocidental, culturas tradicionais como a tibetana convivem constantemente com a morte; as pessoas morrem em suas casas, rodeadas pela família e por amigos. Desse modo, os estágios reais do processo do morrer têm sido observados milhares, até mesmo milhões de vezes. E quando acrescentamos o fato suplementar de que os tibetanos possuem uma compreensão bastante sofisticada da dimensão espiritual e de seu desenvolvimento, o resultado é um acervo incrivelmente rico de conhecimento e de sabedoria a respeito do efetivo processo do morrer e da maneira como ele se relaciona com a dimensão espiritual, o desenvolvimento espiritual, o carma e o renascimento, e assim por diante. Para um investigador, seria evidentemente uma tolice rejeitar a massiva quantidade de dados acumulados por essa tradição.
Continuamos, porém, com os estágios do processo do morrer. No sexto estágio, dissolve-se a mente sutil juntamente com seu vento, e emerge uma mente ainda mais sutil, chamada de "aumento do vermelho", que é igualmente uma experiência de luz brilhante. Neste caso, porém, trata-se de uma experiência semelhante a um claro dia de outono banhado por uma brilhante luz solar. Tecnicamente falando, isto ocorre porque se dissolveram os ventos que sustentam a vida material, de modo que todos os nós e constrições ao redor do umbigo que aí estavam retendo o bodhicitta vermelho, ou gota vermelha, se soltam ou são afrouxados. Então, a gota vermelha sobe até a gota indestrutível, no coração. Quando a atinge, a mente do aumento do vermelho surge espontaneamente.

O sétimo estágio, segundo se afirma, é a dissolução da mente sutil do aumento do vermelho e a emergência de uma mente e de um vento ainda mais sutis, a que se dá o nome de "mente da quase-realização do negro". Nesse estado, cessa por completo a consciência, e dissolve-se toda a manifestação. Além disso, há uma cessação de todas as consciências e energias específicas que se desenvolveram nesta vida. Diz-se que é a experiência de uma noite completamente negra, sem estrelas, sem nenhuma luz. Denomina-se "quase-realização" pois está, por assim dizer, "aproximando-se" da realização final; está se aproximando da clara luz do vazio. Em outras palavras, pode-se imaginar que esse nível é o mais elevado do sutil ou o mais baixo do causal, ou que é a dimensão não-manifesta do proprio espírito. Tecnicamente falando, esse "negrume" ocorre porque a gota branca de cima e a gota vermelha de baixo cercam agora a gota indestrutível, eliminando assim toda a percepção.
No entanto, no estágio seguinte e final- o oitavo estágio - a gota branca continua a descer e a gota vermelha a subir, libertando ou abrindo assim a gota indestutível. Diz-se, então, que o resultado é um período de claridade extraordinária e de percepção brilhante, onde se vivencia a presença de um céu extremamente claro, brilhante e radioso, livre de quaisquer tipos de manchas, de nuvens e de obstruções. É essa a clara luz.

Agora, diz-se que a mente da clara luz não é uma mente sutil, mas uma mente muito sutil, que cavalga um vento, ou energia, correspondentemente muito sutil. Essa mente e essa energia muito sutis, ou "causais", são, na verdade, a mente e a energia da gota eternamente indestrutível. É esse o corpo causal, ou a suprema mente e energia espiritual, o Dharmakaya. Neste ponto, a gota eternamente indestrutível deixa cair a gota indestrutível da vida presente, cessa por completo a consciência e a alma, a gota eternamente indestrutível, inicia a experiência do bardo, ou os estados intermediários que levarão eventualmente ao renascimento. A gota branca continua a descer e surge como uma gota de sêmen no órgão sexual, e a gota vermelha continua a subir e surge como uma gota de sangue nas narinas. Finalmente, ocorre a morte, e o corpo pode ser descartado. Quem faz isso prematuramente torna-se carmicamente culpado de assassinato, pois o corpo ainda está vivo.



Estágios do Processo de Renascimento


O que vimos até agora foi a progressiva dissolução da Grande Cadeia, no caso de um indivíduo, começando embaixo e operando para cima. A matéria, ou forma, dissolveu-se no corpo (ou na sensação, e depois na percepção, e por fim, no impulso) e o corpo dissolveu-se na mente, na mente grosseira. Esta dissolveu-se em seguida na mente sutil ou nos domínios da alma, que por sua vez reverteu à essência causal ou espiritual. Neste ponto, o processo será invertido, dependendo inteiramente do carma da alma - do acúmulo de virtude e de sabedona que a alma leva consigo. Desse modo, a experiência do bardo se divide em três domínios, ou estágios básicos, os quais são simplesmente os domínios do espírito, em seguida da mente, e por fim do corpo e da matéria. De acordo com a sua virtude e com a sua sabedoria, a alma reconhecerá as dimensões superiores - e neste caso permanecerá nelas - ou então não as reconhecerá - na verdade, ela fugirá delas - e neste caso acabará "escorregando" pela Grande Cadela do Ser até ser forçada a adotar um corpo físico grosseiro e portanto, a renascer.

No momento da morte efetiva ou final - a que estivemos nos referindo como sendo oitavo estágio de todo o processo do morrer - a alma, ou gota eternamente indestrutível, penetra no chamado bardo chikhai, que nada mais é que o proprio espírito, o Dharmakaya. Como afirma o Livro Tibetano dos Mortos: "Nesse momento, o primeiro vislumbre do Bardo da Clara Luz da Realidade: que é a infalível Mente do Dharmakaya, é percebido por todos os seres sensíveis.

É neste ponto que a meditação e o trabalho espiritual tornam-se tão importantes. De acordo com o Livro Tibetano dos Mortos, a maioria das pessoas é incapaz de reconhecer esse estado pelo que ele realmente é. Em termos cristãos, essas pessoas não conhecem Deus, de modo que não sabem quando é Deus que olha para elas de frente. Na verdade, elas estão, a essa altura, unidas a Deus, estão inteira e totalmente numa situação de identidade suprema com a Divindade. Porém, a menos que reconheçam essa identidade, a menos que tenham sido contemplativamente treinadas para reconhecer esse estado de unidade divina, elas na verdade fugirão dele, levadas por seus desejos inferiores e por suas inclinações cármicas. Como diz W. Y. Evans-Wentz, o primeiro tradutor do Livro Tibetano dos Mortos: "Devido à não-familiaridade com esse estado, que é um estado extático de não-ego, um estado de consciência [causal], falta ao ser humano médio a capacIdade de funcionar nesse estado; as inclinações cármicas obscurecem a consciência-princípio com pensamentos de personalidade,.de ser individualizado, de dualismo, e, perdendo o equilíbrio, a consciêncla-princípio abandona a Clara Luz."

Desse modo, a alma se retrai afastando-se da Divindade do Darmakaya do causal. De fato, diz-se que a alma procura realmente escapar da realização da Divina Unidade e se "apaga", por assim dizer, até acordar no domínio inferior seguinte, denominado bardo chonyid, a dimensão sutil, o Sambhogakaya, a dimensão arquetípica. Essa experiência é caracterizada por visões psíquicas e sutis de todo tipo, visões de deuses e deusas, dakas e dakinis, todas acompanhadas de luzes deslumbrantes e quase dolorosamente brilhantes de iluminações e de cores. Porém, mais uma vez as pessoas, em sua maioria, não estão acostumadas com esse estado, e não têm nenhuma idéia do que seja a luz transcendental e a iluminação divina, de modo que elas fogem desses fenômenos e são atraídas pelas luzes mais fracas, ou impuras, que também aparecem.

Dessa maneira, a alma volta a se contrair interiormente, tenta afastar-se dessas visões divinas, se apaga de novo e acorda no chamado bardo sidpa, o domínio da reflexão grosseira. Aqui, a alma tem eventualmente uma visão de seus futuros pais copulando, e - no bom e velho estilo freudiano - se vai nascer como menino, sentirá desejo pela mãe e ódio pelo pai, e se vai nascer como menina, odiará a mãe e sentirá atração pelo pai. (Pelo que sei, é esta a primeira explicação pormenorizada do complexo de Édipo/Electra - cerca de mil anos antes de Freud, como o próprio Jung assinalou).

Nesse estágio, diz-se que a alma - por causa de seu ciúme e de sua inveja - "entra" em sua imaginação para separar o pai e a mãe, para se interpor entre eles; mas o resultado é, simplesmente, que ela de fato, se interpõe entre eles, na realidade - isto é, ela acaba renascendo como seu filho, ou sua filha. Ela agora sente desejo, aversão, apego, ódio, e tem um corpo grosseiro: em outras palavras, é um ser humano. Encontra-se no estágio mais baixo da Grande Cadela, e seu próprio crescimento e desenvolvimento será uma nova subida, passando mais uma vez pelos estágios que ela acaba de negar e dos quais fugiu; sua evoluçao é, por assim dizer, uma inversão da "queda". A altura até onde subirá de volta na Grande Cadeia do Ser determinará a maneira como ela consegue lidar com o processo do morrer e com os estados do bardo, quando chegar de novo a hora de abandonar o corpo físico.



Interpretação das Experiências Subjetivas de Morte e de Renascimento


As evidências contemplativas sugerem vigorosamente que os dados, as experiências reais que acompanham o processo do morrer - por exemplo, a "aparência branca", o "aumento do vermelho" a "quase-realização do negro", ou sejam quais forem os termos que queiramos usar - existem e são bastante reais. Encontram-se evidências suplementares de sua realidade no fato de que essas experiências possuem efetivas referências ontológicas nas dimensões superiores da Grande Cadeia do Ser. Por exemplo, as três experiências acima mencionadas referem-se, respectivamente, àquilo que chamei de estruturas (ou níveis de consciência) psíquicas, sutis e causais. Na verdade, referem-se com muita precisão a esses níveis, a despeito das várias e legítimas diferentes explicações que também lhes poderiam ser dadas. Desse modo, em minha opinião os níveis são reais, eles possuem status ontológlco real e definido, de maneira que as experiências desses níveis são, elas próprias, reais. Isto, porém, não significa que não podem ser bastante diferentes as experiências que cada indivíduo tem desses níveis.

Um budista, por exemplo, provavelmente perceberá a "aparência branca" como uma espécie de vazio ou shunyata, ao passo que um místico cristão poderá vê-la sob a forma de uma presença santa, possivelmente a do próprio Cristo, ou como um grande ser de luz. Mas é assim que tem de ser. Pois, até que a "gota indestrutível da vida presente" - as impressões e crenças acumuladas e que foram reunidas no decorrer da vida de um indivíduo - se dissolva efetivamente (naquele a que chamamos de sétimo estágio), ela irá colorir e moldar todas as experiências desse indivíduo. Um budista terá, por conseguinte, uma experiência budista, um cristão terá uma experiência cristã, um hindu terá uma experiência hindu e um ateu se sentirá provavelmente muito confuso. Seria tudo isso o que deveríamos esperar. É somente no oitavo estágio, na clara luz do vazio, ou da pura Divindade, que as interpretações pessoais e as crenças sutis de cada indivíduo são abandonadas, e que é proporcionada uma compreensão direta da própria realidade pura, como clara luz. Portanto, a explicação tibetana para os dados não é a única possível. É, não obstante, uma dentre várias e muito importantes, reflexões ou perspectivas sobre os processos do morrer, da morte e do renascimento, arraigados numa compreensão profunda da Grande Cadeia do Ser, tanto no sentido "ascendente" (meditação e morte), como no "descendente" (bardo e renascimento).



A Experiência de Quase-Morte e os Estágios do Processo do Morrer


O fenômeno mais comum nos relatos ocidentais sobre a experiência de quase morte (EQM) é a sensação de atravessar um túnel e de avistar então uma luz brilhante, ou de encontrar um grande ser de luz - um ser dotado de incrível sabedoria, inteligência e bem-aventurança. Pouco importa aqui o credo religioso de cada indivíduo em particular; os ateus têm esse tipo de experiência com a mesma freqüência dos verdadeiros crentes. Em si mesmo, esse fato tende a corroborar a idéia de que, durante o processo do morrer, a pessoa estabelece contato com algumas das dimensões mais sutis da existência.

Do ponto de vista do modelo tibetano que discutimos acima, a "luz" relatada nas EQMs, dependendo de sua intensidade ou de sua claridade, poderia ser o nível da lamparina, da aparência branca ou do aumento do vermelho. O importante é que, a essa altura do processo da morte, dissolveram-se a mente e o corpo grosseiros, ou os ventos e as energias grosseiros, e assim começam a emergir as dimensões mais sutis da mente e da energia, caracterizadas pela iluminação brilhante, pela clareza mental e pela sabedoria. Não é, pois, de causar surpresa o fato de que, independentemente de sua crença, as pessoas relatem universalmente, a essa altura, a experiência da luz. Muitos daqueles que descrevem suas EQMS acreditam que a luz que viram é espírito absoluto. No entanto, se o modelo tibetano estiver preciso, o que as pessoas vêem durante a EQM não é exatamente o nível mais elevado. Para além da aparência branca ou do aumento do vermelho, há a quase-realização do negro, depois a clara luz e depois os estados do bardo.

A experiência da luz do nível sutil é muito agradável - é, na verdade, um espantoso estado de beatitude. E o nível seguinte, o nível muito sutil, ou causal, o é ainda mais. De fato, as pessoas que tiveram EQMs relatam jamais terem experimentado maior sensação de paz, nem nada tão profundo e tão pleno de felicidade. Não nos devemos porém esquecer de que, até essa altura, tudo nessas experiências é moldado pela "gota indestrutível da vida presente": por conseguinte, como já observamos, os cristãos poderiam ver Cristo, os budistas ver Buda, e assim por diante. Tudo isto faz sentido, pois as experiências desses domínios são condicionadas pelas experiências de nossa vida presente.

Mas depois, no oitavo estágio, a "gota indestrutível da vida presente" é solta, juntamente com todas as lembranças e impressões pessoais, e com tudo o que é específico desta vida em particular, e a "gota eternamente indestrutível" sai do corpo e entra no estado bardo. Começa, portanto, a provação do bardo - um verdadeiro pesadelo, a menos que o indivíduo esteja muito familiarizado com esses estados graças à meditação.
Num certo sentido, a experiência do morrer e a EQM são, na verdade, muito divertidas: relata-se universalmente que, uma vez superado o pavor de morrer, o processo passa a ser pleno de felicidade, de paz e de eventos extraordinários. Tendo-se porém completado a "subida", começa a "descida", ou bardo - e aí é que entra a dificuldade. Porque, ao chegar neste ponto, todas as nossas inclinações cármicas, todos os nossos apegos, desejos e medos aparecem realmente bem diante de nossos olhos, por assim dizer, como num sonho, pois o bardo é uma dimensão puramente mental ou sutil, semelhante a um sonho, na qual tudo o que pensamos surge imediatamente como uma realidade.

Desse modo, não se ouve falar nesse "lado do declive" do processo da morte entre os que passaram por uma EQM. Eles experimentaram apenas os primeiros estágios do processo global. Seus testemunhos constituem, não obstante, uma poderosa evidência de que esse processo realmente ocorre. Tudo neles se ajusta com notável e inconfundível precisão. Além disso, não é possível explicar seu testemunho alegando que todos eles estudaram o budismo tibetano; na realidade, a maioria dessas pessoas jamais ouvira falar nele. Mas suas experiências são essencialmente semelhantes às dos tibetanos pois elas refletem a realidade universal e transcultural da Grande Cadeia do Ser. Parece agora que, simplesmente, não há outra maneira de interpretar os dados, de fato abundantes, que vêm se acumulando sobre esse assunto.




A Meditação como Treinamento para a Morte

Como é que a meditação se ajusta a tudo isto? Toda forma de meditação é, basicamente, uma maneira de transcender o ego, ou de morrer para o ego. Neste sentido, ela imita a morte - isto é, a morte do ego. Quando progride razoavelmente bem num sistema qualquer de meditação, o indivíduo pode atingir um ponto em que, tendo "testemunhado" de maneira tão exaustiva a mente e o corpo, ele realmente se ergue acima da mente e do corpo, isto é, os transcende; "morre", assim para eles, para o ego, e desperta como alma sutil, ou mesmo espírito. E isto é efetivamente vivenciado como uma morte. No zen, é chamado de Grande Morte. Pode ser uma experiência bastante fácil, uma transcendência relativamente tranqüila do dualismo sujeito-objeto, mas também pode ser aterrorizante por abranger vários tipos de morte. Porém, sutil ou dramaticamente, rápida ou lentamente, morre ou se dissolve o sentido de que se é um eu separado, e o indivíduo encontra uma identidade primaz e mais elevada no (e enquanto) espírito universal.

Mas a meditação também pode ser um treinamento para a morte verdadeira. De acordo com os ensinamentos zen, se morremos antes do morrer, então quando morrermos não morreremos. Alguns sistemas de meditação, particularmente o sikh (os santos Radhasoami) e o tântrico (hindu e budista) contêm meditações muito precisas que imitam ou induzem, com muita proximidade, os vários estágios do processo do morrer - inclusive a parada da respiração, o progressivo esfriamento do corpo, o retardamento e por vezes a parada do coração, e assim por diante. A morte física verdadeira não representa então uma surpresa, e pode-se desse modo utilizar com muito mais facilidade os estados intermediários de consciência que aparecem depois da morte - os bardos - para obter a compreensão iluminada. O objetivo dessas meditações é tornar o indivíduo capaz de reconhecer o espírito, de modo que quando o corpo, a mente e a alma se dissolverem durante o efetivo processo do morrer, ele poderá reconhecer o espírito, ou Dharmakaya, e permanecer como tal, em vez de fugir dele e terminar voltando ao samsara, à ilusão de uma alma separada da mente e do corpo; ou capaz de poder, caso escolha reentrar num corpo, fazê-lo deliberadamente - isto é, como um bodhisattva.

Essas meditações que imitam a morte não representam nenhum perigo real para a vida; o corpo não está realmente morrendo, nem passando concretamente pelos estágios da morte. Assemelha-se, em vez disso, a reter a própria respiração para ver como é: não se pára de respirar para sempre. Porém, alguns dos estados que podem ser induzidos por essas meditações são de fato poderosas imitações dos fatos reais. As batidas cardíacas, por exemplo, podem ser realmente sustadas durante um longo período, tal como a respiração. É desse modo que se pode dizer, por exemplo, que os "ventos" penetraram e estão permanecendo no canal central. A pessoa está "imitando" a morte mas, ao fazê-lo, ela realmente - embora de maneira temporária - dissolve os mesmos ventos que são dissolvidos na morte. Trata-se, portanto, de uma imitação muito concreta e real.

Qual é, exatamente, a relação entre os diversos ventos, ou energias, descritos nos Tantras, e a meditação? A idéia central de todo Tantra, seja ele hindu, budista, gnóstico ou sikh, é que cada estado mental, ou cada estado de consciência - em outras palavras, cada nível da Grande Cadeia do Ser - possui também uma energia específica que o sustenta, o prana, ou vento. (Já examinamos a versão tibetana dessa doutrina.) Desse modo, ao dissolver um vento específico, o indivíduo estará dissolvendo a mente que é por ele sustentada. Por conseguinte, quando consegue controlar esses ventos ou energias, o indivíduo transcende as mentes que os "cavalgam". É esta a noção geral de pranayama, ou controle da "respiração" ou do "vento". Mas também, visto que a mente cavalga o vento, onde quer que coloquemos a mente seus ventos tenderão a se reunir. Assim, por exemplo, se ao meditar a pessoa se concentra muito intensamente no chakra coronário, o vento, ou energia, tenderá a se reunir ali e, depois, a se dissolver ali.

Isto significa que a mente, em qualquer dos níveis, tem uma medida de controle sobre os ventos a ela associados. Por conseguinte, graças ao treinamento mental e à concentração, pode-se aprender a juntar ventos ou energias em determinados lugares, e depois dissolvê-los ali. E essa dissolução é exatamente o mesmo tipo de processo que ocorre na morte. Desse modo, a pessoa está realmente vivenciando, de maneira muito concreta, o que acontece quando todos os diversos ventos se dissolvem quando se morre - a começar pelos ventos grosseiros, continuando depois quando se dissolvem os ventos sutis, deixando o vento muito sutil ou causal, e a mente da clara luz que o cavalga. Ao induzir, por livre e espontânea vontade, essas experiências do processo do morrer, quando ocorrer a morte verdadeira a pessoa ficará sabendo exatamente o que a dissolução dos ventos irá produzir.

Este tipo de prática também proporciona à pessoa a capacidade de prolongar cada estado, particularmente os estados mais sutis, tais como o da aparência branca, o do aumento do vermelho, o da quase-realização do negro, e a clara luz, por já os ter mais ou menos dominado. Então, no momento final da morte verdadeira, no estágio que estivemos designando como o oitavo - ao penetrar no bardo chikhai, o Dharmakaya - o indivíduo poderá ali permanecer, se assim o desejar. Esse estado da clara luz é muito nítido, óbvio e fácil de ser reconhecido, por ter sido visto muitas vezes durante a meditação e na mente do guru; por conseguinte, o indivíduo abre caminho em direção a ele, ficando assim livre da necessidade de renascer. Ainda poderia, entretanto, optar por renascer num corpo físico a fim de ajudar outras pessoas a alcançar esse conhecimento e essa liberdade.

Uma técnica usual para reunir e dissolver ventos num determinado ponto do corpo consiste em concentrar-se na "gota vermelha", no centro umbilical (a fonte do chamado fogo tummo). A pessoa simplesmente se concentra nesse objeto - visualizado como uma flamejante gota vermelha, do tamanho de uma pequena ervilha - até conseguir se manter concentrada, sem desviar sua atenção, durante mais ou menos trinta ou quarenta minutos. Nessa situação, as energias do corpo estarão tão concentradas na área umbilical que a respiração se acalmará, tornando-se muito suave, quase imperceptível. Todos os ventos ou energias do corpo estarão sendo removidos de sua função ordinária e ali concentrados. De modo que essa dissolução dos ventos, ou sua remoção, assemelha-se muito ao que ocorre na morte verdadeira. Portanto, se continuar a se concentrar meditativamente, o indivíduo começará a vivenciar todos os sinais do processo do morrer, na ordem que lhes é própria, inclusive as aparências de miragem, de fumaça, de pirilampos e de lamparina.

Nessa situação, quando os ventos ou energias do corpo começam a se reunir e a se dissolver no coração, como acontece na morte verdadeira, a pessoa vivenciará os níveis da mente sutil, da mente da aparência branca, em seguida a do aumento do vermelho e depois a da quase-realização do negro. Depois, graças ao poder de sua própria meditação e de invocações espirituais, todos os ventos ou energias se dissolverão, finalmente, na gota indestrutível no coração, e a pessoa vivenciará a clara luz do vazio, a suprema dimensão, e realização, espiritual. Em suma, esse tipo de meditação constitui uma perfeita imitação do processo do morrer. Mais uma vez, a questão toda está no fato de que, ao se familiarizar com a clara luz, desenvolvendo a sabedoria e a virtude meditativas, então, ao se aproximar a morte real, a pessoa poderá permanecer em conformidade com a clara luz e, desse modo, reconhecer a libertação final.



(Texto extraído do livro "Explorações Contemporâneas da Vida Depois da Morte" - Org. por: Gary Doore, PhD.)



http://metamorficus.blogspot.com/2009/05/morte-renascimento-e-meditacao.html
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Quinta-feira, 21 de Maio de 2009

TRANSGÊNICOS MONSANTO AMEAÇAM O MUNDO

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Transgênicos Monsanto ameaçam o mundo.

Monsanto, a maior empresa de biotecnologia e agricultura é produtora de sementes geneticamente modificadas.

As sementes Monsanto são alteradas para suportar os efeitos danosos do herbicida Monsanto: Roundup, que dá a companhia US$ 620Milhões/ano e provê 40% de seu lucro operacional.(1)
Inicialmente, fazendeiros de todo o mundo acrecitaram que sementes geneticamente modificadas fossem boas para a agricultura moderna, usando Roundup, eles podiam eliminar milhares de ervas "daninhas" enquando nada acontecia à colheita.

Antes que os fazendeiros comprem as sementes resistentes ao Roundup, eles são obrigados a assinar um acordo de tecnologia que permite à Monsanto executar investigações e definir "que direitos um fazendeiro tem e não tem em plantar, colher e vender sementes modificadas genéticamente".(2)

Isso é ultrajante, mas a Monsanto seguiu adiante pois suas sementes são patenteadas. De acordo com eles, é violação das patentes guardar sementes de colheitas sadias e replantá-las no futuro, ou seja, a Monsanto força os fazendeiros a comprar suas sementes todo ano.

De acordo com o Center for Food Safety- CFS(2), o acordo de tecnologia assinado levou a Monsanto a processar agressivamente milhares de fazendeiros que tenham violado a patente das sementes. O fazendeiro deve pagar multa contratual ou ir para a justiça. O CFS afirma que a Monsanto já recolheu mais de US$ 15 MILHÕES só em processos a seu favor(2).

Mesmo fazendeiros que nunca compraram sementes Monsanto nem nunca assinaram qualquer acordo com a mesma são alvo dos processos. Se o polen de uma plantação de sementes Monsanto polinizar um campo geneticamente não modificado ou outra fazenda que resulte em plantas viáveis,o fazendeiro é responsável segundo as leis americanas de violação de patente, MESMO QUE NÃO QUEIRA SEMENTES GENETICAMENTE MODIFICADAS EM SUA FAZENDA!

A Monsanto tem sido tãobem sucedida em processos para dominar o suprimento de alimentos no mundo que estão prontos para dar o grande salto. Em 14 de Abril de 2009,a companhia processou o Governo da Alemanha por recusar usar sua semente de milho (3)!!!!

Embora o milho Monsanto tenha sido permitido na Alemãnha desde 2005, a ministra da agricultura Ilse Aigner interrompeu planos da plantação de 8892 acres para a colheita do verão.

Aigner afirma ter tido razões legítimas para acreditar que o milho seria um perigo ao meio ambiente.

As leis da União Européia permitem que países membros imponham tais restrições mas o processo da Monsanto diz que uma vez que uma planta tenha sido aprovada, não pode ser banida, a menos que evidências científicas provem o perigo.

A França baniu sementes de milho Monsanto em 2008 e a Hungria e Austria também planejam fazê-lo embora o European Food Safety Authority tenha concluído que elas não apresentem perigo para humanos ou animais.

A senhora Aigner pode estar certa em suas preocupações sobre os efeitos danosos de sementes geneticamente modificadas ao meio ambiente. De acordo com GeneWatch-Reino Unido(4), outras colheitas e plantas silvestres podem ser contaminadas com os genes adicionados ao milho Monsanto.

Novas "super hervas daninhas" podem evoluir e tornar ainda maisdifícil ou até mesmo impossível erradicá-las. Poluição decorrentedo uso de herbicidas tóxicos podem aumentar ou diminuir. A Vidaselvagem pode ser prejudicada por novas toxinas no meio ambiente ou pela mudança nas práticas da agricultura.

Nos Estados Unidos, hervas daninhas super-resistentes, resistentes inclusive ao Roundup, estão ameaçando colheitas de algodão e de soja(5).

Em 2007, 10 mil acres em Macon County, Georgia, sofreram a praga de hervad daninhas super-resistentes e foram ABANDONADOS.

INACREDITAVELMENTE, a Monsanto está encorajando esses fazendeiros a misturar Roundup com outros pesticidas como 2,4-D (ingrediente usado no Agente Laranja, arma química usada na guerra do Vietnã com consequências catastróficas até os dias de hoje). Tres países escandinavos baniram o 2,4-D por causar cancer, deficiência cognitiva e danos reprodutivos.

Uma vitória do Governo Alemão será uma vitória para todos nós,um grande passo na derrubada de mega-corporações inescrupulosas que almejam dominar todos os aspectos de nossas vidas, inclusive que comemos e bebemos.

Você pode ajudar a melhorar a segurança alimentar e a responsabilidade ambiental visitando o seguinte website e assinando suas petições :


http://www.organicconsumers.org/


Referências:


1. http://www.mcspotlight.org/beyond/companies/monsanto.html


2.http://www.centerforfoodsafety.org/pubs/MonsantoExSum1.14.2005.pdf


3. http://www.opednews.com/articles/MEGALOMANIA-by-MONSANTO-by-amicus-curia?e-090422-816.html
</a>

4. http://www.genewatch.org/sub-532322


5.http://www.france24.com/en/20090418-superweed-explosion-threatens-monsanto-heartlands-genetically-modified-US-crops


O MUNDO SEGUNDO A MONSANTO
DOCUMENTÁRIO:


1/12 MONSANTO - O mundo segundo a Monsanto (legendado)


http://www.youtube.com/watch?v=DCx4Dg6t2Mo&hl=pt-BR


O MUNDO SEGUNDO A MONSANTO
LIVRO:

O Mundo segundo a Monsanto. Livro revela o lado obscuro da transnacional. A Monsanto produz 90% dos transgênicos plantados no mundo e é líder no mercado de sementes. Tal hegemonia coloca a multinacional norte-americana no centro do debate sobre os benefícios e os riscos do uso de grãos geneticamente modificados.

Para os defensores da manipulação dos genes, a Monsanto representa o futuro promissor da "revolução verde". Para ecologistas e movimentos sociais ligados a pequenos agricultores, a empresa é a encarnação do mal. A reportagem é de Christina Palmeira e publicada pela revista Carta Capital, 20/03/2008.

Esse último grupo acaba de ganhar um reforço a seus argumen tos. Resultados de um trabalho de três anos de investigação da jornalista francesa Marie-Monique Robin, o livro Le Monde Selon Monsanto (O Mundo Segundo a Monsanto) e o documentário homônimo são um libelo contra os produtos e o lobby da multinacional.

O trabalho cataloga ações da Monsanto para divulgar estudos científicos duvidosos de apoio às suas pesquisas e produtos, a exemplo do que fez por muitos anos a indústria do tabaco, relaciona a expansão dos grãos da empresa com suicídios de agricultores na Índia, rememora casos de contaminação pelo produto químico PCB e detalha as relações políticas da companhia que permitiram a liberação do plantio de transgênicos nos Estados Unidos. Em 2007, havia mais de 100 milhões de hectares plantados com sementes geneticamente modificadas, metade nos EUA e o restante em países emergentes como a Argentina, a China e o Brasil.

Marie-Monique Robin, renomada jornalista investigativa com 25 anos de experiência, traz depoimentos inéditos de cientistas, políticos e advogados. A obra esmiúça as relações políticas da multinacional com o governo democrata de Bill Clinton (1993-2001), e com o gabinete do ex-premier britânico Tony Blair. Entre as fontes estão ex-integrantes da Food and Drug Administration (FDA), a agência responsável pela liberação de alimentos e medicamentos nos EUA.

A repórter, filha de agricultores, viajou à Grã-Bretanha, Índia, México, Paraguai, Vietnã, Noruega e Itália para fazer as entrevistas. Antes, fez um profundo levantamento na internet e baseou sua investigação em documentos on-line para evitar possíveis processos movidos pela Monsanto. A empresa não deu entrevista à jornalista, mas, há poucas semanas, durante uma apresentação em Paris de outro documentário de Robin, uma funcionária da multinacional apareceu e avisou que a companhia seguia seus passos. Detalhe: a sede da Monsanto fica em Lyon, distante 465 quilômetros da capital francesa

Procurada por CartaCapital, a Monsanto recusou-se a comentar as acusações no livro. Uma assessora sugeriu uma visita ao site da Associação Francesa de Informação Científica, onde há artigos de cientistas com críticas ao livro de Robin. A revista, devidamente autorizada pelo autor, reproduz na página 11 trechos do artigo de um desses cientistas, Marcel Kuntz, diretor do Centro Nacional de Pesquisa Científica de Grenoble.

Não é de hoje, mostra o livro, que herbicidas da Monsanto causam problemas ambientais e sociais. Robin narra a história de um processo movido por moradores da pequena Anniston, no Sul dos EUA, contra a multinacional, dona de uma fábrica de PCB fechada em 1971. Conhecida no Brasil como Ascarel, a substância tóxica era usada na fabricação de transformadores e entrava na composição da tinta usada na pintura dos cascos das embarcações. Aqui foi proibida em 1981.

A Monsanto, relata a repórter, sabia dos efeitos perversos do produto desde 1937. Mas manteve a fábrica em funcionamento por mais 34 anos. Em 2002, após sete anos de briga, os moradores de Anniston ganharam uma indenização de 700 milhões de dólares. Na cidade, com menos de 20 mil habitantes, foram registrados 450 casos de crianças com uma doença motora cerebral, além de dezenas de mortes provocadas pela contaminação com o PCB. Há 42 anos, a própria Monsanto realizou um estudo com a água de Anniston: os peixes morreram em três minutos cuspindo sangue.

Robin alerta que os tentáculos da Monsanto atingem até a Casa Branca. A influência remonta aos tempos da Segunda Guerra Mundial e ao período da chamada Guerra Fria. Donald Rumsfeld, ex-secretário de Defesa do governo Bush júnior, dirigiu a divisão farmacêutica da companhia. A multinacional manteve ainda uma parceria com os militares. Em 1942, o diretor Charles Thomas e a empresa ingressaram no Projeto Manhattan, que resultou na produção da bomba atômica. O executivo encerrou a carreira na presidência da Monsanto (1951-1960).

Na Guerra do Vietnã (1959-1975), a empresa fornecia o agente laranja, cujos efeitos duram até hoje. A jornalista visitou o Museu dos Horrores da Dioxina, em Ho Chi Minh (antiga Saigon), onde se podem ver os efeitos do produto sobre fetos e recém-nascidos.

Alan Gibson, vice-presidente da associação dos veteranos norte-americanos da Guerra do Vietnã, falou à autora dos efeitos do agente laranja: "Um dia, estava lavando os pés e um pedaço de osso ficou na minha mão".

Boa parte do trabalho de Robin é dedicada a narrar as pressões sofridas por pesquisadores e funcionários de órgãos públicos que decidiram denunciar os efeitos dos produtos da empresa. É o exemplo de Cate Jenkis, química da EPA, a agência ambiental dos Estados Unidos.

Em 1990, Jenkis fez um relatório sobre os efeitos da dioxina, o que lhe valeu a transferência para um posto burocrático. Graças à denúncia da pesquisadora, a lei americana mudou e passou a conceder auxílio a ex-combatentes do Vietnã. Após longa batalha judicial, Jenkis foi reintegrada ao antigo posto.

Há também o relato de Richard Burroughs, funcionário da FDA encarregado de avaliar o hormônio de crescimento bovino da Monsanto. Burroughs diz ter comprovado os efeitos nocivos do hormônio para a saúde de homens e animais e constatou que, com o gado debilitado, os pecuaristas usavam altas doses de antibióticos. Resultado: o leite acabava contaminado. Burroughs, conta a jornalista, foi demitido. Mas um estudo recente revela que a taxa de câncer no seio entre as norte-americanas com mais de 50 anos cresceu 55,3% entre 1994, ano do lançamento do hormônio nos Estados Unidos, e 2002.

Segundo Robin, a liberação das sementes transgênicas nos Estados Unidos foi resultado do forte lobby da empresa na Casa Branca, principalmente durante o governo Clinton. Uma das "coincidências": quem elaborou, na FDA, a regulamentação dos grãos geneticamente modificados foi Michael Taylor, que nos anos 90 fora um dos vice-presidentes da Monsanto..

A repórter se detém sobre o "princípio da equivalência em substância", conceito fundamental para regulamentação dos transgênicos em todo o mundo. A fórmula estabelece que os componentes dos alimentos de uma planta transgênica serão os mesmos ou similares aos encontrados nos alimentos "convencionais".

Robin encontrou-se com Dan Glickman, que foi secretário de Estado da Agricultura do governo Clinton, responsável pela autorização dos transgênicos nos EUA. Glickman confessou, em 2006, ter mudado de posição e admitiu ter sido pressionado após sugerir que as companhias realizassem testes suplementares sobre os transgênicos. As críticas vieram dos colegas da área de comércio exterior.

Houve pressões, segundo o livro, também no Reino Unido. O cientista Arpad Pusztai, funcionário do Instituto Rowett, um dos mais renomados da Grã-Bretanha, teria sido punido após divulgar resultados controversos sobre alimentos transgênicos. Em 1998, Pusztai deu uma entrevista à rede de tevê BBC. Perguntado se comeria batatas transgênicas, disparou: "Não. Como um cientista que trabalha ativamente neste setor, considero que não é justo tomar os cidadãos britânicos por cobaias". Após a entrevista, o contrato de Pusztai foi suspenso, sua equipe dissolvida, os documentos e computadores confiscados. Pusztai também foi proibido de falar com a imprensa. No artigo reproduzido à página 11, Kuntz afirma que o cientista perdeu o emprego por não apresentar resultados consistentes que embasassem as declarações à imprensa.

Pusztai afirma que só compreendeu a situação, em 1999, ao saber que assessores do governo britânico haviam ligado para a direção do instituto no dia da sua demissão. Em 2003, Robert Orsko, ex-integrante do Instituto Rowett, teria confirmado que a "Monsanto tinha ligado para Bill Clinton, que, em seguida, ligou para Tony Blair". E assim o cientista perdeu o emprego.

Nas viagens por países emergentes, Robin colheu histórias de falta de controle no plantio de transgênicos e prejuízos a pequenos agricultores. No México, na Argentina e no Brasil, plantações de soja e milho convencionais acabaram contaminadas por transgênicos, o que forçou, como no caso brasileiro, a liberação do uso das sementes da Monsanto (que fatura com os royalties).

De acordo com a jornalista, o uso da soja Roundup Ready (RR), muito utilizada no Brasil e na Argentina, acrescenta outro ganho à Monsanto, ao provocar o aumento do uso do herbicida Roundup. Na era pré-RR, a Argentina consumia 1 milhão de litros de glifosato, volume que saltou para 150 milhões em 2005. De lá para cá, a empresa suprimiu os descontos na comercialização do pesticida, aumentando seus lucros.

Um dos ícones do drama social dos transgênicos, diz o livro, é a Índia. Entre junho de 2005 (data da introdução do algodão transgênico Bt no estado indiano de Maharashtra) e dezembro de 2006, 1.280 agricultores se mataram. Um suicídio a cada oito horas. A maioria por não conseguir bancar os custos com o plantio de grãos geneticamente modificados.

Robin relata a tragédia desses agricultores, que, durante séculos, semearam seus campos e agora se vêm às voltas com a compra de sementes, adubos e pesticidas, num círculo vicioso que termina em muitos casos na ingestão de um frasco de Roundup.

A jornalista descreve ainda o que diz ser o poder da Monsanto sobre a mídia internacional. Cita, entre outros, os casos dos jornalistas norte-americanos Jane Akre e Steve Wilson, duramente sancionados por terem realizado, em 1996, um documentário sobre o hormônio do crescimento. No país da democracia, a dupla se transformou em símbolo da censura.

Os cientistas, conta o livro, são freqüentemente "cooptados" pela gigante norte-americana. Entre os "vendidos" está o renomado cancerologista Richard Doll, reconhecido por trabalhos que auxiliaram no combate à indústria do tabaco. Doll faleceu em 2005. No ano seguinte, o jornal britânico The Guardian revelou que durante 20 anos o pesquisador trabalhou para a Monsanto. Sua tarefa, com remuneração diária de 1,5 mil dólares, era a de redigir artigos provando que o meio ambiente tem uma função limitada na progressão das doenças. Foi um intenso arquiteto do "mundo mágico" da Monsanto.

(
http://www.ecodebate.com.br/) Matéria da Carta Capital, publicada pelo IHU On-line, 25/03/2008 [IHU On-line é publicado pelo Instituto Humanitas Unisinos - IHU, da Universidade do Vale do Rio dos Sinos - Unisinos, em São Leopoldo, RS.]

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Como as multinacionais exterminan pesquisas “inconvenientes” sobre transgênicos


Numa entrevista publicada recentemente em um site russo, a pesquisadora Irina Ermakova revela os métodos usados pela indústria biotecnológica para exterminar pesquisas “inconvenientes” sobre transgênicos e assegurar que pesquisadores independentes sejam silenciados.

Em 2005 a Dra. Ermakova publicou os resultados de uma pesquisa mostrando que ratos alimentados com soja transgênica tiveram danos em seus órgãos, diminuição no ganho de peso, uma taxa de mortalidade significativamente maior quando comparada aos ratos do grupo controle, além de uma dramática perda de fertilidade relacionada à alimentação transgênica.

Imediatamente após a publicação, a indústria transgênica e seus apoiadores nos órgãos regulatórios ao redor do mundo desqualificaram seu trabalho como falho e a acusaram de manipular seus resultados e de ser uma ativista verde. A Dra. Ermakova ainda tenta defender sua integridade e repetir e aperfeiçoar seus experimentos, mas para isso vem lutando sozinha.

Na entrevista citada, são revelados os métodos usados pela indústria para marginalizar, ameaçar, intimidar, negar o acesso aos materiais para pesquisa e retirar recursos quando as descobertas são “inconvenientes” para as corporações transgênicas.


Veja algumas das declarações da Dra. Ermakova na entrevista:


“As autoridades rapidamente interromperam o financiamento da minha pesquisa. Assim que o trabalho começou, houve pressão do lobby transgênico sobre o Instituto. E eles me recomendaram não persistir com este estudo. (...)”.

“Dois acadêmicos, lobistas da indústria transgênica, apresentaram um requerimento à Academia Russa de Ciências para que eu terminasse meus estudos. Isto estava relacionado com o fato de que já havia uma grande quantidade de produtos transgênicos no nosso mercado e que nada poderia ser feito a este respeito, e não seria desejável preocupar a população”.

Fonte: GM WATCH daily, 09/03/2007
http://www.gmwatch.org/archive2.asp?arcid=7621
http://www.aspta.org.br/por-um-brasil-livre-de-transgenicos/boletim/boletim-337-23-de-marco-de-2007
publicado por conspiratio às 20:28
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Quarta-feira, 20 de Maio de 2009

ECKHART TOLLE E KRISHNAURTI - INSTÂNCIAS DO AGORA

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Texto do youtube:

Eckhart Tolle & Krishnamurti - Instâncias do Agora

Essa é uma montagem com extratos que fiz de um vídeo de Krishnamurti e de diversos clips de Eckhart Tolle, que estão disponíveis em minha conta YouTube: "pauloaza3" e também com acesso pelo meu blog:
http://pauloaza.blogspot.com/

Essa montagem tem cerca de 40 min. de duração e está disponível em uma versão contínua no Google Video e fragmentada em 5 partes no YouTube (pauloaza3). Há também respectivas versões em ingles sem legenda.

Buscamos assim contribuir para mostrar uma fundamental específica prática espiritual (ou melhor seria chamá-la de anti-prática?) que nos é transmitida através de mensagens de uma Nova Consciência por dois daqueles que já a representam

Pauloaza3

http://www.youtube.com/view_play_list?p=E310A3ECE171E6DE&search_query=KRISHNAMURTI+TOLLE

http://www.youtube.com/watch?v=-q1M5qh8Rao&feature=PlayList&p=E310A3ECE171E6DE&index=0

http://www.youtube.com/watch?v=rCSTxhE114o&feature=PlayList&p=E310A3ECE171E6DE&index=1

http://www.youtube.com/watch?v=KghWUXNkVbM&feature=PlayList&p=E310A3ECE171E6DE&index=2

http://www.youtube.com/watch?v=YnqX41TF8yo&feature=PlayList&p=E310A3ECE171E6DE&index=3

http://www.youtube.com/watch?v=lkbw7G3gPl8&feature=PlayList&p=E310A3ECE171E6DE&index=4


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publicado por conspiratio às 19:05
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Sexta-feira, 8 de Maio de 2009

O CLIMA DEPENDE DAS FLORESTAS

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Por que o clima enlouqueceu?

A Teoria da Bomba Biótica.
Os físicos russos afirmam
que as árvores são responsáveis
pela distribuição dos ventos
e formação da chuva.


-O país é o mesmo. O dia, mês e ano também. Brasil, 28 de abril de 2009. No Rio Grande do Sul o índice de chuvas está 96% abaixo do que seria normal neste período. A taxa de umidade despencou para menos de 20%, enquanto o saudável é praticamente o dobro. Tudo é seca e insolação. Brasil, 28 de abril de 2009. No Piauí os moradores enfrentam as piores cheias dos últimos 25 anos. Chove sem parar.-Cidades estão ilhadas. Cerca de 100 mil pessoas ficaram desabrigadas. "O tempo anda louco", eis a frase leiga e padrão que mais se fala e mais se ouve na queixa das pessoas em relação às radicais discrepâncias climáticas. Vale para o Norte e Nordeste do País, vale para a região Sul também. A mais nova e polêmica explicação para tais fenômenos trata de uma revolucionária teoria sobre as chuvas, chamada "bomba biótica", e pode mudar os conceitos da meteorologia tradicional..

-Olhemos agora, por exemplo, não para a "loucura do tempo" em um único país, mas, sim, para a "loucura a dois". Por que chove tanto em algumas regiões distantes da costa, como no interior da Amazônia, enquanto países como a Austrália se transformaram em deserto? Os cientistas russos Victor Gorshkov e Anastassia Makarieva, do Instituto de Física Nuclear de São Petersburgo, sustentam, embasados na metodologia da bomba biótica, que as florestas são responsáveis pela criação dos ventos e a distribuição da chuva ao redor do planeta - como uma espécie de coração que bombeia a umidade. Esse modelo questiona a meteorologia convencional que explica a movimentação do ar sobretudo pela diferença de temperatura entre os oceanos e a terra.

-Ao falarem de chuva aqui e seca acolá, Gorshkov e Anastassia acabam falando de um dos mais atuais e globalizados temas: a devastação de matas. "São as florestas que trazem a umidade atmosférica para o continente. Destruir árvores modifica a direção dos ventos, tranca a entrada de umidade no continente e, no final, o transforma em deserto", dizem eles.

-Para o biogeoquímico Antonio Donato Nobre, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia e principal proponente da linha da bomba biótica no Brasil, é somente ela que explica com clareza a contradição entre a seca e a aridez que estão minguando as lavouras na região Sul e as chuvas intensas que transbordam o Norte e o Nordeste. "O primeiro efeito da devastação das florestas é o aumento na frequência de todo tipo de clima extremo", dizem os pesquisadores russos. "São os sintomas de um sistema desregulado", endossa o brasileiro Nobre.

-A dinâmica do processo começa pela transpiração das árvores e consequente liberação de alto volume de vapor d'água. Ao subir, esse vapor encontra camadas de ar frio e se condensa, formando nuvens. É nessa condensação que a água passa do estado gasoso para o líquido, diminuindo de volume, e o ar acima das florestas se torna mais rarefeito, gerando queda da pressão atmosférica.

-Nesse ponto a bomba biótica, segundo seus defensores, entra em ação. A queda na pressão acima das florestas faz com que o ar de superfícies vizinhas seja puxado em direção a elas, e isso resulta em ventos. Se estiverem próximas ao mar, o ar úmido resultante da evaporação do oceano é puxado para o continente, possibilitando a circulação de água ao redor da Terra. Segundo Gorshkov e Anastassia, a evaporação de água é mais intensa acima das grandes matas que nos mares e a queda de pressão superior no continente sugaria o ar úmido do mar.
-"O efeito da evaporação e da redução da pressão atmosférica acima das florestas na circulação do ar é muito pequeno", diz o professor americano David Adams, da Universidade do Estado do Amazonas - ou seja, é uma voz contra a teoria dos físicos russos, que, segundo ele, estão supervalorizando a força da bomba biótica.-Agora uma voz que lhes dá pelo menos o benefício da reflexão por parte da comunidade científica. Vem do climatologista José Antonio Marengo, do Inpe:

"Precisamos considerar a viabilidade da tese, estudar mais o fenômeno para definir quão crucial é o papel da bomba biótica na circulação do ar." Se for provada a correção da nova teoria, isso torna o papel das florestas ainda mais essencial para o bem-estar do planeta. Enquanto a meteorologia convencional prevê que o desmatamento reduza as chuvas de uma região em cerca de 20%, a bomba biótica prega que tal redução pode bater na casa dos 100%.

"Destruir a Amazônia, por exemplo, significa transformar todo o continente num insuportável e inabitável deserto", diz Gorshkov.-"As florestas podem mudar drasticamente o clima de uma cidade" Victor Gorshkov, físico

http://www.terra.com.br/istoe/edicoes/2060/por-que-o-tempo-esta-loucouma-nova-teoria-diz-que-132866-1.htm
publicado por conspiratio às 20:45
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Segunda-feira, 4 de Maio de 2009

PLANTAS ALQUIMISTAS

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Plantas : Alquimistas da Natureza

Pierre Baranger, professor da Escola Politécnica de Paris, e o engenheiro Louis Kervran fizeram — cada um por seu lado — uma sensacional descoberta nos anos 60: plantas inofensivas, como as que existem em toda parte, podem transformar elementos químicos em outras matérias-primas, de maneira natural — podem realizar "transmutações". As plantas têm sucesso naquilo que a princípio parece ter sido o ideal dos alquimistas e sobre o que os físicos atômicos do mundo inteiro pesquisam há dezenas de anos: a fusão atômica controlada, ou seja, uma forma limpa de transformar elementos obtendo energia.

Em 1963, Baranger provou que a semente de um legume qualquer, ao brotar em uma solução de manganês, transforma o manganês em ferro, um fenômeno que pode ser influenciado pelas condições de luminosidade, fases da Lua e outros fatores. Com experiências correspondentes L. Kervran pretende que neste processo de fusão atômica o oxigênio e o hidrogênio sempre têm participação. Estes dois elementos encontram-se lado a lado nos chamados sistemas de períodos. Trata-se, portanto, de reações atômicas, através das quais, de uma maneira normal, sob cessão simultânea de energia, átomos leves são transformados em pesados, formando elementos novos. O mais importante de se notar nesses tipos de fenômenos é o fato de não se tratar de uma simples reação química mas de verdadeiras "transmutações" físicas.

Entretanto, está provado que durante estas "transmutações" o núcleo do átomo permanece inatingido, conservando intactas as partículas elétricas neutras (prótons e nêutrons). Esta é uma inteligente medida de precaução da natureza, que impede assim que se sucedam, por todas as partes, incontroláveis reações atômicas, que poderiam pôr em risco a existência do planeta e mesmo do universo inteiro.

L. Kervran é de opinião de que a matéria deve possuir uma qualidade até agora não descoberta, uma alta e real qualidade, a qual ainda não pode ser explicada, seja através de reações químicas ou mesmo da física atômica. O dr. R. Hauschka, em seu livro A Natureza da Substância, impressionado com as idéias de Kervran, diz: "Dificilmente a vida pode ser explicada pela química, pois ela não depende da combinação dos elementos, mas sim de como procedem estes elementos". Indo um pouco além, ele coloca a pergunta fundamental: "Não é, pois, por demais lógico aceitar que a vida já existia muito antes do aparecimento da matéria como produto de um cosmo espiritual preexistente?"

Das conclusões anteriores deve-mos tirar duas perguntas importantes para nós:
A psique humana pode receber a influência da reação das plantas?
Podemos fazer com que o contato natural das plantas seja tributário de estruturas altamente dimensionais?

O americano Cleve Backster, especialista em detectores de mentiras (o chamado polígrafo), certa manhã de 1966 resolveu ligar a sua dracena ao galvanômetro de um polígrafo para, por meio da alteração da condutividade elétrica, medir a velocidade com que a água subia da raiz às folhas. Como resultado ele obteve um sinal-padrão que corresponde ao de um homem quando exposto a um estímulo sensorial por um curto período de tempo. Esse era um princípio.

Admirado, ele decidiu provocar uma reação mais forte na planta, queimando uma das suas folhas. Nesse exato momento o indicador do aparelho de medição oscilou violentamente. Ele não havia saído do lugar, nem tinha tocado na planta. Mais tarde Backster descobriu que sua planta também reagia à distância. Certa vez ele cronometrou o tempo exato de um passeio. Descobriu depois que o registrador do polígrafo tinha acusado uma oscilação "alegre" no momento da sua chegada.

Pessoas incumbidas pelo pesquisador de queimar as folhas das plantas ou destruí-las de outras formas, em um confronto com outras pessoas em uma sala onde havia plantas, foram "identificadas" por estas, sem hesitação alguma. Cada vez que aqueles "agentes" se aproximavam das "testemunhas" que não tinham sido molestadas, elas revelavam medo, oscilando selvagemente o mostrador do galvanômetro. Pessoas que não haviam participado desse controle não eram sequer "reparadas" pelas plantas. A afirmação de Backster de que as plantas se comunicam com outras formas de vida inspirou pesquisadores de todas as partes do mundo a executarem experiências semelhantes.

O dr. Aristides H. Esser, psiquiatra do Hospital Rockland State de Nova York, trouxe para seu laboratório um pesquisador que tinha plantado e cuidado pessoalmente de um filodendro. Uniram a planta a um polígrafo e fizeram ao proprietário uma série de perguntas, que tiveram respostas propositalmente falsas. O polígrafo reagiu como fizera na experiência de Backster, isto é, como se o próprio interrogado estivesse ligado a ele. A respeito, manifestou-se o dr. Esser: "Quando ouvi falar pela primeira vez das experiências de Backster, ri-me delas, mas o riso morreu definitivamente". Nesse meio tempo constatou-se que as plantas podem não apenas reconhecer homens e animais, mas também reagir a ferimentos e destruições ocasionadas em outros seres vivos. Esta constatação levou Backster a outras experiências.

Com a ajuda de um regador, Backster despejou água fervendo sobre vários caranguejos. A reação das plantas expostas na sala vizinha fez com que o mostrador do apare-lho oscilasse ao máximo no mo-mento do extermínio. Sabe-se que os nervos constituem a base mecânica para os chamados meios de informação eletroquímica em homens e animais. O sistema nervoso periférico transmite em seus nervos sensoriais informações para o sistema nervoso central, com as ordens dos nervos motores para os órgãos executores, cosmo, por exemplo, os membros. As células nervosas (neurônios) são igualmente de comunicação e retenção.

Entretanto, estes elementos sensoriais não existem nas esponjas e, não obstante, deve haver uma explicação lógica para a sua organização e comportamento. Lyall Watson (em seu livro Conhecimentos Secretos, Frankfurt, 1973) descreve seu funcionamento como se ele se assemelhasse a um fenômeno extra-sensorial. E opina: "Mesmo quando se corta um pedaço delas e se passa por uma peneira, suas células se juntam de novo, como um organismo, e ressuscitam".

Mas onde está determinado o plano para a aparentemente refinada reorganização do volume de células? O que, na verdade, desencadeia este processo, e que forças agem aqui? De onde são retiradas as informações? Energias primor-diais (W. Reich), que atuam e regem formas vivas e as conservam, devem estar agindo. Lyall Watson nos faz refletir mais além: "As plantas também não têm sistema nerso, e não foi constatada uma transmissão de estímulos de célula para célula: no entanto, são capazes de ações conjuntas. Toca-se a ponta de uma das folhas reunidas da mimosa pudica. e ela se dobra: se o estímulo é bastante forte, a reação atinge as folhas vizinhas, até que toda a planta pareça se contorcer". Ações inteligentes, comportamento herdado de milhões de anos com a finalidade de preservar a sobrevivência da espécie, transformação do instinto desenvolvido?

Tompkins e Bird, em A Vida Secreta das Plantas, tentaram demonstrar de maneira compreensiva que as plantas são seres vivos dotados de alma e espírito, e que podem desenvolver um estreito relaciona-mento com os homens. Hoje os homens já se comunicam quase que somente pelas emoções. Muitos de nós já estamos seguindo uma espécie de vida vegetativa. E conhecido que as células de organismos vivos, inclusive das plantas, reagem às insensoriais informações para o sistema nervoso central, com as ordens dos nervos motores para os órgãos executores, cosmo, por exemplo, os membros. As células nervosas (neurônios) são igualmente de comunicação e retenção.

Entretanto, estes elementos sensoriais não existem nas esponjas e, não obstante, deve haver uma explicação lógica para a sua organização e comportamento. Lyall Watson (em seu livro Conhecimentos Secretos, Frankfurt, 1973) descreve seu funcionamento como se ele se assemelhasse a um fenômeno extra-sensorial. E opina: "Mesmo quando se corta um pedaço delas e se passa por uma peneira, suas células se ¡juntam de novo, como um organismo, e ressuscitam".

Mas onde está determinado o plano para a aparentemente refinada reorganização do volume de células? O que, na verdade, desencadeia este processo, e que forças agem aqui? De onde são retiradas as informações? Energias primordiais (W. Reide), que atuam e regem formas vivas e as conservam, devem estar agindo. Lyall Watson nos faz refletir mais além: "As plantas também não têm sistema nervoso , e não foi constatada uma transmissão de estímulos de célula para célula: no entanto, são capazes de ações conjuntas. Toca-se a ponta de uma das folhas reunidas da mimosa pudica. e ela se dobra: se o estímulo é bastante forte, a reação atinge as folhas vizinhas, até que toda a planta pareça se contorcer".

Baseando-se em novos conhecimentos, Backster quer estender esta influência até os componentes menores, como moléculas e átomos. Aqui nos aproximamos de maneira evidente do campo da foi bioplasmática que parece possibilitar um contato telepático emocional entre homens, animais e plantas.

Todos esperavam que as pesquisas com plantas colocadas em "jauIas" Faraday ou em câmaras chumbo blindadas fracassasse Elas, porém. tiveram êxito. E provavel que as plantas tenham um pouco de receptividade a impulsos físicos exteriores, mediante a supres dos fatores de funcionamento da teligência, ainda mais desenvolvidas que o dos homens. Pela inclusâo um sistema de acoplamento o nico baseado na técnica da com cação, nós poderíamos desenvolver a possibilidade de registrar contato com inteligências extraterrestres ou mesmo com outro niveies de vida. Assim, seria insensato relegar os transportes para a esfera da utopia.

Há alguns anos o dr. Lawrence do instituto-escola em São Bernardino (Califórnia. EUA), empreendeu a experiência de utilizar plantas para a recepção de sinais cósmicos ininteligíveis. O primeiro sucesso ocorreu a 29 de outubro de 1973, quando subitamente todos os aparelhos de medição, distribuídos ao longo de um trajeto de 12 quilômetros, reagiram simultaneamente, com uma oscilação até então não registrada. O que estava acontecendo? Não se tinha registrado nem mesmo pelo radiotelescópio a recepção de sinais extraterrestres de seres vivos: tratava-se de um sinal vindo de fora ou de "uma troca de informações entre as próprias plantas"?

Com base nas experiências de Backster, sabemos que as plantas recebem e transmitem sinais de dor de outros seres.

Elas deveriam conseguir estes sinais pela inclusão de estruturas superdimensionais, pois outros meios de transmissão estão excluí-dos. Suas reações manifestam-se, para nós, de maneira secundária, através de oscilações mais ou me-nos fortes dos mostradores do galvanômetro. É evidente que as plantas apresentam reações quando es-tão sob ameaça, sob medo irradiado telepaticamente e também quando sentem dor.

Estes sinais de choque, se pudessem ser produzidos em ritmos de-terminados, confiáveis e contínuos, irradiados por um sistema de antenas ainda a ser concebido, possibilitariam eventualmente os contatos com extraterrestres ou com inteligências extradimensionais .. . E isto (sob o nosso ponto de vista) quase em tempo zero, pois se usaria para a transmissão uma estrutura neutralizadora de tempo. Alguns pesquisadores verificaram que este método tem a desvantagem de acostumar as plantas aos repetidos sinais de dor, aos quais, por fim, dificilmente ainda reagiriam. Segundo declarações unânimes, permaneceriam em contínuo estado de "inconsciência". Talvez fosse possível criar substâncias orgânicas (como, por exemplo, o plânton) em grandes biotanques, de modo que elas não se acostumassem tão depressa às situações de choque e por um grande espaço dê tempo se deixassem estimular segundo a necessidade.

Para encontrar um estimulador apropriado (gerador de impulsos) também não seria muito simples. Os impulsos de estímulo rítmico-psíquicos seriam certamente os ideais, mas seria muito difícil criá-los na prática. Outros métodos "suaves" de influência seriam passíveis de ser idealizados. Eventualmente aceita-se a possibilidade de induzir as plantas aos raios de sinais visuais já existentes, os quais são transmitidos mentalmente. O médium deveria sintonizar-se, para este fim, com a freqüência emocional das plantas ou de um outro gerador. O "brutal", mas talvez mais eficiente, poderia ser por meio de estímulos sistemáticos, rítmicos, de impulsos elétricos.

A nossa flora nos mostra como se utilizar dos supersofisticados sus-tentadores da vida, ou sistemas incentivadores: temos, desta forma, as plantas insetívoras e carnívoras, que agarram e digerem insetos. A "refeição canibal" lhes é útil para a obtenção de fósforo, potássio, hidrogênio e sais minerais, que, durante a dissolução dos insetos, chegam ao corpo das plantas. Muitas, entretanto, mesmo sem digeri-los, teriam suas sementes amadurecidas para a florescência, mas preferem o método mais cômodo, isto é, a morte dos insetos. Biólogos diferenciam basicamente quatro espécies destes "instrumentos da morte": armadilha de viscosa, armadilha de alçapão, armadilha de fossos e armadilha de sucção.

As nativas dos brejos pertencem à classe das armadilhas viscosas. As superfícies das suas folhas são cobertas de pêlos finos chamados tentáculos. Todos eles são atravessa-dos por um feixe condutor. Estes feixes terminam em cabecinhas glandulares que segregam um líquido viscoso rescendendo a mel, cuja finalidade é atrair os insetos. Após a luta fatal, os tentáculos da planta segregam um fermento que dilui as entranhas do inseto e transforma a albumina animal em nitro-gênio e fósforo assimiláveis.

Na Carolina, EUA, cresce um tipo que espreita os insetos com o auxílio de refinado sistema externo de armadilha de alçapão. Equipada com três pêlos ondulantes sensíveis, bem no meio de cada folha, a um simples toque em um desses pêlos, fecham-se ambas as metades das folhas imediatamente, entrelaçando-se os dentes de suas bordas. Esta superestrutura vegetal resulta tão-somente de um capricho da natureza, ou atrás dela se esconde um princípio mais elevado (ainda que só de atuação emocional)?

Uma outra espécie — a "mangueira d'água" — trabalha segundo o princípio da sucção. Entre suas folhas, rasgadas em fios finíssimos que vegetam abaixo do nível da água, encontram-se bolhas minúsculas, dotadas de uma espécie de alçapão obstruindo a abertura, que é rodeada de pêlos rígidos que segregam muco. Nestas bolhas domina um vácuo, isto é, baixa pressão, e isto representa uma refinada armadilha de sucção. Os insetos sugados se decompõem pela influência do fermento.

Já nas selvas africanas e asiáticas encontramos insetívoras com folhas em forma de jarras: nas extremidades dos seus talos existem recipientes que se assemelham a cachimbos coloridos e brilhantes. Os insetos pousam nas bordas e, tentando chegar até a substância parecida com açúcar que existe no fundo, escorregam e caem na cilada.

Uma outra espécie, a jarra-mangueira da Califórnia, EUA, não contém fermento algum, mas abriga bactérias que dissolvem os insetos aprisionados. Nestas armadilhas de alçapão vivem inúmeras larvas voadoras que, em perfeito acordo com o hospedeiro, se alimentam de restos de insetos, mantendo a armadilha limpa. Desta maneira, a planta armazena provisões para posteriores e nutritivas refeições.

Quem teria encaminhado desta forma este processo? O automatismo deve ter tido uma origem ... Do nada só pode ver o nada.

Na busca da origem do comportamento emocional dos vegetais, segundo o seu desencadeador e o esquema de organização em suas decorrências ocasionalmente para-normais, depara-se subitamente com o conceito de bioenergia. Com isto se entende o que até agora só era provado de maneira indireta (fotografia kirlian, por exemplo) no campo da força biológica: cientistas soviéticos postularam hipotéticos "bioplasmas", evidentemente idênticos àquilo que os velhos hindus chamavam de Prana, Paracelsus chamou de Magnale, Von Reichenbach de Od , Bergson de Impulso Vital, e Wilhelm Reich de Orgon. Este plasma biológico deve ser construído com a sua composição primordial segundo dimensões mais altas. Um bom exemplo da interação entre a psique humana e o campo bioplasmático das plantas foi dado pelo pesquisador M. Vogel (a experiência está narrada em A Vida Secreta das Plantas), que conseguiu manter duas folhas de olmo frescas e saudáveis, muito tempo depois de terem sido colhidas, apenas conversando com elas todas as manhãs.

Outra experiência importante nesse sentido é a do dr. Georges Lachovvskij, engenheiro russo que vive em Paris desde a década de 20. Ele curou gerânios e outras plantas inoculadas com bactérias cancerígenas, submetendo-as, durante semanas, a irradiações de um "oscilador radiocelular" construído por ele mesmo. Tumores do tamanho do caroço de uma cereja, depois de duas semanas, começavam a encolher-se, atrofiar-se, terminando por cair. De onde viria a energia necessária para o desenvolvimento e estabilização de oscilação normal das células? Esta era a pergunta crucial. Lachowskij não crê que seja provável a produção da energia na própria célula, da mesma maneira que uma bateria ou uma máquina a vapor mio podem produzir sua própria energia. Concluiu, então, que a energia deve ser externa, desviada das irradiações cósmicas.

Por outro lado, em vez de irradiações cósmicas poderia ter sido apenas a influência da onipresente bioenergia. uma energia de ondas eletromagnéticas de um plano superior.
Nesse sentido as plantas poderiam auxiliar a humanidade a abrir um caminho para um reservatório inesgotável de energias. cuja origem está na configuração de tempo e espaço. Na busca de fornecedores de energias realmente puras, recaem os primordiais desencadeadores de todos os acontecimentos energéticos e paranormais de maior significação. Para pesquisar essa fonte de enegia e utilizá-la inteligentemente, seria preciso um trabalho pioneiro e corajoso. E talvez esteja aí a solução para a grande crise de energia que pesará sobre a humanidade na década de 80.

Extraido de um texto de Ernst Meckelburg - 1979

http://br.geocities.com/rsmaike/plantas_alquimistas.html

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publicado por conspiratio às 21:20
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Sexta-feira, 1 de Maio de 2009

HYPATIA (HIPÁCIA DE ALAXANDRIA 370-415), FILÓSOFA, MÍSTICA, CIENTISTA, MÁRTIR PAGÃ . . .

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HIPÁCIA DE ALAXANDRIA (HYPATIA 370-415)

Há cerca de 2000 anos, emergiu uma civilização científica esplêndida na nossa história, e a sua base era em Alexandria. Apesar das grandes chances de florescer, ela decaiu. A sua última cientista foi uma mulher, considerada pagã. O seu nome era Hipácia. Com uma sociedade conservadora a respeito do trabalho da mulher e do seu papel, com o aumento progressivo do poder da Igreja, formadora de opiniões e conservadora quanto à ciência, e devido ao facto de Alexandria estar sob domínio romano, após o assassinato de Hipácia, em 415, essa biblioteca foi destruída. Milhares dos preciosos documentos que nela existiam foram em grande parte queimados e perdidos para sempre, e com eles todo o progresso científico e filosófico da época."Carl Sagan, "Cosmos"






HIPÁCIA (370-415)

Hipácia ajudou seus alunos a entrar em contato com sua natureza espiritual, ou “olho interior”. Ela sempre andava pela cidade em uma biga. Vestia-se com simplicidade e usava a capa branca dos filósofos.

Além de astrônoma e matemática, Hipácia era filósofa. Egípcia de ascendência grega, era famosa por sua beleza. A filosofia de Hipácia era também sua religião. Ela acreditava em um ser divino chamado “o Uno” – a origem de toda a realidade. O objetivo de Hipácia era se aproximar de ”o Uno”, e ela compartilhava seus métodos com um grupo seleto de estudantes. Hipácia os ensinou a se libertar do mundo da matéria procurando a parte divina da natureza humana, ou alma, que ela chamou de “O Olho enterrado dentro de nós”.

Naquela época as mulheres não eram consideradas iguais em direito. Mas aos olhos de seus alunos homens, Hipácia estava acima da feminilidade. Ela requisitava uma dedicação completa e não tolerava nenhum contra-senso. Quando um aluno se distraiu em seu caminho rumo a “o Uno”, apaixonando-se por ela, Hipácia agitou um pedaço de sua roupa suja diante dele , dizendo: “Isto sou eu. É isso o que você ama!” Ele se tornou um aluno modelo a partir de então. Hipácia defendia que a beleza terrestre é uma ilusão e que a verdadeira beleza existia apenas em “o Uno”.

Hipácia viveu em Alexandria, a terceira maior cidade do Império Romano, um centro de aprendizado e caldeirão de culturas. Nos tempos de Hipácia havia muitos conflitos entre cristãos, judeus e pagãos. Hipácia tentou ficar longe das brigas. Toda a cidade respeitava sua sabedoria e era comum o governador romano pedir seus conselhos. Isso selou seu destino. O governador se envolveu em uma amarga luta contra o líder local da igreja cristã, que via Hipácia como uma ameaça. Espalharam que Hipácia praticava magia negra e ela foi culpada por todas as calamidades da cidade. Um dia, ao voltar para casa, um grupo de cristãos irados arrancou-a de sua biga e com conchas afiadas, cortou-a em dois pedaços.

Fonte: Filosofia para Jovens, Callis Editora

Mais em:





http://saberdesi.blogspot.com/2008/04/hiptia-ou-hipcia-de-alexandria-em-grego.html

http://umquetoque.blogspot.com/2009/03/hipacia.html

http://br.geocities.com/kaderno2004/materias/hipacia/hipacia.htm

http://pimentanegra.blogspot.com/2005/03/hipcia-de-alexandria.html

http://pt.wikipedia.org/wiki/Hipátia


http://commons.wikimedia.org/wiki/Hypatia

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