Terça-feira, 24 de Março de 2009

YOGA TIBETANA: TRANSFERÊNCIA DE CONSCIÊNCIA

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Todos os gurus tibetanos familiarizados com a Pho-wa, quer teórica, quer praticamente, concordam que, podendo a sua prática facilmente dar margem a abusos por parte de discípulos inescrupulosos e desleais, a sua técnica de aplicação jamais deve ser ensinada senão àqueles que passaram por longos períodos de experiência e revelaram o seu valor.

Assim sendo, tem-se como certo que todos os ensinamentos registrados concernentes à Pho-wa, tal como os que estão contidos em nossos textos, deverão ser estudados e submetidos ao teste da prática unica­mente sob a orientação pessoal de um guru experimentado, que já os tenha assimi­lado e esteja qualificado, por ter recebido a devida iniciação, para fornecer as suas necessárias amplificações e a sua explicação detalhada.


A DOUTRINA DO TRONGJUG

De acordo com a tradição, há cerca de novecentos anos, de fontes sobre‑
humanas, foi revelada, a uns poucos escolhidos dentre os mais santos gurus do Tibete e da índia, uma divina ciência secreta chamada pelos tibetanos Trongjug, o que significa "Transferência e Inspiração". Por meio desta arte Iogue, acredita-se que os princípios da consciência de dois seres humanos podem ser mutuamente trocados, ou, em outras palavras, que a consciência que anima, ou inspira, um corpo humano pode ser transferida e levada a animar um outro corpo humano; e, também, que a vitalidade animal e a inteligência instintiva podem ser dissociadas dos elementos da consciência humana e temporariamente infundidas a formas subumanas e controladas pelo manas obscurecedor da personalidade desencarnada. Um adepto da Trongjug é, pois, tido como capaz de se desfazer de seu próprio corpo e assumir o corpo de um outro ser humano, tanto pelo consentimento quanto pela expropriação compulsória deste último; e de introduzir-se e ressuscitar, e, depois, possuir o corpo de uma pessoa que veio recentemente a falecer. Expropriar alguém de seu próprio corpo pela força é, naturalmente, um ato de magia negra, somente praticado por um ioguim que esteja seguindo o caminho da escuridão.


A HISTÓRIA IOGUE CONTADA PELOS GURUS

A história que se segue, corrente entre os gurus em variadas versões, serve para ilustrar como se pode dar o abuso da Trongjug. Os gurus contam-na freqüentemente para que fique melhor explicada a sua inflexível recusa em permitir a divulgação dos ensinamentos ocultos de modo indiscriminado.

A história diz respeito a um príncipe e ao filho de um primeiro-ministro, os quais eram grandes amigos e adeptos da Trongjug . Um dia, quando caminhavam juntos, passaram por um ninho de pássaro cheio de filhotes recém-nascidos; enquanto estavam a contemplá-los, viram a mãe ser morta por um falcão. Tomado de compai­xão, o príncipe resolveu praticar a arte secreta, dizendo então ao companheiro: "Por favor, vigie o meu corpo, enquanto ressuscito o corpo da mãe e faço com que voe para junto dos passarinhos e os alimente." Enquanto guardava a forma aparentemente inanimada do príncipe, o filho do primeiro-ministro foi vencido pela tentação, e, desfazendo-se de seu próprio corpo, entrou no corpo do príncipe, tendo sido provado mais tarde que ele há muito amava em segredo a esposa do príncipe. Este não teve outra escolha senão a de ocupar o corpo de seu falso amigo; e dizem que muitos anos se passaram até que o filho do primeiro-ministro pudesse ser persuadido a abandonar o corpo do príncipe e retornar ao seu próprio.

Devido a abusos como este, a Trongjug passou a ser mantida em total segredo, tendo sido instituído o preceito de somente transmiti-la àquele discípulo cuidadosa­mente testado e escolhido para tornar-se um guru numa sucessão apostólica de gurus, e isto mesmo pouco antes da morte do guru superior que toma a si a sua transmissão.


A ESTÓRIA IOGUE ACERCA DE TIPHOO

Marpa, tendo sido favorecido com esta exclusiva iniciação à Trongjug, foi aconselhado por seu próprio iniciador e guru, Naropa, a transmitir o que aprendera a Milarepa, o melhor discípulo de Marpa. Em vez de seguir este sábio conselho, Marpa transmitiu-o ao seu próprio filho, Doday-Bum, um ioguim de excepcionais qualidades. Mas, tal como previra Naropa, o plano de sucessão de Marpa malogrou. Doday-Bum teve uma morte tão súbita e inesperada, que não houve nenhum corpo humano imediatamente disponível para o qual transferir a sua consciência; e ele se viu obrigado a fazer uso transitório do corpo de uma pomba que acabara de morrer. Daí, logo após ter procedido à aplicação da Trongjug, Marpa passou a guiar por meio da Ioga a pomba, de modo que esta voou diretamente para um sítio de cremação na índia, onde, sobre uma pira funerária, jazia o cadáver de um menino brâmane. Antes que o fogo fosse ateado à pira, a pomba pousou sobre o cadáver e, tendo arru­lhado por três vezes, caiu morta. No mesmo instante o menino reviveu e foi carregado para casa em meio a grande alegria, tendo sido rebatizado por seus pais com o nome de Tiphoo, que significa "Pomba". O rapazinho cresceu forte e saudável, e tornou-se um filósofo e ioguim indiano bastante famoso. Passou a ser conhecido pela história como o grande Santo Budista e Tântrico Tiphoo.

Fonte: A IOGA TIBETANA E AS DOUTRINAS SECRETAS, W. Y. Evans-Wents


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publicado por conspiratio às 20:05
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Segunda-feira, 23 de Março de 2009

EXCESSO DE TRABALHO E DEMÊNCIA

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Trabalho e Demência
do blog Saúde Perfeita, de Rui Fragassi
http://saudeperfeitarfs.blogspot.com/

Todo excesso é, por definição, prejudicial ao nosso organismo. Um dos efeitos do excesso de trabalho, particularmente o mental, é a possibilidade de surgir perturbação mental, como demência. Eu, como professor universitário, tive dois colegas muito dedicados ao trabalho, que tiveram esse tipo de problema. Um deles, por exemplo, ficou cego por arrancar os dois olhos! Indícios da vinculação "excesso de trabalho" com "demência" estão expostos no artigo abaixo.

Trabalhar demais 'aumenta risco de demência', diz estudo

Os que trabalharam mais de 55 horas por semana teriam problemas de raciocínio e memória.

Da BBC

Uma pesquisa liderada por cientistas finlandeses sugere que excesso de trabalho pode aumentar o risco de declínio mental e, possivelmente, de demência.

Demência é um termo genérico que descreve a deterioração de funções como memória, linguagem, orientação e julgamento. Existem vários tipos de demência, mas o mal de Alzheimer, com dois terços dos casos, é a forma mais comum.

O estudo analisou 2.214 funcionários públicos britânicos de meia idade e descobriu que aqueles que trabalhavam mais de 55 horas por semana tinham menos habilidades mentais do que os que faziam o horário normal.

A pesquisa, divulgada na publicação científica American Journal of Epidemiology, descobriu que os que trabalhavam demais tinham problemas com a memória de curto prazo e lembrança de palavras. Ainda não se sabe a razão de o excesso de trabalho causar estes efeitos no cérebro.

Mas os pesquisadores afirmam que os fatores mais importantes podem incluir o aumento de problemas do sono, depressão, estilo de vida prejudicial à saúde e o aumento do risco de doenças cardiovasculares, possivelmente ligados ao estresse. "As desvantagens das horas extras devem ser levadas a sério", afirmou a pesquisadora que liderou a pesquisa Marianna Virtanen, do Instituto Finlandês de Saúde Ocupacional.

Os funcionários públicos que participaram do estudo fizeram cinco testes diferentes para avaliar a função mental, uma vez entre 1997 e 1999 e novamente entre 2002 e 2004. Os que faziam mais horas extras tiveram pontuações menores em dois dos cinco testes, que avaliavam raciocínio e vocabulário. Os efeitos eram cumulativos, quanto mais longa a semana de trabalho, piores eram os resultados nos testes.

Os empregados que trabalhavam em excesso tinham menos horas de sono, relatavam mais sintomas de depressão e consumiam mais bebidas alcoólicas do que os que trabalhavam apenas no horário normal.

O professor Mika Kivimoki, que também trabalhou na pesquisa afirmou que os cientistas vão continuar com o estudo. "É particularmente importante examinar se os efeitos são duradouros e se o excesso de trabalho pode levar a problemas mais graves como demência".

Cary Cooper, especialista em estresse no local de trabalho na Universidade de Lancaster, Grã-Bretanha, afirmou que já se sabe há algum tempo que trabalhar em excesso de forma regular pode prejudicar a saúde em geral, e agora este estudo sugere que também pode haver danos ao funcionamento mental. "Isto deve enviar uma mensagem aos empregadores de que insistir que as pessoas trabalhem em excesso na verdade não é bom para os negócios", disse. "Mas a minha preocupação é que em uma recessão as pessoas trabalhem mais. (...) As pessoas irão
para o trabalho mesmo se estiverem doentes, pois querem mostrar comprometimento e garantir que não sejam os próximos funcionários demitidos", acrescentou.
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publicado por conspiratio às 19:12
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A PEDOFILIA PSICANALISADA POR RENATO MEZAN

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RENATO MEZAN é psicanalista e professor titular da Pontifícia Universidade Católica de SP.


PREDADORES PSÍQUICOS

NA ÁUSTRIA, EM PERNAMBUCO OU EM SP, ABUSADORES SEXUAIS PARTILHAM DA MESMA IDENTIFICAÇÃO MALIGNA COM A MÃE E DA INDIFERENÇA PELO OUTRO

RENATO MEZAN

Os casos de pedofilia e incesto recentemente noticiados pela imprensa -a menina engravidada pelo padrasto em Alagoinha (PE), o austríaco que manteve presa sua filha por mais de 20 anos e com ela engendrou sete filhos/netos, a rede criminosa baseada em Catanduva (SP)- provocaram repulsa e horror em todos os que deles tomaram conhecimento.Como é possível que alguém pratique tais atos, perguntam-se as pessoas, e quais as consequências deles para as vítimas?

Mesmo que pedófilo e incestuoso não sejam sinônimos -o primeiro se interessa sexualmente por crianças, o segundo toma como objeto uma pessoa da mesma família ou clã (criança ou não), portanto proibido pela lei ou pelo costume-, não é raro que as duas condições coincidam num mesmo indivíduo, como no caso de Alagoinha, e em tantos outros que diariamente chegam às instituições de tutela da infância.

Os motivos pelos quais um adulto -geralmente homem- aborda uma criança com o objetivo de se aproveitar dela são de diversas ordens.


Balas e pipocas

Em primeiro lugar, ela é mais fácil de atrair do que um parceiro adulto: balas, pipocas e a promessa de deixar jogar videogames bastaram para levar ao quarto do borracheiro de Catanduva os garotos que ele cobiçava.
Quem assim procede tem medo de que o adulto recuse seu convite; pode-se supor que seja acometido de ansiedade em relação ao seu desempenho ou que suas fantasias de castração sejam particularmente intensas.
Em segundo lugar, o "predador psíquico" -termo que tomo emprestado ao antropólogo Boris Cyrulnik- tem características que o singularizam entre as várias classes de perversos. A principal delas é uma identificação maligna com a mãe, diferente da que desemboca numa posição homossexual "normal" ou da que -caso venha a fazer parte da porção sublimada da libido- resulta num interesse pedagógico, numa atitude maternal e devotada para com os amigos etc.

O que norteia o impulso sexual do pedófilo é a combinação dessa identificação com um ódio imenso pela criança que ele mesmo foi -"meu objeto deve sofrer ainda mais do que eu sofri"- e com um completo desinteresse pelos sentimentos do outro, que leva o indivíduo a não se incomodar com as consequências que seus atos possam acarretar para a criança.Quer esta tenha sido "apenas" bolinada, induzida a praticar felação ou estuprada, tais consequências são de extrema gravidade.

O abusador sexual busca muitas vezes uma revanche contra violências de que ele próprio foi vítima na infância (é a justificativa do austríaco Josef Fritzl para o que fez com a filha) e se aproveita do fato de que as crianças são efetivamente dotadas de sexualidade para as seduzir.Mas atenção: a sexualidade infantil não se confunde com a adulta, e certamente não faz parte dela o intento de servir de meio para prazeres dos quais não tem noção.

Esse ponto é crucial. Todos sabemos que as crianças se interessam pelo que acontece no quarto dos pais e, no contexto do complexo de Édipo, desejam inconscientemente ocupar o lugar de um dos cônjuges.

"Pessoas grandes"

Sua imaturidade, porém, e o fato de desconhecerem muito do que se refere à vida sexual das "pessoas grandes" as fazem inventar o que Freud chamava de "teorias sexuais infantis".Brincadeiras de médico, de "gato mia" e outras semelhantes expressam a curiosidade natural sobre o corpo, sobre a diferença entre meninos e meninas, sobre como se fazem bebês -mas são parte do que Sándor Ferenczi [1873-1933] denominou "linguagem da ternura".

Já o adulto -perverso ou normal- opera na "linguagem da paixão", ou seja, num registro que confere sentido bem diverso à excitação, às fantasias e aos atos eróticos.

A "confusão de línguas" da qual fala o psicanalista húngaro nasce de que o adulto não controla seus impulsos e excede os limites que a cultura impõe na esfera sexual.

Como afirma com razão Renata Cromberg, não se podem confundir "carinhos de pai" -beijos, abraços, afagos normais e desejáveis na relação pai-filha- com "carinhos de homem": os mesmos gestos, porém realizados com o intuito de proporcionar prazer sexual para si, e nunca para a criança.

Quando isso acontece, esta se vê enredada numa armadilha fatal: sente-se culpada por suas fantasias incestuosas (que, repito, fazem parte do desenvolvimento normal) e chocada pela maneira como elas acabaram por se realizar.

A perplexidade se soma à vergonha e ao trauma de se ver traída por alguém em quem confiava; os efeitos na mente infantil são devastadores, e a eles se somam muitas vezes vestígios corporais, da irritabilidade ou ferimentos nos genitais à gravidez.

A situação é frequentemente complicada pelo medo de contar o que ocorreu ou, pior ainda, pela incredulidade com que o relato é recebido.
Mães se recusam a acreditar que o homem que amam possa ter cometido "aquilo" ou são coniventes (alguém duvida de que a mulher de Fritzl sabia -ou pelo menos suspeitava- do que estava acontecendo naquele porão?); autoridades (como a responsável pela Delegacia da Mulher de Catanduva) não dão seguimento à investigação; e o silêncio contribui para agravar a confusão e a dor.

Diante da incompreensão dos adultos, a criança vítima de abuso sexual aciona mecanismos de defesa violentíssimos, que acabam por aumentar ainda mais o seu sofrimento: identificação com o agressor, entrada numa posição masoquista, cisão da parte da sua mente que abriga as lembranças do fato e outros mais.

Pode se tornar abúlica ou muito agressiva, perder a capacidade de sonhar ou reviver a cena em pesadelos, ser to- mada por sentimentos de perseguição, pela culpa de ter "induzido" o ato ou pela imagem obsedante do agressor. Este, porém, pouco se importa com tais consequências: como sua personalidade é de tipo narcisista, a desumanização do outro não lhe provoca emoção nenhuma.

Contudo, por trás da fachada triunfante, nota-se que esse narcisismo é muito frágil: recobre precariamente um grande vazio e uma angústia atroz quanto à própria identidade.Compreende-se que o perverso -e particularmente o pedófilo/incestuoso- busque na sexualidade um lenitivo para a incerteza sobre quem é e sobre o que pode ("a pedofilia é a perversão dos fracos e impotentes", diz Freud) e um meio de desviar sobre um ser indefeso o ódio e a hostilidade contra seus objetos internos.
O entendimento sobre como funciona a personalidade do agressor, porém, não diminui a gravidade dos atos que pratica nem a dor imensa que inflige à sua vítima.

O tema do abuso sexual é complexo, e é evidente que estas breves observações não o podem esgotar. A informação adequada é essencial para quem lida com os desastres que ele provoca.Por isso, gostaria de concluir este artigo recomendando a juízes, médicos, promotores, assistentes sociais, psicólogos -e também aos familiares das vítimas- a leitura de quatro livros nos quais me baseei para o redigir: "Cena Incestuosa", de Renata Cromberg; "Perversão", de Flávio Carvalho Ferraz; "Psicopatia", de Sidnei Kiyoshi Shine; e "Narcisismo e Vínculos", de Lucía Barbero Fuks, este uma coletânea na qual figuram vários trabalhos sobre o assunto [todos publicados pela ed. Casa do Psicólogo].
Lembremos o dito de Freud: "Primum non nocere" -antes de mais nada, não prejudicar quem está ferido!

RENATO MEZAN é psicanalista e professor titular da Pontifícia Universidade Católica de SP. Escreve na seção "Autores", do Mais! .


Próximo Texto: Fritzl prendeu e violentou a própria filha


http://www1.folha.uol.com.br/fsp/mais/inde22032009.htm

publicado por conspiratio às 18:52
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Quarta-feira, 18 de Março de 2009

RETORNAR À MENTE ORIGINAL - TEXTO BUDISTA

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Segue um trecho, um fragmento do livro "Gosto da Liberdade " do mestre tailandês Ajaan Chah. O texto todo está disponível no site "Acesso ao Isight":
http://www.acessoaoinsight.net/arquivo_textos_theravada/gosto_da_liberdade.php



Acerca desta mente... Na verdade não existe nada de errado com ela. Ela é essencialmente pura. Dentro de si mesma ela já está em paz. Que a mente não esteja em paz nestes dias é porque ela se deixa levar pelos humores. A mente real não tem nada a ver com isso, é simplesmente (um aspecto da) Natureza. Ela se torna pacífica ou agitada porque os humores a enganam. A mente que não é treinada, é estúpida. As sensações surgem e a ludibriam com a alegria, sofrimento, felicidade e tristeza, mas a verdadeira natureza da mente não é nenhuma dessas coisas. Essa alegria ou tristeza não é a mente mas somente um humor que surge para nos enganar. A mente que não é treinada se perde e segue atrás dessas coisas, esquece de si mesma. Então pensamos que somos nós que estamos preocupados ou tranqüilos ou o que quer que seja.

Mas na realidade essa nossa mente já está imóvel e tranqüila…realmente tranqüila! Tal como uma folha que está imóvel até que o vento a sopre. Se o vento surge a folha se agita. A agitação se deve ao vento - a agitação se deve a essas sensações; a mente as segue. Se ela não as segue, não ficará agitada. Se conhecemos a verdadeira natureza das sensações, não ficaremos agitados.

A nossa prática é simplesmente ver a Mente Original. Dessa forma precisamos treinar a mente a conhecer essas sensações e a não se deixar levar por elas. Fazer com que tudo esteja em paz. É somente esse o objetivo desta difícil prática que estamos empreendendo.

"... Aquilo que "inspeciona" os vários elementos que surgem durante a meditação é 'sati', atenção plena… Sati é vida… Quando não temos sati, quando somos descuidados, é como se estivéssemos mortos… Sati é simplesmente a mente atenta… É a causa do surgimento do auto-conhecimento e da sabedoria…Mesmo quando não nos encontramos mais em samadhi, sati deveria estar sempre presente…"

Sobre Meditação

Acalmar a mente significa encontrar o equilíbrio correto. Se você tentar forçar a sua mente em demasia ela irá longe demais, se você não se esforçar o suficiente ela não irá chegar lá, ela perde o ponto de equilíbrio.

Normalmente a mente não está tranqüila, ela está se movendo o tempo todo, lhe falta força. Fortalecer a mente e fortalecer o corpo não é a mesma coisa. Para fortalecer o corpo necessitamos exercitá-lo mas para fortalecer a mente significa fazer com que ela fique em paz, que não fique pensando acerca disto ou daquilo. Para a maioria das pessoas a mente nunca esteve em paz, ela nunca teve a energia de samadhi, [
1 ] por isso, devemos colocá-la dentro de limites. Sentamos em meditação, permanecendo com Aquele que sabe.

Se forçamos a nossa respiração para que seja muito longa ou muito curta, não estaremos em equilíbrio, a mente não ficará em paz. É o mesmo quando usamos uma máquina de costura com pedal pela primeira vez. Inicialmente praticamos somente com o pedal, de forma a ajustar nossa coordenação, antes que costuremos alguma coisa.
Acompanhar a respiração é parecido. Nós não nos preocupamos se ela é longa ou curta, fraca ou forte, nós somente a observamos. Deixamos que seja como deve ser e acompanhamos a respiração natural.

Quando ela estiver equilibrada, tomamos a respiração como nosso objeto de meditação. Quando inspiramos, o começo da respiração está na ponta do nariz, o meio da respiração está no peito e o final da respiração está no abdômen. Esse é o caminho da respiração. Quando expiramos, o início da respiração está no abdômen, o meio no peito e o final na ponta do nariz. Simplesmente observamos o caminho da respiração na ponta do nariz, no peito e no abdômen e depois no abdômen, no peito e na ponta do nariz. Notamos esses três pontos de forma a fazer com que a mente fique estável, para conter a atividade mental de tal forma que a atenção plena e a autoconsciência possam surgir com facilidade.

Quando formos capazes de notar esses três pontos poderemos soltá-los e notar a inspiração e a expiração, concentrando exclusivamente na ponta do nariz ou no lábio superior, onde o ar toca quando entra e sai. Nós não precisamos seguir a respiração, simplesmente estabelecemos a atenção plena à nossa frente, na ponta do nariz e notamos a respiração nesse único ponto - entrando, saindo, entrando, saindo. Não há necessidade de pensar acerca de algo especial, agora, concentre-se nessa simples tarefa, mantendo continuamente a mente atenta. Não há nada mais a ser feito, somente inspirar e expirar.

Em pouco tempo a mente ficará tranqüila, a respiração mais sutil. A mente e o corpo se tornam leves. Esse é o estado correto para a tarefa da meditação.

Quando estamos sentados em meditação a mente se torna refinada, mas em qualquer estado em que ela se encontre devemos tentar ter consciência dele, conhecê-lo. A atividade mental está ali junto com a tranqüilidade. Existe vitakka. Vitakka é a ação de trazer a mente para o tema da contemplação. Se não existe muita atenção plena, não haverá muito vitakka. Então vicara, a contemplação em torno daquele tema, segue. Várias impressões mentais "mais fracas" podem surgir de tempos em tempos mas a nossa autoconsciência é o mais importante - não importa o que esteja acontecendo nós temos conhecimento dela continuamente. À medida que nos aprofundamos estamos constantemente conscientes do estado em que se encontra a nossa meditação, sabendo se a mente está ou não firmemente estabelecida. Dessa forma, ambos, a concentração e a atenção plena estarão presentes.
Ter uma mente tranqüila não quer dizer que nada está acontecendo, as impressões mentais continuam surgindo. Por exemplo, quando falamos sobre o primeiro nível de absorção, dizemos que ele possui cinco fatores. Juntamente com vitakka e vicara, piti (êxtase) surge com o tema da contemplação e depois sukha (felicidade). Essas quatro coisas estão todas juntas na mente que se firmou na tranqüilidade. Elas são como um estado único.

O quinto fator é ekaggata ou unificação da mente em um só ponto. Você deve estar perguntando a si mesmo como pode haver a unificação quando também existem esses outros fatores. Isso ocorre porque eles ficam todos unificados com base na tranqüilidade. Juntos eles são chamados de o estado de samadhi. Eles não são estados do cotidiano da mente, eles são fatores de absorção. Existem essas cinco características mas elas não perturbam a tranqüilidade básica. Existe vitakka, mas ela não perturba a mente; vicara, êxtase e felicidade surgem mas não perturbam a mente. Portanto, a mente e esses fatores estão como se fossem uma coisa só. Assim é o primeiro nível de absorção.

Nós não precisamos chamá-lo de Primeiro Jhana, Terceiro Jhana e assim por diante, vamos chamá-lo simplesmente de ”uma mente tranqüila". Conforme a mente vai progressivamente se acalmando, ela irá dispensar vitakka e vicara, restando somente êxtase e felicidade. Porque a mente descarta vitakka e vicara? A razão é porque a mente vai se tornando mais refinada e a atividade de vitakka e vicara é muito grosseira para que possa permanecer. Neste estágio, quando a mente abandona vitakka e vicara, sentimentos de intenso êxtase podem surgir, lágrimas podem aflorar. Mas conforme o samadhi se aprofunda, o êxtase também é descartado, ficando somente a felicidade e a unificação da mente em um só ponto até que finalmente, mesmo a felicidade se vai e a mente atinge o ponto mais elevado de refinamento. Existe apenas equanimidade e unificação da mente em um só ponto, todo o demais foi deixado para trás. A mente permanece imóvel.

Uma vez que a mente esteja tranqüila tudo isso pode acontecer. Você não precisa pensar muito a respeito disso, isso acontece por si mesmo. A isto se chama de a energia de uma mente tranqüila. Nesse estado, a mente não está sonolenta; os cinco obstáculos, desejo sensual, aversão, inquietação, torpor e dúvida, foram todos embora.

Mas se a energia mental não for forte o suficiente e a atenção plena for fraca, ocasionalmente surgirão impressões mentais intrusas. A mente está tranqüila mas é como se houvesse uma "névoa" dentro dessa tranqüilidade. Não é um tipo de sonolência comum no entanto, algumas impressões irão se manifestar - talvez ouçamos um som ou vejamos um cachorro ou outra coisa. Não está absolutamente claro mas também não é um sonho. Isto ocorre porque os cinco fatores se tornaram desequilibrados e fracos.

A mente tem a tendência de nos pregar peças nesses níveis de tranqüilidade. "Imagens" podem surgir certas vezes quando a mente está nesse estado, através de qualquer um dos sentidos e o meditador poderá não ser capaz de identificar o que exatamente está acontecendo. "Estou dormindo? Não. É um sonho? Não, não é um sonho…" Essas impressões surgem a partir de um tipo de tranqüilidade média; mas se a mente estiver verdadeiramente tranqüila e cristalina não teremos dúvidas acerca das várias impressões mentais ou imagens que surgirem.
Questões como, "Eu fiquei à deriva? Eu estava dormindo? Eu me perdi? " não surgem pois elas são a característica de uma mente que ainda duvida. "Estou dormindo ou acordado?"…Aqui está confuso! Essa é a mente que está ficando perdida nos seus humores. É como a lua se escondendo atrás de uma nuvem. Você ainda pode ver a lua mas as nuvens que a cobrem fazem com que ela não possa ser vista com clareza. Não é como a lua que surgiu por detrás das nuvens - clara, bem definida e brilhante.

Quando a mente está tranqüila e com a atenção plena firmemente estabelecida, não haverá dúvida em relação aos vários fenômenos que encontramos. A mente terá verdadeiramente superado os obstáculos. Conheceremos com clareza, como na verdade é, tudo aquilo que surgir na mente. Não teremos dúvida porque a mente está clara e luminosa. A mente que alcança o samadhi é assim.

No entanto, algumas pessoas têm dificuldade de entrar em samadhi porque este não convém às suas inclinações. O samadhi existe mas não é forte ou firme. Mas a pessoa pode alcançar a paz através da sabedoria, contemplando e vendo a verdade das coisas, solucionando os problemas por esse caminho. Isto é a utilização da sabedoria ao invés do poder de samadhi. Para alcançar a tranqüilidade na prática, não é necessário sentar em meditação. Somente pergunte a si mesmo, "Ei, o que é isso?…" e solucione o seu problema exatamente nesse momento! Assim é uma pessoa sábia. Talvez ela realmente não consiga atingir níveis elevados de samadhi, embora ela desenvolva algo, o suficiente para cultivar a sabedoria. É a diferença entre cultivar arroz e cultivar milho. A pessoa pode depender mais de arroz do que milho para o seu sustento. A nossa prática pode ser assim, dependemos mais da sabedoria para solucionar os problemas. Quando vemos a verdade, a paz surge.

As duas formas não são iguais. Algumas pessoas possuem insight e sólida sabedoria mas não possuem muito samadhi. Quando elas sentam para meditar elas não ficam muito tranquilas. Elas tendem a pensar muito, contemplando isso ou aquilo até que finalmente elas contemplam a felicidade e o sofrimento e enxergam neles a verdade. Algumas se inclinam mais para isso do que samadhi. Quer seja em pé, caminhando, sentado ou deitado, [
3] a iluminação do Dhamma poderá ocorrer. Vendo e abandonando, elas alcançam a paz. Elas alcançam a paz conhecendo a verdade sem ter qualquer dúvida, porque elas a viram por si mesmas.

Outras pessoas possuem somente pouca sabedoria mas o seu samadhi é bastante sólido. Elas podem entrar em profundo samadhi rapidamente, mas não tendo muita sabedoria, elas não conseguem agarrar as suas impurezas, elas não as conhecem. Elas não conseguem resolver os seus problemas.

Mas independentemente da abordagem que usemos, precisamos eliminar a maneira incorreta de pensar, deixando ficar somente o Entendimento Correto. Precisamos eliminar a confusão, deixando somente a paz. De ambas maneiras chegaremos ao mesmo lugar. Existem esses dois aspectos da prática, mas essas duas coisas, tranqüilidade e insight, caminham juntas. Não podemos eliminar nenhuma delas. Elas precisam ir juntas.

Aquilo que "inspeciona" os vários fatores que surgem na meditação é 'sati', atenção plena. Sati é uma condição que, através da prática, pode auxiliar outros fatores a surgirem. Sati é vida. Sempre que não tivermos sati, quando formos desatentos, é como se estivéssemos mortos. Se não temos sati, então o que falamos e fazemos não possui nenhum significado. Sati é simplesmente recordação. É a causa do surgimento da autoconsciência e sabedoria. Quaisquer virtudes que tenhamos cultivado serão imperfeitas se lhes faltar sati. Sati é o que nos observa quando estamos em pé, caminhando, sentados e deitados. Mesmo quando não estamos mais em samadhi, sati deveria estar sempre presente.

Tomamos cuidado com qualquer coisa que façamos. Uma sensação de vergonha [
4] irá surgir. Ficaremos envergonhados das coisas que fazemos e que não são corretas. Conforme a vergonha aumenta, o nosso auto controle também aumenta, quando o nosso autocontrole aumenta a desatenção irá desaparecer. Mesmo que não sentemos em meditação, esses fatores estarão presentes na mente.

E isto surge devido ao fato de cultivarmos sati. Desenvolva sati! Esse é o dhamma que inspeciona o trabalho que estamos fazendo ou que fizemos no passado. Ele tem utilidade. Devemos nos conhecer o tempo todo. Se nos conhecermos dessa forma, o certo irá se distinguir do errado, o caminho irá se tornar claro e o motivo para toda a vergonha irá se dissolver. A sabedoria irá surgir.

Podemos resumir toda a prática em virtude, concentração e sabedoria. Ter autocontrole, isso é virtude. O firme estabelecimento da mente dentro desse controle é concentração. Para completar, o conhecimento amplo dentro da atividade na qual estamos engajados é sabedoria. A prática, em resumo, é apenas virtude, concentração e sabedoria ou em outras palavras, o caminho. Não existe outra alternativa.

"...Com o samadhi correto, não importa qual nível de tranqüilidade é alcançado, existe a consciência. Existe atenção plena e clara compreensão. Esse é o samadhi que pode dar origem à sabedoria, a pessoa não será capaz de se perder nele. Os praticantes devem entender isto muito bem..."

O Caminho em Harmonia

Hoje eu gostaria de lhes perguntar. "Vocês estão seguros, vocês têm certeza da sua prática de meditação?" Eu pergunto porque atualmente existem muitas pessoas ensinando meditação, tanto monges como leigos e eu temo que vocês possam estar sujeitos à incerteza e a dúvida. Se entendermos claramente, seremos capazes de fazer com que a mente seja firme e tranqüila.

Vocês devem entender o "Caminho Óctuplo" como sendo virtude, concentração e sabedoria. O caminho é simplesmente isso. A nossa prática consiste em fazer com que esse caminho se desenvolva dentro de nós.

Quando sentamos em meditação nos dizem para fechar os olhos, não olhar para nada mais porque agora iremos olhar diretamente para a mente. Quando fechamos os nossos olhos, a nossa atenção se volta para dentro. Estabelecemos nossa atenção na respiração, centralizamos ali as nossas sensações, colocamos ali a nossa atenção plena. Quando os elementos do caminho estiverem em harmonia seremos capazes de ver a respiração, as sensações, a mente e os seus humores da forma como realmente são. Aqui veremos o "ponto de foco", para onde samadhi e os demais elementos do Caminho convergem em harmonia.

Quando estiverem sentados em meditação, seguindo a respiração, pensem consigo mesmo que agora vocês estão sentados sozinhos. Não existe ninguém sentado à sua volta, não existe nada mais. Desenvolvam essa pensamento de que vocês estão sentados sozinhos até que a mente solte de tudo que é externo, concentrando-se somente na respiração. Se vocês estiverem pensando, "Esta pessoa está sentada aqui, aquela pessoa está sentada ali", não haverá paz, a mente não vem para dentro.
Simplesmente coloquem tudo isso de lado até que vocês sintam que não existe ninguém sentado a sua volta, até que não exista nada mais, até que vocês não tenham nenhuma hesitação ou interesse naquilo que está a sua volta.

Deixem que a respiração flua com naturalidade, não a force para que seja curta, longa ou o que quer que seja, simplesmente fiquem sentados e observem ela entrar e sair. Quando a mente se solta de todas as sensações externas, os ruídos de carros e outros barulhos não irão perturbá-los. Nada, quer sejam visões ou sons, irá perturbar, porque a mente não os estará recebendo. A sua atenção estará concentrada na respiração.

Se a mente está confusa e não se concentra na respiração, inspirem fundo, o mais fundo que vocês puderem e depois expirem até que não reste nada. Façam isso três vezes e depois re-estabeleçam a sua atenção. A mente irá se acalmar.

É natural que ela se acalme durante algum tempo e que depois a inquietação e a confusão possam surgir outra vez. Quando isso acontecer, concentrem-se, respirem fundo outra vez e depois re-estabeleçam a sua atenção na respiração. Continuem fazendo isso. Quando houver ocorrido isso algumas vezes, vocês se tornarão peritos nisso, a mente irá se soltar de todas as manifestações externas.
Impressões externas não irão atingir a mente. Sati estará firmemente estabelecido. À medida que a mente for ficando mais sutil, assim também a respiração. As sensações irão ficar cada vez mais sutis, o corpo e a mente ficarão leves. A nossa atenção estará somente no que é interno, veremos a inspiração e a expiração claramente, veremos todas as impressões claramente. Veremos a Virtude, Concentração e Sabedoria se unindo. A isto se denomina o Caminho em harmonia. Quando existe harmonia a nossa mente ficará livre da confusão, estará unificada. A isto se denomina samadhi.

Após observar a respiração por um longo tempo, ela pode se tornar bastante sutil, a atenção na respiração irá cessar gradualmente, restando somente a atenção pura. A respiração pode ficar tão sutil que desaparecerá! Talvez estejamos "apenas sentados", tal como se não houvesse respiração. Na verdade existe a respiração mas a impressão é de que ela não existe. Isto ocorre porque a mente atingiu o seu estado mais sutil, existe somente a atenção pura. Ela foi além da respiração. O conhecimento de que a respiração desapareceu se torna estabelecido. O que tomaremos agora como objeto de meditação? Tomamos esse conhecimento como nosso objeto, isto é, a consciência de que não existe respiração.

Coisas inesperadas podem acontecer neste momento; algumas pessoas as experimentam, outras não. Se elas surgirem, devemos ser firmes e manter uma sólida atenção plena. Algumas pessoas vêm que a respiração desaparece e ficam com medo, elas temem que possam morrer. Nesse caso devemos entender a situação apenas pelo que ela é. Nós simplesmente notamos que não há respiração e tomamos isso como objeto da nossa atenção. Esse, podemos dizer, é o tipo de samadhi mais firme e mais seguro. Existe somente um estado da mente, firme e imóvel.
Talvez o corpo se torne tão leve que é como se não houvesse corpo. Sentimos como se estivéssemos sentados em um espaço vazio, tudo parece vazio. Embora isso possa parecer muito estranho, vocês devem entender que não existe motivo para se preocupar. Estabeleçam a sua mente firmemente dessa forma.

Quando a mente está firmemente unificada, e já não é perturbada por impressões dos sentidos, a pessoa pode permanecer nesse estado pelo tempo que quiser. Não haverão sensações dolorosas que a perturbem. Quando o samadhi atingiu esse nível, poderemos deixá-lo quando quisermos, porém se deixarmos esse samadhi o faremos de maneira confortável, não porque ficamos entediados ou cansados. Nós o deixamos porque estamos satisfeitos por agora, nos sentimos relaxados, sem nenhum tipo de problema.

Se podemos desenvolver esse tipo de samadhi, e nos sentarmos, digamos, trinta minutos ou uma hora, a mente estará relaxada e calma por muitos dias. Quando a mente está assim relaxada e calma, ela está limpa. Tudo aquilo que experimentarmos, a mente irá tomar e investigar. Esse é um fruto do samadhi.

A virtude possui uma função, a concentração possui outra função e a sabedoria outra. Esses elementos são como um ciclo. Podemos vê-los todos dentro de uma mente tranqüila. Quando a mente está calma ela possui moderação e autocontrole devido à sabedoria e a energia da concentração. À medida em que ela fica mais controlada ela se torna mais sutil, o que por conseguinte dá força para que a virtude incremente a sua pureza. Na medida em que a virtude se purifica, isso auxilia no desenvolvimento da concentração. Quando a concentração está firmemente estabelecida ela auxilia o surgimento da sabedoria. Virtude, concentração e sabedoria se auxiliam mutuamente, elas estão inter-relacionadas dessa forma. No final o Caminho se converte em um só e opera todo o tempo. Devemos buscar a força que se origina do caminho, porque é a força que conduz ao Insight e Sabedoria.

* * *

Os Perigos do Samadhi

Samadhi é capaz de trazer muito dano ou muito benefício para o meditador, não é possível dizer que somente traga um ou outro. Para aquele que não possui sabedoria, ele é prejudicial mas, para aquele que possui sabedoria ele pode trazer um benefício real, pode conduzi-lo ao Insight.

Aquilo que pode ser mais prejudicial ao meditador é o Samadhi da Absorção (Jhana), o samadhi com profunda e sustentada tranqüilidade. Esse samadhi traz imensa paz. Onde existe paz existe a felicidade.
Quando existe a felicidade, o apego, a união a essa felicidade surgem. O meditador não quer contemplar nada mais, ele quer somente desfrutar dessa sensação agradável. Após termos praticado por um longo tempo poderemos ter a habilidade de entrar nesse samadhi muito rapidamente. Assim que começamos a notar o nosso objeto da meditação, a mente fica tranqüila e nós não queremos sair para investigar nada mais. Nós ficamos grudados nessa felicidade. Esse é um perigo para quem pratica a meditação.

Nesse caso precisamos usar Upacara Samadhi. Aqui, penetramos a tranqüilidade e então, quando a mente estiver suficientemente tranqüila, saímos e olhamos para a atividade externa. [
5] Olhando para o exterior com a mente tranqüila faz surgir a sabedoria. É difícil de entender isso, porque é quase o mesmo que pensar e imaginar. Quando o pensamento está presente, podemos pensar que a mente não está tranqüila, mas na verdade esse pensamento está ocorrendo dentro da tranqüilidade. Existe a contemplação mas ela não perturba a tranqüilidade. Podemos trazer o pensamento para contemplá-lo. Nesse caso tomamos o pensamento para investigá-lo mas não é que estejamos pensando em investigá-lo a esmo, nem que estejamos pensando ou imaginando a esmo; é algo que surge da mente que está tranqüila. A isto se denomina "atenção dentro da calma e calma com atenção". Se for simplesmente o pensamento e imaginação normais, a mente não ficará tranqüila, ela ficará perturbada. Mas eu não estou falando do pensamento comum, essa é uma sensação que surge da mente tranqüila. Se chama "contemplação". É exatamente aí que nasce a sabedoria.

Portanto, pode haver o samadhi correto e o samadhi incorreto. O samadhi incorreto se dá quando a mente penetra a tranqüilidade e não existe absolutamente nenhuma atenção. A pessoa pode ficar sentada por duas horas ou mesmo todo o dia mas a mente não sabe onde esteve ou o que aconteceu. Não sabe de nada. Existe a tranqüilidade, mas isso é tudo. É tal como uma faca muito bem afiada que não nos damos ao trabalho de usar para nada. Esse é um tipo de tranqüilidade enganoso porque não existe muita autoconsciência. O meditador pode pensar que já alcançou o ponto máximo e por isso não se preocupa em procurar por algo mais. Samadhi pode ser um inimigo nesse ponto. A sabedoria não é capaz de surgir porque não existe consciência do que é certo ou errado.
Com o samadhi correto, não importa o nível de tranqüilidade que seja alcançado, existe consciência. Existe atenção plena e plena consciência.
Esse é o samadhi que pode fazer surgir a sabedoria, ninguém se perde nele. Os praticantes devem entender isto muito bem. Você não deve ficar sem essa consciência, ela deve estar presente do começo ao fim. Esse tipo de samadhi não apresenta nenhum perigo.

Vocês devem estar se perguntando, de onde surge o benefício, como surge a sabedoria, do samadhi? Quando o samadhi correto foi desenvolvido, a sabedoria tem a possibilidade de surgir em todos os momentos. Quando o olho vê uma forma, o ouvido ouve um som, o nariz cheira um aroma, a língua experimenta um sabor, o corpo experimenta o toque ou a mente experimenta objetos mentais - em todas as posturas - a mente permanece com pleno conhecimento da verdadeira natureza dessas impressões sensuais, ela não é seletiva. Em qualquer situação estamos plenamente atentos ao surgimento da felicidade e da infelicidade. Nós nos soltamos de ambas coisas, não nos apegamos. A isto se denomina a Prática Correta, que está presente em todas as posturas.
Essas palavras "todas as posturas" não se referem somente a posturas do corpo, elas se referem à mente, que possui atenção plena e plena consciência da verdade durante todo o tempo. Quando samadhi foi desenvolvido corretamente, a sabedoria surge dessa forma. A isto se denomina "insight," o conhecimento da verdade.

Existem dois tipos de paz - a grosseira e a refinada. A paz que surge de samadhi é do tipo grosseira. Quando a mente está tranqüila existe a felicidade. A mente então assume que essa felicidade é a paz. Mas a felicidade e a infelicidade são o devir e o nascimento. Não existe escapatória do samsara [
6 ] nesse caso porque ainda temos apego. Dessa forma a felicidade não é paz, a paz não é felicidade.

O outro tipo de paz é aquele que surge da sabedoria. Nesse caso não confundimos a paz com a felicidade; conhecemos a mente que contempla e que conhece a felicidade e a infelicidade como sendo paz. A paz que surge da sabedoria não é a felicidade, mas é aquela que vê a verdade de ambas, a felicidade e a infelicidade. O apego a esses estados não surge, a mente se eleva acima deles. Esse é o verdadeiro objetivo de toda a prática Budista.

"...O Buda estabeleceu a Virtude, Concentração e Sabedoria como o Caminho para a paz, o caminho para a iluminação. Mas na verdade essas coisas não são a essência do Budismo. Elas são somente o Caminho…A essência do Budismo é a paz e a paz é o resultado de conhecer verdadeiramente a natureza de todas as coisas..."

O Caminho do Meio Interior

O ensinamento Budista compreende o abandono do mal e a prática do bem. Então, quando o mal é abandonado e o bem estabelecido, precisamos nos soltar de ambos, do bem e do mal. Já ouvimos o suficiente acerca de condições benéficas e prejudiciais para sermos capazes de entender algo a seu respeito, portanto eu gostaria de falar sobre o Caminho do Meio, isto é, o caminho para escapar dessas duas coisas.

Todas palestras do Dhamma e ensinamentos do Buda possuem um objetivo - mostrar como sair do sofrimento para aqueles que ainda não conseguiram escapar. Os ensinamentos possuem como objetivo nos transmitir o entendimento correto. Se não entendermos corretamente, então não alcançaremos a paz.

Quando os vários Budas se iluminaram e transmitiram os seus primeiros ensinamentos, todos eles falaram acerca desses dois extremos - entregar-se ao prazer e entregar-se à dor. [
7] Esses dois caminhos são os caminhos das paixões cegas, eles são os caminhos entre os quais oscilam aqueles que se entregam aos prazeres sensuais, sem nunca alcançar a paz. Eles são os caminhos que ficam dando volta no samsara.

O Iluminado observou que todos os seres estão presos a esses dois extremos, nunca enxergando o Caminho do Meio do Dhamma, portanto ele os expôs de forma a mostrar a punição envolvida em ambos. Porque nós ainda estamos presos, porque ainda desejamos, vivemos repetidas vezes sob a sua ditadura. O Buda declarou que esses dois caminhos são os caminhos da embriaguez, eles não são os caminhos de um meditador, nem os caminhos para a paz. Esses caminhos são a entrega ao prazer e a entrega à dor ou, para colocar de maneira simplificada, o caminho da negligência e o caminho da tensão. Se você investigar interiormente, momento a momento, verá que o caminho da tensão é a raiva, o caminho do sofrimento. Seguindo por esse caminho haverá somente dificuldade e sofrimento. Entregar-se ao prazer - se você escapou dela, isso significa que você escapou da felicidade. Esses caminhos, tanto a felicidade como a infelicidade não são estados de paz. O Buda ensinou a soltar ambos.
Essa á a prática correta. Esse é o Caminho do Meio. Essas palavras, "o Caminho do Meio", não se referem ao nosso corpo e linguagem, elas se referem à mente. Quando uma impressão mental que não gostamos surge, ela afeta a mente e surge a confusão. Quando a mente está confusa, quando ela está agitada, esse não é o caminho correto. Quando surge uma impressão mental da qual gostamos, a mente se move para entregar-se ao prazer - esse não é o caminho tampouco.

Nós não queremos sofrer, queremos a felicidade. Mas na verdade a felicidade é apenas uma forma refinada de sofrimento. O sofrimento em si é a forma grosseira. Você pode compará-los a uma cobra. A cabeça da cobra é a infelicidade, a cauda da cobra é a felicidade. A cabeça da cobra é realmente perigosa, ela possui as presas venenosas. Se você tocá-la a cobra morderá imediatamente. Mas não importa a cabeça, mesmo se você segurar a cauda, ela irá se voltar e mordê-lo do mesmo jeito, porque ambos a cabeça e a cauda pertencem à mesma cobra.

Da mesma forma, ambas a felicidade e a infelicidade, ou prazer e dor, surgem do mesmo progenitor - desejo. Portanto, quando você está feliz a mente não está em paz. Não está mesmo! Por exemplo, quando obtemos as coisas que queremos, tal como riquezas, prestígio, elogios ou felicidade, como resultado ficamos satisfeitos. Mas a mente ainda abriga algum desconforto porque tememos perder algo. Esse mesmo temor não é um estado pacífico. Mais tarde poderemos até perder algo e então realmente sofreremos. Dessa forma, se você não tiver consciência, mesmo que esteja feliz, o sofrimento é iminente. É exatamente o mesmo que agarrar a cauda da cobra - se você não soltá-la ela irá mordê-lo.
Portanto quer seja a cauda ou a cabeça da cobra, isto é, condições benéficas ou prejudiciais, elas são apenas qualidades da Roda da Existência, mudando interminavelmente.

O Buda estabeleceu a virtude, concentração e sabedoria como o caminho para a paz, o caminho para a iluminação. Mas na verdade essas coisas não são a essência do Budismo. Elas são somente o caminho. O Buda as chamava de "Magga", que significa "caminho". A essência do Budismo é a paz e essa paz surge conhecendo verdadeiramente a natureza de todas as coisas. Se investigarmos de perto, veremos que a paz não é a felicidade nem a infelicidade. Nenhuma delas é a verdade.

A mente humana, a mente que o Buda nos estimulou a conhecer e investigar, é algo que somente podemos conhecer através da sua atividade. A verdadeira "mente original" não pode ser medida, não pode ser conhecida. No seu estado natural ela é inabalável, imóvel. Quando surge a felicidade, o que ocorre é que essa mente se perde em uma impressão mental, existe movimento. Quando a mente se move dessa forma, o apego e a ligação a essas coisas surgem.

O Buda estabeleceu o caminho da prática completo, mas nós ainda não o praticamos, ou se o fazemos, nós o praticamos somente com a linguagem. As nossas mentes e a nossa linguagem ainda não estão em harmonia, nós nos entregamos apenas a uma conversa sem propósito. Mas a base do Budismo não é algo acerca do qual se possa conversar ou fazer conjecturas. A base real do Budismo é o completo conhecimento acerca da verdade da realidade. Se alguém conhece essa verdade então não existe a necessidade de nenhum ensinamento. Se alguém não a conhece, mesmo que ele escute os ensinamentos, ele na verdade não os irá ouvir. É por isso que o Buda disse, "O Abençoado apenas indica o caminho". Ele não pode realizar a prática por você, porque a verdade é algo que não pode ser colocada em palavras ou revelada.

Todos os ensinamentos são apenas metáforas e comparações, meios para ajudar a mente a ver a verdade. Se não pudermos ver a verdade, sofreremos. Por exemplo, geralmente dizemos "sankharas" [
8] quando nos referimos ao corpo. Qualquer pessoa pode dizer isso mas na verdade temos problemas simplesmente porque não conhecemos a verdade desses sankharas, e por isso nos apegamos a eles. Porque não conhecemos a verdade do corpo, sofremos.

Vou dar um exemplo. Suponha que uma manhã você está caminhando para o trabalho e um homem do outro lado da rua lhe grita ofensas e insultos. Assim que você ouve essas ofensas a sua mente muda do seu estado normal. Você não se sente tão bem, você sente raiva e mágoa.
Aquele homem se encontra ali ofendendo-o dia e noite. Quando você ouve a ofensa, você fica com raiva e mesmo quando você volta para casa, ainda sente raiva porque você se sente vingativo, você quer revidar.
Alguns dias mais tarde um outro homem vem na sua casa e lhe diz. "Ei! Aquele homem que o ofendeu outro dia, ele está louco, ele está insano! Já faz vários anos! Ele ofende a todos dessa forma. Ninguém presta atenção ao que ele diz". Assim que você ouve isso, você se sente repentinamente aliviado. Aquela raiva e mágoa que estavam armazenadas dentro de você todos esses dias se dissolvem completamente. Porque? Porque agora você conhece a verdade. Antes, você não sabia, você pensava que aquele homem era normal, por isso você estava com raiva dele. Pensando dessa forma fez com que você sofresse. Assim que você descobriu a verdade, tudo mudou: "Ah, ele está louco! Isso explica tudo!" Entendendo isso, você se sente bem, porque você sabe por você mesmo. Entendendo, então, você pode soltar de tudo.
Se você não sabe a verdade você se agarra ao sentimento. Quando você estava pensando que o homem que o havia ofendido era normal, você poderia tê-lo matado. Mas quando você descobriu a verdade, que ele está louco, você se sentiu muito melhor. Esse é o conhecimento da verdade.

Alguém que vê o Dhamma tem uma experiência semelhante. Quando a cobiça, aversão e delusão desaparecem, eles desaparecem do mesmo modo. Enquanto não conhecemos essas coisas pensamos, "O que posso fazer? Eu tenho tanto desejo e aversão". Esse não é o claro conhecimento. É exatamente o mesmo quando pensávamos que o homem louco era equilibrado. Quando finalmente vimos que ele estava louco todo o tempo, nos aliviamos da aflição. Ninguém poderia mostrar-lhes isso. Somente quando a mente vê por si mesma é possível arrancar pela raiz e abandonar o apego.

É o mesmo que ocorre com este corpo que chamamos de sankharas. Embora o Buda já tenha explicado que não se trata de algo sólido ou real como tal, nós ainda não aceitamos isso, teimosamente nos agarramos a ele. Se o corpo pudesse falar, ele nos diria o tempo todo, "Você não é o meu dono, sabia?" Na verdade ele nos está dizendo isso o tempo todo, mas é a linguagem do Dhamma, por isso somos incapazes de entendê-lo.
Por exemplo, os órgãos dos sentidos: olho, ouvido, nariz, língua e corpo estão mudando todo o tempo, mas eu nunca os vi pedir permissão uma vez que seja! Tal como quando temos dor de cabeça ou dor de estômago - o corpo nunca pede primeiro permissão, ele simplesmente faz o que quer, seguindo o seu curso natural. Isso mostra que o corpo não permite que ninguém seja o seu dono, ele não tem dono. O Buda o descreveu como algo vazio.

Nós não entendemos o Dhamma e por isso não entendemos esses sankharas; nós assumimos que eles são nós mesmos, que nos pertencem ou pertencem a outros. Isso faz surgir o apego. Quando o apego surge, "vir a ser" vem em seguida. Uma vez que o devir surge, então existe o nascimento. Uma vez que existe o nascimento, então o envelhecimento, enfermidade, morte…toda a massa de sofrimento surge. Isto é Paticcasamuppada. [
9] Nós dizemos que a ignorância faz surgir as atividades volitivas, elas dão origem à consciência e assim por diante. Todas essas coisas são simplesmente eventos que se passam na mente.
Quando entramos em contato com alguma coisa da qual não gostamos, se não temos atenção plena, a ignorância estará ali. O sofrimento surge imediatamente. Mas a mente passa por essas mudanças tão rapidamente que não nos é possível acompanhá-la. É o mesmo quando você cai de uma árvore. Antes que você se dê conta - "Pum!" - você caiu no solo. Na verdade você passou por muitos galhos e ramos pelo caminho mas você não foi capaz de contá-los, você não foi capaz de se lembrar deles à medida que passava por eles. Você somente caiu e depois "Pum!"
Com o Paticcasamuppada é o mesmo. Se o dividirmos da forma como está nas escrituras, diremos que a ignorância dá origem às atividades volitivas, as atividades volitivas dão origem à consciência, a consciência dá origem à mentalidade-materialidade, a mentalidade-materialidade dá origem aos seis meios dos sentidos, os seis meios dos sentidos dão origem ao contato sensual, o contato dá origem à sensação, a sensação dá origem ao desejo, o desejo dá origem ao apego, o apego dá origem ao ser/existir, o ser/existir dá origem ao nascimento, o nascimento dá origem ao envelhecimento, enfermidade, morte e todas as formas de sofrimento. Mas na verdade, quando você entra em contato com alguma coisa da qual você não gosta, o sofrimento é imediato! Essa sensação de sofrimento é na verdade o resultado de toda a cadeia do Paticcasamuppada. É por isso que o Buda exortava os seus discípulos a investigar e conhecer as suas mentes inteiramente.

Quando as pessoas nascem no mundo elas não possuem nomes - uma vez que nascem, lhes damos nomes. Isso é uma convenção. Damos nomes para as pessoas por conveniência, para ter como chamar um ao outro. Com as escrituras ocorre o mesmo. Separamos tudo com rótulos para que o estudo da realidade seja facilitado. Da mesma forma, todas as coisas são simplesmente sankharas. A sua natureza é que são coisas originadas de condições. O Buda disse que elas são impermanentes, insatisfatórias e não-eu. Elas são instáveis. Nós realmente não entendemos isso, nossa compreensão é falha e por isso temos o entendimento incorreto. Esse entendimento incorreto é de que os sankharas somos nós mesmos, que nós somos os sankharas, ou de que a felicidade ou infelicidade somos nós mesmos, nós somos a felicidade e a infelicidade. Ver dessa forma não é conhecer plena e claramente a verdadeira natureza das coisas. A verdade é que não podemos forçar todas essas coisas a seguir os nossos desejos, elas seguem o caminho da natureza.

Uma simples comparação: suponha que você vá e se sente no meio de uma autopista com carros e caminhões vindo na sua direção. Você não pode ficar com raiva dos carros e gritar, "Não dirijam por aqui! Não dirijam por aqui!" É uma autopista, você não pode dizer-lhes isso! Então o que você pode fazer? Você sai da autopista! A autopista é o lugar dos carros, se você não quiser que os carros estejam ali, você irá sofrer.

É o mesmo com os sankharas. Nós dizemos que eles nos perturbam, tal como quando sentamos em meditação e ouvimos um som. Nós pensamos, "Ah, esse som está me aborrecendo". Se pensarmos que o som está nos perturbando então conseqüentemente sofreremos. Se investigarmos um pouco mais, veremos que somos nós que saímos e perturbamos o som! O som é simplesmente som. Se o entendermos dessa forma então não há nada mais e nós o deixamos em paz. Veremos que o som é uma coisa, nós somos outra. Aquele que deduz que o som surge para perturbá-lo é alguém que não consegue ver a si mesmo. Ele realmente não consegue! Uma vez que você consiga ver a si mesmo, então você estará tranqüilo. O som é somente um som, porque você deveria agarrá-lo? Você verá que na verdade foi você quem saiu e perturbou o som. Esse é o genuíno conhecimento da verdade. Você vê os dois lados, assim você terá paz. Se você enxergar somente um lado, existirá o sofrimento. Uma vez que você consiga ver ambos lados, você estará seguindo o Caminho do Meio. Essa é a prática mental correta. Isso é o que chamamos de "acertar a nossa compreensão".

Da mesma forma, a natureza de todos sankharas é a impermanência e a morte, porém nós queremos agarrá-los, nós os carregamos conosco e os desejamos. Queremos que eles sejam verdadeiros. Queremos encontrar a verdade nessas coisas que não são verdadeiras! Sempre que alguém pense assim e se apegue aos sankharas como sendo ele mesmo, ele sofrerá. O Buda queria que o levássemos em conta dessa forma.

A prática do Dhamma não depende de ser um monge, um noviço ou um leigo; ela depende de acertarmos a nossa compreensão. Se o nosso entendimento é correto, alcançaremos a paz. Quer você seja ordenado ou não, é a mesma coisa, todas as pessoas têm a oportunidade de praticar o Dhamma, de contemplá-lo. Nós todos contemplamos a mesma coisa. Se você alcança a paz, é a mesma paz para todos; é o mesmo Caminho, com os mesmos métodos.

Portanto, o Buda não discriminava entre leigos e monges, ele ensinou todas as pessoas a praticar para conhecer a verdade dos sankharas. Quando conhecemos essa verdade, nos soltamos deles. Se conhecermos a verdade não haverá mais vir a ser ou nascimento. Como não haverá mais nascimento? Não há mais como ocorrer o nascimento porque conhecemos plenamente a verdade dos sankharas. Se conhecermos a verdade plenamente, então haverá paz. Ter ou não ter, é tudo a mesma coisa. Ganho ou perda é o mesmo. O Buda nos ensinou a entender isso. Isso é paz; paz da felicidade, infelicidade, alegria e tristeza.

Precisamos ver que não há razão para nascer. Nascer de que forma? Nascer na felicidade: Quando conseguimos algo que gostamos ficamos felizes por isso. Se não existe apego a essa felicidade não existe nascimento; se existe apego, a isso se chama "nascimento". Portanto se obtemos algo, não nascemos (na felicidade). Se perdemos, não nascemos (na tristeza). Isto é o não nascido e o imortal. O nascimento e a morte, ambos, são encontrados no apego e no amor aos sankharas.

Assim o Buda disse: "O nascimento foi destruido, a vida santa foi vivida, o que deveria ser feito foi feito, não há mais vir a ser a nenhum estado". Aí está! Ele conhecia o não nascido e o imortal! Isso é o que o Buda constantemente exortava os seus discípulos a conhecer. Essa é a prática correta. Se você não alcançá-la, não irá alcançar o Caminho do Meio e então não irá transcender o sofrimento.

"...Meditar significa pacificar a mente de modo a permitir que a sabedoria surja…Para colocar de forma sucinta, é apenas uma questão de felicidade e infelicidade. A felicidade é uma sensação agradável na mente, a infelicidade é justamente a sensação desagradável. O Buda ensinou a separar essa felicidade e infelicidade da mente..."
publicado por conspiratio às 20:36
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AMY WALLACE COMENTA PALESTRA DE TAISHA ABELAR

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... Nesse ínterim, Anna-Marie — também co­nhecida como Taisha Abelar — veio até a Gaia Books para promo­ver sua primeira publicação, A travessia das feiticeiras, um relato de seu treinamento com dom Juan, e depois com Castaneda.

Encontrei-a na livraria, com Carol Tiggs. Ela era por natureza menos efusiva que Florinda, mas seu gentil abraço era acolhedor. Cortara seu longo cabelo até a cintura e agora usava-o curto feito um garoto — fora isso, parecia a mesma, com seus traços delicados e roupas elegantes, conservadoras.

Taisha falou na pequena livraria para um grupo que saia pelas portas. Começou dizendo:

— Boa-noite, meu nome é Taisha Abelar. Preciso dizer isso por motivos de feitiçaria. Tenho muitos nomes, assim como Carlos Castaneda tem muitos nomes. Cada uma de suas três discípulas, Florinda Donner, Carol Tiggs e eu, conhece dom juan por outro nome, pois ele era um ser com muitas facetas. Cada um de nós foi ensinado de acordo com suas inclinações, treinados individualmente por um grande grupo de feiticeiros e brujos, ou xamãs. Como te­mos pouco tempo neste mundo, não podemos mais ensinar daque­la forma. Carlos Castaneda é o último de sua linhagem, e não tem aprendizes, não há um grupo. E como alguns de vocês sabem pelos seus livros: "Não há voluntários no mundo dos feiticeiros." Os pres­ságios indicam um aprendiz [ela não acabara de dizer que não havia aprendizes?] para um nagual, e depois ele deve levá-lo através de um ardil para que se junte a ele. Ou, como Carlos Castaneda é o "nagual da liberdade” qualquer ser que lhe for apresentado deve dar seu consentimento, que o espírito prestará atenção. Mas isso não garan­te nada, é uma luta terrível a cada passo para não "cair" — a palavra que os feiticeiros usam para voltar ao comportamento humano.

"Ao aparecer aqui perante vocês esta noite, estou pagando mi­nha dívida com o espírito, ao compartilhar o conhecimento de dom Juan da única maneira possível. Esta é a minha primeira palestra. Estava bastante nervosa e preparei longas anotações, que mostrei para Carlos Castaneda, a quem nos dirigimos como o Nagual _' uma palavra náuatle que representa 'o desconhecido'. O Nagual tomou minhas páginas datilografadas e picou-as, dizendo que eu deveria falar as palavras que me viessem na hora. Disse que eu não precisava de anotações."

Continuou a nos contar suas histórias de espreita, que ela cha­mava de "o Teatro do Real" — relatos em que ela se disfarçava em diferentes formas, inclusive masculina; e vivia sob uma identidade assumida durante anos, para perder o que os feiticeiros diziam ser seu pior traço: a autopiedade.

Em seguida Taisha viveu em uma casa na árvore, só descendo para ir ao banheiro. Sua comida era levada por uma polia, e não ti­nha comunicação com humanos. Durante essa fase de dois anos, era conhecida pelos seus mestres como a "garota-macaco".

Logo depois, para promover uma dissonância cognitiva, ela se tornou uma linda debutante, mimada, com longos cabelos doura­dos e roupas de cetim, passeando pela praça de uma pequena cidade mexicana com suas duenas — suas "tias" —, que na verdade eram aprendizes mexicanas de dom Juan.

Em outra ocasião era a mendiga Alphonsina, vestida em trapos, encardida e suja, cheia de mordidas de pulgas. Vivia num barraco em uma pequena cidade com uma mulher maternal, que não co­nhecia sua identidade verdadeira. Alphonsina mantinha suas mãos estendidas, mendigando em frente à igreja local, e nos contou que até que tivesse "verdadeiramente dominado sua autopiedade", não haveria resgate para ela. Os feiticeiros a deixariam morrer, se esse fosse seu destino.


Taisha enfatizou que dom Juan e seu grupo "não sentiam pena" de si mesmos nem dos outros. Se ela não tivesse "as entranhas de aço" de um guerreiro, e acabasse na sarjeta com fome e exposta —"que assim fosse". Coçando por causa de piolhos, ela trazia todos os dias os seus novos centavos para a casa da mulher que a alimentava. Essa mulher era tão amorosa que Taisha começou a sentir "verda­deira afeição pela primeira vez em minha vida — eu teria morrido por ela". A profundidade de seu sentimento guiou-a para sair de sua autopreocupação crônica e produzir o presságio necessário para libertá-la de sua miséria diária.

Um dia Alphonsina foi levada para casa por uma mulher rica da alta sociedade que teve pena dela, onde se banhou e foi alimentada, e preparada para receber uma roupa limpa — uma saia e um suéter de cashmere. Quando a mulher viu que a menina-pedinte era branca por baixo daquela imundície, quase caiu de costas. Sua bondade quebrou o último vestígio da "humanidade" de Taisha, e novamente mostrou-lhe o que era a verdadeira afeição. Ela voltou para dom Juan.

Taisha era uma contadora de histórias tão boa quanto Carlos; seu jeito especial estava fazendo os ouvintes chorarem. Lembro-me da noite que nos conhecemos, e como ela me fascinou com suas histórias.

Agora ela respondia às perguntas. Um homem visivelmente perturbado, sujo e com olhos arregalados, abriu caminho pelo grupo e perguntou:

— E se você não estiver tentando ter visões? Eu não consigo parar de tê-las. Vejo coisas, seres, sombras... o que posso fazer? Não sou normal.

— Arranje um trabalho como contador — sugeriu Taisha. Ela não estava brincando, mas dando um conselho sincero. — Ou como caixa em um banco.

Taisha depois aliviou o clima rindo e dizendo:

— Sempre que Florinda dá uma palestra, pelo menos uma mulher no público pede divórcio! — Isso levou a perguntas sobre amor e sexo.
Taisha nos contou que "um beijo apaixonado ou dar as mãos com grande sentimento, grande desejo, pode ter mais energia que uma relação sexual", e nos aconselhou a não ouvir canções de amor. Estas, explicou, eram propagandas para a "ordem social", levando uma pessoa a desejar ser cortejada, acabando sentenciada à prisão­ do casamento. Até fantasiar sobre um ator ou músico de rock pode­ria impedir o movimento de uma pessoa em direção à liberdade, ela advertiu, despendendo energia valiosa que os feiticeiros devem conservar para sonhare espreitar.

Terminou a palestra falando sobre "o selecionador". Comparou o selecionador com o espírito, que Carlos descreveu-me como "a força que ordena o universo". A descrição do selecionador dada por Taisha me amedrontou. Lembrou-me a imagem que tinha de Deus na mi­nha infancia — um homem no céu, bravo, com uma barba, que olhava para baixo e julgava minhas ações, um Papai Noel maldoso. Taisha descreveu o selecionador como "uma agulha que aponta para baixo em nossa direção e controla o foco de nossa consciência'.

— Não sabemos por que ou como o selecionador se movimenta, tudo o que podemos fazer é aquiescer e agir sob sua pressão terrível, implacável. O selecionador escolhia tarefas para eu fazer. Deixe-me mostrar-lhes mais uma persona. —Taisha colocou uma peruca e ócu‑
los. — Agora sou Sheila Waters, uma mulher de negócios. Fiz fortunas e as perdi. Sheila Waters me foi apontada pelo selecionador, assim como a tarefa seguinte, que era me tornar uma corretora de imóveis.

Uma punição severa, imaginei.

Depois da palestra, acompanhei Taisha e Carol a um restaurante local. No jantar, estava me ajustando à nomenclatura incomum —bruxas — e percebi que, diferente de Florinda, as outras se referiam a Carlos como o Nagual. Não podia me juntar a elas — para mim ele ainda era Carlos, e isso soava como se estivessem se referindo ao papa. Parte de mim sentiu que poderia estar sendo atraída para uma armadilha, até sendo seduzida — mas outra parte estava intrigada. E no final, senti que Carlos sempre me protegeria de qualquer mal.

A conversa mudou para astrologia, em que Carol acreditava. Expus um sistema de tipologia de personalidade, o eneagrama, que se originou na tradição sufi e expandiu-se pelo filósofo e místico G. I. Gurdjieff, cujos métodos de ensinamento notoriamente duros eram semelhantes aos de dom Juan. Carlos, eu sabia, conhecia bem os alunos da linhagem de Gurdjieff, Claudio Naranjo e Oscar Ichaza. Kathleen Speeth, uma terapeuta que popularizou os estudos do eneagrama nos Estados Unidos, conhecia Carlos e o citava na pri­meira página de seu livro The Gurdjieff Work. Quando introduzi o assunto, Carol explodiu.

— Você não entendeu nada hoje!? Tudo é um grande mistério, um ponto de interrogação! E agora você está categorizando!

A conversa murchou com essa explosão. Anos mais tarde, Carol contou-me que Carlos a proibiu de fazer cursos ou seguir de outraforma seu profundo interesse pelo eneagrama.

Fonte: APRENDIZ DE FEITICEIRO
Amy Wallace
publicado por conspiratio às 19:08
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Terça-feira, 17 de Março de 2009

NICOLAS TESLA E OS UFOS

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Tesla e ovnis

Aparentemente Tesla também teve seus projetos revolucionários envolvidos com canalizações baseadas no ocultismo e espionagem entre o governo americano. Antes da
Segunda Guerra Mundial seus projetos e patentes foram roubadas e copiados pelos nazistas, e serviram para os Aliados e grandes empresários definitivamente desacreditarem e levarem Tesla ao ostracismo, por não acreditarem em seus projetos comunitários, e acreditarem que estivesse repassando informações aos laboratórios alemães de armas de guerra, especificamente o poderoso "Raio da Morte". Suas ligações com entidades cósmicas são até hoje objeto de livros e revelações surpreendentes, como suas ligações sobre Ovnis, relatados no livro Countdown to Space Fleet Landing or George Adamski Speaks Again from Planet Venus (Contagem regressiva para o Pouso da Frota Estrelar ou Falando Novamente do Planeta Vênus)(Tesla Speaks Series, Vol 7). Tesla envolvido com canalizações e ocultismo, teve sua vida descrita por Orson Welles, um mágico amador e um agente "Lantern", como Tesla recrutado pelo spymaster Maskmelin[1] da organização secreta "The Seven Circle"[2]. Em 1979, Welles teve uma participação no filme "The Secret Life of Nikola Tesla", e muitas das revelações apresentadas são relatadas em detalhes. No filme O Grande Truque, David Bowie interpretou Nikola Tesla, porém esqueceram de falar que Tesla morreu em um hospicio, em sua cela, onde ele fazia vários desenhos nas paredes como ovnis e alienigenas. Tesla morreu sozinho e esquecido porque sua forma de energia limpa e barata podia derrubar todos os lucros de grandes empresas que investiram bilhões em construções de hidroéletricas e thermoéleticas movidas a carvão e óleo fossil.

Tesla e o vegetarianismo

Em entrevista para o "Century Illustrated Magazine", publicada em Junho de
1900 sob o título "The Problem of Increasing Human Energy", Nikola Tesla declarou ter se tornado vegetariano por:
considerar errado consumir carne animal, criada a um custo mais alto que o necessário para o
cultivo de vegetais, quando grande parte da população passa fome;
considerar os alimentos de origem vegetal "superiores à
carne tanto quanto a performance mecânica quanto à mental";
perceber o abate dos animais como uma
crueldade.


Notas e referências
spymaster Maskmelin
John Williamson




Outros projetos Wikimedia também contêm material sobre este tema:

Citações no Wikiquote

Imagens e media no Commons
Commons
Wikiquote

Ligações externas

Nikola Tesla Museum
Biografia de Tesla, tradução da página da web desativada "Tesla: The electric Magician"
Quem foi Nikola Tesla?
(
em inglês) Artigos de Tesla, orientações para professores e outros recursos organizados para acompanhar a divulgação do documentário "Master of Lightning", da PBS
(
em inglês) Nikola Tesla: Prominent Inventor, Electrical Engineer, and Scientist

Fonte: Wikipedia


Tem muita coisa sobre ele no Youtube:
Os segredos de Nikola Tesla 1/2 (PT)
http://pt.wikipedia.org/wiki/Nikola_Tesla
http://www.youtube.com/watch?v=ISvHkHQYkVo&feature=related

publicado por conspiratio às 20:28
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Terça-feira, 10 de Março de 2009

FRUGIVORISMO: UMA MUDANÇA DE ROTA

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Uma Mudança de Rota

Minha rota nesta vida terminava aos 7 anos de vida, com a minha morte. No entanto, aos 7 anos houve uma mudança de rota em minha vida, que permitiu eu estar hoje vivo e contando a história abaixo.

Até os sete anos de idade eu era um menino bastante doente e vivia indo a médicos e farmacêuticos para tratar de minha saúde debilitada. Nesse período tive pleurisia infantil, fui operado de hérnia e apendicite e me lembro de minha luta (tinham que me segurar braços e pernas) para tentar não receber as injeções rotineiras nas farmácias.

Inicialmente, convém notar que a nossa dificuldade de se deixar de comer comida cozida (ou torrada, ou queimada = "churrasco") vem do fato de que nós fomos gerados, dentro do útero de nossas mães, sendo alimentados com o sangue dela, que era formado de comida cozida. Portanto, fomos viciados em comida cozida desde o útero de nossas mães! Portanto, o vício em comer comidas cozidas é muito pior do que o vício (adquirido muito mais tardiamente) em drogas pesadas, como cocaína. E nós sabemos o que ocorre com viciados em cocaína, quando se tira a cocaína deles, não é mesmo? (Vide o caso do Maradona, por exemplo) Ocorre a famosa Síndrome de Abstinência. Essa mesma síndrome, com muito maior intensidade, ocorre com quem deixa de comer comida cozida, obviamente. Eu já passei por isso e abaixo conto minha experiência.

Em 1954, eu tinha 7 anos e morava com meus pais em Maceió-AL, onde tínhamos chegado recentemente. Devido a um problema meu de saúde, meu pai praticamente foi forçado a ler um livro (do Louis Kuhne) e após aplicar seus ensinamentos em mim (que servi como cobaia), ele se convenceu que o ser humano é um ser frugívoro, isto é, comedor apenas de frutas. Ele decidiu, então, que todos nós (eu, meu pai e minha mãe) iríamos comer apenas frutas daquele dia em diante. Após alguns dias exclusivamente nas frutas, sofremos o impacto avassalador da síndrome de abstinência, comentado acima. Meu pai, então, fez um recuo tático e bolou um "plano de guerra" para conseguir comer exclusivamente frutas A LONGO PRAZO. O plano que ele bolou foi o seguinte: de segunda a sexta-feira só frutas; sábado e domingo nós tirávamos a "barriga da miséria", comendo de tudo (inclusive carne). A idéia por trás desta tática foi a seguinte: ficando 5 dias no correto e 2 dias no erro, com o passar do tempo o próprio corpo iria exigir mais o correto (frutas) do que o errado (comida cozida). Isso foi implementado por algumas dezenas de anos! Hoje meu pai come exclusivamente frutas cruas, nos 7 dias da semana, confirmando o acerto de sua tática inicial (pois ele está com excelente saúde, tendo já passado dos 90 anos) e se considera imortal.

Por que meu pai afirma categoricamente que ele é imortal (fisicamente)? Pela seguinte transformação que se processou no seu corpo físico.

Os avós de meu pai viveram até a faixa dos 90 anos. Os pais de meu pai viveram até a faixa dos 60 anos. Os 2 irmãos de meu pai viveram 36 e 37 anos. O filho de meu pai (eu) ia morrer aos 7 anos. Por aí dá para perceber a decadência biológica de uma geração para a seguinte na linha familiar de meu pai (queda de 30 anos a cada geração sucessiva). Para me salvar aos 7 anos, meu pai (que também sentia que iria morrer na faixa dos 30 anos) adotou um modo de vida que me salvou e, como bônus, salvou a ele e a minha mãe. Mas vou voltar um pouco no tempo, quando meu pai era um menino, entre 14 e 17 anos, que morava sozinho na cidade do Rio de Janeiro, trabalhando e estudando. Ele morava sozinho em pensões, que mudava de vez em quando. O detalhe: sempre que ele mudava de pensão ele precisava fazer isso no sábado, porque no domingo ele precisava ficar de cama, o dia todo, para amenizar as dores nas costas que surgiam devido a carregar peso no processo de mudança, para poder ir trabalhar e estudar na segunda-feira. Façamos um salto no tempo: hoje aos noventa anos ele está em melhores condições física do que naquela época que ele tinha 14 a 17 anos, porque ele agora corta toda a grama de seu quintal (de dois terrenos conjugados), com um cortador de grama desses bem pesados, e não sente qualquer dor nas costas depois desse trabalho. Qual o milagre? O modo de vida que ele adotou, para me salvar (com a ajuda indispensável de um anjo, que era minha mãe. Talvez conte por que em outra oportunidade). Com essas provas em seu próprio corpo, por que ele iria aceitar a mentalidade mortalista e pessimista vigente? O passar do tempo está fazendo ele se sentir cada vez melhor!

Nos Estados Unidos tem uma região em que existem árvores milenares enormes, chamadas de sequóias gigantes. Quando elas eram pequeninas você poderia quebrar seu tronco facilmente com sua mão. Com o passar do tempo, essas arvorezinhas foram crescendo e se fortalecendo. Hoje, nem um batalhão do exército consegue derrubá-las usando apenas as mãos. Com o passar do tempo, as coisas vivas não precisam ficar mais fracas, mas certamente podem ficar mais fortes. Fraqueza é sinal de doença e como velhice é uma doença, acha-se normal que um idoso fique cada vez mais fraco com o avanço da idade... Balela...



http://saudeperfeitarfs.blogspot.com/search/label/imortalidade

___________________


Blogger vapera disse...


Eu fico com o frugivorismo, na minha opinião, uma maneira de se ajudar a natureza, sobretudo se engolimos as sementes e depois as "libertamos em uma moita qualquer. As frutas são como sexo, sexo só é bom porque é a maneira de reproduzir, e fruta é boa pela mesma razão, dessa forma, até homens ficam "grávidos" quando ingerem frutas e seus caroços (sem exagerar, rsrsrrs) e "dão a luz" obrando!!!

A árvore mãe só pensa: "que esse personagem distribua os meus rebentos aos quatro cantos do mundo" e com isso rogam uma boaventurança para o frugívoro!

Enqunato o necrófago, quando come, come o ódio de quem foi assassinado de forma desnecessária! Come morte, dor e medo!

O frugívoro come prazer, saúde e vida, pois as árvores resam para ele todo dia, rezam pela saude dos que carregam seus descendentes.

Mais em:

Resetando alimentação
http://resetandobrain.blogspot.com/2011/09/resetando-alimentacao.html

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Segunda-feira, 9 de Março de 2009

A CONSCIÊNCIA IMORTAL - TAISHA ABELAR

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— Podemos considerar o corpo como um organismo biológico
ou como fonte de poder — prosseguiu Clara. — Tudo depende do estado do inventário em nosso depósito; o corpo pode ser duro e rígido ou suave e flexível. Se nosso depósito está vazio, o próprio corpo está vazio, e a energia do infinito pode fluir através dele.

Clara reiterou que para nos esvaziarmos temos de mergulhar em um estado de recapitulação profunda e permitir que a energia flua através de nós livremente. Apenas na quietude, ressaltou ela, podemos conceder ao vidente pleno domínio, ou a energia impes­soal do universo pode transformar-se na própria força pessoal da intenção.

— Quando nos esvaziamos suficientemente de nosso inventário obsoleto e obstaculizante — continuou ela —, recebemos a energia, que se acumula naturalmente; quando uma quantidade suficiente se aglutina, ela se transforma em poder. Qualquer coisa pode anunciar sua presença: um ruído alto, uma voz suave, um pensamento que não é nosso, uma onda inesperada de vigor e bem-estar.

Clara enfatizou que, em última análise, não faz diferença se o poder desce sobre nós em estado de vigília ou em estado onírico; ele é igualmente válido em ambos os casos, sendo o último, contudo, mais impalpável e poderoso.

— Aquilo que experimentamos na vigília, em termos de poder, deve ser colocado em prática nos sonhos — explicou —, e todo poder que vivenciamos nos sonhos deve ser usado enquanto esta­mos acordados. O que realmente importa é estarmos conscientes, estejamos nós acordados ou adormecidos — repetiu ela, fitando-me. — O que importa é estar consciente.

Clara manteve silêncio por um instante e por fim disse-me algo que considerei completamente irracional:

— Estar consciente do tempo, por exemplo, pode fazer a vida de um homem durar centenas de anos.

— Isto é um absurdo — falei. — Como um homem pode viver tanto?

— A consciência do tempo constitui um estado de consciência especial, o qual nos impede de envelhecer rapidamente e morrer em algumas décadas — explicou Clara.'— Existe a crença, trans­mitida pelos antigos feiticeiros, de que, se fôssemos capazes de usar nossos corpos como armas ou, para falar em termos modernos, se pudéssemos esvaziar nossos depósitos, seríamos capazes de esca­pulir do mundo e perambular por toda parte.

— Aonde iríamos? — perguntei.

Clara fitou-me surpresa, como se eu devesse conhecer a res­posta.

— À esfera do não-ser, ao mundo das sombras — respondeu.
Acredita-se que, uma vez esvaziado nosso depósito, nós nos tornaríamos tão leves que poderíamos flutuar no vácuo e nada perturbaria nosso vôo. Poderíamos então retornar a este mundo, renovados e jovens.

Mudei de posição na pedra desconfortável que deixara meu cóccix dormente.

— Mas isto é apenas uma crença, não é, Clara? — indaguei. — Uma lenda transmitida desde a Antigüidade.

— Neste momento é apenas uma crença — reconheceu Clara. — Mas sabe-se que os momentos, assim como todas as coisas, mudam. Hoje mais do que nunca, o homem está precisando reno­var-se e experimentar o vazio e a liberdade.

Por um instante fiquei pensando qual seria a sensação de ser etéreo como uma nuvem e flutuar sem nada para deter minhas idas e vindas. Então mais uma vez retrocedi mentalmente à terra e senti-me na obrigação de dizer:

— Toda essa conversa de estar consciente do tempo e passar para o mundo das sombras, Clara, é impossível de ser aceita ou compreendida. Não faz parte de minha tradição ou, como você diz, não faz parte do inventário em meu depósito.

— Não, não faz — concordou. — Isto é feitiçaria!



***


— Trabalhar neste jardim lhe dará um tipo de energia especial que você não pode obter com a recapitulação, com a respiração ou com a prática de kung fu — disse Clara.

— Que tipo de energia é esta?

— A energia da terra — respondeu ela, os olhos tão verdes quanto as novas plantas. — Ela complementa a energia do sol. Talvez você a sinta entrando por suas mãos, quando trabalhar o solo. Ou ela pode começar a fluir por suas pernas, quando você se agachar no solo.

Eu nunca havia trabalhado em um jardim antes, e não sabia ao certo o que fazer. Pedi-lhe para definir minhas tarefas. Ela fitou-me por um instante, como se estivesse analisando se havia escolhido a pessoa certa para a tarefa.

— O solo ainda está úmido coma chuva de ontem — explicou, abaixando-se para tocar o solo. — Mas quando estiver seco, você terá de pegar baldes de água no regato. Ou, se for bastante esperta, poderá criar um sistema de irrigação.

— Posso fazer isso — afirmei confiante. — Vou construir uma bomba de água elétrica como a que vi em uma casa de campo e a ligarei ao gerador. Aí não precisarei carregar baldes colina acima.

— Não importa como você fará isso, contanto que as plantas sejam regadas. Além disso, você terá de alimentar as plantas a cada duas semanas com aquele monte de composto no final do jardim. E arrancar todas as ervas daninhas. Elas se espalham rapidamente por aqui. E manter o portão fechado para que não entrem coelhos.

— Não tem problema — garanti sem entusiasmo.

— Ótimo. Pode começar agora.

Ela apontou um balde e disse-me para enchê-lo de composto e misturá-lo ao solo em torno de cada planta. Quando voltei com o balde cheio daquilo que eu esperava que não fosse estrume, ela me deu um instrumento para afofar a terra, avisando-me para não cavar muito próximo dos brotos.

Concentrei-me em minha tarefa e uma sensação de bem-estar e uma estranha paz foram tomando conta de mim. A terra estava fresca e suave em meus dedos. Pela primeira vez desde que eu tinha visto a casa de Clara, senti-me verdadeiramente à vontade, segura e protegida.

— A energia da terra é nutriente — observou ela, como se estivesse percebendo minha mudança de humor. — Você está suficientemente vazia, após sua recapitulação, de modo que uma parte dela já está entrando sorrateiramente em seu corpo. Você está se sentindo à vontade porque sabe que a terra é a mãe de todas as coisas. —Ela percorreu as fileiras de plantas com as mãos. —Tudo vem da terra. A terra nos sustenta e nutre; e, quando morremos, nossos corpos retornam a ela. — Ela fez uma rápida pausa e acrescentou: — A menos, é claro, que consigamos realizar a grande travessia.

— Você está querendo dizer que existe uma chance de não morrermos? — indaguei. — Clara, francamente, você não está
exagerando?

— Temos uma chance de alcançar a liberdade — falou com suavidade —, mas depende de cada um de nós agarrá-la e transformá-la em realidade.

Ela explicou que, armazenando energia, podemos dissolver
nossas pré-concepções em relação ao mundo e ao corpo, criando espaço em nosso depósito para outras possibilidades. A chance de não morrer é uma dessas possibilidades. Acrescentou que a melhor explicação para esta alternativa extravagante foi oferecida pelos sábios da China antiga. Eles afirmaram ser possível para a cons­ciência pessoal, ou te, unir-se intencionalmente com a consciência oniabrangente, ou tao. Então, quando sobrevém a morte, a cons­ciência individual não se dispersa, como na morte comum, mas expande-se e une-se ao todo maior.

Acrescentou que a recapitulação no cenário de uma caverna
semelhante a um casulo havia me permitido reunir e armazenar energia. Agora eu precisava utilizar essa energia para fortalecer meu elo com a força abstrata chamada de espírito.

— Por isso você tem de cultivar o jardim e absorver sua energia, assim como a energia do sol — disse ela.

Do livro de Taisha Abelar , A TRAVESSIA DAS FEITICEIRAS

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publicado por conspiratio às 21:23
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Domingo, 8 de Março de 2009

DIMENSÃO DOS SONHOS

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Do livro/oráculo "As Cartas do Caminho Sagrado" de Jamie Sams, a carta 33, Dimensão dos sonhos:


Nos dias atuais vêm se difundindo muitas informações erra­das acerca da Dimensão dos Sonhos. Assim, senti que seria muito importante partilhar os ensinamentos que recebi a fim de repassar àqueles que realizam Viagens fora do corpo um antigo Sistema de Conhecimentos.

Segundo a Tradição Choctaw, existem quatro espécies de sonhos. Esses sonhos das horas de sono são os que se produ­zem quando você está dormindo. O primeiro tipo de sonho é um sonho de "propriedade" e pressagia acontecimentos que trarão bens materiais ao sonhador. Este sonho é provocado pe­los Guias do indivíduo adormecido, sendo chamado também de sonho de "riqueza". Seu objetivo é mostrar quais as situa­ções materiais que poderão propiciar abundância àquela Ten­da. Através desse tipo de sonho pode-se prever o nível de pros­peridade que aquela pessoa terá durante o resto de sua vida.

O segundo tipo de sonho é um sonho "sem importância". Neste tipo de sonho tudo aquilo de que a pessoa se lembra, ao despertar, são retalhos ambíguos ou incertos de pensamen­tos soltos. Esses sonhos não têm nenhum valor real, em virtu­de da falta de informação apresentada, e são os mais baixos em importância na escala dos Totens. Esses sonhos são tam­bém denominados sonhos que "não denunciam nada", por­que nenhum segredo é revelado.

O terceiro tipo de sonho é um sonho de "desejo" e pode conter as esperanças do sonhador com relação a seu futuro, que nem sempre se manifestam fisicamente, porque a confiança não lhes dá apoio. Se esse tipo de sonho é sonhado por outra pessoa e tem você dentro dele e você é informado disso, o so­nho pode ter algum valor positivo. É claro que ele pode não se realizar devido ao fato de você ter livre arbítrio. Em termos modernos, o sonho de "desejo" pode ser o plano quimérico de alguém que está sempre tendo sonhos de grandeza mas não trabalha para esses objetivos.

O quarto tipo de sonho é um "Sonho de Cura" e traz a visão do futuro de uma pessoa de forma correta e impecável. Esse tipo de sonho das horas de sono é um dom raro e é o tipo mais procurado por aqueles que sondam o Vazio. É um costume tribal não falar desses sonhos a ninguém até que uma outra pessoa tenha sido avisada por uma visão aparecida nos momentos de vigília que você teve um Sonho de Cura. Nesse ponto, se o Sonho de Cura era algo que viria ajudar toda a Tribo ou Nação, o sonhador podia decidir se devia, ou não, "abrir a visão" contando-a aos outros. Se a visão tida pelo outro quando desperto fosse compartilhada, e se os anciãos vissem o valor do sonho original ocorrido durante o sono, po­dia o sonho determinar futuros planos da Tribo. Ainda hoje é importante acreditar nos Sonhos de Cura e segui-los. Negar um tipo de mensagem tão importante seria o mesmo que ne­gar o valor da Cura Grupal.

Nos tempos antigos, quando um Sonho de Cura não era atendido, os Guias de Cura poderiam se negara prestar qual­quer auxílio dali por diante. Quando alguém renegava a sua própria Magia, poderiam seguir-se anos de muita amargura, repletos de um profundo sentimento de frustração. Por isto, raramente o sonhador deixava de colocar em prática as men­sagens que o sonho havia sugerido.

Estes são os sonhos que decorrem das horas de sono, mas não são os sonhos acordados que provêm dos momentos de sonho. Joaquin foi muito cuidadoso quando começou a me iniciar nas Viagens pela Dimensão dos Sonhos. Esses sonhos acordados representam jornadas fora do corpo e sobrevêm na­queles instantes em que você está totalmente consciente de que seu corpo físico está inserido no mundo, estando, ao mesmo tempo, consciente de estar dentro do sonho. A Dimensão dos Sonhos é um universo paralelo. Todas as coisas que ocorrem nesse tempo e espaço paralelos afetam diretamente a nossa rea­lidade física.

Na realidade paralela da Dimensão dos Sonhos sua alma ou seu espírito opera continuamente, enviando-lhe um tipo de informação necessária para que você possa estar consciente de todas as coisas que estão acontecendo na vida física. E como is­to se dá? Normalmente, na Dimensão dos Sonhos, seu espírito ou duplo do corpo consegue captar algum fragmento de uma in­formação que você necessita obter. Já que a Dimensão dos So­nhos constitui uma realidade paralela, ela pode se assemelhar a uma duplicata exata do local onde você se encontra. A princi­pal diferença é que neste outro nível não existem limitações. As­sim como você não está usando seu corpo físico nesta Dimen­são dos Sonhos, você consegue, por exemplo, voar pelo espaço, atravessar paredes ou mergulhar dentro de um solo rochoso.

Os sonhos despertos da Dimensão dos Sonhos, obtidos em estado de Vigília, podem volver à tona durante a realidade do sono toda vez que houver uma necessidade muito grande de obter uma informação. Muitos Sonhadores em nosso mun­do moderno estão tão ocupados com sua vida cotidiana que as suas visões da Dimensão dos Sonhos precisam se impor nos seus momentos de sono para que eles se dêem conta de suas mensagens. Creio que esta foi a razão pela qual as diferenças entre os dois níveis ficaram tão confusas nos últimos anos. No mundo de hoje os Sonhadores não são tão reconhecidos e aca­tados como eram no passado. Um Sonhador era altamente res­peitado e ocupava um posto de honra em sua Tribo ou Nação. O papel do Sonhador era equivalente ao de um profeta ou cu­randeiro nos dias de hoje.

Os Sonhadores usavam diversos instrumentos que lhes per­mitiam atravessar as barreiras do Tempo e do Espaço até con­seguirem "ver" ambas as realidades. Alguns Sonhadores con­seguiam sair do corpo empregando a batida dos Tambores, en­quanto outros "fumavam a pessoa" necessitada de cura. Am­bas as técnicas ajudavam o Sonhador a penetrar na realidade passada ou futura, em busca das respostas necessárias para efe­tivar a cura de um paciente. Se a pessoa em busca de trata­mento estiver parada na bifurcação da trilha, atravessando uma crise de indecisão, pode ser trazida de volta ao Caminho Sa­grado através destes métodos de cura.

A realidade da Dimensão dos Sonhos é tão antiga quan­to o nosso universo e contém todos os portões que nos permitem abrir novos níveis de consciência. Muitas "almas trans­missoras" que já haviam sido sonhadoras antes estão desper­tando agora para reencontrar sua habilidade de viajar pela Di­mensão dos Sonhos. Uma "alma transmissora" é aquela que trouxe dons e habilidades adquiridas em outras vidas para se­rem usadas na sua vida atual. Em geral esses talentos já ha­viam sido bem desenvolvidos anteriormente, e os sinais se ma­nifestam muito claramente durante a infância.

Alguns desses talentos conservam-se em estado latente por­que não são utilizados. Pode-se voltara desenvolver estas ha­bilidades contatando os quatro Animais-Guias mais fortemente ligados à Dimensão dos Sonhos. A Libélula é a Guardiã do Portal. É ela que permite que os Portais para as outras dimen­sões sejam abertos, através do rompimento da ilusão física. O Lagarto é o Guia dos sonhos diurnos. O Cisne é o Guar­dião daqueles momentos em que nos rendemos ao impulso e ao magnetismo da Dimensão dos Sonhos. Por último temos o Golfinho, que nos ensina a entrar nesses reinos através do uso da respiração.aquela realidade que é normalmente aceita. O casulo se abriu, confie em você mesmo, nos seus Guias, e no seu Poder Pes­soal. Este é um momento propício para alçar vôo.


Aplicação

Se a Dimensão dos Sonhos lhe chamou, você está sendo soli­citado a ver com Visão Ilimitada. Retire a poeira dos olhos e comece a prestar atenção às mensagens que está recebendo do universo paralelo. Nosso mundo está repleto de possibili­dades. Qualquer Tempo é Agora. Você é um co-criador dos dois mundos e basta pedir para chegar a ter uma visão e um conhecimento ilimitados. Você poderá receber as informações necessárias num sonho, enquanto estiver dormindo, ou, ain­da, numa viagem fora do corpo. A Visão lhe trará a orienta­ção necessária para este momento de sua vida.

A Visão Ilimitada permite ao buscador rasgar o véu da inconsciência para alcançar o conhecimento interior. Em to­dos os casos, esta carta assinala uma fase em que a Verdade deve ser buscada em todos os níveis da Criação. Está lhe sen­do dada agora a possibilidade de alcançar mais além do que aquela realidade que é normalmente aceita. O casulo se abriu, confie em você mesmo, nos seus Guias e no seu Poder Pessoal. Este é um momento propício para alçar vôo.

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Domingo, 1 de Março de 2009

ZEN: LAZER É TRABALHO E TRABALHO É LAZER

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Aquele que é mestre na arte de viver faz pouca distinção entre o seu trabalho e o seu tempo livre, entre a sua mente e o seu corpo, entre a sua educação e sua recreação, entre o seu amor e a sua religião.

Distingue uma coisa da outra com dificuldade. Almeja, simplesmente, a excelência em qualquer coisa que faça, deixando aos demais a tarefa de decidir se está trabalhando ou divertindo. Ele acredita que está sempre fazendo as duas coisas ao mesmo tempo.

Domenico de Masi, citando um pensamento Zen.
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publicado por conspiratio às 16:47
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