Quinta-feira, 26 de Fevereiro de 2009

EXPERIÊNCIA DE QUASE-MORTE – UMA QUESTÃO POLÊMICA

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EQM – UMA QUESTÃO POLÊMICA


Valter da Rosa Borges


Podemos denominar de consciência extracorpórea a percepção que uma pessoa tem do que ocorre no mundo exterior a partir de um referencial que não é o seu corpo. Ou seja: ele se percebe como se estivesse “fora” do corpo e a sua percepção é verídica.

Essa “experiência fora-do-corpo” ou EFC, ocorre, na quase totalidade dos casos, de maneira espontânea e pelas mais diversas causas, embora haja pessoas que afirmam obtê-la voluntariamente, mediante a utilização de certas técnicas.

Quando a EFC ocorre em situações nas quais uma pessoa é considerada clinicamente morta, ela passa a se denominar de “experiência de quase morte” ou EQM. Em conseqüência, a EQM não é indício de sobrevivência post-mortem, porque se houvesse realmente morte estaríamos perante um caso de ressurreição. No entanto, todos os que passaram por essa experiência têm a certeza absoluta de que estiveram no mundo espiritual e que a morte não existe.

A EQM só é uma experiência psi na sua fase inicial, enquanto a pessoa se vê fora do corpo e percebe o que ocorre ao seu redor. A partir da sua entrada no “túnel”, ela passa a ser uma experiência que pode ser psicológica ou transcendental.

Embora Raymond Jr. tenha elaborado um padrão geral para as EQMs nenhuma delas é igual.

Diferentemente das EFCs, que podem ser voluntárias, as EQMs sempre são involuntárias.

A EQM é uma experiência única. No entanto, há exceções: Helen Wambach “morreu” duas vezes e, na terceira, não voltou. P.M.H. Atwater já "morreu" três vezes e continua viva.

Segundo uma pesquisa feita, nos Estados Unidos, pela Gallup, de 1980 a 1981, vinte e dois milhões de norte-americanos passaram por uma EQM, significando que uma pessoa em cada onze relataram essa experiência.
Atwater informa que 1/3 dos adultos que “morrem” passam por uma EQM. E que em crianças esse número é mais de 75%, conforme as pesquisas de Melvin Morse e Kimberly Clark Sharp, em Seattle, Washington. Por que essa experiência ocorre mais com crianças?

Melvin Morse constatou que mais de 25% de adultos que, quando crianças, sobreviveram a uma EQM, afirmam não poder usar relógios, porque eles não funcionam. Ele está convencido que a EQM “modifica as forças eletromagnéticas que cercam os nossos corpos e cada uma de suas células” e que este campo eletromagnético sutil e poderoso fica permanentemente alterado pela experiência de quase-morte”.

É importante ressaltar a coincidência entre os relatos de adultos e crianças.

Hipóteses

Há varias hipóteses para a EQM, todas elas, no entanto, insatisfatórias, porque incompletas. As principais são: a) efeitos de drogas; b) falta de oxigênio no cérebro; c) sonho; d) alucinação; e) memória do nascimento; f) fatores culturais e religiosos; g) mecanismo psicológico de defesa contra o medo de morrer; h) excitação do lobo temporal.
Em estudo publicado em novembro de 1986 no American Journal of Diseases of Children, o jornal pediátrico da Associação Médica Americana, Melvin Morse observou que uma pessoa precisa estar na iminência da morte para ter os sintomas de uma EQM. Segundo ele, essas descobertas eliminaram a teoria que as EQMs são o resultado das drogas ou da privação do sono ou que são meramente sonhos maus ou a conscientização subconsciente da cirurgia.

Diz ele:

“Dos 121 pacientes entrevistados que tinham sobrevivido a uma doença grave, mas que não se aproximaram da morte, 118 não tiveram nenhuma experiência. Os três remanescentes tiveram sonhos de monstros cobertos com uma roupa branca e coisas semelhantes.

Enquanto isto, oito dos doze sobreviventes de ataques de coração tiveram visões onde deixavam o corpo e viajavam para outros reinos. Isto significa quase setenta por cento, percentagem tão alta que elimina o elemento da casualidade ou do erro estatístico. Além disso, não permiti voluntários na pesquisa. Pelo contrário, eu entrevistei por um período de mais de dez anos os sobreviventes de parada cardíaca. Ao agir assim, evitei que crianças que pudessem ter montado uma história somente para serem incluídas na pesquisa.

Também revi por completo os registros médicos de todos os pacientes estudados, documentei cuidadosamente drogas usadas, a anestesia, a quantidade de oxigênio no sangue e os resultados de vários testes de laboratório. Misturei com cuidado os meus pacientes de controle com os do grupo de estudo para assegurar que tinham a mesma idade. Cuidei também para que em ambos os grupos tivesse havido intubação, ou ligação com um pulmão artificial.

A razão para esta mistura foi verificar se as experiências de quase-morte são alucinações provocadas por drogas ou falta de oxigênio no sangue, como muitos médicos acreditam. A resposta é não. Muitos pacientes que tiveram uma experiência de quase-morte completa não tinham sido tratados com nenhuma medicação alucinógena. O grupo de controle não teve nenhuma experiência que lembrasse a quase-morte, a despeito de ter sido tratado com drogas como morfina, Valium e Torazina, e agentes anestésicos como o Dilantin, fenobarbitol, manitol e codeína. Os pacientes também ficavam hipóxicos, apresentavam desequilíbrio ácido-base e altos níveis de CO2, e com todas as combinações que podemos imaginar, embora nada que pudéssemos chamar de uma EQM.”
Kenneth Ring teceu considerações sobre a influência das crenças religiosas e do conhecimento prévio das pessoas sobre EQM na manifestação desse fenômeno:

“Quando chegamos à área de crenças pessoais, no entanto, poderíamos esperar encontrar algumas correlações definidas com EQMs. Pessoas com forte orientação religiosa (o que é bem diferente de freqüência à igreja) ou profunda convicção em uma vida após a morte poderiam aparentemente ter mais probabilidades do que, digamos, agnósticos ou ateus, de passar por EQMs.

Apesar da sensatez dessa suposição, as descobertas de vários estudos diferentes demonstram que isso não acontece. Na verdade, não existe diferença nem no tipo nem na incidência de EQMs devido à orientação religiosa da pessoa — ou falta de orientação. Certamente, um agnóstico ou um ateu pode — e realmente parece — ter mais dificuldade de aceitar a experiência e pode ser menos inclinado a interpretá-la em termos convencionais do que um crente, mas a forma e o conteúdo da EQM não mudam. Uma EQM é uma EQM para qualquer pessoa que passe por ela.
Finalmente, podemos nos perguntar se ler ou ouvir falar de EQMs antes do próprio incidente de quase morte pode tomar a pessoa mais inclinada a ter uma EQM. Embora essa hipótese também pareça razoável, mais uma vez os dados mostram que ela está errada.

Tanto Sabom quanto eu, em nossos estudos; examinamos especificamente nossos dados para esse tipo de relação e descobrimos que, ao contrário do que temíamos, pessoas que possuíam um conhecimento anterior de EQMs apresentavam, na verdade, menos probabilidades de passar por uma. Num grande estudo metodologicamente sofisticado sobre EQMs, conduzido por Audette e Gulley, simplesmente não existe relação entre essas duas variáveis. Assim, o conhecimento anterior de EQMs definitivamente não parece induzi-las ou torná-las mais freqüentes para os pesquisadores.
Em resumo, não existe nenhuma prova convincente até agora de que fatores sociais ou pessoais possam ter algum efeito decisivo sobre EQMs.”
Diz Raymond Mood Jr. que muitos neurologistas lhe disseram que as EQMs “apresentam uma certa semelhança com insultos apopléticos, particularmente no lobo temporal”.

E afirma ainda que “poder-se-ia postular que a impressão de luz intensa relatada por essas pessoas é simplesmente o resultado de eventos causados por uma interferência no suprimento de oxigênio aos lobos frontais”.

Wilder Penfield descobriu que, estimulando o lobo temporal de alguns pacientes, durante uma cirurgia cerebral, eles tiveram a sensação de estarem deixando seus corpos. Se apenas alguns dos pacientes tiveram essa sensação, a estimulação do lobo temporal não é a causa orgânica inconteste da EFC.

Melvin Morse observou que a estimulação elétrica do lado direito do lobo temporal do cérebro, especificamente no sulco de Silvius, pode produzir visões místicas, audição de música sublime, imagens de anjos e de parentes falecidos e a retrospectiva panorâmica da vida. Porém não explicitou se isso aconteceu em todos os casos por ele observados.
Segundo Melvin Morse, o Dr. Joseph Atkinson, gastroenterologista, em Illinois, com a ajuda de um professor de farmacologia, criou uma mistura de gases composta de dióxido de carbono e oxigênio, denominando-a de Meduna, como homenagem a L. J. Meduna, médico húngaro que foi o primeiro a desenvolvê-la para tratamento de problemas como a gagueira. O tratamento consistia em várias sessões, nas quais os pacientes inalavam o gás durante alguns segundos de cada vez. Eles relatavam, freqüentemente, que tinham a impressão de estarem morrendo, atravessando um túnel e avistando uma luz intensa, tal como ocorre numa EQM.

Informa Raymond Moody Jr. que as sensações de ser levado através de um túnel escuro são reveladas com freqüência por pacientes submetidos à anestesia - em especial com éter.

Segundo alguns pesquisadores, a experiência do túnel é provocada por uma reação do cérebro à presença de níveis cada vez mais elevados de dióxido de carbono (CO2) na corrente sangüínea.

Michael Sabom demonstrou a falsidade dessa afirmativa, quando mediu os níveis de oxigênio no sangue de um paciente, no exato momento em que ele experimentava uma poderosa EQM, e verificou que estavam acima do normal.

Para Raymond Moody Jr., impressão de luz intensa relatada por essas pessoas pode ser o resultado de eventos causados por uma interferência no suprimento de oxigênio aos lobos temporais.

Segundo Melvin Morse, os organismos agonizantes emitem uma intensa quantidade de energia eletromagnética, ou luz. Diz ele:
“Quando as células morrem e o material genético começa a se expandir como o faz no momento da morte uma poderosa carga de energia eletromagnética é liberada. Esta luz é algo que as pessoas que tiveram EQM realmente vêem, não é uma alucinação. Em raras ocasiões, outras pessoas relataram ver esta luz irradiando das pessoas agonizantes.
Tal carga teria um grande efeito sobre todo o corpo, incluindo o lobo temporal direito do cérebro, a área exatamente acima do ouvido direito, à qual chama de "a sede da alma". Em pesquisa anterior, descobrimos que esta parte do cérebro é geneticamente codificada pela experiência de quase-morte. Outros pesquisadores descobriram que esta é a área onde ocorrem as experiências místicas. Isto pode explicar por que, quando o resto do cérebro está morrendo, esta área tem energia para funcionar a um nível mais elevado do que em qualquer outra época.”

Os neurocientistas documentaram a existência dos circuitos do misticismo dentro do lobo temporal. É através deste mecanismo neurológico que possuímos a capacidade de ter experiências fora do corpo; vermos pessoas de branco, algumas das quais parecidas com parentes falecidos; ouvirmos música celestial; passarmos por uma recapitulação tridimensional da vida - todos os elementos de uma experiência de quase-morte, exceto a experiência transformadora de luz. A experiência de luz não pode ser ativada artificialmente, mas somente no momento da morte ou durante algumas visões espirituais muito especiais.

Morse assinala que a experiência da luz não tem origem conhecida no cérebro. Numerosos pesquisadores científicos têm documentado que cada elemento da EQM - a experiência fora do corpo, a viagem pelo túnel, a visão de parentes mortos, a recapitulação da vida, visões do céu - pode ser localizado no lobo temporal direito.

Carl Sagan, entre outros, questiona a possibilidade da criança guardar recordação do momento do parto, o que explicaria a causa da EQM. Tal hipótese, porém, é inverificável.

Carl Becker, professor de filosofia de uma universidade em Illinois argumenta que as crianças não se lembram de terem nascido e não dispõem de recursos para reter a experiência no cérebro porque:
a) percepção da criança é pobre demais para ver o que acontece durante o nascimento;
b) os recém-nascidos não podem distinguir figuras;
c) os recém-nascidos não reagem diante da luz, a menos que haja, no mínimo, 70% de contraste entre a luz e a escuridão;
d) eles raramente conseguem focalizar ou fixar-se em um objeto, e, mesmo quando o conseguem, somente podem examinar uma pequena parte dele por um curto período de tempo;
e) os recém-nascidos têm uma “focalização distorcida”, o que significa que mesmo quando conseguem focalizar, fazem-no apenas sobre um segmento próximo e altamente contrastante do objeto e não sobre o objeto por inteiro;
f) metade de todos os recém-nascidos não consegue coordenar sua visão sobre objetos que estejam a mais de um metro de distância. E nenhuma criança com menos de um mês pode focalizar internamente um objeto a um metro e meio de distancia;
Alega-se que a EQM é um mecanismo psicológico de defesa contra o medo de morrer. Raymond Mood Jr. se insurge contra essa hipótese, alegando que “as EQM em crianças refutam essa teoria, pois elas possuem percepções da morte bastante diferentes das dos adultos.”

E, mais adiante:

“As crianças ainda não têm nenhum desses condicionamentos culturais. E, geralmente, aquelas que passaram por uma EQM não conhecem esses temores mais tarde. Elas sentem pouco medo da morte e com freqüência falam com carinho de suas experiências. Algumas das crianças com quem conversei expressaram o desejo de "retornar para a luz.”
Se a EQM é um mecanismo de defesa contra a morte, como explicar por que as pessoas, intimadas a retornar à vida física, quando no Além, advertidas de que a hora de sua morte ainda não chegara, relutam em obedecer ao comando e o fazem a contra-gosto?

Efeitos orgânicos da EQM

Melvin Morse reconhece que P.M.H. Atwater foi a primeira pessoa a afirmar que a EQM modifica a fisiologia cerebral. E também quem primeiro observou que a EQM modifica significativamente os campos eletromagnéticos que circundam a pessoa humana.

Morse constatou que mais de 25% de todos os adultos que sobreviveram a EQM, quando criança, afirmam não poderem usar relógios.

Atwater observou modificações fisiológicas nas mais de três mil com que teve contato e que passaram por uma EQM. Do seu relato, destacamos as seguintes alterações mais importantes no comportamento fisiológico daquelas pessoas: a) mudanças substanciais nos níveis de energia; b) maior sensibilidade à luz, especialmente à luz do sol como também ao som e ao volume dos sons; c) mudanças no funcionamento de seus cérebros; d) mudanças no seu metabolismo, com melhora nos processos digestivos; e) melhoria da saúde em geral, porém com aumento de alergias para os remédios alopáticos; f) queda da pressão sangüínea e diminuição do ritmo do pulso; g) hiperestesia táctil, gustativa e olfativa; h) sensibilidade para a eletricidade e campos geomagnéticos; i) maior sensibilidade a fatores meteorológicos, tais como temperatura, pressão, movimentos do ar e umidade; desabrochamento ou aumento de aptidões parapsicológicas e atividades curativas por imposição de mão.

EQM e curas espontâneas.

Atwater afirma que curas espontâneas podem acontecer depois que a pessoa volta à vida. Diz ela:

“Existem pessoas que, repentinamente, ficaram livres do câncer; tumores cerebrais desapareceram; um homem com AIDS emergiu da experiência sem um sinal da doença no corpo. A comunidade médica está totalmente confusa tentando explicar isso. A verdade é que os sobreviventes da Experiência de Quase-Morte passam por uma transformação tão grande que ficam parecendo estranhos para aqueles que os conheciam antes; até as fotografias tiradas antes e depois podem mostrar essa diferença.”

Sensibilidade anormal à luz e ao som.

Atwater constatou, em sua pesquisa, que entre os sobreviventes de uma EQM, 73% apresentaram uma sensibilidade anormal à luz e ao som. Desenvolveram maior capacidade de perceber campos elétricos e magnéticos, afetando equipamentos eletrônicos, computadores, gravadores, aumentando ou diminuindo a intensidade luminosa de lâmpadas elétricas e queimando-as em alguns casos. Seus relógios não funcionam, e objetos metálicos se movimentam sozinhos na proximidade deles.

Efeitos psicológico

A EQM produz efeitos psicológicos, entre os quais: a) redução ou extinção do medo da morte e maior gosto pela vida; b) conscientização da importância do amor; c) sensação de união com todas as coisas; d) valorização do conhecimento; e) maior responsabilidade pela própria vida; f) ampliação do vigor e da atividade mental e física; g) aparente rejuvenescimento; h) reavaliação das coisas materiais da vida; i) profundo senso de missão; j) mudança carismática na personalidade; l) desenvolvimento súbito ou gradual de aptidões psi; m) prazer pelo conhecimento enciclopédico.

Kenneth Ring constatou que, depois desta experiência, os “sobreviventes da EQM gostam mais de si mesmos”. Ele afirma que “as EQMs tendem a conferir nova identidade pessoal ao sobrevivente, assim como causar grandes mudanças em seu comportamento.”

E, mais adiante:

“Após a EQM, os indivíduos tendem a mostrar uma apreciação maior da vida e preocupação e amor maiores pelos outros seres humanos, enquanto diminui seu interesse em status pessoal e posses materiais. A maioria dos sobreviventes também declara que vive depois com um sentido de finalidade espiritual ampliado e, em alguns casos, que procura um entendimento maior do significado essencial da vida.”
Kenneth Ring observou que “os sobreviventes da EQM tendem a passar para uma orientação espiritual geral - em vez de religiosa - quanto à vida” e que ele denominou de “orientação espiritual universalista”, a qual é constituída por sete elementos essenciais: a) uma tendência a se caracterizar como pessoa espiritual em vez de religiosa; b) uma sensação de estar interiormente próximo de Deus; c) uma perda de ênfase nos aspectos formais da vida e da adoração religiosa; d) uma convicção de que existe vida após a morte, apesar de crenças religiosas; e) uma abertura à doutrina da reencarnação (e uma simpatia geral pelas religiões orientais); f) uma crença na unidade essencial por trás de todas as religiões; g) um desejo de uma religião universal abraçando toda a humanidade.

Diz Atwater:

“Alguns sobreviventes da Experiência de Quase-Morte sentem-se como se tivessem sido “expulsos do paraíso”, tendo revivido, quando na verdade prefeririam lá ficar. A maioria deles sabe que não é tão perfeita como parece que eles deveriam ser, considerando onde estiveram. Nenhum deles afirma que é santo. Os estados de depressão podem ser longos, a experiência pode tanto parecer uma bênção quanto uma maldição. No entanto, muitos também planam suavemente pelos efeitos posteriores, com pouco ou nenhum desgaste, ou choro, que evidencie algum tipo de conflito, como se estivessem sobre “um tapete mágico voador”. O apoio da família é um fator muito importante.”

Observa, ainda que os sobreviventes da EQM, embora continuem a sentir raiva, medo, ciúmes e impaciência, não permanecem assim por muito tempo. São mais maleáveis e ponderados, predispostos a aceitar a responsabilidade pessoal e buscar soluções justas.

Nas crianças, porém, Atwater observou um comportamento diferente do adulto.

“As crianças e aqueles que vivenciam o fenômeno durante a infância simplesmente crescem sendo o tipo diferente de pessoas que são, tentando entender por que todos não são como eles. Mas as crianças que já eram crescidas o bastante para comparar suas vidas anteriores com o que elas são agora tornam-se em geral rebeldes ou excessivamente retraídas na escola. São elas que enfrentam o maior desafio, pois raramente seus conselheiros acreditam no que dizem.”

EQM & kundalini

Kenneth Ring diz ter encontrado relações entre a EQM e o despertar da kundalini. E Atwater assegurou que “a maior parte dos pesquisadores pensam que a Experiência de Quase-Morte é uma irrupção da Kundalini e, constantemente, crescem as evidências que apóiam suas teorias”.

EQM e alienígenas

Atwater informa que, depois de uma EQM, vinte por cento das pessoas começaram a ter “memórias” da chegada ao planeta Terra como imigrantes vindos de um outro mundo. Eles descobriram que eles é que eram os alienígenas! Ela própria tem memórias alienígenas.
Esse efeito da EQM pode ser interpretado como um distúrbio psicológico de “falsa memória”.

EQMs negativas

Maurice Rawlings relatou vários casos de EQMs em que os pacientes se viram precipitados em regiões infernais. Afirmou que quase todos os casos de EQMs por ele atendidos e outros de que teve conhecimento oriundos de tentativas de suicídio tiveram como resultado experiências em ambientes que os pacientes descreveram como sendo o Inferno.
Scott Rogo fez uma comparação sumária dos elementos principais de uma EQM assustadora ou infernal com a de conteúdo eufórico:

Fase 1: A pessoa sente medo e experimenta sentimentos de pânico ao invés de paz e alegria.

Fase 2: Assim com na mais clássica EQM, ele passa pela experiência de deixar o corpo.

Fase 3: Similarmente a EQM clássica, a pessoa morta entra numa região escura ou vazia.

Fase 4: Em vez de experimentar a presença reconfortante e figuras religiosas, de amigáveis familiares falecidos ou uma grande luz, ela é subjugada por uma sensação de pressentimento e da presença de um força maligna.

Fase 5: A pessoa finalmente entra num ambiente infernal, diferente da beleza e paz do Elísio da EQM clássica.

Segundo pesquisa de Atwater, uma em cada sete pessoas passa por uma EQM infernal. Observou, porém, que nenhuma criança passou por esse tipo de EQM.

Ainda não se encontrou no cérebro uma região que, estimulada, produza uma experiência similar a de uma EQM assustadora e infernal.
As pessoas que tentam o suicídio e têm uma EQM seja ela positiva ou negativa raramente o tentam de novo.

EQM e relações interpessoais

Raymond Mood Jr. diz que, desde 1985, vem lidando, na sua prática psiquiátrica, com problemas de dificuldade nas relações interpessoais das pessoas que passaram por uma EQM.

“Comecei em 1985, com o que chamo de“prática espiritual”, quando percebi que mui­tas pessoas que passam por experiências espirituais incomuns têm dificuldade para integrá-las em suas vidas.

E prossegue:

“Como elas estão perturbadas pela experiência, muitos recusam-se a ouvi-las, talvez até imaginando que são loucas. Mas, na perspectiva de quem passou por uma EQM, algo de muito importante aconteceu, alterando-lhe a vida, e ninguém parece disposto a escutá-la com simpatia. Precisam, portanto, de alguém que compreenda a experiência para ouvi-las.

Surpreendentemente, elas recebem muito pouco apoio de seus familiares, quando começam a explanar sua experiência. Com freqüência, as acentuadas mudanças de personalidade que acompanham uma EQM causam tensão na família. Por exemplo, pessoas que, durante anos, reprimiram suas emoções tornam-se, de súbito, mais abertas, depois de uma EQM. Isto pode ser muito embaraçoso quan­do são casadas. Para seus parceiros, é quase como se, agora. estivessem casados com uma pessoa diferente.”

E esclarece a sua postura perante o problema:

“Para aliviar essas tensões, ocasionalmente formo grupos de pessoas que passaram por uma EQM, para que elas possam, juntamente com seus maridos e esposas, compartilhar os efeitos da experiência em suas vidas familiares. Elas descobrem que outras famílias estão tendo os mesmos problemas e tentam aprender a lidar com a nova pessoa.”

Mas, reconhece:

“Os pesquisadores mostraram que a freqüente ocorrência do divórcio após uma EQM é devida às transformações na personalidade da pessoa.”
Reações negativas.

Atwater lista as reações negativas e positivas mais comuns entre os sobreviventes da EQM.

Reações negativas: a) raiva, por terem sido revividos e forçados a sair de onde quer que estivessem; b) culpa, por não sentirem falta nem se preocuparem com as pessoas que lhes são caras; c) desapontamento, pela descoberta de que estão novamente revestidos pelos seus corpos físicos e que terão novamente de respirar, comer e ir ao banheiro; d) horror, se suas experiências foram assustadoras ou infernais ou desagradáveis; e) embaraço, quando querem falar mas não conseguem ou têm medo; f) depressão, quando percebem que agora devem retomar suas vidas anteriores e têm de encontrar um meio de levar adiante suas vidas comuns, independentemente do que aconteceu com eles.
Reações positivas: a) êxtase, devido ao milagre, beleza e glória da experiência; b) excitação, porque se sentem muito privilegiados por terem passado por essa experiência transformadora; c) gratidão, porque algo tão incrível tenha acontecido com eles; d) admiração, porque se sentem impossibilitados de falar ou de achar as palavras para se expressar; e) evangelização, um desejo imediato de contar aos outros as boas novas sobre a morte, Deus e o poder do amor; f) humildade, pela grandeza do episódio e do que ele pode acarretar

Tempo para a integração da consciência.

Atwater descobriu que são necessários sete anos para que o sobrevivente da EQM comece a integrar a sua experiência. Os três primeiros anos são os mais desafiadores, porque durante essa fase o sobrevivente está mais desorientado e as pessoas que lhe estão próximas não entendem o que está ocorrendo.

Transcorridos os sete anos, de conformidade com o bom êxito dos reajustes feitos pelo sobrevivente, a vida se torna mais fácil, pois ele entra em sintonia com o ritmo da vida


Conclusão

Melvin Morse propõe a hipótese de que a sede da alma é nos lobos temporais, porque, virtualmente, todas as experiências mediúnicas e místicas começam neles. Diz ele:

“A experiência de quase-morte provavelmente acontece no lobo temporal direito, um ponto no cérebro logo acima do ouvido direito. Minha pesquisa e a de outros cientistas feita a cinqüenta anos confirmam este ponto como sendo a localização da EQM”.

E mais adiante:

“Os neurocientistas documentaram a existência dos circuitos do misticismo dentro do lobo temporal. É através deste mecanismo neurológico que possuímos a capacidade de ter experiências fora do corpo; vermos pessoas de branco, algumas das quais parecidas com parentes falecidos; ouvirmos música celestial; passarmos por uma recapitulação tridimensional da vida – todos o elementos de uma experiência de quase-morte, exceto a experiência transformadora de luz.”

A respeito da experiência da luz, Melvin Morse faz o seguinte comentário:

“A experiência de luz não pode ser ativada artificialmente. Ela só é ativada no momento da morte ou durante algumas visões espirituais muito especiais. A visão espiritual da luz amorosa resulta em transformações na personalidade que verificamos em nosso grupo de estudo. As transformações mais intensas e duradouras foram verificadas em pessoas que viram a luz”.

Melvin Morse chegou a seguinte conclusão:

“As experiências de quase-morte são um exemplo de uma experiência psicológica que pode ser anatomicamente localizada no cérebro”.

E mais:
“Deus está em cada um de nós, e a capacidade de percebê-lo está localizada no lobo temporal direito, dentro da cissura de Sílvio.”
Essa síntese que fizemos dos mais diversos aspectos da EQM é apenas uma tentativa de mapeamento e visão panorâmica dessa singular experiência humana. O aprofundamento de cada um desses aspectos demandaria a produção de vários livros específicos para uma compreensão mais ampla da complexidade da EQM, dos problemas que ela suscita e de novos questionamentos que possam ser levantados com a evolução das pesquisas sobre essa fascinante experiência psíquica.


BIBLIOGRAFIA

Atwater, P.M.H. Muito Além da Luz. Nova Era. Rio de Janeiro. 1998.
Mood J., Raymond A. Reflexões sobre Vida depois da Vida. Nórdica. Rio de Janeiro. 1983.
__________________ A Luz do Além. Nórdica. Rio de Janeiro. 1989.
Morse, Melvin & Perry, Paul. Transformados pela Luz. Nova Era. Rio de Janeiro. 1998.
_________________________ Do Outro Lado da Vida. Editora Objetiva. Rio de Janeiro.1992
_________________________ Visões do Espírito. Nova Era. Rio de Janeiro. 1998.
Ring, Kenneth. Rumo ao Ponto Omega. Rocco. Rio de Janeiro. 1996

http://www.parapsicologia.org.br/valter-4.htm
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publicado por conspiratio às 21:27
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Quinta-feira, 19 de Fevereiro de 2009

MEDITAÇÃO PARA A DOR

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Meditação ajuda a aliviar a dor, indica estudo
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RIO - Meditar pode ser uma ferramenta eficaz para quem busca alívio para a dor, indicam pesquisadores da Universidade de Montreal, no Canadá. Um novo estudo publicado na edição de fevereiro da revista Psychosomatic Medicine mostra que quem medita costuma ter menos sensibilidade a dores, tanto durante crises quanto no dia-a-dia.

" Quem medita com regularidade tem uma forma diferente de perceber a dor ."

A pesquisa, coordenada pelo fisiologista Joshua Grant, teve como objetivo avaliar se o cérebro de praticantes de meditação respondia de forma diferente a certos estímulos, entre eles o da dor.

"Outros estudos já mostraram que a meditação ajuda a aliviar dores crônicas, mas poucos tinham investigado a ligação entre meditação e todo tipo de dor. Descobrimos que quem medita com regularidade tem uma forma diferente de perceber a dor", escreveu Grant no periódico.
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De acordo com o estudo, quem medita com regularidade sente até 18% menos dor no cotidiano. Uma das explicações dos pesquisadores é de que os praticantes de meditação aprendem a ter controle sobre sua respiração.

A respiração, afirma Grant, nos faz perceber as sensações de forma diferente. A respiração lenta, por exemplo, está associada ao relaxamento e, por consequência, menos sensações dolorosas, enquanto uma respiração agitada aumenta a percepção do estresse, da ansiedade e da dor. - O estudo mostra que a meditação pode ser uma ferramenta para quem sofre de dores, principalmente de dores crônicas. Meditar pode ajudar a reduzir o consumo de analgésicos e, quem sabe, auxiliar no processo de cura - completa o canadense.



http://oglobo.globo.com/vivermelhor/mat/2009/02/06/meditacao-ajuda-aliviar-dor-indica-estudo-754294667.asp
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publicado por conspiratio às 18:42
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Domingo, 8 de Fevereiro de 2009

PREDADORES DA HUMANIDADE

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"A Magia das Alturas" de Gwyneth Cravens: um livro de 1979, ficção com alguma pesquisa por trás.

Aí vai um trechinho:
 
Oh, eu sei o que você deseja perguntar — disse Izquierdo. Só que no momento não pode fazê-lo. Sim, o poder pode vir ter àqueles que mentem e magoam as pessoas. O poder nada tem a ver com o fato de se ser bom ou mau. Mas o poder surge para alguns de um modo torcido, cruel, que eventualmente os mata. Há uma história, não sei se verdadeira ou não, sobre um reino ao sul que era governado por triângulos de sacerdotes cruéis. Mas o verdadeiro governante era a morte. Os clérigos instigavam o povo, mantinham-no num sonho, conservava-os em guerra, sacrificava-os. Tais sacerdotes desperdiçavam a grande força que é libertada quando os humanos morrem. Eles se esqueciam de que podiam criar tal poder dentro de si mesmos; pensavam ser a morte a única fonte desse poder. Voltavam as costas à vida. Mas então esses sacerdotes vinham a morrer por dentro. Morrer internamente é pior do que a morte comum. Mil vezes pior. Primeiro aparece uma manchinha preta tão diminuta e vazia como uma pon­ta de agulha. Ela se move e cresce. Pode ser superada, mas aqueles sacerdotes não desejavam isso, e morreram de acordo com uma lei. Em nossos corpos, nós fazemos algo com o alimento, a luz, o ar e as sensações. Sem uma preparação adequada, a subs­tância se deteriora. Ou se desgasta ao ser empregada em coisas erradas. Alguns podem usá-la para fabricar uma força que os liga a outros, por exemplo. Algumas vezes a substância é temporariamente passada para uma outra pessoa, e esta a tem por certo tempo, e crê que se torna alguém especial, poderoso, um rei! Mas então ela se dissipa. Atente para estas coisas. Elas estão sem­pre acontecendo. "

(...)

"Narradas num árabe cadenciado, no antigo e abandonado quarteirão de Jidda, sob a luminosidade dourada, filtrada pelas gelosias ao entardecer e naquele quarto de cima com o olor de café aromatizado, tais histórias descreviam um mundo que parecia prestes a ganhar forma diante dos olhos de Ella. Certa tarde, Asad contou-lhe a história de Aladim e sua lâm­pada maravilhosa.

— Eu a vi — ela exclamou. — Era como o sol; isso se passou numa caverna, no México.

— Então você tem uma responsabilidade particular, não tem?

Asad não parecia surpreso com a afirmativa de Ella de que presenciara algo ao vivo e não o produto de uma história de fadas.

— O que quer dizer ?

— Quando a hora chegar, você entenderá o que quero dizer. Ninguém jamais compreende uma coisa até ser hora de utilizá-la.

Asad colocou um pedaço de halwa na boca, mastigou-a len­tamente, e a engoliu. Então passou a falar de algo mais.

— Há um certo número de homens e mulheres que têm apri­morado alguns dos poderes mais primitivos ... mas à custa de algo precioso. Eles perderam sua humanidade, e necessitam de um ali­mento particular para se manterem vivos, um alimento que os humanos fornecem para seu próprio espírito. Eles não podem re­sistir a seus impulsos de matar, sem remorsos... matar tudo que respira, para obter aquele elemento. Eles têm aperfeiçoado o ma­nejo de uma grande influência sobre os outros, sobre a imaginação destes. Já que quase não se pode ver os outros objetivamente, qua­se todo mundo crê que esses determinados homens e mulheres, e seus motivos, são humanos. Isto não é verdade. Tais homens e mulheres servem a um poder particular, quer o saibam ou não. — Fez uma pausa e olhou para os caibros do telhado e depois para Ella. — Eles não podem ser mortos, porquanto sua essência, sua luz, está morta de algum modo. Aqueles que você conhece não a deixarão em paz. Você pode dar-lhes as costas, mas eles a se­guirão, porque têm que ter a sua luz para levar a cabo sua expan­são. Mais cedo ou mais tarde, você terá que se defrontar dire­tamente com eles. Eles usarão a sua própria mente contra você mesma, como já o tem feito.
 
______________________
 
PROGRAMA VIDA INTELIGENTE - O GOVERNO OCULTO DO MUNDO
http://www.youtube.com/watch?v=ZkZ6MLdmYN0
 
Neste vídeo há 2 pequenas menções sobre Agharta e o governo sombra: aos 8 minutos e 15 segundos e outra na segunda parte, a 1 hora e 34 minutos . O palestrante ou entrevistado afirma que  um grupo de pessoas dos reinos aghartinos, que detém um conhecimento do gênio da riqueza e do gênio da língua, está usando egoísticamente este poder para dominar a humanidade. "São os grupos financeiros que dominam o mundo inteiro."   
 
***
 
Loosh – a parábola de Robert Monroe

Observando a cadeia alimentar, cientistas e filósofos têm-se debruçado por sobre um enigma: servimos de alimento para quem?

É muito degradante para o nosso ego de reis da criação insistirmos nessa questão. Como dizia Charles Fort, o papa do Realismo Fantástico, o que incomoda é prontamente ignorado, posto de lado, são os fatos DANADOS.

Lendo ‘Viagens além do universo', de Robert Monroe, nos cai de chofre uma espantosa resposta para a incômoda indagação.

Quando tive oportunidade, comuniquei ao Bob que ele fora crudelíssimo para com os seus leitores, pois lhes dera apenas uma simples virada de folha do seu livro, para se recuperarem do choque produzido por sua revelação, ao passo que ele havia levado alguns meses para se recompor. Bob sorriu.

Na sua parábola, muito século XXI, Bob esclarece que produzimos uma substância identificada como loosh, muito apreciada e solicitda por alguém em algum lugar. A extração deste nosso produto é feita após a nossa morte. E o que vem a ser loosh?

Em princípio, baseado 'nas informações primeiras que recebeu, Bob declara:

O loosh é apreciado, colecionado, comido, bebido, necessitado, amado ou usado como droga.

E acrescenta:

O loosh é uma substância rara, em ALGUM LUGAR. Seus usuários estão convencidos de que o seu uso é vital.

A sua dúvida se dissipa quanto ao método usado para a estocagem do loosh. Levado até um armazém deste precioso produto que produzimos, quase se esvai, exposto à reverberação dos raios desta estranha e energética substância. Foi salvo pelo seu acompanhante, um INSPEC (Intelligent Species - Espécies inteligentes). Este ser se postou diante dele, minimizando a tremenda radiação do loosh e tornando-a suportável para Bob, uma espiral muito curiosa.

Robert Monroe descobriu que a produção da energia loosh está ligada às nossas emoções e se indagou: o Amor é loosh? A sua resposta foi SIM, na qualidade pura e abrangente do SUPER AMOR, ou seja, do AMOR ALTRUÍSTA, INTEGRAL.

Uma experiência direta — de primeira mão



N° 4 — Final do ano de 1983

Eu havia perdido o meu filho Arthur no final de julho. Certa tarde, absorvida na leitura de um livro de Harold Sherman, fui levada pelo tema e cheguei a concentrar-me, sem o perceber, no significado real do sofrimento. Repentinamente, recebi um ensinamento completo sobre o assunto, algo que chamei então de comunicação em bloco, e que, cinco anos depois, em 1988, iria aprender, durante o programa Gateway, a chamar de NVC (non verbal comunication), ou seja, comunicação não verbal. O impacto foi tremendo e muito vivificante. Fiquei impossibilitada de comentar o episódio, pois eu o recebera de forma tão inexplicável que não poderia transmiti-lo.

No dia seguinte, ainda de madrugada, minha filha Tina, de quatorze anos, irrompe em prantos no meu quarto. Tina é uma sensitiva incrivelmente bem dotada e... apavorada pelos dons que possui.

— Mamãe, você não vai acreditar no que me aconteceu!
Contou que entrara em um estado esquisito e que, de repente, se viu em um local parecido com o hall de uma universidade. Muitas pessoas entravam e saíam, mas ela sabia que estava no lugar para onde os mortos vão. Tina ficou muito alegre por pensar:

— Oba! Agora vou me encontrar com o Arthur...

— Você não veio aqui para isso — uma voz cortou os seus Pensamentos.

Tina se voltou, deparando-se com uma luzinha muito enigmática. Via a luz à sua frente, mas sabia que era una com ela. A luzinha levou-a para executar várias tarefas, em diversos níveis. Dava-lhe uma ajuda substancial, inclusive estimulando-a a não desistir, quando a dificuldade era muito grande. E assim, de nível em nível, chegaram a um platô. E aí Tina encontrou a mim e a diversas outras pessoas que desconhecia. Estávamos umas ao lado das outras, espaçadamente. Minha filha contou-me que havia qualquer coisa, não evidente, que envolvia cada uma de nós e que não permitia que nos comunicássemos entre nós e com ela. (Seria um campo de força?) E foi após essa observação que a minha menina olhou para a frente.

— Mamãe, caí num êxtase imediato. Jamais fui e serei mais completa e feliz do que o fui naquele momento. À minha frente existia uma luz maravilhosa e cheia de amor, e eu soube que aquela energia luminosa é o que chamamos DEUS. De repente, a senhora começou a falar. Não ouvi um som, mas sabia que a senhora estava dando contas a Deus de como aceitou a morte de Arthur. E Deus estava muito satisfeito com a senhora. As outras pessoas também falavam e Deus foi ficando cada vez mais luminoso, tão luminoso e brilhante que eu não podia vê-lo sem ficar ofuscada. (Ver experiência de Robert Monroe, no Armazém de Loosh~Amo)

Então eu soube: Deus é uma grande energia omnisciente. Mas tem uma fraqueza: não pode experienciar nada, por ser omnisciente.
Deus explodiu de si mesmo um monte de centelhas e as cobriu da matéria, para que elas experienciassem por ele, e depois trouxessem a experiência de volta, para que ele se tornasse cada vez mais sábio.
Nós somos esses pedaços de Deus e estamos aqui para levar experiência para ele. Quando é hora de voltar de Deus, para colheras experiências, há uma reunião e Deus nos dá uma coleção das experiências que ele deseja que façamos. Escolhemos as que mais gostaríamos de viver. Então, Deus escolhe onde vamos nascer. Há um grupo de PAIS e MÃES, e todos estão dormindo nas suas camas na Terra, mas estão acordados lá, e são escolhidos os que podem facilitar os acontecimentos para nós. Sabe, mãe, os que vão colocar agente na boca do forno!
Nós nascemos, mas esquecemos tudo, senão o jogo perderia a graça. Quando chegam aquelas experiências, as que escolhemos, Deus nos dá o direito de vivê-las do jeito que quisermos: enlouquecer, suicidar, brigar, adoecer ou crescer com elas. É isto o que Deus quer, porque assim vai ter a experiência completa, cujos resultados poderão ser aproveitados como ajuda aos vivos e àqueles que chamamos de mortos e em outros planos também. Mãe, eu não queria mais voltar de lá. Estou apaixonada por Deus. Eu tinha tudo lá... Era como se estivesse vivendo mil vidas felizes ao mesmo tempo. Mas a minha luzinha me puxou, com muita força, de volta para o meu corpo. E... eu quero voltar, lá tudo é muito emocionante. Aqui é muito enjoado e sempre igual!

A essência desse depoimento da minha filha Ana Christina, a Tina, foi o que eu havia recebido em NVC, um dia antes, e que, impossibilitada, não transmitira a ninguém.

É impressionante comparar este relato de 1983 com o de Robert Monroe, cujo livro Viagens além do universo só iria ser editado dois anos após, em 1985, nos Estados Unidos.



O jogo Cósmico de Donald Crowhurst


Pequena biografia: quem foi Donald Crowhurst? Campeão de corrida em Trimaran, promovida pelo Sunday Times, ao redor do mundo.
Foi campeão em toda a linha. Talentoso, inventivo, sempre preocupado em criar avanços técnicos para a navegação. Desapareceu misteriosa e tragicamente, nas proximidades dos Açores, quando vencia a sua última corrida, pois foi esta a última das posições que comunicou através do rádio.

Patrice-Gaston escreveu um livro superinteressante, “Desaparições Misteriosas”, e o dedicou à memória de Donald Crowhurst, julgando-o um grande injustiçado pelo Sistema perante o público.

O Sistema, como sempre, escamoteou os escritos do navegador, principalmente um texto com o título Meditações, composto de vinte e cinco mil palavras, onde Crowhurst fez considerações filosóficas e revelações que o sistema achou por bem sonegar à humanidade por esclarecer fatos danados, como aqueles em que Charles Fort esgrimia, e que eram dedicados a esta mesma humanidade.

Psicólogos foram escolhidos e contratados para taxarem o navegador com a pecha de esquizofrênico, suicida ou qualquer mote que pudesse desmoralizá-lo perante a opinião pública. Tem sido sempre assim... Todavia, "o tiro lhes saiu pela culatra", pois os psicólogos acharam impossível alguém ser um mistificador, um suicida em potencial, ou mesmo um esquizofrênico, tendo escrito Meditações. Lançaram um repto aos detratores: experimentem fazê-lo!

O que veio a lume das considerações de Donald Crowhurst guarda incríveis semelhanças com os textos de Robert Monroe. São experiências afins, vale a pena citá-las e proceder às comparações devidas. Donald Crowhurst se refere a um encontro seu, em pleno mar, com o Pai e o Filho, que jogavam juntos um jogo cósmico com a humanidade.

Pai e Filho eram seres que o navegador julgou perfeitos. E o tal jogo cósmico, em que consistia? Na transformação de macacos em deuses.
Crowhurst dá uma dica: os macacos não tinham nenhuma autorização de saber coisa alguma sobre os deuses, e nota, também, que o maior dos pecados que estes deuses cometiam era o da... dissimulação completa.

O navegador ia fornecer as regras gerais deste Jogo, mas os seus detratores escamotearam ignominiosamente as suas palavras. Como se adivinhasse o futuro reservado às suas Meditações, compostas por vinte e cinco mil palavras, Crowhurst ataca o sistema e convida a cada um de nós a não lutar ingloriamente contra ele. A tática, preconiza, é nos imiscuirmos nele, no sistema, e tentarmos mudá-lo, usando da nossa inteligência, de dentro para fora. Caso não consigamos este intento, aconselha-se o transporte da inteligência para um sistema mais satisfatório.

Outros aconselhamentos: não ao desespero, diante da nossa verdadeira realidade; não ao suicídio, talvez por ter descoberto também ser possuidor da certeza de que saberia jogar o jogo cósmico muito melhor do que o Pai e o Filho, do que a inteligência humana, da qual era o modelo, se aperfeiçoara e evoluíra, encontrando uma brecha no tal Jogo dos Seres Cósmicos, inteligência esta capaz de mudar as regras vigentes, todas elas fontes de sofrimento para a Raça Humana, em uma situação melhor para nós humanos.

Parece até ficção científica, mas os Diários de Bordo 1 e 2 de Crowhurst e as suas Meditações filosóficas, apesar de criminosamente agredidos e vilipendiados pelos sensores do sistema, foram aprovados como escritos por um homem sadio, no dizer de um grupo de psicólogos selecionados pelo próprio sistema (!), do qual ainda recebeu um repto atrevido: experimentem fazê-lo. Ninguém ousou!



Sherlock Holmes em ação...


Paralelos com os textos de Robert Monroe

Robert Monroe apresentou-nos a BB, um indivíduo oriundo da dimensão KT-95, onde se criam e se comercializam os Jogos mais inventivos e interessantes do Cosmos. Sherlock Holmes jamais perderia essa pista, meu caro Watson!

Robert Monroe também se referiu, nos seus textos, muitas vezes, ao Jogo Cósmico, aquele que conosco jogam do algures o Criador ou Criadores, manipulando nossas emoções, fontes inacreditáveis do Loosh, para o seu uso.

Sem o mérito dos citados, quero lembrar também qual foi a designação dada por uma menina de quatorze anos, minha filha, quando narrou a sua valiosa experiência. Ela referiu-se textualmente a um Jogo, ignorado (e dissimulado) por todos os seres humanos, porque, se conhecido, perderia a graça. Ou seja, poderíamos ganhar este jogo para o nosso próprio proveito: LIBERDADE!

Fonte: ESTADOS DE CONSCIÊNCIA ALTERADOS, Vera Filizzola , MAZA Edições, 1998
 
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Quinta-feira, 5 de Fevereiro de 2009

ANJOS ENTRE NÓS

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Anjos Entre Nós
O Anjo de Gale

Gale mergulhou, depois Danny, e ambos saíram nadando rumo à plataforma de madeira no extremo da área demarcada. Gale chegou lá antes de Danny, e saiu da água com um único movi­mento ágil. Depois sentaram-se e ficaram olhando o barco onde seguiam Donna e Arnie, atravessando os limites marcados pela corda. Ele remava com força, fazendo o barco singrar a água em direção à outra margem distante.
Gale ficou um bom tempo a olhá-los. Finalmente, Danny tocou-lhe o braço:

— Vamos voltar? Eu aposto que chego à praia primeiro.

Ela não respondeu. O barco ia no meio do lago, deslizando facilmente para a frente.

— Eu vou até a outra margem — disse Gale.

— Por quê?

— Quero provar uma coisa.

— O quê? Que é a Supermulher?

Gale sorriu:

— Talvez.

— Está tentando impressionar Arnie? É isso? Tudo bem. Eu alugo um barco.

— Eu vou nadando — disse ela, pondo-se de pé.

— Eu sei, mas eu vou remando ao seu lado.

Gale abanou a cabeça.

— Eu não quero um barco.

— Ficou maluca? E se você cansar ou sentir cãibras?

— A Supermulher não precisa de barco.

E pulou na água como um peixe vermelho, dando braçadas sem levantar muita água e deixando atrás de si uma trilha suave formada pelo nado borboleta.

— Volte! — gritou Danny.

Vários nadadores que estavam por perto olharam para ele, curiosos. Danny mergulhou e pôs-se a nadar furiosamente em direção à praia, onde correu para o barracão que alugava barcos. O encarregado disse-lhe que todos os barcos estavam alugados, mas que um deles deveria estar de volta dentro de dez minutos. Danny ficou andando de um lado para o outro, olhando na direção do lago, onde um vulto continuava a nadar, afastando-se cada vez mais da praia. Cinco minutos. Nada de barco. Dez minutos. O vulto na água continuava a afastar-se, cada vez menor na distância. Doze minutos. E o barco não chegava.

— Por que esse barco não chega?

O encarregado deu de ombros.

— Nem sempre essa gente é pontual — explicou ele. Quinze minutos. E foi então que Danny avistou o barco — um rapazinho e uma menina, rindo enquanto manobravam para atracar. Em seguida, Danny entrou no barco, que balançava de um lado para o outro, e apanhou os remos. O encarregado deu-lhe um empurrão e Danny partiu remando.

Ele nem sabia ao certo se teria forças para chegar ao outro lado. Remar o mais depressa possível iria cansá-lo mais rapida­mente, e talvez ele não chegasse a alcançar Gale. Mas, se fosse mais devagar, ela poderia afundar antes que ele chegasse perto. Era uma maluca! Tudo porque queria impressionar Arnie. Antes, ela nunca se interessara por rapazes, da mesma forma que ele não se interessava por garotas. Agora, ele estava interessado nela e ela estava interessada em outro cara.

Mas nada disso importava agora. Alguma coisa lhe dizia que ela estava se metendo em dificuldades, e acima de tudo ele não queria vê-la nesse tipo de dificuldades.
Gale continuava a dar braçadas regulares, mas diminuíra consideravelmente a velocidade. Estava quase na metade do lago, distância que calculava pelo tamanho das árvores em ambas as margens. Metade do caminho era o ponto de onde não poderia mais voltar. Não havia motivo para pensar em voltar naquele momento. A distância para continuar era a mesma. Mas ela lamentava um pouco não poder pensar em voltar. Porque estava cansada. A outra margem parecia-lhe desalentadoramente distan­te. Na verdade, parecia-lhe quase não estar avançando. Não estava chegando mais perto: estava dando braçadas sem ira lugar algum. Erro. Não devia ter tentado a travessia. Devia ter deixado que Danny a seguisse de barco. Não tinha colete salva-vidas. Se descansasse nadando mais devagar, apenas levaria mais tempo para chegar, e, quanto mais tempo ficasse na água, mais cansada se sentiria. Se apenas se mantivesse à tona da água, movendo as mãos e os pés, não estaria avançando; estaria usando energia sem sair do lugar. O melhor era continuara dar braçadas, continuar a dar braçadas e chegar mais perto da margem.

Agora estava além da metade, mas a margem continuava longe. E ela estava se sentindo cada vez mais cansada. O fato era que... os seus braços estavam ficando pesados. Nadar, nadar, cabeça para o lado e para dentro da água. Respirar, respirar. Seria a fadiga? Era alguma coisa mental. Tudo produto da imaginação. Continuar a nadar.

Que horas seriam? Os braços estavam ficando realmente pesados. Por mais quanto tempo agüentaria? Eh... não podia afundar. Uma pessoa pode flutuar durante horas apenas usando-se a velha técnica de mover a cabeça. Podem amarrar-lhe as mãos atrás das costas e amarrar-lhe os tornozelos, e ainda assim ela não se afoga, basta movera cabeça de um lado para o outro e respirar lentamente, sem entrar em pânico. O corpo flutua naturalmente. Não pode afundar. Flutua naturalmente, subindo para a superfí­cie da água. Não é preciso se preocupar. Não se pode afundar. É isso ai.

Continuar com as braçadas. Ela se sentia cansada, fatigada, e a margem continuava longe. Por que as coisas não pareciam mais próximas? Ela mal conseguia levantar os braços. Por que estava fazendo aquilo? Não era nenhuma Supermulher. Não queria ser a Supermulher. Não queria impressionar Arnie. Que lhe impor­tava Arnie? Danny era muito superior a ele. Danny a aconselhara a não tentar a travessia. Por que não dera ouvidos a Danny? Se Danny estivesse remando ao seu lado, ela poderia segurar-se ao barco. Poderia terminar a travessia de barco. Mas Danny não estava lá. Só os seus braços continuavam a mexer-se, mas lhe era tão difícil erguê-los. Era preciso descansar.

De repente, viu-se tossindo e tentando manter a cabeça fora da água, em busca de ar. Tinha engolido água! Não devia afundar. Precisava continuara nadar. Não podia afogar-se. A mãe, iria sentir falta da mãe. E Donna. Amava a irmã. Donna podia ficar com Arnie. Ela sentiria falta da irmã. E principalmente sentiria falta do pai. Pobre papai. Quem iria caçar com ele? Eu não quero me afogar!

Estava cansada demais para prosseguir. Não dava mais para mover os braços. As pernas já não se moviam. Ia afundar. Dizem que são três vezes, e, quando a gente afunda pela terceira vez, não volta mais. já teria afundado duas vezes? Uma vez, talvez duas. Mas a terceira vez seria a última... e estava sendo agora.

Sentiu o braço forte em torno da sua cintura e pôde respirar novamente. A cabeça estava fora da água, e ela estava tossindo, mas conseguia respirar! Quem a estava segurando? Seria Danny? Voltou a cabeça... não, não era Danny. Era um homem que ela não conhecia, nadando com um dos braços enquanto segurava-a firmemente com o outro. Ela estava de costas, olhando para o céu, grata por estar viva e nas mãos de um nadador forte que a levava para a frente.

— Ainda falta muito? — indagou ela.

O homem não respondeu, e ela permaneceu calada. Ele não precisava falar. Precisava de toda a sua energia para nadar. Ela esperava que ele conseguisse. Mas sabia, sabia que ele não deixaria que ela se afogasse. Gale perdeu toda a noção de tempo; tinha consciência apenas do movimento da água sob o seu corpo e o céu acima da sua cabeça. Ouviu uma voz distante. Danny? Seria Danny? Onde estava ele? Mas depois não o ouviu mais.

De repente, o homem ao seu lado parou de nadar. Pôs-se de pé e ajudou-a a pisar terra firme. Ela olhou e viu a praia! Tinha chegado ao outro lado! Correu atordoada para a praia. Água pelos joelhos, depois os pés em terra seca. Ela riu. Algumas pessoas que faziam piquenique olharam-na com curiosidade. Não havia sinal de Donna ou de Arnie.

Voltou-se para a água para agradecer ao homem que salvara a sua vida, e não viu ninguém — exceto um bote a cinqüenta metros de distância, remado por um rapaz cuja voz ela havia escutado quando ainda estava na água. Danny.

— Gale! Você está bem? — Agitado, Danny saltou do barco e empurrou-o para a praia. Virou-se para ela, ofegante. — Perdi você de vista. Pensei que tivesse se afogado.

— Eu estou bem.

— Você conseguiu — disse ele —, mas não devia ter tentado. Não pude alugar um barco a tempo, mas você devia ter-me deixado remar ao seu lado. Devia...

Ela o interrompeu:

— Eu sei.

— O quê?

— Disse que você tinha razão. Eu devia ter deixado que você remasse ao meu lado.

— B-bom — gaguejou ele. — Seja como for, você conseguiu. Você disse que conseguiria fazer a travessia a nado, e fez. — E, abrindo um sorriso: — Supermulher.

— Nisso você não tem razão, Danny. Não sou nenhuma Supermulher. Alguém me salvou, alguém evitou que eu me afogasse. Trouxe-me para esta praia.

— Eu não vi ninguém.

— Era um homem que podia nadar sem ficar cansado.

— Onde está ele?

— Não sei.

— De onde veio?
— Apareceu de repente, vindo do nada.

Danny estava perplexo.

— Quem é ele?

Gale deu-lhe o sorriso mais radiante de todos.

— O meu anjo da guarda — disse ela.



*******************************



Do livro ANJOS ENTRE NÓS, de Don Fearheiley, que narra histórias de visitas de anjos baseadas em relatos reais.



.
publicado por conspiratio às 19:48
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Quarta-feira, 4 de Fevereiro de 2009

UM POUCO SOBRE TERESA NEUMANN

 

Sobre Teresa Neumann milhares de artigos e livros foram escritos e não há quem não tenha ouvido falar a seu respeito. Nascida numa Sexta-Feira Santa, em 1898, na aldeia bávara de Kennersreuth, cresceu em ambiente católico e sempre gozou de excelente saúde. Em 1918 adoeceu e foi internada num hospital onde piorou sem­pre, não podendo mais caminhar e chegando a escarrar sangue. Ao saber da beatificação de Santa Teresa do Me­nino Jesus teve a sua primeira visão, na forma de "uma luz que pairava sobre sua cama" e de uma voz que lhe dizia que só através do sofrimento encontraria a felicida­de. Em 1925 teve outras duas visões, mas o mais extraor­dinário de tudo quanto lhe diz respeito é o fato de comprovadamente ter Teresa passado nada menos de 33 anos sem ingerir qualquer alimento. O psiquiatra francês Jean Lhermitte, que inclui Teresa Neumann entre os doentes — uma vez que se recusa a aceitar o que não pode com­preender —, admite sua sinceridade e acrescenta: "O fe­nômeno dos estigmas deve ser julgado exclusivamente do ponto de vista dos resultados e frutos da vida de um místico e isso só se revela através de uma perfeição vista depois de sua morte" (Mystiques et faux mystiques).

Teresa Neumann apresentou outros aspectos curio­sos, além da estigmatização. Durante os transes em que mergulhava parecia possuir o dom das línguas. Parecia distinguir as pessoas segundo seus merecimentos e grau de progresso espiritual. Perguntada sobre a procedência de uma relíquia, respondia com precisão espantosa, referindo datas e origem.

NADA A EXPLICAR

Em 1927 Teresa Neumann submeteu-se a um pri­meiro exame médico rigoroso que teve a duração de quin­ze dias. Observada dia e noite por uma equipe sob a direção do prof. Edwald de Erlangen e do dr. Seidl, ficou provado que nesse período não ingeriu alimento sólido ou água. "Esse fenômeno, a medicina não pode explicar", diz o relatório. O dr. Edwald dizia-se ateu e foi considera­do insuspeito por crentes e descrentes. Mais tarde publi­cou um trabalho em que confirma os termos surpreenden­tes do primeiro relatório, no qual houve apenas a constatação de fatos extraordinários para os quais se buscou em vão uma explicação dentro da medicina. Outro trabalho surgiu em 1929, assinado pelo dr. Gerlich, que subme­teu Teresa a minuciosos exames e observações. Gerlich também era ateu e, depois de conviver com Teresa, con­cluiu que a ciência "nada podia explicar naturalmente". Converteu-se mais tarde ao catolicismo.

O dr. R. W. Hyneck, de Praga, publicou em 1938 o resultado de seus trabalhos acerca dos fenômenos que cercavam Teresa Neumann, confirmando os resultados de Gerlich e Erlangen, de que não havia fraude ou caso pa­tente de histeria. Disse que nunca vira, em seus longos anos de prática médica, chagas daquele tipo e de compor­tamento tão imprevisível. A obra Mentira ou verdade, do médico Radlo, de Lemberg, escrita conjuntamente com Dabrovsky e Bogdanowitz, confirma a veracidade dos fe­nômenos. O livro Konnersreuth, hoje, do médico dr. Frolich, destruiu os últimos argumentos dos que preten­dem ver em Teresa um caso comum de histeria ou per­turbação nervosa.

Na Sexta-Feira Santa de 1951 as chagas deixaram de sangrar, como vinham fazendo há 25 anos. Uma sema­na antes cerca de trezentas pessoas assistiram aos estig­mas sangrarem abundantemente. Um mês mais tarde os estigmas voltaram a sangrar e os fenômenos estranhos se multiplicaram até a morte de Teresa Neumann, em 1956.

Fonte: Grandes Enigmas da Humanidade, Luiz Carlos Lisboa e Roberto P. Andrade
 
 
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