Segunda-feira, 29 de Dezembro de 2008

EXPERIÊNCIA DE QUASE MORTE - CRONOLOGIA




CRONOLOGIA DOS ESTUDOS SOBRE EXPERIÊNCIA DA QUASE-MORTE


Registros sobre EQMs datam desde o período antes da era comum (a.e.c.).


A cronologia a seguir foi obtida das seguintes fontes: Ferraro & Ferraro, 1996; Musskopf, 2004; http://www.nderf.org; http://www.iands.org.

Século 1500 a.e.c. No livro The Egitan Book of the Dead, há descrição da viagem das almas pelo escuro das sombras, até unirem-se ao Deus-Sol para a eternidade.

Século VII a.e.c. O Livro Tibetano dos Mortos faz referência sobre a EQM, informando haver vida após a morte.

428-347 a.e.c. A República, de Platão, descreve a expe­riência do soldado Er – o Armênio, morto em combate e ressus­citado após 10 dias. Er relata sua 'viagem' através da escuridão para a luz, onde encontrou pessoas conhecidas.

Século XVII e XVIII e.c. (1688-1722). Emanuel Swendenborg, filósofo e vidente sueco, reuniu e divulgou inúmeros relatos sobre EQMs. Os casos, em sua maioria, referem-se aos mineiros soter­rados e sobreviventes dos acidentes nas minas.

Século XIX e.c. Os Mórmons têm relatos de fatos sobre EQM, sinalizados desde os tempos antigos até os dias contemporâneos.

Em 1878, E. H. Clarke realizou a primeira pesquisa formal sobre EQM, intitulada Visions: A Study of False Sight (in Groth­Marnat e Schumaker – Journal of Humanistic Psychology). O autor compilou as informações relatadas pelas pessoas que passaram por EQMs, evidenciando, em sua pesquisa, a sobrevivência da alma.

Em 1882, Henry Sidawick, E W. H. Myers, Edmund Gurney e outros organizaram a Society for Psychical Research – SPR, e pu­blicaram 15 volumes de pesquisa sobre o assunto EQM.

Em 1892, Albert Hein, geólogo e alpinista suíço, coletou e transcreveu as experiências de 30 alpinistas caídos de grandes alturas. Os relatos assemelhavam-se às descrições de EQMs estu­dadas e organizadas pela SPR.

Em 1927, Ernesto Bozzano, pesquisador italiano, escreveu sobre EQM no livro Fenômeno de Bilocação. Transcreveu o relato do capitão Gilbert Nobbs, ferido na 2á Guerra Mundial, que dizia ter perdido o medo da morte (tanatofobia), após a EQM. Bozzano descreve em outro título, A Morte & os Seus Mistérios, aconte­cimentos extraídos de outros autores, a exemplo de Bérgson e Victor Egger, fazendo abordagem sobre as Experiências da Quase-Morte com foco no fenômeno parapsíquico multidimensional.

Em 1940, Vlademir Negovsky sistematizou estudo sobre soldados feridos na Segunda Guerra Mundial. Sofrendo hipotermia ou graves traumatismos, os soldados vivenciaram experiências fora do corpo, relatadas como "sono profundo" e isento de sonho. Alguns soldados rememoraram o sentimento de alegria e feli­cidade. O pesquisador considerou as situações como percepções do cérebro funcionando com precariedade.

Em 1949, Francisco Cândido Xavier, médium espírita bra­sileiro, psicografou a obra Libertação, contendo comentários so­bre EQM.

Em 1975, Raymond Moody, médico americano, recolheu 150 casos de EQMs e selecionou 50 deles para estudo porme­norizado. Arrolou 15 elementos pertinentes e distintos descritos no fenômeno. Moody publicou o best seller Vida Depois da Vida. Em 1977, publicou Reflexões sobre a Vida Após a Vida, também com estudos sobre EQM.

Em 1976, Elisabeth Kübler-Ross, médica e psiquiatra, publicou relatos de EQMs ocorridas em crianças. Kübler-Ross tornou-se estudiosa das EQMs infantis e passou a ser referência mundial no assunto.

Em 1977, foi fundada The Association for the Scientific Studies of Near Death Phenomena. Esta Instituição passou a ser, em 1981, The International Association of Near Death Studies – IANDS.
Atualmente com reconhecimento internacional, a associação publica 2 periódicos: o Vital Signs e The Journal for Near-Death Studies.
Em 1980, Kenneth Ring, médico inglês, realizou pesquisa visando apontar e qualificar as sensações do momento limite entre a vida e a morte.

O pesquisador entrevistou 24 pacientes "suicidas falhados" com objetivo de identificar se os elementos luz, paz e quietude eram constantes no contexto da morte ou compunham-se apenas do histórico pessoal dos equemistas.
O resultado da pesquisa apontou: a maioria dos "suicidas falhados" deixou de relatar os elementos túnel e sequer a pre­sença de um ser de luz.

Alguns assumiram terem estado num lugar escuro e tiveram a sensação de serem 'sugados' para baixo. Relataram sentirem-se 'acalmados', embora não chegassem a descrever sensações agra­dáveis semelhantes aos equemistas que passaram pela experiência devido a causas naturais.

A reperspectivação das atitudes tomadas levou os "suicidas falhados" a um sentimento de arrependimento e conseqüente desejo de nova chance, devido ao sofrimento causado aos fami­liares e amigos.

A norte-americana Angie Fenimore, autocida, foi incluída na pesquisa de Ring e, mais tarde, em 1991, escreveu um livro onde relata seu resgate da escuridão por um ser de luz. Reviu sua insensatez e refletiu sobre as conseqüências do ato. Recons­truiu nova etapa de vida e escreveu o Beyond the Darkness (Além da Escuridão), ainda sem tradução para o português (Ano-base: 2006). O objetivo do livro é alertar não ser o autocídio a solução dos problemas. A pesquisa de Kenneth Ring oportuniza-nos refletir sobre a responsabilidade pessoal voltada ao processo de vida.

Em 1981, Michael Grosso classifica a tipologia das EQMs, motivado pelo interesse em pesquisas sobre o assunto.

Em 1982, George C. Gallup e William Proctor fizeram uma pesquisa com abrangência nos EUA visando sondar a idéia dos estadunidenses quanto à imortalidade da alma. Os dados da Gallup indicaram: 5,2% da população, representando na época 8 milhões de pessoas, informaram terem chegado "muito perto da morte" (V. Tabela 1, página 38).
No mesmo ano, 1982, Michael B. Sabom, cardiologista, publicou o livro Recollection of Death. Os relatos de 116 pacientes deram-lhe aprofundamento ao tema e motivação para fazer a classificação das características sobre a EQM com abordagem diferenciada às do pesquisador Michael Grosso.

Em 1983, Melvin Morse publicou no American Journal of Disease of Children um artigo sobre as EQMs infantis, levando em consideração casos com crianças de até 7 anos de idade. Morse objetivou alertar a classe médica sobre a possibilidade de ocorrência da quase-morte com crianças. A partir deste enfoque, nas décadas de 80 e 90 surgiram artigos e livros sobre EQMs infantis. No mesmo ano, foram registrados estudos, declarações, argumentos e definições significativas a respeito da experiência extracorpórea assinadas por Woodhouse e Bruce Greyson.

Em 1986, Waldo Vieira, médico brasileiro, projetor vete­rano e pesquisador independente, escreveu um tratado sobre a projetabilidade. Com o título: Projeciologia – Panorama das Expe­riências da Consciência Fora do Corpo Humano, o autor desen­volveu estudo pormenorizado sobre experiências conscienciais incluindo a EQM, realizadas além do corpo físico.

Em 2002, os pesquisadores Peter Fenwick, neuropsiquiatra do Instituto de Psiquiatria de Londres, e Sam Parnia, médico do Hospital de Southampton, declaram na revista médica Resuscitation que "a mente independe do cérebro e, por isso, a consciência, ou alma, continua viva depois da morte cerebral".

As pesquisas envolveram 63 pacientes que sofreram pa­radas cardíacas. Fenwick & Parnia realizaram entrevistas após uma semana do acidente cardiovascular. Dentre eles, 56 pacientes não se lembraram do espaço de tempo em que ficaram incons­cientes e 3 afirmaram ter lembrado de 'algo'. Os 4 restantes tiveram sensações de paz e alegria, aceleração do tempo, perda da percepção do corpo físico, visão de luz brilhante e entrada em outra dimensão, sensações não descritas na Escala Greyson –critério médico avaliador das características de uma dada expe­riência ser considerada EQM.

Fenwick & Parnia concluíram que as experiências não foram resultantes do colapso das funções cerebrais causadas por falta de oxigenação. Descartaram também a possibilidade da combi­nação de drogas médicas, visto as técnicas de reanimação pra­ticadas naquele hospital serem as mesmas aplicadas em todos os pacientes. Parnia ressalta:

"No começo da pesquisa, estava cético. A análise dos resul­tados me leva a acreditar que algo realmente existe."(...) "Essas experiências foram vivenciadas em momentos nos quais o cérebro era incapaz de ter processo lúcido ou memória estável, que poderia responderá pergunta de a mente ou a consciên­cia serem produto do cérebro, ou se o cérebro é uma espécie de intermediário da mente, que existe de forma independente".

Fenwick conclui:
"Se a mente e o cérebro são independentes, então a cons­ciência sobrevive ao corpo" (Van Putten, Philippe Piet, Arquivos do Insólito).
Ainda em 2002, Pim van Lommel, cardiologista holandês, promoveu concitação entre os estudiosos e quebrou os padrões ao dar ênfase a outra visão sobre as causas ou origem da EQM, em artigo publicado na revista inglesa The Lancet .


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5. O ex-tenente do exército israelense Yousef Karl ai Sanddy, hoje com 56 anos de idade e morando atualmente em São Paulo, relata um fato ocorrido há 3 décadas. Em 1973, durante a 'Guerra do Yom Kipur', foi atingido por diversos tiros quando estava com outros 600 soldados. Considerado morto, ficou numa gaveta do necrotério. Após 10 dias, 'ressuscitou'.

"Vi meu próprio corpo e viajei por um túnel com muita luz e muito veloz. No final cheguei a um lugar claro. Vi Jesus Cristo, Jacó, Abraão e outras figuras bíblicas".

Na percepção de Yousef, tudo durou cerca de 15 minutos.

"As pessoas não acreditavam que eu estava vivo, devido à gravidade dos ferimentos e porque fiquei por 10 dias dentro da gaveta. Achei que tivesse apenas desmaiado" (V. Franquini, Gancarlo; O Diário do Norte do Paraná; Jornal; 05.10.03).


7. "Uma paciente internada em um grande hospital ameri­cano, por ter sofrido uma parada cardíaca, passou pela ressusci­tação clínica. Na manhã seguinte, contou à assistente social que tinha deixado o corpo humano durante o período em que a equipe médica lutava para ressuscitá-la, e vira um tênis, que descreveu com detalhes, no parapeito de uma janela, em determinada ala específica do hospital. Com a sua curiosidade despertada, a assis­tente social imediatamente foi até o local e achou o tênis" (Vieira,
1999; página 774).


8. Um relato intrigante descrito por Moody em seu livro A Luz do Além: "uma mulher de setenta anos, cega desde os dezoito, foi capaz de descrever, com detalhes vívidos, o que acon­teceu enquanto os médicos tentavam ressuscitá-la de um ataque do coração. Ela conseguia dar boa descrição dos instrumentos que foram utilizados, e até mesmo de suas cores. E o mais surpreendente é que a maioria daqueles instrumentos sequer fora concebido na época em que ela podia ver, havia cerca de cin­qüenta anos. Além de tudo isso, ela ainda disse ao médico que ele usava jaleco azul quando começou a ressuscitá-la" (Moody, 1997).



VOLTEI PARA CONTAR
Lucy Lutfi
Editares, 2006




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publicado por conspiratio às 21:18
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Sexta-feira, 19 de Dezembro de 2008

COMO MANTER A MENTE ESTÁVEL MESMO NO CAÓTICO PROCESSO DO MORRER

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A Essência Mais Profunda

Por: Sogyal Rinpoche



Ninguém pode morrer sem medo e em completa segurança sem ter atingido a realização da natureza da mente. Porque só essa realização, aprofundada em anos de prática continuada, pode manter a mente estável no confuso caos do processo da morte. De todas as maneiras que conheço de ajudar a realizar a natureza da mente, a prática de Dzogchen, a mais antiga e direta corrente de sabedoria dentro dos ensinamentos do buddhismo [nyingmapa] e a própria fonte dos ensinamentos do bardo, é a mais clara, mais eficaz e relevante para as circunstâncias atuais.


As origens do Dzogchen remontam ao Buddha Primordial, Samantabhadra, que o transmitiu a uma linha ininterrupta de grandes mestres que chega até o presente. Centenas de milhares de indivíduos na Índia, no Himalaia e no Tibet atingiram a realização e a iluminação através dessa prática. Há uma maravilhosa profecia segundo a qual "nesta era de trevas, a essência do coração de Samantabhadra brilhará como fogo". [...]


O Dzogchen não foi amplamente difundido e ensinado no Tibet, e por algum tempo muitos dos maiores mestres não o ensinaram no mundo moderno. Por que, então, eu o estou ensinando agora? Alguns dos meus mestres me disseram que este é o momento de se difundir o Dzogchen, a época a que se refere a profecia. Sinto também que seria falta de compaixão não partilhar com as pessoas a existência de sabedoria tão extraordinária. Os seres humanos chegaram a um ponto crítico da sua evolução e esta época de extrema confusão pede um ensinamento com o mesmo grau de poder e claridade. Descobri também que as pessoas de hoje querem um caminho que elimine o dogma, fundamentalismo, exclusivismo, metafísica, complexa e parafernália cultural exótica, um caminho ao mesmo tempo simples e profundo, que não precise ser praticado em ashrams ou mosteiros, mas possa integrar-se à vida do dia-a-dia e ser praticado em qualquer lugar.


O que é, então, o Dzogchen? O Dzogchen não é apenas um ensinamento, nem mais uma filosofia, nem mais um elaborado sistema, nem mesmo uma sedutora série de técnicas. Dzogchen é um estado, o estado primordial, aquele estado totalmente desperto que é o coração e a essência de todos os buddhas e de todos os caminhos espirituais, e o ápice da evolução espiritual de um indivíduo. Dzogchen é freqüentemente traduzido como "Grande Perfeição". Prefiro deixar a palavra sem traduzir, porque Grande Perfeição traz esse sentido do perfeito que temos de lutar para conseguir, meta que fica no final de uma longa e árdua jornada. Nada podia estar mais distante do significado de Dzogchen: o estado já perfeito em si mesmo da nossa natureza primordial, que não precisa de "aperfeiçoamento", uma vez que, como o céu, sempre foi perfeito desde o começo.


Todos os ensinamentos buddhistas [do Dzogchen] são explicados em termos de "Base, Caminho e Fruição". A Base do Dzogchen é esse estado fundamental e primevo, nossa natureza absoluta que já é perfeita e está sempre presente. Patrul Rinpoche diz: "Nem é para ser buscada externamente, nem é algo que você não tinha antes ou que precise nascer agora de um modo novo em sua mente". Do ponto de vista da Base — o absoluto — nossa natureza é a mesma que a dos buddhas, e nesse nível não há que ouvir ensinamentos ou fazer prática — nem um pingo, dizem os mestres.


Não obstante, temos de entender, os buddhas tomaram um caminho e nós tomamos outro. Os buddhas reconhecem sua natureza original e tornam-se iluminados; nós não a reconhecemos e por isso nos tornamos confusos. Nos ensinamentos, esse estado de coisas é chamado "Uma Base, Dois Caminhos". Nossa condição relativa é que nossa natureza intrínseca está obscurecida e precisamos seguir os ensinamentos e a prática para voltarmos à verdade: esse é o Caminho do Dzogchen. Finalmente, atingir a realização da nossa natureza original é atingir a completa liberação e tornar-se um buddha. Essa é a Fruição do Dzogchen, que de fato é possível ao praticante em uma só vida, quando ele ou ela a isso dedica seu coração e mente.


Os mestres Dzogchen são agudamente conscientes dos perigos de confundir o absoluto com o relativo. Quem não consegue compreender essa relação pode subestimar ou até desprezar os aspectos relativos da prática espiritual e a lei kármica de causa e efeito. No entanto, àqueles que apreendem verdadeiramente o significado do Dzogchen terão um respeito ainda mais profundo pelo karma, bem como uma apreciação mais intensa e premente da necessidade de purificação e de prática espiritual. Isso se dará porque eles poderão perceber a vastidão daquilo que há neles e que foi obscurecido, o que os fará empenhar-se de maneira mais fervorosa, e com disciplina sempre fresca e natural, em remover o que quer que se interponha entre eles e sua verdadeira natureza.


Os ensinamentos Dzogchen são como um espelho que reflete a Base da nossa natureza original com pureza tão elevada e liberadora, e claridade tão imaculada, que constituem uma proteção ao perigo de ficar presos em qualquer forma de entendimento conceitualmente fabricado, mesmo que sutil, convincente ou sedutor.Qual é então, para mim, a maravilha do Dzogchen? Todos os ensinamentos levam à iluminação, mas a singularidade do Dzogchen é que, mesmo na dimensão relativa dos ensinamentos, a sua linguagem nunca macula o absoluto com conceitos; deixa-o intacto em sua simplicidade desnuda, dinâmica e majestosa, e mesmo assim fala dela a qualquer um de mente aberta em termos tão vívidos e expressivos que, mesmo antes de nos iluminarmos, somos agraciados com o vislumbre mais forte que podemos ter do esplendor do estado desperto.





A Visão


Tradicionalmente, o treinamento prático do Caminho do Dzogchen é descrito com muita simplicidade em termos de Visão, Meditação e Ação. Ver diretamente o estado absoluto, a Base do nosso ser, é a Visão; o modo de estabilizar essa Visão e fazer dela uma experiência contínua é Meditação; integrar a Visão à nossa realidade total e à nossa vida é o que chamamos Ação.


O que é então a Visão? É nada menos que ver o estado real das coisas como elas são; saber que a verdadeira natureza da mente é a verdadeira natureza de tudo; e atingir a realização de que a verdadeira natureza da nossa mente é a verdade absoluta. Dudjom Rinpoche diz: "A visão é a compreensão da consciência intrínseca desnuda, dentro da qual tudo está contido: a percepção sensorial e a existência fenomênica, o samsara e o nirvana. Essa consciência intrínseca e imediata tem dois aspectos: vacuidade como o absoluto, e aparência ou percepção como relativo."
O que isso significa é que todo o conjunto das possibilidades das aparências e todos os possíveis fenômenos em todas as diferentes realidades — todos eles, sem exceção, seja no samsara ou no nirvana — sempre foram e sempre serão perfeitos e completos, dentro da vasta e ilimitada extensão da natureza da mente. Mais ainda, que a essência de tudo seja vazia e "pura desde o início", sua natureza é rica em nobres qualidades, prenhe de todas as possibilidades, um campo ilimitado, incessante e dinamicamente criativo que é sempre perfeito e espontâneo.
Você poderá perguntar: "Se a realização da Visão é a realização da natureza da mente, com o que se parece então essa natureza da mente?" Imagine um céu, vazio, pleno de espaço e puro desde o início; sua essência é assim. Imagine um sol, luminoso, claro, sem obstrução e espontaneamente presente; sua natureza é assim. Imagine esse sol brilhando sobre nós e todas as coisas, penetrando em todas as direções; sua energia, que é a manifestação da compaixão, é assim: nada pode detê-la e ela penetra em toda parte.


Você também pode pensar na natureza da mente como um espelho com cinco diferentes poderes ou "sabedorias". Sua abertura e vastidão é a "sabedoria do espaço que tudo abrange", o útero de onde provém a compaixão. Sua capacidade de refletir com detalhes precisos o que se põe diante dela é a "sabedoria do espelho". Sua ausência fundamental de propensão para qualquer impressão é a "sabedoria da equanimidade". Sua habilidade de distinguir claramente e sem confundir de maneira alguma os vários fenômenos diferentes que surgem é a "sabedoria do discernimento". E seu potencial de ter tudo já consumado, aperfeiçoado e espontaneamente presente é a "sabedoria que tudo realiza".


No Dzogchen, a Visão é introduzida ao estudante diretamente pelo mestre. É esse modo direto de fazer a introdução que caracteriza o Dzogchen e o faz tão singular.O que é introduzido ao estudante na introdução é a experiência direta da mente de sabedoria dos buddhas, através da bênção do mestre que encarna a completa realização deles. Para estar pronto para receber a introdução, o aluno deve ter chegado a um ponto em que tenha, como resultado de aspirações passadas e do karma purificado, a abertura da mente e também a devoção para fazê-lo receptivo ao verdadeiro significado do Dzogchen.


Como a mente de sabedoria dos buddhas pode ser introduzida? Imagine a natureza da mente como seu próprio rosto; está sempre com você, mas não pode vê-lo sem ajuda. Agora imagine que nunca viu um espelho antes. A introdução feita pelo mestre é colocar subitamente um espelho diante de você, no qual pela primeira vez vai ver seu próprio rosto refletido. Tal como seu rosto, a pura percepção de Rigpa [a natureza da mente, a consciência primordial] não é algo "novo" que o mestre lhe está dando, ou algo que nunca tenha tido antes, e nem algo que teria a possibilidade de achar fora de si mesmo. Sempre foi seu e sempre esteve com você, mas até aquele momento, surpreendente, você nunca o tinha visto de maneira direta.


Patrul Rinpoche explica que "de acordo com a tradição especial dos grandes mestres da linhagem dessa prática, a natureza da mente, o rosto de Rigpa, é introduzido precisamente na dissolução da mente conceitual". No momento da introdução o mestre atravessa a mente conceitual, deixando à vista o estado puro de Rigpa revelando explicitamente sua verdadeira natureza.


Nesse poderoso momento tem lugar uma fusão de mente e corações e o aluno tem uma incontestável experiência ou vislumbre da natureza de Rigpa. Nesse mesmo e único instante, o mestre apresenta e o estudante reconhece. À medida que o mestre dirige suas bênçãos a partir da sabedoria de seu Rigpa para o coração do Rigpa do seu aluno, mostra diretamente a este a face original da natureza da mente,Para que a introdução do mestre seja plenamente eficaz, no entanto, condições e ambiente corretos devem ser criados. Apenas uns poucos indivíduos na história, devido ao seu karma purificado, puderam reconhecer e iluminar-se num instante; por isso a introdução deve quase sempre ser precedida pelas práticas preliminares que apresento a seguir. São essas práticas preliminares que purificam e removem os obscurecimentos da mente ordinária, trazendo você ao estado em que seu Rigpa pode ser revelado.






Primeiro, a meditação, antídoto supremo da distração, traz a mente de volta e permite que ela se assente no seu estado natural.Segundo, práticas profundas de purificação e o fortalecimento do karma positivo, através da acumulação de mérito e sabedoria, começam a enfraquecer e dissolver os véus intelectuais e emocionais que obscurecem a natureza da mente.Como escreveu meu mestre Jamyang Khyentse: "Se os obscurecimentos forem removidos, a sabedoria de Rigpa de cada um brilhará naturalmente". Essas práticas de purificação, chamadas Ngöndro em tibetano, devem ser cuidadosamente observadas para produzir uma ampla transformação interior. Elas envolvem o ser inteiro — corpo, fala, mente — e começam com uma séria de profundas contemplações sobre:a singularidade da vida humana;a contínua presença da impermanência e da morte;a infalibilidade da causa e efeito das nossas ações;o ciclo vicioso de frustração e sofrimento que é o samsara.Essas reflexões inspiram um forte sentido de "renúncia", um desejo urgente de emergir do samsara e seguir o caminho da liberação que é a base para as práticas específicas de:tomar refúgio no Buddha, na verdade dos seus ensinamentos [Dharma] e no exemplo dos seus praticantes [Sangha], despertando assim confiança e fé em nossa própria natureza búddhica interior;gerar compaixão (bodhichitta — o coração da mente iluminada) e treinar a mente para trabalhar consigo mesmo e com os outros, bem como com as dificuldades da vida;remover os obscurecimentos e a "corrupção" mediante as práticas de visualização e de mantras voltadas à purificação e à cura;acumular mérito e sabedoria, desenvolvendo generosidade universal e criando circunstâncias auspiciosas.Todas essas práticas se desenvolvem e estão centradas no Guru Yoga, que é a prática mais decisiva, instigante e poderosa de todas, indispensável à abertura do coração e da mente para a realização do estado de Dzogchen.Terceiro, uma investigação meditativa especial sobre a natureza da mente e dos fenômenos, que sacia a incansável fome da mente de pensa e procurar, bem como sua dependência de conceitualização, análise e referência incessantes, e desperta uma compreensão íntima da natureza da vacuidade.


Nunca é demais enfatizar a importância dessas práticas preliminares. Elas devem trabalhar em conjunto e sistematicamente para inspirar o estudante a despertar para a natureza da mente, e habilita-lo a estar pronto e preparado quando o mestre escolher o momento de mostrar a ele ou ela a face original de Rigpa.



Nyoshul Lungtok, que depois tornou-se um dos maiores mestres Dzogchen dos nossos tempos, acompanhou seu professor Patrul Rinpoche por cerca de dezoito anos. Todo esse tempo eles foram quase inseparáveis. Nyoshul Lungtok estudou e praticou de forma particularmente dedicada, e acumulou purificação, mérito e prática em abundância; ele estava pronto para reconhecer Rigpa, mas ainda não havia recebido a instrução final. Então, numa noite inesquecível, Patrul Rinpoche deu-lhe essa instrução. Aconteceu quando estavam juntos num eremitério das montanhas acima do Mosteiro Dzogchen. A noite era muito bonita. O céu azul escuro estava límpido e as estrelas brilhavam muito. O som da sua solidão era acentuado pelo latido de um cachorro do mosteiro distante.Patrul Rinpoche estava estirado no chão, fazendo uma prática de Dzogchen. Chamou Nyoshul Lungtok, perguntando: "Você disse que não conhece a essência da mente?"Nyoshul Lungtok adivinhou pelo tom da sua voz que aquele era um momento especial e balançou a cabeça confirmando, na expectativa.


— "Não há nada a respeito, de fato", disse Patrul Rinpoche distraidamente, acrescentando, "Meu filho, venha cá e repouse aqui como seu velho pai". Nyoshul Lungtok estirou-se ao seu lado.— "Está vendo as estrelas no céu?", perguntou Patrul Rinpoche.— "Sim".— "Está ouvindo os cães latindo no Mosteiro Dzogchen?"— "Sim".— "Bem, a natureza do Dzogchen é isso: simplesmente isso".


Nyoshul Lungtok nos conta o que aconteceu então: "Nesse instante, cheguei a uma certeza de realização dentro de mim. Tinha sido liberado dos grilhões do 'é' e do 'não é'. Atingira a realização da sabedoria primordial, a união desnuda da vacuidade e da consciência intrínseca. Fui introduzido a essa realização por sua bênção, como disse o grande mestre indiano Saraha: 'Aquele em cujo coração entravam as palavras do mestre, vê a verdade como um tesouro na palma de sua própria mão.'"


Naquele instante, tudo estava em seu lugar; o fruto de todos os anos de aprendizado, purificação e prática de Nyoshul Lungtok havia nascido. Ele obteve a realização da natureza da mente. Não havia nada extraordinário, esotérico ou místico nas palavras que Patrul Rinpoche usara; de fato, eram absolutamente comuns. Mas além das palavras, alguma coisa a mais estava sendo comunicada. O que ele revelava era a natureza inerente de tudo, que é o verdadeiro significado do Dzogchen. Naquele momento ele já havia conduzido Nyoshul Lungtok diretamente àquele estado pelo poder e a bênção de sua realização.


Mas os mestres são muito diferentes, e eles podem usar todo tipo de meio hábil para provocar essa mudança de consciência. O próprio Patrul Rinpoche foi introduzido à natureza da mente de um modo muito distinto, por um mestre excêntrico de nome Do Khyentse. Esta é a tradição oral que escutei dessa história.


Patrul Rinpoche estivera fazendo uma prática avançada de yoga e visualização, e ficara emperrado; nenhuma das mandalas das deidades aparecia com clareza na sua mente. Um dia ele se aproximou de Do Khyentse, que havia acendido uma fogueira ao relento e estava sentado diante dela, tomando chá. No Tibet, quando você vê um mestre pelo qual tem profunda devoção, tradicionalmente começa a prostrar seu corpo no chão como sinal do seu respeito. Quando Patrul Rinpoche começou a prostrar-se, ainda à distância, Do Khyentse o reconheceu e rosnou, ameaçadoramente: "Ei, seu cão velho! Se você tem coragem, venha até aqui!" Do Khyentse era um mestre muito impressionante. Parecia um samurai, com seus cabelos longos, suas roupas vistosas e sua paixão por montar belos cavalos. À medida que Patrul Rinpoche continuava a fazer reverências e se aproximava, Do Khyentse, praguejando o tempo todo, começou a atirar nele seixos e depois pedras maiores. Quando finalmente chegou ao seu alcance, Do Khyentse começou a socá-lo até faze-lo desmaiar.


Quando Patrül Rinpoche voltou a si estava num estado de consciência inteiramente diferente. As mandalas que com tanto esforço tentara visualizar manifestavam-se, espontaneamente, diante dele. Cada maldição e insulto de Do Khyentse havia destruído os últimos remanescentes da mente conceitual de Patrul Rinpoche e, cada pedra que o atingiu havia aberto os centros de energia e canais sutis de seu corpo. Por duas semanas maravilhosas as visões das mandalas não o abandonaram.


Mesmo sabendo que as palavras e os conceitos fracassam quando tentamos descrevê-la, vou procurar dar uma idéia do que é a Visão e do que acontece quando Rigpa é revelado diretamente.
Dudjom Rinpoche diz: "Esse momento é como tirar um capuz de sua cabeça. Que amplitude infinita e que alívio! Esse é o ver supremo: ver o que não foi visto antes". Quando você "vê o que não foi visto antes" tudo se abre, se expande e se torna fresco, claro, transbordante de vida, animado de encantamento e frescor. É como se o teto de sua cabeça se desprendesse, ou se um bando de pássaros repentinamente revoasse de um ninho escuro. Todas as limitações se dissolvem e desaparecem como se, dizem os tibetanos, um selo tivesse rompido.


Imagine-se morando numa casa no topo do mundo. De repente, toda a estrutura da casa que limitava sua visão simplesmente desaparece e você pode ver tudo ao seu redor, tanto dentro como fora. Mas não há alguma "coisa" para ver; o que acontece não tem qualquer referência no mundo ordinário; é uma visão total, completa, sem precedentes, perfeita.
Dudjom Rinpoche diz: "Seus inimigos mais mortais, aqueles que o mantiveram amarrado ao samsara por incontáveis vidas, desde tempos imemoriais até o presente, são o agarrar e o agarrado". Quando o mestre o introduz e você os reconhece, "esses dois são completamente consumidos como penas numa fogueira, não deixando vestígios".


Agarrar e agarrado, a coisa agarrada e aquele que agarra são completamente liberados a partir mesmo da sua base. As raízes da ignorância e do sofrimento são totalmente cortadas e todas as coisas aparecem como reflexos num espelho, transparentes, bruxuleantes, ilusórias e com a qualidade de um sonho.


Quando você chega naturalmente a esse estado de meditação, inspirado pela Visão, pode permanecer aí por um longo tempo sem qualquer distração ou esforço especial. Então não há nenhuma coisa de nome meditação para proteger ou sustentar, uma vez que você está no fluxo natural da sabedoria Rigpa. E, quando está nele, perceberá que é como se tivesse sido sempre assim, e é. Quando brilha a sabedoria de Rigpa, nem uma sombra de dúvida permanece e um entendimento completo e profundo surge diretamente e sem qualquer esforço.


Você descobrirá que todas as imagens que dei, bem como as metáforas que tentei usar, estão fundidas em uma experiência da verdade que abrange tudo. A devoção está nesse estado, e a compaixão também está nesse estado, e todas as sabedorias, bênção, claridade e ausência de pensamentos, porém não separadas umas das outras, mas integradas e ligadas de maneira inquebrantável num mesmo sabor. Esse é o momento do despertar. Um profundo senso de humor brota de dentro e você sorri, divertido com a inadequação dos seus antigos conceitos e idéias sobre a natureza da mente.


O que surge disto é uma crescente, tremenda e inabalável certeza e convicção de que "é isto". Não há nada além a procurar, nada a mais a ser esperado. Essa certeza da Visão é aquilo que deve ser aprofundado, de lampejo a lampejo, sobre a natureza da mente, e estabilizado pela contínua disciplina da meditação.



A Meditação



Então o que é meditação do Dzogchen? É simplesmente repousar, sem distrações, na Visão, uma vez que ela tenha sido introduzida. Dudjom Rinpoche a descreve: "A meditação consiste em ficar atento a esse estado de Rigpa, livre de todas as construções mentais, embora permanecendo totalmente relaxado, sem qualquer distração e sem agarrar-se a nada. Por isso se diz que a "meditação não é se esforçar, mas permitir que a própria meditação nos assimile naturalmente".


O ponto central da prática de meditação Dzogchen é fortalecer e estabilizar Rigpa, permitindo que ele cresça até sua plena maturidade. A mente ordinária e habitual, com suas projeções, é extremamente poderosa. Ela fica voltando e toma conta de nós quando estamos desatentos e distraídos. Como Dudjom Rinpoche costumava dizer: "No momento, nosso Rigpa é como um bebezinho desamparado no campo de batalha onde os pensamentos irrompem com força". Gosto de dizer que temos de começar sendo a ama-seca do nosso Rigpa dentro do ambiente seguro da meditação.


Se a meditação é simplesmente continuar o fluxo de Rigpa após a introdução, como sabemos quando é Rigpa e quando não é? Fiz essa pergunta a Dilgo Khyentse Rinpoche e ele respondeu com sua simplicidade característica: "Se você está num estado inalterado, é Rigpa". Se não estamos dentro da mente que de algum modo manipula e distorce a realidade, mas apenas repousando num estado inalterado de consciência pura e original, então isso é Rigpa. Se há qualquer trama ou maquinação de nossa parte, alguma forma de manobra ou de apego, já não se trata de Rigpa. Rigpa é um estado em que não há mais qualquer dúvida: não há na verdade algo como uma mente que possa duvidar: você vê diretamente. Se está nesse estado, certeza e confiança completas e naturais vibram com o próprio Rigpa, e é assim que você sabe.


A tradição do Dzogchen é de precisão extrema, já que quanto mais fundo você vai, mais sutis são os enganos que podem surgir, e o que está em jogo é o conhecimento da realidade absoluta.


Mesmo após a introdução, os mestres esclarecem em detalhes os estados que não são meditação Dzogchen e que com ela não devem ser confundidos. Num desses estados você perambula por uma terra de ninguém da mente, onde não há pensamentos ou memórias; é um estado obscuro, embotado e apático, onde você está mergulhado na base da mente ordinária. Num segundo estado há certa quietude e leve claridade, mas é uma quietude estagnada, ainda enterrada na mente ordinária. Num terceiro você experimenta a ausência de pensamentos mas está "em outra", apenas num estado vazio de encantamento. Num quarto estado sua mente vagueia, ansiando por pensamentos e projeções. Nenhum desse é o verdadeiro estado de meditação e o praticante deve observar habilmente o que ocorre para evitar ser iludido por esses caminhos.
A essência prática da meditação no Dzogchen está contida nesses quatro pontos:Quando um pensamento passado cessou e ainda não surgiu um pensamento futuro, há uma brecha. Nesse preciso instante, não há uma consciência do momento presente, fresca, virgem, em nada alterada por conceitos, uma atenção luminosa e pura? Pois bem, isso é Rigpa!


Entretanto a mente não fica neste estado para sempre, porque outro pensamento subitamente surge, não é assim? Essa é a auto-irradiação de Rigpa. No entanto, se você não reconhece esse pensamento pelo que de fato ele é, no instante em que surge, ele se transformará em um pensamento comum, como antes. Essa é a chamada "cadeia da ilusão", e é a raiz de samsara.


Se você é capaz de reconhecer a verdadeira natureza do pensamento logo que ele surge e o deixa em paz, sem persegui-lo, então quaisquer pensamentos que surjam se dissolvem automaticamente, retornando à vasta extensão de Rigpa, e são liberados.


É preciso uma vida inteira de prática para entender e realizar a profunda riqueza e a majestade desses quatro pontos tão simples e tão fundamentais, e tudo o que posso fazer aqui é dar a você uma amostra da vastidão que é a meditação Dzogchen.


Talvez o ponto mais importante é que a meditação Dzogchen vem a tornar-se um contínuo fluxo de Rigpa, como um rio que se move constantemente, dia e noite sem interrupção. Claro que isto é um estado ideal, uma vez que esse atento repouso na Visão, já introduzida e identificada, é a recompensa de muitos anos de prática permanente.A meditação Dzogchen é sutilmente poderosa na lida com os movimentos da mente, apresentando uma perspectiva única sobre eles. Tudo o que surge é visto na sua verdadeira natureza, não como coisa separada de Rigpa, e não antagônica a ele, mas — e isso é muito importante — verdadeiramente como nada mais que a sua auto-irradiação, a manifestação de sua própria energia.


Digamos que você se encontre num estado de profunda quietude; ele não costuma durar muito, porque logo um movimento ou um pensamento surge, como uma onda no oceano. Não rejeite o movimento nem se apegue à tranqüilidade, mas deixe seguir o fluxo da sua pura presença. O estado penetrante e sereno da sua meditação é o próprio Rigpa e tudo que surge nada mais é que a auto-irradiação de Rigpa. Esse é o coração e a base da prática Dzogchen. Um modo de imaginar isso é pensar que você está cavalgando raios solares retornando para o sol: você segue todas as manifestações de volta à sua origem, imediatamente, de volta à própria raiz, à base de Rigpa. À medida que incorpora a firme estabilidade da Visão, você não é mais enganado nem distraído pelo que quer que possa surgir, e assim não cai vítima da ilusão.


Claro que no oceano há ondas violentas e ondas suaves; surgem emoções fortes como raiva, desejo e inveja. O verdadeiro praticante as reconhece não como perturbação ou obstáculo, mas como uma grande oportunidade. O fato de você reagir ao que aparece com as tendências habituais de apego e aversão é sinal não somente que está distraído, mas também de que não tem o reconhecimento e perdeu a base de Rigpa.


Reagir às emoções desse modo significa reforçá-las , prendendo-nos ainda mais fortemente às cadeias da ilusão. O grande segredo do Dzogchen é ver bem através delas, tão logo aparecem, percebendo-as pelo que de fato são: a vívida e elétrica manifestação da própria energia Rigpa. À medida que você aprende a fazer isso, mesmo as emoções mais turbulentas já não conseguem dominá-lo e se dissolvem como ondas bravias que aparecem e retrocedem, mergulhando de volta na calma do oceano.


O praticante descobre — e essa é uma visão revolucionária, cuja sutileza e poder vão além do que podemos entrever — que as emoções violentas não precisam necessariamente precipitá-lo no turbilhão de suas próprias neuroses; elas podem ser usadas para aprofundar, estimular, avivar e fortalecer Rigpa. Essa energia tempestuosa torna-se matéria-prima para a energia desperta de Rigpa. Quanto mais forte e ardente a emoção, mais Rigpa se fortalece. Sinto que esse método peculiar ao Dzogchen é uma força extraordinária para libertar até os problemas emocionais e psicológicos mais inveterados e mais profundamente enraizados.
Deixe-me apresentar-lhes agora, do modo mais simples que puder, uma explicação sobre como exatamente esse processo funciona. [...]















No Dzogchen, a fundamental e inerente natureza de tudo é chamada "Luminosidade Base", ou "Luminosidade Mãe". Ela permeia todas as nossas experiências e é inclusive, embora não a reconheçamos, a natureza inerente também dos pensamentos e emoções que surgem em nossa mente. Quando o mestre introduz à verdadeira natureza da mente, ao estado de Rigpa, é como se ele ou ela nos desse uma chave mestra. No Dzogchen chamamos essa chave, que vai abrir a porta do conhecimento total, de "Luminosidade Caminho", ou "Luminosidade Filha". A Luminosidade Base e a Luminosidade Caminho são fundamentalmente as mesmas, é claro, e é só para fins de explanação e prática que elas são categorizadas dessa forma. Mas uma vez que temos a chave da Luminosidade Caminho, dada pela introdução do mestre, podemos usá-la à vontade para abrir a porta da natureza inata da realidade. Este abrir a porta se chama na prática do Dzogchen "o encontro da Luminosidade Base e da Luminosidade Caminho", ou "o encontro das Luminosidades Mãe e Filha". Outro modo de dizer isso é que, assim que um pensamento ou emoção aparece, a Luminosidade Caminho — Rigpa — reconhece-os imediatamente pelo que são, reconhece sua natureza inerente, a Luminosidade Base. Nesse instante de reconhecimento, as duas Luminosidades se fundem e os pensamentos e emoções são liberados em sua própria base.


É fundamental o aperfeiçoamento dessa prática de fusão das duas Luminosidades e da auto-liberação daquilo que surge na sua mente enquanto você está vivo, porque o que ocorre para todos no momento da morte é isto: a Luminosidade Base desponta com seu imenso esplendor, trazendo com ela uma oportunidade de liberação total — se, e somente se, você tiver aprendido a reconhecê-la.


Talvez fique claro agora que essa fusão das Luminosidades e da auto-liberação dos pensamentos e das emoções é meditação no seu nível mais profundo. De fato, um termo como meditação não é verdadeiramente apropriado para a prática Dzogchen porque, em última análise, implica meditar "sobre" algo, enquanto que no Dzogchen tudo é apenas e para sempre Rigpa. Desse modo, não existe meditação separada do simples ficar na pura presença de Rigpa.


A única palavra que talvez pudesse descrever isso é "não-meditação". Nesse estado, dizem os mestres, mesmo se você procurar a ilusão, não encontrará nenhuma. Mesmo se você procurar pedrinhas comuns numa ilha de ouro e jóias, não terá oportunidade de encontrá-las. Quando a Visão é constante, o fluxo de Rigpa é inesgotável e a fusão das duas Luminosidades é contínua e espontânea, toda a ilusão possível é liberada em sua própria raiz e toda a sua percepção aparece como Rigpa, sem interrupção.


Os mestres enfatizam que para estabilizar a Visão na meditação é essencial, primeiro, realizar essa prática num ambiente especial, de retiro, onde todas as condições favoráveis estejam presentes; entre as distrações e a correria do mundo, as experiências verdadeiras, por mais que você medite, não surgirão na sua mente. Segundo, embora não haja diferença no Dzogchen entre meditação e vida cotidiana, até que você tenha encontrado a verdadeira estabilidade pela prática em sessões a isso dedicadas, não conseguirá integrar a sabedoria da meditação na experiência da vida diária. Terceiro, mesmo se você pratica e é capaz de assentar no fluxo de Rigpa com confiança na Visão, mas não consegue manter esse fluxo todo o tempo, em todas as situações, combinando sua prática com a vida cotidiana, isso não servirá quando circunstâncias desfavoráveis surgirem, e você será desviado para a ilusão pelos pensamentos e emoções.


Há uma história deliciosa sobre um yogi Dzogchen que vivia modestamente, cercado no entanto por um grande número de discípulos. Um certo monge, que tinha uma opinião exageradamente favorável do próprio aprendizado e erudição, sentia ciúmes do yogi, que ele sabia não era nada letrado. Pensou: "Como pode ele, que não passa de uma pessoa comum, ter a ousadia de ensinar? Como ousar fingir ser um mestre? Vou testar seus conhecimentos, desmascarar a impostura e humilhá-lo na presença dos seus discípulos, para que eles o deixem e me sigam".


Então um dia ele visitou o yogi e lhe disse, maliciosamente:— "Vocês do Dzogchen, tudo o que fazem é meditar?"


A resposta do yogi tomou o monge completamente de surpresa:— "E há algo sobre que se possa meditar?"


— "Então você nem sequer medita!", exclamou o erudito, triunfante.


— "Mas quando é que alguma vez me distraio?", respondeu o yogi.



A Ação


À medida que a familiaridade com o fluxo de Rigpa vai se tornando realidade e permeia a vida cotidiana, as ações do praticante começam a mudar e geram estabilidade e confiança profundas.


Dudjom Rinpoche diz: "Ação é estar verdadeiramente atento aos seus próprios pensamentos. Bons ou maus, olhando para a verdadeira natureza de qualquer pensamento que surja, sem evocar o passado ou convidar o futuro, sem permitir qualquer apego à experiência de alegria nem deixar-se dominar pelas situações tristes. Assim fazendo, você tenta atingir e permanecer num estado de grande equilíbrio em que bom e mau, paz e angústia, são desprovidos de verdadeira identidade."


Atingir a realização da Visão transforma de maneira sutil, porém completa, o modo como você vê as coisas. Mais e mais eu percebi o quanto pensamentos e conceitos são tudo o que nos impede de estar sempre, muito simplesmente, no absoluto. Agora vejo com claridade porque os mestres dizem com tanta freqüência: "Procure com afinco não criar muita esperança ou medo", porque só engendram mais tagarelice mental. Quando a Visão está presente, os pensamentos são percebidos como de fato são: fugazes, transparentes e apenas relativos. Você pode enxergar através de tudo, como se tivesse olhos de raios-X. Não se apega aos pensamentos e emoções, nem os rejeita, mas acolhe-os todos no vasto abraço de Rigpa. O que levava muito a sério antes — ambições, planos, expectativas, dúvidas e paixões — já não tem nenhum poder profundo sobre você nem o deixa ansioso, uma vez que a Visão o ajudou a perceber a futilidade e a insensatez de todas as coisas, e fez nascer em você um espírito de verdadeira renúncia.


Permanecer na claridade e na confiança de Rigpa permite que todos os seus pensamentos e emoções se liberem naturalmente e sem esforço em sua vasta extensão, qual escrever na superfície da água ou pintar no céu. Se você aperfeiçoa verdadeiramente essa prática, não há jeito de acumular karma; e nesse estado de entrega despreocupada e sem intencionalidade, que Dudjom Rinpoche chama de tranqüilidade aberta e desnuda, a lei de causa e efeito já não pode sujeitá-lo de modo algum.
Não presuma que isso é fácil ou poderia de algum modo sê-lo. É muito difícil repousar sem distrações na natureza da mente, mesmo por um instante, e permitir que um pensamento ou emoção se auto-libere espontaneamente quando surge. Via de regra assumimos que apenas porque compreendemos algumas coisas intelectualmente, ou pensamos que compreendemos, nós de fato as realizamos. Essa é uma enorme ilusão. A tarefa exige a maturidade que somente anos de audição, contemplação, reflexão, meditação e prática contínua podem trazer. E nunca é demais enfatizar que a prática continuada do Dzogchen sempre requer a direção e a instrução de um mestre qualificado.


De outro modo há um grande perigo, que a tradição chama "perder a Ação na Visão". Um ensinamento tão elevado e poderoso como o Dzogchen comporta um risco extremo. Ao iludir-se de que está liberando pensamentos e emoções, quando de fato não está nem próximo de conseguir isso, e ao imaginar que está agindo com a espontaneidade de um verdadeiro yogi Dzogchen, tudo o que você faz é acumular enormes quantidades de karma negativo. Como dizia Padmasambhava, e esta é a atitude que todos devem ter: "Embora minha visão seja tão vasta quanto o céu, minhas ações e meu respeito pela causa e efeito são refinados como o grão de farinha."


Os mestres da tradição Dzogchen enfatizam incansavelmente que, sem um conhecimento completo e profundo da "essência e método da auto-liberação", através de longa prática, a meditação somente incrementa o caminho da ilusão. Isso pode parecer severo mas este é o caso, porque só a auto-liberação constante dos pensamentos pode de fato acabar com o domínio da ilusão e proteger o discípulo de mergulhar outra vez no sofrimento e na neurose. Sem o método da auto-liberação você não estará apto para enfrentar desventuras e circunstâncias infelizes quando elas surgirem, e mesmo se você já tem o hábito de meditar vai perceber que emoções como raiva e desejo estão presentes, tão fortes quanto antes. O perigo de outros tipos de meditação que não têm esse método consiste em que eles se tornam como a "meditação dos deuses", extraviando-se com facilidade em uma suntuosa auto-absorção, num transe passivo, ou numa inanidade de espírito de um tipo ou de outro, e nada disso ataca e dissolve a ilusão na sua raiz.


O grande mestre Dzogchen, Vimalamitra, falou de maneira muito precisa sobre os graus de crescente naturalidade nesse caminho de liberação: quando você domina a prática pela primeira vez, a liberação acontece simultaneamente ao que surge na mente, e aí é como reconhecer um velho amigo na multidão. Aperfeiçoando e aprofundando a prática a liberação virá junto com o surgimento das emoções e pensamentos, como uma serpente desenrolando-se. E, no estado final de mestria, a liberação é como um ladrão que entra numa casa vazia; nada do que surge traz males nem benefícios para o verdadeiro yogi Dzogchen.


Mesmo nos maiores yogi, a alegria e o sofrimento, a esperança e o medo, ainda aparecem exatamente como antes. A diferença de uma pessoa comum e o yogi está em como eles vêem suas emoções e reagem a elas. Uma pessoa comum , de maneira instintiva, irá aceitá-las ou rejeitá-las, suscitando assim apego ou aversão que resultarão na acumulação de karma negativo. Um yogi, no entanto, percebe tudo o que surge no seu estado natural e originalmente puro, sem permitir o apego entre em sua percepção.


Dilgo Khyentse Rinpoche descreve um yogi vagando num jardim. Apesar de estar totalmente desperto para o esplendor e a beleza das flores, apreciando suas cores, formas e perfumes, ele não tem pelo jardim nenhum vestígio de apego, ou qualquer pensamento superveniente. Como diz Dudjom Rinpoche: "Em qualquer percepção que surja, você deve ser como uma criança que entra num templo lindamente decorado: ela olha, mas o apego não entra de modo algum em sua percepção. Então você deixa tudo ali, fresco, natural, vivo e intocado. Quando você deixa tudo no seu estado próprio, a forma não muda, a cor não esmaece, o brilho não declina. Tudo o que surge não é maculado por nenhum apego, e assim todas as coisas que você percebe surgem como a desnuda sabedoria de Rigpa, que é a inseparabilidade entre luminosidade e vacuidade."A confiança, o contentamento, a vasta serenidade, a força, o profundo humor e a certeza que advêm da realização direta da Visão de Rigpa são o maior tesouro da vida, a maior das felicidades, que uma vez obtida nada pode destruir, nem mesmo a morte. Dilgo Khyentse Rinpoche diz: "Uma vez que você obtém a Visão, embora as percepções ilusórias do samsara possam surgir na sua mente, você será como o céu: não fica particularmente lisonjeado quando surge nele o arco-íris, nem particularmente desapontado quando as nuvens o encobrem. Há uma profunda sensação de contentamento. Você ri por dentro quando vê a fachada do samsara e do nirvana; a Visão o manterá constantemente maravilhado com um suave sorriso interior se esboçando, todo o tempo."
Como diz Dudjom Rinpoche: "Tendo purificado a grande ilusão, que é o lado escuro do coração, a luz radiante do sol não-obscurecido nascerá continuamente".


Quem leva a sério as instruções sobre Dzogchen e sua mensagem sobre o morrer [...] irá se sentir inspirado, espero, para buscar, encontrar e seguir um mestre qualificado, e para comprometer-se a passar por um completo treinamento sob orientação dele ou dela. O coração do treinamento Dzogchen consiste em duas práticas, Trekchö e Tögal, que são indispensáveis a uma compreensão profunda do que ocorre durante os bardos. Só posso dar aqui uma brevíssima introdução a ambas. A explicação completa só é dada de mestre a discípulo, quando este já se comprometeu de todo o coração com os ensinamentos e atingiu um certo estágio de desenvolvimento. O que expliquei neste capítulo — "A Essência Mais Profunda" — é a essência da prática do Trekchö.
Trekchö significa atravessar a ilusão essencialmente com força irresistível da visão Rigpa, como uma faca corta manteiga ou um mestre de karatê quebra uma pilha de tijolos. Todo o fantástico edifício da ilusão desmorona, como se você tivesse pulverizado seus alicerces. A ilusão é atravessada e a pureza primordial e a natural simplicidade da mente são desveladas.


Somente quando o mestre determinar que você tem uma base firme na prática do Trekchö é que ele ou ela o introduzirá na prática avançada do Tögal. O praticante do Tögal trabalha diretamente com a Clara Luz — que habita de modo inerente em todos os fenômenos e está "espontaneamente presente neles" — usando exercícios específicos e muito poderosos para revelá-la dentro de si mesmo.


O Tögal tem a qualidade de ser instantâneo, de trazer realização imediata. Em vez de viajar por uma cordilheira para alcançar um pico distante, o Tögal leva-o até lá num salto. O efeito de Tögal é tornar alguém capaz de efetivar todos os diferentes aspectos da iluminação em si próprios no decurso de uma vida. Por isso é considerado o método único e extraordinário do Dzogchen; enquanto o Trekchö é a sua sabedoria, o Tögal são seus meios hábeis. Exige imensa disciplina e é geralmente praticado em retiro.


No entanto, nunca é demais ressaltar que o caminho do Dzogchen só pode ser seguido sob a orientação direta de um mestre qualificado. Como o Dalai Lama diz: "Um fato que você tem de ter em mente é que só se pode atingir a realização em práticas Dzogchen como o Trekchö e o Tögal com a direção de um mestre experiente, e recebendo a inspiração e a bênção de uma pessoa viva que possui essa realização".




O corpo de arco-íris


Através dessas práticas avançadas de Dzogchen, praticantes realizados podem levar suas vidas a um fim extraordinário e triunfante. Quando morrem, capacitam seu corpo a ser reabsorvido na essência de luz dos elementos que o criaram; em conseqüência, esse seu corpo material se dissolve em luz e desaparece por completo. Esse processo é conhecido como "corpo de arco-íris", ou "corpo de luz", por que a dissolução é comumente acompanhada por manifestações espontâneas de luz e de arco-íris. Os antigos tantras do Dzogchen e os escritos dos grandes mestres distinguem diferentes categorias desse fenômeno espantoso e sobrenatural que, numa certa época, embora não habitual, era razoavelmente freqüente.


Via de regra uma pessoa que sabe que está prestes a obter um corpo de arco-íris pede para ser deixada sozinha por sete dias, sem ser perturbada, em um quarto ou tenda. No oitavo dia somente são encontrados os cabelos, as unhas e as impurezas do corpo.


Isso pode ser muito difícil de acreditar atualmente, mas a história dos fatos da linhagem Dzogchen está cheia de exemplos de indivíduos que obtiveram o corpo de arco-íris e, como Dudjom Rinpoche costumava sempre salientar, não se trata apenas de história antiga. Entre os muitos exemplos, gostaria de escolher um dos mais recentes, com que tive ligação pessoal. Em 1952 houve um famoso exemplo de corpo de arco-íris no Tibet oriental, testemunhado por muita gente. O homem que conseguiu, Sönam Namgyal, era o pai do meu tutor e irmão de Lama Tseten [...].


Ele era uma pessoa muito simples e humilde, que ganhou sua vida como escultor itinerante, talhando em pedra mantras e textos sagrados.

Alguns dizem que teria sido caçador em sua juventude, recebendo depois ensinamentos de um grande mestre. Ninguém nunca soube que ele era um praticante; era de fato o que se chama "um yogi oculto". Algum tempo antes da sua morte, viam-no subindo as montanhas e sentando-se, sua silhueta contra o céu, com os olhos fixados no espaço. Compunha suas próprias canções e cânticos, e entoava-os em lugar dos tradicionais. Ninguém tinha idéia do que ele estava fazendo. Então ficou doente, ou pelo menos foi isso o que pareceu, mas estranhamente foi ficando cada vez mais feliz. Quando a doença se agravou, sua família chamou mestres e médicos. Seu filho lembrou-lhe que precisava recordar-se de todos os ensinamentos ouvidos; ele sorriu, dizendo: "Esqueci-me de todos, e de qualquer modo não há nada a lembrar. Tudo é ilusão, mas estou confiante de que está tudo bem".


Bem próximo do momento de sua morte, aos setenta e nove anos, disse: "Tudo o que peço é que, quando eu morrer, não mexam no meu corpo por uma semana". Quando morreu, sua família embrulhou seu corpo e convidou lamas e monges para virem fazer práticas para ele. Puseram o corpo numa pequena sala da casa, e foi impossível deixar de notar que, tendo sido ele um homem alto em vida, não houve problema em fazê-lo caber no aposento, com se tivesse se tornado menor. Ao mesmo tempo, via-se em torna da casa uma extraordinária manifestação de luz das cores do arco-íris. Quando no sexto dia olharam dentro da sala, viram que o corpo diminuíra de tamanho. Na manhã do oitavo dia, quando o enterro deveria acontecer, os agentes funerários chegaram para pegar o corpo. Ao retirarem os envoltórios, verificaram que nada havia ali além das unhas e do cabelo.



Meu mestre Jamyang Khyentse pediu que esses restos lhes fossem trazidos, e verificou que se tratava de um caso de corpo de arco-íris.




Extraído de:
http://www.dharmanet.com.br/vajrayana/sogyal3.htm

Postado por jholland

http://metamorficus.blogspot.com/2008/12/essncia-mais-profunda.html


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publicado por conspiratio às 19:40
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Sábado, 13 de Dezembro de 2008

MORTE DE LÁHIRI MAHÁSAYA

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Babaji, Lahiri Mahasaya, Sri Yukteswar, Yogananda




Graças ao meu paramguru meu livro “A Ciência Sagrada” esgotou rapidamente. “Na manhã seguinte ao término de meus esforços literários”, continuou o mestre, “fui ao ghat Raí banhar-me no Ganges. O ghat estava deserto; detive-me silencioso um instante gozando uma paz radiante. Depois de imersão nas águas cintilantes, voltei para casa. Naquele silêncio, o único ruído que ouvia era o da toalha ensopada das águas do Ganges farfalhando a cada passo meu. Como passasse além das grandes banyans, próximas da margem, forte impulso forçou-me a olhar para trás. Ali, à sombra de uma banyan, cercado por alguns discípulos, estava o grande Bábají!

“- 'Saudações Swamijí!' A bela voz do mestre fez-se ouvir para assegurar-me que eu não estava sonhando. 'Vejo que você teve pleno sucesso com seu livro. Como havia prometido, aqui estou para agradecer-lhe'.

Com o coração batendo descompassadamente, prostreí-me completamente aos seus pés. '- Paramgurují', disse eu súplice, 'não poderíeis vós e vossos chelas honrar minha miserável casa com vossa presença?'

(A palavra paramguru refere-se ao guru de um guru. Assim, Bábají, o guru de Láirhi Mahásaya, é o paramguru de Sri Yuktéswar. Mahavatar Bábají é o supremo guru na linha indiana de Mestres que assumem a responsabilidade do bem-estar espiritual de todos os membros SRF-YSS que fielmente pratiquem Kryia Yoga.)

“O supremo guru declinou amavelmente: '- Não filho', disse ele. '- Somos gente que aprecia o abrigo das árvores. Este lugar é bastante confortável.'

“- Peço-lhe, então, demore-se mais um pouco, mestre', supliquei-lhe contemplando-o. 'Volto num instante com deliciosas iguarias'.

“Quando após alguns minutos retornei com um prato de manjares, a nobre banyan não mais abrigava o grupo celestial. Procurei-os pelo ghat, mas em meu coração senti que o pequeno grupo já estava então escapando em vôos etéreos.

“Fiquei profundamente magoado. 'Não obstante nosso novo encontro, eu não poderia estar incomodando ao falar com Bábají', disse a mim mesmo. 'Ele foi grosseiro ao abandonar-me tão repentinamente.' Isto eram só arrufos de amor, naturalmente, e nada mais. Poucos meses depois, visitei Láhiri Mahásaya em Benares. Ao entrar na sala de visitas, meu guru. sorriu -me em saudação.

“- Benvindo Yuktéswar”, disse ele, “Você pode ver o virtuoso Bábají à soleira de meu quarto?”

“Não, por quê?” respondi surpreso.

'Venha cá.”Láhiri Mahásava tocou-me gentilmente a testa; desta vez contemplei junto à porta a figura de Bábají florescente como um perfeito lótus.

Lembrei-me de minha mágoa e não o saudei. Láhiri Mahásaya olhou-me com espanto.

“O divino guru estava me contemplando com olhos perscrutadores. '- Você ficou aborrecido comigo?'

“- Senhor, por que não deveria ficar? “respondi. Do ar vieste com vosso grupo, e no rarefeito ar vos desvanecestes.

“- 'Falei-lhe que ia vê-lo, mas eu não disse que ficaria mais tempo'. Bábají riu afavelmente. 'Você estava muito excitado. Asseguro -lhe que eu já estava quase extinto no éter pelo pé-de-vento de seu ressentimento.'

“Fiquei instantaneamente satisfeito por esta explanação pouco lisonjeira. Ajoelhei-me aos seus pés; o supremo guru bateu-me afavelmente no ombro.

“- 'Filho, você deve meditar mais', disse ele. 'Sua contemplação não é perfeita. Você nem pôde ver-me sumindo através da luz do sol.' Com estas palavras em voz semelhante ao som de uma flauta celestial Bábají desapareceu dentro de um esplendor.

“Esta fora uma de minhas últimas visitas a Benares para ver meu guru”, concluiu Sri Yuktéswar. “Como Bábají predissera na Kumbha Mela, a encarnação de chefe de família de Láhiri Mahásaya estava se encaminhando para o fim,

Durante o verão de 1895, desenvolveu-se um pequeno tumor nas costas de seu robusto corpo. Quiseram lancetá-lo, ele protestou; saldava em sua própria carne o mau carma de alguns de seus discípulos. Afinal, dois ou três chelas tornaram-se muito insistentes; o mestre respondeu, enigmaticamente:

“- O corpo tem de encontrar uma causa para a morte; concordo, façam o que bem entenderem.

“Pouco tempo depois, o incomparável guru abandonou seu corpo em Benares. Não mais necessito procurá -lo em sua pequena sala de recepção; todos os dias de minha vida são abençoados por ele, meu guia onipresente. (26 de setembro de 1895 foi a data em que Láhiri Mahásaya abandonou o corpo. Alguns dias depois ele teria completado 67 anos.)

“ Anos mais tarde, dos lábios de Swâmi Keshabananda, um discípulo adiantado, ouvi muitos detalhes admiráveis sobre a partida de Láhiri Mabásaya.

“- Poucos dias antes de meu guru abandonar o corpo - contou-me Keshabananda - ele se materializou diante de mim, quando me encontrava sentado em meu eremitério de Hardwar.

“- Venha imediatamente a Benares. - Com estas palavras, Láhiri Mahásaya desapareceu.

“Tomei o trem imediatamente para Benares. Em casa de meu guru, encontrei muitos discípulos reunidos. Durante horas, naquele dia, o mestre explicou o Gíta; depois, com simplicidade, dirigiu -se a nós:
“- Volto para o meu lar.

“Nossos soluções de angústia prorromperam, irresistíveis.

“- Consolem-se; eu ressuscitarei. - Após esta afirmação, Láhiri Mahásaya levantou-se de seu assento, três vezes girou seu corpo em círculo, sentou-se em posição de lótus encarando o norte e gloriosamente entrou em mahásamádhi.

“O belo corpo de Láhiri Mahásaya, tão caro a seus devotos, foi cremado segundo os ritos solenes reservados aos chefes de família, em Manikarnika Chat, junto ao Ganges sagrado - continuou Kesbabananda. - No dia seguinte, às dez horas da manhã, enquanto ainda me encontrava em Benares, meu quarto inundou-se de uma grande luz. À minha frente apareceu, em carne e osso, de pé, Láhiri Mahásaya. Seu corpo parecia-se exatamente ao interior, embora mais jovem e mais radiante. Meu divino guru me disse:

“- Keshabananda, sou eu mesmo. Com os átomos que se desintegraram de meu corpo cremado, remodelei minha forma, ressuscitei. Minha tarefa como chefe de família no mundo terminou; mas não deixo a Terra inteiramente.

Doravante, passarei uma temporada com Bábají no Himalaia e outra com Bábají no cosmo.

“Abençoando-me com algumas palavras, o transcendente mestre desapareceu. Uma inspiração maravilhosa saturou-me o coração; fui elevado em Espírito, à semelhança dos discípulos de Cristo e de Kabir, que contemplaram seus gurus redivivos após a morte física.

“Quando regressei a meu eremitério isolado, em Hardwar - prosseguiu Kesbabananda -levei comigo uma parcela das cinzas sagradas de meu guru. Sabia que ele escapara à prisão do espaço e do tempo; o pássaro da onipresença estava livre. Entretanto, era um consolo para meu coração guardar suas sagradas cinzas em meu santuário.”

Outro discípulo abençoado com a visão do ressuscitado guru foi o santo Panchanon Bhattachárya. Visitei-o em sua morada em Calcutá e ouvi com deleite a história de sua convivência de muitos anos com o mestre. Em remate, narrou-me o acontecimento mais maravilhoso de sua vida.

-Aqui em Calcutá -disse Pancharion -às dez horas da manhã seguinte à sua cremação, Láhiri Mahásaya apareceu diante de mim, gloriosamente vivo.

Swâmi Pranabananda, “o santo com dois corpos”, também me fez confidências detalhadas de sua sublime experiência. Durante sua visita à minha escola de Ranchi, Pranabananda contou-me:

-Alguns dias antes de Lábiri Mahásaya abandonar o corpo, recebi dele uma carta solicitando minha ida imediata a Benares. Fui, porém, inevitavelmente retardado e não pude partir no mesmo instante, Exatamente quando me preparava para partir para Benares, cerca de dez horas da manhã, senti-me dominado por súbita alegria ao ver em meu quarto a figura resplandecente de meu guru.

“- Por que se apressa a ir em Benares? - disse Láhiri Mahásaya, sorrindo. - Não me encontrará mais ali.

“Quando compreendi o significado de suas palavras, chorei tristemente, acreditando que o contemplava apenas numa visão.

“O mestre aproximou-se de mim, confortadoramente: - Toque à minha carne - disse ele -estou vivo, como sempre. Não se lamente; não estou consigo por toda a eternidade?”

Dos lábios destes três, grandes discípulos emergiu uma história de maravilhosa verdade: um dia após a entrega às chamas do corpo de Lábiri Mabásaya, o mestre ressurrecto, em corpo real mas transfigurado, apareceu diante de três discípulos, em cidades diferentes, à mesma hora, dez da manhã.

“E quando este corpo corruptível se revestir de incorruptibilidade, a este corpo mortal se revestir de imortalidade, então se cumprirá a palavra que está escrita: - Tragada foi a morte na vitória. Onde está, ó morte, o teu aguilhão? Onde está, ó sepulcro, a tua vitória?

I Corínflos, 15:54-55 “Por que se julgaria uma coisa incrível entre vós, que Deus ressuscitasse os mortos?” (At~s, 26:8).

Fonte:
"AUTOBIOGRAFIA DE UM IOGUE CONTEMPORÂNEO", Paramahansa Yogananda



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Sexta-feira, 12 de Dezembro de 2008

ALCALINIZAR PARA EVITAR O CÂNCER - CONCEIÇÃO TRUCOM

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http://somostodosum.ig.com.br/conteudo/c.asp?id=08133

Alcalinizar para EVITAR o câncer
Conceição Trucom



Sempre lembrar que a semeadura da saúde integral (corpo-coração-mente-espírito) são os bons hábitos do dia-a-dia. Portanto, manter o seu organismo alcalinizado, através da alimentação e demais hábitos saudáveis, é a grande sabedoria, a colheita feliz. Localização 1: não se trata de um foco, uma obsessão pela saúde para evitar doenças, mas na saúde pela sabedoria, pela superação da vida, pela evolução.Localização 2: acreditar em milagres para neutralizar os maus hábitos (escolhas e decisões) de vida faz parte da ilusão, da falsa expectativa e da contracultura, cuja inevitável colheita é empacar no caminho da evolução e da saúde do Ser.


Uma novidade está no ar

O Dr. Tullio Simoncini, médico italiano especialista em oncologia, diabetes e desordens metabólicas, constatou algo simples que considera a causa do câncer. Ele observou que todo paciente oncológico apresenta quadro repetitivo de aftas, sintoma já identificado pela comunidade médica, mas sempre tratado como uma infecção oportunista por fungos: a famosa cândida albicans ou candidíase.

A constatação é que todos os tipos de câncer apresentam essa característica, ou seja, vários são os tipos de tumores, mas em comum a manifestação das aftas no paciente, que se sabe é um sintoma de acidez metabólica.

Então, pensou ele: não seria ao contrário? A causa do câncer ser a proliferação descontrolada do fungo?


Essa é uma interpretação válida, mas antes disso, eu, Conceição Trucom, afirmo: fungos e aftas só acontecem, só proliferam ou se instalam em meio ácido, em organismos ácidos. Em organismos alcalinizados tal fenômeno não tem como acontecer ou se perpetuar.

Repetindo o que já se sabe faz um século pela cultura Biodinâmica e muitos centros de medicina naturalista: fungos, vírus, bacilos e bactérias só proliferam em meio ácido, ou seja, em organismos ácidos, em solos ácidos. E, organismos ácidos, seja um solo, um animal ou ser humano, revelam um estado de subnutrição, desmineralização, doença, envelhecimento e morte.

Então, a verdadeira causa das doenças, no caso as infecções, candidíases e aftas, assim como o câncer, acontece porque a alimentação moderna, industrializada, aditivada e refinada é altamente acidificante.

Um solo ou ser humano que faz uso massivo de "alimentação" natural, de origem vegetal, crua e orgânica, certamente será levemente alcalino, proporcionando um metabolismo harmônico, equilibrado e saudável, pronto para se defender dos naturais ataques e invasões destrutivas: seja um fungo, bactéria, célula mutante ou tumor.

Se uma substância alcalinizante, como o bicarbonato de sódio, extermina com os fungos e microorganismos tumorais, é fácil deduzir que o meio adequado para o desenvolvimento e perpetuação dos mesmos é um meio ácido.

Por exemplo, a faixa normal de pH da saliva de uma pessoa que se alimenta saudavelmente (80 a 100% crua e viva) é levemente alcalina 7.36 a 7.42 (lembrar que o pH neutro é 7.0). Pessoas que exageram no açúcar, refrigerante, frituras, refinados, carnes e refeições 100% cozidas apresentam pH ácido de 6.5 a 6.8, enquanto uma pessoa com câncer apresenta pH mais ácido ainda: 4.5 a 5.7.

Os maus hábitos repetitivos de alimentação e de vida, como o fast-food e o sedentarismo, condições rapidamente acidificantes, geram um organismo continuamente acidificado, um estresse metabólico que deprime o sistema imunológico e a força de sustentação da vida, minando diariamente a saúde, a vitalidade e os projetos evolutivos de transformação e curas.

Este é o motivo pelo qual peço que todos cuidem da sua saúde integral de forma sábia, ou seja, diária e preventivamente. E não se trata de um foco na saúde para evitar doenças, mas na saúde pela sabedoria, pela superação da vida, pela evolução. Para tanto, sugiro a leitura de todos os textos + vídeos do Boletim Doce Limão de novembro/08: Não podemos ser ácidos



A forma de neutralizar e "curar" do Dr. Simoncini


Este foi o raciocínio do Dr. Simoncini: para exterminar esse fungo vou neutralizar (alcalinizando) este meio doentio e ácido. Assim, ele faz uso do agente neutralizante de acidez mais antigo e simples que a humanidade conhece: o bicarbonato de sódio.

Inicialmente, banido da comunidade médica italiana, foi aplaudido de pé na Associação Americana contra o Câncer quando apresentou esta sua constatação e a terapia de alcalinização com o bicarbonato de sódio. Tem vários vídeos desta apresentação no YouTube.
Veja mais no STUM
Assim, ele começou a tratar seus pacientes com lavagens (via procedimento hospitalar) com bicarbonato de sódio e controlando metodicamente os tumores. Resultados surpreendentes começaram a acontecer. Tumores de pulmão, próstata e intestino desaparecem, juntamente com as aftas. Desta forma, muitos pacientes de câncer foram curados e hoje comprovam com seus exames os resultados positivos do tratamento.



Muitos alertas


1) O Dr. Simoncini começou a tratar seus pacientes com bicarbonato de sódio, com lavagens, via procedimento médico e hospitalar, e controle metódico dos tumores. Atenção: realizado e monitorado por EQUIPE MÉDICA.
2) Não faça ingestão. Muito cuidado com os textos que estão circulando pela net que induzem à automedicação. Embora o bicarbonato de sódio seja um medicamento fácil de comprar nas farmácias, NÃO FAÇA QUALQUER AUTOMEDICAÇÃO. O uso continuado e abusivo de bicarbonato de sódio via oral pode causar graves problemas renais.
3) Mais cuidado: o texto que circula pela net informa que "quaisquer tumores podem ser curados com esse tratamento simples e barato". Pode ser barato, mas não é simples e não pode ser realizado domesticamente: todo cuidado é pouco nesta mania do brasileiro de se automedicar. Este é um procedimento MÉDICO. Não é brincadeira!
Para saber mais, ou informar seu médico sobre este tratamento, visite os sites e assista ao vídeo endereçados abaixo.

Vai acabar a farra dos laboratórios farmacêuticos...
Esta é a chamada sensacionalista que tem circulado na net. Mas não é assim tão milagrosamente simples não. Precisamos primeiro sair da contra-cultura da desinformação ou da banalização ou irresponsabilidade da informação.
Enquanto as pessoas não se conscientizarem sobre os seus maus hábitos alimentares e de vida, a indústria da doença irá crescer sim e vertiginosamente.
Não existem milagres ou fim deste capitalismo selvagem (*) que executa a indústria da doença. Esta indústria existe porque damos poder e força para ela seguir, cada vez mais, existindo. Diga-se de passagem: somos cada dia mais dependentes dela.
Fico bem triste com a constatação de que as pessoas querem se auto-enganar para poder seguir com seus maus hábitos. E, uma forma de se auto-enganar é acreditar em facilidades, em milagres, no poder do externo. Um raciocínio comum nas mensagens que recebo: como tudo que eu quero, faço tudo que eu quero e depois, o que você acha Conceição, das pílulas A, B ou C? Do chá verde, branco ou azul? Da alga X, do cogumelo Z ou da auto-injeção W?Não acreditem que esta é a solução. Que estão conseguindo enganar ao seu corpo, fígado, pâncreas, coração ou rins. Que a solução é ter câncer e depois, na seqüência, se automedicar com bicarbonato. Até porque, se não curar a causa, o câncer voltará.
O MILAGRE, ou melhor, o NORMAL é não ter câncer. É não ter diabetes, síndromes as mais diversas e modernas ou problemas cardiovasculares.
E, se a doença já está instalada, cuidar para sair o mais rápido da zona de perigo, mas buscar a CURA verdadeira, que só o próprio organismo, enquanto alcalinizado, vitalizado e nutrido, poderá fazer.

Medicina preventiva é a localização pessoal, é viver na real, é a humildade, é a sabedoria, é o comprometimento de VIDA que te quero VIVA!
É simplesmente uma alimentação saudável e hábitos amorosos de vida. É menos ilusão, mais localização.
Esta é a melhor forma de acabar com a farra dos laboratórios farmacêuticos e da indústria alimentícia, que enchem as bufas de dinheiro induzindo doenças e produzindo drogas contra câncer, diabetes, colesterol, hipertensão, ansiedade, obesidade, etc.
Estas farras só irão acabar quando assumirmos a responsabilidade e o respeito para com o nosso corpo físico, coração, mente e espírito. Quando assumirmos o nosso poder e não deixá-lo nas mãos de desejos iludidos, remédios, médicos, hospitais e planos de saúde.Penso que neste momento de transição consciencial e planetária, eles até podem existir, mas não da forma como o usamos: primeiro como fico doente, depois verei o que faço. Viva a Alimentação Desintoxicante! Viva a Alimentação Crua e Viva!

Viva o nosso rico dinheiro e energia investidos com o simples e natural. Com o que verdadeiramente soma e constrói saúde plural.

(*) O capitalismo selvagem só existe enquanto as pessoas estiverem 100% focadas na sobrevivência, no imediatismo e na ilusão.
- Site em inglês do Dr. Simoncini:
http://www.curenaturalicancro.com/
-Site com explicações em português, com link para site em italiano e inglês: http://www.cancerfungus.com/simoncini-cancro-fungo.php

Conceição Trucom é química, cientista, palestrante e autora do livro Alimentação Desintoxicante - editora Alaúde.

Adquira seus livros, visitando o Site e http://www.docelimao.com.br/
Email: mctrucom@docelimao.com.br



Alguns comentários sobre as novas do Dr Simoncini
http://somostodosum.ig.com.br/blog/blog.asp?id=9854


12/12/2008 11:58:29 - eddy pontes - eddypontes@yahoo.com.br A CURA do CÂNCER foi descoberta pelo biólogo e pesquisador alemão OTTO WARBURG, PRÊMIO NOBEL de MEDICINA 1931. ( veja Google ). Há 76 anos atrás, e a BIG FARMA " abafou ", pois isto acaba com a " indústria do câncer ". O Dr. Túlio Simoncini está aplicando, com sucesso, a descoberta do Dr. Warburg , de que as células cancerígenas são anaeróbicas, isto é, só vivem num ambiente sem oxigênio, que não está sendo levado à elas pela hemoglobina devido à acidez do sangue. Se houver a normalização do pH, as células cancerígenas morrem por sí só. Como alcalinizar o sangue ? 1. babosa ( aloe vera ) - livro o Câncer Tem Cura, da Editora Vozes, frei Orlando Zago 2. cálcio orgânico marinho, livro Calcium Factor, ainda não traduzido e editado no Brasil. O produto Vitalidade+, disponível no Brasil, feito à base da alga Lithotamnium cumpre bem esta tarefa. 3. Bicarbonato Sódio A editora EdiOuro estuda a publicação do livro. Pressionem para que o publique.


12/12/2008 08:33:50 - alcemir guine tunes - scz@uol.com.br
Olá Sergio Um amiga me levou até você quando descobri um câncer de mama 5 anos atrás. Aqui meu testemunho de como esta doença pode te levar a um processo não apenas de cura mas de vida! Assistindo a um programa com a Louise Hay e vendo depoimentos percebi que não tenho mais dúvidas quanto ao processo de cura. Algumas pessoas próximas morreram desta doença depois da descoberta da minha. O que tinham então em comum as pessoas que se curaram? Tinham um processo de mudança de pensamento/comportamento, de perdão e gratidão vivendo a vida com mais intensidade, cada instante cada momento, percebendo o divino ao nosso redor. Obrigada por me ajudar nesse processo, que a princípio parecia difícil e na verdade hoje sinto que foi um presente. Difícil ter essa percepção sem passar por este processo. Porém acho que é nosso desafio espalhar estes conhecimentos tão importantes de uma forma respeitosa sem ferir crenças e interrupção de tratamentos tradicionais afinal Somos todos Um. Soraya

11/12/2008 19:06:08 - Jose Carlos Galvao
Acabo de ler a mensagem que me foi enviada por uma amiga querida. Tive câncer de mama em 2003 fiz o tratamento tradicional com radio e quimioterapia. Em 2007 tive lesões ósseas secundárias no sacro-íliaco e na L3. Estou continuando o tratamento fiz mais radio e me submeto a um medicamento a cada 28 dias. Afirmo que estou longe de ser a pessoa que descrevem como portadora da doença. Sou feliz. Nasci feliz. Super otimista, de excelente humor e com muitos amigos e não consegui detectar mágoas em meu coração. Portanto... Acho super válido qualquer tratamento alternativo e vou até falar sobre este com meus médicos. Sei que o intuito é ajudar pessoas e comungo com essa idéia, mas não acho prudente rotularem as pessoas. Parabéns pelo trabalho. Sucesso!! Xaxinha


11/12/2008 12:47:49 - fatima
Como sobrevivente de 4 episódios de câncer nos últimos 10 anos, deixo 3 ideias. 1. Cada caso é um caso único e cada câncer é um câncer único. A alopatia peca por ter protocolos gerais para tratá-los. 2. A parte emocional tem com certeza influência tanto no aparecimento do câncer, como no seu desenvolvimento e principalmente na sua cura. 3. A imunodepressão que é comum a todos com câncer permite o aparecimento de Cândida (fungos mencionados pelo Dr italiano) que é tratável com bicarbonato. Trata-se de uma consequência e não uma causa. Eu não trataria o meu câncer apenas com bicarbonato. Bem haja quem se esforça.


11/12/2008 11:39:57 - marcia
Fantástico o texto... mas por favor, informações contraditórias desanimam um pouco. Imagine eu procurar o meu médico e pedir pra ele uma terapia a base de bicarbonato de sódio, o cara vai mandar me internar. Ele faz parte do sistema. Recentemente eu disse à minha endocrinologista que eu estava praticando meditação e mudando minha forma de ser, pra estar mais relaxada e não precisar de antidepressivos, nem preciso falar qual foi a resposta, né? Calei o bico e vou fazer as coisas por minha conta, porque na opinião deles só a "Indústria Farmacêutica salva", e eu sei que não é assim... não vou usar antidepressivos, porque essa é uma decisão minha. Da mesma forma que evoluí pra esse quadro de stress, vou voltar à minha saúde, que sempre foi perfeita. Portanto, ajuda de médicos é relativa... não adianta procurar seu médico e dizer que você quer uma terapia à base de bicarbonato, porque ele vai mandar te internar.
O Site responde:
Por aqui há médicos de mente aberta, inclusive que acompanham os vários médiuns nas operações espirituais realizadas em toda parte do Brasil, nas quais fui sempre beneficiado. Há também um grupo grande de médicos espíritas, que talvez pudessem se aprofundar nas técnicas de irrigar a solução diretamente na parte do órgão atacada.A mensagem que foi passada no boletim veio basicamente da Fonte e tem um pedido aos médicos realmente compromissados com a cura de seus pacientes.Achei o site deles:
http://www.amebrasil.org.br/portal/


11/12/2008 11:19:00 - Paulo antonio ribeiro
Me lembro, ainda bem jovem, tinha dois lindos calos nos dedos mínimos (esquerdo e direito), mal podia calçar sapatos, e estava eu em Campo Grande-MS, precisava ir a um evento que exigia trajes completos, e uma pessoa me viu mancando, e me indicou um posto de saude municipal. Um enfermeiro olhou, e com éter esterilizou e cortou os dois calos, aplicou o bicarbonato junto com o pó antiséptico, fez o curativo com gazes e esparadrapo, isto foi em 1966, e até hoje não tive mais nada. E ainda calcei os sapatos, como se não tivesse acontecido nada, e até hoje quando sinto qualquer sintoma que pode se transformar em calosidade, uso o bicarbonato e pronto. E tem outros casos em que uso o produto para varias lesões. É muito bom! Feliz Natal a Todos.


11/12/2008 09:52:12 - thelicia moralez da Silva
Fico realmente feliz em contar com vcs nessa luta que muitas vezes parece interminável... Há 03 anos descobri um câncer no rim esquerdo e no colo do útero... resolvi não fazer quimio, nem tratamentos convencionais... acredito sinceramente que eu criei essas doenças e, se é assim, pela mesma lógica, sei que posso me curar, mudando padrões de pensamentos, atitudes, alimentação, e claro, uma ajuda extra de ervas, homeopatia, meditação e muita fé... Um exercício diário... Esse "novo" tratamento faz muito sentido pra mim... Estou incorporando a todos os outros... Acho que o mais difícil, tem sido achar médicos dispostos a aceitar que não quero tirar o útero ou pedaço dele... que aceitem apenas fazer exames e constatar a evolução ou não... que aceitem e respeitem a minha decisão por um tratamento alternativo... Sofri e ainda sofro muito com isso... ouvindo de médicos que sou louca... o câncer renal "sumiu"... o do colo do útero vem diminuindo... lentamente, mas sempre melhor...


11/12/2008 09:48:30 - mauricio - m.tatar@uol.com.br
Sou médico homeopata, acupunturista e psiconcologista, trabalho em consultório há mais de 20 anos, atendendo crianças, adultos e idosos. Estudo e acompanho vários pacientes com cancer, e digo que baseado na minha vivência AINDA NÃO EXISTE UMA CURA PARA O CANCER. O câncer é uma doença multifatorial, isto é, existe uma série de fatores que contribuem para o surgimento de um tumor desde fatores genéticos, alimentação, estado mental-emocional e espiritual, clima, celulares, microondas etc... Achar que usando bicarbonato de sódio você terá a cura do câncer é não entender o dinamismo da vida, a individualidade e o momento de vida daquele individuo. O pH muito alcalino também favorece o surgimento de tumores, nem todo tumor tem fungos presentes, a presença de fungos ocorre quando o sistema de defesa está fraco, a ponto em algumas pessoas de apresentarem câncer. Diariamente todos nós produzimos células cancerígenas, mas nem por isso temos a doença câncer.


11/12/2008 02:11:38 - Rui Manuel F. Palmela - rmpalmela@netvisao.pt
Havia um grande guru da Macrobiótica que dizia que a doença mais difícil de ser tratada (pior do que o câncer) é a Arrogância. Quem sofre desta doença está fechado a todos os benefícios do conhecimento sobre Saúde e Nutrição que hoje em dia chegam a todas as pessoas por este meio de comunicação. Tenho há algum tempo no meu Blog um artigo sobre este assunto da cura do câncer que todos podem ver aqui:
http://alvorecer-escriba.blogspot.com/2007/08/cura-do-cancro.html



Rui Palmela
10/12/2008 21:04:32 - Darcymoreirapratesdossantospradomarconde
Em Setembro de 2004 constatei um câncer no estômago de grandes proporções, fui operada cerca de l5 dias após o diagnóstico por um cirurgião gastro, amigo da família, tendo sido retirado 4/5 do referido órgão. A cirurgia foi excelente e minha recuperação rápida porém em seguida procurei um oncologista e comecei o tratamento com quimioterapia. A quimioterapia me fez muito mal, cheguei a pesar 35 kilos, (tenho l.63 m de altura), tendo sido internada por duas vezes, completamente desidratada, até que o cirurgião que me operou e também o médico homeopata com quem sempre me tratei por outros problemas, aconselharam a interrupção do tratamento com quiomioterapia. Após a interrupção continuei o tratamento com homeopatia e terapias alternativas e até hoje, quatro anos depois, continuo fazendo ultrasonografia e endoscopias a cada seis meses e tomando apenas vitaminas. Acredito que a mudança de alimentação, a homeopatia e os tratamentos alternativos estão me trazendo a cura definitiva.



10/12/2008 19:39:44 - ronaldo marchese - ronaldo@rjrconsultors.com.br
Bem, Sergio, seu comunicado sobre o câncer é ótimo, pois fala de uma verdade que poderá ajudar muitas pessoas que atualmente encontram-se enfermas e desoladas com a "certeza" que suas vidas chegaram ao fim, por causa desta doença que tem gerado tanto sofrimento em todo o mundo. Permita-me um comentário adicional: A descoberta da relação fungo X câncer não é exatamente uma novidade para terapeutas sérios, que praticam a medicina quântica. Para os que conhecem a importância da relação do tipo sanguíneo e a respectiva dieta alimentícia mais adequada para cada pessoa - dentre outros procedimentos de análise e de tratamento. O Brasil tem um dos maiores e mais renomados cientistas nesta área, trata-se do Dr. Victor Mattos. Ele escreve sobre a relação entre o fungo e o câncer há mais de 20 anos! Na sua longa jornada terapêutica, o Dr. Victor Mattos tem uma história de mais de 500 casos de cura de canceres, dos mais variados tipos. Sem químio, rádio ou cirurgias! Câncer tem cura sim!

10/12/2008 18:33:55 - alberto lesina- ucha
Amigos! Sou Cientista da Saúde, Iridologista, Fitoterapeuta e Terapeuta Vibracional. Essa questão "câncer" (isolamento celular desordenado) sempre foi algo enigmático na história da humanidade. E a "cura" sempre foi possível pelas terapias milenares. O que é difícil curar é o programa emocional instalado que gerou tal desequilíbrio celular. Esse é mais difícil e exige sempre a participação do interessado que foi quem gerou a doença. Aliás, Jesus só apresentava resultados miraculosos com pessoas que tinham fé.
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publicado por conspiratio às 21:37
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Quarta-feira, 10 de Dezembro de 2008

OBJETOS VOADORES DE ORIGEM INTRATERRESTRE

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Sinais de Shamballah 1ª parte
Data: Sábado, 9 de Agosto de 2008
luisaparicio

Sim, “Sinais de Shamballah” foi como os Lamas companheiros de Nicholas Roerich sussurraram a aparição súbita de um misterioso objecto voador não identificado a cerca de 400 metros do solo por cima do seu acampamento, na fronteira do Tibete com o Norte da Índia, no caminho para Srinagar, no ido 1924.

Segundo a descrição feita desse avistamento, tratou-se de um corpo luminoso, sulcando o espaço em velocidade vertiginosa, semelhante a um “disco incandescente” de estranha luminosidade azulada. O próprio Roerich dá conta desse facto na página 149 do seu livro The Hearth of Asia, publicado em Nova Iorque" em Nova Iorque , não sem antes acrescentar que tais avistamentos são muito comuns nas regiões do Himalaia: «Manhã de sol, sem nuvens, o céu azul esplendente. Por cima do nosso acampamento voava um enorme abutre negro.


Os nossos mongóis e nós o observávamos. De repente um dos nossos Lamas apontou para o céu azul. Então avistámos algo brilhante, que voava muito acima do abutre, de Nordeste para Sul. Tirámos da capa três poderosos binóculos de campanha e os apontámos em direcção do gigantesco corpo esferóide e brilhante que se destacava contra o Sol, claramente visível sobre o céu azul e que avançava velozmente. Vimos em seguida que mudava de direcção Sul-Sudeste e desapareceu por detrás dos montes da cadeia de Humboldt. Todos presenciaram a aparição inusitada e os Lamas sussurraram: “Um Sinal de Shamballah”.»


Posteriormente, ainda nesse ano, o grande explorador e iniciado visitou o Mosteiro de Ghum, no Tibete, e o Lama responsável por ele, após lhe terem contado o caso do ovni, adiantou peremptório: «Sinal da Nova Era! Em verdade, o tempo do Grande Advento se aproxima. Segundo as nossas profecias, a Era de Shamballah já começou. RIGDEN-DJYEPO (isto é, “Rei dos Jivas ou homens”, o Rei do Mundo), o Soberano de Shamballah, lá está preparando o seu exército invencível para a batalha decisiva e já se estão encarnando todos os seus auxiliares e oficiais.»

 

Tais “auxiliares e oficiais” são os Preclaros Membros da Excelsa Loja Branca. Tal “exército invencível” constitui-se das Forças Desarmadas de Agharta, mesmo assim bem mais poderoso que todos os exércitos juntos da face da Terra, por dominar os poderes das forças universais de Fohat e Kundalini, ou seja, a Electricidade e o Electromagnetismo Cósmicos. Ainda, e significativamente, tal ano de 1924 marcou também decisivamente a passagem dos valores espirituais do Oriente ao Ocidente, marcando o EX ORIENS UMBRA para o EX OCCIDENS LUX! E, mais, sendo o dito ovni um “enviado de Shamballah”, e estando esta no seio da Terra, então esse misterioso objecto voador só do seio da Terra poderia provir... Mas lá iremos.


Sem pretender adentrar o gigantesco folclore “new age” actual, onde a “teoria da conspiração dos governos” se mistura com “longínquas e pressupostas galáxias e planetas” de nomes extravagantes e de localização impossível, junto a “extraterrestres fantásticos que nos visitam, abdução, clonam e outras coisas do género”, possuídos de nomes cuja aberração semântica orbita entre a fantasia, o infantil e o plágio de nomes creditados pela Tradição Iniciática das Idades, mesmo assim não raro inteiramente alterados, prefiro ater-me a factos concretos e não a estados oníricos infundidos ou auto-infundidos por má informação e pior formação que, neste caso, e são tantos os casos que conheço, mais ou menos dia acaba num hospital de psiquiatria. Rima, é verdade e é triste...

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Quando a partir de 1947-48 se começou a falar mais intensamente de avistamentos ovniológicos um pouco por toda a parte do mundo, o Professor Henrique José de Souza, fundador da Sociedade Teosófica Brasileira, foi interrogado sobre o assunto pelos membros da S.T.B., mas ele quedou mudo, silenciou, nada proferiu sobre o assunto, evitou-o mesmo... sempre repetindo: «Falar de discos-voadores é como pisar um ninho de vespas».

Assim, não faltou quem acreditasse que ele não acreditava nisso ou, então, nada sabia do assunto e logo não tinha a mínima ideia do que fosse. Nada mais errado! A prova flagrante veio algum tempo depois e da maneira mais espectacular, sem margem para dúvidas ante centenas de testemunhas em pleno dia, o que foi largamente noticiado pela imprensa da época, nomeadamente pela revista O Cruzeiro, em 19 de Fevereiro de 1955 num artigo, de larga repercussão, assinado pelo jornalista João Martins.

Com efeito, às 17:30 h de 18 de Fevereiro de 1955, centenas de pessoas em São Lourenço" em São Lourenço de Minas Gerais do Sul, Brasil, assistiram pasmadas à materialização do inacreditável: no vulgarmente chamado Morro “Portas da Luz” (Akáshica...), cerca de 100 metros fronteiriços da residência do Professor, “Vila Helena”, aterrou um fantástico veículo oval e dele saíram três belos tripulantes, com cerca de dois metros e meio de altura e cabelos longos a caírem-lhes sobre os ombros, o que causou forte emoção às centenas de pessoas que puderam admirá-los à luz do dia. Os três esbeltos gigantes estiveram durante algum tempo no lugar, andando em volta da nave, e por várias vezes voltaram-se para o alpendre da “Vila Helena” onde se encontrava o Professor Henrique José de Souza, os seus familiares e vários discípulos.
Causava arrepios vê-los a saudarem teosoficamente a JHS – a quem tinham vindo homenagear – colocando a mão direita espalmada sobre o peito e curvando-se ligeiramente. E o Professor, sorridente, retribuía-lhes aquelas saudações. Misteriosa Mensagem do Reino Aghartino... depois partiram, desaparecendo no espaço por detrás do Horto Florestal de São Lourenço, por sobre a sua Montanha Sagrada MOREB. E o Professor trancafiou-se em casa com os seus familiares e discípulos, deixando o povo ainda mais pasmado e a imprensa alarmada, logo a seguir não lhe dando descanso.


Mas quem eram esses três personagens vindos do “outro lado do Mundo”, que é dizer, dos Mundos Subterrâneos? Nada mais e nada menos que os Três Representantes da Tríade formadora na época do Governo Oculto do Mundo – R.D., P.I., M.S. – e que em Nome deste vieram prestar Homenagens à sua Digníssima Expressão manifestada na Face da Terra.

Só depois desse acontecimento fantástico mas bem real – cujas provas fotográficas pertencem ao acervo do Arquivo Interno da nossa Instituição – é que o Professor Henrique começou a revelar a origem INTRATERRENA dos famosos “discos-voadores” e qual a sua mecânica oculta. Sabe o respeitável leitor porque pouco tempo depois o Presidente da República Brasileira, Juscelino Kubitschek de Oliveira, após o avistamento de ovnis pela Marinha de Guerra do seu país, autorizou a sua divulgação pública sem reserva de espécie alguma? Porque ele era membro da S.T.B. e estava autorizado directamente pelo próprio J.H.S.! Como se repara, tudo passa por Henrique José de Souza... pois sem este, cai-se na fantasia e no logro.

Ainda a ver com esse acontecimento ocorrido em São Lourenço" em São Lourenço e a mecânica oculta do mesmo, brindo o respeitável leitor com um excerto de obra reservada levando de título Livro dos Arcanos da Era de Aquarius, de J.H.S., retirado de Carta-Revelação deste datada de 23.7.956 e emitida de São Lourenço, com o título O que temia, a mim próprio, o Excelso Rabi-Muni:

«Todos imaginam que PRANA (Energia Vital) vem directamente ao Homem e a tudo o mais, na face da Terra. Pois bem, ele vem indirectamente, enquanto em baixo ele vem directamente, sem o que, não haveria Vida naquele Lugar. É ele, por exemplo, que apresenta nos 4 Reinos da Natureza o que neles existe na face da Terra, mas completamente modificado. As cores das plantas, das flores, dos legumes equivalem às cores dos Tattwas (vibrações subtis da Matéria). E estes provêm de PRANA. Um cavalo aghartino não é igual a um cavalo chamado “terreno”.

Do mesmo modo, a ave, a planta. E até as águas, que deslizam mansamente nos lagos e canais laterais de tão misterioso Lugar, possuem um brilho tão grande que denota a vitalidade imensa que as faz mover (os chakras tomam maior brilho ou luminosidade, de acordo com a velocidade que lhes dá a evolução e a saúde do homem), ou antes, fazem mover, pois quem diz Prana diz ao mesmo tempo Vayu e Tejas (Ar e Fogo), os impactos originais de todos os Tattwas. Como tenho afirmado, semelhante Vida vem através do TUBO CÓSMICO, cuja entrada é o Pólo Norte, e cuja saída é o Pólo Sul. Assim também é a Luz permanente da Cidade da “Eterna Luz”, Agharta, mas também, BELOVEDYE (ou Bela Aurora) e CLARION, como disseram alguns viajantes dos discos-voadores, com o sentido de Clarão, luz, brilho, etc., tal como eles (os discos) o são.

E a prova é que, ao aterrarem, se apagam. E ao descolarem se iluminam, tal como acontece com a electricidade, ou seja, na voltagem, amperagem, etc... Quanto aos seres que neles viajam, como aqui se deu bem em frente à Vila Helena, eu prestei bastante atenção ao FENÓMENO: estavam brilhantes, flogísticos ou ígneos, e aos poucos se tornaram verdadeiras sombras ou silhuetas de si mesmos... (escuros como em Shamballah). Os seus gestos eram visíveis, entretanto, porque o brilho das estrelas e da própria luz artificial das lâmpadas eléctricas provocavam semelhante fenómeno.

Não esquecer que a própria H.P.B. fez ver que “a electricidade era a manifestação mais grosseira de Fohat”. Assim o é, mas restava que ela dissesse tudo quanto se refere a Kundalini, ou tudo quanto representa calor, fogo, para Fohat, frio, humidade, ar, etc... Eu mesmo chamei Fohat de “Fogo Frio” e Kundalini de “Fogo Quente”... Com outras palavras, Luz e Força (Ligth and Power). O Dínamo Gerador dessas duas Forças provém do 8.º Sistema, chamem-nas de “braço direito e braço esquerdo de Deus”, como diz certo livro das Bibliotecas de Duat, na Secção 1, Códice 19, que é Ayuruoca na face da Terra. Título do livro: “Fohat e Kundalini (como Pai-Mãe Cósmico)”.»

Ora o ocorrido com o Professor Henrique José de Souza há 51 anos atrás, repetiu-se recentemente sobre a mesma Montanha Sagrada de São Lourenço, ou seja nos finais de Agosto de 2005 (já antes, em 8 do mesmo mês, haviam sido avistados vários ovnis que se deslocaram de São Lourenço em direcção a Carmo de Minas), aquando um pressuposto “disco-voador”, em plena luz do dia, apareceu em plena exibição da Esquadrilha da Fumaça, da Força Aérea Brasileira.

Também essa astronave misteriosa sobrevoou e desapareceu detrás da Montanha Sagrada MOREB, sobre o local preciso onde meses antes eu havia estado com vários Irmãos da Obra do Eterno na Face da Terra, preparando, precisamente, a abertura do Portal do Ciclo de Aquarius em 28 de Setembro desse mesmo ano, o que sucedeu comigo e outros tantos Irmãos já em Sintra, precisamente na 7.ª Substância ou Pritivi correspondente a São Saturnino da Peninha.



 



Ovni aparece durante a apresentação da Esquadrilha da Fumaça,sobre o centro de São Lourenço de Minas Gerais do Sul, Brasil



Aprofundando ainda mais o mistério dos “Sinais de Shamballah”, os famosos “discos-voadores”, antes vimanas e vaidorges para hindus e mongol-tibetanos, segundo o nosso Venerável Mestre J.H.S. eles provêm das 4.ª, 5.ª e 6.ª Cidades do Submundo de BADAGAS e operam com energias e Iniciados da face da Terra que têm a ver com os 4.º, 5.º e 6.º SISTEMAS DE EVOLUÇÃO UNIVERSAL.


Ora essas Cidades Badagas ou Sedotes (os “Filhos do Suor” ou intercâmbio sexual dos deuses com as filhas dos homens, durante a 4.ª Raça-Mãe Atlante) têm a sua representação exacta, no Sistema Geográfico Sul-Mineiro, nas cidades de MARIA DA FÉ (a ver com o 4.º Planeta MERCÚRIO e AK.), S. TOMÉ DAS LETRAS (a ver com o 5.º Planeta JÚPITER e AST.) e CONCEIÇÃO DO RIO VERDE (a ver com o 6.º Planeta VÉNUS e AR.). Essa numeração tem a ver com os dias planetários da semana, de domingo (Sol) a sábado (Saturno).


A ver com o 5.º Sistema de Evolução Universal em formação (5.ª Ronda neste caso) imediato ao 4.º actual, certa vez o Venerável Mestre J.H.S. revelou a sua localização ao eng.º agrónomo António Castaño Ferreira, a sua Coluna J: «Eu disse uma vez ao Ferreira que é no meio da Via Láctea onde ele tem de ver o Sol do 5.º Sistema». Como a formação do 5.º Sistema implica a formação conjunta do 6.º Sistema de Evolução (6.ª Ronda, neste caso, pois é a partir das Raças e Rondas que se projectam Cadeias e Sistemas mais latos), assim se expressou J.H.S. sobre ele:
«O Sexto Sistema não existe como Natureza activa, porque, o seu desenvolvimento pertence a um futuro remoto. O que existe dele?... Apenas um Embrião no meio do Universo, expressando a Causa das Causas... Nele a criatura humana possuirá seis sentidos, seis constituições orgânicas e a Natureza terá seis Reinos. Os Makaras de hoje formarão a Humanidade daquele Sistema, embora adquirindo experiências nos campos emocionais e mentais... Nessa ocasião, os Seres Humanos não andarão... voarão... É isso que se pretende quando se fala em Espaço Sem Limites" em Espaço Sem Limites , enquanto que os Gémeos Espirituais, o seu aspecto masculino estará expresso pelo Dragão Celeste e o aspecto feminino pela Coroa Boreal.


«Os Discos-Voadores já expressam, em nossa época, os veículos daquele Sistema; ou, em outras palavras, eles são constituídos de elementos, de moléculas que formam o sexto Reino da Natureza... São impulsionados pelas energias de Fohat e Kundalini.»


Falando do BRASIL como o estou fazendo, devo falar um pouco mais dessa gente de BADAGAS, sim, porque Badagas também significa etimologicamente “Gente do Brasil”: Bad ou Bab é “Deus”, e agas é o prefixo de “Fogo” (Agni), “Agharta”, etc. Portanto, Gente da Agharta na Face da Terra.
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E o fazendo precisarei mais sobre os imprecisamente chamados “discos-voadores”, pois ainda que alguns possuam esse formato, outros não. A Tradição Iniciática prefere chamar-lhes Vimanas, e este é o termo consagrado nas escrituras sagradas das principais religiões do mundo, principalmente nas escrituras hindus (Mahabhârata, Puranas, etc.).
A Bíblia chama-lhes “rodas de fogo”, “carros de fogo”, etc., etc., mas cujas traduções do hebraico para o hindustânico levam ao mesmo termo Vimana (Vi, de Vril, a Energia Vital, Akasha ou Mash-Mask dos Atlantes, operada e dirigida por Mana ou Manas, a Força Mental). Tais aparelhos são oriundos, repito, da Civilização Intraterrena do Mundo de Badagas, que se expande em pleno cerca de 60 km abaixo da crosta terrestre, ainda que até lá hajam aqui e ali “anfiteatros” ou “postos avançados” de gentes desse Outro Mundo, estabelecendo a ligação entre este e a superfície.


Por exemplo, revelo sem desvelar coisa alguma, 350 metros abaixo do Templo de Maitreya em São Lourenço" em São Lourenço (MG) existe um grandioso Templo (do M.T.) físico, visível e tangível, onde ocorrem as mais maravilhosas e apoteóticas manifestações espirituais. Além disso, o que mais surpreende o visitante da superfície em Badagas, é precisamente o seu elevadíssimo desenvolvimento científico e tecnológico, o qual recua aos dias da Atlântida em que os melhores da Raça se interiorizaram levando consigo todos os saberes que a caracterizaram, muitos deles ainda não alcançados pelas gentes da superfície.

Há também referências aos Vimanas nas escrituras hindus Ramayana e Samarangana Sutradhara. Nesta última são dedicados 230 versos a esses veículos aéreos, na linguagem alegórica daquela época, mas mesmo assim bastante compreensível em certos pontos. Assim, é dito que os Vimanas eram usados para a guerra e para a paz. Há mesmo uma observação curiosa: «O piloto do Vimana oferecia leite aos três fogos de Agni».

Ora, em muitos relatos verídicos actuais de avistamentos de “discos-voadores” há referências a três esferas que correm num rasgo circular, na parte inferior, esferas essas que alguns pensam ser um trem de aterragem e outros julgam que são acumuladores de energia, condensadores, produtores de uma corrente trifásica que entra ou sai, mas sempre da mesma natureza da Energia Cósmica que, para todos os efeitos, os dinamiza. Neste caso particular e não deixando de o ser no geral, é Agni, que quer dizer literalmente Energia.

Ainda naquele livro citado da religião hindu, Samarangana Sutradhara, há outros detalhes acerca dos Vimanas. O corpo do veículo deve ser forte, durável e leve. Dentro, deve colocar-se a “máquina de mercúrio” com o seu “aparelho acendedor de ferro” por debaixo. Por meio do “poder latente do mercúrio, que coloca o turbilhão em movimento”, um homem “pode viajar grandes distâncias pelos céus”. Podiam-se construir Vimanas do “tamanho de um templo”. Quatro fortes vasos de mercúrio precisam ser construídos na estrutura inferior: quando estes forem aquecidos pelos controladores dos vasos de ferro, o Vimana “desenvolverá o poder do trovão e imediatamente se tornará uma pérola no céu”.

Podiam subir e descer verticalmente, andar para a frente e para trás, deslocar-se em silêncio, tornar-se invisíveis (tudo graças à acção maleável do mercúrio propulsor em contacto ou atrito com o não menos maleável éter ambiente donde os “vasos”, antes usinas filtradoras, extraíam o mercúrio universal – Mash-Mask – necessário à alimentação do seu rotor) e levar determinado número de passageiros, calculado conforme o tamanho da nave.

Tudo isto foi escrito há mais de 8.000 anos e segundo tudo indica, refere-se aos tempos primordiais da 5.ª Raça-Mãe Ariana onde aqui e ali, um pouco por todo o Globo, ainda subsistiam restos da findada 4.ª Raça-Mãe Atlante, origem dessa ciência Física-Nuclear.

Quanto aos relatos actuais que descrevem raptos de pessoas por alienígenas, quando não mantêm relações sexuais com elas e muitas vezes até as matam no fim, qual “viúva negra” alienígena, como também a animais e plantas, bem parece que a ficção ocupa o lugar da realidade... tornando real a ficção, com muitos acreditando piamente nesta os quais, nesse caso, descarecem de Teosofia mas carecem urgentes de psiquiatria. Seja como for, tenho a declarar pelas informações recolhidas junto de quem mais sabe, que aparte os inevitáveis acidentes acasos acontecidos aqui e ali por acidentes mecânicos imprevistos, só muitíssimo raramente os tripulantes das naves recolhem pessoas, Jivas da face da Terra, e mais raramente ainda as devolvem ao seu meio-ambiente com parca ou nenhuma lembrança do ocorrido.

Essas muitíssimo raríssimas pessoas, nos casos ainda mais raríssimos em serem verdade, para sempre marcadas pelo encontro com o Desconhecido Superior, pois que por força de Lei Maior o Mundo Jina não se intromete nos negócios kármicos do Mundo Jiva, dizia, essas raríssimas pessoas devido às suas boas tendências (skandhas) e consequente bom karma, destinam-se, cada qual à sua maneira, a servir de arautas de um Mundo e de Gentes que nos estão próximas e, todavia, longínquas!...

Conta-se também, nos avistamentos reais, que as naves parecem flutuar num sobe e desce como se estivessem sobre ondas num oceano invisível. Pois bem, trata-se da flutuação do Vimana sobre as ondas químico-etéricas. Comparando as descrições alegóricas dos Vimanas com as inúmeras observações reais que são feitas um pouco por todo o mundo de “discos-voadores”, parece que há três processos principais de movimentação.

Um, deve ser o ancestral, semelhante ao jacto. Neste, aparentemente, a energia é gerada por um processo semelhante ao da produção da energia atómica: uma radiação circular, incidindo sobre o mercúrio, desmaterializa-o, transformando-o em energia atómica. E esta energia é utilizada em aparelhos, turbinas, tubulações, resultando daí um “disco” a jacto-propulsor, com jactos orientáveis. Entretanto, se em alguns relatos verídicos há referências a silvos, a grande maioria deles acusa um completo silêncio. Neste caso, deve-se tratar de um dos outros dois processos dos quais falam os escritos milenares.

Um, é o processo electromagnético, que só pode ser utilizado próximo à superfície. Utilizando a própria energia magnética da Terra, desviando as linhas de força magnética elas produzem resultantes de força que os movimentam. “Discos” assim propulsionados, ao passarem por cima de transmissores de rádio, de televisão e de centrais eléctricas bloqueariam as transmissões, assim como afectariam as agulhas magnéticas das proximidades. O outro processo é aquele que nos velhos livros aparece alegoricamente como energia tirada do ar. Isto é, a utilização directa da Energia Cósmica.

No Cosmos tudo é Energia, tudo é Vibração. Espaço, Tempo e Vibração é a síntese de Tudo. Mas esta vibração tem uma certa “frequência”. Produz-se no interior do aparelho um campo de energia da mesma frequência da Energia Cósmica; sendo ela da mesma frequência tudo fica em harmonia, mas se adiantarmos ou atrasarmos essa frequência, introduzimos um factor de potência, semelhante ao que acontece nos motores trifásicos, nos motores síncronos, nos quais há uma difasagem e desta difasagem resulta a força.

Mas ainda resta o problema do aquecimento em alta velocidade e o mistério da falta de ruído, pois bem se conhece o estrondo verificado quando um avião ultrapassa a barreira do som. Isso, talvez, tenha sido resolvido com um revestimento de matéria radioactiva: esta matéria ioniza o ar, isto é, dá uma carga eléctrica ao ar vizinho. Esta carga repele os átomos e impede que o ar entre em contacto com o aparelho.



Exemplos de Vimanas nas escrituras tradicionais hindus


Se a nossa Obra afirma que os Vimanas provêm do interior da Terra, então porque muitos dos que acaso e sendo verdade os avistaram e sem pertencerem a esta mesma Obra Divina (TEURGIA), afirmam que vêm de Marte, Vénus, etc.? Porque com uma verdade ocultava-se verdade ainda maior, ou seja, como cada uma das 7 Cidades Badagas representa um dos 7 Planetas tradicionais, canalizando para ela a energia peculiar dele, os Sedotes ao insinua- rem, por exemplo, que vinham de Vénus, queriam na realidade dizer que provinham da 6.ª Cida- de ou Loka Badagas em relação com esse Globo.

Isto é válido para as restantes Cidades e Plane- tas. Posso adiantar que as 7 Cidades Badagas com os 7 Planetas físicos, estes em torno do Sol e aquelas em volta da sua Capital, M.T., representam na Terra o próprio Sistema Solar, visível e tangível, onde vivemos e temos o ser... de carne, sangue e ossos.

Por exemplo, e partindo da premissa de que esses eventos sejam verídicos, no caso de George Adamski, o tripulante da nave ao revelar que provinha de Vénus poderia estar se referindo à 6.ª Cidade ou Região (Loka) Badagas, relacionada com esse Planeta.

No caso de Daniel Fry, que diz ter voado num “disco”, a voz fazia-se ouvir directamente, coisa que é possível aos Seres dos Mundos Subterrâneos por meio de telepatia, e tudo quanto ela disse está de acordo com o que aqui se apresenta, inclusive quando se refere à Lemúria e à Atlântida.
No caso de Bethlurum, no qual a comandante do “disco” diz vir de «detrás da Lua», naturalmente ela estava-se referindo tanto à 2.ª Cidade Sedote quanto à Agharta que fica «atrás» do Mundo de Duat, este que se relaciona com a Lua através de Vénus. No caso dos irmãos Duclout, de Buenos Aires, pode ter havido interferência da personalidade que recebeu as mensagens, a qual interpretou da maneira que compreendia as revelações recebidas, mas, mesmo assim, nota-se a descrição naquele relato acerca da vida subterrânea da Terra.

E assim por diante, naturalmente partindo da premissa, repito, de que toda essa gente estivesse falando a verdade!... Mas, porque então os tripulantes dos “discos” não falavam logo claramente donde vinham? A minha resposta é que, em primeiro lugar, eles não estavam autorizados a tanto, e, em segundo lugar, mesmo que o dissessem isso não seria compreendido pelos interlocutores, que não tinham os conhecimentos nem a formação necessários para entender a profundidade de revelações dessa natureza.

“Sinais de Shamballah”, como os consignou Nicholas Roerich, na realidade os Vimanas transportam os Emissários do Governo Oculto do Mundo (oculto porque escondido, velado aos olhares profanos, logo à indignidade do comum Género Humano que, assim, é mais afim à capacidade belicista de destruir que qualquer outra coisa mais nobre e elevada...) em cuja cúspide está o Rei dos Reis: MELKI-TSEDEK. A interferência do Governo Oculto do Mundo através dos ditos “discos-voadores” não pode ser feita sem transição, de maneira brusca e violenta, sob risco de ferir o próprio princípio do livre-arbítrio, princípio básico da Evolução de tudo e de todos.

A função desses Emissários parece ser a de evitar uma catástrofe planetária, a qual parece sempre iminente, muito mais nos dias conturbados d’hoje, a de trazer novos esclarecimentos a todos os sectores da Sociedade Humana, de dar uma das últimas, senão a última, oportunidades à Humanidade de recuperar o equilíbrio perdido e, assim, escapar de uma grande destruição, de uma depuração violentíssima.
Esta é a MISSÃO dos Badagas que vez por outra se deslocam no espaço da Terra em seus misteriosos aparelhos voadores, os Vimanas avistados e testemunhados em todas as épocas e latitudes, assinalados e relatados em todas as tradições orais e escritas do mundo, nomeadamente as religiosas.

Repito: realmente o que mais assombra o visitante vindo da superfície desse Mundo Escondido, Mundo Perdido para o vulgar e profano, encravado entre a face da Terra e o mais interior, cerca de 60 km sob a crosta, é o extraordinário avanço tecnológico dos seus habitantes, todo ele em conformidade profunda com os ritmos da Natureza, ou seja, matematicamente ajustado às leis e princípios do Universo.

Os sábios da superfície, geralmente sem que sequer sonhem, não deixam de ser intuídos pelos Sábios Sedotes ao «invento» de coisas extraordinárias que de há muito existem em Badagas, como por exemplo: a energia eólica e solar, já hoje considerada a energia do futuro, é uma clara inspiração Jina, pois que a energia do Sol Central que ilumina as Cidades Badagas é desde o final da Atlântida aquela utilizada por esse Povo e que ilumina os mesmos aglomerados populacionais, enquanto a energia eólica oriunda de Vayu-Tatva (Elemento Ar) também desde há milhares de anos é utilizada pelos Badagas na higienização dos seus espaços de vivência, retirando-a do Ar exterior que entra pelas frestas e embocaduras sobre a Terra, filtrando-o e deixando-o completamente purificado, usando de aparelhos nucleares próprios para esse efeito.

Engenharia nuclear é, já se vê, outra inspiração Badagas aos sábios da superfície, que, reitero, geralmente nem sequer suspeitam donde lhes proveio tamanha «iluminação» ou «ideia luminosa» súbita!... Foi assim, também, com a invenção da lâmpada eléctrica, que de há muito existe em Badagas com o nome de “Lâmpada Fo”, animada directamente por Fohat, a Electricidade Cósmica, e igualmente com o telefone, inspirado no aparelho “Sono-Logos”, ou então com a televisão, inspirada na “Tela Protoplásmica” existente lá em baixo. Isto" em baixo.

Isto para não falar nos metropolitanos, imitando muito imperfeitamente as viaturas deslizando em monocarris de fibra de vidro entre regiões Sedotes. O mesmo se poderia dizer da aviação... mas fique-se por aqui, para não se perder numa lista abarcando toda a tecnologia da face da Terra, que a presunção e o preconceito científicos consideram.

Fim da 1ª parte

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Sinais de Shamballah 2ª parte


Vaidade pura e simples, presunção inábil de quem decerto nunca leu as escrituras hindus e tibetanas no que dizem sobre a ciência tecnológica desse Passado remoto em que os deuses, antes Iniciados na Sabedoria Arcana, em seus Vimanas" em seus Vimanas , conviviam com os homens e os ensinavam directamente. E aqui entrar-se-ia, para além dos inventos tecnológicos, também nas ciências da Sociologia, da Agricultura, da Arquitectura, das Matemáticas e Geometrias, etc., etc., dadas pelos Badagas aos sábios da superfície para que a Humanidade progrida humanamente em conformidade às Leis do Espírito.

Como estou superiormente autorizado a revelar, sem desvelar, quanto estou dizendo, e porque os Tempos são de uma NOVA CONSCIÊNCIA, avanço que os Badagas ou “Filhos do Suor” (aqui Sexual e não Assura), Sedotes, têm a sua génese no cruzamento sexual da Espécie Humana com Pitris Barishads ou Progenitores Angélicos servindo-se de corpos físicos, fenómeno gerado a meio da 4.ª Raça-Mãe Atlante.

São, pois, semideuses, se assim posso dizer em relação ao homem vulgar, recolhidos às grandes anfractuosidades do interior da Terra, pouco antes da Grande Catástrofe Atlante correspondente ao Dilúvio Universal de que fala a Bíblia, seguindo os seus Dirigentes espirituais, acompanhados por alguns dos melhores da Raça dos Homens que haviam alcançado o nível de Iniciação necessária nesse período.

São Seres mortais, ainda que vivam mais tempo que as gentes da face da Terra. Quando morrem, os seus corpos são de imediato cremados. A sua alimentação é completamente frugívora, excepcionalmente entrando no cardápio culinário lacticínios. Distinguem-se fisiologicamente dos humanos em vários aspectos, desde a ausência de lóbulos nas orelhas, às mãos que podem ter quatro, cinco, seis ou sete dedos, à altura, muito baixa ou então atlante, isto é, elevada, corpo musculado ou fino harmonicamente traçados, verdadeiro “Apolo” ou verdadeiro “Etéreo”, até à cor da tez, bastante moreno, distinguindo-se os olhos cor de oliva e os cabelos brilhantes escuros, ou então muito branco, distinguindo-se os olhos azuis e os cabelos louros. Estes são alguns dos seus traços fisiológicos.

Resguardam-se do Homem da superfície como “o diabo da cruz”. Apesar de o considerarem seu “irmão” habitando a mesma Terra, ainda assim consideram-no pouco mais que troglodita em todos os sentidos, desde a maneira de vestir, comer e socializar-se até à ciência e à religião, e só o ajudam em seu progresso porque os seus Dirigentes espirituais (reencarnações de Aghartinos e Duats) assim o ordenam.

Consideram como única excepção a essa sua apreciação geral da Espécie Humana os Iniciados verdadeiros que conquistaram esse direito à superfície e assim os aceitam entre eles, por estarem em perfeita sintonia orgânica, emocional e mental com eles, o que é dizer, tornaram-se como eles!...

Acaso alguém que visite Badagas e sem autorização especial divulgue na superfície sobre o que viu e por onde entrou, garanto que pouco tempo viverá, por inoculação psíquica poderosa projectada nesse palrador indiscreto, ou, se o seu karma não for dos piores, perderá a voz, a visão e a locomoção. E quem for à procura dessa entrada para os Mundos Subterrâneos, provavelmente não encontrará coisa alguma, muito pelo contrário, poderá encontrar as coisas mais banais possíveis. Fenómeno de Maya-Vada em plena acção...

Por isso, só os Iniciados verdadeiros, por sua condição e disposição psicológica, são os únicos preferidos pelos Badagas, podendo, no entanto, ocorrerem transgressões mesmo entre eles, geralmente por sua piedade dos homens, e então a fúria Sedote não lhes deixará lugar para escaparem à transgressão!... Significa isso que – o dever me obriga a dizer para “separar a verdade da mentira, o real do irreal” – quantos por todo este mundo falam das suas viagens e relações íntimas com os Mundos Subterrâneos, com os Mahatmas, etc., etc., etc., e por muito carisma social que acaso possam ter, são, pura e simplesmente, alucinados fantasistas, cujo oco cerebral, afinal de contas, é o único “mundo subterrâneo” que visitam. Fixe-se bem: ninguém entra em casa alheia sem ser convidado e, sobretudo, só QUANDO O DISCÍPULO ESTÁ PRONTO O MESTRE APARECE!

Apesar de tudo, há excepções: uma a dos Vimanas aparecerem um pouco por toda a parte, vindos de “nenhures” e desaparecendo “algures”, para provarem visível e tangivelmente que a Humanidade não está só e que «há mais mistérios na Terra do que a vã filosofia humana concebe». Portanto, apresentam-se para que a Humanidade reflicta sobre isso, e aos poucos se prepare para receber em seu meio esses “Sinais dos Céus”, ou como dizia o Rei do Mundo em sua Profecia" em sua Profecia : «...Então Eu enviarei sobre a Terra os Povos de Agharta...». Outra, a de humanos de credibilidade universal visitarem esse Mundo Subterrâneo e o anunciarem, só se lembrando do mínimo indispensável ocorrido com eles, de maneira a passarem a mensagem de que há “outra Humanidade” nesta Terra.

Antecipando essa visita e desaparecendo para sempre do palco da superfície pela floresta amazónica, está o coronel Percy Fawcett. Fazendo essa visita pelo Pólo e voltando, está o almirante Richard Bird. Também Blavatsky, Ossendowsky e Roso de Luna visitaram, como INICIADOS, esse Mundo Proibido, e por isso, ao falarem dele, baralharam propositadamente todas as informações que nos dispuseram, e só as divulgaram pelo mesmo motivo dos outros: proclamarem que o Paraíso Terreal não morreu, antes desapareceu da vista dos homens.

Houve uma excepção a toda a regra: Henrique José de Souza. BRASILEIRO de descendência LUSITANA, foi preparado desde a origem para falar por enigmas ou genericamente do Mundo Aghartino em conversas e textos públicos, e preparado desde a origem para falar sem enigmas e detalhadamente do Mundo Aghartino a uma escassa minoria de Iniciados desde há muitas vidas, para prepararem o Advento do Avatara de Aquarius e com Ele a Exteriorização da Hierarquia Branca do Seio da Terra.

Esses Iniciados é que deveriam seleccionar ou arregimentar as diversas Mónadas humanas mais amadurecidas que viriam a perfilar-se na classe dos Makaras e Assuras na cúspide ou Câmara Interna dos vários Institutos que J.H.S. fundou indo desfechar na Sociedade Teosófica Brasileira. Por seu turno, essas “Mónadas amadurecidas” tinham a missão de arregimentar para as suas fileiras outras tantas Mónadas humanas, quiçá menos amadurecidas que elas mas já despertas para a vivência espiritual.

Posso, pois, considerar J.H.S. um Privilegiado dos Mestres e o Arauto mais próximo do CRISTO UNIVERSAL, tanto em pensamento como em tempo antecedendo a Sua vinda. É a única excepção que conheço, tanto que este Homem sintetizou em sua vida todo o Pensamento e Obra da Excelsa Fraternidade Branca. Mas esse mistério de toda a sua vida era para ser conhecido só por alguns, e não por todos que, obviamente despreparados, cairiam inevitavelmente no crencismo cego e no pietismo emocional, deitando por terra todo um Projecto Avatárico. Ao despedir-se dos seus discípulos em São Lourenço" em São Lourenço , na Vila Helena, em Julho de 1963, a caminho da capital paulista, de onde não mais voltaria com vida, a todos J.H.S. advertiu:

«Mudanças radicais se darão na Terra em pouco tempo e mesmo aqui, em São Lourenço. Breve" em São Lourenço. Breve não mais reconhecereis esta cidade. Nosso trabalho foi vitorioso, em sua estrutura interna. Vosso trabalho é apenas difundir e construir externamente. Contar ao nosso país e ao mundo o que vistes, ouvistes, aprendestes. Não 12 discípulos apenas, mas número muito maior, com a missão de divulgadores da Era de Aquário, em que um Ser Integral, representando o verdadeiro valor humano, virá ao mundo. Ser que conhecemos pelo nome de AVATARA MAITREYA, mas que terá um nome bem dentro da sagrada língua portuguesa.«Ser que encerrará em si próprio o Amor da Mãe, a Sabedoria do Pai, a Omnipotência do Eterno, palavras ainda incompreensíveis.

«Ser que, nascido a 24 de Fevereiro de 1949, trará para a Terra, renascida das cinzas, a Idade de Paz, de Felicidade, tão desejada e profetizada desde há longos séculos, como a Idade de Ouro.»

Fonte:
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OBJETO VOADOR NÃO IDENTIFICADO - RAQUEL DE QUEIROZ

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Objeto Voador Não Identificado

Hoje não vou fazer uma crônica como as de todo dia; hoje, quero apenas dar um depoimento.

Deixem-me afirmar, de saída, que nestas linhas abaixo não digo uma letra que não seja estritamente a verdade,
só a verdade, nada mais que a verdade, como um depoimento em Juízo, sob juramento.

Por Rachel de Queiroz
(Última página) 1970

Rachel de Queiróz: 'Não tem nada comigo, nem com o meu temperamento, com minhas crenças e descrenças. Isso de ontem EU VI'.

Escrevo do sertão, onde vim passar férias. E o fato que vou contar aconteceu ontem, dia 13 de maio de 1960, na minha fazenda "Não me Deixes", Distrito de Daniel de Queiroz, município de Quixadá, Ceará.

Seriam seis e meia da tarde; aqui o crepúsculo é cedo e rápido, e já escurecera de todo. A Lua iria nascer bem mais tarde e o céu estava cheio de estrelas.

Minha tia Arcelina viera da sua fazenda Guanabara fazer-me uma visita, e nós conversávamos as duas na sala de jantar, quando um grito de meu marido nos chamou ao alpendre, onde ele estava com alguns homens da fazenda. Todos olhavam o céu.

Em direção norte, quase noroeste, a umas duas braças acima da linha do horizonte, uma luz brilhava como uma estrela grande, talvez um pouco menos clara do que Vésper, e a sua luz era alaranjada. Era essa luz cercada por uma espécie de halo luminoso e nevoento, como uma nuvem transparente iluminada, de forma circular, do tamanho daquela "lagoa" que ás vezes cerca a Lua.

E aquela luz com o seu halo se deslocava horizontalmente, em sentido do leste, ora em incrível velocidade, ora mais devagar. Às vezes mesmo se detinha; também o seu clarão variava, ora forte e alongado como essas estrelas de Natal das gravuras, ora quase sumia, ficando reduzido apenas à grande bola fosca, nevoenta. E essas variações de tamanho e intensidade luminosa se sucediam de acordo com os movimentos do objeto na sua caprichosa aproximação. Mas nunca deixou a horizontal. Desse modo andou ele pelo céu durante uns dez minutos ou mais. Tinha percorrido um bom quarto do círculo total do horizonte, sempre na direção do nascente; e já estava francamente a nordeste, quando embicou para a frente, para o norte, e bruscamente sumiu, - assim como quem apaga um comutador elétrico.

Esperamos um pouco para ver se voltava. Não voltou. Corremos, então, ao relógio: eram seis e três quartos, ou seja, 18h45.

* * *

Pelo menos umas vinte pessoas estavam conosco, no terreiro da fazenda, e todas viram o que nós vimos. Trabalhadores que chegaram para o serviço, hoje pela manhã, e que moram a alguns quilômetros de distância, nos vem contar a mesma coisa.

Afirmam alguns deles que já viram esse mesmo corpo luminoso a brilhar no céu, outras vezes, - nos falam em quatro vezes. Dizem que nessas aparições a luz se aproximou muito mais, ficando muito maior. Dizem, também, que essa luz aparece em janeiro e em maio - talvez porque nesses meses estão mais atentos ao céu, esperando as chuvas de começo e de fim de inverno.

* * *

Que coisa seria essa que ontem andava pelo céu, com a sua luz e o seu halo? Acho que, para a definir, o melhor é recorrer à expressão já cautelosamente oficializada: objeto voador não identificado. Mas, não afirmo. Porém, isso ele era. Não era uma estrela cadente, não era avião, não, de maneira, nenhuma coisa da Natureza - com aquela deliberação no vôo, com aqueles caprichos de parada e corrida, com aquele jeito de ficar peneirando no céu, como uma ave. Não, dentro daquilo, animando aquilo, havia uma coisa viva, consciente.

E não fazia ruído nenhum.

* * *

Poderia recolher os testemunhos dos vizinhos que estão acorrendo a contar o que assistiram: o mesmo que nós vimos aqui em casa. A bola enevoada feito uma lua, e no meio dela uma luz forte, uma espécie de núcleo, que aumentava e diminuía, correndo sempre na horizontal, e do poente para o nascente.

Muita gente está assombrada. Um parente meu conta que precisou acalmar energicamente as mulheres que aos gritos de "Meu Jesus, misericórdia!" caíam de joelhos no chão, chorando. Sim, em redor de muitas léguas daqui, creio que se podem colher muitíssimos testemunhos. Centenas, talvez.

Mas faço questão de não afirmar nada por ouvir dizer. Dou apenas o meu testemunho. Não é imaginação, não é nervoso, não são coisas do chamado "temperamento artístico". Sou uma mulher calma, céptica, com lamentável tendência para o materialismo e o lado positivo das coisas. Sempre me queixo da minha falta de imaginação. Ah, tivesse eu imaginação, poderia talvez ser realmente uma romancista. Mas o caso de ontem não tem nada comigo, nem com o meu temperamento, com minhas crenças e descrenças. Isso de ontem EU VI.

* Rachel de Queiróz (já falecida) é uma consagrada escritora brasileira.

- Foto: Arquivo VF.

- Colaborou: J.J. Carvalho (BA).

- Produção: Pepe Chaves.

http://www.viafanzine.jor.br:80/site_vf/ufovia/casos_nordeste.htm

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publicado por conspiratio às 15:40
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Segunda-feira, 1 de Dezembro de 2008

DADI JANKI, A MENTE MAIS ESTÁVEL DO MUNDO

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Dadi Janki, Pintura de Diana Vandenberg



Uma ioguina indiana, Dadi Janki, de 86 anos, foi considerada pelo Instituto de Pesquisa Médica e Cientifica da Universidade do Texas, como a “mente mais estável do mundo”, porque mesmo testada em situações tensas e perigosas, seu eletroencefalograma marcou a presença constante de ondas delta, as ondas mais positivas e lentas produzidas pela atividade cerebral. Ela recebeu da ONU o título, muito raro de ser concedido, de Guardiã do Planeta, por seu trabalho em prol de mentes mais livres e pacíficas.



Quando lhe perguntaram, em sua visita a São Paulo, a receita de uma mente tão tranqüila e sem pesos, ela respondeu:


“Muito amor no coração por todos e nenhum apego por ninguém, tentar não prejudicar pessoa alguma minimamente e eliminar da mente qualquer pensamento negativo, fazendo um exercício diário e ter a certeza de que não estamos aqui à-toa, mas para cumprir o destino da evolução. Que somos caminhantes, sem dependências ou estabilidades. Quem não percebe isso se torna escravo do desnecessário e polui a mente”.
***


http://vidasimples.abril.com.br/subhomes/gente/gente_234955.shtml


Em 1978, Dadi Janki foi submetida a um teste na Universidade do Texas, nos Estados Unidos, quando então se tornou conhecida como "a mente mais estável do mundo" (suas ondas cerebrais não se alteram mesmo em situações extremas). "A maravilha é que, mesmo não entendendo inglês, consegui dar as respostas certas", diz. Hoje, aos 86 anos, 60 deles dedicados ao estudo espiritual e à prática da meditação, Dadi é só tranqüilidade e paz. Co-diretora mundial da Brahma Kumaris - universidade espiritual com sede na Índia e mais de 5 mil centros pelo mundo -, integrante do grupo Guardiões da Sabedoria e criadora da Fundação Janki de Pesquisas para Saúde Global, em Londres, ela nos recebeu vestindo branco por dentro e por fora, sem solenidades, sem as vaidades comuns à maioria das mulheres. Seu discurso encanta pela pureza e ensina que as mudanças possíveis ao mundo começam no coração de cada pessoa.
*
Por que tanta gente está buscando uma vida simples? Vivemos com muitas demandas de consumo.
Eu quero isto, eu quero aquilo, aquilo outro e assim por diante. E todo mundo tem muitas demandas e expectativas. Se vivemos ao sabor das demandas externas, tudo o que conseguimos ver em termos de reconhecimento da personalidade humana é o que aparece na superfície, o que é artificial. E vida simples significa vida real. Algumas pessoas pensam que a necessidade da vida é possuir coisas, quando, na verdade, o que realmente importa é possuir valores espirituais. Portanto, quando reafirmamos nossa vida em propósitos de paz, felicidade e amor, caminhamos para a felicidade verdadeira. A conquista de uma vida simples permite que a espiritualidade se desenvolva facilmente. E espiritualidade significa eu usar o meu tempo, o meu dinheiro e a minha energia no caminho do bem.
*
E de que maneira podemos seguir esse caminho na prática, levando em conta as dificuldades do dia-a-dia?
Existem três aspectos importantes para o entendimento do que proponho aqui, do que estamos levando adiante com o conhecimento. O primeiro passo é empreender a busca, porque quando faço isso reconheço os territórios internos, em termos de qualidade dos pensamentos, e entendo o que pode ser feito para mudar. Segundo, tenho de conhecer a Deus, ser capaz de ter um relacionamento com o divino, de maneira a estar pronto para receber de Deus o tesouro da paz. Terceiro, eu também preciso entender os movimentos de calma e de ação, assim como o curso e os efeitos de minhas ações. Se eu puder entender essas três coisas, então certamente terei paz verdadeira.
*
A senhora vive com pouco?
Posso viver muito bem com três conjuntos de roupas: uma para tudo, outra para alternar na lavagem, uma terceira guardada. Às vezes, quando visito alguém, as pessoas me chamam para mostrar o número de roupas que elas têm, a quantidade de sapatos, as jóias. Eu sinto compaixão por elas, porque seu intelecto certamente está disperso. Todos esses apelos externos nos distraem do real propósito da vida.
*
Essa desconexão com o real complica também nossos relacionamentos?
Sim, as demandas externas distanciam as pessoas do que entendemos como qualidade em um relacionamento. É o que deteriora a família, as amizades, e consagra o egoísmo no lugar da verdade. Quando, enfim, complicamos muito a vida, fica difícil tomarmos conta de nós mesmos e, mais ainda, não há como cuidar devidamente de nossos relacionamentos. Bem, eu posso mostrar, com a minha vida, de que maneira é possível alcançar a felicidade e, assim, os outros têm uma referência de como conseguir isso também. Com uma vida simples, posso dar atenção aos outros, cooperar com os outros, porque quando meu coração é honesto, ele se torna grande, generoso.
*
É possível manter-se centrado mesmo com o turbilhão de informações produzido por jornais, revistas e televisão?
Eu prefiro viver longe desse fluxo. Porque, se sabe, isso acaba virando um vício. As pessoas acreditam que, lendo jornais ou assistindo TV, estejam apenas buscando informações sobre o que acontece no mundo. Mas, na verdade, tudo isso produz uma grande quantidade de distrações. O cinema, da mesma forma, difunde muitos e muitos maus hábitos. Assim, fica muito difícil, por exemplo, manter uma vida mais contemplativa, pautada na prática da meditação. A natureza humana é muito suscetível. Somos freqüentemente afetados pelo mal. E quase sempre a influência do mal ocorre de maneira muito rápida. Se eu, de fato, quiser me tornar um ser humano em sua plenitude, se esse é meu propósito, devo procurar caminhos diferentes, que não me façam perder tempo e energia.
*
Idéias assim são sempre muito inspiradoras. Mas parece um tanto difícil conseguir isso.
A verdade é que há muitos males no mundo de hoje e creio que é mesmo hora de pararmos com isso. Eu tenho o alegre objetivo de, primeiro, fazer da minha vida uma boa vida e manter a mim mesma livre de todas as influências de negatividade do mundo. E há muitas pessoas criando uma vida boa como esta. Gente do mundo todo está reconhecendo que é por meio da espiritualidade que se pode alcançar uma vida plena.
*
Vivemos tempos um tanto incertos. Podemos acreditar num bom destino para a humanidade?
Sim, eu acredito que o futuro será bom. Há pessoas buscando uma vida sensata, uma vida simples, e elas servirão de inspiração para os outros, em favor do mundo. E tudo o que é exigido é uma transformação interna, de maneira que possamos ter bons sentimentos, sem nos colocarmos negativamente contra quem quer que seja. Basta que não tenhamos maus sentimentos, que exercitemos a aceitação dos outros, disseminando paz e felicidade.
*
É preciso tornar-se um iogue para incorporar essa atitude?
Não necessariamente. Todos aqueles que, através da observação contínua de si mesmos, e através da meditação, experienciam um relacionamento autêntico com Deus, podem se tornar as estrelas brilhantes que iluminam o mundo. Eu acredito que se todos seguirmos juntos assim, poderemos criar o céu aqui na Terra. Mas, primeiro, teremos de criar o céu em nossas mentes. Porque tudo o que acontece neste mundo começa antes no coração dos homens.
.
publicado por conspiratio às 20:29
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