Quinta-feira, 30 de Outubro de 2008

APOLÔNIO DE TIANA

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APOLÔNIO DE TIANA

Taumaturgo e filósofo neopitagórico, Apolônio de Tiana nasceu na Capadócia, região da Ásia menor, atualmente situada na Turquia, por volta do ano 4 a.C. Sua extraordinária vida ficou conhecida devido às anotações feitas por seu discípulo Dâmis, depois encampadas e copiadas pelo historiador grego Flávio Filóstrato, que redigiu a biografia de Apolônio na obra “De Vita Apollonii”.

Este relato descreve as incríveis peripécias de Apolônio, sua grande sabedoria e suas curas, seu poder de reviver os mortos e outros fatos extraordinários, numa inacreditável semelhança com a vida de Jesus, fato que pode ter influenciado bastante a Igreja Cristã em sua tentativa de obscurecer ao público a existência de tão importante personagem, ao ponto de usar tudo o seu poder para expurgar Apolônio de Tiana da História, e considerá-lo até mesmo “instrumento de Satanás”, dezessete séculos depois.

A semelhança entre Apolônio e Jesus não é incomum, pois as biografias de muitos mestres apresentam notáveis semelhanças. Jâmblico escreveu uma vida de Pitágoras com espantosas semelhanças com a vida de Jesus. A comparação entre os grandes iniciados da humanidade é inútil e sem propósito. Um mestre jamais é igual a outro, embora suas vidas públicas possam se confundir: Deus jamais se repete e cada iniciado é único, não existindo o maior ou o melhor. A tendência, intolerante e fanática, de atribuir-se a Jesus a exclusividade divina, ou de considerar a Maomé como o único profeta, revela uma miopia espiritual, um obscurantismo secular que infelizmente ainda perdura nos dias de hoje, e tem em Apolônio de Tiana um de seus maiores exemplos.

Apolônio viajou por diversos países, seguindo a mesma rota que Pitágoras havia usado para chegar à Índia. Em Nínive conheceu a Dâmis, que se tornou ao mesmo tempo seu guia e seu aluno. Percorreram então o Nepal e o Tibete onde conseguiram chegar à “Mansão dos Sábios”, reduto onde a tradição oriental diz morarem os iniciados da humanidade.

Para ali chegarem, passaram por lugares encantados, onde a própria paisagem parecia se mover. Este fenômeno de ilusão (maya) é a arma usada pelos sábios para evitarem os intrusos. Estas cidades “jinas”, disfarçadas pela ilusão ambiental, foram magnificamente descritas pelo teósofo Mario Roso de Luna, e guardam os segredos das fraternidades brancas do mundo, dos grupos esotéricos e do reinado invisível exercido por Shambala, a morada dos imortais.

Neste fabuloso lugar, Apolônio é apresentado a Hiarchas, o rei dos sábios. Dâmis descreve que os moradores deste local “viviam ao mesmo tempo na Terra e além dela”, e consideravam o universo como criatura vivente. Conheciam a energia solar e incumbiram Apolônio de enterrar talismãs em certos lugares do planeta e lutar contra a tirania de Roma.

De volta à Itália, Apolônio foi admoestado pelas autoridades romanas e manifestou desprezo por Nero. Levado ao tribunal, nada pôde ser provado contra ele, pois o manuscrito da acusação tornou-se de repente virgem!

No reinado de Vespasiano, Apolônio foi tão apreciado que foi nomeado conselheiro do imperador. Mas quando em 81 d.C. assumiu Domiciano, o último dos doze Cézares, reiniciaram-se as perseguições e o clima de terror. Mais uma vez Apolônio de Tiana desrespeitou o imperador, e, um dia, desafiando-o abertamente, disse-lhe: “Tu podes apoderar-te do meu corpo, mas não da alma.” E acrescentou: “E mesmo do corpo, não te apoderarás! ” Depois destas palavras, desapareceu do tribunal, diante de milhares de cidadãos!

Ante tal demonstração, o governo imperial decidiu prudentemente ignorá-lo, a fim de não provocar a revolta de seus inúmeros simpatizantes. Mas em 96, quando dava uma conferência em Éfeso a milhares de pessoas, Apolônio viu como assassinaram em Roma o imperador Domiciano, e comunicou o fato naquele mesmo momento a toda a cidade. Sua missão estava completa, pois após a morte do tirano, assumiram sucessivamente cinco bons imperadores: Nerva, Trajano, Adriano, Antonino e Marco Aurélio.

Seu nome significa “Sol no Céu”, o mesmo que Jesus em hebreu.

Fonte: Os Mestres na Terra, de Sérgio de Souza Carvalho , Hemus.


APOLLONIUS TYANAEUS


http://pt.wikipedia.org/wiki/Apol%C3%B4nio_de_Tiana

http://www.theosophical.ca/theosophical.ws/Portuguese/ApolonioDeTiana.htm
http://www.levir.com.br/teosofia/inst-008.php

http://evelyntorrence.com/byme/apollonius.html

http://www.cabala.superquinze.com.br/apolonio.html

http://www.imagick.org.br/pagmag/turma2/apolon.html

http://www.oarquivista.com/htdocs/O_Arquivista_37/Apolonio.html

http://www.apollonius.net/


Filme: OS RIVAIS DE JESUS

http://uk.youtube.com/watch?v=TVt7ynlNOMA

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Terça-feira, 28 de Outubro de 2008

LUZES SOBRE PHOENIX (1997-2007)

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Luzes sobre Phoenix (1997-2007)

http://www.ufopt.com/index.php?option=com_content&task=view&id=68&Itemid=1



Situado no Estado do Arizona, esta cidade com 1.461.575 habitantes tem sido um dos maiores hotspot OVNI da ultima década. Tendo começado com o tão afamado caso de “Luzes sobre Phoenix” em 13 de Março de 1997, desde então que os céus desta cidade do Continente Americano têm sido alvo de interesse de populares e especialistas interessados pelo fenómeno.
(ler mais)


Para alguns este caso resume-se simplesmente à explicação dada posteriormente pelos militares, de que as luzes que foram vistas durante essa noite não passaram de “military flaires” (foguetes de sinalização usados pelo exercito). No entanto para que esta explicação fosse a solução para os acontecimentos ocorridos durante essa noite, teríamos que nos cingir simplesmente às luzes observadas sobre a cidade e ignorar todos os acontecimentos que antecederam essas horas.
Acontecimentos esses que incluem o avistamento e registo em vídeo de “esferas de luz”, depoimentos de famílias e membros da policia sobre uma enorme formação de luzes em forma de V, movimentação a alta velocidade de “estruturas” em forma triangular, contacto visual da torre de controlo do Aeroporto com o objecto, sem contudo aparecer qualquer registo nos radares, testemunhas que avistaram aviões militares a descolar e a dirigirem-se em direcção ao(s) objecto(s), tendo inclusivamente interceptado um deles, bem como outra série de acontecimentos que marcaram essa noite.


Com o passar dos anos outros avistamentos e registo em vídeo/fotografia têm sido feitos, mas não em tão grande escala como o de 1997, contudo curiosamente passados quase 10 anos do acontecimento principal as “Luzes de Phoenix” regressaram. O acontecimento teve lugar no dia 07 do passado mês de Fevereiro e uma vez mais deixou em alvoroço as populações locais, as chamadas de pânico e pedidos de ajuda acenderam as linhas telefónicas como se fossem pinheiros de Natal. Mas desta vez as imagens foram obtidas em directo a partir de um helicóptero do canal 10 da FOX NEWS no Arizona ([US] Phoenix Lights 2007 - FOX NEWS 10).

Uma vez mais a explicação oficial foi a do uso de foguetes de sinalização, no entanto a explicação não agradou a todos. Diversas pessoas, incluindo militares de diversas facções dizem que nunca poderiam ser esses foguetes e justificam porquê. A explicação dada baseou-se nos treinos efectuados regularmente já num período com algumas semanas, no entanto só nesse dia foram observadas as luzes. E uma vez mais os argumentos utilizados em prol da teoria dos foguetes é pouco consistente e em alguns testemunhos, algo contraditória.

Para comemorar o 10º aniversário do acontecimento que terá lugar no próximo mês, está-se a preparar a divulgação de alguns vídeos que segundo a estação de Noticias NEWS ROOM 3 ([US] Phoenix 2007 Lights Explained - NEWS ROOM 3), não foram divulgados e que muitas pessoas desconhecem. Estaremos perante uma revelação, ou tudo não passa de mais uma manobra de marketing sensacionalista para ganhar audiências? Revelar vídeos passados 10 anos de um acontecimento tem sempre algo que se lhe diga, no entanto o facto de tal data se aproximar e de haver interesse na recolha de imagens, ou de testemunhos de pessoas que ganharam coragem o fazer sem ter medo de ser considerado mais um “doidinho” também pode ser uma forte razão.

O que se passa então nos céus de Phoenix? Será que uns simples foguetes de sinalização iludiram uma cidade inteira, incluindo militares e profissionais de diversas áreas com capacidade para distinguir uma coisa da outra? Será que o governo está a tentar encobrir os acontecimentos porque se tratam de mais um MOGUL (Projecto MOGUL)? Ou será que realmente os “homenzinhos verdes” decidiram fazer uma visita à cidade de Phoenix?

Estes acontecimentos bem como as diversas explicações, complementos e análises relacionados com os avistamentos em Phoenix serão aprofundados e “ilustrados” num artigo numa próxima edição da revista UFOPT Magazine.


FILME NO YOUTUBE:

As Luzes de Phoenix 1
http://br.youtube.com/watch?v=qg8WlC4vqR4&eurl=http://projeto2012.wordpress.com/2008/10/04/as-luzes-de-phoenix-a-maior-aparicao-publica-dos-ovnis-3/

As Luzes de Phoenix 2
http://br.youtube.com/watch?v=YUTjZypZ-R4&feature=related

As Luzes de Phoenix 3
http://br.youtube.com/watch?v=jGFGkmQxIC4&feature=related

As Luzes de Phoenix 4
http://br.youtube.com/watch?v=icahnqUE4QY&feature=related

As Luzes de Phoenix 5
http://br.youtube.com/watch?v=U309JisXEDY

As Luzes de Phoenix 6
http://br.youtube.com/watch?v=s2UUo-yvfI8&NR=1

As Luzes de Phoenix 7
http://br.youtube.com/watch?v=pniew_nhclY&feature=related

As Luzes de Phoenix 8
http://br.youtube.com/watch?v=7uczQG6g2YU&feature=related

As Luzes de Phoenix 9
http://br.youtube.com/watch?v=CfYzdl_TGbY&feature=related

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Sábado, 25 de Outubro de 2008

A NEUROCIENTISTA QUE CUROU SEU PRÓPRIO CÉREBRO

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AMARÍLIS LAGE
da Folha de são Paulo


Às 7h de uma manhã de inverno, Jill Bolte Taylor acordou com uma forte dor de cabeça. A luz do sol ofuscava seus olhos. Ao ir até o banheiro, notou certa dificuldade para se equilibrar. Além disso, seu raciocínio estava confuso. Ainda assim, conseguiu tomar banho e se vestir. Só quando seu braço direito ficou paralisado, entendeu: estava tendo um derrame.

Neuroanatomista do Banco de Cérebros de Harvard, Jill passou as quatro horas seguintes observando a própria deterioração cerebral. O processo afetou linguagem, memória e movimentos -e a levou ao "nirvana". Era dia 10 de dezembro de 1996, e Jill tinha 37 anos. Neste ano, ela galgou a lista de mais vendidos nos EUA com o relato de sua recuperação -"A Cientista que Curou Seu Próprio Cérebro" (Ediouro).

O nirvana de Jill decorreu de especificidades de seu AVC (acidente vascular cerebral). Ela teve uma hemorragia no lado esquerdo do cérebro, ligado ao raciocínio lógico. Com o dano, prevaleceu o lado direito, mais abstrato e emocional. O resultado, conta, foi a suspensão da noção de tempo e a sensação de união com o universo.

Nesse ínterim, teve algumas "ondas de clareza". Numa delas, lembrou o telefone da mãe, mas não quis preocupá-la. Então ficou esperando outra "onda" que lhe permitisse lembrar o telefone do trabalho. Quando conseguiu ligar, descobriu que não sabia mais falar. Por sorte, reconheceram sua voz.

"Não senti medo", disse Jill à Folha. "Eu era uma cientista vendo meu cérebro avançar nesse processo incrível de deterioração e não previ que ficaria tão doente. E, quando chegou a hora em que eu poderia morrer, senti uma profunda paz."

A sensação era tão prazerosa que ela diz ter se questionado sobre o benefício da recuperação -o simples ato de ligar uma palavra à imagem mental certa levava horas e a deixava esgotada. O que a motivou a deixar a "divina serenidade" e encarar a reabilitação foi o desejo de ensinar aos outros como atingir a mesma tranqüilidade.

O que Jill propõe é uma forma de aquietar o lado esquerdo do cérebro para aproveitar as vantagens do lado direito.

Uma de suas estratégias consiste em focar a atenção em aspectos sensoriais (como aromas e sons) para se prender ao presente. Outra dica é orar e meditar. No livro, Jill cita um estudo que relaciona a neuroanatomia a experiências espirituais. A pesquisa avaliou praticantes de meditação e freiras e constatou que essas práticas reduziam a atividade de certas áreas do lado esquerdo.

"Nossa habilidade de experimentar a religião e a fé é baseada no cérebro. Quando os neurônios são ativados ou inibidos, experimentamos a união com algo maior", afirma Jill.


Críticas


Pelo tom de auto-ajuda, o discurso atrai críticas. "Há cientistas com a cabeça fechada que estão interessados em discutir a ciência no livro, mas não há uma ciência nova lá. Só uma vivência que condensa o que já se sabe", diz Jill.

Para ela, um dos melhores "remédios" foi o sono. Nas primeiras semanas após o AVC, sua rotina consistia em dormir por seis horas, passar 20 minutos acordada, tentando alcançar algum avanço cognitivo ou físico, e dormir de novo.

Ela também destaca o estímulo que recebeu da mãe nas atividades do dia-a-dia: perguntas cujas respostas eram "sim" ou "não" foram substituídas por questões de múltipla escolha, para que a filha precisasse elaborar uma resposta. "Embora saibamos muito sobre o cérebro, acho que temos um trabalho relativamente pobre na reabilitação cerebral", afirma Jill. "Não honramos o poder curativo do sono. Nos EUA, é comum acordar os pacientes cedo, dar-lhes anfetaminas e empurrá-los para um local repleto de estímulos, com TV ou rádio ligados. Meu cérebro queria dormir justamente para não ter de processar a estimulação excessiva."

Outro erro comum, a seu ver, consiste em dizer aos pacientes que a recuperação pára após os primeiros seis meses. Jill só voltou a fazer operações matemáticas, por exemplo, cinco anos após o trauma.

Hoje, ela dá aulas de neuroanatomia na Universidade Indiana e retomou uma atividade: a de "cientista cantora". A alcunha surgiu quando Jill iniciou uma campanha em prol da doação de cérebros para pesquisa. Como o tema deixava as pessoas tensas, ela tentava descontraí-las passando a mensagem por meio de músicas.

Seu interesse sobre o cérebro tem uma origem familiar. Com um irmão portador de esquizofrenia, ela queria entender como ele pensava. Acabou entendendo mais sobre si mesma.



http://www1.folha.uol.com.br/fsp/saude/sd1910200801.htm
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Palestra no Youtube:
http://br.youtube.com/watch?v=m0O0Il8Vn_g
http://br.youtube.com/watch?v=thWwpYNN3-A&feature=related
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http://somostodosum.ig.com.br/blog/blog.asp?id=9611
Recuperação após o derrame
10/12/1996
Jill sofre um AVC.
17 Dias
Submete-se a uma cirurgia, que tira um coágulo do tamanho de uma bola de golfe.
5 Semanas
Recupera o diálogo interno – a capacidade de “ouvir” os próprios pensamentos.
3 Meses
Volta a dirigir.
4 Meses
Consegue dar uma palestra de 20 minutos, que havia sido agendada antes do derrame. Para isso, estuda vídeos antigos de suas próprias palestras de passa um mês treinando.
2 Anos
Tenta reconstruir as lembranças relativas à manhã do AVC. É encontrada pelo Rose Hulman Institute of Technology, em Indiana, para lecionar nos cursos de anatomia e fisiologia e de neurociência.
3 Anos
Volta a jogar paciência.
4 Anos
Após quatro anos andando 5km por dia, com pesos nas mãos, consegue caminhar com um ritmo estável. Recupera a capacidade fazer operações matemáticas simples, como somar, subtrair e multiplicar.Consegue realizar tarefas simultâneas, como falar ao telefone e cozinhar ao mesmo tempo.
5 Anos
Consegue realizar contas matemáticas de divisão.
Ao final do ano, consegue pular de pedra em pedra na praia sem olhar para onde os pés aterrizam.
6 Anos
Alcança uma meta antiga: ter energia suficiente para subir os degraus das escadas de dois em dois.
7 Anos
Começa a dar aulas no Departamento de Cinesiologia da Universidade Indiana.
Reduz a necessidade de sono noturno de 11 horas para 9 horas e meia.
Volta a ter sonhos com estrutura narrativa.
8 Anos
Experimenta uma mudança na percepção do próprio corpo. “ Embora tenha comemorado voltar a ser alguém sólido, senti falta de me perceber como fluido. Sinto falta da lembrança constante de que somos todos um”.
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"De repente o meu hemisfério esquerdo voltou e me disse: “Hey, nós temos um problema, nós temos um problema, nós precisamos buscar ajuda” e era como, OK, OK, eu tenho um problema, mas eu voltava a essa consciência que eu carinhosamente dei o nome de La La Land, e era lindo lá. Imagine estar completamente desconectado das informações no seu cérebro que te conectam com o mundo exterior.
Então aqui estou nesse espaço e não existe nenhuma preocupação comigo, com o meu trabalho, tudo sumiu e eu me senti mais leve no meu corpo e imagine todos as suas relações com o mundo exterior e as várias preocupações relacionadas com elas, tudo tinha desaparecido. Senti uma sensação de paz e imagine o que seria sentir perder 37 anos de bagagem emocional! Senti euforia. Euforia é maravilhoso – e então meu hemisfério esquerdo voltou e disse: “Hey, você precisa prestar atenção, precisamos encontrar ajuda” e pensei “Vou conseguir ajuda, vou focar nisso” Saí do chuveiro, me vesti e andando pelo meu apartamento estava pensando “Eu preciso ir trabalhar, preciso ir trabalhar. Eu consigo dirigir? Eu consigo dirigir?”
Foi nesse momento que meu braço direito ficou paralisado e pensei “O meu Deus! Estou tendo um derrame! Estou tendo um derrame!” e a próxima coisa que meu cérebro me disse foi “Nossa! Isso é legal, isso é legal. Quantos neurocientistas têm a oportunidade de estudar seu próprio cérebro do lado de dentro?”
Mas veio algo em minha mente: “Sou uma mulher ocupada. Não tenho tempo para um derrame!” e era como eu me dissesse: “OK, eu não posso parar o derrame então vou fazer isso por uma semana ou duas e voltar a minha rotina”
Ela contou essa história toda num livro, o My Stroke of Insight: A Brain Scientist’s Personal Journey, que acaba de ser lançado aqui nos EUA e eu estou louca pra ler. Já disse que adoro ler sobre neurologia, né? tenho todos os livros do Oliver Sacks, quem quiser experimentar, eu sugiro começar pelo Homem que Confundiu sua Mulher com um Chapéu. Ótimo.
Recebido de: Thelma BuenoTradução e Legendas do vídeo:
Nayara Alves e Atílio Baroni
Texto do blog: http://sindromedeestocolmo.com/
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Mais em:
http://pistasdocaminho.blogspot.com/2009/02/cientista-que-curou-o-proprio-cerebro.html
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Jill Bolt Taylor em entrevista ao Milênio
O cérebro humano tem a capacidade de se recuperar e de encontrar a felicidade. Essa é a lição de Jill Taylor, autora do livro "A Cientista que Curou o Próprio Cérebro", após ter um derrame.
http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM979581-7823-O+POTENCIAL+DO+CEREBRO,00.html
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Auto-hemoterapia e AVC - acidente vascular cerebral
http://www.youtube.com/watch?v=nNmubk3gP5c
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Sexta-feira, 17 de Outubro de 2008

CODEX ALIMENTARIUS: A DITADURA ENTRANDO EM SUA VIDA PELA COZINHA

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CODEX Alimentarius: os últimos dias de liberdade na saúde?A partir de 01 de Janeiro de 2010 entra em vigor o polêmico Codex Alimentarius. Mas você não sabe exatamente o que é isso, pois não?... Pois é exatamente o que eles querem!

O Codex Alimentarius é um Programa Conjunto da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação - FAO e da Organização Mundial da Saúde - OMS. Trata-se de um fórum internacional de normalização sobre alimentos - sejam estes processados, semiprocessados ou crus - criado em 1962, e suas normas têm como finalidade "proteger a saúde da população", assegurando práticas equitativas no comércio e manuseio regional e internacional de alimentos. Sua influência se estende a todos os continentes e seu impacto na saúde dos consumidores e nas práticas do comércio de alimentos em todo o planeta será incalculável.

As normas Codex abrangem ainda aspectos de higiene e propriedades nutricionais dos alimentos, código de prática e normas de aditivos alimentares, pesticidas e resíduos de medicamentos veterinários, substâncias contaminantes, rotulagem, classificação, métodos de amostragem e análise de riscos.

Olhado assim, na versão oficial (exceto as aspas), parece uma coisa boa, certo? Bem, não exatamente... e, na verdade o Codex é olhado com total "desconfiança" (para usar uma palavra elegante) por todos os que denunciam que essa regulação tão "abrangente" virá a ser uma fonte poderosa de controle sobre as grandes populações e de apreciável lucro para as grandes corporações, especialmente as dos ramos químico e farmacêutico.

Quem controla a comida, controla o mundo!

Traduzido em miúdos, o Codex vai trazer severas restrições à nossa já precária LIBERDADE de escolha em termos de alimentação e prevenção/tratamento de doenças. Sem falar que considerações mais complexas podem ser feitas sobre o impacto dessas medidas no controle populational do planeta e na concentração de riquezas...

Os opositores do Codex fizeram uma síntese do que representará essa complexa rede de regulamentações, que, quando implementadas, serão MANDATÓRIAS para todos os países membros, cerca de 170 - o que inclui o Brasil:

- Suplementos nutricionais, como vitaminas, por exemplo, não poderão mais ser vendidos para uso profilático ou curativo de doenças; potências de qualquer suplemento liberado, estarão limitadas a dosagens extremamente baixas, sub-dosagens, na verdade, e somente as empresas farmacêuticas terão autorização para produzir e vender esses produtos (preferencialmente na sua forma sintética) em potências mais altas - no caso da vitamina C, por exemplo, qualquer coisa acima de 200mg será considerada "alta", e será necessária uma receita médica para se poder comprá-la.

- Alimentos comuns, como o alho ou o hortelã, por exemplo, poderão ser classificados como drogas, que somente as empresas farmacêuticas poderão regulamentar e vender. Qualquer alimento ou bebida com qualquer possível efeito terapêutico poderá ser considerado uma droga.

- Alimentos geneticamente modificados não precisarão ser identificados como tal, e não saberemos a origem do que estamos comendo; a criação de animais geneticamente modificados também já consta dessa mesma pauta, ou seja, vai ser difícil saber que bicho se está comendo.

- Aditivos alimentares, a maioria sintéticos, como o aspartame, por exemplo, serão aprovados para consumo sem que se tenha conhecimento dos efeitos a longo prazo de cada um nem das interações entre eles a curto e longo prazos.

- Todos os animais destinados ao consumo humano, deverão receber hormônios e antibióticos como medida profilática; sabe aquele "gado orgânico", criado solto em pastagens e tratado só com homeopatia?... nunca mais!

- Todos os alimentos de origem vegetal deverão ser irradiados antes de serem liberados para consumo: frutas, verduras, legumes, nozes... nada mais chegará à nossa mesa como a natureza fez - tem gente brincando de Deus, mas desta vez não para criar, e sim para DEScriar.

- Os produtos "orgânicos" estarão completamente descaracterizados, pois terão seu padrão de pureza reduzido a níveis passíveis de atender às necessidades de produção em grande escala; alguns aditivos químicos e várias formas de processamento serão permitidos; tampouco haverá obrigatoriedade por parte do produtor de informar que produtos usou e em que quantidades - rótulos não serão obrigatórios na era pós-Codex.

- Para a agricultura convencional, os níveis residuais aceitáveis de pesticidas e herbicidas estarão liberados em níveis que ultrapassam em muito os atuais limites de segurança! Em outras palavras, estarão envenenando nossa comida.
Em síntese: os objetivos do Codex incluem (1) globalização das normas, (2) abolição da agricultura/criação orgânica, (3) introdução de alimentos geneticamente modificados, (4) remoção da necessidade de rótulos explicativos de qualquer espécie, (5) restrição de todos os remédios naturais, que serão classificados como drogas.

O Codex, na verdade, já começou a "acontecer" por aqui - alguém já reparou que não se consegue comprar nada numa farmácia de manipulação sem ter uma receita médica? Nem uma inocente vitamina C... Em compensação pode-se comprar praticamente qualquer coisa SEM receita médica numa farmácia regular, que vende produtos industrializados, mesmo se forem antibióticos, anti-inflamatórios... - e até aquela mesma vitamina C que nos negaram há pouco na outra farmácia...

Indicar aquele chazinho para um amigo? Ou quem sabe informar ao vizinho que farelo de aveia ajuda a reduzir o colesterol? Sugerir que mamão solta e banana prende?... Nem pensar! Poderá ser considerado "prática ilegal da medicina"! Não se poderá dizer que produtos naturais curam doenças porque não são medicamentos e, na era pós-Codex, só medicamentos APROVADOS pelas novas regras poderão ser referidos para tratar doenças... e assim mesmo, só por um médico!

Exagero? Quem sabe? - já teve
gente presa na França por vender 500mg de vitamina C... é que lá essa potência já é considerada "remédio", e não pode ser vendida sem receita médica.
Medicina alernativa, tibetana, ayurveda, homeopatia, essencias florais... só se a turma do Codex disser que pode. Se esse "programa" entrar em vigor (daqui há pouco mais de 1 ano) da forma como vem sendo "curtido" há mais de 45 anos, e alertado mundo afora, teremos perdido nossa liberdade de optar por uma medicina e nutrição naturais, poderemos vir a precisar de receita médica até para ir à feira...

Se isso acontecer, não vai ter graça nenhuma.

Vale a pena saber mais!

* We become silent - VIDEO online
* Lento sterminio di massa
* Global control of our food
* Criminalizing Food - Rima Laibow - VIDEO online
* Food lies - Brian Clement - VIDEO online
* In-depth information on Codex
* Codex Alimentarius do Brasil


http://enzimato.blogspot.com/2008/10/codex-alimentarius-os-ltimos-dias-de.html

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Codex Alimentarius - Nutricide (legendado)
From: CarolPhysik
See it and spread it for everyone you know!!! It's too much important!!!

Veja e repasse pra todos que você conhece!!! É extremamente importante!!!

Esta foi a palestra da Dra. psiquiatra Rima Laibow sobre o CODEX ALIMENTARIUS, que inclui certas exigências, como: inocuação dos alimentos por radiação, proibição de nutrientes considerados "tóxicos" e liberação do uso de agrotóxicos que já foram proibidos por causarem graves danos ao homem e o meio ambiente. NOTA: palestra feita na Associação Nacional de Profissionais de Nutrição (NANP) em 2005.

http://www.youtube.com/user/SpiritTvOnline#p/c/2B6858E89E3BCF7A/0/lPEx7GtuxFU
http://www.youtube.com/user/SpiritTvOnline#p/c/2B6858E89E3BCF7A/1/EIALS7dtitk
http://www.youtube.com/user/SpiritTvOnline#p/c/2B6858E89E3BCF7A/2/-lhaNA7TqJo
http://www.youtube.com/user/SpiritTvOnline#p/c/2B6858E89E3BCF7A/3/tI0MeeIYBo8
http://www.youtube.com/user/SpiritTvOnline#p/c/2B6858E89E3BCF7A/4/U1WFt-bf-LA
http://www.youtube.com/user/SpiritTvOnline#p/c/2B6858E89E3BCF7A/5/wf5XaqvlSqE

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Site relacionado
www.HealthFreedomUSA.ORG

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Segunda-feira, 13 de Outubro de 2008

SINOPSE DO PROJETO CAMELOT - RUI FRAGASSI

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Projeto Camelot


Este projeto consiste na filmagem de entrevistas com pessoas que possuem informações relevantes não divulgadas normalmente ao grande público. Vou relacionar abaixo as entrevistas que já assisti:

1. Mirian Delicado: Teve contato pessoal com seres extraterrestres benevolentes (ou humanos viajantes no tempo?), em um disco voador, que lhe informaram sobre o provável futuro da Terra (catastrófico), se não alterarmos radicalmente nosso comportamento atual.


http://www.projectcamelot.org/miriam_delicado.html



2. Robert Duncan O'Finioan: Treinado, desde criança, para ser um super-soldado (assassino programado) mentalmente controlado (via Programa MKULTRA e Projeto TALENT) pelas forças armadas norte-americanas. Afirma existirem atualmente outros colegas super-soldados em atividade.


P1: http://br.youtube.com/watch?v=MIUgThru7JY

P2: http://br.youtube.com/watch?v=CWfpORZOpjk

(com um colega de trabalho)


3. Richard Hoagland: Este pesquisador nos informa sobre a descoberta de vestígios de civilizações em Marte e na Lua, não divulgadas pela NASA (controlada por nazistas, maçons e mágicos). Comenta sobre tecnologias que não estão sendo divulgadas e que poderiam alterar o destino sombrio da Terra.


P1: http://video.google.com/videoplay?ocid=1743205860549849873&vt=lf&hl=pt-BR
P2: http://video.google.com/videoplay?docid=-2509797054475205224&vt=lf&hl=pt-BR
P3: http://video.google.com/videoplay?docid=7803347451411555729&vt=lf&hl=pt-BR






4. John Lear: Este aviador de agências de inteligência do governo norte-americano, nos conta uma série de informações muito interessantes: as torres do WTC foram atingidas por aviões holográficos (a holografia está muito avançada!) e demolidas por bombas bem reais, seu amigo Bob Lazar trabalhou com máquinas do tempo que funcionaram, vírus HIV foram desenvolvidos pelo governo, o Sol é um emissor eletromagnético e não uma bomba termonuclear e todos os planetas são habitados, existe um grupo de extraterrestres grays (cinzas) que estão nos protegendo, existe um sistema mundial de túneis subterrâneos que em uma hora pode nos levar a qualquer lugar do mundo, existem submarinos nucleares pequenos movidos a fusão nuclear que exploram túneis inundados abaixo dos EUA continental, existe civilização na Lua que possui gravidade de 64% da Terra (usando a lei da gravitação de Newton) e tem uma fina atmosfera respirável dentro das crateras, onde sua densidade é maior, o céu da Lua é amarelado (como o da Terra é azulado), etc.


P1: http://br.youtube.com/watch?v=pj-HzHi3dF0
P2: http://br.youtube.com/watch?v=ks6GC3wJFvc
P3: http://br.youtube.com/watch?v=Ld8aj_v6pcI
P4: http://br.youtube.com/watch?v=QsdVDj4FmK8


5. Gary McKinnon: Este cidadão britânico está sendo processado pelos EUA por entrar (hacking) nos computadores de agências de inteligência daquele país, quando descobriu a realidade de discos voadores e a existência de dezenas de extraterrestres nas forças armadas desse país.


http://br.youtube.com/watch?v=_fNsah-0vpY



6. George Green: Afirma que uma guerra nuclear (via Irã) está muito próxima e que a nuvem radioativa irá se espalhar até o equador, ficando o hemisfério sul da Terra a salvo dessa radioatividade (ele já teria um lugar para vir para a América do Sul). Afirma que a clonagem humana já vem sendo feita com sucesso desde o final dos anos 1930; Hitler, por exemplo, teria deixado a Alemanha (ficando seu clone por lá, que foi queimado num bunker), foi para a Antártica (Neu Schwabenland) e morreu aqui no Brasil há alguns anos atrás. Sobre clonagem, ele recomenda vermos o filme "The Boys from Brazil" ("Os meninos do Brasil") para ter uma idéia a esse respeito. Estas e outras informações podem ser vistas nestas transcrições:
http://projectcamelot.org/george_green_interview_transcript_1.html


E os vídeos originais são:

P1: http://br.youtube.com/watch?v=sSYXrWIA618&feature=related
P2: http://br.youtube.com/watch?v=6zSrg0IxHzI&feature=related

No vídeo abaixo, George Green mostra o princípio de funcionamento do motor magnético perpétuo (usando energia livre, presente em todos os pontos do Universo): posicionamento correto estático de ímãs permanentes (estator) leva ao giro contínuo do conjunto de outros ímãs permanentes (rotor), devido à criação de um vórtice magnético - simples e perpétuo!


http://br.youtube.com/watch?v=hkgyY47duCM



7. David Wilcock: Algumas idéias apresentadas no vídeo abaixo: para obter algo do Universo, você também deve estar disposto a também dar algo para o Universo (lei da atração, ou da conservação). Os controladores mundiais (illuminati) existem e devemos nos informar sobre eles, mas não os devemos alimentar com os nossos medos, raiva, etc. Devemos reconhecer nossos próprios grandes poderes. A individualidade é uma ilusão, tudo está interconectado. Sua consciência interfere com a sua biologia. Medo/raiva suga energia de você (manda pra fora) e amor/agradecimento aumenta a energia (manda para dentro) em você, com reflexo direto na sua biologia. A consciência pode curar o corpo. Alguém muito poderoso e muito inteligente está nos guiando (ou tentando no guiar) no caminho correto, devemos nos sintonizar com esta força. Para nascermos (para uma situação melhor) temos que passar pelo desconforto do parto (que normalmente é doloroso). Confie (e siga) na sua intuição, na sua voz interior (no seu "Anjo da Guarda"), e acontecerá uma ótima sincronicidade em sua vida. O mais importante no caminho espiritual é tomar a decisão de fazer algo (escolher entre as opções possíveis) e não ficar procastinando ("ficar sempre em cima do muro"); a decisão pode ser correta ou errada; se errada, você terá aprendido algo! O que importa é o conhecimento tirado da experiência. O auto-respeito (amor a si mesmo) é o ponto central para se livrar dos vícios (hábitos danosos). Na vida tome alguns riscos e seja otimista: não haverá uma catástrofe (no futuro), haverá um renascimento....


http://www.youtube.com/watch?v=2xAZ3EunlM4

Já no vídeo abaixo, fala-se do Projeto Montauk, UFOs, que já temos ido a Marte, Marte tem civilização (subterrânea) com pessoas parecidas com nós, há muito tempo (dezenas de milhares de anos), com muitos artefatos (faces e pirâmides de pedra, etc), existe realmente em andamento o projeto Alternativa 3 (colonização terráquea de outros planetas, vide sobre isso neste blog), o aquecimento global não está ocorrendo apenas no planeta Terra, mas em todo o sistema solar. A população de Marte é de 670.000 humanóides. A Terra tem sido protegida pelos cinturões radioativos de Van Allen, que não é um fenômeno natural. Fomos realmente à Lua (durante o programa Apollo), atravessando esses cinturões mortais de radiação, porque recebemos ajuda extraterrestre para isso, etc.


http://br.youtube.com/watch?v=VMwJmIRF7ZE&feature=related

Nos vídeos abaixo, David comenta que os discos voadores (UFOs) são reais, dá o endereço de seu site www.divinecosmos.com e de um site de notícias semanais alternativo tbrnews.org, ele é provavelmente a reencarnação de Edgar Cayce, os illuminati são luciferianos (adoram Isis, Osiris e Horus, deidades do antigo Egito). A Terra e nós estamos indo para a quarta dimensão. Na terceira dimensão ainda podem conviver juntos o positivo e o negativo, mas não nas dimensões superiores. Na quarta dimensão temos o Amor (correspondendo ao quarto chakra do coração), que pode ser incondicional, mas deveria ser usado combinado com a sabedoria (associado ao quinto chakra da garganta), para não nos prejudicarmos. Luz e Amor. Lei do Um. Deus não é algo que está fora, mas algo que está dentro de nós. Portanto, não haverá um Messias (de fora) que virá nos salvar de nossos erros; nós e que nos temos que nos salvar. Apenas ETs da quarta e quinta dimensões precisam de UFOs para se moverem, que eles podem construir com suas consciências. Quando formos para a quarta dimensão iremos manifestar super poderes (levitação, manifestação de objetos, viajar no tempo e espaço, não haverá mais segredos pois poderemos ler pensamentos e sentir as emoções dos outros, etc). Existem extraterrestres e humanos de dois tipos: os que servem aos outros e os que servem a si próprios (estes colidem com o nosso livre arbítrio). A Terra possui Guardiões, que estão na sétima dimensão. A maioria dos UFOs vistos nos céus são de ETs negativos (servem a si próprios). A mente de todos os humanos estão interconectadas. Quando você evolui, você é mais testado pelas entidades negativas ("A quem muito é dado, muito será cobrado"). Não dê aos outros aquilo que eles não pedirem: o caminho correto sempre preserva o livre arbítrio do outro. Sempre usar o Amor com Sabedoria, etc.


http://br.youtube.com/watch?v=YxQLiy7AHx8
http://br.youtube.com/watch?v=0Bz9YPriDLo&feature=related
http://br.youtube.com/watch?v=Nfr_Hj9LOac&feature=related
http://br.youtube.com/watch?v=hq11frQ3R9A&feature=related


8. Gordon Novel: Trabalhou para o governo dos EUA e atualmente trabalha com equipamentos para gerar energia livre e anti-gravidade, para mover naves estrelares. Estas tecnologias combatem aquecimento global, mas não são apoiadas pelos bancos, cuja movimentação financeira depende majoritariamente (80%) de energia suja (derivada de petróleo, carvão, madeira, etc.) que contribuem para o aquecimento global. Comenta, também, que seus e-mails são modificados antes de chegarem a seus destinatários, comenta sobre os assassinatos de John e Robert Kennedy, guerra do Vietnã contribuiu para obter controle de drogas (do Triângulo Dourado) que geraram recursos finaceiros para a Area 51 fazer a engenharia reversa de discos voadores, etc.


http://www.youtube.com/watch?v=ly99ZSiqJ7M


9. Marcia Schafer: Escreveu o livro "Confessions of an Intergalactic Anthropologist", diz que 2012 trará resultados diferentes para diferentes grupos de pessoas, como a nossa alma é eterna não devemos viver a vida com medo pois somos seres imortais.


http://www.youtube.com/watch?v=hVibbzkhMLk


10. Jim Sparks: Diz ter sido abduzido centenas de vezes por extraterrestres do tipo Gray (cinzas), que portanto não respeitam nosso livre arbítrio; estes seres fazem viagem no tempo; existe tecnologia humana de energia livre, mantida em segredo devido a possíveis aplicações militares, etc


http://br.youtube.com/watch?v=7RnMwWyfTwU


11. Benjamin Fulford: A entrevista com este canadense, que vive no Japão, foi feita em fevereiro de 2008. Conta sobre o sistema de 3 pontos para controlar a população [1. controlar o suprimento de comida, 2. controlar o suprimento de informação e 3. usar violência para controlar as pessoas, em vigor desde a antiga Suméria], existe plano de redução da população mundial [para apenas 2 bilhões de pessoas] o que não pode ser feito apenas com guerras, daí o uso de doenças (bioarmas, como Aids, Sars, etc) e matar de fome. Os EUA tem ameaçado o Japão com terremotos gerados pelo sistema HAARP. A China seria a vencedora contra os EUA em uma guerra nuclear, já que ela consegue colocar toda sua população em abrigos subterrâneos. Existem 13 níveis acima do nível 33 dos maçons. Energias limpas (da água, do vácuo, etc) estão disponíveis a dezenas de anos, mas não são colocadas em prática devido aos controladores do petróleo. Para evitar a matança de bilhões de seres humanos (projeto de redução da população mundial) basta matar apenas 10.000 pessoas na cúpula social, o que é bastante simples, e já existe um esquema montado para isso! Temos tecnologias para transformar este planeta num paraíso. Há potencial para eliminarmos todas as nossas doenças e obter imortalidade física, etc etc


P1: http://video.google.com/videoplay?docid=-7802788663048261963
P2: http://video.google.com/videoplay?docid=7626221972143260879
P3: http://video.google.com/videoplay?docid=-7052319389764325569


12. Luca Scantamburlo (O Retorno do Planeta X): Este jornalista italiano comenta sobre as informações secretas que um jesuíta do Serviço Secreto do Vaticano [SIV=Servizio Informazioni del Vaticano, Serviço de Informação do Vaticano] passou para Cristoforo Barbato, um pesquisador ufológico italiano. O jesuíta passou a Barbato um pedaço de uma filmagem feita pelo satélite secreto do Vaticano, chamado SILOE, mostrando um objeto no espaço identificado como Planeta X, Nibiru ou Marduck (no Apocalipse, da Bíblia, seria o Wormwood ou Absinto). Este objeto estaria vindo em direção à Terra. O satélite SILOE seria parte de um programa espacial do Vaticano mais amplo, chamado KERIGMA. A filmagem do SILOE está classificada como "Secretum Omega", o mais alto nível de segredo do Vaticano (equivalente ao "Cosmic Top Secret" da NATO, OTAN em português= Organização do Tratado do Atlântico Norte). Nibiru estaria habitado (provavelmente em seu interior) pelos anunnaki, etc etc


P1: http://video.google.com/videoplay?docid=-4038599047019680441
P2: http://br.youtube.com/watch?v=HQD8YDWIEiY


13. Político da Noruega: Este político, de alta patente, não forneceu seu nome, por razões óbvias. Diz ele que o governo da Noruega está construindo cada vez mais bases e abrigos subterrâneos (arcas da salvação), que - quando perguntado - dizem que devem ser terminadas antes de 2011. Israel também está fazendo isso, além de muitos outros países. Isto está ocorrendo porque o Planeta X está chegando. Os locais subterrâneos são para salvar aqueles na elite do poder e aqueles que podem ser úteis na reconstrução da sociedade: médicos, cientistas, etc. Ele próprio vai, antes de 2012, para uma dessas bases militares subterrâneas, localizada na área de Mosjoen. As pessoas que serão deixadas na superfície não receberão qualquer ajuda e irão morrer. O plano norueguês prevê salvar 2.000.000 no subsolo e deixar o resto (2.600.000) morrer na superfície. Todos os locais subterrâneos estão conectados por túneis, com trens de alta velocidade. Todos os governos do mundo sabem disso. Para quem não foi avisado sobre isso, eu sugiro que vá para lugares elevados e encontre uma caverna por lá, onde possa estocar comida para um período de cinco anos, incluindo água. Pílulas anti-radiação e biovestimentas também é aconselhável, se seu orçamento permitir. Consiga armas e forme grupos de sobrevivência. Nos abrigos subterrâneos que visitei existe indícios de presença extra-terrestre (não-humanos). As forças armadas irão caçar os sobreviventes na superfície e marcá-los (com um chip?). O público não será avisado de nada até o último momento, para não criar pânico (caso começe o pânico, será decretada lei marcial). O governo espera que tudo aconteça quietamente e que ele possa desaparecer sem qualquer alarde. Já estive em várias bases subterrâneas, usando os trens velozes (NOAH-12; Noah é o termo inglês para o Noé bíblico, em português) para visitá-las. As eleições são farsas, as pessoas que vão ganhar são selecionadas antecipadamente. Não confie em ajuda do governo, confie apenas em você mesmo...
http://projectcamelot.org/norway.html
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[continua]



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# posted by Rui Fragassi

http://saudeperfeitarfs.blogspot.com:80/2008/09/projeto-camelot.html

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SOBRE NÓS



(Tradução de Zen, Origami)



Projeto Camelot é baseado em uma idéia gerada quando nos encontramos pela primeira vez, e passamos o fim de semana em Tintagel, Inglaterra, com vista para o mar na casa do Rei Arthur. Nós nomeamos nosso projeto em tributo à visão por trás da idéia utópica da Távola Redonda - e temos estruturado todos os nossos esforços em seu espírito inspirador.

Durante os dois anos passados nós temos financiado o Projeto Camelot unicamente de nossos próprios bolsos e com a ajuda generosa de doações de visitantes de nosso site. Nós lhe agradecemos sinceramente por toda ajuda e suporte, sem este não poderíamos fazer isto.

Até hoje, nós viajamos extensamente conhecendo e entrevistando contadores da verdade no esforço de prover depoimentos esclarecedores sobre a verdadeira natureza de nosso mundo. Nós iremos continuar até onde nossos fundos e contribuidores fizerem isto tudo possível.



Bill Ryan

Bill Ryan tém um BSc em matemática com física e psicologia (Universidade de Bristol, Inglaterra, 1974), e seguiu um breve tempo lecionando. Por 27 anos ele foi um consultor de administração especializando-se em desenvolvimento de pessoas e times, treinamento de líderes e conselheiro executivo. Principais clientes de longo prazo incluem BAe (sistemas) Ltd (antigamente British Aerospace), Hewlett Packard, e PricewaterhouseCoopers.

Em novembro de 2005 ele inaugurou o Projeto Serpo, o relato de um alegada descoberta, em estágios, de um programa de intercâmbio Estados Unidos-Aliens que aconteceu há mais de 40 anos atrás. Enquanto ele estava interessados em UFOs, pesquisas em energia livre e energia alternativa (ele é um formado kinesiologista) por mais de 30 anos, seu primeiro contato com a comunidade UFOs em sua maioria ocorreu depois de manter o site da Serpo. Ele desistiu de sua consultoria administrativa em Maio de 2006 e agora devota todo seu tempo para o Projeto Camelot.


Kerry Cassidy

Kerry Lynn Cassidy tem um BA em Inglês com um trabalho de graduação em sociologia e um certificado da UCLA Anderson Escolha de Administração Graduada, e foi selecionada rigorosamente para auxiliar um ano na escola de cinema do Programa de extensão de cutas da UCLA com seu primeiro "hyphenates": uma escritora-diretora-produtora.

Depois de 19 anos trabalhando em Hollywood para os grandes estúdios e companhioas de produção independente, desenvolvimento e novas mídias, ela pegou uma câmera de vídeo e decidiu fazer um documentários sobre UFOs.

Kerry escreveu grandes quantidades de roteiros de ficção científica e adquiriu os direitos do da história dos Wingmakers em 2003 como produtora independente adquirindo projetos de ficção científica para Hollywood.

Bill Ryan está atualmente na Europa e Kerry Cassidy vive próximo de Los Angeles. Ao contrário da natural suposição da maioria das pessoas, eles não são um casal. Unidos em suas visões e prpósitos, e trabalhando como amigos próximos, eles viajam e conectam o máximo possível na busca pela verdade e depoimentos confiáveis que respondam o que deve ser o mais importante assunto de nosso tempo.

http://www.projectcamelot.org/about_us.html

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Evelyn no Youtube:
http://www.youtube.com/watch?v=mL8__pmhFJU&feature=related


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"DESTINO TERRA" no Youtube:
http://www.youtube.com/results?search_query=%22Destino+Terra+-+Parte%22&search_type=&aq=f
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publicado por conspiratio às 18:06
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Domingo, 12 de Outubro de 2008

A REALIDADE É ATEMPORAL, IMENSURÁVEL - KRISHNAMURTI

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Uma Experiência de Bem-Aventurança


O dia estava muito quente e úmido . No parque havia muita gente estendida nos gramados ou sentada nos bancos, à sombra das arvores copadas; tomavam refrigerantes e arfavam , buscando um pouco de ar puro e fresco O céu estava plúmbeo , não havia a mais ligeira brisa , e as exalações da grande cidade mecanizada enchiam o ar . No campo devia estar adorável , pois a primavera estava já em transição para o verão . Algumas arvores já deviam estar-se enchendo de folhas novas e, pelo caminho que margeava o rio largo e faiscante , já devia haver flores de tôdas as variedades . Nos recessos das matas devia achar-se aquêle peculiar silencio em que quase se pode ouvir o nascer das coisas , e as montanhas , com seus vales profundos , deviam estar azuis e cheias de fragancias. Mas, aqui na cidade . . . !

A imaginação perverte o percebimento de o que é ; no entanto , como nos orgulhamos de nossa imaginação e de que nosso especular. A mente especulativa , com seus pensamentos complicados , não é capaz da transformação fundamental ; não é uma mente revolucionária. Vestiu-se com o que deveria ser e está seguindo o padrão de suas próprias projeções limitadas, confinantes. O que é bom não está no que deveria ser , mas na compreensão do que é. A mente tem de pôr de lado tôda a imaginação e especulação para que o Real tenha existencia.
Ele era moço ainda , mas chefe de familia e conceituado homem de negócios . Parecia muito preocupado e atribulado , e ansioso por dizer alguma coisa.

"Há tempos ocorreu-me uma experiencia verdadeiramente extraordinária , e como nunca a relatei a ninguém não sei se sou capaz de vo-la descrever com clareza ; espero que sim , pois não há ninguem mais a quem possa dirigir. Essa experiência arrebatou-me completamente o coração; entretanto , foi-se e dela só me resta a vã lembrança. Talvez possais ajudar-me a captá-la de novo . Vou relatar-vos com a possivel exatidão o que foi êsse estado abençoado . Tenho lido a respeito dessas coisas , mas tudo o que li não passava de vãs palavras , que só me falavam aos sentidos ; o que me aconteceu foi uma coisa fora da esfera do pensamento , da esfera da imaginação e do desejo , e eu a perdi. Rogo-vos me ajudeis a recupera-la." Calou-se por um instante , e continuou :

"Uma certa manhã despertei muito cedo; a cidade dormia ainda e seus rumores ainda não haviam começado . Senti-me impelido a sair; vesti-me ràpidamente e saí para a rua. Nem sequer o caminhão do leite havia começado a circular . A primavera estava no início e o céu era de um azul pálido. Apoderou-se de mim um forte sentimento de que devia ir ao parque , distante cêrca de uma milha . Desde o instante em que transpus a porta da rua vei0-me um estranho sentimento de leveza , como se estivesse camninhando no ar. O edificio fronteiro , um desgracioso conjunto de apartamentos, perdera tôda a sua fealdade ; até os tijolos pareciam vivos e luminosos. Todo o objeto insignificante , que eu de ordinário não teria notado sequer , parecia dotado de uma qualidade extraordinária , peculiar e, coisa estranha , tudo parecia parte de mim mesmo. Nada estava separado de mim; com efeito , o "eu", como observador , como percepiente , se tinha ausentado , se percebeis o que quero dizer. Não havia "eu" separado daquela árvore ou do jornal jogado na sarjeta ou das aves que chamavam umas às outras . Era um estado de consciencia que eu nunca dantes experimentara."

"No caminho do parque", prosseguiu , "havia uma loja de flores . Centenas de vêzes passei por ali e de cada vez não dava mais do que um simples relance dolhos para as flores. Mas naquela manhã parei diante da loja . A vitrine estava ligeiramente embaciada , do calor e da umidade interiores , mas isso não me impedia de ver as diversas variedades de flores . Enquanto ali estava , a contempla-las , comecei a sorrir e rir, possuído de uma alegria nunca experimentada anteriormente. As flores estavam a falar-me e eu a falar com elas ; sentia-me misturado com elas, faziam parte de mim mesmo . Ao dizer-vos isso poderei dar-vos a impressão de que me achava num estado histérico , ligeiramente privado da razão ; mas não era assim . Vestira-me com muito cuidado , perfeitamente cônscio dos meus atos , escolhendo peças limpas de vestuário , consultado o relógio , vendo os letreiros das lojas , inclusive o de meu alfaiate , e lendo os títulos dos livros expostos na vitrine de uma livraria... Tudo era vivo e eu amava tôdas as coisas . Era o perfume daquelas flôres , mas não havia "eu"a cheirar as flores , se entendeis o que quero dizer. Não havia separação entre elas e mim. Aquela loja de flores apresentava um espetáculo de cores , de uma beleza que parecia extasiante , pois o tempo e sua medida haviam cessado . Devo ter estado ali mais de vinte minutos, mas garanto-vos que não tinha noção alguma de tempo . Foi-me difícil partir de perto daquelas flores . O mundo de luta , de dor e de sofrimento era naquela hora inexistente Com efeito, num tal estado as palavras não tem significação . As palavras são descritivas , discriminativas , comparativas , mas naquele estado não existiam palavras . "Eu" não estava experimentando ; só havia um estado --- a experiência. O tempo cessara : não havia passado, presente ou futuro. Só havia --- oh ! , não sei expressa-lo por palavras , mas não importa . Havia uma Presença --- não, não é esta a palavra. Era como se a Terra, com tudo o que nela e sobre ela existe , tivesse recebido uma benção dos céus, e eu , dirigindo-me para o parque , fazia parte dela. Ao aproximar-me do parque , fiquei completamente fascinado pela beleza daquelas arvores familiares. Do amarelo pálido ao verde mais escuro, as folhas dançavam cheias de vida . Cada uma das folhas destacava-se , separadamente , e toda a riqueza da Terra se concentrava numa única folha . Senti o coração acelerar-se ; tenho um coração robusto , mas mal podia respirar ao entrar no parque , e pensei desmaiar. Sentei-me num banco , as lágrimas rolavam-me pelas faces.

Rodeava-me um silêncio verdadeiramente intolerável. Mas esse silencio estava purificando todas as coisas, lavando-as da dor e do sofrimento. Ao internar-me mais no parque , havia música no ar . Fiquei surpreso , pois não havia casas nas imediações e por certo ninguém teria levado um rádio no parque àquela hora da madrugada. A música fazia parte daquela totalidade. Tôda a bondade , tôda a compaixão do mundo estava presente naquele parque, Deus ali estava."

"Não sou teólogo nem muito religioso", continuou, "já entrei pelo menos uma dúzia de vezes numa igreja , mas isso nunca teve muita significação para mim. Não suporto o amontoado de absurdos que se presencia numa igreja . Mas naquele parque estava presente um Ser, se se pode empregar tal palavra , no qual tôdas as coisas viviam e agiam . As pernas me tremiam, forçando-me a sentar-me de nôvo, recostado numa arvore. O tronco era uma entidade viva como eu, e eu fazia parte daquela árvore, daquele Ser, do mundo . Devo ter desmaiado. Aquilo fôra excessivo para mim: as cores intensas e vivas , as folhas , as pedras, as flores, a incrível beleza de tôdas as coisas. E, por sôbre tudo aquilo , a benção de . . . "

"Quando tornei a mim já era nado o sol. Em geral levo uns vinte minutos , a pé , até o parque; mas já fazia quase duas horas que eu saíra de casa. Fisicamente , sentia-me sem forças para voltar a pé; e, assim deixei-me ficar ali, sentado, reunindo forças e sem ousar pensar. Ao voltar para casa, lentamente, levava comigo, toda inteira, aquela experiência; durou ela dois dias e, subitamente como viera , desapareceu . Começou então o meu tormento . Durante uma semana inteira não cheguei, sequer, às proximidades do meu escritório. Queria de volta aquela experiência extraordinária, viva , queria tornar a viver , e para sempre , naquele mundo beatífico . Tudo isso aconteceu há dois anos . Andei pensando sèriamente em abandonar tudo e ir-me para um recanto solitário do mundo, mas o coração me dizia que não a recuperaria por essa maneira. Nenhum mosteiro pode oferecer-me aquela experiência; não a encontrarei em nenhuma igreja cheia de velas acesas e onde só oferecem a morte e a escuridão. Pensei em partir para a Índia, mas abandonei também tal idéia. Experimentei então uma certa droga; ela me fez mais vívidas as coisas , etc, mas não é de narcóticos que eu preciso. Isso é querer comprar muito barato o "experimentar" ; e o que se tem é uma ilusão e não a coisa real."

"Aqui estou , pois", concluiu. "Tudo eu daria , minha vida e todos os meus haveres , para tornar a viver naquele mundo . Que devo fazer? "

Ele veio a vós , sem o terdes chamado , senhor. Vós nunca o procurastes. Enquanto o estiverdes procurando , não o tereis nunca. Justamente o desejo de tornar a viver aquêle estado extático , está impedindo a vinda do novo, a experiencia nova daquela suprema felicidade. Vêde o que acontecu : tivestes aquela experiencia e estais vivendo agora da lembrança morta de ontem . "O que foi" está impedindo a vinda do nôvo.

"Quereis dizer que devo pôr de fora e esquecer tudo o que foi e ir arrastando de dia em dia esta insignificante existência, interiormente esfomeado?"

Se não continuardes a relembrar e a pedir mais --- o que constitui um verdadeiro esforço --- será então possivel que aquela mesma coisa que escapa interiamente ao vosso controle , atue por sua vontade própria. A avidez , mesmo com um alvo sublime, só pode gerar sofrimento ; a ânsia de mais abre a porta ao tempo. Aquela bem-aventurança não pode ser comprada por nenhum sacrificio , nenhuma virtude , e nenhuma droga. Ela não é uma recompensa , um resultado. Vem espontaneamente; não a busqueis .

"Mas aquela experiência foi real, veio da esfera do Sublime?"

Sempre queremos que outra pessoa confirme um fato ocorrido, nos dê certeza a respeito dêle, para ficarmos abrigados nesta certeza . Tornar-se certo ou seguro em relação ao que foi, ainda que tenha sido o Real , significa fortalecer o irreal e gerar a ilusão . Trazer para o presente o que passou --- agradável ou desagradável --- é fechar a porta ao Real . A Realidade não tem continuidade. Ela existe momento por momento; é atemporal , imesurável.



Extraido do livro Reflexões sobre a Vida de J. Krishnamurti - Editora Cultrix - 1972




***


"Como é necessário MORRER todos os dias, morrer a cada minuto para TODAS AS COISAS, para todos os dias passados e para o momento que acaba de escoar-se!

Sem a MORTE não há RENOVAÇÃO, sem a morte não há CRIAÇÃO.

A carga do passado dá origem à continuidade do passado, e as apreensões de ontem dão mais vida às apreensões de hoje.O dia de ontem perpetua o de hoje, e AMANHÃ AINDA É ONTEM.

Não há LIBERTAÇÃO dessa CONTINUIDADE, senão na morte.

NO MORRER ENCONTRA-SE ALEGRIA. Esta manhã nova, fresca e clara, não traz consigo as luzes e as sombras de ontem; o canto daquela ave faz-se ouvir pela primeira vez, e o barulho que fazem aquelas crianças não é o barulho de ontem.

Andamos carregados com a MEMÓRIA de ontem, que nos ensombra a existência. Enquanto a mente for a máquina automática da memória, não terá descanso, nem tranqüilidade, nem silêncio; estará a gastar-se continuamente.

O que está QUIETO pode renascer, mas o que se acha em constante atividade, se gasta e se torna inútil.

A FONTE PERENE se encontra no FINDAR, e a morte está tão perto de nós como a vida."


(Da obra "Reflexões sobre a vida" de J. Krishnamurti, Editora Cultrix )
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publicado por conspiratio às 17:03
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Sábado, 4 de Outubro de 2008

SWEDENBORG, KANT E O SOBRENATURAL

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Algumas vezes, na verdade raras, estamos justificados ao usar a palavra "gênio". O autor deste livro, que se importa um bocado com a evolução e o significado exato das palavras, acredita que Emanuel Swedenborg (1688-1772) pode ser cha­mado de gênio. Ele concebeu idéias sem precedentes, mostrou­-se inspirado em vários e extraordinários sentidos e suas idéias estimularam o trabalho de homens imaginativos, tais como William Blake, W. B. Yeats, Maurice Maeterlinck, Honoré Bal­zac, e August Strindberg. Algumas das concepções científicas de Swedenborg estavam séculos à frente da sua época. Porque ele escreveu muito e porque seus trabalhos exigiram tradutores excepcionalmente hábeis, muitas das coisas que discerniu foram alcançadas pelos acontecimentos dos séculos XVIII e XIX. E, acima de tudo, este não é um homem fácil de classificar; aqui estava uma autoridade em metalurgia que, alegando haver falado com o próprio Deus, delineou uma detalhada concepção da lei universal e da estrutura da vida além da morte.

Onde a erudição e o conhecimento prático estão interli­gados, tão de perto, com visões pessoais, fazer um julgamento definitivo sobre a estabilidade de um homem seria pura vai­dade. Swedenborg foi o que foi; importa muito pouco se sofria de alucinações ou se, pelos padrões do seu e do nosso século, sua mente acompanhava os limites da sanidade. Foi típica a reação do seu contemporâneo, o filósofo alemão Immanuel Kant (1724-1804), que, como gangorra, balançou-se num so­be-e-desce, em alternativas de admiração e desprezo por Sweden­borg, mas cujas próprias idéias podem ter encontrado suas se­mentes na luxuriante vegetação dos conceitos swedenborguianos.

Swedenborg nasceu em Estocolmo, no dia 28 de janeiro de 1688, estudou em Uppsala e visitou a Alemanha, a França, a Holanda e a Inglaterra, a fim de ampliar seus conhecimentos. Com a idade de vinte e dois anos, publicou um volume de versos latinos. Filosofia, literatura e teologia atraíram-lhe a imagina­ção, tanto quanto a engenharia e as ciências naturais. Radi­cou-se em Uppsala e, em 1716, foi nomeado assessor de minas do governo sueco. Por dois anos editou o jornal Daedalus Hyperboreus, dedicado a reportagens sobre engenharia e ma­temática. Com uma versatilidade intelectual semelhante à de Leonardo da Vinci, criou engenhos mecânicos para transportar barcos por terra, analisou a economia da moeda corrente, a produção e o custo do álcool e a aplicação do sistema decimal, assim como a relação entre importações e exportações e a economia nacional.

Depois disso, Swedenborg visitou empresas de mineração em vários países europeus. Na volta, em 1724, resignou a cadeira de matemática na Universidade de Uppsala, uma vez que desejava estar associado com a aplicação, mais do que com a teoria da matemática. Sua mente ultrapassou a capacidade daquela sociedade que foi sua contemporânea e, ao mesmo tempo em que era altamente respeitado por sua cultura, a len­tidão própria dos órgãos do governo, na adoção de suas idéias, deve tê-lo sufocado.

Até mesmo quando tinha, apenas, trinta e poucos anos, Swedenborg procurou explicações sobre o uni­verso, baseando-se nas informações científicas disponíveis; apro­ximou-se da paleontologia, da geologia, dos estudos dos fósseis e desenvolveu uma avançada teoria sobre a expansão nebular, para explicar a origem do sistema solar. Suas idéias espraia­ram-se com tanta amplitude que incluíram a cristalografia e a navegação.

Em 1734, seu ambicioso trabalho, Prodromus philosophiae ratiocinatis de infinito et causa finali creationis, assentou-lhe os alicerces do interesse final: a alma no universo. Idéias filosó­fico-teológicas levaram-no a estudar o cérebro humano, inclu­sive os elementos do sistema nervoso do corpo e as glândulas endócrinas. Ele pesquisava sem descanso, conseguia manter-se com pouco tempo de sono e sua vida privada parece ter estado limitada às funções profissionais e sociais. A vida adulta, falando em termos simples, foi dividida em duas partes: a primeira metade foi devotada aos estudos científicos, com forte orienta­ção para a Medicina e a Fisiologia; a segunda, a uma investi­gação em busca de conhecimentos sobre a alma humana rela­cionada com Deus e o universo numa estrutura de idéias cristã. Ele escreveu, numa de suas cartas, que havia sido introduzido "pelo Senhor", primeiro nas ciências naturais, e mais tarde, "com esta preparação, durante os anos de 1710 a 1745, o céu foi aberto".

Embora ele tivesse caminhado em direção à pesquisa espi­ritual durante décadas, o ano decisivo foi 1747, quando se demitiu do posto de assessor de minas. Estava, então, com cinqüenta e nove anos de idade. A fim de empreender uma reinterpretação do Velho e do Novo Testamento, empenhou‑se num novo estudo do hebraico, complementando sua habilidade em latim e grego. Seu inglês também era muito fluente; ele passou muitos anos em Londres (onde, de fato, faleceu, no dia 29 de março de 1772). A demissão não o tirou da proeminência; seus contatos com a comunidade acadêmica e com a família real permaneceram fortes. Cada vez mais, po­rém, as opiniões religiosas altamente pessoais, a afirmação de contatos exclusivos com os espíritos dos mortos, e de experiên­cias psíquicas, inclusive de clarividência, fascinaram e intrigaram os amigos e também aqueles que não o conheciam.

Com respeito às experiências psíquicas de Swedenborg e sua influência sobre o filósofo alemão Kant, podemos tirar pro­veito do discernimento e dos notáveis e eruditos trabalhos de um ilustre filósofo e pesquisador psíquico, C. D. Broad, do Trinity College, em Cambridge, antigo presidente da Socie­dade de Pesquisas Psíquicas, de Londres. Os estudos do pro­fessor Broad sobre o tema "Kant and Psychical Research" [Kant e a Pesquisa Psíquica] aparecem em Religion, Philosophy and Psychical Research [Religião, Filosofia e Pesquisa Psíquica] (Londres, 1953; Nova Iorque, 1969). Visitante freqüente dos países escandinavos, Broad emprega uma acurada observação pessoal nas pesquisas relacionadas com Swedenborg. Ele obser­va que Kant estava com cerca de quarenta anos de idade quando ficou, pela primeira vez, intrigado com as experiências e com as idéias de Swedenborg. Ele ainda não alcançara o mais alto grau do magistério, na Universidade de Kõnigsberg. Como Swedenborg, interessava-se pela Medicina, pela Astro­nomia e pela Geografia, mas estava, ainda, no processo de desenvolvimento dos seus conceitos filosóficos. Seu primeiro comentário conhecido sobre Swedenborg aparece numa carta escrita para a senhorita Charlotte von Knobloch, em 1763. Nela, ele se refere a uma notícia concernente ao contato de Swedenborg com a rainha Lovisa Ulrika, irmã de Frederico o Grande, da Prússia, e esposa do rei Adolf Frederick, da Suécia. De acordo com a estória, a rainha havia perguntado a Sweden­borg, em tom mais ou menos galhofeiro, se ele poderia trazer­-lhe uma mensagem de seu falecido irmão. Esta conversação teve lugar em fins de outubro ou princípios de novembro, de 1761. No domingo antes do dia 18 de novembro, Sweden­borg visitou o palácio real em Estocolmo e, confidencialmente, disse à rainha algo que a obrigou a exclamar: "Isto é uma coisa que ninguém poderia ter dito, a não ser o meu irmão."

Um membro da corte, o Conde Tessin, escreveu, em seu diário, que a rainha estava muito abalada com a mensagem de Swedenborg. A razão provável desse abalo, de acordo com o Conde A. J. von Hõpken, pode ter sido o fato de que a rainha havia mantido correspondência secreta com seu irmão, embora, nessa época, a Suécia e a Prússia estivessem em guerra. Depois da morte da rainha, Hõpken escreveu que Swedenborg entregara — a ela — um pedido de desculpas do seu falecido irmão, por haver deixado de responder sua carta, assim como, também, uma resposta a essa missiva. Hõpken cita a rainha como tendo dito: "Ninguém, exceto Deus, sabe deste segredo."

Ora, em sua carta para a senhorita Knobloch, Kant de­clarou que sempre fora muito cético com respeito às alegações de poderes psíquicos, mas que procurara confirmar a estória da carta da rainha e que as proezas de Swedenborg haviam-no disposto a investigar essas alegações com maior tolerância. Kant pedira a um inglês de suas relações, um homem chamado Green, para verificar essa estória durante sua próxima visita à Suécia. Green escreveu-lhe dizendo que todas as pessoas im­portantes que consultara em Estocolmo haviam confirmado o caso da carta. Green visitou Swedenborg e ficou impressionado com sua personalidade, com a amplitude dos seus conheci­mentos e com a crença profunda e sincera, que ele sentia, em seu poder de comunicar-se com os mortos.

Green escreveu a Kant, mencionando duas provas psíqui­cas acontecidas com Swedenborg; o filósofo alemão relatou-as em sua missiva à senhorita Knobloch. Uma dizia respeito à viúva do embaixador holandês em Estocolmo, que falecera no dia 25 de abril de 1760. Um ourives, cujo nome era Croon, pediu à viúva que pagasse um serviço de mesa, de prata, que seu marido encomendara e recebera, mas deixara de pagar. A viúva, Madame de Marteville, muito contrariada, sentiu-se certa de que seu marido liquidara a conta do ourives. Ela pediu a Swedenborg que se comunicasse com o espírito do seu marido. Três dias mais tarde, Swedenborg retornou e disse-lhe que procurasse numa escrivaninha, no andar superior. A viúva contou-lhe que a escrivaninha já havia sido rebuscada e que nenhum recibo fora encontrado. Ele, então, pediu-lhe para abrir a gaveta esquerda do móvel e procurar um comparti­mento particular. A princípio relutante, ela assim o fez e encontrou o recibo, num escaninho secreto. De acordo com este relato, um grupo de pessoas, que nesse dia tomara café com a viúva do embaixador, estava presente quando o com­partimento secreto foi descoberto, contendo a correspondência privada do embaixador.

O segundo incidente agora já se tornou um caso clássico da literatura sobre pesquisas psíquicas; na verdade é uma das experiências mais identificadas com os poderes clarivi­dentes de Swedenborg. No dia 19 de julho de 1759, às três horas da tarde, um incêndio irrompeu em Estocolmo, na seção de Sõdermalm. O fogo consumira várias casas. Ora, conforme a narrativa de Kant, naquela mesma tarde Swedenborg desembarcou do navio que o trouxera da Inglaterra, na cidade de Gõteborg, distante da capital sueca mais de 480 quilômetros. Jantou com a fa­mília de William. Castell, naquela tarde, juntamente com mais umas quinze outras pessoas. Ao redor das seis horas ele deixou o grupo, saiu e retornou pouco depois, parecendo pálido e alarmado. Tornou a sair várias vezes e depois disse, ao grupo ali reunido, que um incêndio irrompera em Sõdermalm, perto de sua própria casa, e que a residência de um amigo já quei­mara até os alicerces. Lá pelas oito horas ele falou que o fogo já fora dominado, a uma distância de três portas da sua pró­pria casa. Na manhã seguinte, domingo, o governador de Gõ­teborg, que na noite anterior ouvira falar dessa impressão clarividente, conversou sobre o assunto, com Swedenborg. Na segunda-feira à noite, um mensageiro chegou de Estocolmo trazendo uma carta que descrevia o sinistro. Mais tarde, na terça-feira, uma mensagem real confirmou os fatos, inclusive o do fogo haver sido dominado às oito horas da noite.

Uma boa quantidade de doutos esforços foi empregada para conferir este e outros fatos adicionais. Todas as evidências, quando existem, são de segunda mão. Broad declara, secamente, que nenhum desses relatos tem o mínimo valor comprobatório, de certo pelos padrões contemporâneos e mais recentes, da pesquisa psíquica. Contudo, Swedenborg e seus amigos recontaram o incidente em várias ocasiões, quase que tão sumariamente quanto acima, e ele tem sido amplamente citado. Para nossos propósitos, o que vale é que Swedenborg confirmou-o repetidas vezes e que Kant ficou perplexo e irritado com esse episódio. Ele talvez tenha sido parcialmente responsável por sua aceitação inicial das idéias de Swedenborg, por seu subseqüente impulso de ridicularizá-las e por sua con­seqüente atitude respeitosa, se bem que intrigada, para com o homem e suas concepções.

Num livro curioso, Dreams of a Ghost Seer [Sonhos de um Vedor de Fantasmas], publicado em 1766, Kant usou vinte mil palavras para tratar com o "Vedor de Fantasmas", que é Swedenborg. Broad aponta, com típica candura, que "faltava, a Kant, a arte de condensação; falando em termos simples, ele tinha um fôlego tremendo", e que seu livro abundava em "motejos elefantinos". Primeiro, Kant publicou o livro anonimamente; isso está em agudo contraste com a curiosidade tolerante demonstrada em suas cartas para a senhorita Kno­bloch; e, conforme Broad coloca a questão, faz nascer indaga­ções, talvez irrespondíveis, acerca dos motivos que levaram Kant a dar-se o trabalho de escrevê-lo e "a adotar, para com o assunto em geral e Swedenborg em particular", uma tal atitude zombeteira e desdenhosa. O livro de Kant começa com uma indagação filosófica, feita nos mundos dos espíritos, sobre as relações entre o corpo e a alma e sobre as alegações de contato com esse mundo espiritual. Então, ele reconta as três expe­riências de Swedenborg. Em seguida, trata da doutrina, de Swedenborg, relativa à natureza e às leis do mundo espiritual, baseado no que ele considerou como suas observações pessoais, feitas durante visitas àquele mundo e em conversas com os espíritos.

Kant lera, com extrema meticulosidade, o volumoso tra­balho de Swedenborg, Arcana Caelestia. Broad julga sua sinopse da doutrina geral de Swedenborg, adequada, acurada e clara. Todavia, Kant declara, no seu trabalho Practical Conclusions of the Whole, Treatise [Conclusões Práticas Sobre Todo o Tra­tado], que o homem não tem nada que se preocupar com assuntos tais como os espíritos, sua existência ou seu significado para os vivos. Conforme Broad interpretou, Kant sentiu que a especulação sobre o mundo após a morte é infrutífera e não pode estimular a moralidade genuína, mas que qualquer ho­mem moralmente bom sente-se seguro da sobrevivência humana após a morte e não precisava de evidências metafísicas ou me­diúnicas para convencê-lo.

Kant não foi franco, neste livro. Ele escreveu, ao tratar do incêndio de Estocolmo, que dinheiro e tempo suficientes tornariam possível descobrir a verdade sobre a alegação de clarividência, feita por Swedenborg. Ele não mencionou que seu amigo inglês atuara como detetive privado e lhe entregara um relatório positivo, baseado em toda e qualquer evidência que pudera descobrir. Ainda assim, pouco antes do final do livro, Kant escreveu que permanecia "grave e indeciso" acerca dos relatos de experiências psíquicas. Suas maneiras sem-ceri­mônia são ilustradas pela irritação que demonstrou sentir por ter sido obrigado a pagar sete libras inglesas para adquirir o Arcana Caelestia, estes "oito volumes in, quarto, repletos de asneiras"; mas ele agregou que seu livro beneficiaria os leitores, evitando que fizessem uma despesa semelhante.

Seria preciso cultivar uma rabujice particularmente sovina para ir tão longe, a ponto de escrever um livro somente para que um gasto de bom tamanho, em dinheiro e em dias de leitura tediosa, não fosse desperdiçado. Embora, por tudo quanto sabemos, isso possa haver contribuído para a decisão — de Kant — de liquidar a questão com Swedenborg, pa­recem existir razões mais profundas. Conforme tudo o que já ficou para trás, e falando com franqueza, Swedenborg incomodou Kant. Ele tinha idéias brilhantes, em quantidade excessiva; ele sabia demais, o danado, sobre coisas demais, para ser posto de lado sem mais nem menos; e é óbvio que algo, em suas idéias, empolgou o birrento futuro autor de A Crítica da Razão Pura (1781). Sweden­borg declarou que obtivera seu conhecimento, sobre o mundo dos espíritos, por meio de contato direto. Kant chegou quase às mesmas conclusões, no que se refere à existência da alma, do homem, em dois níveis, supostamente por transportes espe­culativos; ele compara a penetração de Swedenborg aos "delí­rios de um poeta que, por acaso, profetiza a verdade". Broad, com sua maneira desapaixonada, comenta: "Poderia ocorrer, a um observador imparcial, que essa concordância pode não estar inteiramente desligada do fato de Kant haver lido e resumido, com extremo cuidado, a doutrina de Swedenborg, na mesma época em que estava no encalço de suas especulações metafísicas sobre o assunto."

À medida que foi envelhecendo, que foi obtendo maior apreciação e após publicar sua contribuição inédita à filosofia, a doutrina do Idealismo Crítico ou Transcendental, Kant deu uma terceira olhadela em Swedenborg. Ministrou uma série de aulas, mais ou menos no ano de 1774, e as anotações dos estudantes indicam que elas continham sumários dos conceitos de Swedenborg, sobre a alma humana, apresentados, conforme observa Broad, "com evidente aprovação". Assim, Kant disse que "a pessoa virtuosa não vai para o céu mas já está lá, aqui e agora. Todavia, somente depois da morte ela poderá ver-se participando dessa comunhão. Do mesmo modo, os maus não podem ver-se no inferno, embora, na verdade, já estejam lá". Isto, conforme o leitor descobrirá no capítulo sobre Aldous Huxley, está bem próximo das conclusões a que este autor chegou durante as experiências feitas com drogas alucinóge­nas e que publicou sob o título Heaven and Hell [Céu e Inferno].

Agora, arredemo-nos para o lado e deixemos a última palavra com o professor Broad: "A conclusão do assunto é que eu não penso que seria seguro dizer mais nada além do que vai a seguir. Kant, em aulas dirigidas a estudantes do curso elementar, isto alguns anos depois da publicação do Sonhos de um Vedor de Fantasmas, falou de Swedenborg com respeito. Nessas aulas, na parte que trata de um tema que ele afirmou ter destroçado por completo em seus trabalhos já publicados, ele selecionou um aspecto específico da doutrina dos espíritos, de Swedenborg, para comentários favoráveis. Até mesmo aqui ele rejeita, explicitamente, certas outras doutrinas que não são menos características de Swedenborg, isto é, a possibilidade de comunicação — nesta vida — com os espíritos dos mortos; e descreve a doutrina que sele­cionou para mencionar favoravelmente, como um caso de opinião que não pode ser provada.

"A inferência parece ser esta: Kant, em seus momentos mais 'desabotoados', formou um conceito, não-desfavorável, sobre certos aspectos das doutrinas de Swedenborg, que são compatíveis (embora alcancem mais além) com sua própria explicação do eu 'empírico' e do 'noumenal', na Crítica da Razão Pura e na Crítica da Razão Prática (1788). Sua opinião privada talvez tenha sido a de que alguma coisa parecida com esta parte da doutrina de Swedenborg pode, muito bem, ser verdadeira ou, pelo menos, pode ser a mais rente aproximação da verdade que é concebível por nós, aqui e agora, e que pode ser expressa em nossa linguagem. Todavia, em suas contri­buições profissionais à filosofia — publicadas — ele não estava preparado para comprometer-se, mesmo por implicações, com qualquer coisa além daquilo que pensava ser possível, em prin­cípio, comprovar.

Kant, com certeza, não terá sido o único a alimentar, em particular, pensamentos audaciosos sobre a alma humana e a vida depois da morte, embora demonstrando, publicamente, ce­ticismo e menosprezo. Um estudioso, ambicioso e cheio de prestígio, por certo não colocará sua reputação em jogo fazendo exibições públicas de audácia. Conforme veremos, outros, tais como Freud e Jung, sentiram-se constrangidos a agir com idêntica cautela. Somente os escritores, sem nada a perder além das suas coroas de louros, puderam, sem perigo, transfor­mar as idéias de Swedenborg em novelas balzaquianas, poemas yeatsianos, epigramas maeterlinckianos e peças de teatro strínd­berguianas. Suas demonstrações públicas de compromisso poé­tico teriam enchido Kant de desdém ou inveja.

Se é possível dizer que filósofos têm sucessores, o seguidor de Kant foi Arthur Schopenhauer (1788-1860), que olhou para trás, para o cômodo desdém que o século XVIII demonstrava pelos vedores de espíritos, com a acanhada tolerância do século XIX. Em contraste com Kant, ele procurou estudar os fenô­menos psíquicos em primeira mão e expressou seu interesse por eles, publicamente e com uma boa dose de entusiasmo.

Um exemplo do interesse direto de Schopenhauer foi o sonho premonitório de uma criada. Uma manhã, ele estava sentado à sua escrivaninha, redigindo uma carta de negócios, em inglês. Era uma carta importante e ele estava empenhado em colocar, nela, tudo o que queria e com muita exatidão.

Quando chegou ao fim da terceira página, estendeu a mão para pegar sua areia finamente pulverizada, para secar a tinta; mas, em vez disso, apanhou o tinteiro e derramou-o sobre a folha. Furioso consigo mesmo, tocou a campainha e chamou a criada. Com um balde d'água ao lado, ela começou a limpar o chão. Enquanto o filósofo olhava o serviço de limpeza, a criada disse: "A noite passada eu sonhei que estava tirando manchas de tinta deste soalho." Schopenhauer foi brusco: "Isso não é verdade." Mas, ela o contradisse: "É verdade. Depois que acordei, contei meu sonho para a criada com quem compar­tilho o meu quarto."

A segunda serviçal, uma moça de dezessete anos de idade, entrou no estúdio de Schopenhauer enquanto a primeira ainda estava limpando o chão. O filósofo interpelou-a, imediata­mente: "O que é que essa aí andou sonhando a noite passada?" Resposta: "Eu não sei." Schopenhauer: "Certamente! Ela contou a você, depois que acordou." A jovem criada: "Oh, sim. Ela sonhou que estaria limpando manchas de tinta deste soalho."

Schopenhauer era um observador requintado e um ana­lista de fenômenos psíquicos. No mesmo instante, agarrou-se ao difícil problema de distinguir se o sonho da criada fora telepático (pondo-se em sintonia, por assim dizer, com sua intenção de escrever) ou precognitivo (antecipando, de fato, o acontecimento). Ele negou que a criada pudesse ter lido sua mente, enquanto ela dormia; e escreveu em seu ensaio “Ex­periência Concernente à Visão de Fantasmas e Assuntos Afins” que havia derramado a tinta "totalmente contra as mi­nhas intenções e inteiramente dependente de um pequeno erro de minha mão".

Schopenhauer enfatizou o conceito de que "tudo o que acontece, ocorre por necessidade", um tema que dominou mui­tas de suas teorias sobre ética. Ele sustentou que os sonhos proféticos acontecem porque a capacidade clarividente é au­mentada durante o sono, mas é raramente relembrada, assim como a maioria dos aspectos dos sonhos. Observou que muitos sonhos são apenas alegorias, que não revelam seu significado oculto até que um acontecimento profetizado tenha de fato ocorrido. Certas vezes, porém, a "sombria antecipação", submersa em um sonho esquecido, eleva-se para a superfície quando o primeiro acontecimento, relacionado com o sonho profético, "começa a se manifestar" — "quando estamos a ponto de em­barcar no navio que irá naufragar ou quando nos aproximamos clã torre de pólvora que vai voar pelos ares".

Schopenhauer também disse: "O irresistivelmente miraculoso, o sonho premonitório que permanece inacreditável até que tenha sido verificado milhares de vezes, que desvenda o que está oculto, o "ausente e o distante, perde, por fim, sua qualidade totalmente incompreensível quan­do consideramos, como eu já disse tantas vezes, que o mundo objetivo é apenas um fenômeno do cérebro; ordem e disciplina, condições sobre as quais o espaço, o tempo e a causalidade (como funções do cérebro) estão baseados, são particularmente eliminadas pelo sonho premonitório."

Schopenhauer deu continuidade ao conceito, de Kant, de que o mundo ao nosso redor deve ser visto como o resultado subjetivo da percepção do homem. Em seu trabalho-chave “O Mundo como Vontade e Re­presentação” (1819), o filósofo alemão traçou estes conceitos, em detalhe; muito do que ele escreveu após a publicação deste trabalho serviu para reforçar suas idéias básicas. De acordo com o professor Hans Bender (Universidade de Freiburg), Schopenhauer encarou os acontecimentos ocultos como estando entre as experiências humanas incomuns, que permitem ao homem "penetrar em direção à natureza do universo". Em sua introdução à obra de Schopenhauer “Escritos Parapsicológicos”, Bender observou que o filósofo discordava da ilustração presunçosa do século XVII, que procurara banir todo o ocultismo para a cesta de papéis da estupidez pré-científica do homem.

Em seu ensaio sobre "Visões de Fantasmas" — o título era uma irônica bofetada em Kant — Schopenhauer disse que os "desprezados fantasmas", que o "supertalentoso século pas­sado' procurara banir, haviam sido "reabilitados". Ele aplicou seus conceitos de imagens subjetivas, à aparição de espíritos. Disse que "todas as explicações anteriores, das aparições fan­tasmais, haviam sido espiritualistas, até mesmo aquelas que haviam sofrido a crítica de Kant". Schopenhauer insistiu que qualquer um que "ainda duvide dos fatos concernentes ao magnetismo animal (mais tarde, mesmerismo ou hipnose) e à clarividência, não devia ser encarado como alguém que duvida, mas sim como um ignorante". Ele procurou fisiologistas, para que examinassem o mecanismo dos sonhos clarividentes, por­que "a solução desta questão será o primeiro passo em direção a uma fisiologia válida, do sonho".

Do livro "Eles Conheceram o Desconhecido", Martins Ebon, Editora Pensamento, 1972

https://ssl498.locaweb.com.br/pensamento-cultrix/zoom.asp?cod=85-315-0207-1

***



http://www.swedenborg.com.br/sweden/obras/experien.htm

Mas, além desses casos mais difundidos, há inúmeros outros episódios igualmente interessantes e dignos de serem incluídos nesta biografia. Um dos mais notáveis é o de John Wesley, que está reproduzido, integralmente em carta do Sr. John Isaac Hawkins, engenheiro e inventor dos mais conhecidos, ao Reverendo Samuel Noble, datada de 6 de fevereiro de 1826, transcrita parcialmente abaixo.

"Em resposta à sua carta sobre o caso Wesley, posso afirmar-lhe que, em diversas ocasiões, por volta de 1787 ou 1788, ouvi o Reverendo Samuel Smith, um dos colaboradores do Reverendo Wesley, contar que estava trabalhando com o referido Reverendo na organização de sua cruzada anual, quando este recebeu uma carta que o deixou atônito. Refeito do susto, o Reverendo leu aos presentes a carta escrita mais ou menos nos seguintes termos:

"Great Bath Street, Cold Bath Fields, Fevereiro [?] de 1772.
"Prezado Sr. , fui informado, no mundo dos espíritos, que o senhor desejava ardentemente conversar comigo. Terei prazer de receber sua visita. Sou, de Vossa Senhoria, humilde servidor.
"(as.) Emanuel Swedenborg.

"O Sr. Wesley confessou aos presentes que realmente estava desejoso de conhecer Swedenborg e conversar com ele, mas que nunca revelara esse desejo a ninguém. Respondendo a Swedenborg, o Reverendo Wesley disse-lhe que estava em véspera de iniciar uma viagem de seis meses e que voltaria a entrar em contato com ele assim que retornasse a Londres.

"O Sr. Smith disse-me, então, que soube que Swedenborg respondeu à carta do Reverendo Wesley, dizendo-lhe que a visita seria impossível, pois então, ele, Swedenborg, já teria entrado no mundo dos espíritos, a 29 do mês seguinte, para nunca mais voltar.

"O Dr. Tafel, em seu livro Documents Concerning Swedenborg apresenta testemunhos irrefutáveis sobre a veracidade desse caso".

(Do livro: Swedenborg, Vida e Ensinamentos, George L. Trobridge, S.R.N.J, Rio, 1999)

Eventos como esses eram comuns na vida de Swedenborg e serviam para espalhar sua fama. Mas ele não se importava com a notoriedade. De fato, achava que um excessivo interesse com relação às faculdades de que fora dotado poderia desviar o foco de atenção da finalidade real de seus Escritos.

Escolhido para descrever a natureza do espírito, Swedenborg foi levado pessoalmente a ter experiências tão inusitadas e diversas, que até hoje o homem comum sequer tem noção de que existem. Da obra acima citada, "O Céu e o Inferno", tiraremos alguns exemplos:

1º)- o estado constante em que viveu, por 28 anos, numa experiência única até então e, ao que se sabe, até hoje, de se manter consciente nos dois planos da existência ao mesmo tempo em pleno estado de vigília, no qual ouvia homens e espíritos e falava com uns e outros;

b)- a experiência de ser conduzido quanto ao espírito, dentro do plano natural, para outros lugares e cidades, como a experiência testificada do incêndio de Estocolmo;

c)- de ser conduzido quanto ao espírito, ainda dentro do plano natural, para outros planetas habitados no universo e falar com os habitantes dali;

d)- de ser conduzido quanto ao espírito para fora do plano natural, às dimensões espirituais superiores e inferiores, chamadas céus e infernos;

e)- e, ainda, a experiência rara de ser fisicamente transportado para outro lugar sem que se tenha noção disso, pois a consciência fica no plano espiritual. Este estado foi experimentado por alguns dos profetas bíblicos, do qual diziam terem "sido levados pelo Espírito" para outro lugar. Sobre isto, Swedenborg escreveu: "enquanto dura esse estado, não se reflete de modo algum sobre o caminho, mesmo quando ele fosse de muitas milhas; não se reflete também sobre o tempo, mesmo quando ele fosse de muitas horas ou de muitos dias; e não se experimenta fadiga alguma; então é-se também conduzido, por caminhos que nós mesmos ignoramos, até ao lugar designado, sem enganos" (CI 441).

f)- e, finalmente, a chamada experiência de quase morte em que foi deliberadamente introduzido a fim de descrevê-la, retendo, no entanto, plena consciência. Dedicou um capítulo inteiro de "O Céu e o Inferno" para descrever as etapas do processo porque passa o espírito humano na morte e em sua ressurreição ou entrada na vida eterna (CI 445-452).

Ao descrever todas essas experiências e expor os ensinamentos daí alcançados, Swedenborg se porta de forma categórica; seu estilo é positivo e direto, sem explicações vagas ou incertezas. Não deixa dúvidas quanto ao caráter da Pessoa Divina, a quem chama o Divino Humano, o Senhor Deus Jesus Cristo. Usa a terminologia mais simples possível para descrever as coisas espirituais. Por exemplo, chama de anjos os seres espirituais elevados, e espíritos demoníacos aqueles que atentam contra o bem-estar do ser humano. Chama de céus as regiões espirituais onde o homem se realiza na prestação de usos, que é a felicidade mesma, e infernos onde o espírito se inflama em cobiças e se vê frustrado por não mais conseguir realizá-las. Se essa terminologia é emprestada da religião, é porque a abertura dos planos espirituais só se tornou possível mediante a instrução que a religião recebem como revelação.

Falando das experiências de Swedenborg, não seria justo deixar de mencionar que, quando as descreveu em suas numerosas obras, o objetivo que ele que elas não fossem vistas como fins em si mesmas, mas como meios de se alcançar, por meio delas, a sabedoria de um modo de vida mais humano e, assim, mais celeste. Como ele repetiu centenas de vezes em todos os seus trabalhos, tais coisas foram descritas para que, como disse no prefácio de seu "Céu e Inferno" "a ignorância possa ser assim esclarecida e que a incredulidade possa ser dissipada. Se hoje é concedida uma tal revelação imediata, é porque ela é o que é significado pela Vinda do Senhor" (CI 1).

Em outras palavras: as revelações em sua obra, que para nós parecem espantosas, para ele apenas conduziam a um fim: a abertura para a raça humana de uma fonte de conhecimento das verdades acerca da existência espiritual. Essas verdades, que tinham sido conhecidas pelos antiqüíssimos da Idade de Ouro e de Prata, se perderam depois pelos enganos e pelo mero materialismo. Mas agora, como a raça humana chegava a um certo amadurecimento intelectual, fazia-se necessário abrir outras portas, de acordo com o que o Senhor Jesus havia dito aos Seus primeiros discípulos: "Ainda tenho muitas coisas que vos dizer, mas vós não podeis suportá-las agora". Chegava o tempo em que Ele iria podia voltar novamente, agora como o Espírito da Verdade, revelar-Se no sentido espiritual das Escrituras e guiar-nos ao conhecimento de toda verdade, verdades para uma nova era da raça humana, um novo conceito de vida e de amor ao próximo.

Os ensinamentos de Swedenborg dão assim, novos conceitos acerca de Deus, da existência humana, da vida do espírito, e tudo mais. Por se haver adiantado e distanciado em muito do pensamento religioso de seu tempo (e, na verdade, ao pensamento de hoje), as obras de Swedenborg sofreram - e ainda sofrem - censura e discriminação, de um lado, por parte dos pseudo-cientistas, que, por não entenderem, não admitem a hipótese da harmonia ou fusão do conhecimento científico com o da revelação divina de um Deus infinitamente Humano, sábio e amoroso. Por outro lado, da parte dos líderes tradicionais cristãos, por terem receio da abertura dos mistérios da fé, talvez porque sabem que assim perderão o pretenso monopólio das verdades espirituais.

A teologia exposta por Swedenborg juntamente com o relato das experiências tão vivas no plano espiritual desconcertam muitos religiosos, os que, teoricamente, mais deviam saber sobre o espírito e a vida após a morte, pois que estas coisas foram dadas muitos desses indivíduos, sentindo-se ameaçados, reajam contra essa nova abertura da revelação e, especialmente, contra o autor, fazendo circular boatos difamadores a respeito de sua sanidade. Em decorrência disso, também a sua reputação anterior de grande cientista e filósofo ficou comprometida.

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publicado por conspiratio às 20:54
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