Quinta-feira, 30 de Outubro de 2008

APOLÔNIO DE TIANA: TAUMATURGO E FILÓSOFO

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APOLÔNIO DE TIANA

Taumaturgo e filósofo neopitagórico, Apolônio de Tiana nasceu na Capadócia, região da Ásia menor, atualmente situada na Turquia, por volta do ano 4 a.C. Sua extraordinária vida ficou conhecida devido às anotações feitas por seu discípulo Dâmis, depois encampadas e copiadas pelo historiador grego Flávio Filóstrato, que redigiu a biografia de Apolônio na obra “De Vita Apollonii”.

Este relato descreve as incríveis peripécias de Apolônio, sua grande sabedoria e suas curas, seu poder de reviver os mortos e outros fatos extraordinários, numa inacreditável semelhança com a vida de Jesus, fato que pode ter influenciado bastante a Igreja Cristã em sua tentativa de obscurecer ao público a existência de tão importante personagem, ao ponto de usar tudo o seu poder para expurgar Apolônio de Tiana da História, e considerá-lo até mesmo “instrumento de Satanás”, dezessete séculos depois.

A semelhança entre Apolônio e Jesus não é incomum, pois as biografias de muitos mestres apresentam notáveis semelhanças. Jâmblico escreveu uma vida de Pitágoras com espantosas semelhanças com a vida de Jesus. A comparação entre os grandes iniciados da humanidade é inútil e sem propósito. Um mestre jamais é igual a outro, embora suas vidas públicas possam se confundir: Deus jamais se repete e cada iniciado é único, não existindo o maior ou o melhor. A tendência, intolerante e fanática, de atribuir-se a Jesus a exclusividade divina, ou de considerar a Maomé como o único profeta, revela uma miopia espiritual, um obscurantismo secular que infelizmente ainda perdura nos dias de hoje, e tem em Apolônio de Tiana um de seus maiores exemplos.

Apolônio viajou por diversos países, seguindo a mesma rota que Pitágoras havia usado para chegar à Índia. Em Nínive conheceu a Dâmis, que se tornou ao mesmo tempo seu guia e seu aluno. Percorreram então o Nepal e o Tibete onde conseguiram chegar à “Mansão dos Sábios”, reduto onde a tradição oriental diz morarem os iniciados da humanidade.

Para ali chegarem, passaram por lugares encantados, onde a própria paisagem parecia se mover. Este fenômeno de ilusão (maya) é a arma usada pelos sábios para evitarem os intrusos. Estas cidades “jinas”, disfarçadas pela ilusão ambiental, foram magnificamente descritas pelo teósofo Mario Roso de Luna, e guardam os segredos das fraternidades brancas do mundo, dos grupos esotéricos e do reinado invisível exercido por Shambala, a morada dos imortais.

Neste fabuloso lugar, Apolônio é apresentado a Hiarchas, o rei dos sábios. Dâmis descreve que os moradores deste local “viviam ao mesmo tempo na Terra e além dela”, e consideravam o universo como criatura vivente. Conheciam a energia solar e incumbiram Apolônio de enterrar talismãs em certos lugares do planeta e lutar contra a tirania de Roma.

De volta à Itália, Apolônio foi admoestado pelas autoridades romanas e manifestou desprezo por Nero. Levado ao tribunal, nada pôde ser provado contra ele, pois o manuscrito da acusação tornou-se de repente virgem!

No reinado de Vespasiano, Apolônio foi tão apreciado que foi nomeado conselheiro do imperador. Mas quando em 81 d.C. assumiu Domiciano, o último dos doze Cézares, reiniciaram-se as perseguições e o clima de terror. Mais uma vez Apolônio de Tiana desrespeitou o imperador, e, um dia, desafiando-o abertamente, disse-lhe: “Tu podes apoderar-te do meu corpo, mas não da alma.” E acrescentou: “E mesmo do corpo, não te apoderarás! ” Depois destas palavras, desapareceu do tribunal, diante de milhares de cidadãos!

Ante tal demonstração, o governo imperial decidiu prudentemente ignorá-lo, a fim de não provocar a revolta de seus inúmeros simpatizantes. Mas em 96, quando dava uma conferência em Éfeso a milhares de pessoas, Apolônio viu como assassinaram em Roma o imperador Domiciano, e comunicou o fato naquele mesmo momento a toda a cidade. Sua missão estava completa, pois após a morte do tirano, assumiram sucessivamente cinco bons imperadores: Nerva, Trajano, Adriano, Antonino e Marco Aurélio.

Seu nome significa “Sol no Céu”, o mesmo que Jesus em hebreu.

Fonte: Os Mestres na Terra, de Sérgio de Souza Carvalho , Hemus.


APOLLONIUS TYANAEUS


http://pt.wikipedia.org/wiki/Apol%C3%B4nio_de_Tiana

http://www.theosophical.ca/theosophical.ws/Portuguese/ApolonioDeTiana.htm
http://www.levir.com.br/teosofia/inst-008.php

http://evelyntorrence.com/byme/apollonius.html

http://www.cabala.superquinze.com.br/apolonio.html

http://www.imagick.org.br/pagmag/turma2/apolon.html

http://www.oarquivista.com/htdocs/O_Arquivista_37/Apolonio.html

http://www.apollonius.net/


Filme: OS RIVAIS DE JESUS

http://uk.youtube.com/watch?v=TVt7ynlNOMA

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Terça-feira, 28 de Outubro de 2008

LUZES SOBRE PHOENIX (1997-2007)

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Luzes sobre Phoenix (1997-2007)

http://www.ufopt.com/index.php?option=com_content&task=view&id=68&Itemid=1



Situado no Estado do Arizona, esta cidade com 1.461.575 habitantes tem sido um dos maiores hotspot OVNI da ultima década. Tendo começado com o tão afamado caso de “Luzes sobre Phoenix” em 13 de Março de 1997, desde então que os céus desta cidade do Continente Americano têm sido alvo de interesse de populares e especialistas interessados pelo fenómeno.
(ler mais)


Para alguns este caso resume-se simplesmente à explicação dada posteriormente pelos militares, de que as luzes que foram vistas durante essa noite não passaram de “military flaires” (foguetes de sinalização usados pelo exercito). No entanto para que esta explicação fosse a solução para os acontecimentos ocorridos durante essa noite, teríamos que nos cingir simplesmente às luzes observadas sobre a cidade e ignorar todos os acontecimentos que antecederam essas horas.
Acontecimentos esses que incluem o avistamento e registo em vídeo de “esferas de luz”, depoimentos de famílias e membros da policia sobre uma enorme formação de luzes em forma de V, movimentação a alta velocidade de “estruturas” em forma triangular, contacto visual da torre de controlo do Aeroporto com o objecto, sem contudo aparecer qualquer registo nos radares, testemunhas que avistaram aviões militares a descolar e a dirigirem-se em direcção ao(s) objecto(s), tendo inclusivamente interceptado um deles, bem como outra série de acontecimentos que marcaram essa noite.


Com o passar dos anos outros avistamentos e registo em vídeo/fotografia têm sido feitos, mas não em tão grande escala como o de 1997, contudo curiosamente passados quase 10 anos do acontecimento principal as “Luzes de Phoenix” regressaram. O acontecimento teve lugar no dia 07 do passado mês de Fevereiro e uma vez mais deixou em alvoroço as populações locais, as chamadas de pânico e pedidos de ajuda acenderam as linhas telefónicas como se fossem pinheiros de Natal. Mas desta vez as imagens foram obtidas em directo a partir de um helicóptero do canal 10 da FOX NEWS no Arizona ([US] Phoenix Lights 2007 - FOX NEWS 10).

Uma vez mais a explicação oficial foi a do uso de foguetes de sinalização, no entanto a explicação não agradou a todos. Diversas pessoas, incluindo militares de diversas facções dizem que nunca poderiam ser esses foguetes e justificam porquê. A explicação dada baseou-se nos treinos efectuados regularmente já num período com algumas semanas, no entanto só nesse dia foram observadas as luzes. E uma vez mais os argumentos utilizados em prol da teoria dos foguetes é pouco consistente e em alguns testemunhos, algo contraditória.

Para comemorar o 10º aniversário do acontecimento que terá lugar no próximo mês, está-se a preparar a divulgação de alguns vídeos que segundo a estação de Noticias NEWS ROOM 3 ([US] Phoenix 2007 Lights Explained - NEWS ROOM 3), não foram divulgados e que muitas pessoas desconhecem. Estaremos perante uma revelação, ou tudo não passa de mais uma manobra de marketing sensacionalista para ganhar audiências? Revelar vídeos passados 10 anos de um acontecimento tem sempre algo que se lhe diga, no entanto o facto de tal data se aproximar e de haver interesse na recolha de imagens, ou de testemunhos de pessoas que ganharam coragem o fazer sem ter medo de ser considerado mais um “doidinho” também pode ser uma forte razão.

O que se passa então nos céus de Phoenix? Será que uns simples foguetes de sinalização iludiram uma cidade inteira, incluindo militares e profissionais de diversas áreas com capacidade para distinguir uma coisa da outra? Será que o governo está a tentar encobrir os acontecimentos porque se tratam de mais um MOGUL (Projecto MOGUL)? Ou será que realmente os “homenzinhos verdes” decidiram fazer uma visita à cidade de Phoenix?

Estes acontecimentos bem como as diversas explicações, complementos e análises relacionados com os avistamentos em Phoenix serão aprofundados e “ilustrados” num artigo numa próxima edição da revista UFOPT Magazine.


FILME NO YOUTUBE:

As Luzes de Phoenix 1
http://br.youtube.com/watch?v=qg8WlC4vqR4&eurl=http://projeto2012.wordpress.com/2008/10/04/as-luzes-de-phoenix-a-maior-aparicao-publica-dos-ovnis-3/

As Luzes de Phoenix 2
http://br.youtube.com/watch?v=YUTjZypZ-R4&feature=related

As Luzes de Phoenix 3
http://br.youtube.com/watch?v=jGFGkmQxIC4&feature=related

As Luzes de Phoenix 4
http://br.youtube.com/watch?v=icahnqUE4QY&feature=related

As Luzes de Phoenix 5
http://br.youtube.com/watch?v=U309JisXEDY

As Luzes de Phoenix 6
http://br.youtube.com/watch?v=s2UUo-yvfI8&NR=1

As Luzes de Phoenix 7
http://br.youtube.com/watch?v=pniew_nhclY&feature=related

As Luzes de Phoenix 8
http://br.youtube.com/watch?v=7uczQG6g2YU&feature=related

As Luzes de Phoenix 9
http://br.youtube.com/watch?v=CfYzdl_TGbY&feature=related

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Domingo, 26 de Outubro de 2008

REPTILIANOS POR BARBARA MARCINIAK, DAVID ICKE, EVELYN TORRENCE, CHICO PENTEADO E OUTROS

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OS REPTILIANOS, POR BARBARA MARCINIAK

Fonte: Mensageiros do Amanhecer

Ensinamentos das Plêiades
Barbara Marciniak
Editora Ground, 1992


Quem são os vossos Deuses?


Existem muitas idéias errôneas sobre o conceito de di­vindade. O universo está repleto de seres inteligentes que têm, ao longo do tempo, evoluído e desenvolvido todos os tipos de capacidades e funções para atender às necessidades de se ex­pressarem criativamente. A importância que há por detrás da existência e da consciência é a criatividade, e ela pode assumir diversas formas.

Há eons, a Terra era apenas um pensamento na mente de grandes seres que estabeleceram para si o objetivo de cria­rem novas formas de existência. Muitos destes seres afetaram a criação do universo, e vocês os denominaram Deus. Na ver­dade, eram energias extraterrestres portadoras de luz, há muito removidas do Criador Primordial. Nós raramente usa­mos o termo Deus com letra maiúscula. Se fossemos usar este termo, seria para nos referirmos à entidade que conhecemos por Criador Primordial. Ele, em sua implosão pessoal através do amor, dotou todas as coisas com a consciência. Todas as coisas são o Criador Primordial na sua viagem.

Nós nos vemos como extensões do Criador Primordial — sempre adquirindo informação e partindo em busca de aven­turas, para assim o alimentarmos. À medida que o alimen­tamos com nossos planos e esforços, fornecemos-lhe mais energia para novas criações.

Nunca chegamos perto da entidade Criador Primordial. Mesmo aqueles entre nós que são seres da maior vibração lu­minosa não têm a capacidade, no estágio de evolução em que nos encontramos, de aproximar-se do Criador Primordial. Ain­da não estamos prontos para sustentar a intensidade desta emanação. Desejamos veementemente em algum ponto do nosso processo evolutivo, vislumbrar, ou eventualmente nos fundir ao Criador Primordial por um tempo. Sabemos que isso é possível.

A evolução da consciência e a capacidade de armazenar informação é o que nos permite aproximar-nos do Criador Pri­mordial. Diversas pessoas na Terra sentiram haver-se fundido com Deus. Elas devem ter-se fundido com a porção do Criador Primordial que mais se adequou à sua vibração naquela épo­ca. A vibração total do Criador Primordial destruiria o veículo físico num instante, pois ele não seria capaz de armazenar tamanha quantidade de informação. Os que representam "Deus" para vocês são apenas uma porção diminuta do Criador Pri­mordial.

Até mesmo o Criador Primordial é uma porção diminu­ta de algo maior. Ele está constantemente descobrindo que é filho de outra criação e que também ele se encontra em cons­tante processo de auto-descobrimento e conscientização. Lembrem-se, a consciência está dentro de todas as coisas e nunca foi inventada, ela simplesmente é. Consciência é conhecimento e o vosso conhecimento é o lugar mais próximo do Criador Primordial. Quando você acredita no que conhece, está ativan­do o Deus dentro de você.
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Vocês vieram para cá, agora, com um propósito determinado: enfrentar os deuses criadores que refizeram a espécie humana que estão voltando. Alguns deles já estão aqui. Este planeta tem sido constantemente visitado e muitas formas di­ferentes de seres humanos foram semeadas aqui através de grande variedade de experiências. Houve muitos fatores que influenciaram o curso da história na Terra. Durante milhões de anos, existiram neste planeta civilizações que vieram e se foram sem deixar vestígio. Todas estas civilizações, assim como a vossa história, foram influenciadas por inúmeros seres luminosos que vocês denominaram Deus. Na Bíblia, muitos destes seres foram combinados passando a representar um ser, quando não eram de jeito nenhum um único ser, mas uma combinação de várias energias luminosas extraterrestres mui­to poderosas. Eram, sem dúvida, energias majestosas vistas sob nossa perspectiva, e é fácil compreender porque foram adora­das e glorificadas.

Não há literatura na Terra que apresente um retrato verdadeiro destes seres. Todos os deuses vieram aqui para aprender e acelerar o seu próprio desenvolvimento, através do trabalho com criatividade, consciência e energia. Alguns foram bem sucedidos e aprenderam suas lições, enquanto outros cometeram erros devastadores.

Quem eram estes deuses da antiguidade? Eram seres capazes de modificar a realidade e comandar os espíritos da Natureza segundo a sua vontade. Os humanos tradicional­mente chamam de Deus seres capazes de fazer o que eles não conseguem.

Estes seres passaram por antigas culturas de várias so­ciedades, retratados como criaturas aladas e bolas de luz. Este mundo é permeado de pistas, indícios e artefatos que indi­cam quem eram os seus deuses.

Contudo, aqueles que deseja­vam manipular os humanos inventaram suas próprias histórias criando paradigmas para os poderem controlar. Disseram-lhes que estes seres eram deuses verdadeiros, e vocês foram ensinados a cultuá-los, adorá-los e obedecê-los. Este para­digma está agora na eminência de sofrer uma mudança gi­gantesca. A verdade aparecerá, uma verdade que mudará completamente a maneira como vêem o mundo. Pobres da­queles que não quiserem enxergar. As reverberações do cho­que atingirão todo o mundo.

Os deuses criadores que têm governado este planeta possuem a capacidade de assumir a forma física, embora na maior parte do tempo existam em outras dimensões. Eles mantêm a Terra numa determinada freqüência vibracional, criando traumas emocionais para se alimentar.

Existem seres que honram a vida acima de tudo, e seres que não respeitam a vida nem compreendem a ligação que têm com ela.


Consciência alimenta consciência. Não é fácil entenderem este conceito, porque vocês se alimentam de comida. A comida, para alguns seres, é a consciência. Toda a comida contém consciência em algum ponto do seu próprio desenvolvimento, quer você a frite, cozinhe ou colha da horta; você a ingere para manter-se nutrido. As vossas emoções são alimento para outros seres. Quando vocês são controlados para gerarem devastação e fúria, estão criando uma freqüência vibracional que sustenta a existência destes, outros seres, porque é disso que, eles se nutrem.

Existem seres que vivem da vibração do amor, e esse grupo gostaria de restabelecer o alimento do amor neste pla­neta. Eles gostariam de ligar este universo na freqüência do amor para que ele tenha a oportunidade de sair e semear outros mundos.

Vocês representam o grupo renegado da luz, concorda­ram em voltar ao planeta, e têm uma missão. Vieram para estes corpos físicos para assumirem o seu comando e mudá-los através do poder da vossa identidade espiritual. Todos selecio­naram com muito cuidado as linhagens genéticas que lhes trariam a melhor vantagem inicial. Cada um escolheu uma história genética através da qual membros da Família da Luz já passaram.

Quando os seres humanos viviam nos domínios que lhes pertenciam por direito e podiam compreender diversas reali­dades, possuíam a capacidade de serem multidimensionais, de serem iguais aos deuses. Vocês estão começando a desper­tar esta identidade dentro de si.

Os deuses assaltaram esta realidade. Para que vocês acreditassem serem eles Deuses com D maiúsculo, os remodelaram geneticamente.

A Família da Luz foi expulsa do planeta, e o time das sombras, que operava através da ignorância, assumiu o comando. Os corpos que ocupam carregam o medo e a lembran­ça da luta pelo conhecimento que estes deuses representavam e roubaram de vocês. Estas criaturas espaciais magníficas podem exercer a manipulação de várias maneiras e trabalhar com a realidade de inúmeras formas diferentes. Os humanos, na ignorância, começaram a chamar estas criaturas espaciais de Deus, com D maiúsculo.

Deus com D maiúsculo jamais visitou este planeta como uma entidade. Deus com D maiúsculo está em todas as coisas. Vocês lidaram apenas com deuses com d minúsculo, que de­sejavam ser adorados, queriam confundi-los e consideravam a Terra um principado, um lugar que possuíam nas fímbrias da galáxia deste universo de livre-arbítrio.

Antes da pilhagem, vocês possuíam tremendos atribu­tos. O exemplar biogenético do ser humano original recebeu informações maravilhosas, era interdimensional e podia fazer coisas incríveis. Quando estes deuses criadores assaltaram o planeta, acharam que as espécies locais sabiam demais. Elas possuíam capacidades muito semelhantes às de quem deseja­va passar por Deus.

Uma manipulação biogenética foi executada, originan­do mais destruição. Houve versões experimentais das espécies trazidas ao planeta em que os arquivos originais foram disper­sos, mas não destruídos. Antes, o vosso DNA estava intacto. Parecia uma linda biblioteca onde a informação estava toda catalogada e referenciada e vocês podiam encontrar tudo o que
quisessem instantaneamente. Quando ocorreu a alteração bioenergética e a informação foi desligada, foi como se alguém tivesse escondido o sistema de referência, tirado todos os livros das prateleiras e jogado no chão, aleatoriamente. Foi assim que o vosso DNA foi espalhado e misturado pelos usur­padores, há muito tempo atrás.

Existe uma razão explícita para lhes contarmos esta his­tória. Não estamos nos dirigindo à vossa mente lógica, mas a vossos bancos de memória, para que vocês possam começar a se lembrar da vossa participação nisso tudo. Dessa forma, vocês começarão a entender o que aconteceu e quem são vocês dentro deste processo.

Toda a informação genética foi misturada e desorde­nada, mas deixada dentro das células. A única informação que restou para vocês usarem e para mantê-los em funcionamento foi a dupla-hélice. Diversas memórias dentro da dupla-hélice foram desligadas, fechadas, e então vocês começaram a funcio­nar com pouquíssimos arquivos. Vocês eram muito facilmente manipulados e controlados por muitos aspectos da consciên­cia que se passaram por Deus.

Certas entidades pegaram a espécie existente, que era realmente uma espécie gloriosa e a reprogramaram para seu próprio uso, suas próprias necessidades. Eles interromperam a freqüência da informação dentro dos seres humanos, mu­daram o DNA e deram-lhes a dupla hélice para que vocês pudessem ser mantidos na ignorância. A vossa freqüência de acessibilidade foi simplesmente desligada para que vocês não pudessem girar o dial do vosso próprio rádio.
Estes deuses criadores alteraram o DNA dentro do cor­po humano, que é a inteligência, o projeto, o código. Se um código não tem espaço para operar, não pode acender-se para a existência ou expressar-se como existência. Se você for tran­cado num quartinho, sem lugar para crescer, jamais poderá expressar-se. Nos últimos milênios, o vosso código foi obriga­do a permanecer dentro de um DNA muito limitado.

Um dos aspectos mais emocionantes para se estar na Ter­ra neste momento, é o fato de estar havendo uma reorganiza­ção, ou uma re-instrumentação no vosso DNA. Raios cósmicos estão incidindo sobre o planeta para que esta mudança seja difundida e a reorganização possa ocorrer dentro do corpo. Os arquivos embaralhados que contêm a história e a consciência da Biblioteca Viva estão sendo organizados.

O DNA está evoluindo. Novas hélices, ou fitas, estão sendo formadas à medida que os filamentos de códigos--lu­minosos começam a se agrupar. Os arquivos dispersos estão sendo unidos dentro do vosso corpo por energias eletromagnéticas vindas do Criador Primordial. Nós estamos aqui para observar este processo em vocês, para os ajudar e para evo­luirmos junto.
Quando estes agrupamentos ou reorganizações ocorre­rem, vocês irão desenvolver um sistema nervoso mais evoluí­do que possibilitará o acesso de uma quantidade muito maior de informação à vossa consciência. Muitas células do vosso cérebro que haviam permanecido dormentes irão ser despertas passando a usar toda a capacidade do vosso corpo físico e não apenas a pequena porcentagem com a qual vinham funcionando.

Todas as regiões do planeta estão sendo afetadas por esta mudança, esta conscientização. Aqueles entre vocês que são os Guardiães da Luz e desejam mudar completamente a reali­dade presente, trazendo para cá diferentes opções, estão anco­rando a freqüência. Se ela não for ancorada e compreendida, pode criar o caos. Ela criará o caos. É por isso que vocês precisam ancorar-se.

O caos traz um estado de reorganização quando utiliza­do adequadamente. O tempo está se esgotando e a energia se tornando cada vez maior. Vocês vieram aqui para usar esta energia primeiro. Abrirão estradas de conscientização, ao pu­xar a energia para seus corpos e isto evitará que outras pessoas tenham de passar por esta experiência.

Muitas pessoas despreparadas irão começar a sentir esta energia subitamente. Luz é memória e informação e, ao atraí-la, vocês criam novos caminhos para a exploração da consciência.
Os novos caminhos de conscientização criam novas realidades, novas opções e novas maneiras de ser e viver._É por isso que o colapso da vossa sociedade é inevitável: ela não mantém a luz nem as possibilidades multidimensionais; ela os mantém em sua limitação.

Os deuses criadores são seres espaciais que possuem sua casa no espaço. Eles também estão evoluindo. Alguns gosta­riam de chutá-los para fora do "clube dos deuses criadores" por acharem que eles não valem a vida que criam.

Antes do saque, há cerca de 300.000 anos, vários componentes do time original trabalhavam aqui para trazer informação e criar o enorme centro de informação que deveria ter sido usado para conectar vários sistemas galácticos. Houve, então, uma violen­ta guerra entre os deuses criadores, e os seres espaciais, cujas histórias se encontram nos antigos manuscritos deste planeta, ganharam a luta. Eles tinham interesses particulares neste local. Aqui, neste universo do Criador Primordial, todas as coisas são permitidas. E como tal, muitas lições são aprendidas.

Alguns destes deuses criadores casaram-se e uniram suas linhagens, da mesma forma que no continente europeu diferentes monarcas e famílias reais se casaram e uniram seus reinos. Os deuses criadores misturavam-se para ver o que con­seguiam criar. Não se esqueçam que eles entendiam de gené­tica e que todas as coisas eram criadas através da manifestação e uso da força vital e da compreensão do seu funcionamento. Neste momento, está além da vossa compreensão perceber a extensão desse projeto.

Quem eram estes seres que vieram e destruíram os pla­nos originais para a Terra? Quem eram estes seres espaciais a que às vezes nos referimos como os Camisetas Negras? Sejam bondosos quando se referirem às forças das trevas. Não falem deles como se fossem maus. Simplesmente entendam que eles são desinformados, e criam sistemas desinformados, porque é assim que sabem operar. Eles lutaram uma vez e separaram-se do conhecimento, por isso agarram-se desesperadamente ao conhecimento que lhes restou e à vida que conseguiram de­senvolver. Mas esta é uma vida baseada no medo, que não só não respeita outras vidas como as usa. Quem são estes seres? São os répteis:
Estes seres espaciais são parte humanos, parte répteis.

Nós costumamos chamá-los Lizzies. Não estamos aqui para amedrontá-los – mas para informá-los. Isto tudo está dentro de vocês, e à medida em que a história de quem são começar a se revelar, alguns de vocês poderão inclusive acessar memó­rias reptilianas. É uma ilusão imaginarem que sempre encarnaram como seres humanos. Vocês encarnaram para vivenciar a criação, para reunir informação sobre a criação e para com­preender este processo coletivamente. Com certeza não tive­ram uma só experiência. Seria como jantar a vida inteira no mesmo restaurante e dizer "conheço tudo sobre culinária". Comecem a expandir as vossas fronteiras e percebam que ain­da necessitam experimentar muitas coisas. Existe brilho em toda a espécie devida.

Os deuses criadores assumiam diversas formas, não eram todos Lizzies. Havia deuses criadores semelhantes a in­setos. Nós, Pleiadianos, somos associados aos deuses criadores semelhantes a pássaros e répteis. Havia seres que vinham do espaço e trabalhavam coma energia dos pássaros em diversas culturas. Se repararem nos desenhos do antigo Egito, Amé­rica do Sul e América do Norte, irão ver sinais de pássaros e répteis. Houve uma época em que pássaros e répteis trabalha­ram juntos, em outra, lutaram. A história se ampliará na pro­porção da vossa compreensão. Vocês vão começar a se lembrar da vossa história.

Os deuses criadores são muito ligados a vocês. Quando uma pessoa decide ter filhos, compromete-se a aprender com eles, a ser responsável pelo seu bem-estar e a ensinar-lhes a serem responsáveis por si mesmos. O mesmo acontece com os deuses criadores. Observando o vosso crescimento, eles apren­dem sobre a vida; estão aprendendo com o que criaram; es­tão aprendendo a ser bons pais, digamos assim.

Alguns deuses criadores criaram vidas apenas para que estas cuidassem deles, atendessem às suas necessidades. Eles alimentaram-se de suas emoções. Um dos grandes segredos que não vos foi revelado como espécie, é a riqueza e o poder que acompanham as emoções. Vocês foram orientados para não explorar as vossas emoções, porque através delas podem compreender as coisas. Através das emoções vocês conectam o vosso corpo espiritual. O Corpo, espiritual é o corpo não-físico, existe na esfera multidimensional.
Está ocorrendo, neste momento, uma transferência na ordem da modulação de frequência no planeta e energias ex­ternas estão trabalhando nesta mudança. Estas energias preci­sam de vocês. Elas não podem alterar o planeta de fora – o planeta precisa ser alterado de dentro. As energias simplesmente trazem os raios cósmicos criativos que penetram em vossos corpos criando o salto evolucionário dentro de vocês. Uma vez que compreendam o uso adequado da emoção e co­mecem a adquirir controle sobre a vossa própria frequência, serão capazes de irradiar estes raios. E então a frequência do medo neste plano de existência não mais será alimentada.

A diminuição da frequência do medo neste planeta pro­vocará uma disseminação de atividades destinadas a aumentá-lo para alimentar os seres que se nutrem desta frequência. Eles tentarão restabelecer a frequência do medo antes de mudar sua nutrição para a frequência do amor. Os Lizzies instalaram na Terra dispositivos que podem difundir e amplificar o desequilíbrio emocional no planeta. Este desequilíbrio é-lhes enviado e os sustenta de alguma forma.

Para se chegar a um planeta é necessário um portal, ou um caminho de acesso. Vocês podem voar pelo espaço, para Júpiter por exemplo, mas se não encontrarem o portal que permita a vossa entrada na estrutura temporal de existência do planeta, vão pousar num lugar que parecerá desolado, sem
vida. Os portais permitem a entrada na dimensão do planeta onde existe vida. Eles abrem-se para corredores de tempo e servem como zonas de experiências multidimensionais.

Existem vários portais na Terra que permitiram a intro­dução de espécies diferentes, de deuses criadores espaciais. Um dos portais mais gigantescos, muito cobiçado atualmente, é o portal do Oriente Médio. Se vocês voltarem na história da Terra, irão perceber quantos incidentes religiosos e quantas civilizações foram introduzidas por esse portal. É um portal enorme – com um raio de milhares de quilômetros. É por isso que existe tanta atividade no Oriente Médio. Este é o portal que os Lizzies usam.

De certa forma, os Lizzies vêm controlando este portal. Eles têm usado esta área para criar suas bases e cavernas subterrâneas de onde operam. A antiga civilização da Mesopotâmia, entre os rios Tigre e Eufrates, foi uma colônia espacial onde uma certa civilização foi introduzida. O Kwait situa-se na bocadeste território. Este portal envolve a manipulação de populações humanas para servir às necessidades de outros seres.
Entre os Lizzies há um grupo benéfico e outro maléfico. Por que estamos lhes contando isso? Por que vocês precisam saber disso? Porque a realidade dos Lizzies está voltando e fundindo-se com a vossa dimensão. Parte do vosso salto evolutivo consciente não consiste simplesmente em mergulhar no amor e na luz. É necessário, que compreendam quão complexa é a realidade, quantas formas diferentes de realidade existem e como todas elas são vocês. Precisam estar em paz com todas e fundir-se com elas para criar uma implosão nas facetas da vossa alma. Só assim podem voltar ao Criador Primordial.
Surgirão inúmeras oportunidades de julgar diversas coisas e de rotulá-las. Contudo, quando você julga e rotula, não experimenta nem sente as novas realidades. Nunca se esque­çam de que esta é uma zona de livre-arbítrio e que há um Pla­no Divino, que será o plano final, a última carta a ser jogada. Todos devem lembrar-se de que esta carta será um Az.

A natureza das relações neste planeta é deveras inte­ressante. Sempre que ocorre uma modulação de frequência num sistema existente, existe um certo magnetismo que con­verge para fora deste sistema. Este magnetismo atrai de vol­ta para o sistema toda a energia que alguma vez esteve envolvida com ele, para que ela possa fazer parte da evolução ou do processo. Vocês estão magnetizando para si tudo o que já experimentaram, para que possam sentir tudo o que for necessário à sensação da experiência.

Os deuses criadores da antiguidade estão sendo atraí­dos para cá agora por causa do Plano Divino. Eles precisam participar e compreender que suas frequências serão alteradas. Eles estão resistindo, da mesma forma que muitos humanos estão resistindo. E, contudo eles criam suas próprias realidades. Estes deuses criadores dos últimos 300.000 anos esqueceram-se de quem os criou! Esqueceram-se dos seus deuses.

Como membros da Família da Luz vocês não esquece­ram. A vossa tarefa é compreensão: trazer compreensão e enten­dimento para o planeta que irá estabilizar a energia e gerar o poder de criação. A luz é subestimada neste planeta, e estes deuses criadores os subestimam. Mesmo em seu resplendor, eles possuem pontos cegos. São tão apaixonados pelo poder que lutam entre si.
Os deuses criadores renunciaram a uma porção de si mesmos e voltaram-se enamorados para o seu próprio projeto. Vocês estão ligados a estes seres porque são extensões deles, suas forças operáveis. Vocês estão aqui para afetar a realidade não apenas de fora, mas de dentro. É isso que vocês estão pres­tes a lembrar.

Os deuses criadores estão voltando para um novo sa­que porque não querem morrer de fome. Eles sabem que está havendo uma "falência do sistema" causada por vocês, e, por isso estão voltando para criar medo e devastação, para lutar novamente por este território. A fonte de alimento é importan­te para eles. Eles estão perdendo o controle do planeta e, por isso,voltam para o seu portal principal no Oriente Médio, onde estão localizados seus covis embaixo da terra, para criar medo e caos.

Os Planejadores Originais desejam trazer a liberdade de escolha, com respeito à frequência, de volta para este pla­neta. Os deuses responsáveis pelo último período evolutivo da Terra usavam a modulação de frequência e não permitiam a liberdade de escolha. Eles roubam a vossa energia psíquica mostrando-lhes um falso retrato da realidade. Esta informa­ção está sendo passada a vocês para que se apercebam de como têm sido manipulados.
Nós jogamos o mesmo jogo. Não preparamos, nós tam­bém, um plano de modulação de frequência para vocês? Não os atraímos, induzimos, e os convencemos do vosso livre arbí­trio para que escolham vibrar numa determinada frequência? Nós agimos da mesma forma que os construtores.
Assim como vocês descobriram a verdade sobre o Coelhinho da Páscoa, Papai Noel e a Fadinha do Dente de Lei­te, vão descobrir que existe um cenário, uma história, uma versão idealizada em torno de muitas destas energias que têm vindo a cultuar como deuses.

A energia predominante neste planeta sifona os vossos sistemas religiosos segundo a sua própria vontade. Ela extrai fluxos de energia incríveis, e esta energia está viva. Foi dito a vocês que todos os vossos pensamentos criam mundos: eles são reais – eles vão para algum lugar. Existem cinco bilhões e meio de pessoas pensando neste instante. Toda esta energia está viva na Terra. Qual é o sentimento predominante dentro dessa energia e o que pode convencer ou coagir a sua exibição?

Não estamos aqui para dizer quem está certo ou erra­do, ou quem é quem dentro da hierarquia. Queremos sim­plesmente desfazer as vossas ilusões, alertá-los para aquilo que foram induzidos a acreditar. A nossa intenção é sugerir que pensem maior.

Sintam a importância da perda que ocorrerá dentro desta energia predominante, quando um número cada vez maior de vocês deixar de vibrar de acordo com este plano. Pensem o que podem fazer quando vencerem esta modulação de frequência, ou a insistência da vossa mente lógica e, impecavelmente, permanecerem límpidos como Portadores de Frequência. Lembrem-se que identidade como frequência é a soma total da irradiação como pulsações eletromagnéticas dos vossos corpos físico, mental, emocional e espiritual. Todas as vezes que possuírem o que alguém estava sifonando e culti­varem isso de acordo com a vossa vontade própria, vocês mudam a vibração do planeta.

Como destruidores de sistemas, esta é uma das tarefas que desempenham com mais habilidade. Nós não queremos depreciar ou desprezar o que usaram até agora como instru­mentos, queremos apenas que se desfaçam, de seus velhos ins­trumentos. Vocês estão dedicando reverência e lealdade a sistemas de crenças que já não lhes servem mais, da mesma forma que vai chegar o dia em que cada um de vocês terá ultrapassado os ensinamentos que estamos ministrando ago­ra. Outra energia será capaz de dizer: "Bem, quando os Pleiadianos estavam lhes mostrando isto, era muito bom. Eles dirigiram vocês até aqui. Deixem-nos levá-los adiante". A evo­lução não pára, nem há nada que tenha sido ensinado neste planeta que represente a verdade suprema.

Na medida em que forem recuperando a história de vos­so passado reptiliano, perceberão que muitas características que influenciaram o sistema patriarcal da história faziam, na verdade, parte da família dos répteis. Assim, como os huma­nos não são maus, o mesmo ocorre com os répteis. Eles não contêm menos parte do Criador Primordial que vocês, nem sua aparência ou fisiologia são inferiores. Os mestres geneticistas são capazes de ocupar muitas formas diferentes. É compreensível que parte da dificuldade de se trabalhar com uma espécie isolada seja o choque que pode ocorrer com a revelação completa da verdade.

Existiram e existem muitos outros deuses criadores, mas apenas alguns possuem a forma humana.Atualmente, a inquie­tação e o desconforto que vocês sentem em relação à aparência dos répteis advém de sua forma, que lhes é muito estranha.

Os deuses criadores estão voltando para a Terra, é por isso que o planeta está passando por perturbações tão grandes. Conforme forem aprendendo a sustentar as frequências vindas dos raios cósmicos criativos, vocês estarão, cada vez mais, preparados para encontrar estes deuses. Como já disse­mos, alguns deles já estão aqui. Andam pelas ruas, vão a suas academias, participam do vosso governo e dos vossos locais de trabalho. Estão aqui para observar e para dirigir energia. Alguns deles vieram para os ajudar, outros estão aqui para aprender e evoluir. Existem ainda outros que não possuem intenções tão elevadas.

Precisam aprender como discernir entre as energias ex­traterrestres Este é um universo de livre-arbítrio, portanto todas as formas de vida são permitidas aqui. Se uma energia procura amedrontá-los, manipulá-los, controlá-los, não é uma energia interessante para se trabalhai com ela. Vocês esco­lhem com quem trabalhar. O fato de uma entidade ter desen­volvido capacidades fantásticas e aparentemente mágicas, não significa necessariamente que ela seja desenvolvida espiri­tualmente. Aprendam a discernir.

Vocês estão vivendo uma época importantíssima em que a energia está chegando viva. Tudo o que estão sentindo é o resultado de estarem despertando os vossos potenciais ador­mecidos. Um vendaval está soprando, mostrando-lhes que há Muita agitação rolando no ar. Os deuses estão aqui. Vocês são estes deuses.

À medida que forem despertando para a vossa história, os vossos olhos da antiguidade abrir-se-ão. São os olhos de Hórus, que enxergam através dos olhos do ser humano, mas da perspectiva de um deus. Eles vêem a conexão e o pro­pósito de todas as coisas, pois são capazes de enxergar diver­sas realidades e unificá-las num quadro global revelando a história inteira. Quando forem abertos dentro de vocês os olhos da antiguidade, serão capazes de conectar-se com a história pessoal de cada um, com a história planetária, a história galáctica e a história universal. Aí, então, vocês vão descobrir quem são os vossos deuses.
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O livro:
http://www.ground.com.br/ground/det_livro.php?livro=208-0

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Ver também:
http://holosgaia.blogspot.com/2008/01/o-caminho-do-xam-michael-harner-quando.html

David Icke entrevista Credo Mutwa
David Icke - Falando Sobre Agenda Reptiliana - Parte 1http://br.youtube.com/watch?v=L6Jmqm-QusU&feature=PlayList&p=68F3C3FE4112B548&index=0&playnext=1


David Icke - Falando Sobre Agenda Reptiliana - Parte 2
http://br.youtube.com/watch?v=ynbL06bnmlY


David Icke - Falando Sobre Agenda Reptiliana - Parte 3
http://br.youtube.com/watch?v=85CZoe6j_X4


David Icke - Falando Sobre Agenda Reptiliana - Parte 4
http://br.youtube.com/watch?v=85CZoe6j_X4


David Icke - Falando Sobre Agenda Reptiliana - Parte 5
http://br.youtube.com/watch?v=wAuJRLB6Jp0


David Icke - Falando Sobre Agenda Reptiliana - Parte 6
http://br.youtube.com/watch?v=OKJ868k2REU


David Icke - Falando Sobre Agenda Reptiliana - Parte 7
http://br.youtube.com/watch?v=z3IdFpHY-CQ


David Icke - Falando Sobre Agenda Reptiliana - Parte 8
http://br.youtube.com/watch?v=LSo1I-tEfnY


David Icke - Falando Sobre Agenda Reptiliana - Parte 9
http://br.youtube.com/watch?v=3pcRlA_YUSE


David Icke - Falando Sobre Agenda Reptiliana -Parte 10
http://br.youtube.com/watch?v=hmZMCodyK24


David Icke - Falando Sobre Agenda Reptiliana -Parte 11
http://br.youtube.com/watch?v=Bg9Vcq3XG4w



David Icke - Falando Sobre Agenda Reptiliana -Parte 12
http://br.youtube.com/watch?v=m_80r9O1iC4


David Icke - Falando Sobre Agenda Reptiliana -Parte 13
http://br.youtube.com/watch?v=6rAst5QsSBM

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Arizona Wilder: Confessions from a illuminati victim mind control 1 - LEGENDADO



1 - http://www.youtube.com/watch?v=E8K7b6VSaQ8&feature=PlayList&p=F6450D11129760E6&index=0



2 - http://www.youtube.com/watch?v=YOXwnfSv_ss&feature=PlayList&p=F6450D11129760E6&index=1



3 - http://www.youtube.com/watch?v=oJvyCnBxYYA&feature=PlayList&p=F6450D11129760E6&index=2




4 - http://www.youtube.com/watch?v=rvlgjT0A5CQ&feature=PlayList&p=F6450D11129760E6&index=3


5- http://www.youtube.com/watch?v=iW8K52xVGCk&feature=PlayList&p=F6450D11129760E6&index=4


6 - http://www.youtube.com/watch?v=qy5O02KkH-4&feature=PlayList&p=F6450D11129760E6&index=5


7 - http://www.youtube.com/watch?v=PUYkrrBBY1E&feature=PlayList&p=F6450D11129760E6&index=6


8 - http://www.youtube.com/watch?v=AWQN9swiBfU&feature=PlayList&p=F6450D11129760E6&index=7


9 - http://www.youtube.com/watch?v=nSX4hdDMmYQ&feature=PlayList&p=F6450D11129760E6&index=8

10 - http://www.youtube.com/watch?v=XkDDF_ioM-A&feature=PlayList&p=F6450D11129760E6&index=9

Mais em:

http://pistasdocaminho.blogspot.com/2009/12/revelacoes-de-uma-mulher-com-david-icke.html

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Trecho do livro:  http://olivrodasfadas.com/


Para sobreviverem na Terra, os aliens intrusos começaram um processo de adaptação energética e vibratória em sua composição existencial, usando os elementos vitais do planeta para compor seus novos corpos físicos. As fadas mostram em imagens que as primeiras novas experiências genéticas foram realizadas fora da Terra e as primeiras formas físicas desses seres eram deformes e horrendas. Depois de muito manipular os elementos, essas inteligências pesquisadoras, desenvolveram formas físicas adaptadas dos répteis mas em grandes proporções. Essa aparência reptiliana, foi tirada das formações répteis
antepassadas que, na época dos primórdios da criação, estavam se formando no planeta em conjunto com os visitantes mais antigos. A genética réptil que se adaptou à nova formação da Terra foi usada como base para os estudos genéticos extraterrestres por causa da resistência e compatibilidade vibratória que os répteis têm com as energias dos
alienígenas.


As fadas viram a entrada dos novos corpos alienígenas que chegavam exilados de outros sistemas, como uma ameaça à Terra, mas lhes foi ordenado que não interferissem no processo de desenvolvimento e adaptação desses seres à vida no planeta, porque eles tinham inteligência cósmica suficiente para implantarem sua presença no solo terrestre, mesmo com as limitações dimensionais impostas pelo Criador e, se as fadas fizessem qualquer exposição física diante desses seres, a
obra original da criação correria o risco de ficar perdida nas mãos dos novos impositores.
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Esses seres sabiam da existência de uma inteligência divina que dominava a vida na Terra, mas também sabiam que essa consciência divina não impedia o progresso natural do planeta, não restringia as experiências individuais e não mexia na liberdade de expressão existencial, por isso, os aliens puderam criar seus plasmas reptilianos para que pudessem se manter vivos em solo terrestre mesmo não pertencendo às formas da criação natural do planeta. Os intrusos puderam mais uma vez, permanecer e se multiplicar.


As grandes colônias reptilianas foram crescendo à medida que os avanços das experiências alienígenas de sobrevivência na Terra, iam ganhando mais força. Os seres alienígenas que estavam mais familiarizados com a vida da terceira dimensão da Terra, começaram um processo lento e sutil de domínio e manipulação dos elementos vitais do planeta, criando com a densificação vibratória desses elementos, diversas outras formas de vida antinaturais, nos campos animal e vegetal.


A inteligência dos terráqueos reptilianos, acrescentada ao poder de manipulação que eles exerciam sobre os elementos vitais, geraram na Terra verdadeiros monstros, que vibratoriamente colocavam o planeta em camadas cada vez mais densas de matéria, até atingirem a camada mórbida do planeta, onde a vida era quase impossível de ser gerada, devido à falta de luz criadora. Neste campo mais obscuro, os reptilianos conseguiram estabelecer suas colônias e viver mais isolados e livres das
regras impostas nos campos dimensionais da luz. As fadas observando a densificação que estava sendo realizada nas
camadas mais profundas do planeta, solicitaram ao Criador que em defesa da vida natural da Terra, fosse criada uma nova raça inteligente que tivesse uma representação física mais poderosa e pronta para reinar na dimensão da vida, incluindo nas camadas mais inferiores. Essa representação foi criada no campo alado e enviada para a Terra quando estava pronta para dar início à genética regente da criação.


As fadas na manipulação dos elementos vitais, uniram-se ao Criador que com sua vibração mais elevada, criou o corpo físico inteligente. Esse corpo foi criado para viver conectado à inteligência divina, sem ter consciência dessa conexão, para agir livremente no planeta como sendo a espécie viva mais inteligente do planeta e com capacidade de expandir essa inteligência até ao nível da sabedoria do divino.
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As fadas foram criadas para representarem a obra da criação, defenderem e protegerem a Terra e a vida original, em todas as escalas e dimensões em que a genética é possível. Foram as fadas que assumiram a tarefa de repassar para o novo corpo reinante, ainda em formação na dimensão alada, todo o conhecimento existencial do planeta, antes de ele ser enviado para viver livremente em solo terrestre.


A vida natural da Terra, clamava por uma representação mais ativa e permanente e foi neste momento do planeta, que o Criador com sua inteligência divina, usando os princípios ativos da vida na Terra, criou o primeiro ser humano para representar a nova raça governante da Terra e, dessa energia física masculina foi extraída a forma física feminina, que
com a ajuda das fadas, criou a mulher para ser protetora do homem e a preservadora da raça.


Os iguais em diferentes freqüências, masculino e feminino, eram capazes de recriar a vida inteligente no planeta, apenas implantando projeções mentais e multiplicando fisicamente seus genes, em comunhão física um com o outro. No DNA da raça humana que já nasceu inteligente, estão registradas todas as informações sobre a obra da criação, mas em níveis de
entendimento que só podem ser acessados pela inteligência própria. A semente da vida com a inteligência divina, estava inserida no gene humano. O início da parte mais espetacular da obra da criação, a mente inteligente livre, estava formatada e fora enviada para viver na Terra como raça reinante do planeta.


As fadas receberam a tarefa de serem as guardiãs astrais dos humanos originais e, foram elas as incumbidas de acompanhar a expansão genética, mental e espiritual dessas sementes divinas, sem interferir em seu desenvolvimento individual.


http://olivrodasfadas.com/  


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Conversando com os Reptilianos

Jô Soares entrevista Chico Penteado 18/03/2011








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AGENDA REPTILIANA - O PACTO REPTILIANO
http://holosgaia.blogspot.com/2011/10/agenda-reptiliana-o-pacto-reptiliano.html

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STWEART SWERDLOW - TODA A HUMANIDADE ESTÁ SOB CONTROLE MENTAL - MONTAUK PROJECT - COMO SE REPROGRAMAR
http://conexaosirius.blogspot.com/2011/08/stweart-swerdlow-entrevista-toda.html?zx=50777df20c4e4648

publicado por conspiratio às 20:31
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Sábado, 25 de Outubro de 2008

A NEUROCIENTISTA QUE CUROU SEU PRÓPRIO CÉREBRO

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AMARÍLIS LAGE
da Folha de são Paulo


Às 7h de uma manhã de inverno, Jill Bolte Taylor acordou com uma forte dor de cabeça. A luz do sol ofuscava seus olhos. Ao ir até o banheiro, notou certa dificuldade para se equilibrar. Além disso, seu raciocínio estava confuso. Ainda assim, conseguiu tomar banho e se vestir. Só quando seu braço direito ficou paralisado, entendeu: estava tendo um derrame.

Neuroanatomista do Banco de Cérebros de Harvard, Jill passou as quatro horas seguintes observando a própria deterioração cerebral. O processo afetou linguagem, memória e movimentos -e a levou ao "nirvana". Era dia 10 de dezembro de 1996, e Jill tinha 37 anos. Neste ano, ela galgou a lista de mais vendidos nos EUA com o relato de sua recuperação -"A Cientista que Curou Seu Próprio Cérebro" (Ediouro).

O nirvana de Jill decorreu de especificidades de seu AVC (acidente vascular cerebral). Ela teve uma hemorragia no lado esquerdo do cérebro, ligado ao raciocínio lógico. Com o dano, prevaleceu o lado direito, mais abstrato e emocional. O resultado, conta, foi a suspensão da noção de tempo e a sensação de união com o universo.

Nesse ínterim, teve algumas "ondas de clareza". Numa delas, lembrou o telefone da mãe, mas não quis preocupá-la. Então ficou esperando outra "onda" que lhe permitisse lembrar o telefone do trabalho. Quando conseguiu ligar, descobriu que não sabia mais falar. Por sorte, reconheceram sua voz.

"Não senti medo", disse Jill à Folha. "Eu era uma cientista vendo meu cérebro avançar nesse processo incrível de deterioração e não previ que ficaria tão doente. E, quando chegou a hora em que eu poderia morrer, senti uma profunda paz."

A sensação era tão prazerosa que ela diz ter se questionado sobre o benefício da recuperação -o simples ato de ligar uma palavra à imagem mental certa levava horas e a deixava esgotada. O que a motivou a deixar a "divina serenidade" e encarar a reabilitação foi o desejo de ensinar aos outros como atingir a mesma tranqüilidade.

O que Jill propõe é uma forma de aquietar o lado esquerdo do cérebro para aproveitar as vantagens do lado direito.

Uma de suas estratégias consiste em focar a atenção em aspectos sensoriais (como aromas e sons) para se prender ao presente. Outra dica é orar e meditar. No livro, Jill cita um estudo que relaciona a neuroanatomia a experiências espirituais. A pesquisa avaliou praticantes de meditação e freiras e constatou que essas práticas reduziam a atividade de certas áreas do lado esquerdo.

"Nossa habilidade de experimentar a religião e a fé é baseada no cérebro. Quando os neurônios são ativados ou inibidos, experimentamos a união com algo maior", afirma Jill.


Críticas


Pelo tom de auto-ajuda, o discurso atrai críticas. "Há cientistas com a cabeça fechada que estão interessados em discutir a ciência no livro, mas não há uma ciência nova lá. Só uma vivência que condensa o que já se sabe", diz Jill.

Para ela, um dos melhores "remédios" foi o sono. Nas primeiras semanas após o AVC, sua rotina consistia em dormir por seis horas, passar 20 minutos acordada, tentando alcançar algum avanço cognitivo ou físico, e dormir de novo.

Ela também destaca o estímulo que recebeu da mãe nas atividades do dia-a-dia: perguntas cujas respostas eram "sim" ou "não" foram substituídas por questões de múltipla escolha, para que a filha precisasse elaborar uma resposta. "Embora saibamos muito sobre o cérebro, acho que temos um trabalho relativamente pobre na reabilitação cerebral", afirma Jill. "Não honramos o poder curativo do sono. Nos EUA, é comum acordar os pacientes cedo, dar-lhes anfetaminas e empurrá-los para um local repleto de estímulos, com TV ou rádio ligados. Meu cérebro queria dormir justamente para não ter de processar a estimulação excessiva."

Outro erro comum, a seu ver, consiste em dizer aos pacientes que a recuperação pára após os primeiros seis meses. Jill só voltou a fazer operações matemáticas, por exemplo, cinco anos após o trauma.

Hoje, ela dá aulas de neuroanatomia na Universidade Indiana e retomou uma atividade: a de "cientista cantora". A alcunha surgiu quando Jill iniciou uma campanha em prol da doação de cérebros para pesquisa. Como o tema deixava as pessoas tensas, ela tentava descontraí-las passando a mensagem por meio de músicas.

Seu interesse sobre o cérebro tem uma origem familiar. Com um irmão portador de esquizofrenia, ela queria entender como ele pensava. Acabou entendendo mais sobre si mesma.



http://www1.folha.uol.com.br/fsp/saude/sd1910200801.htm
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Palestra no Youtube:
http://br.youtube.com/watch?v=m0O0Il8Vn_g
http://br.youtube.com/watch?v=thWwpYNN3-A&feature=related
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http://somostodosum.ig.com.br/blog/blog.asp?id=9611
Recuperação após o derrame
10/12/1996
Jill sofre um AVC.
17 Dias
Submete-se a uma cirurgia, que tira um coágulo do tamanho de uma bola de golfe.
5 Semanas
Recupera o diálogo interno – a capacidade de “ouvir” os próprios pensamentos.
3 Meses
Volta a dirigir.
4 Meses
Consegue dar uma palestra de 20 minutos, que havia sido agendada antes do derrame. Para isso, estuda vídeos antigos de suas próprias palestras de passa um mês treinando.
2 Anos
Tenta reconstruir as lembranças relativas à manhã do AVC. É encontrada pelo Rose Hulman Institute of Technology, em Indiana, para lecionar nos cursos de anatomia e fisiologia e de neurociência.
3 Anos
Volta a jogar paciência.
4 Anos
Após quatro anos andando 5km por dia, com pesos nas mãos, consegue caminhar com um ritmo estável. Recupera a capacidade fazer operações matemáticas simples, como somar, subtrair e multiplicar.Consegue realizar tarefas simultâneas, como falar ao telefone e cozinhar ao mesmo tempo.
5 Anos
Consegue realizar contas matemáticas de divisão.
Ao final do ano, consegue pular de pedra em pedra na praia sem olhar para onde os pés aterrizam.
6 Anos
Alcança uma meta antiga: ter energia suficiente para subir os degraus das escadas de dois em dois.
7 Anos
Começa a dar aulas no Departamento de Cinesiologia da Universidade Indiana.
Reduz a necessidade de sono noturno de 11 horas para 9 horas e meia.
Volta a ter sonhos com estrutura narrativa.
8 Anos
Experimenta uma mudança na percepção do próprio corpo. “ Embora tenha comemorado voltar a ser alguém sólido, senti falta de me perceber como fluido. Sinto falta da lembrança constante de que somos todos um”.
***
"De repente o meu hemisfério esquerdo voltou e me disse: “Hey, nós temos um problema, nós temos um problema, nós precisamos buscar ajuda” e era como, OK, OK, eu tenho um problema, mas eu voltava a essa consciência que eu carinhosamente dei o nome de La La Land, e era lindo lá. Imagine estar completamente desconectado das informações no seu cérebro que te conectam com o mundo exterior.
Então aqui estou nesse espaço e não existe nenhuma preocupação comigo, com o meu trabalho, tudo sumiu e eu me senti mais leve no meu corpo e imagine todos as suas relações com o mundo exterior e as várias preocupações relacionadas com elas, tudo tinha desaparecido. Senti uma sensação de paz e imagine o que seria sentir perder 37 anos de bagagem emocional! Senti euforia. Euforia é maravilhoso – e então meu hemisfério esquerdo voltou e disse: “Hey, você precisa prestar atenção, precisamos encontrar ajuda” e pensei “Vou conseguir ajuda, vou focar nisso” Saí do chuveiro, me vesti e andando pelo meu apartamento estava pensando “Eu preciso ir trabalhar, preciso ir trabalhar. Eu consigo dirigir? Eu consigo dirigir?”
Foi nesse momento que meu braço direito ficou paralisado e pensei “O meu Deus! Estou tendo um derrame! Estou tendo um derrame!” e a próxima coisa que meu cérebro me disse foi “Nossa! Isso é legal, isso é legal. Quantos neurocientistas têm a oportunidade de estudar seu próprio cérebro do lado de dentro?”
Mas veio algo em minha mente: “Sou uma mulher ocupada. Não tenho tempo para um derrame!” e era como eu me dissesse: “OK, eu não posso parar o derrame então vou fazer isso por uma semana ou duas e voltar a minha rotina”
Ela contou essa história toda num livro, o My Stroke of Insight: A Brain Scientist’s Personal Journey, que acaba de ser lançado aqui nos EUA e eu estou louca pra ler. Já disse que adoro ler sobre neurologia, né? tenho todos os livros do Oliver Sacks, quem quiser experimentar, eu sugiro começar pelo Homem que Confundiu sua Mulher com um Chapéu. Ótimo.
Recebido de: Thelma BuenoTradução e Legendas do vídeo:
Nayara Alves e Atílio Baroni
Texto do blog: http://sindromedeestocolmo.com/
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Mais em:
http://pistasdocaminho.blogspot.com/2009/02/cientista-que-curou-o-proprio-cerebro.html
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Jill Bolt Taylor em entrevista ao Milênio
O cérebro humano tem a capacidade de se recuperar e de encontrar a felicidade. Essa é a lição de Jill Taylor, autora do livro "A Cientista que Curou o Próprio Cérebro", após ter um derrame.
http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM979581-7823-O+POTENCIAL+DO+CEREBRO,00.html
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Auto-hemoterapia e AVC - acidente vascular cerebral
http://www.youtube.com/watch?v=nNmubk3gP5c
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publicado por conspiratio às 22:05
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Sexta-feira, 17 de Outubro de 2008

CODEX ALIMENTARIUS: A DITADURA ENTRANDO EM SUA VIDA PELA COZINHA

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CODEX Alimentarius: os últimos dias de liberdade na saúde?A partir de 01 de Janeiro de 2010 entra em vigor o polêmico Codex Alimentarius. Mas você não sabe exatamente o que é isso, pois não?... Pois é exatamente o que eles querem!

O Codex Alimentarius é um Programa Conjunto da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação - FAO e da Organização Mundial da Saúde - OMS. Trata-se de um fórum internacional de normalização sobre alimentos - sejam estes processados, semiprocessados ou crus - criado em 1962, e suas normas têm como finalidade "proteger a saúde da população", assegurando práticas equitativas no comércio e manuseio regional e internacional de alimentos. Sua influência se estende a todos os continentes e seu impacto na saúde dos consumidores e nas práticas do comércio de alimentos em todo o planeta será incalculável.

As normas Codex abrangem ainda aspectos de higiene e propriedades nutricionais dos alimentos, código de prática e normas de aditivos alimentares, pesticidas e resíduos de medicamentos veterinários, substâncias contaminantes, rotulagem, classificação, métodos de amostragem e análise de riscos.

Olhado assim, na versão oficial (exceto as aspas), parece uma coisa boa, certo? Bem, não exatamente... e, na verdade o Codex é olhado com total "desconfiança" (para usar uma palavra elegante) por todos os que denunciam que essa regulação tão "abrangente" virá a ser uma fonte poderosa de controle sobre as grandes populações e de apreciável lucro para as grandes corporações, especialmente as dos ramos químico e farmacêutico.

Quem controla a comida, controla o mundo!

Traduzido em miúdos, o Codex vai trazer severas restrições à nossa já precária LIBERDADE de escolha em termos de alimentação e prevenção/tratamento de doenças. Sem falar que considerações mais complexas podem ser feitas sobre o impacto dessas medidas no controle populational do planeta e na concentração de riquezas...

Os opositores do Codex fizeram uma síntese do que representará essa complexa rede de regulamentações, que, quando implementadas, serão MANDATÓRIAS para todos os países membros, cerca de 170 - o que inclui o Brasil:

- Suplementos nutricionais, como vitaminas, por exemplo, não poderão mais ser vendidos para uso profilático ou curativo de doenças; potências de qualquer suplemento liberado, estarão limitadas a dosagens extremamente baixas, sub-dosagens, na verdade, e somente as empresas farmacêuticas terão autorização para produzir e vender esses produtos (preferencialmente na sua forma sintética) em potências mais altas - no caso da vitamina C, por exemplo, qualquer coisa acima de 200mg será considerada "alta", e será necessária uma receita médica para se poder comprá-la.

- Alimentos comuns, como o alho ou o hortelã, por exemplo, poderão ser classificados como drogas, que somente as empresas farmacêuticas poderão regulamentar e vender. Qualquer alimento ou bebida com qualquer possível efeito terapêutico poderá ser considerado uma droga.

- Alimentos geneticamente modificados não precisarão ser identificados como tal, e não saberemos a origem do que estamos comendo; a criação de animais geneticamente modificados também já consta dessa mesma pauta, ou seja, vai ser difícil saber que bicho se está comendo.

- Aditivos alimentares, a maioria sintéticos, como o aspartame, por exemplo, serão aprovados para consumo sem que se tenha conhecimento dos efeitos a longo prazo de cada um nem das interações entre eles a curto e longo prazos.

- Todos os animais destinados ao consumo humano, deverão receber hormônios e antibióticos como medida profilática; sabe aquele "gado orgânico", criado solto em pastagens e tratado só com homeopatia?... nunca mais!

- Todos os alimentos de origem vegetal deverão ser irradiados antes de serem liberados para consumo: frutas, verduras, legumes, nozes... nada mais chegará à nossa mesa como a natureza fez - tem gente brincando de Deus, mas desta vez não para criar, e sim para DEScriar.

- Os produtos "orgânicos" estarão completamente descaracterizados, pois terão seu padrão de pureza reduzido a níveis passíveis de atender às necessidades de produção em grande escala; alguns aditivos químicos e várias formas de processamento serão permitidos; tampouco haverá obrigatoriedade por parte do produtor de informar que produtos usou e em que quantidades - rótulos não serão obrigatórios na era pós-Codex.

- Para a agricultura convencional, os níveis residuais aceitáveis de pesticidas e herbicidas estarão liberados em níveis que ultrapassam em muito os atuais limites de segurança! Em outras palavras, estarão envenenando nossa comida.
Em síntese: os objetivos do Codex incluem (1) globalização das normas, (2) abolição da agricultura/criação orgânica, (3) introdução de alimentos geneticamente modificados, (4) remoção da necessidade de rótulos explicativos de qualquer espécie, (5) restrição de todos os remédios naturais, que serão classificados como drogas.

O Codex, na verdade, já começou a "acontecer" por aqui - alguém já reparou que não se consegue comprar nada numa farmácia de manipulação sem ter uma receita médica? Nem uma inocente vitamina C... Em compensação pode-se comprar praticamente qualquer coisa SEM receita médica numa farmácia regular, que vende produtos industrializados, mesmo se forem antibióticos, anti-inflamatórios... - e até aquela mesma vitamina C que nos negaram há pouco na outra farmácia...

Indicar aquele chazinho para um amigo? Ou quem sabe informar ao vizinho que farelo de aveia ajuda a reduzir o colesterol? Sugerir que mamão solta e banana prende?... Nem pensar! Poderá ser considerado "prática ilegal da medicina"! Não se poderá dizer que produtos naturais curam doenças porque não são medicamentos e, na era pós-Codex, só medicamentos APROVADOS pelas novas regras poderão ser referidos para tratar doenças... e assim mesmo, só por um médico!

Exagero? Quem sabe? - já teve
gente presa na França por vender 500mg de vitamina C... é que lá essa potência já é considerada "remédio", e não pode ser vendida sem receita médica.
Medicina alernativa, tibetana, ayurveda, homeopatia, essencias florais... só se a turma do Codex disser que pode. Se esse "programa" entrar em vigor (daqui há pouco mais de 1 ano) da forma como vem sendo "curtido" há mais de 45 anos, e alertado mundo afora, teremos perdido nossa liberdade de optar por uma medicina e nutrição naturais, poderemos vir a precisar de receita médica até para ir à feira...

Se isso acontecer, não vai ter graça nenhuma.

Vale a pena saber mais!

* We become silent - VIDEO online
* Lento sterminio di massa
* Global control of our food
* Criminalizing Food - Rima Laibow - VIDEO online
* Food lies - Brian Clement - VIDEO online
* In-depth information on Codex
* Codex Alimentarius do Brasil


http://enzimato.blogspot.com/2008/10/codex-alimentarius-os-ltimos-dias-de.html

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Codex Alimentarius - Nutricide (legendado)
From: CarolPhysik
See it and spread it for everyone you know!!! It's too much important!!!

Veja e repasse pra todos que você conhece!!! É extremamente importante!!!

Esta foi a palestra da Dra. psiquiatra Rima Laibow sobre o CODEX ALIMENTARIUS, que inclui certas exigências, como: inocuação dos alimentos por radiação, proibição de nutrientes considerados "tóxicos" e liberação do uso de agrotóxicos que já foram proibidos por causarem graves danos ao homem e o meio ambiente. NOTA: palestra feita na Associação Nacional de Profissionais de Nutrição (NANP) em 2005.

http://www.youtube.com/user/SpiritTvOnline#p/c/2B6858E89E3BCF7A/0/lPEx7GtuxFU
http://www.youtube.com/user/SpiritTvOnline#p/c/2B6858E89E3BCF7A/1/EIALS7dtitk
http://www.youtube.com/user/SpiritTvOnline#p/c/2B6858E89E3BCF7A/2/-lhaNA7TqJo
http://www.youtube.com/user/SpiritTvOnline#p/c/2B6858E89E3BCF7A/3/tI0MeeIYBo8
http://www.youtube.com/user/SpiritTvOnline#p/c/2B6858E89E3BCF7A/4/U1WFt-bf-LA
http://www.youtube.com/user/SpiritTvOnline#p/c/2B6858E89E3BCF7A/5/wf5XaqvlSqE

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Site relacionado
www.HealthFreedomUSA.ORG

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Segunda-feira, 13 de Outubro de 2008

SINOPSE DO PROJETO CAMELOT - RUI FRAGASSI

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Projeto Camelot


Este projeto consiste na filmagem de entrevistas com pessoas que possuem informações relevantes não divulgadas normalmente ao grande público. Vou relacionar abaixo as entrevistas que já assisti:

1. Mirian Delicado: Teve contato pessoal com seres extraterrestres benevolentes (ou humanos viajantes no tempo?), em um disco voador, que lhe informaram sobre o provável futuro da Terra (catastrófico), se não alterarmos radicalmente nosso comportamento atual.


http://www.projectcamelot.org/miriam_delicado.html



2. Robert Duncan O'Finioan: Treinado, desde criança, para ser um super-soldado (assassino programado) mentalmente controlado (via Programa MKULTRA e Projeto TALENT) pelas forças armadas norte-americanas. Afirma existirem atualmente outros colegas super-soldados em atividade.


P1: http://br.youtube.com/watch?v=MIUgThru7JY

P2: http://br.youtube.com/watch?v=CWfpORZOpjk

(com um colega de trabalho)


3. Richard Hoagland: Este pesquisador nos informa sobre a descoberta de vestígios de civilizações em Marte e na Lua, não divulgadas pela NASA (controlada por nazistas, maçons e mágicos). Comenta sobre tecnologias que não estão sendo divulgadas e que poderiam alterar o destino sombrio da Terra.


P1: http://video.google.com/videoplay?ocid=1743205860549849873&vt=lf&hl=pt-BR
P2: http://video.google.com/videoplay?docid=-2509797054475205224&vt=lf&hl=pt-BR
P3: http://video.google.com/videoplay?docid=7803347451411555729&vt=lf&hl=pt-BR






4. John Lear: Este aviador de agências de inteligência do governo norte-americano, nos conta uma série de informações muito interessantes: as torres do WTC foram atingidas por aviões holográficos (a holografia está muito avançada!) e demolidas por bombas bem reais, seu amigo Bob Lazar trabalhou com máquinas do tempo que funcionaram, vírus HIV foram desenvolvidos pelo governo, o Sol é um emissor eletromagnético e não uma bomba termonuclear e todos os planetas são habitados, existe um grupo de extraterrestres grays (cinzas) que estão nos protegendo, existe um sistema mundial de túneis subterrâneos que em uma hora pode nos levar a qualquer lugar do mundo, existem submarinos nucleares pequenos movidos a fusão nuclear que exploram túneis inundados abaixo dos EUA continental, existe civilização na Lua que possui gravidade de 64% da Terra (usando a lei da gravitação de Newton) e tem uma fina atmosfera respirável dentro das crateras, onde sua densidade é maior, o céu da Lua é amarelado (como o da Terra é azulado), etc.


P1: http://br.youtube.com/watch?v=pj-HzHi3dF0
P2: http://br.youtube.com/watch?v=ks6GC3wJFvc
P3: http://br.youtube.com/watch?v=Ld8aj_v6pcI
P4: http://br.youtube.com/watch?v=QsdVDj4FmK8


5. Gary McKinnon: Este cidadão britânico está sendo processado pelos EUA por entrar (hacking) nos computadores de agências de inteligência daquele país, quando descobriu a realidade de discos voadores e a existência de dezenas de extraterrestres nas forças armadas desse país.


http://br.youtube.com/watch?v=_fNsah-0vpY



6. George Green: Afirma que uma guerra nuclear (via Irã) está muito próxima e que a nuvem radioativa irá se espalhar até o equador, ficando o hemisfério sul da Terra a salvo dessa radioatividade (ele já teria um lugar para vir para a América do Sul). Afirma que a clonagem humana já vem sendo feita com sucesso desde o final dos anos 1930; Hitler, por exemplo, teria deixado a Alemanha (ficando seu clone por lá, que foi queimado num bunker), foi para a Antártica (Neu Schwabenland) e morreu aqui no Brasil há alguns anos atrás. Sobre clonagem, ele recomenda vermos o filme "The Boys from Brazil" ("Os meninos do Brasil") para ter uma idéia a esse respeito. Estas e outras informações podem ser vistas nestas transcrições:
http://projectcamelot.org/george_green_interview_transcript_1.html


E os vídeos originais são:

P1: http://br.youtube.com/watch?v=sSYXrWIA618&feature=related
P2: http://br.youtube.com/watch?v=6zSrg0IxHzI&feature=related

No vídeo abaixo, George Green mostra o princípio de funcionamento do motor magnético perpétuo (usando energia livre, presente em todos os pontos do Universo): posicionamento correto estático de ímãs permanentes (estator) leva ao giro contínuo do conjunto de outros ímãs permanentes (rotor), devido à criação de um vórtice magnético - simples e perpétuo!


http://br.youtube.com/watch?v=hkgyY47duCM



7. David Wilcock: Algumas idéias apresentadas no vídeo abaixo: para obter algo do Universo, você também deve estar disposto a também dar algo para o Universo (lei da atração, ou da conservação). Os controladores mundiais (illuminati) existem e devemos nos informar sobre eles, mas não os devemos alimentar com os nossos medos, raiva, etc. Devemos reconhecer nossos próprios grandes poderes. A individualidade é uma ilusão, tudo está interconectado. Sua consciência interfere com a sua biologia. Medo/raiva suga energia de você (manda pra fora) e amor/agradecimento aumenta a energia (manda para dentro) em você, com reflexo direto na sua biologia. A consciência pode curar o corpo. Alguém muito poderoso e muito inteligente está nos guiando (ou tentando no guiar) no caminho correto, devemos nos sintonizar com esta força. Para nascermos (para uma situação melhor) temos que passar pelo desconforto do parto (que normalmente é doloroso). Confie (e siga) na sua intuição, na sua voz interior (no seu "Anjo da Guarda"), e acontecerá uma ótima sincronicidade em sua vida. O mais importante no caminho espiritual é tomar a decisão de fazer algo (escolher entre as opções possíveis) e não ficar procastinando ("ficar sempre em cima do muro"); a decisão pode ser correta ou errada; se errada, você terá aprendido algo! O que importa é o conhecimento tirado da experiência. O auto-respeito (amor a si mesmo) é o ponto central para se livrar dos vícios (hábitos danosos). Na vida tome alguns riscos e seja otimista: não haverá uma catástrofe (no futuro), haverá um renascimento....


http://www.youtube.com/watch?v=2xAZ3EunlM4

Já no vídeo abaixo, fala-se do Projeto Montauk, UFOs, que já temos ido a Marte, Marte tem civilização (subterrânea) com pessoas parecidas com nós, há muito tempo (dezenas de milhares de anos), com muitos artefatos (faces e pirâmides de pedra, etc), existe realmente em andamento o projeto Alternativa 3 (colonização terráquea de outros planetas, vide sobre isso neste blog), o aquecimento global não está ocorrendo apenas no planeta Terra, mas em todo o sistema solar. A população de Marte é de 670.000 humanóides. A Terra tem sido protegida pelos cinturões radioativos de Van Allen, que não é um fenômeno natural. Fomos realmente à Lua (durante o programa Apollo), atravessando esses cinturões mortais de radiação, porque recebemos ajuda extraterrestre para isso, etc.


http://br.youtube.com/watch?v=VMwJmIRF7ZE&feature=related

Nos vídeos abaixo, David comenta que os discos voadores (UFOs) são reais, dá o endereço de seu site www.divinecosmos.com e de um site de notícias semanais alternativo tbrnews.org, ele é provavelmente a reencarnação de Edgar Cayce, os illuminati são luciferianos (adoram Isis, Osiris e Horus, deidades do antigo Egito). A Terra e nós estamos indo para a quarta dimensão. Na terceira dimensão ainda podem conviver juntos o positivo e o negativo, mas não nas dimensões superiores. Na quarta dimensão temos o Amor (correspondendo ao quarto chakra do coração), que pode ser incondicional, mas deveria ser usado combinado com a sabedoria (associado ao quinto chakra da garganta), para não nos prejudicarmos. Luz e Amor. Lei do Um. Deus não é algo que está fora, mas algo que está dentro de nós. Portanto, não haverá um Messias (de fora) que virá nos salvar de nossos erros; nós e que nos temos que nos salvar. Apenas ETs da quarta e quinta dimensões precisam de UFOs para se moverem, que eles podem construir com suas consciências. Quando formos para a quarta dimensão iremos manifestar super poderes (levitação, manifestação de objetos, viajar no tempo e espaço, não haverá mais segredos pois poderemos ler pensamentos e sentir as emoções dos outros, etc). Existem extraterrestres e humanos de dois tipos: os que servem aos outros e os que servem a si próprios (estes colidem com o nosso livre arbítrio). A Terra possui Guardiões, que estão na sétima dimensão. A maioria dos UFOs vistos nos céus são de ETs negativos (servem a si próprios). A mente de todos os humanos estão interconectadas. Quando você evolui, você é mais testado pelas entidades negativas ("A quem muito é dado, muito será cobrado"). Não dê aos outros aquilo que eles não pedirem: o caminho correto sempre preserva o livre arbítrio do outro. Sempre usar o Amor com Sabedoria, etc.


http://br.youtube.com/watch?v=YxQLiy7AHx8
http://br.youtube.com/watch?v=0Bz9YPriDLo&feature=related
http://br.youtube.com/watch?v=Nfr_Hj9LOac&feature=related
http://br.youtube.com/watch?v=hq11frQ3R9A&feature=related


8. Gordon Novel: Trabalhou para o governo dos EUA e atualmente trabalha com equipamentos para gerar energia livre e anti-gravidade, para mover naves estrelares. Estas tecnologias combatem aquecimento global, mas não são apoiadas pelos bancos, cuja movimentação financeira depende majoritariamente (80%) de energia suja (derivada de petróleo, carvão, madeira, etc.) que contribuem para o aquecimento global. Comenta, também, que seus e-mails são modificados antes de chegarem a seus destinatários, comenta sobre os assassinatos de John e Robert Kennedy, guerra do Vietnã contribuiu para obter controle de drogas (do Triângulo Dourado) que geraram recursos finaceiros para a Area 51 fazer a engenharia reversa de discos voadores, etc.


http://www.youtube.com/watch?v=ly99ZSiqJ7M


9. Marcia Schafer: Escreveu o livro "Confessions of an Intergalactic Anthropologist", diz que 2012 trará resultados diferentes para diferentes grupos de pessoas, como a nossa alma é eterna não devemos viver a vida com medo pois somos seres imortais.


http://www.youtube.com/watch?v=hVibbzkhMLk


10. Jim Sparks: Diz ter sido abduzido centenas de vezes por extraterrestres do tipo Gray (cinzas), que portanto não respeitam nosso livre arbítrio; estes seres fazem viagem no tempo; existe tecnologia humana de energia livre, mantida em segredo devido a possíveis aplicações militares, etc


http://br.youtube.com/watch?v=7RnMwWyfTwU


11. Benjamin Fulford: A entrevista com este canadense, que vive no Japão, foi feita em fevereiro de 2008. Conta sobre o sistema de 3 pontos para controlar a população [1. controlar o suprimento de comida, 2. controlar o suprimento de informação e 3. usar violência para controlar as pessoas, em vigor desde a antiga Suméria], existe plano de redução da população mundial [para apenas 2 bilhões de pessoas] o que não pode ser feito apenas com guerras, daí o uso de doenças (bioarmas, como Aids, Sars, etc) e matar de fome. Os EUA tem ameaçado o Japão com terremotos gerados pelo sistema HAARP. A China seria a vencedora contra os EUA em uma guerra nuclear, já que ela consegue colocar toda sua população em abrigos subterrâneos. Existem 13 níveis acima do nível 33 dos maçons. Energias limpas (da água, do vácuo, etc) estão disponíveis a dezenas de anos, mas não são colocadas em prática devido aos controladores do petróleo. Para evitar a matança de bilhões de seres humanos (projeto de redução da população mundial) basta matar apenas 10.000 pessoas na cúpula social, o que é bastante simples, e já existe um esquema montado para isso! Temos tecnologias para transformar este planeta num paraíso. Há potencial para eliminarmos todas as nossas doenças e obter imortalidade física, etc etc


P1: http://video.google.com/videoplay?docid=-7802788663048261963
P2: http://video.google.com/videoplay?docid=7626221972143260879
P3: http://video.google.com/videoplay?docid=-7052319389764325569


12. Luca Scantamburlo (O Retorno do Planeta X): Este jornalista italiano comenta sobre as informações secretas que um jesuíta do Serviço Secreto do Vaticano [SIV=Servizio Informazioni del Vaticano, Serviço de Informação do Vaticano] passou para Cristoforo Barbato, um pesquisador ufológico italiano. O jesuíta passou a Barbato um pedaço de uma filmagem feita pelo satélite secreto do Vaticano, chamado SILOE, mostrando um objeto no espaço identificado como Planeta X, Nibiru ou Marduck (no Apocalipse, da Bíblia, seria o Wormwood ou Absinto). Este objeto estaria vindo em direção à Terra. O satélite SILOE seria parte de um programa espacial do Vaticano mais amplo, chamado KERIGMA. A filmagem do SILOE está classificada como "Secretum Omega", o mais alto nível de segredo do Vaticano (equivalente ao "Cosmic Top Secret" da NATO, OTAN em português= Organização do Tratado do Atlântico Norte). Nibiru estaria habitado (provavelmente em seu interior) pelos anunnaki, etc etc


P1: http://video.google.com/videoplay?docid=-4038599047019680441
P2: http://br.youtube.com/watch?v=HQD8YDWIEiY


13. Político da Noruega: Este político, de alta patente, não forneceu seu nome, por razões óbvias. Diz ele que o governo da Noruega está construindo cada vez mais bases e abrigos subterrâneos (arcas da salvação), que - quando perguntado - dizem que devem ser terminadas antes de 2011. Israel também está fazendo isso, além de muitos outros países. Isto está ocorrendo porque o Planeta X está chegando. Os locais subterrâneos são para salvar aqueles na elite do poder e aqueles que podem ser úteis na reconstrução da sociedade: médicos, cientistas, etc. Ele próprio vai, antes de 2012, para uma dessas bases militares subterrâneas, localizada na área de Mosjoen. As pessoas que serão deixadas na superfície não receberão qualquer ajuda e irão morrer. O plano norueguês prevê salvar 2.000.000 no subsolo e deixar o resto (2.600.000) morrer na superfície. Todos os locais subterrâneos estão conectados por túneis, com trens de alta velocidade. Todos os governos do mundo sabem disso. Para quem não foi avisado sobre isso, eu sugiro que vá para lugares elevados e encontre uma caverna por lá, onde possa estocar comida para um período de cinco anos, incluindo água. Pílulas anti-radiação e biovestimentas também é aconselhável, se seu orçamento permitir. Consiga armas e forme grupos de sobrevivência. Nos abrigos subterrâneos que visitei existe indícios de presença extra-terrestre (não-humanos). As forças armadas irão caçar os sobreviventes na superfície e marcá-los (com um chip?). O público não será avisado de nada até o último momento, para não criar pânico (caso começe o pânico, será decretada lei marcial). O governo espera que tudo aconteça quietamente e que ele possa desaparecer sem qualquer alarde. Já estive em várias bases subterrâneas, usando os trens velozes (NOAH-12; Noah é o termo inglês para o Noé bíblico, em português) para visitá-las. As eleições são farsas, as pessoas que vão ganhar são selecionadas antecipadamente. Não confie em ajuda do governo, confie apenas em você mesmo...
http://projectcamelot.org/norway.html
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[continua]



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# posted by Rui Fragassi

http://saudeperfeitarfs.blogspot.com:80/2008/09/projeto-camelot.html

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SOBRE NÓS



(Tradução de Zen, Origami)



Projeto Camelot é baseado em uma idéia gerada quando nos encontramos pela primeira vez, e passamos o fim de semana em Tintagel, Inglaterra, com vista para o mar na casa do Rei Arthur. Nós nomeamos nosso projeto em tributo à visão por trás da idéia utópica da Távola Redonda - e temos estruturado todos os nossos esforços em seu espírito inspirador.

Durante os dois anos passados nós temos financiado o Projeto Camelot unicamente de nossos próprios bolsos e com a ajuda generosa de doações de visitantes de nosso site. Nós lhe agradecemos sinceramente por toda ajuda e suporte, sem este não poderíamos fazer isto.

Até hoje, nós viajamos extensamente conhecendo e entrevistando contadores da verdade no esforço de prover depoimentos esclarecedores sobre a verdadeira natureza de nosso mundo. Nós iremos continuar até onde nossos fundos e contribuidores fizerem isto tudo possível.



Bill Ryan

Bill Ryan tém um BSc em matemática com física e psicologia (Universidade de Bristol, Inglaterra, 1974), e seguiu um breve tempo lecionando. Por 27 anos ele foi um consultor de administração especializando-se em desenvolvimento de pessoas e times, treinamento de líderes e conselheiro executivo. Principais clientes de longo prazo incluem BAe (sistemas) Ltd (antigamente British Aerospace), Hewlett Packard, e PricewaterhouseCoopers.

Em novembro de 2005 ele inaugurou o Projeto Serpo, o relato de um alegada descoberta, em estágios, de um programa de intercâmbio Estados Unidos-Aliens que aconteceu há mais de 40 anos atrás. Enquanto ele estava interessados em UFOs, pesquisas em energia livre e energia alternativa (ele é um formado kinesiologista) por mais de 30 anos, seu primeiro contato com a comunidade UFOs em sua maioria ocorreu depois de manter o site da Serpo. Ele desistiu de sua consultoria administrativa em Maio de 2006 e agora devota todo seu tempo para o Projeto Camelot.


Kerry Cassidy

Kerry Lynn Cassidy tem um BA em Inglês com um trabalho de graduação em sociologia e um certificado da UCLA Anderson Escolha de Administração Graduada, e foi selecionada rigorosamente para auxiliar um ano na escola de cinema do Programa de extensão de cutas da UCLA com seu primeiro "hyphenates": uma escritora-diretora-produtora.

Depois de 19 anos trabalhando em Hollywood para os grandes estúdios e companhioas de produção independente, desenvolvimento e novas mídias, ela pegou uma câmera de vídeo e decidiu fazer um documentários sobre UFOs.

Kerry escreveu grandes quantidades de roteiros de ficção científica e adquiriu os direitos do da história dos Wingmakers em 2003 como produtora independente adquirindo projetos de ficção científica para Hollywood.

Bill Ryan está atualmente na Europa e Kerry Cassidy vive próximo de Los Angeles. Ao contrário da natural suposição da maioria das pessoas, eles não são um casal. Unidos em suas visões e prpósitos, e trabalhando como amigos próximos, eles viajam e conectam o máximo possível na busca pela verdade e depoimentos confiáveis que respondam o que deve ser o mais importante assunto de nosso tempo.

http://www.projectcamelot.org/about_us.html

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Evelyn no Youtube:
http://www.youtube.com/watch?v=mL8__pmhFJU&feature=related


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"DESTINO TERRA" no Youtube:
http://www.youtube.com/results?search_query=%22Destino+Terra+-+Parte%22&search_type=&aq=f
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publicado por conspiratio às 18:06
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Domingo, 12 de Outubro de 2008

CURAS DE BRUNO GROENING

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Nascido em 1906 na cidade de Danzig, Alemanha, Bruno Groening se tornou conhecido em 1949 e no mundo inteiro, como o "doutor milagroso". Onde ele se apresentava, afluíam os doentes em grande quantidade e as curas em massa aconteciam. Atribuindo-lhe a culpa de ter atentado contra a lei dos terapêutas, os seus opositores tentaram fazê-lo parar. Por fim providenciaram até uma acusação perante a justiça. Pouco antes da sentença ser promulgada Bruno Groening faleceu. - O filme apresenta a vida de Bruno Groening de forma resumida. A senhora Grete Häusler, que por muitos anos acompanhou a caminhada de Bruno Groening e hoje é a dirigente do Círculo de Amigos de Bruno Groening, explica o que aconteceu após a morte de Bruno Groening. Além disso, vários curados relatam como tiveram êxito. Um breve resumo sobre a atuação de Bruno Groening naquele tempo e no de hoje.

Videos:

http://video.google.com/videosearch?q=bruno+groening&emb=0&aq=0&oq=BRUNO+GR#

http://www.youtube.com/watch?v=bwsbMztHElU&feature=related

Círculo de amigos de Bruno Groening. Uma união mundial para ajuda e cura pelo caminho espiritual segundo os ensinamentos de Bruno Groening:

http://www.bruno-groening.org/portugues (com mais videos)

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publicado por conspiratio às 19:19
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A REALIDADE É ATEMPORAL, IMENSURÁVEL - KRISHNAMURTI

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Uma Experiência de Bem-Aventurança


O dia estava muito quente e úmido . No parque havia muita gente estendida nos gramados ou sentada nos bancos, à sombra das arvores copadas; tomavam refrigerantes e arfavam , buscando um pouco de ar puro e fresco O céu estava plúmbeo , não havia a mais ligeira brisa , e as exalações da grande cidade mecanizada enchiam o ar . No campo devia estar adorável , pois a primavera estava já em transição para o verão . Algumas arvores já deviam estar-se enchendo de folhas novas e, pelo caminho que margeava o rio largo e faiscante , já devia haver flores de tôdas as variedades . Nos recessos das matas devia achar-se aquêle peculiar silencio em que quase se pode ouvir o nascer das coisas , e as montanhas , com seus vales profundos , deviam estar azuis e cheias de fragancias. Mas, aqui na cidade . . . !

A imaginação perverte o percebimento de o que é ; no entanto , como nos orgulhamos de nossa imaginação e de que nosso especular. A mente especulativa , com seus pensamentos complicados , não é capaz da transformação fundamental ; não é uma mente revolucionária. Vestiu-se com o que deveria ser e está seguindo o padrão de suas próprias projeções limitadas, confinantes. O que é bom não está no que deveria ser , mas na compreensão do que é. A mente tem de pôr de lado tôda a imaginação e especulação para que o Real tenha existencia.
Ele era moço ainda , mas chefe de familia e conceituado homem de negócios . Parecia muito preocupado e atribulado , e ansioso por dizer alguma coisa.

"Há tempos ocorreu-me uma experiencia verdadeiramente extraordinária , e como nunca a relatei a ninguém não sei se sou capaz de vo-la descrever com clareza ; espero que sim , pois não há ninguem mais a quem possa dirigir. Essa experiência arrebatou-me completamente o coração; entretanto , foi-se e dela só me resta a vã lembrança. Talvez possais ajudar-me a captá-la de novo . Vou relatar-vos com a possivel exatidão o que foi êsse estado abençoado . Tenho lido a respeito dessas coisas , mas tudo o que li não passava de vãs palavras , que só me falavam aos sentidos ; o que me aconteceu foi uma coisa fora da esfera do pensamento , da esfera da imaginação e do desejo , e eu a perdi. Rogo-vos me ajudeis a recupera-la." Calou-se por um instante , e continuou :

"Uma certa manhã despertei muito cedo; a cidade dormia ainda e seus rumores ainda não haviam começado . Senti-me impelido a sair; vesti-me ràpidamente e saí para a rua. Nem sequer o caminhão do leite havia começado a circular . A primavera estava no início e o céu era de um azul pálido. Apoderou-se de mim um forte sentimento de que devia ir ao parque , distante cêrca de uma milha . Desde o instante em que transpus a porta da rua vei0-me um estranho sentimento de leveza , como se estivesse camninhando no ar. O edificio fronteiro , um desgracioso conjunto de apartamentos, perdera tôda a sua fealdade ; até os tijolos pareciam vivos e luminosos. Todo o objeto insignificante , que eu de ordinário não teria notado sequer , parecia dotado de uma qualidade extraordinária , peculiar e, coisa estranha , tudo parecia parte de mim mesmo. Nada estava separado de mim; com efeito , o "eu", como observador , como percepiente , se tinha ausentado , se percebeis o que quero dizer. Não havia "eu" separado daquela árvore ou do jornal jogado na sarjeta ou das aves que chamavam umas às outras . Era um estado de consciencia que eu nunca dantes experimentara."

"No caminho do parque", prosseguiu , "havia uma loja de flores . Centenas de vêzes passei por ali e de cada vez não dava mais do que um simples relance dolhos para as flores. Mas naquela manhã parei diante da loja . A vitrine estava ligeiramente embaciada , do calor e da umidade interiores , mas isso não me impedia de ver as diversas variedades de flores . Enquanto ali estava , a contempla-las , comecei a sorrir e rir, possuído de uma alegria nunca experimentada anteriormente. As flores estavam a falar-me e eu a falar com elas ; sentia-me misturado com elas, faziam parte de mim mesmo . Ao dizer-vos isso poderei dar-vos a impressão de que me achava num estado histérico , ligeiramente privado da razão ; mas não era assim . Vestira-me com muito cuidado , perfeitamente cônscio dos meus atos , escolhendo peças limpas de vestuário , consultado o relógio , vendo os letreiros das lojas , inclusive o de meu alfaiate , e lendo os títulos dos livros expostos na vitrine de uma livraria... Tudo era vivo e eu amava tôdas as coisas . Era o perfume daquelas flôres , mas não havia "eu"a cheirar as flores , se entendeis o que quero dizer. Não havia separação entre elas e mim. Aquela loja de flores apresentava um espetáculo de cores , de uma beleza que parecia extasiante , pois o tempo e sua medida haviam cessado . Devo ter estado ali mais de vinte minutos, mas garanto-vos que não tinha noção alguma de tempo . Foi-me difícil partir de perto daquelas flores . O mundo de luta , de dor e de sofrimento era naquela hora inexistente Com efeito, num tal estado as palavras não tem significação . As palavras são descritivas , discriminativas , comparativas , mas naquele estado não existiam palavras . "Eu" não estava experimentando ; só havia um estado --- a experiência. O tempo cessara : não havia passado, presente ou futuro. Só havia --- oh ! , não sei expressa-lo por palavras , mas não importa . Havia uma Presença --- não, não é esta a palavra. Era como se a Terra, com tudo o que nela e sobre ela existe , tivesse recebido uma benção dos céus, e eu , dirigindo-me para o parque , fazia parte dela. Ao aproximar-me do parque , fiquei completamente fascinado pela beleza daquelas arvores familiares. Do amarelo pálido ao verde mais escuro, as folhas dançavam cheias de vida . Cada uma das folhas destacava-se , separadamente , e toda a riqueza da Terra se concentrava numa única folha . Senti o coração acelerar-se ; tenho um coração robusto , mas mal podia respirar ao entrar no parque , e pensei desmaiar. Sentei-me num banco , as lágrimas rolavam-me pelas faces.

Rodeava-me um silêncio verdadeiramente intolerável. Mas esse silencio estava purificando todas as coisas, lavando-as da dor e do sofrimento. Ao internar-me mais no parque , havia música no ar . Fiquei surpreso , pois não havia casas nas imediações e por certo ninguém teria levado um rádio no parque àquela hora da madrugada. A música fazia parte daquela totalidade. Tôda a bondade , tôda a compaixão do mundo estava presente naquele parque, Deus ali estava."

"Não sou teólogo nem muito religioso", continuou, "já entrei pelo menos uma dúzia de vezes numa igreja , mas isso nunca teve muita significação para mim. Não suporto o amontoado de absurdos que se presencia numa igreja . Mas naquele parque estava presente um Ser, se se pode empregar tal palavra , no qual tôdas as coisas viviam e agiam . As pernas me tremiam, forçando-me a sentar-me de nôvo, recostado numa arvore. O tronco era uma entidade viva como eu, e eu fazia parte daquela árvore, daquele Ser, do mundo . Devo ter desmaiado. Aquilo fôra excessivo para mim: as cores intensas e vivas , as folhas , as pedras, as flores, a incrível beleza de tôdas as coisas. E, por sôbre tudo aquilo , a benção de . . . "

"Quando tornei a mim já era nado o sol. Em geral levo uns vinte minutos , a pé , até o parque; mas já fazia quase duas horas que eu saíra de casa. Fisicamente , sentia-me sem forças para voltar a pé; e, assim deixei-me ficar ali, sentado, reunindo forças e sem ousar pensar. Ao voltar para casa, lentamente, levava comigo, toda inteira, aquela experiência; durou ela dois dias e, subitamente como viera , desapareceu . Começou então o meu tormento . Durante uma semana inteira não cheguei, sequer, às proximidades do meu escritório. Queria de volta aquela experiência extraordinária, viva , queria tornar a viver , e para sempre , naquele mundo beatífico . Tudo isso aconteceu há dois anos . Andei pensando sèriamente em abandonar tudo e ir-me para um recanto solitário do mundo, mas o coração me dizia que não a recuperaria por essa maneira. Nenhum mosteiro pode oferecer-me aquela experiência; não a encontrarei em nenhuma igreja cheia de velas acesas e onde só oferecem a morte e a escuridão. Pensei em partir para a Índia, mas abandonei também tal idéia. Experimentei então uma certa droga; ela me fez mais vívidas as coisas , etc, mas não é de narcóticos que eu preciso. Isso é querer comprar muito barato o "experimentar" ; e o que se tem é uma ilusão e não a coisa real."

"Aqui estou , pois", concluiu. "Tudo eu daria , minha vida e todos os meus haveres , para tornar a viver naquele mundo . Que devo fazer? "

Ele veio a vós , sem o terdes chamado , senhor. Vós nunca o procurastes. Enquanto o estiverdes procurando , não o tereis nunca. Justamente o desejo de tornar a viver aquêle estado extático , está impedindo a vinda do novo, a experiencia nova daquela suprema felicidade. Vêde o que acontecu : tivestes aquela experiencia e estais vivendo agora da lembrança morta de ontem . "O que foi" está impedindo a vinda do nôvo.

"Quereis dizer que devo pôr de fora e esquecer tudo o que foi e ir arrastando de dia em dia esta insignificante existência, interiormente esfomeado?"

Se não continuardes a relembrar e a pedir mais --- o que constitui um verdadeiro esforço --- será então possivel que aquela mesma coisa que escapa interiamente ao vosso controle , atue por sua vontade própria. A avidez , mesmo com um alvo sublime, só pode gerar sofrimento ; a ânsia de mais abre a porta ao tempo. Aquela bem-aventurança não pode ser comprada por nenhum sacrificio , nenhuma virtude , e nenhuma droga. Ela não é uma recompensa , um resultado. Vem espontaneamente; não a busqueis .

"Mas aquela experiência foi real, veio da esfera do Sublime?"

Sempre queremos que outra pessoa confirme um fato ocorrido, nos dê certeza a respeito dêle, para ficarmos abrigados nesta certeza . Tornar-se certo ou seguro em relação ao que foi, ainda que tenha sido o Real , significa fortalecer o irreal e gerar a ilusão . Trazer para o presente o que passou --- agradável ou desagradável --- é fechar a porta ao Real . A Realidade não tem continuidade. Ela existe momento por momento; é atemporal , imesurável.



Extraido do livro Reflexões sobre a Vida de J. Krishnamurti - Editora Cultrix - 1972




***


"Como é necessário MORRER todos os dias, morrer a cada minuto para TODAS AS COISAS, para todos os dias passados e para o momento que acaba de escoar-se!

Sem a MORTE não há RENOVAÇÃO, sem a morte não há CRIAÇÃO.

A carga do passado dá origem à continuidade do passado, e as apreensões de ontem dão mais vida às apreensões de hoje.O dia de ontem perpetua o de hoje, e AMANHÃ AINDA É ONTEM.

Não há LIBERTAÇÃO dessa CONTINUIDADE, senão na morte.

NO MORRER ENCONTRA-SE ALEGRIA. Esta manhã nova, fresca e clara, não traz consigo as luzes e as sombras de ontem; o canto daquela ave faz-se ouvir pela primeira vez, e o barulho que fazem aquelas crianças não é o barulho de ontem.

Andamos carregados com a MEMÓRIA de ontem, que nos ensombra a existência. Enquanto a mente for a máquina automática da memória, não terá descanso, nem tranqüilidade, nem silêncio; estará a gastar-se continuamente.

O que está QUIETO pode renascer, mas o que se acha em constante atividade, se gasta e se torna inútil.

A FONTE PERENE se encontra no FINDAR, e a morte está tão perto de nós como a vida."


(Da obra "Reflexões sobre a vida" de J. Krishnamurti, Editora Cultrix )
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publicado por conspiratio às 17:03
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BOMBAS ATÔMICAS DANIFICAM O TECIDO ESPAÇO-TEMPO E EXPÕEM-NOS A SERES E INFLUÊNCIAS ESTRANHAS?

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Entrevista com Henry Deacon


um físico de Livermore

http://www.projectcamelot.org

[Nota do Tradutor (NT): Ao ser efectuada esta tradução, foi propositadamente seguido com máxima fidelidade o texto original, pelo que, por vezes algumas frases podem não soar bem em Português. No entanto, acreditamos ser esta a melhor forma de transmitir fielmente a informação apresentada abaixo]


Esta entrevista foi transcrita de um vídeo em que o entrevistado expressou o desejo de se manter anónimo ( Henry Deacon é um pseudónimo, escolhido pela sua similaridade com uma personagem da série de televisão Eureka ). Alguns detalhes foram apagados e/ou emendados de forma a garantir que a sua identidade não seja detectada, e a transcrição foi limpa da maioria das expressões naturais de hesitação e outras similares. Entretanto, é muito importante notar que nenhuma da informação factual revelada foi alterada ou emendada de qualquer forma.

O nome de Henry e os detalhes da sua profissão são conhecidos e conseguimo-nos encontrar com ele pessoalmente mais que uma vez. Compreensivelmente encontrava-se um pouco nervoso mas queria definitivamente falar connosco. Em conversa, por vezes respondia com silêncio e olhares significativos ou sorrisos enigmáticos em vez de palavras. Foi inteiramente desarmante, de uma forma muito calma, e nem sempre tinha a certeza do que deveria ou não dizer. Por vezes, contudo, mostrou grande prazer em revelar a verdade sobre alguns assuntos chave de uma forma em que não os fosse possível serem-lhe ligados. Um ou dois detalhes suplementares foram fornecidos por E-mail depois da entrevista.

A parte mais importante da informação adicional encontra-se no fim da transcrição, onde Henry confirma o testemunho de Dan Burisch.

Os leitores são convidados à distribuição livre com a condição de que nenhuma parte seja alterada ou apagada. Secções inalteradas podem ser utilizadas se o contexto for deixado claro. Consideramos esta entrevista extremamente importante e na nossa opinião a informação revelada deveria ser largamente divulgada.

Para mais informação do Henry, actualizada em Fevereiro de 2007, por favor clique aqui . Contudo, é provavelmente melhor familiarizar-se primeiro com o material apresentado abaixo como uma introdução ao Henry e ao seu testemunho.

NOVO Clique aqui para outra actualização ( Maio de 2007 ) NOVO
Não tivemos qualquer informação de Henry Deacon nas últimas cinco semanas. Antes da nossa última comunicação, na última semana de Março de 2007, contou-nos que andava a ser alvo de coerção. Até aquela altura mantinha uma comunicação muito regular connosco. Agora temos a certeza de que foi forçado ao silêncio.


Embora esta actualização contenha mais informação fascinante num número de tópicos (incluindo mais informação sobre Marte e alguns detalhes sobre a historia de dentro [NT: inside story no texto original sem tradução directa, pode ser entendido como a historia secreta ou fora do domínio publico] do 11 de Setembro), continuamos a acreditar que a informação mais importante que ele partilhou se encontra na segunda actualização . Contudo, tal como referido acima, os novos leitores são aconselhados a ler o testemunho de Henry na sequência certa.

______________________



Começo da entrevista



Por favor conte-nos um pouco sobre si próprio, tudo o que sentir que pode.

Estou neste momento empregado numa das agências de 3 letras [joga um pequeno jogo de palavras connosco até que adivinhemos a agencia correcta, que então confirmará]. Estou provavelmente a tomar um risco considerável ao falar convosco desta forma, embora não pretenda revelar qualquer informação que na minha forma de ver seja ao mesmo tempo classificada e específica da segurança nacional. Estive envolvido em muitos projectos com muitas diferentes agências ao longo de muitos anos.


Para pular directamente para o ponto da questão, acredito que fui um walk-in [NT: sem tradução directa, pode ser entendido como cair de pára-quedas ou aparecer do nada neste contexto] por volta do oitavo ano da escola. Tenho memórias de vir de outro planeta, e estas estão todas baralhadas, tudo misturado com memórias de infância humana. É muito esquisito, e difícil de explicar a sensação. Nunca tive qualquer problema em aceder intuitivamente a informação científica complexa e muitas vezes dou por mim a perceber sistemas complexos sem detalhes ou explicação prévia. Trabalho essencialmente com sistemas. Não quero parecer arrogante, mas sei de facto bastante sobre informação avançada, científica e outras. Apenas acontece que sei. Não posso dizer mais que isto por agora.

Pode-nos dar algumas pistas sobre qual a agência para que trabalha?

Não, não em registro publico. Simplesmente não me posso dar a esse luxo.

Que informação sente que tem que é importante que o mundo saiba?

Existe tanta coisa que é difícil saber onde começar Eu soube sobre o 11 de Setembro dois anos antes do evento, por exemplo. Não em termos específicos, mas certamente em termos gerais. Foi falado, sobre um evento assim, algo que iria mudar o jogo , por assim dizer.

Eu sei que existe uma guerra planeada entre os Estados Unidos e a China programada para o fim de 2008. Isto é algo geopolítico e não diz respeito a operações secretas [NT: black ops no texto original] assim tanto. Estes foram apenas dois eventos que ouvi ao passar . Não tenho informação detalhada sobre eles.

Quer dizer que a China e os Estados Unidos estão a trabalhar em conjunto para encenar uma guerra?

O pentágono começou os planos em 1998. Tem que perceber que a China e os Estados Unidos são mão com luva em tudo. Esta guerra é uma operação conjunta entre os Estados Unidos e a China. A maioria das guerras é preparada desta forma e têm-no sido por algum tempo.

Quer mais uma coisa que é desagradável de ouvir? Também ouvi de alguém que servia numa unidade que trabalhava com mísseis destinados para testes no Pacifico e no Oriente. Os mísseis eram despachados para a localização de teste em contentores super selados, muito seguros, hermeticamente selados. Depois dos testes, o contentor seria despachado de volta, selado da mesma forma, mas vazio, supostamente vazio. Numa ocasião, este tipo estava presente quando um contentor foi aberto. Não estava vazio. Estava cheio de sacos com pó branco.

Cocaína?

Deixo-o tirar as suas próprias conclusões. Eu duvido que fosse açúcar. Deixe-me apenas dizer que, hipoteticamente falando, e deixe-me apenas dizer para me proteger a mim próprio, que se tal plano estava em operação, faz perfeito sentido logístico e é uma forma totalmente segura de passar ao lado de toda a segurança, alfandegas, limites internacionais e portos, e todas aquelas inspecções. É perfeito, da mesma forma que armas e munições costumavam atravessar fronteiras em sacos diplomáticos que transitavam entre consulados. Isto acontece constantemente.

Intitular-se-ia um físico?

Sim. Eu cubro outras especialidades também, mas sim, sou um físico. E especializei-me em sistemas. Livermore é um bom sítio para estar, são todos muito profissionais lá. Eles não, sabe, eles não andam a perder tempo lá.

O que nos pode dizer sobre o estado corrente da física na cena militar-industrial ?

Está dúzias de anos à frente da física conhecida pela maioria que é publicada nos jornais no domínio público. Existem projectos que lidam com assuntos alem do que acreditam ou experimentaram, alem da imaginação, de muitos dos físicos do domínio público.


Pode-nos dar alguns exemplos?

[pausa longa]
Existe um projecto chamado Shiva Nova em Livermore que utiliza conjuntos de lasers gigantes. Estes são lasers enormes, condensadores enormes, muitos Tera-Watts de energia, num edifício construído em cima de molas gigantes [estende os braços para mostrar o tamanho], todos focados num ponto muito muito pequeno. Isto cria uma reacção de fusão que replica certas condições para testes de armas nucleares. É como um teste de bomba atómica em condições de laboratório, e existe recolha de informação muito poderosa focada naquele ponto em que toda a energia é focada.


O problema é que todos os eventos de extrema alta-energia como este criam falhas no tecido do espaço-tempo. Isto foi observado tão cedo como nos eventos de Hiroshima e Nagasaki, e pode vê-lo em filmes antigos. Olhe para o que se parece com uma esfera de energia a expandir-se, e posso-lhe mandar um endereço [NT: de Internet] para lhe mostrar. O problema ao criar falhas no espaço-tempo, quer sejam pequenas ou grandes, é que coisas entram dentro delas que não quer que estejam lá.

Coisas entram dentro?

Coisas entram dentro. Coisas de que todos sabermos acerca que são discutidas imenso na Internet. Seres, e influências, todos o tipo de coisas esquisitas, e posso-lhe dizer que criaram grandes problemas.

Que tipo de problemas?

[pausa]
O problema da presença delas e do que acontece a seguir. O outro problema é que se se estão a criar falhas no espaço-tempo está-se a baralhar o próprio tempo, quer seja a sua intenção ou não. Houve tentativas para resolver isto, e isso tudo resulta em complicadas sobreposições de círculos temporais. Alguns extraterrestres estão a tentar ajudar, e outros, não estão. Ao prever vários futuros, apenas podemos falar de prováveis e possíveis futuros. Isto é tudo extremamente complexo e altamente classificado. Basicamente, é apenas uma gigantesca confusão. Abrimos a Caixa de Pandora , começando com o projecto Manhattan, e ainda não encontramos uma forma de lidar com as consequências.


O problema de múltiplas linhas temporais soa à informação reportada por Dan Burisch pode comentar sobre isso?

[abana a cabeça] Não sei sobre nada disso.

Ok. Vou-lhe enviar os endereços para que possa ver as entrevistas. Mas o que esta a dizer corrobora a informação reportada pelo Mr X na página de Internet Camelot. Viu ou leu essas entrevistas?

Não, o que é que ele diz?

Mr. X é um arquivador que por um período de seis meses teve a oportunidade de trabalhar com documentos classificados, filmes, fotografias e artefactos a meio da década de 80 quando estava a trabalhar num projecto especial com um empreiteiro da Defesa . Ele diz que leu que a principal razão do interesse dos extraterrestres em nós era devido aos testes nucleares e à ameaça geral das armas nucleares.
Isso soa-me mesmo certo. Excepto que apenas um ou dois grupos de extraterrestres estão preocupados com as armas nucleares, não todos.
Ok. Que mais nos pode contar acerca do problema das linhas de tempo?
Apenas que não está resolvido. O risco, esta a ver, é que cada tentativa para concertá-lo, adiciona-se ela própria ao problema. Vai ficando cada vez pior.

Os extraterrestres ou alguns dos extraterrestres são viajantes do tempo? Dan Burisch afirma isto.

Sim.

Tem conhecimento sobre o projecto Montauk?

Isso causou um enorme problema, e gerou e criou um círculo de 40 anos.

Não sei sobre o Al Bielek. Acredito que alguma da sua informação é suspeita. Mas algo assim aconteceu definitivamente, a experiência Philadelfia, também. John Neumann esteve muito envolvido em tudo isso.

E Tesla, e Einstein?

Não sei. Mas o Neumann [acena com a cabeça]

Montauk foi real?

Sim. Isso foi uma verdadeira trapalhada. Eles criaram uma divisão temporal que ainda não foram capazes de emendar. Agora, perceba que isto também se relaciona com o projecto Rainbow, os Stargates também estavam a trabalhar nisso lá. Mas alguns dos relatórios de Montauk na Internet não são convincentes para mim. Vi algumas das fotografias do equipamento que eles supostamente usaram, e é lixo, apenas um monte de lixo.

[Bill] Sempre tive um problema com a ideia de portais de tempo porque não vejo como ou porque é que eles ficariam no planeta numa certa localização enquanto este se move pelo espaço. Se um portal fosse criado no espaço-tempo , seria de esperar que fosse deixado algures para trás rapidamente conforme a terra gira, e move-se à volta da sua orbita, e o próprio sistema solar orbita a galáxia num enorme ciclo. Quero dizer, tudo esta em movimento, todo o tempo, e isto é perfeitamente conhecido.

Pode explicar isto?

Não, não posso mas percebo o que quer dizer, e os portais realmente ficam em locais específicos, do género ancorados a este planeta. Acontece dessa forma. Porque é que eles não são deixados para trás ou apenas flutuam para qualquer sítio, não tenho ideia. Talvez estejam graviticamente ancorados de uma certa forma. A sua suposição é tão boa como a minha.

Um dos portais liga-se a Marte, e é uma ligação estável, não interessa onde a Terra ou Marte estão nas suas orbitas. Tivemos esta base estabelecida no começo dos anos sessenta. Na realidade, temos uma série de bases.

Então já exploramos Marte.

Certo, há bastante tempo atrás. Viu Alternative Three?

Sim.

Aquilo tinha alguma verdade lá. O vídeo da aterragem em Marte foi todo falso [NT: spoof no texto original], e outras partes também foram, mas existe verdade ali.

Que mais sabe na qualidade de um físico que trabalha nestes projectos?
Ok. Isto pode interessar-lhe se tem conhecimentos de física. Sabe o que um sinal não-local é, certo? Quando duas partículas em diferentes partes do universo podem aparentemente comunicar entre elas simultaneamente, não interessando a distancia.

Aparelhos de comunicação foram feitos para comunicações através de vastas distancias e também locais usando uma metodologia que é impossível de eavesdrop [NT: sem tradução directa, pode ser entendido como interceptar a comunicação], porque não existe nada que viaje entre os dois aparelhos que possa ser interceptado. É impossível de crackar ou desencriptar ou eavesdrop porque o sinal não viaja por lado nenhum, por isso não existe sinal que possa ser interceptado ou descodificado. Apenas não funciona dessa forma.

A beleza disto é que estes aparelhos são na realidade muito simples de construir. Pode criar dois circuitos caóticos, em duas pequenas placas electrónicas usando componentes baratos que qualquer um pode comprar, e elas comunicam entre si desta forma. Pode construí-las se souber como.

Existem outras aplicações além de comunicações?

[pausa]
Sim.

Que mais nos pode dizer acerca disto?

Apenas isso. Oh, devo dizer de que não me apercebi ao início que você era o tipo que criou a página web Serpo. Deixe-me apenas dizer que não se chamava assim. E duvido que a viagem tenha demorado nove meses. Não foi dessa forma que viajaram ate lá.

Oh, quer dizer que a viagem foi instantânea?

[pausa]
Não penso que tenham viajado da forma que disseram na página web Serpo. Talvez tenha havido outros programas. Talvez tenham havido muitos. Mas para viajar através de largas distancias é melhor usar portais . Qualquer outra coisa é realmente é apenas ineficiente.

Quer dizer que usaram Stargates?

Penso que lhes pode chamar isso, sim.

Também suspeito que o sistema não é Zeta Reticuli. A mim soa-me a Alpha Centauri. Eu penso que mencionou isto na página web .

Tem uma razão para dizer isso?

Bem, Zeta 1 e 2 estão bastante distantes um do outro. Alpha Centauri e Promixa Centauri estão perto. Alpha Centauri tem um sistema solar muito parecido com o nosso, mas é mais velho. Os planetas estão em orbitas estáveis. Existem três planetas inabitados, o segundo, terceiro e quarto. Não, espere, o quinto, penso eu. Segundo, terceiro e quinto.

Isso é espantoso soube disto profissionalmente? Quero dizer, soube disto no decurso do seu trabalho?

Sim, isto é conhecido. É comparativamente fácil chegar lá, menos que cinco anos-luz de distância, e isso, sabe, é já aqui na porta ao lado. As pessoas... são muito do género humano . Não são Greys, são como nós. A forma humana é muito comum no universo.

[Bill] Um dos planetas é do tipo deserto? Foi isso que eu vi na fotografia que descrevi. Dois sois no horizonte, sobre uma paisagem desértica.

Aquilo realmente espantou-me.


[
</span>ver este artigo na pagina web Serpo http://www.serpo.org/updates.asp#1 ]

Sim, é isso, um planeta desértico.

Uau.

Está familiarizado com o projecto Looking Glass?

Isso me soa familiar

Era um tipo de tecnologia que Dan Burisch nos contou que envolvia ver no futuro. Esteve envolvido nisso?

Ok, essa tecnologia não foi desenvolvida por nos. Foi-nos dada, ou foi tirada de uma nave que adquirimos. Não trabalhei nisso.

Ouvimos que têm um Stargate fabricado pelo homem em Los Alamos. Está familiarizado com isso?

[olha para nos sem responder, sorriso ligeiramente enigmático]

O que nos pode dizer sobre Los Alamos?

Existe uma página web de Los Alamos que lhe enviarei, e pode procurar sobre Gravity Shielding e coisas do género. Esta tudo lá.

[nota: a pagina web é
</span>http//lanl.arxiv.org ]

Agora, pode ter sido por um erro que esteja em domínio público. Talvez queira aconselhar as pessoas para arquivarem as páginas que encontrem antes que seja retirada da Internet assim que se aperceberem, se o fizerem. Mas neste momento pode ver com os seus próprios olhos. É difícil saber que mais posso dizer.

O que nos pode dizer sobre a presença de extraterrestres?

Procure o filme Wavelength. É baseado numa história totalmente verdadeira. Já o viu? É baseado num incidente que teve lugar em Hunter Liggett. Este é quente .

Não. Onde fica Hunter Liggett?

A 90 milhas a sudoeste de Monterey, na Califórnia. A minha base primária na altura era Fort Ord. Estava a trabalhar lá no início dos anos 70, quando era militar, e estava a trabalhar sob a CDCEC, que significa Comando Experimental do Comando de Desenvolvimento de Combate [nota de tradução: Combat Developments Command Experimentation Command no texto original]. Pode ir lá procurar.

Nos estávamos a fazer testes em todos os tipos de dispositivos, e vivíamos no terreno. Nos usávamos protecções oculares para lasers grande parte do tempo, e tínhamos os olhos dilatados rotineiramente para inspeccionar as retinas à procura de queimaduras. Algum do gado ate usava protecções modificadas! Era a visão mais bizarra que pode alguma vez imaginar.

Bem, um dia algo aconteceu enquanto estávamos a testar. Um disco [NT: leia-se OVNI] veio para a área e estava a pairar, pairou directamente à nossa frente, no terreno. Por isso [pausa] atiramos aquela m**** de coisa abaixo.

Atiraram abaixo um disco?

[acenando com a cabeça] Não devíamos ter feito aquilo. Não fui eu pessoalmente, mas o grupo fê-lo. Entre nos, nos tínhamos todas aquelas armas avançadas [NT: gizmo weaponry no texto original] e adivinho que entraram em pânico e pensaram que estavam num filme ou qualquer coisa assim. O disco foi incapacitado e foi capturado, assim como os ocupantes, e eu vi-os brevemente. Eram do tipo pequenas crianças humanóides, sem cabelo. E tinham olhos pequenos, não do género grande amêndoa. Não penso que alguém saiba disto. Tanto quanto sei não esta na Internet.

Isto é incrível. Nunca ouvi falar deste incidente.

A maioria das outras testemunhas acabaram no Vietnam e muitas foram mortas. Eu posso ser a única testemunha viva do que aconteceu, não sei.
O resto da historia esta num filme de ficção cientifica chamado Wavelength, cujo foi lançado no inicio dos anos 80. Nunca tinha ouvido falar dele ate que o encontrei por acaso uns anos depois, no Arizona. Acabei de dizer isto? [ri, pela primeira vez]

Quando vi o vídeo, estava à espera de, você sabe, entretenimento ligeiro com uma cerveja ou duas, mas quero dizer, a minha boca escancarou-se . O inicio do filme clarifica completa e acuradamente o incidente, e o filme segue de muito perto o resto da historia, incluindo o uso da base abandonada Nike no sudoeste da Califórnia para os guardar.

Vá encontra-lo. É basicamente verdade. Fiquei simplesmente espantando quando o vi. A pessoa que o escreveu deve lá ter estado, ou conheceu alguém que lá esteve. Mas não sei quem.

Tive uma fotografia genuína de um extraterrestre uma vez. Mostrei-a a alguém, uma mulher, uma mulher muito talentosa, que era uma microbiologista que trabalhava para uma das agências. Assustou-a imenso. Eu não podia acreditar. Ela pura e simplesmente não queria lidar com aquilo de forma nenhuma. E eu digo que isso sugere que o publico, ate cientistas não estão preparados para que esta informação seja libertada. E esta pessoa era realmente inteligente. Isso não a impediu de se passar, apenas não querendo saber. Ela estava, sabe, completamente assustada.

Ainda tem essa fotografia? Podemos vê-la?

Não sei. Posso ainda ter algures, e se a puder encontrar, envio-lha.
Pode descreve-la?

Mostrava um pequeno ser com pele escura, do género preto e enrugado . Era o único sobrevivente de um incidente. Mas morreu logo depois. Tinha um fato que era auto-curador , ah auto-reparador . Era um género de tecido, ou algo assim, que realmente se reparava a si próprio. E ele tinha um artefacto com ele que era algum tipo de dispositivo de controlo remoto, e que lhe foi tirado.

Era o sobrevivente de um desastre?

[pausa]
Não.

Um viajante do tempo?

</span>
Você sabe tudo, não sabe?

Não, mas esta a dar-nos a confirmação. Quero dizer, é apenas tão incrivelmente complicado. É tão complexo que é possível que nenhuma pessoa tenha toda a informação. A maioria das agencias não sabe o que as outras agencias sabem e tudo esta pesadamente compartimentalizado até lá acima . Ninguém fala com ninguém acerca destes assuntos. Ás vezes projectos inteiros são duplicados com um custo de Deus sabe quantos biliões porque a existência dos outros projectos é desconhecida, são escondidos deles. Quero dizer, sou um cientista, e os cientistas por vezes têm um braço atado atrás das costas porque não podem comunicar livremente. De facto, não podem comunicar de forma nenhuma [ri-se]. E existem dúzias, centenas de projectos classificados, quero dizer dos grandes . É a confusão total.

Olhe, existem muitos grupos de extraterrestres, e estão lá misturados ao lado dos nossos ancestrais. Existem círculos de tempo sobre círculos de tempo, e é tudo uma confusão. Você precisa de um QI de 190 para compreender tudo.

Conte-nos acerca dos círculos de tempo. A propósito, podemos perguntar novamente não ouvi falar de Dan Burisch?

Não que me lembre. Não me é familiar.

Entrevistamo-lo o mês passado. Ele foi a seguir ao John Lear na página web .

Eu realmente vi a sua entrevista com o John Lear, a falar acerca das fotografias da lua e da forma como foram alteradas [NT: airbrushed no texto original]. A NASA fá-lo a toda a hora . Ele é bastante castiço , já agora. Gostava de o conhecer um dia.

O que poucas pessoas sabem é que os relatórios de radar do serviço nacional de tempo também são alterados , por isso certas imagens de radar não são divulgadas. Eu não me refiro a alteradas à mão. As imagens de radar são filtradas electronicamente usando um programa informático. Alguns destes traços no radar são enormes. Em adição, o radar de tempo não detecta traços que se movem mais rápido que uma certa alta velocidade , um par de centenas de milhas por hora. Mas mesmo assim existem traços que necessitam de ser removidos.

OVNIS?

Claro. São muitas vezes invisíveis a olho nu , mas aparecem no radar. Também são visíveis no ultravioleta não penso que isto seja conhecido em geral pelas pessoas.

Então o que nos pode contar sobre os círculos de tempo?

Certo. [longa pausa]
A situação em relação aos círculos de tempo é que existe um grande número de linhas de tempo paralelas, montes de ramificações . Não existem paradoxos. [desenha um diagrama] Se regressar no tempo e matar o seu avô, que é o paradoxo do avô de que todos falam, não há paradoxo. Quando volta atrás e muda o passado, cria uma linha de tempo diferente, que é uma nova ramificação da original. Nessa linha de tempo, você não teria nascido, e não existiria, por isso esse aspecto do paradoxo é verdade. Consegue ver? Mas nesta linha de tempo, você está aqui e agora, você existe, e continua a existir. Não há paradoxo, é simples consegue ver? Esta a lidar com diferentes ramos de um tipo de árvore do tempo . Nenhum princípio é violado. Todos os eventos futuros são possibilidades, não certezas. É algo bastante importante, uma importante distinção. É realmente tudo o que posso dizer acerca disto.

Sabe alguma coisa sobre os chemtrails?

Ok. Os chemtrails foram desenvolvidos pelo Edward Teller e são basicamente o semear de milhares de micro-particulas de alumínio na alta atmosfera para tentar aumentar a albedo do planeta, o índice de reflexão do planeta, por causa do aquecimento global. Agora, micro-particulas de ouro, ouro verdadeiro, foram usadas uma vez numa situação semelhante noutro planeta, mas creio que tinham montes de ouro, e nos usamos alumínio no seu lugar. O aquecimento global é parcialmente causado pelo efeito de estufa, e isso certamente torna as coisas piores, mas a maior parte deve-se ao aumento de actividade solar. A actividade solar é o problema real.

Porque é que esta informação não é do domínio público? Parece que as pessoas deveriam saber e gostariam de saber, e não há nenhuma segurança em risco se o que diz é verdade.

Cientificamente, é apenas um jogo total. Nem o suficiente é compreendido. Pode funcionar, ou talvez não funcione. Pode facilmente tornar as coisas piores. Podem também haver efeitos secundários de saúde, efeitos secundários no tempo, Deus sabe o que mais. Afecta todo o planeta e aqui temos uma unilateral, não democrática decisão, não ligada ao processo político e democrático, para lançar um enorme projecto tecnológico especial que afecta todos na Terra. Se isto não é controverso, não sei o que será. A solução é mantê-lo secreto. É a solução kneejerk [NT: sem tradução directa, mas pode ser entendido como que levanta menos problemas para poder ser executada] usual, também.

Funcionará?

Eu não sei.

Isto esta também ligado às Guerras Meteorológicas ?

[pausa]
Sim, existem guerras meteorológicas . A força aérea vai controlar o tempo dentro de dois anos.

Que mais nos pode contar?

Leia The Report from Iron Mountain. Muito do que lá esta é verdade. Eu estava a trabalhar com um grupo lá em baixo em [_______________]. Chamaram-nos e passaram-nos um relatório. A parte estranha é que nem sequer estava ligado com o que nos estávamos a trabalhar, e apareceu do nada, de lado nenhum, e nenhum de nos estava à espera dele. Um tipo disse, e nunca me vou esquecer porque me atingiu de tão errado: Existem lobos e existem ovelhas, e nos somos os lobos. Então disseram-nos para ir e ler o relatório, e foi isto.

Não havia qualquer escolha, e continua a não haver. A forma como eles o vêem é que existem demasiadas pessoas, e, sabe, eles têm razão. É verdade. Portanto compreenderam que precisam de elimina-las e estão a planear soluções para o fazer. Acontece que eu penso que não tem que ser dessa forma. Aparte do que mencionei ate agora sobre os problemas do espaço-tempo , o problema é a população a mais . É tão simples como isto. Existem programas para reduzir a população global para benefício de todos. Acredite ou não, a intenção é positiva. Isto foi compreendido pelo Kennedy já naquela altura. A Rand Corporation esteve envolvida, e um dos Rockefellers, esqueço-me de qual, provavelmente o Laurance, penso eu.

Matando as pessoas?

Basicamente, sim. Vírus artificiais que foram depositados usando uma série de meios e que são difíceis de identificar ou quase impossíveis de curar. O pessoal médico do domínio público não consegue identificar o que esta a acontecer.

Como se sente sobre isto pessoalmente?

Muito baralhado. [pausa]
Como um ser individual de carne e osso, estou estarrecido. E como um cientista treinado para olhar para as coisas de um ponto de cima , uma perspectiva do alto , tenho que dizer que consigo perceber a forma de pensar.

Você tem que compreender que eu não estou a defender ou a condenar isto. É apenas um comentário de uma perspectiva científica abstracta. Mas os problemas que encaramos neste planeta são tão grandes que muito poucas pessoas têm o treino ou a experiência para ver tudo , para ver tudo no mesmo campo de visão .

A minha situação era diferente, e eu tive a chance de ver muitas coisas graças à natureza do meu trabalho. A maioria das pessoas não vê tudo . Mas eu trabalhei com muitas agências, e tenho a imagem global .
Você sabe que é legal testar agentes biológicos e químicos contra os cidadãos dos Estados Unidos? É legal. Sabe, tudo o que tem que ser feito é conseguir a aprovação do Presidente da Câmara da cidade, ou o equivalente em qualquer área. Ou algum representante oficial. Ninguém sabe disto, mas pode ser confirmado. Vá procurar. Esta tudo cuidadosamente escondido numa lei qualquer, mas esta tudo no domínio publico. Esta tudo lá.

Você revelou uma data de material extraordinário aqui na nossa conversa. Qual é a mensagem mais importante que gostaria de deixar às pessoas?

Olhe, eu não quero chocar ninguém, mas não estou optimista. Os problemas que enfrentamos como raça neste planeta são enormes . Eu não acredito que a maioria dos civis estejam preparados e capazes de lidar com incrível escala [NT: sheer scale no texto original] e complexidade de tudo isto. Já têm problemas a gerir a vida do dia-a-dia , e estes problemas estão num nível completamente diferente. População a mais é o assunto principal. Tudo o resto que nos enfrenta esta ligado a isto.


Veja, eu consigo perceber os militares a tomarem os assuntos nas suas próprias mãos. Se houvesse um completo abrir do jogo [NT: disclosure no texto original] de todos os problemas, e de todas as soluções propostas, acha mesmo que isso iria ajudar algum de nos? Sugiro que a resposta seja provavelmente não. Iria apenas complicar os assuntos ainda mais.

Mas lá no fundo eu sinto que todos deveriam saber estas coisas, ou então eu não estaria a falar consigo. A mensagem essencial que eu quero deixar é que eu realmente tenho esperança e quero acreditar que nos como pessoas conseguimos lidar com tudo isto, mas às vezes acordo de manha e duvido, mas lá no fundo eu quero que as pessoas saibam as coisas importantes que foram retidas de nos todos. Mas as vezes duvido. Você não sabe o que eu não lhe contei.


_____________________________



A 27 de Setembro, três semanas depois dos encontros iniciais, e depois de o termos fortemente pressionado para ver as três partes do vídeo da entrevista de Dan Burisch na página web Project Camelot, recebemos o seguinte E-mail . Esta citado tal e qual e na sua totalidade.



Dan Burisch esta a contar toda a verdade.
Confirmo isto.
Linhas temporais e tudo
Melhores cumprimentos
6 de Outubro de 2006



____________________________________________
Imagens de explosões nucleares: falhas no espaço-tempo ?
Para mais fotografias da esfera de energia em expansão,veja

</span>http://waynesthisandthat.com/abombs.html

Bill Ryan and Kerry Cassidy
support@projectcamelot.org

http://www.projectcamelot.org/henry_deacon_1_portuguese.html
http://www.projectcamelot.org

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</span>

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Sábado, 11 de Outubro de 2008

HELVÉTIUS E A PEDRA FILOSOFAL

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Para Fulcanelli, a alquimia seria o elo de ligação com as civilizações desaparecidas desde há milênios e ignoradas pelos arqueólogos. Evidentemente, nenhum arqueólogo considerado honesto e nenhum historiador de igual reputação admitirá a existência no passado de civilizações que tenham possuído uma ciência e técnicas superiores às nossas. Mas uma ciência e técnicas avançadas simplificam ao máximo a aparelhagem, e talvez os vestígios estejam sob os nossos olhos sem que sejamos capazes de os ver como tais. Nenhum arqueólogo e nenhum historiador honesto, que não tenha recebido uma formação científica em alto grau, poderá efetuar pesquisas susceptíveis de nos fornecer a esse respeito qualquer esclarecimento. A separação das disciplinas, que foi uma necessidade do fabuloso progresso contemporâneo, talvez nos dissimule qualquer coisa de fabuloso no passado. Sabe-se que foi um engenheiro alemão, encarregado da construção dos esgotos de Bagdá, que descobriu na amálgama de objetos do museu local, sob a vaga etiqueta de objetos de culto, pilhas elétricas fabricadas dez séculos antes de Volta, durante a dinastia dos Sassanides.

Enquanto a arqueologia apenas for praticada por arqueólogos, não saberemos se a noite dos tempos era obscura ou luminosa. Jean-Fredérich Schweitzer, dito Helvétius, violento adversário da alquimia, conta que na manhã de 27 de Dezembro de 1666 se apresentou em sua casa um estrangeiro. Era um homem de aparência honesta e séria, e de expressão autoritária, vestido com um simples capote, como um mennonita.

Depois de perguntar a Helvétius se acreditava na pedra filosofal (ao que o famoso médico respondeu negativamente), o estrangeiro abriu uma pequena caixa de marfim que continha três pedaços de uma substância semelhante ao vidro ou à opala. O seu proprietário declarou tratar-se da famosa pedra, e que com uma tão mínima quantidade podia produzir vinte toneladas de ouro. Helvétius pegou num dos fragmentos e, depois de agradecer ao visitante a sua amabilidade, pediu-lhe que lhe desse um bocado.

O alquimista recusou num tom brusco, acrescentando com mais cortesia que, mesmo a troco de toda a fortuna de Helvétius, não se poderia separar da menor parcela desse mineral, por uma razão que não lhe era permitido divulgar. Instado para que desse uma prova das suas palavras, realizando uma transmutação, o estrangeiro respondeu que voltaria três semanas mais tarde e mostraria a Helvétius uma coisa susceptível de o assombrar.
Voltou pontualmente no dia marcado, mas recusou executar a operação, afirmando que lhe era proibido revelar o segredo. Condescendeu no entanto em dar a Helvétius um pequeno fragmento da pedra, não maior do que um grão de mostarda. E como o médico emitisse a dúvida de que uma tão ínfima quantidade pudesse produzir o menor efeito, o alquimista partiu o corpúsculo em dois, deitou uma metade fora e entregou-lhe a outra dizendo: Aqui está justamente aquilo de que precisa.

O nosso sábio viu-se então obrigado a confessar que durante a primeira visita do estrangeiro conseguira apoderar-se de algumas partículas da pedra, as quais tinham transformado o chumbo, não em ouro, mas em vidro. - Devia ter protegido a pedra com cera amarela, respondeu o alquimista, isso ajudá-la-ia a penetrar o chumbo e a transformá-lo em ouro. O homem prometeu voltar de novo no dia seguinte de manhã, às nove horas, e realizar o milagre - mas não apareceu, e no dia a seguir também não. Posto isto, a mulher de Helvétius persuadiu-o a tentar ele próprio a transmutação:

Helvétius procedeu de acordo com as instruções do estrangeiro. Derreteu três dracmas de chumbo, envolveu a pedra em cera, e deixou-a cair no metal líquido. E este transformou-se em ouro! Levamo-lo imediatamente ao ourives, que declarou tratar-se do ouro mais fino que jamais vira, e propôs pagá-lo a cinqüenta florins a onça. Helvétius, ao concluir a sua narrativa, disse-nos que a barra de ouro continuava na sua mão, prova tangível da transmutação. Possam os Santos Anjos do Senhor velar por ele (o alquimista anônimo) como sobre um manancial de bênçãos para a cristandade. Tal é a nossa prece constante, por ele e por nós.

A novidade espalhou-se como um rastilho de pólvora. Spinoza, que não podemos incluir no número dos ingênuos, quis saber a verdade da história. Fez uma visita ao ourives que avaliara o ouro. O relatório foi mais do que favorável: durante a fusão, a prata incorporada à mistura transformara-se igualmente em ouro.

O ourives, Brechtel, era moedeiro do duque de Orange. Sabia sem dúvida do seu ofício. Parece difícil acreditar que ele possa ter sido vítima de um subterfúgio, ou que tenha pretendido enganar Spinoza. Spinoza dirigiu-se então a casa de Helvétius, que lhe mostrou o ouro e o crisol que servia para a operação. Aderiam ainda ao interior do recipiente restos do precioso metal; como os outros, Spinoza ficou convencido de que a transmutação se operara realmente.

A transmutação, para o alquimista, é um fenômeno secundário, realizado apenas a título de demonstração. É difícil formar uma opinião sobre a realidade dessas transmutações, embora diversas observações, como a de Helvétius ou a de Van Helmont, por exemplo, pareçam surpreendentes.




De "O DESPERTAR DOS MÁGICOS", Louis Pauwels e Jacques Bergier


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UM POUCO DA BUSCA ESPIRITUAL DE RAM DASS EM "A MENTE MEDITATIVA"

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William James, que, em 1902, escreveu sobre estados alterados de consciência em Varieties of religious experience:

Nenhuma descrição do universo em sua totalidade pode ser definitiva, o que deixa essas outras formas de consciência bastante desprezadas. Como apreciá-las é a questão, pois são tão descontínuas com a consciência ordinária. No entanto, elas podem deter­minar atitudes, embora não possam fornecer fórmulas, e desven­dar uma região, embora não consigam dar um mapa. De todo modo, elas impedem uma conclusão prematura das nossas contas com a realidade.

Viemos a apreciar a sofisticação e a sensibilidade dos sis­temas orientais de rotular estados alterados de consciência. Por aproximadamente 4000 anos, as religiões orientais têm desen­volvido mapas e roteiros para o terreno da exploração interior. Podíamos entender alguns deles, enquanto outros eram basea­dos em perspectivas culturais demasiado estranhas a nós mes­mos para serem úteis. Em 1967 fui à Índia por causa da atra­ção desses mapas e porque queria encontrar um caminho - ou talvez um mestre - por meio do qual pudesse utilizar os mapas mais efetivamente. Esperava então poder estabilizar aqueles estados alterados de consciência e integrá-los com a vida diária normal. Nenhum de nós tinha conseguido isso por meio dos psicodélicos.

Na Índia, encontrei-me com Neemkaroli Baba, que era muito mais do que eu podia ter esperado. Ele vivia no estado chamado sahaj samadhi, no qual os estados alterados de cons­ciência eram parte integrante de sua vida. Em sua presença, tinha-se a sensação de espaço infinito e de atemporalidade, bem como de profundo amor e compaixão. Maharaji, como o cha­mávamos, uma vez ingeriu uma dose enorme de psicodélicos e, para minha absoluta surpresa, nada aconteceu. Já que sua cons­ciência não era limitada a nenhum lugar, então não havia aonde ir, pois ele já estava aqui, em todas as suas possibilidades.

Ver alguém e ser alguém são duas coisas diferentes - e eu de longe preferia ser alguém do que ver alguém. A questão era como efetuar a transformação daquele que eu pensava ser naquele ou naquilo que Maharaji era ou não era, tomei tudo o que vinha dos lábios de Maharaji como instruções específicas, embora não fosse capaz de segui-las todas. Mas então fiquei mais confuso, pois ele dava instruções contraditórias. Percebi que estava diante de um mestre, como um koan Zen, que não seria efetivo enquanto alguém permanecesse vinculado ao racional. Dali de onde eu estava, na minha mente racional, razoável, analítica, eu não poderia chegar aonde pensava estar indo. O que fazer?

Na presença de Maharaji, experimentei meu coração abrir­-se e senti ondas até então nunca vivenciadas de amor cada vez mais avassalador. Talvez fosse aquele caminho -afogar-se no amor. Mas minha mente não se aquietaria. O cientista social, ­este cético - não se afogaria sem lutar. Usando todas as ferra­mentas, inclusive meu desejo sensual e o intelecto, bem como a culpa e o senso de responsabilidade, a estrutura do meu ego revidou. Por exemplo, nos templos em que Maharaji ficava, havia estátuas de Hanuman, um deus-macaco que tinha todo o poder devido à sua total devoção a Deus. Hanuman é profun­damente amado e venerado pelos devotos de Maharaji. Sentei-­me diante de uma estátua de cimento de um macaco com dois metros e meio, pintada de vermelho, e cantei para ele e meditei a seu respeito. O tempo todo, uma voz me dizia: "Aí, hem, sentado adorando um ídolo de cimento de um macaco. Você realmente passou das medidas". Era a batalha interior, para a qual o Bhagavad Gita é uma metáfora.

Meus amigos budistas disseram que o problema era uma questão de disciplina da mente, e quando indagado, Maharaji afirmou que se alguém dirigisse a mente para um ponto conhe­ceria Deus. Talvez fosse o que eu tinha de fazer. Comecei então a meditar a sério. O caminho devocional permitia demasiada distração da mente, _ eu tinha de ser mais rígido comigo mesmo. Em 1971 comecei uma prática séria de meditação em Bodh Gaya, onde Buda tinha sido iluminado. Numa série de cursos de dez dias, eu, junto com outros cem ocidentais, Fui gentilmente guiado para dentro das técnicas theravadanas de meditação budista - o máximo de simplicidade na prática.

Durante esse período, conheci Anagarika Munindra, um mestre therevadano que parecia, em sua quase transparente qua­lidade, refletir a serenidade consciente e leve a que todo conduzia. Eu estava contentíssimo com minhas primeiras degustações de uma nova tranqüilidade profunda. Pedi para aprender mais, e ele me apresentou o Visuddhimagga, uma parte da tradição escolástica budista. Finalmente, eu, um psicólogo ocidental, fiquei verdadeiramente humilhado do ponto de vista intelectual. Porque vi o que era de fato o psyche logos. Ali, naquele único volume, havia um sistema de categorias de con­dições mentais sofisticadamente articulado _ abrangente, mais uma filosofia e um método para libertar nossa consciência da tirania de nossa própria mente. Ali estava o sistema de rotulação que eu vinha procurando desde 1961. Era surpreendentemente livre de julgamentos de valor e, assim, prestava-se a servir de meio para comparar sistemas metafóricos contrastantes acerca de estados alterados de consciência. Sorvi o livro como a um vinho precioso.

Embora meu intelecto estivesse deliciado com o sistema subjacente às práticas, descobri-me áspero e resistente à própria meditação. Havia um erro no modo como estava praticando o método, ou era um indício de que a forma da prática espiritual não era o meu caminho? Deixei com alegria Bodh Gaya para cumprir a promessa de participar de uma celebração bhakti e também para encontrar MaharaJi, que era meu Guru. Você pode perguntar por que, sendo Maharaji, um hindu, o meu guru, eu tinha ido estudar meditação budista em primeiro lugar - em vez de permanecer com ele. Bem, a resposta é que ele não me permitiria ficar, e sempre repetia "Sub Ek" (tudo é um). Falou longamente de Cristo e de Buda, e depois me mandou embora. Portanto, quando estava longe de Maharaji, não me parecia incoerente procurar outras tradições. Porque, no método do Guru, todos os outros métodos alimentavam o pro­cesso de purificação que me permitiria fundir-me com meu amado Maharaji. A fusão seria o fim da jornada.

Do Prólogo de Ram Dass para o livro “A Mente Meditativa” de Daniel Goleman



A MENTE MEDITATIVA
Daniel Goleman
Editora Ática


Parte I

O Visuddhimagga: um mapa para o espaço interior.... 25
1- Preparação para a meditação.... 26
2- A via da concentração.... 33
3- A via da introvisão.... 42

Parte II

Vias de meditação: um panorama.... 61
4- O bhakti hindu.... 63
5- A cabala judaica.... 69
6- O hesicasma cristão.... 73
7- Sufismo.... 79
8- A meditação transcendental.... 86
9- O yoga ashtanga de Patanjali.... 91
10- O tantra indiano e o yoga kundalini.... 96
11- O budismo tibetano....101
12- O zen.... 106
13- A quarta via de Gurdjieff.... 110
14- A consciência sem escolha de Krishnamurti.... 115

Parte III

Vias de meditação: sua unicidade essencial.... 119
15- Preparação para a meditação.... 119
16- Atenção.... 121
17- Ver aquilo em que se crê.... 124
18- Estados alterados na meditação.... 126

Parte IV

A psicologia da meditação.... 131
19- Abbidhamma: uma psicologia oriental.... 131
20- Psicologia: Oriente e Ocidente..... 154
21- Meditação: pesquisa e aplicações práticas.... 175


Bibliografia.... 203
Leituras recomendadas... 213
Índice remissivo... 215
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Sexta-feira, 10 de Outubro de 2008

CURA ESPIRITUAL - JOEL GOLDSMITH

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Textos de Joel S. Goldsmith

Quando você atingir o ponto de onde se pode compreen­der que toda condição humana, de qualquer nome ou natureza, existe apenas como "uma crença dentro da mente humana', crença essa que resultou na expulsão do homem do jardim do Éden, e quando no mais profundo do seu coração ficar convencido de que, por ser Deus infinito não há n’Ele pares de opostos, poderá afirmar com o Mestre: "Eu venci o mundo". E estará de volta ao Reino dos Céus, onde ninguém sabe o que seja saúde, -pois não sabe o que seja doença; lá não se conhece dor e portanto ninguém sabe o que seja não-dor; ninguém conhece riqueza ou pobreza; e se alguém não sabe o que seja alguma coisa, como pode conhecer seu oposto? Não há nada com que se possa fazer comparações: apenas há Deus, só o Ser espiritual, a perfeição.

Quando abordamos um trabalho de cura, não deve­mos ter na mente a idéia de um mal a ser removido ou superado; contudo, por restar muito de humano na maioria de nós, reconheceremos que o que está à nossa frente é a aparência do mal em forma de pecado, doença, morte, perda ou limitação, e enquanto nos defrontarmos com essas aparências não poderemos ser radicais e, como uma ostra, ignora-las repetindo sempre "Deus é tudo, não há erros”. Isto é loucura, e não é prático. Nós não devemos fazer isso; devemos deixar que Deus diga isso para nós; e quando ouvirmos a "pequena voz silenciosa”, ou perce­bermos que se agita dentro de nós, saberemos com certeza que qualquer aparência de pecado, doença, morte, perda ou limitação à nossa frente desvanecerá.

Não pense, porém que você, humanamente, possa ser algum dia tão sábio para realizar isso. Para sabermos as palavras e poder dizer silenciosa ou
audivelmente "Não há nem bem e nem mal", não pense que tal repetição vá fazer milagres na sua vida, pois não os fará. Você tem de vivenciar essa verdade até que transborde de você; tem de prová-la mais e mais dentro de você mesmo.


***


Você apenas pode provar esse principio na medida em que o abraçar fortemente dentro de você, mantendo‑o sagrado, mantendo-o secreto, mas usando-o. Use-o a qualquer hora, com qualquer parcela de erro com que se deparar, nos jornais, no rádio, na sua família, na rua. Em qualquer momento e lugar em que se defrontar com o erro, volte-se para dentro e pergunte-se: "Poderá isso me fazer acreditar no bem e no mal? Poderá fazer-me aceitar dois poderes?" Se puder fazer isso, abster-se de aceitar ou julgar pelas aparências, não será tentado a sanar alguma coisa alguém, mas ficará dentro de si mesmo e fará o julgamento correto, estando dentro do jardim do Éden, que representa o seu domínio espiritual, o seu estado de harmonia divina.

O reto julgar sabe que "No principio era Deus. Deus criou tudo o que foi feito; e Deus olhou para aquilo que foi feito e achou muito bom.” Será você capaz de ser fiel a essa verdade? Se as feias aparências mostram suas cabeças, será você capaz de superar a tentação de ser por elas enganado? Será você capaz de declarar e saber dentro de você mesmo "Eu aceito somente Deus como a ver­dadeira substância de toda a Vida. Não posso ser indu­zido a aceitar bem e mal, pois há só Espírito; há apenas uma Vida".

A cura espiritual não pode acontecer no plano humano: ela só pode acontecer quando você tiver parado de pensar nas pessoas, nas doenças, nas condições, nas crenças e nas pretensões e tiver voltado para o Éden, onde só há Deus, o Espírito a Totalidade e Perfeição. Ninguém pode mesmo ser um curador espiritual, que trabalhe a partir dos efeitos ou que ore a partir da tentativa de corrigir algo do mundo de Adão, pois se isso viesse a ocorrer, ele só teria trocado um sonho desagradável outro sonho agradável. Se conseguisse melhorar o quadro humano, teria só uma boa materialidade ao invés de uma materialidade ruim. Não estaria por isso mais próximo do reino de Deus.

Certa vez estava eu sentado numa sala com uma pessoa que estava, em todos os sentidos, muito próxima da morte, e sentia o mesmo desconforto que qualquer um sentiria em tais circunstâncias; percebera eu que não havia nada que pudesse fazer para evitar o passamento. Eu não tinha dons ou palavras milagrosas que pudessem impedir o que parecia inevitável. Teria de vir algo das profundezas inter­nas, ou iríamos ter um funeral.

Tudo o que pude fazer foi me voltar para dentro, para a "pequena voz silenciosa” e esperar, esperar, e por vezes suplicar e pedir. Finalmente veio algo, e as palavras foram estas: "Este é o meu filho bem-amado, no qual me com­prazi". Ninguém teria acreditado nisso se o tivesse visto. Aí estava a doença em sua forma terminal; aí estava uma pessoa morrendo e, apesar das aparências, a Voz disse: "Este é o meu filho bem-amado no qual me comprazi". Após ter recebido tais palavras, não demorou muito para que se tornassem um fato real em demonstração; e a saúde, a harmonia e a totalidade foram restabelecidas.

Noutra ocasião fui chamado ao lado do meu próprio pai que jazia numa tenda de oxigênio e, de acordo com os médicos atendentes, estava em seu leito de morte. Eu fiquei ali, sem palavras ou discernimento que pudessem mudar essa aparência para a saúde; e ali fiquei eu, como ficaria qualquer um diante do próprio pai em tal situação, mas com uma diferença: eu sabia que se Deus fizesse ouvir sua voz, a terra se derreteria. Estando eu ali a observar meu pai que respirava pelo aparelho, me vieram as palavras: "Nem só da respiração vive o homem". Em menos de cinco minutos ele fez sinal para a enfermeira para que retirasse o aparelho, e dois dias depois estava fora do hospital.

Quem decretou que essa condição era ruim? Deus não foi; Ele só disse "Nem só da respiração vive o homem" o que dissipou a crença que o homem vive do alento, e provou que vive pela vontade de Deus.

Você pode ter dificuldade apenas enquanto retiver a crença em dois poderes. Estará porém livre tão logo comece a olhar para qualquer condição tendo em mente o seguinte: "Quem te disse que estás nu? Quem te disse que isso e pecado? Quem te disse que és mau? Quem te disse que isso é doença? Quem te disse que isso é perigoso? De onde veio? Teria Deus dito isso para alguém?"

No momento exato em que perceber que sua função como curador espiritual não é remover ou sanar doenças, ou acreditar que Deus assim o faça, ou que haja algumas fórmulas ou afirmações que possam remover doenças, mas sim que a sua função está em saber a verdade que toda criação mortal é construía sobre a crença do bem e do mal, você não então nem de saúde e nem de doença, de pobreza ou de riqueza, mas apenas de um contínuo transbordamento de harmonia espiritual, o Jardim do Éden. Você nunca será um curador espiritual enquanto acreditar que haja dois poderes – o poder de Deus e o poder do pecado, da doença, ou então que haja poder na astrologia ou nas dietas. Você nunca será um curador espiritual até que saiba que não é preciso qualquer poder. Deus mantém seu universo espiritual eternamente, e não há nada de errado com ele. O que está errado é conosco; o que está errado é a crença universal em dois poderes.

No segundo capítulo do, Gênesis, Deus não é mais o Criador, mas ali é chamada de Senhor Deus; e Senhor, está dito, é sinônimo de lei. Noutras palavras, o homem do segundo capítulo do Gênesis vive debaixo da lei, ao contrário daquele do primeiro capítulo, criado à imagem e semelhança de Deus e vivendo sob a Graça.


***


Diversos anos atrás, uma caso muito interessante foi-me trazido por uma mulher que dizia, em grandes prantos e em seu virtuoso horror, que o marido havia chegado a ponto de se recusar a trabalhar, que ela tinha de suportá-lo e que ele ficava deitado na cama o dia todo a não ser no dia em que ela recebia o pagamento, quando então levantava e saía para comprar o suprimento semanal de uísque, usando para isso o seu suado dinheiro. A situação já era a mais do que ela pudesse levar adiante; mas ela se interessara por cura espiritual queria saber o que eu poderia fazer, espiritualmente, para isso.

Foi pura inspiração que me levou a dizer: "Sabe de uma coisa? Estou achando que seu marido não é alcoólatra — você é que é alcoólatra". "Não sei o que você quis dizer", respondeu. — "Bem, você parece ser mais amedrontada com o álcool do que o seu marido". Ela me olhou com ar de quem nada compreendeu e disse "Bem, talvez eu seja. Vejo diariamente o que isso faz. Meu marido não acha isso terrível, ele gosta disso". "Aí está uma diferença de opiniões. Você acredita de fato que o álcool seja ruim, não é?"

"Certamente que sim." "É no entanto, toda a base do nosso trabalho consiste exatamente no fato de não haver nem bem e nem mal." "E agora, que vamos fazer com isso?" "Posso expor tudo isso para você do seguinte modo: Suponha que seu marido queira usar o seu dinheiro para comprar refrigerante; você teria objeções?" "Não, — eu iria para o trabalho contente e ele poderia ter todo o refrigerante que quisesse".

"Logo, o refrigerante é bom e o álcool é ruim. Novamente uma aparência, e nós estamos de volta para Adão e Eva. Agora vejamos quem está enganado nisso tudo, seu marido ou você. Seu marido acha que o álcool é bom e você acha que é ruim; você está num impasse, suponho, e vai passar um tempo sem poder ver o que eu vejo, que é que de fato que o refrigerante não é bom e que nem o uísque é mau, ou seja, a não há neles qualquer o poder, já que todo o poder está em Deus. Esta é a minha visão. Deus é o todo poderoso e infinito, e junto de Deus não há poder de bem ou de mal." "Onde isso me leva? Que devo eu fazer?"

"Suponhamos que concorde em que, na próxima semana, o seu marido tenha todo o uísque que quiser, uma vez que sabemos agora não haver no uísque poder do mal, e assim não teremos de nos preocupar com o que ele fará como uísque. Vá logo para casa e diga-lhe que você cometeu um sério erro e não acha o uísque tão terrível apesar de tudo, e que a partir de agora ele poderá tê-lo o quanto quiser."

Isso pareceu ter ido longe demais. Ela ficou chocada e assim saiu e sentou na outra sala por um tempo; por fim decidiu que, já que nada havia resolvido até então, ela tentaria isso como experiência. Quando entrou no­vamente no meu escritório disse: "Bem, desse jeito não irei a parte alguma; não posso fazer com que fique pior do que está, e assim eu o farei — mas é uma coisa difícil que está me pedindo".

"Tente e verá." Ela voltou para casa, esperou o momento oportuno, e quando o marido quis a mencionada bebida, disse: "Oh, sim, certamente, aqui está". Ele a olhou sur­preso, mas não fez nenhum comentário até uns poucos dias depois, quando foi se queixar com ela "Você sabe, não é bebendo que sacia. Estão fazendo de novo o uísque do tempo da guerra, e não há nele vigor, não tem efeito, não tem poder para saciar".

E foi como se livrou, por fim. Ele não podia mais beber, pois não mais lhe proporcionava a satisfação de antes. Pela minha observação, acredito que a maioria dos alcoólatras sofra desse mal não tanto por achar que a sua auto-indulgência seja um mal, mas o porque pensam que disso derive algum bem, isto é, algum prazer.

Com a descoberta de que o álcool não é bom, desa­parece o gosto por ele.
Observe isso com cuidado. Não cometa o erro metafísico de declarar que o álcool não é um poder, embora acredi­tando que o bem o seja. Seja sagaz em reconhecer que não há poder fora de Deus. Não cometa o erro de temer ou venerar qualquer criatura, quer em forma física, quer em forma de pensamento. Não a tema nem a glorifique. Glorifique o Criador de todas as formas; e quando o fizer, você não terá o poder do bem ou do mal, mas terá apenas o poder de Deus. E, por um breve instante, estará de volta para o Éden, onde não há nenhum problema, onde não há nenhuma força ou poder agindo sobre você, positiva ou negativamente; onde está apenas suspenso numa atmosfera de paz.



Do livro: "O Trovejar do Silêncio" de Joel S. Goldsmith, Editora Martin Claret.
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A presença e o poder de Deus é aquilo que é invisível a seus olhos, mas, é muito, muito visível e audível aos seus sentidos espirituais. Quando estou calmo, quando estou quieto, quando estou receptivo, esta certeza me invade. Às vezes, vem por meio de palavras, às vezes por meio de citações, às vezes na forma de pen­samentos originais, às vezes apenas como um sentimento de bem-estar e, então, sei que tudo está bem com aqueles que me pediram ajuda. Emerson chamava isso de "Sobre-alma". Isso é realmente a Onipresença — a presen­ça e o poder infinitos de Deus conscientemente percebidos.

Deus é onipresente; Deus está sempre presente. Mas é a nossa percepção consciente disto que faz o trabalho. Não é o simples fato de Deus ser onipresente. Deus está onipresente em todo campo de batalha no bem onde homens estão sendo mortos. O fato de Deus ser onipresente, de Deus estar realmente no campo de batalha, não ajudou aqueles que precisavam de ajuda. Não: é necessária a percepção consciente da presença de Deus para tornar Deus disponível em qualquer necessidade que possa haver. Nunca pense, nem por um minuto, que há algum lugar no mundo que não seja preenchido pela presença de Deus; mas nunca pense, nem por um momento, que isso vai ser de muita ajuda a você, exceto na proporção de sua percepção consciente desta verdade. A percepção consciente é que é oração. Rezar e repetir o Salmo 23 ou o salmo 91, ou enunciar todas as verdades metafísicas que você sabe, tais como: "Eu sou rico e sei disso" ou "Eu estou bem e sei disso" não fará o trabalho. Alguns de vocês sabem o que poderia estar acontecendo a vocês no exato momento que estão fazendo tais afirmações. Repetir palavras não faz o trabalho. Isso pode elevar o seu pensamento até aquele lugar onde o trabalho pode ser feito — até aquele lugar onde você tem uma percepção consciente da presença de Deus.

É justamente este o ponto de demarcação entre o presente trabalho e muito do trabalho metafísico que é feito no mundo. O "Caminho Infini­to" é uma manifestação que diz que você e eu, bem como Jesus, Moisés e Elias, devemos ter uma percepção consciente da presença de Deus. Não vai nos fazer nenhum bem perambular por aí, dizendo: "Deus é amor e Deus está presente; Deus é amor e Deus está presente." A menos e até que real­mente sintamos a presença de Deus, a menos que possamos,nos elevar a um estado de consciência no qual Deus se tome tangível, visível e evidente em nossa própria experiência, ele está todo no domínio do tratamento e não da oração.

O tratamento está correto em seu lugar e todos vocês, que estão familiarizados com meus escritos, sabem que um espaço considerável é dado ao assunto do tratamento. Eu sou muito meticuloso ao ensinar o tratamento, porque acredito que em certos estágios de nossa experiência não é só necessário tratar, mas o tratamento forma a verdadeira base de nosso entendimento da verdade. Pelo menos, esta é a letra da verdade, sobre a qual podemos construir a estrutura do entendimento espiritual.

Saber a letra da verdade correta é uma boa base para a revelação, para a manifestação o discernimento espiritual da verdade, para a consciência espiritual da verdade. Naturalmente, depois de um tempo, você não terá mais necessidade de tratamento do que tem de afirmar ou de repetir a tabuada. Quando chegara oportunidade de você saber que doze vezes do­ze são cento e quarenta e quatro, isso virá ao seu pensamento imediata­mente, sem esforço consciente.

Não importa o quanto você aprenda sobre tratamento em qualquer trabalho metafísico; não importa quão perfeito você se torne em afirmar a verdade como ela se encontra nos escritos do "Caminho Infinito", por fa­vor, não confie muito nisso, ou você pode tropeçar e cair. Não é a afirma­ção da verdade que faz o trabalho, é a percepção interior da verdade. Não é o quanto você pode expressar Deus, afirmar Deus ou suplicara a Deus. Não é quantas afirmações da verdade você sabe. Ao contrário, é muito me­lhor para um estudante usar duas ou três afirmações como lembretes da verdade, meditar sobre elas, pondera-las e, então, descansar e deixar que Deus faça o trabalho.

Deixe a consciência espiritual se manifestar.

Toda esta repetição de afirmativas da verdade é uma auto-hipnose —uma auto-sugestão. Ninguém, em qualquer ocasião, tem de usar força ou poder neste trabalho. Nada é mais verdadeiro do que a seguinte afirmação: "não pelo poder, nem pela força, mas sim pelo meu espírito — diz o Senhor Todo-poderoso" (Zacarias 4:6) — não pelo poder físico e não pelo poder mental, mas pelo meu Espírito.

Independentemente de quanto você possa declarar que eu e o Pai somos um, isso não tem qualquer poder real, a menos que você saiba quem é o Pai, a menos que você saiba quem Eu sou. Deve-se saber duas coisas: Quem eu sou? e O que é Deus? Basicamente, no fim, saberemos que somos um. Mas até que alcancemos esse ponto, não aceitemos cegamente alguma afirmação sobre Deus ou sobre nós mesmos.

Esta palavra Eu contém todo o segredo da escritura hebraica, Esta palavra Eu contém todo o segredo da antiga escritura hindu. Esta palavra Eu contém o segredo da revelação do Mestre. Só através deste entendimen­to da palavra Eu você - pode entender - que "Eu e o Pai somos um" ou que "Eu sou o caminho, a verdade e a vida." E sem este entendimento, que be­nefício qualquer tratamento faria? Que benefício qualquer tratamento fa­ria se não encerrasse em si mesmo a sabedoria da verdade! Presume-se que um tratamento é a incorporação da verdade ou a expressão da verdade. A menos que saibamos a verdade sobre o Eu, a menos que saibamos a verda­de sobre o Pai, a menos que saibamos a verdade sobre o corpo, um trata­mento não vale realmente o tempo que leva. Mesmo um tratamento men­tal, mesmo uma afirmação da verdade, deve ser literalmente verdadeira pa­ra ser um pouquinho eficiente; e, afim de conduzir à consciência da verda­de, um tratamento deve ser uma declaração da verdade.


As Coisas Secretas de Deus Reveladas Através da Meditação

Chegamos, agora, ao assunto da meditação. Ao prosseguir ao longo da trilha do "Caminho Infinito” você aprenderá muito sobre a meditação e sua prática. Sem ela, você está simplesmente vivendo como um ser huma­no, e como tal está sujeito a todas as condições do aspecto humano, da mesma forma que qualquer ser humano no mundo. Quando, no entanto, você desenvolve a habilidade de meditar, de abrir sua consciência ao influxo do Espírito, você tem a percepção consciente da presença do Espírito, de Deus, da Vida, da Verdade e do Amor, com você de manhã até a noite e da noite até a manhã. É essa percepção consciente que é sua proteção e segurança.

Deus é o bem infinito. Mas este bem é vivenciado só através do reconhecimento consciente ou da percepção consciente da presença e do poder de Deus. Portanto, ao seguirmos a instrução do capítulo sobre a “Meditação” em O Caminho Infinito, encontraremos que, desde o acordar de ma­nhã, até o recolher-se à noite, nunca, nem por um minuto, devemos deixar Deus fora de nossa consciência. Façamos de Deus o verdadeiro centro de nossa consciência, a verdadeira atividade de nossa consciência. Quando fa­zemos isso, algo acontece para a maioria de nós. Poucos de nós, que estão neste trabalho, por qualquer período de tempo, têm permissão para dormir toda uma noite. De alguma forma, somos acordados com algum lembrete da presença e do poder de Deus, e é este lembrete no meio da noite que freqüentemente se revela uma bênção para nossos amigos, para nossa fa­mília e para nossos pacientes, já que, nesta tranqüilidade e quietude da noite, é mais fácil receber esta percepção consciente da Presença divina e do Poder divino. Naturalmente isto abençoa todos aqueles que são uma par­te de nossa consciência.

À medida que preenchemos o nosso pensamento, a nossa consciên­cia, com esta percepção de Deus, uma coisa extraordinária acontece para nós. Um sentido maior de quietude cai sobre nós, um sentido maior de paz. Com a percepção da presença de Deus, temos confiança de que tudo está bem e sabemos por quê.





Do livro: "A PALAVRA DO MESTRE", de Joel S Goldsmith, Editora Pensamento

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publicado por conspiratio às 21:23
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Domingo, 5 de Outubro de 2008

ENTREVISTA COM O ALQUIMISTA FRANÇOIS TROJANI

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ENTREVISTA COM O ALQUIMISTA FRANÇOIS TROJANI

Uma Discussão sobre a Arte Oculta com um dos seus mais importantes praticantes na França

Por: Joseph Rowe

François Trojani, autor de um grande número de artigos densos, crípticos e altamente considerados sobre a alquimia, está longe de ser aquilo que as pessoas imaginam de um esotérico. Rotundo, jovial, informal, seu sotaque imediatamente trai a sua origem do Sul da França - uma fala e comportamentos mais evocadores daquelas tardes lânguidas à luz do sol, o cheiro de erva doce, lavanda e pastis no terraço de um café mediterrâneo do que a intensidade da busca alquímica.

Passeando pelas livrarias do Quartier Latin de Paris, eu havia ouvido falar de François anos antes de encontrá-lo. A 'La Table de Émeraude' é uma das livrarias esotéricas de maior prestígio na França, respeitada pelas suas coleções de manuscritos alquímicos raros e publicações. Conversando com os clientes e funcionários dali, fiquei muito interessado pelos comentários e opiniões que ouvi, que eram tão diferentes daquilo que havia me acostumado a ouvir em meios americanos semelhantes. Quase que dentro do raio da visão das esculturas alquímicas que povoam as paredes de Notre Dame e a Torre de São Jacques, logo do outro lado do Sena, falei com pessoas que, de vários modos e maneiras (algumas vezes bastante dúbias), aspiravam ou clamavam serem os herdeiros de uma das tradições esotéricas mais antigas do Ocidente. Lentamente, uma idéia de alquimia começou a formar-se, que era bastante diversa daquela com que havia me familiarizado, principalmente através das leituras de Jung.

Ali a discussão era vívida, com aquele amor gaulês típico por uma boa conversa, mas um dos poucos assuntos nos quais havia uma quase virtual unanimidade me parecia ser um profundo respeito por 'Trojani', cujas visitas ocasionais à livraria nunca areciamcoincidir com as minhas próprias. Freqüentemente ouvia comentários que, enquantocertas pessoas possuíam um conhecimento livresco outras faziam afirmaçõessensacionais, raras pessoas como Trojani eram praticantes autênticos da arte antiga. Foime até dito, por um amigo cuja inteligência e discriminação respeito muito, que Trojanié um dos maiores alquimistas europeus, um dos poucos que herdou a verdadeiratradição por inteiro.

Quando finalmente o encontrei, tudo deu certo, mas não por nada ligado à alquimia. Aconteceu de que ambos éramos amigos e admiradores de Stephen Jourdain, um extraordinário escritor místico que vive na Córsega nativa de François e que repudia toda tradição esotérica e religiosa. Mais ainda, François e eu logo descobrimos que compartilhávamos uma profunda e comum influência em nossas vidas, a partir dos escritos do sábio hindu, Ramana Maharshi.

No início de nosso contato, François não demonstrou nenhum interesse em discutir alquimia comigo. As poucas vezes que o ouvi discuti-la com alguém foram devotadas a pontos eruditos muito precisos. Certa vez lembro-me de estar presente quando um homem, de olhar intenso, defronte a várias pessoas dentro da livraria, fez-lhe à queimaroupa a pergunta se ele era realmente um praticante da alquimia.

François rapidamente retrucou que era e que a sua especialidade era fazer cerveja. Então embarcou numa discussão entusiasmada e erudita sobre técnicas de produção de cerveja, afirmando que uma boa cerveja apresenta efeitos sutis, únicos entre os produtos alcoólicos devido à presença de lúpulo, um parente muito próximo da maconha. Seu questionante rapidamente perdeu interesse e saiu da loja. Mas um par de outros freqüentadores deram continuidade à discussão e terminaram indo com ele até um bar próximo para saborearem um tipo especial de cerveja preparada por monges.

Freqüentemente discutíamos filosofia e sobre o nosso amigo mútuo, Steve Jourdain, assim como sobre outros assuntos ordinários. Somente depois que vim a conhecê-lo por um par de anos é que começamos realmente a discutir alquimia, sempre dando ênfase no aspecto filosófico. Ele insistia que a filosofia possui um significado mais dinâmico, ativo, incarnado' para os alquimistas do que no seu domínio mais público.

Quando primeiro discutimos sobre a possibilidade de realizar uma entrevista, fiquei com dúvidas, devido ao meu pequeno conhecimento sobre o assunto. Ele me surpreendeu dizendo que preferia assim: 'Quanto mais você sabe sobre ela, menor é a probabilidade de você fazer perguntas de interesse universal', explicou ele.

Não tinha a menor idéia de como julgar se François realmente era um mestre, um dos maiores alquimistas da França como diziam algumas pessoas. Não possuo uma opinião formada sobre isto e provavelmente nunca irei saber o suficiente para formar uma. Mas posso garantir a autenticidade de sua presença e a profundidade de sua apresentação da Filosofia Perene. Espero que algo desta irá ser transmitido nesta versão escrita da nossa conversa.



Joseph Rowe: François, qual é a diferença essencial entre a alquimia e a ciência moderna - por exemplo, o rebento da alquimia, a química?

François Trojani: Eu não diria que a química é um produto da alquimia, legítimo ou não! Isto não é para denegrir a química, mas para demonstrar que elas atuam em dimensões diferentes. A química, como tudo aquilo que agora é chamado de ciência, está exclusivamente preocupada com a dimensão horizontal: a causalidade material e eficiente, as manipulações reproduzíveis de fenômenos e etc. A alquimia, enquanto incluindo a dimensão horizontal, coloca um valor maior e prioridade na dimensão vertical.

Rowe: E qual é esta dimensão vertical?

Trojani: é a dimensão da interiorização e do significado no seu sentido mais profundo: o significado da vida, de qualquer vida, as questões sobre as relações entre o espírito e a matéria, o propósito e valor das nossas próprias ações - as perguntas, 'de onde viemos?', 'porque estou aqui?', 'quem sou eu?' Não estou querendo dizer que a alquimia fornece respostas precisas para essas perguntas, mas que ela atua numa dimensão de onde nascem essas indagações.

Rowe: Parece-me bastante com o tipo de perguntas que a ciência moderna tomou o máximo de cuidado para excluir de consideração.

Trojani: Sim, mas isto originalmente não era uma coisa má em si mesmo. A alquimia também inclui momentos quando o horizontal deve ser encarado, também, e isto pode ser importante, Mas quando a prioridade foi invertida, a ponto de que a dimensão horizontal não apenas precede mas eclipsa a vertical - bem, você acaba tendo um tipo de mundo que dispomos hoje. Neste tipo de mundo, não é de se surpreender que a alquimia seja considerada como uma superstição ou como uma precursora primitiva da ciência.

Rowe: Para muitas pessoas, incluindo eu mesmo, foi graças aos trabalhos de Carl Jung que a alquimia perdeu a sua imagem de uma velha pseudociência e foi apresentada como um caminho de auto-conhecimento.

Trojani: Sim, e Jung merece grande crédito por trazer isto à atenção do público. Entretanto devo dizer que os alquimistas reais apresentam grandes reservas sobre os escritos alquímicos de Jung.

Rowe: Que tipo de reservas? E poderia falar sobre aquilo que significa 'reais alquimistas'?

Trojani: Não estou aqui fazendo uso de qualquer ortodoxia ou dogma quando falo isto. Existem escolas bastante diversas de real prática alquímica, algumas das quais mal conheço, tal como a Chinesa. O que quero dizer ao falar de 'real alquimistas', neste contexto é mais simples do que possa parecer: quero indicar uma pessoa que não somente trabalha psicologicamente sobre si mesma, mas que também atua em nível de laboratório. Ou pelo menos respeita o trabalho de laboratório como sendo algo importante, mesmo que não tenha acesso a um. Jung não foi um alquimista real, porque tentou reduzir a alquimia ao seu aspecto psicológico. Sua compreensão deste aspecto foi excelente até certo ponto, mas havia muito mais na alquimia do que apenas psicologia.
Foi um reducionismo de sua parte tratar do trabalho em laboratório como uma coleção de símbolos do trabalho psicológico. Logicamente, é muito rico em símbolos, mas os verdadeiros símbolos são muito mais poderosos e vivos do que são atualmente considerados no pensamento moderno, até mesmo no de Jung.

Rowe: Mas ele devotou uma quantidade tremenda de energia e tempo ao estudo da alquimia; você concorda que ele compreendia o seu valor psicológico e significância. Assim, como explicaria o seu reducionismo?

Trojani: É complementar ao reducionismo científico quando ele considera a alquimia como sendo um tipo de proto-química. Penso que Jung estava muito preocupado em manter um mínimo de respeitabilidade científica. E quem iria culpá-lo por isso? Afinal das contas ele havia apenas acabado de se desligar de seu mentor e figura paterna, Freud, que foi um árduo defensor do cientificismo. Parte de suas desavenças estava relacionada com isto. Se Jung tivesse ido ao ponto de assumir algum tipo de trabalho de laboratório seriamente, ele seria visto como tendo se desviado completamente do final almejado, e o seu próprio trabalho teria sido ainda mais marginalizado do que foi.

Rowe: Você quer dizer um laboratório com retortas, enxofre e tudo o mais?

Trojani: Certamente. Jung nunca levou este trabalho a sério. Ele poderia, era um homem de grandes percepções e me foi dito que teve acesso a alguns alquimistas autênticos. Mas ele decidiu não dar ouvidos aos seus conselhos. Novamente, não há nada para se culpar, aqui. Jung tinha o seu papel para atuar e era um papel de grande valor. Aqui desejo apenas mostrar as limitações deste papel, não denegri-lo.
Rowe: O que acontece dentro do laboratório alquímico?

Trojani: Não existe coisa tal como um laboratório alquímico genérico. Nisto (e este é um segredo muito bem guardado), não existe um laboratório químico genérico: apenas dê-se o trabalho de visitar vários laboratórios químicos típicos. Você irá freqüentemente encontrar uma variedade espantosa de montagens e equipamentos, até mesmo para os mesmos experimentos sendo realizados dentro da mesma instituição. A diferença reside no fato de que para os químicos, essas variações são vistas como triviais. Ou talvez como algo apologético, como uma divergência de um certo ideal ou norma. Se as variações tornam-se significantes, elas podem ser encaradas com orgulho, como um novo padrão a ser imitado. Mas os alquimistas irão considerar as idiossincrasias do seu laboratório não como uma forma de desculpa ou como orgulho. Mais ainda, os eventos que ali ocorrem estarão visíveis para qualquer ser humano normal, outros estarão visíveis apenas aos iniciados e ainda outros, visíveis apenas aos alquimistas. Você entende o que estou querendo dizer?

Rowe: Penso que sim. Existe muito a ser digerido aqui. Mas ainda estou interessado em informações mais específicas sobre o que acontece dentro de um laboratório alquimico. Devo acreditar que o chumbo é transformado literalmente em ouro?

Trojani: Tais transmutações são possíveis. Elas ocorreram muitas vezes. Mas não posso dar alertas suficientes contra ficar fascinado com este tipo de fenômenos. Não somente isto iria fazer com que o objetivo fosse perdido, que é o da transmutação da pessoa inteira e assim, do universo, como tal fascinação com o poder também erode e degrada o processo alquímico fundamental. É tão ruim quanto estudar ioga para desenvolver poderes psíquicos, por exemplo. Primeiramente, pergunte-se do porquê de seu desejo de conhecer especificamente o que ocorre no laboratório de um alquimista. Se for por simples curiosidade, então caberá a alguma outra pessoa fazer isto para você. Existem muitos detalhes em livros, embora nem todos sejam confiáveis. De outro lado, se o seu desejo fundamenta-se num desejo sério de aprender mais sobre a alquimia como um caminho de auto-conhecimento, você também deverá começar através da leitura. Seja qual for a motivação inicial, o aprendizado sobre a alquimia situa-se num caminho de leitura e estudos. Não somente inclui o estudo do corpo alquímico mas de outros tipos de assuntos herméticos, assim como estudos comparativos de filosofia e religião. Não é uma disciplina para aqueles que não amam a pesquisa, pelo menos não em nossa era.

Entretanto, não existe nenhum currículo estabelecido. Você irá encontrar o seu próprio currículo naturalmente, se tiver um interesse suficiente e, se necessitar de orientação, ela irá aparecer. Se a sua intenção é pura e o seu estudo diligente, as portas irão se abrir de formas bastante surpreendentes. É extremamente útil aprender o Latim se deseja ir longe, embora espero que muitos mais textos sejam traduzidos para as línguas modernas. Quando o tempo estiver correto, você irá iniciar o trabalho de laboratório de sua própria maneira, talvez dispondo de um guia apropriado. Num certo ponto, recomendaria que certos cursos de química inicial, com ênfase em técnicas químicas laboratoriais simples, tais como misturas, derretimento e destilação. Habilidades ordinárias de laboratório, especialmente se elas são aquelas honradas ao longo do tempo e que não estão dependentes de tecnologia avançada do século vinte podem ser muito úteis para experimentos alquímicos. Mas a menos que haja uma necessidade específica de aprender, então o fato de eu contar aos leitores sobre os detalhes do laboratório alquímico seria apenas um estímulo à curiosidade ou sensacionalismo, tal como a descrição de exercícios espirituais específicos. Agora, sei que os americanos depositam grande fé em todos os tipos imagináveis de livros do tipo 'como fazer', à disposição do grande público, estou certo? Alguns deles, indubitavelmente são úteis. Quem sou eu para dizer que um livro alquímico do tipo 'como fazer' seria completamente impossível ou teria de necessariamente ser superficial ou mesmo nocivo? Mas não vejo como eu poderia avalizar e muito menos participar de um tal projeto; talvez eu seja excessivamente europeu...

Rowe: Duvido que a alquimia seja o meu caminho, mas obviamente estou muito interessado naquilo que ela tem a oferecer, como filosofia, mais do que como uma psicologia. Portanto, perdoe-me, François, se eu continuar a voltar para esta questão da transmutação literal do chumbo em ouro. Não quer dizer que estou dando vazão a uma curiosidade vulgar, mas é com o problema que com ela está associado: como é que isto poderia ser reconciliado com as impressionantes descobertas da ciência, baseadas na tabela periódica dos elementos e sua negação categórica de que tal tipo de transmutação seja possível sem se valer de uma tecnologia muito custosa e sofisticada? Embora lembro-me ter ouvido um químico falar que poderia ser possível fabricar-se ouro em pequeninas quantidades...

Trojani: Desculpe, mas na realidade este já foi transmutado em quantidades enormes, portanto isto é de pequeno consolo! Mas penso que compreendo o seu problema. Será que ajudaria se eu mostrasse que as operações alquímicas não funcionam primariamente no nível da tabela periódica com os seus números e massas atômicas, mas no próprio tecido do espaço-tempo. Veja, o espaço que o ouro 'ocupa' não é o mesmo tipo de espaço que o chumbo ocupa. A ciência moderna ignora isto completamente: para ela, espaço e tempo são constantes, exceto nas escalas em que a relatividade ou teoria quântica começam a atuar. Quando o alquimista fala em termos de chumbo sendo Saturno, o velho homem, associado com rigidez e distância e do ouro como o sol, Apolo, juventude, luz, proximidade, etc., ele não está sendo ingênuo ou pitoresco, mas está falando sobre a natureza do tecido do espaço-tempo, onde estas substâncias se manifestam na consciência. Ele está falando sobre um vasto panorama de evolução que parece ter precedido esta situação, incluindo o próprio observador do chumbo e do ouro e o seu status único naquele momento no espaço-tempo. Na alquimia, o trabalho sobre essas substâncias e o trabalho sobre a energia-matéria-espaço-tempo é trabalho em si mesmo. Isto não pode ser suficientemente enfatizado. A transmutação é um tipo especial de dobra ou desdobramento neste tecido, acaba envolvendo necessariamente o próprio experimentador.

Rowe: Isto está começando a se parecer com ficção científica!

Trojani: Bem, muitos dos conceitos utilizados pela ficção científica são de longa data familiares aos alquimistas. A alquimia está totalmente em casa com a viagem no tempo, tempo multidimensional, universos paralelos e assim por diante. Mas aqui também gostaria de avisar contra o ato de considerar tais fenômenos como objetivos em si mesmos. Eles representam apenas fases exemplares daquilo que chamamos de le Grande Ouvre (Nota do tradutor: 'Magna Opera' ou 'Grande Trabalho'. O gênero reverso de Ouvre nesta frase (le) é único na língua francesa; aqui está em masculino, em outros contextos é feminino). Este Trabalho não é para manipuladores, aqueles que buscam o poder ou aqueles que dão alta prioridade ao conforto. É redentor mas esta redenção conduz a um estremecimento das próprias fundações da alucinação consensual no que se refere ao espaço-tempo.

Rowe: A famosa Pedra Filosofal tem algo a ver com isto?

Trojani: Um papel essencial. Mas existem freqüentes enganos sobre a pedra. Como um objeto, um símbolo, ela meramente é uma fase num longo processo dinâmico: quando falamos da pedra, estamos realmente falando desta dinâmica. Quando falamos de símbolos, estamos também falando sobre fases desta dinâmica: fases muito ativas e reais, radicalmente diferentes daquele significado débil e aguado de 'símbolo' no contexto da linguagem moderna. Também, quando utilizamos a palavra philosophale - que não é para ser confundida com philosophique - queremos dizer algo que está muito mais incarnado do que aquilo que a 'filosofia' veio a representar nestes dois milênios.

(Nota do tradutor: a palavra philosophale em Francês é de significado exclusivamente alquímico e não tem nenhum equivalente em Inglês, embora em Português ainda disponhamos dessa distinção, nos termos: Filosófico e Filosofal).
Entretanto, a alquimia nem sempre foi philosophale. Na pré-história, culturas xamânicas, ela operou principalmente no reino vegetal e fui vastamente auxiliada pelas plantas psicotrópicas, que desempenharam um papel tremendo na evolução das linguagens. Posteriormente, as pedras começaram a ser utilizadas e algumas em particular, foram utilizadas para aperfeiçoarem os primeiros símbolos. A escrita nasceu disto. Ao mesmo tempo, a verdadeira filosofia alquímica, no sentido que agora a conhecemos, começou a emergir.

Essa filosofia foi a matriz que deu nascimento à pedra dos filósofos, la grande cire (Nota do tradutor: literalmente significa 'a grande cera', e se refere a uma qualidade maleável, tal como a cera apresenta). Em certas ocasiões, a pedra pode ser utilizada numa fermentação com ouro ou prata, assim trazendo em jogo poderes transmutacionais enquanto a submetendo a uma retrogressão parcial de suas qualidades. Veja, nada é ganho sem um preço. É um erro grande e antigo pensar que o uso primário da pedra filosofal é na transmutação. A pedra apresenta um potencial muito maior e mais nobre do que meramente produzir transmutações ou elixires, que os arcanos menores também podem produzir. Não nos aproximamos da pedra no sentido 'de'. Nos aproximamos dela como o primeiro passo num ato de vigilância que é o primeiro ato sagrado de submissão neste caminho. A pedra filosofal é a manifestação concreta de solve et coagula sua identidade mística, como o enxofre. Ainda assim ela nem dissolve como o mercúrio, nem coagula, como o enxofre. Em essência é uma cura para a alucinação da morte e da corrupção, atuando diretamente na própria raiz da noção. Novamente, a pedra física é apenas uma fase desta cura. A longo prazo, os processos de laboratório mostram uma estranha indiferença frente às nossas estratégias e esperançosas expectativas. Grandes descobertas alquímicas tem muito em comum com o miraculoso, o presente da graça.

Elas estão mais próximas àquilo que é chamado atualmente de 'singularidade' do que aos procedimentos sistemáticos baseados num conhecimento prévio, que pode aqui representar uma armadilha reducionista. A história da alquimia mostrou que a inocência e simplicidade podem obter sucesso onde as habilidades mais sofisticadas falham.

Parece que cada microfase do Trabalho contém a Grand Ouvre inteira: em algum sentido importante, o maior é capaz de ingressar dentro do menor. O trabalho lento e árduo no laboratório tem paralelos próximos e óbvios com os processos espirituais.

Estes podem ser sumarizados como a necessidade primal pelo alto (espírito, céu, paraíso) entrar em colaboração íntima com o inferior (corpo, terra, matéria). Então estudamos as maneiras e formas de extrair o espírito deste corpo e a possibilidade do artista acelerar este processo. Durante a sua sublimação, podemos descobrir que este mesmo espírito, ou fogo, desenvolve elementos estranhos, puros, insuspeitos a partir do corpo material a partir de muitas repetições. Também é observado que quanto mais purificado se torna o corpo, através de sublimações repetidas e condensações, mais ele concentra o espírito - até um certo limite. Repetidamente infundida através do corpo, essa substância pura, ou mercúrio, faz desenvolver um outro material profundamente entranhado que é seco, inflamável, rebelde e indestrutível. A isto foi dado o nome de enxofre. Isto é uma antevisão do poder da pedra como um polarizador, um magneto, um revelador do que há de melhor e pior num ser humano. Neste processo inteiro, uma relação harmoniosa com ritmos aparentemente exteriores é indispensável: a alternação do dia e noite, das estações, os movimentos dos planetas e estrelas, etc. A Grande Ouvre rompe a crosta das suposições envolvidas no externo versus interno, a objetificação do mundo, O mundo físico é demonstrável como sendo muito mais maleável do que a ciência imagina. Mas essa maleabilidade não é algum poder obtido pelo alquimista como um ser separado, um assunto humano a ser então replicado em objetos materiais equivalentes por outros seres humanos. A separação de sujeito e objeto é revelada como sendo ilusão. O Trabalho realiza o trabalhador - o experimentador e experimento constituem um todo inseparável.

Rowe: Isto certamente constitui uma ruptura da ciência ocidental tal como esta é praticada. A ciência procura separar escrupulosamente o experimentador do experimento.

Trojani: Certamente. E nenhuma quantidade de equipamento sofisticado poderá compensar uma visão de universo que é deformada por isto e outras suposições limitantes e na maioria das vezes, não-avaliadas.

Rowe: Tal como o dogma de que os experimentos devem ser reproduzidos por alguém mais, dadas as mesmas condições externas?

Trojani: Sim, realmente. A doutrina da replicação é um bom exemplo disto. Seu desrespeito da importância da individualidade do experimentador vai passo a passo com a fantasia do observador puro e desidentificado que não interage com o universo que ele está investigando.

Rowe: Mas aquele observador desidentificado ficou sob ataque sério pela física quântica. Imagino os alquimistas soltando um suspiro de alívio quando os resultados de Heisenberg foram publicados: 'Finalmente eles estão começando a compreender'.

Trojani: Bem, talvez, mas isto não representou um grande alívio. Admitindo a importância do observador apenas no campo subatômico é apenas um reles início de compreensão. A importância da física quântica é grandemente exagerada, acredito, quando é apresentada como uma modificação fundamental nos pontos de vista.

Rowe: E o que seria necessário para que a ciência se modificasse fundamentalmente?

Trojani: Antes de tudo, vamos deixar claro que não existe nada de inerentemente errado com a ciência enquanto uma prática limitada - nada inerentemente errado com a montagem de um jogo onde se busca a replicabilidade - contanto que seja feito no contexto de metas claras e limitadas. Não existe nenhuma razão para nos livrarmos da ciência, apenas fazer chegar às cabeças e corações das pessoas, sejam elas cientistas ou nãos, que apesar de toda a sua imensa utilidade potencial ela é muito limitada, muito fragmentada e representa um caminho não muito profundo para tentarmos investigar os mistérios do universo.

Rowe: Como é que uma ciência completamente nova se pareceria?

Trojani: Quem pode saber? Existem tantas respostas possíveis para isto, porque implicaria numa civilização diferente. Mas ficarei feliz de mostrar um ou dois fetiches científicos, cujo poder que exercem sobre as mentes gostaria de ver diminuídos. Por exemplo, a obsessão com o nível micro: como se descobrir o que está acontecendo com o menor dos componentes seja a chave para tudo!

Rowe: Charles Muses comparou isto com um grupo de cientistas vendo um drama na televisão e tentando prever o resultado final do drama ao estudarem os transistores e capacitores, etc., dentro do aparelho de televisão.

Trojani: (rindo) Que analogia devastadora! Mas algumas vezes penso que o problema é ainda mais profundo. 'E uma fixação não apenas em componentes ou elementos como representando o nível mais real de existência, mas também no próprio ponto geométrico como a base do espaço. Coisas tais como campos, planos, espaços são admitidos - mas de algum modo eles nunca parecem ser tão reais quanto os pontos ou vetores. Existem uns poucos cientistas, tais como Rupert Sheldrake, que tentam ir contra esta tendência, mas parece que ele foi marginalizado. Provavelmente teríamos de dispor de uma nova matemática juntamente com uma nova ciência, mas não sou a pessoa apropriada para dizer como esta seria.

Rowe: Rudolf Steiner sentia que a geometria projetiva era a chave para uma nova matemática, porque ela trata de linhas, planos e espaços como sendo tão fundamentais quanto pontos - até mais em alguns sistemas.

Trojani: Muito interessante. Não me aprofundei no pensamento de Steiner, mas não tenho dúvidas de que ele manteve uma grande afinidade com a alquimia. Mas voltando para como se pareceria uma nova ciência, penso num ponto muito mais fundamental - veja, apenas olhe para a sua linguagem, veja como é centrada em pontos! (Risadas) Um aspecto muito mais fundamental, digamos, é o estado do observador ao experimentar.

Ele teria de se tornar uma parte essencial de cada experimento. Aspectos tais como implicações éticas, valores e conseqüências, questões do significado da vida - realmente a dimensão vertical inteira - teriam de ser conduzidas de volta para o laboratório. Mas essa coisa que chamamos de 'ciência' não pode se modificar por conta própria. Ela é apenas uma expressão dos valores e suposições de uma civilização inteira, uma civilização que é basicamente o produto de uma secularização progressiva da cultura européia e da sociedade, num processo que se iniciou no final dos tempos medievais.

Rowe: Mas essa secularização foi em sua grande parte uma reação dirigida contra a violência e intolerância da Igreja, não foi? Inclusive com a perseguição de alquimistas.

Trojani: É verdade, mas esta acabou evoluindo para uma reação muito extremada. Ela dividiu a alma do homem ocidental e finalmente tornou a Igreja ainda mais estreita numa série de formas, enquanto que removendo as suas presas, assim dizendo. Ouvimos falar de 'fuga de cérebros' de um país para outro mas raramente ouvimos falar de uma 'fuga de cérebros' da vida religiosa para a secular. Isto aconteceu durante séculos. Os melhores talentos artísticos e filosóficos são raramente atraídos para vocações religiosas atualmente. Isto tornou a religião organizada terrivelmente medíocre. Isto por sua vez torna o acesso à dimensão vertical ainda menos disponível, porque foi, ou pelo menos tem sido, suprido pela religião, que sempre forneceu tal acesso para a grande maioria das pessoas. Essa divisão da alma ocidental agora se espalhou para toda a humanidade.

Vemos o mesmo tipo de fragmentação em todo o mundo, com o aumento do fundamentalismo, sempre como uma reação contra o modernismo. Mas junto com essa tendência reacionária, temos uma modificação na consciência, onde uma redescoberta da dimensão vertical está tornando-se possível para muitos indivíduos. Poderia ser que isto viesse a ocorrer num nível coletivo mais vasto? Não sei. Tendo a não ser muito otimista sobre isto: existem interesses poderosos que desejam manter as pessoas adormecidas. A religião teria de mudar radicalmente, talvez em algo que sequer viríamos a chamar de religião em qualquer sentido convencional.

Rowe: Qual é o papel da alquimia nesta mudança na consciência?

Trojani: Não seria um papel óbvio, visível. A alquimia sempre foi um caminho para poucos e não muitos. Isto é devido principalmente ao fato de que ela está fortemente focalizada na individuação, incluindo muita solidão e esforço intelectual, não porque seja superior a um caminho espiritual de direcionamento mais comunitário. Também, porque a alquimia não é uma religião. Ainda assim, ela pode e harmoniza-se bem com várias religiões e tradições místicas. Numa certa época ela poderá até mesmo vir a se harmonizar com a ciência! O caso mais famoso é o de Sir Isaac Newton, talvez o maior de todos os cientistas ocidentais, que praticou a alquimia e teve o mais profundo respeito por ela - e não porque ele era ingênuo e brincando com um passatempo, como os modernistas gostam de pensar.

Desafortunadamente isto tornou-se muito difícil ou até mesmo impossível de fazer na atualidade, assim como tornou-se quase impossível que astrólogos e astrônomos venham a colaborar juntos. Mas espero que o tempo agora esteja maduro para que os insights da alquimia possam ser apreciados, especialmente num sentido filosófico. Realmente este é o principal motivo da publicação de uma entrevista tal como esta. Isto seria totalmente improvável senão impossível sequer a uma geração atrás.

Rowe: Sinto que há alguma implicação política nisto.

Trojani: Realmente, e isto não deveria nos surpreender: 'O homem é um animal político'. Houveram uns poucos alquimistas que foram muito ativos na política. Mas as implicações políticas e sociais aqui são sutis demais para serem enquadradas nos estereótipos que tipificam os pensamento político da atualidade.

Rowe: Será que isto teria algo a ver com os ideais democráticos versus os elitistas? Ocorreu-me que o triunfo de um tipo de ciência que faz da replicabilidade um fetiche e da intercambiaedade de todos os observadores, pode de algum modo estar conectado com o avanço da democracia. Isto finalmente conduz para aquilo que René Guenon chamou de 'Reino da Quantidade'. Mas isso me oferece um problema, porque não consigo conceber o nosso retorno a algum tipo de ciência aristocrática, e ainda menos para um tipo de sociedade teocrática tal como a da Idade Média.

Trojani: Nem eu. Isto é uma pergunta difícil. Você sabe, ambas as tendências - e podemos também chamá-las de tendência democrática versus a elitista - sempre existiram no âmago da própria alquimia, algumas vezes coexistindo de forma harmoniosa, outras vezes, não. Existem muitos exemplos de alquimistas que sentiram o dever de utilizarem o seu conhecimento para ajudarem as suas comunidades, e outros que sentem que tais esforços sempre seriam fúteis no final, exceto talvez espontaneamente em níveis muito locais.

Rowe: Alguns exemplos? A maioria dos alquimistas parecem estar nessa última categoria, a mais elitista.

Trojani: Não necessariamente. Seria mais preciso dizer que a maioria dos alquimistas se distribuem em ambas as categorias numa época ou outra. Mas é verdadeiro que a alquimia é geralmente mais 'elitista' se a julgarmos pelos padrões modernos. Pelos padrões antigos, ela não seria assim considerada. Mas você me pede exemplos: aqui estão em número maior do que você possa imaginar. Um dos mais dramáticos foi Jacques Coeur, que literalmente salvou a economia da França após as devastações da Guerra de Cem Anos. Como reportagem de capa, ele apresentou-se como um riquíssimo especulador em metais preciosos. Houve outros exemplos proeminentes de alquimistas participando da vida política, assim como nas artes (especialmente na arquitetura, durante a construção das grandes catedrais), ciências, comércio, etc.

Rowe: Houve alquimistas sacerdotes?

Trojani: Ah, certamente. Sacerdotes, bispos e até mesmo um Papa.

Rowe: Um papa!

Trojani: Silvestre II, conhecido como Gerbert d'Aurillac (papa de 999 a 1003). Você mencionou perseguições, mas na realidade os alquimistas se saem melhor durante aqueles períodos de insanidade coletiva do que aqueles que apresentam visões mais heréticas, em parte devido à sua discrição secular, mas também devido à alta influência dos irmãos nas altas rodas. Mas isto não significa que os alquimistas vieram a se alinhar com os opressores. Estes geralmente não eram pessoas impulsionadas pela ambição.

Acabaram se elevando a altos cargos porque desejavam ser de serviço. Pode ser difícil de acreditar nisto nestes tempos tão cínicos, mas é verdade para a maioria dos casos.

Rowe: Bem, certamente posso ver o ponto de vista dos elitistas. É mais difícil ver que tais elevados serviços acabaram dando resultados a longo prazo, não? Quem quer que fosse, o legado do Papa Silvestre certamente não impediu as Cruzadas e a Inquisição de ocorrerem. E ser papa deveria constituir uma grande distração para as suas buscas alquímicas, para colocar o assunto de maneira suave.

Trojani: De certo modo, ambos pontos de vista estão corretos. Parece-me que deveríamos pensar em termos de uma dialética aqui, ao invés de 'que lado é o melhor?'. É verdade que o polo democrático, aquele de enfatizar o bem da comunidade aparentemente triunfou tanto na ciência quanto no governo. A repressão do polo elitista ou aristocrático faz apenas com que este retorne seguindo um caminho negativo. E isto não é de surpreender a partir do ponto de vista alquímico - o princípio do retorno do reprimido era conhecido milênios antes de Freud.

Rowe: Muito interessante. Poderíamos então dizer que isto é exemplificado pelas elites sombrias freqüentemente associadas com Máfias, que agora apresentam uma incrível influência tanto na ciência quanto no governo? Tanto nos Estados Unidos quanto na França temos o fenômeno do 'complexo militar-industrial' e uma indústria de armamentos muito poderosa que une tanto a ciência quanto o governo da pior forma possível.

Trojani: Temo que sim. Mas um tal parceira malévola não é algo surpreendente. Por centenas de anos, a ciência sistematicamente excluiu a dimensão vertical, que inclui a ética, entre outras coisas. Se a alquimia tem algo que poderia ser chamado de princípio político, este seria uma oposição fundamental ao desejo pelo poder sobre os demais.

Mas isto em si mesmo é o produto de uma certa atitude com respeito ao Universo. Veja, na alquimia nunca questionamos o universo de uma maneira impessoal ou geral; questionamo-lo como sendo um ser vivo. A filosofia moderna desconsidera isto como uma forma de 'animismo'. Ela prefere questionar o universo de uma maneira mecanicista e, logicamente, acaba obtendo respostas mecanicistas. Mas esta atitude vai ainda mais fundo. A alquimia coloca um grande valor em perguntas tais como 'O universo existia antes que eu o questionasse?' Ou ainda, 'Você existia antes desta pergunta que estou fazendo sobre Você?', onde se subtende que este Você não é apenas algum Deus abstrato, mas a totalidade da Criação, incluindo esta situação de agora, à minha frente, muito concreta e muito particular, em toda a sua aparência sensorial, seja no laboratório ou não. Tal questão não faz sentido para a mente moderna, mas é crucial para a alquimia.

Rowe: E sobre a noção que é atribuída pelo menos a alguns alquimistas, de que o próprio aparecimento da matéria densa, privada de consciência, é de algum modo a Queda da graça ou paraíso?

Trojani: Sim, essa é uma noção alquímica, mas ela não deve ser considerada como uma afirmação completa. A alquimia não deve ser confundida com certas formas de Gnosticismos ou outras filosofias dualistas de influência persa, com quem ela compartilha dessas idéias superficialmente. É verdade que algumas vezes pensamos na Queda como sendo o aparecimento da matéria, e esta como sendo algo externo à consciência. A própria matéria é um anjo caído, neste sentido - mas um anjo que pode ser redimido através da individuação. Uma vez que os seres humanos normalmente não dispõem de nenhum acesso ( ou acreditam não terem acesso) aos assuntos internos, assim dizendo, ela aparece como sendo um exterior opaco. Existe obscuridade, existe uma falta de diálogo. Mas não devemos parar aqui; temos de perguntar, 'Porque ocorreu esta Queda?' A matéria aparece como uma zona não-investigada de consciência perceptiva. Mas a quem ela assim se apresenta? Ramana Maharsi, quando perguntado porque Deus permitia que um mundo de matéria insensata existisse respondeu, 'Quem é aquele que vê a matéria insensata?'

Rowe: Estou contente que você mencionou Ramana Maharsi, que teve tamanha influencia sobre nós dois e em inumeráveis outros. Num lado, vejo uma tremenda afinidade entre a filosofia esotérica ocidental e os ensinamentos de Ramana sobre uma incessante auto-inquirição.

Trojani: Sim, é verdade. Seu ensinamento é magnífico porque sempre nos traz de volta ao essencial. Na linguagem alquímica, é o ato de encarar a escuridão da matéria, a escuridão da morte e para além da 'escuridão que é mais escura que a sombra', que nada mais é do que nosso ser mais verdadeiro ou Fonte. Esta poderia muito bem ser descrita como uma Luz infinita e ilimitada.

Rowe: Mas de outro lado, algumas vezes sinto que este ensinamento apresenta um viés sutil.

Trojani: Como assim?

Rowe: De algum modo me preocupa que Ramana Maharsi fale tão eloqüentemente da boneca de sal dissolvendo-se no oceano e ainda assim nada nunca é dito sobre como e porque o oceano gera aquela mesma boneca. E não é apenas com respeito a Ramana: sinto isto especialmente em qualquer ensinamento místico, especialmente nos oriundos do Oriente. Parece ser quase um tipo de desdém pela busca dentro de qualquer sentido de propósito ou significado evolucionário, no campo dos fenômenos manifestos; tudo é apenas maya, samsara. Muitos místicos são surpreendentemente desdenhosos ou até mesmo hostis a qualquer tipo de propósito evolucionário ou busca de significado, exceto ao de ver através da ilusão de tudo e todos. Por exemplo, a visão evolucionária de Teillhard de Chardin sofreu ataques tanto de cientistas materialistas como Jacques Monod como de místicos como Martin Lings. Eu esperava que a filosofia alquímica trouxesse alguma luz nisto.

Trojani: Eu também encontrei um certo viés nos ensinamentos Orientais, mas penso que seria mais preciso dizer, na forma que tais ensinamentos são interpretados e utilizados por nós no Ocidente. Acredito que a alquimia tem um ensinamento útil para oferecer aqui: o de solve et coagula. A dissolução e condensação, vazio e forma, não-manifesto e manifesto, implicado e explicado. Isto talvez seja a dialética mais poderosa de todas. O viés típico ocidental tende a estar no lado coagula da equação enquanto que o viés tipicamente oriental tende a estar sobre o lado solve. Mas isto não diminui o valor dos ensinamentos de Ramana. Este talvez seja a expressão mais pura e mais direta de solve neste século. O fato de que ele não se dirigiu ao lado coagula do mistério não tem de ser avaliado como uma deficiência. Afinal das contas, esta era em que vivemos necessita de uma boa dose de solve! Mas não devemos parar aqui, ou ficarmos apenas num dos lados da estória, sempre tentando resolver todas as questões com algum tipo de panacéia, dissolvendo cada pergunta em algum tipo de sopa cósmica. Mas - e isto necessita especialmente ser ouvido por aqueles de persuasão Oriental - o Eu também coagula, produz ilusões divertidas. Ele produz questões que não podem ser 'solvidas' tais como a pergunta das perguntas: 'Quem sou eu?' O valor infinito dessa pergunta reside em sua incessante formulação e contínuo aprofundamento ou seja, a sua feitura e não a sua 'solução'. Nessa questão, alcançamos o coração da filosofia alquímica, o segredo que protege-se a si próprio: a simultaneidade, a identidade de solve e coagula. Em outras palavras, somente ao abraçar totalmente a minha mortalidade, minha total dissolução é que poderei alcançar a imortalidade. A coagulação, aquele perguntar incessante e profundo de 'quem sou eu?' não é outra coisa que a própria solução da pergunta. A boneca de sal coagulado nada mais é do que a boneca de sal dissolvida.

Rowe: E sobre a evolução? Ela é apenas um aparecimento temporário de coagulação e dissolução?

Trojani: Sim e não. Sempre o mesmo grande paradoxo. Num certo sentido não existe nenhum lugar para a evolução 'ir'. Cada ganho na evolução linear é pago através de uma perda. Mas fique tranqüilo, a alquimia tem o maior respeito pela evolução, inclusive pela visão de Teilhard de Chardin. Entretanto, devemos superar a noção da evolução como sendo primariamente um processo que se desenvolve ao longo do tempo linear. Esta noção implica num processo infindável, infinitamente progressivo e linear ao longo do tempo - uma noção monstruosa e isenta de alma. Entre as pessoas de índole religiosa que estupidamente se opõem às grandes descobertas científicas que se relacionam com a 'evolução' existem algumas que estão reagindo inconscientemente à esta mesma idéia de tempo, mas não sabem como se expressarem. Existe um tempo super-dimensional, não linear de evolução, ainda assim não podemos nele ingressar conscientemente até que possamos abraçar e viver este aparente paradoxo em nossas próprias vidas. O intelecto, ou aquilo que de algum modo pode ser chamado ordinariamente de intelecto, não pode resolver este paradoxo. Ainda assim, este poderá ser solucionado pela nossa própria vida. Será através da nossa própria vida individual que a totalidade da Criação evolui; qualquer outro sentido conferido ao termo evolução será chulo. Num certo sentido, a evolução é a dinâmica, a harmonia inteligente de solve et coagula. Uma antiga expressão alquimica deste paradoxo é: 'do Uno, em direção ao Uno, através do Uno'.


Sobre o autor: Joseph Rowe é um escritor, músico e tradutor que viveu em Paris por oito anos. Esta entrevista foi feita em francês no final de 1995, traduzida, transcrita e editada com a supervisão de François Trojani.

Copyright: Revista Gnosis
Tradução: NoKhooja
Publicado no Tentáculo

http://nokhooja.com.br/temas/temas_diversos.htm
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publicado por conspiratio às 17:19
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Sábado, 4 de Outubro de 2008

SWEDENBORG, KANT E O SOBRENATURAL

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Algumas vezes, na verdade raras, estamos justificados ao usar a palavra "gênio". O autor deste livro, que se importa um bocado com a evolução e o significado exato das palavras, acredita que Emanuel Swedenborg (1688-1772) pode ser cha­mado de gênio. Ele concebeu idéias sem precedentes, mostrou­-se inspirado em vários e extraordinários sentidos e suas idéias estimularam o trabalho de homens imaginativos, tais como William Blake, W. B. Yeats, Maurice Maeterlinck, Honoré Bal­zac, e August Strindberg. Algumas das concepções científicas de Swedenborg estavam séculos à frente da sua época. Porque ele escreveu muito e porque seus trabalhos exigiram tradutores excepcionalmente hábeis, muitas das coisas que discerniu foram alcançadas pelos acontecimentos dos séculos XVIII e XIX. E, acima de tudo, este não é um homem fácil de classificar; aqui estava uma autoridade em metalurgia que, alegando haver falado com o próprio Deus, delineou uma detalhada concepção da lei universal e da estrutura da vida além da morte.

Onde a erudição e o conhecimento prático estão interli­gados, tão de perto, com visões pessoais, fazer um julgamento definitivo sobre a estabilidade de um homem seria pura vai­dade. Swedenborg foi o que foi; importa muito pouco se sofria de alucinações ou se, pelos padrões do seu e do nosso século, sua mente acompanhava os limites da sanidade. Foi típica a reação do seu contemporâneo, o filósofo alemão Immanuel Kant (1724-1804), que, como gangorra, balançou-se num so­be-e-desce, em alternativas de admiração e desprezo por Sweden­borg, mas cujas próprias idéias podem ter encontrado suas se­mentes na luxuriante vegetação dos conceitos swedenborguianos.

Swedenborg nasceu em Estocolmo, no dia 28 de janeiro de 1688, estudou em Uppsala e visitou a Alemanha, a França, a Holanda e a Inglaterra, a fim de ampliar seus conhecimentos. Com a idade de vinte e dois anos, publicou um volume de versos latinos. Filosofia, literatura e teologia atraíram-lhe a imagina­ção, tanto quanto a engenharia e as ciências naturais. Radi­cou-se em Uppsala e, em 1716, foi nomeado assessor de minas do governo sueco. Por dois anos editou o jornal Daedalus Hyperboreus, dedicado a reportagens sobre engenharia e ma­temática. Com uma versatilidade intelectual semelhante à de Leonardo da Vinci, criou engenhos mecânicos para transportar barcos por terra, analisou a economia da moeda corrente, a produção e o custo do álcool e a aplicação do sistema decimal, assim como a relação entre importações e exportações e a economia nacional.

Depois disso, Swedenborg visitou empresas de mineração em vários países europeus. Na volta, em 1724, resignou a cadeira de matemática na Universidade de Uppsala, uma vez que desejava estar associado com a aplicação, mais do que com a teoria da matemática. Sua mente ultrapassou a capacidade daquela sociedade que foi sua contemporânea e, ao mesmo tempo em que era altamente respeitado por sua cultura, a len­tidão própria dos órgãos do governo, na adoção de suas idéias, deve tê-lo sufocado.

Até mesmo quando tinha, apenas, trinta e poucos anos, Swedenborg procurou explicações sobre o uni­verso, baseando-se nas informações científicas disponíveis; apro­ximou-se da paleontologia, da geologia, dos estudos dos fósseis e desenvolveu uma avançada teoria sobre a expansão nebular, para explicar a origem do sistema solar. Suas idéias espraia­ram-se com tanta amplitude que incluíram a cristalografia e a navegação.

Em 1734, seu ambicioso trabalho, Prodromus philosophiae ratiocinatis de infinito et causa finali creationis, assentou-lhe os alicerces do interesse final: a alma no universo. Idéias filosó­fico-teológicas levaram-no a estudar o cérebro humano, inclu­sive os elementos do sistema nervoso do corpo e as glândulas endócrinas. Ele pesquisava sem descanso, conseguia manter-se com pouco tempo de sono e sua vida privada parece ter estado limitada às funções profissionais e sociais. A vida adulta, falando em termos simples, foi dividida em duas partes: a primeira metade foi devotada aos estudos científicos, com forte orienta­ção para a Medicina e a Fisiologia; a segunda, a uma investi­gação em busca de conhecimentos sobre a alma humana rela­cionada com Deus e o universo numa estrutura de idéias cristã. Ele escreveu, numa de suas cartas, que havia sido introduzido "pelo Senhor", primeiro nas ciências naturais, e mais tarde, "com esta preparação, durante os anos de 1710 a 1745, o céu foi aberto".

Embora ele tivesse caminhado em direção à pesquisa espi­ritual durante décadas, o ano decisivo foi 1747, quando se demitiu do posto de assessor de minas. Estava, então, com cinqüenta e nove anos de idade. A fim de empreender uma reinterpretação do Velho e do Novo Testamento, empenhou‑se num novo estudo do hebraico, complementando sua habilidade em latim e grego. Seu inglês também era muito fluente; ele passou muitos anos em Londres (onde, de fato, faleceu, no dia 29 de março de 1772). A demissão não o tirou da proeminência; seus contatos com a comunidade acadêmica e com a família real permaneceram fortes. Cada vez mais, po­rém, as opiniões religiosas altamente pessoais, a afirmação de contatos exclusivos com os espíritos dos mortos, e de experiên­cias psíquicas, inclusive de clarividência, fascinaram e intrigaram os amigos e também aqueles que não o conheciam.

Com respeito às experiências psíquicas de Swedenborg e sua influência sobre o filósofo alemão Kant, podemos tirar pro­veito do discernimento e dos notáveis e eruditos trabalhos de um ilustre filósofo e pesquisador psíquico, C. D. Broad, do Trinity College, em Cambridge, antigo presidente da Socie­dade de Pesquisas Psíquicas, de Londres. Os estudos do pro­fessor Broad sobre o tema "Kant and Psychical Research" [Kant e a Pesquisa Psíquica] aparecem em Religion, Philosophy and Psychical Research [Religião, Filosofia e Pesquisa Psíquica] (Londres, 1953; Nova Iorque, 1969). Visitante freqüente dos países escandinavos, Broad emprega uma acurada observação pessoal nas pesquisas relacionadas com Swedenborg. Ele obser­va que Kant estava com cerca de quarenta anos de idade quando ficou, pela primeira vez, intrigado com as experiências e com as idéias de Swedenborg. Ele ainda não alcançara o mais alto grau do magistério, na Universidade de Kõnigsberg. Como Swedenborg, interessava-se pela Medicina, pela Astro­nomia e pela Geografia, mas estava, ainda, no processo de desenvolvimento dos seus conceitos filosóficos. Seu primeiro comentário conhecido sobre Swedenborg aparece numa carta escrita para a senhorita Charlotte von Knobloch, em 1763. Nela, ele se refere a uma notícia concernente ao contato de Swedenborg com a rainha Lovisa Ulrika, irmã de Frederico o Grande, da Prússia, e esposa do rei Adolf Frederick, da Suécia. De acordo com a estória, a rainha havia perguntado a Sweden­borg, em tom mais ou menos galhofeiro, se ele poderia trazer­-lhe uma mensagem de seu falecido irmão. Esta conversação teve lugar em fins de outubro ou princípios de novembro, de 1761. No domingo antes do dia 18 de novembro, Sweden­borg visitou o palácio real em Estocolmo e, confidencialmente, disse à rainha algo que a obrigou a exclamar: "Isto é uma coisa que ninguém poderia ter dito, a não ser o meu irmão."

Um membro da corte, o Conde Tessin, escreveu, em seu diário, que a rainha estava muito abalada com a mensagem de Swedenborg. A razão provável desse abalo, de acordo com o Conde A. J. von Hõpken, pode ter sido o fato de que a rainha havia mantido correspondência secreta com seu irmão, embora, nessa época, a Suécia e a Prússia estivessem em guerra. Depois da morte da rainha, Hõpken escreveu que Swedenborg entregara — a ela — um pedido de desculpas do seu falecido irmão, por haver deixado de responder sua carta, assim como, também, uma resposta a essa missiva. Hõpken cita a rainha como tendo dito: "Ninguém, exceto Deus, sabe deste segredo."

Ora, em sua carta para a senhorita Knobloch, Kant de­clarou que sempre fora muito cético com respeito às alegações de poderes psíquicos, mas que procurara confirmar a estória da carta da rainha e que as proezas de Swedenborg haviam-no disposto a investigar essas alegações com maior tolerância. Kant pedira a um inglês de suas relações, um homem chamado Green, para verificar essa estória durante sua próxima visita à Suécia. Green escreveu-lhe dizendo que todas as pessoas im­portantes que consultara em Estocolmo haviam confirmado o caso da carta. Green visitou Swedenborg e ficou impressionado com sua personalidade, com a amplitude dos seus conheci­mentos e com a crença profunda e sincera, que ele sentia, em seu poder de comunicar-se com os mortos.

Green escreveu a Kant, mencionando duas provas psíqui­cas acontecidas com Swedenborg; o filósofo alemão relatou-as em sua missiva à senhorita Knobloch. Uma dizia respeito à viúva do embaixador holandês em Estocolmo, que falecera no dia 25 de abril de 1760. Um ourives, cujo nome era Croon, pediu à viúva que pagasse um serviço de mesa, de prata, que seu marido encomendara e recebera, mas deixara de pagar. A viúva, Madame de Marteville, muito contrariada, sentiu-se certa de que seu marido liquidara a conta do ourives. Ela pediu a Swedenborg que se comunicasse com o espírito do seu marido. Três dias mais tarde, Swedenborg retornou e disse-lhe que procurasse numa escrivaninha, no andar superior. A viúva contou-lhe que a escrivaninha já havia sido rebuscada e que nenhum recibo fora encontrado. Ele, então, pediu-lhe para abrir a gaveta esquerda do móvel e procurar um comparti­mento particular. A princípio relutante, ela assim o fez e encontrou o recibo, num escaninho secreto. De acordo com este relato, um grupo de pessoas, que nesse dia tomara café com a viúva do embaixador, estava presente quando o com­partimento secreto foi descoberto, contendo a correspondência privada do embaixador.

O segundo incidente agora já se tornou um caso clássico da literatura sobre pesquisas psíquicas; na verdade é uma das experiências mais identificadas com os poderes clarivi­dentes de Swedenborg. No dia 19 de julho de 1759, às três horas da tarde, um incêndio irrompeu em Estocolmo, na seção de Sõdermalm. O fogo consumira várias casas. Ora, conforme a narrativa de Kant, naquela mesma tarde Swedenborg desembarcou do navio que o trouxera da Inglaterra, na cidade de Gõteborg, distante da capital sueca mais de 480 quilômetros. Jantou com a fa­mília de William. Castell, naquela tarde, juntamente com mais umas quinze outras pessoas. Ao redor das seis horas ele deixou o grupo, saiu e retornou pouco depois, parecendo pálido e alarmado. Tornou a sair várias vezes e depois disse, ao grupo ali reunido, que um incêndio irrompera em Sõdermalm, perto de sua própria casa, e que a residência de um amigo já quei­mara até os alicerces. Lá pelas oito horas ele falou que o fogo já fora dominado, a uma distância de três portas da sua pró­pria casa. Na manhã seguinte, domingo, o governador de Gõ­teborg, que na noite anterior ouvira falar dessa impressão clarividente, conversou sobre o assunto, com Swedenborg. Na segunda-feira à noite, um mensageiro chegou de Estocolmo trazendo uma carta que descrevia o sinistro. Mais tarde, na terça-feira, uma mensagem real confirmou os fatos, inclusive o do fogo haver sido dominado às oito horas da noite.

Uma boa quantidade de doutos esforços foi empregada para conferir este e outros fatos adicionais. Todas as evidências, quando existem, são de segunda mão. Broad declara, secamente, que nenhum desses relatos tem o mínimo valor comprobatório, de certo pelos padrões contemporâneos e mais recentes, da pesquisa psíquica. Contudo, Swedenborg e seus amigos recontaram o incidente em várias ocasiões, quase que tão sumariamente quanto acima, e ele tem sido amplamente citado. Para nossos propósitos, o que vale é que Swedenborg confirmou-o repetidas vezes e que Kant ficou perplexo e irritado com esse episódio. Ele talvez tenha sido parcialmente responsável por sua aceitação inicial das idéias de Swedenborg, por seu subseqüente impulso de ridicularizá-las e por sua con­seqüente atitude respeitosa, se bem que intrigada, para com o homem e suas concepções.

Num livro curioso, Dreams of a Ghost Seer [Sonhos de um Vedor de Fantasmas], publicado em 1766, Kant usou vinte mil palavras para tratar com o "Vedor de Fantasmas", que é Swedenborg. Broad aponta, com típica candura, que "faltava, a Kant, a arte de condensação; falando em termos simples, ele tinha um fôlego tremendo", e que seu livro abundava em "motejos elefantinos". Primeiro, Kant publicou o livro anonimamente; isso está em agudo contraste com a curiosidade tolerante demonstrada em suas cartas para a senhorita Kno­bloch; e, conforme Broad coloca a questão, faz nascer indaga­ções, talvez irrespondíveis, acerca dos motivos que levaram Kant a dar-se o trabalho de escrevê-lo e "a adotar, para com o assunto em geral e Swedenborg em particular", uma tal atitude zombeteira e desdenhosa. O livro de Kant começa com uma indagação filosófica, feita nos mundos dos espíritos, sobre as relações entre o corpo e a alma e sobre as alegações de contato com esse mundo espiritual. Então, ele reconta as três expe­riências de Swedenborg. Em seguida, trata da doutrina, de Swedenborg, relativa à natureza e às leis do mundo espiritual, baseado no que ele considerou como suas observações pessoais, feitas durante visitas àquele mundo e em conversas com os espíritos.

Kant lera, com extrema meticulosidade, o volumoso tra­balho de Swedenborg, Arcana Caelestia. Broad julga sua sinopse da doutrina geral de Swedenborg, adequada, acurada e clara. Todavia, Kant declara, no seu trabalho Practical Conclusions of the Whole, Treatise [Conclusões Práticas Sobre Todo o Tra­tado], que o homem não tem nada que se preocupar com assuntos tais como os espíritos, sua existência ou seu significado para os vivos. Conforme Broad interpretou, Kant sentiu que a especulação sobre o mundo após a morte é infrutífera e não pode estimular a moralidade genuína, mas que qualquer ho­mem moralmente bom sente-se seguro da sobrevivência humana após a morte e não precisava de evidências metafísicas ou me­diúnicas para convencê-lo.

Kant não foi franco, neste livro. Ele escreveu, ao tratar do incêndio de Estocolmo, que dinheiro e tempo suficientes tornariam possível descobrir a verdade sobre a alegação de clarividência, feita por Swedenborg. Ele não mencionou que seu amigo inglês atuara como detetive privado e lhe entregara um relatório positivo, baseado em toda e qualquer evidência que pudera descobrir. Ainda assim, pouco antes do final do livro, Kant escreveu que permanecia "grave e indeciso" acerca dos relatos de experiências psíquicas. Suas maneiras sem-ceri­mônia são ilustradas pela irritação que demonstrou sentir por ter sido obrigado a pagar sete libras inglesas para adquirir o Arcana Caelestia, estes "oito volumes in, quarto, repletos de asneiras"; mas ele agregou que seu livro beneficiaria os leitores, evitando que fizessem uma despesa semelhante.

Seria preciso cultivar uma rabujice particularmente sovina para ir tão longe, a ponto de escrever um livro somente para que um gasto de bom tamanho, em dinheiro e em dias de leitura tediosa, não fosse desperdiçado. Embora, por tudo quanto sabemos, isso possa haver contribuído para a decisão — de Kant — de liquidar a questão com Swedenborg, pa­recem existir razões mais profundas. Conforme tudo o que já ficou para trás, e falando com franqueza, Swedenborg incomodou Kant. Ele tinha idéias brilhantes, em quantidade excessiva; ele sabia demais, o danado, sobre coisas demais, para ser posto de lado sem mais nem menos; e é óbvio que algo, em suas idéias, empolgou o birrento futuro autor de A Crítica da Razão Pura (1781). Sweden­borg declarou que obtivera seu conhecimento, sobre o mundo dos espíritos, por meio de contato direto. Kant chegou quase às mesmas conclusões, no que se refere à existência da alma, do homem, em dois níveis, supostamente por transportes espe­culativos; ele compara a penetração de Swedenborg aos "delí­rios de um poeta que, por acaso, profetiza a verdade". Broad, com sua maneira desapaixonada, comenta: "Poderia ocorrer, a um observador imparcial, que essa concordância pode não estar inteiramente desligada do fato de Kant haver lido e resumido, com extremo cuidado, a doutrina de Swedenborg, na mesma época em que estava no encalço de suas especulações metafísicas sobre o assunto."

À medida que foi envelhecendo, que foi obtendo maior apreciação e após publicar sua contribuição inédita à filosofia, a doutrina do Idealismo Crítico ou Transcendental, Kant deu uma terceira olhadela em Swedenborg. Ministrou uma série de aulas, mais ou menos no ano de 1774, e as anotações dos estudantes indicam que elas continham sumários dos conceitos de Swedenborg, sobre a alma humana, apresentados, conforme observa Broad, "com evidente aprovação". Assim, Kant disse que "a pessoa virtuosa não vai para o céu mas já está lá, aqui e agora. Todavia, somente depois da morte ela poderá ver-se participando dessa comunhão. Do mesmo modo, os maus não podem ver-se no inferno, embora, na verdade, já estejam lá". Isto, conforme o leitor descobrirá no capítulo sobre Aldous Huxley, está bem próximo das conclusões a que este autor chegou durante as experiências feitas com drogas alucinóge­nas e que publicou sob o título Heaven and Hell [Céu e Inferno].

Agora, arredemo-nos para o lado e deixemos a última palavra com o professor Broad: "A conclusão do assunto é que eu não penso que seria seguro dizer mais nada além do que vai a seguir. Kant, em aulas dirigidas a estudantes do curso elementar, isto alguns anos depois da publicação do Sonhos de um Vedor de Fantasmas, falou de Swedenborg com respeito. Nessas aulas, na parte que trata de um tema que ele afirmou ter destroçado por completo em seus trabalhos já publicados, ele selecionou um aspecto específico da doutrina dos espíritos, de Swedenborg, para comentários favoráveis. Até mesmo aqui ele rejeita, explicitamente, certas outras doutrinas que não são menos características de Swedenborg, isto é, a possibilidade de comunicação — nesta vida — com os espíritos dos mortos; e descreve a doutrina que sele­cionou para mencionar favoravelmente, como um caso de opinião que não pode ser provada.

"A inferência parece ser esta: Kant, em seus momentos mais 'desabotoados', formou um conceito, não-desfavorável, sobre certos aspectos das doutrinas de Swedenborg, que são compatíveis (embora alcancem mais além) com sua própria explicação do eu 'empírico' e do 'noumenal', na Crítica da Razão Pura e na Crítica da Razão Prática (1788). Sua opinião privada talvez tenha sido a de que alguma coisa parecida com esta parte da doutrina de Swedenborg pode, muito bem, ser verdadeira ou, pelo menos, pode ser a mais rente aproximação da verdade que é concebível por nós, aqui e agora, e que pode ser expressa em nossa linguagem. Todavia, em suas contri­buições profissionais à filosofia — publicadas — ele não estava preparado para comprometer-se, mesmo por implicações, com qualquer coisa além daquilo que pensava ser possível, em prin­cípio, comprovar.

Kant, com certeza, não terá sido o único a alimentar, em particular, pensamentos audaciosos sobre a alma humana e a vida depois da morte, embora demonstrando, publicamente, ce­ticismo e menosprezo. Um estudioso, ambicioso e cheio de prestígio, por certo não colocará sua reputação em jogo fazendo exibições públicas de audácia. Conforme veremos, outros, tais como Freud e Jung, sentiram-se constrangidos a agir com idêntica cautela. Somente os escritores, sem nada a perder além das suas coroas de louros, puderam, sem perigo, transfor­mar as idéias de Swedenborg em novelas balzaquianas, poemas yeatsianos, epigramas maeterlinckianos e peças de teatro strínd­berguianas. Suas demonstrações públicas de compromisso poé­tico teriam enchido Kant de desdém ou inveja.

Se é possível dizer que filósofos têm sucessores, o seguidor de Kant foi Arthur Schopenhauer (1788-1860), que olhou para trás, para o cômodo desdém que o século XVIII demonstrava pelos vedores de espíritos, com a acanhada tolerância do século XIX. Em contraste com Kant, ele procurou estudar os fenô­menos psíquicos em primeira mão e expressou seu interesse por eles, publicamente e com uma boa dose de entusiasmo.

Um exemplo do interesse direto de Schopenhauer foi o sonho premonitório de uma criada. Uma manhã, ele estava sentado à sua escrivaninha, redigindo uma carta de negócios, em inglês. Era uma carta importante e ele estava empenhado em colocar, nela, tudo o que queria e com muita exatidão.

Quando chegou ao fim da terceira página, estendeu a mão para pegar sua areia finamente pulverizada, para secar a tinta; mas, em vez disso, apanhou o tinteiro e derramou-o sobre a folha. Furioso consigo mesmo, tocou a campainha e chamou a criada. Com um balde d'água ao lado, ela começou a limpar o chão. Enquanto o filósofo olhava o serviço de limpeza, a criada disse: "A noite passada eu sonhei que estava tirando manchas de tinta deste soalho." Schopenhauer foi brusco: "Isso não é verdade." Mas, ela o contradisse: "É verdade. Depois que acordei, contei meu sonho para a criada com quem compar­tilho o meu quarto."

A segunda serviçal, uma moça de dezessete anos de idade, entrou no estúdio de Schopenhauer enquanto a primeira ainda estava limpando o chão. O filósofo interpelou-a, imediata­mente: "O que é que essa aí andou sonhando a noite passada?" Resposta: "Eu não sei." Schopenhauer: "Certamente! Ela contou a você, depois que acordou." A jovem criada: "Oh, sim. Ela sonhou que estaria limpando manchas de tinta deste soalho."

Schopenhauer era um observador requintado e um ana­lista de fenômenos psíquicos. No mesmo instante, agarrou-se ao difícil problema de distinguir se o sonho da criada fora telepático (pondo-se em sintonia, por assim dizer, com sua intenção de escrever) ou precognitivo (antecipando, de fato, o acontecimento). Ele negou que a criada pudesse ter lido sua mente, enquanto ela dormia; e escreveu em seu ensaio “Ex­periência Concernente à Visão de Fantasmas e Assuntos Afins” que havia derramado a tinta "totalmente contra as mi­nhas intenções e inteiramente dependente de um pequeno erro de minha mão".

Schopenhauer enfatizou o conceito de que "tudo o que acontece, ocorre por necessidade", um tema que dominou mui­tas de suas teorias sobre ética. Ele sustentou que os sonhos proféticos acontecem porque a capacidade clarividente é au­mentada durante o sono, mas é raramente relembrada, assim como a maioria dos aspectos dos sonhos. Observou que muitos sonhos são apenas alegorias, que não revelam seu significado oculto até que um acontecimento profetizado tenha de fato ocorrido. Certas vezes, porém, a "sombria antecipação", submersa em um sonho esquecido, eleva-se para a superfície quando o primeiro acontecimento, relacionado com o sonho profético, "começa a se manifestar" — "quando estamos a ponto de em­barcar no navio que irá naufragar ou quando nos aproximamos clã torre de pólvora que vai voar pelos ares".

Schopenhauer também disse: "O irresistivelmente miraculoso, o sonho premonitório que permanece inacreditável até que tenha sido verificado milhares de vezes, que desvenda o que está oculto, o "ausente e o distante, perde, por fim, sua qualidade totalmente incompreensível quan­do consideramos, como eu já disse tantas vezes, que o mundo objetivo é apenas um fenômeno do cérebro; ordem e disciplina, condições sobre as quais o espaço, o tempo e a causalidade (como funções do cérebro) estão baseados, são particularmente eliminadas pelo sonho premonitório."

Schopenhauer deu continuidade ao conceito, de Kant, de que o mundo ao nosso redor deve ser visto como o resultado subjetivo da percepção do homem. Em seu trabalho-chave “O Mundo como Vontade e Re­presentação” (1819), o filósofo alemão traçou estes conceitos, em detalhe; muito do que ele escreveu após a publicação deste trabalho serviu para reforçar suas idéias básicas. De acordo com o professor Hans Bender (Universidade de Freiburg), Schopenhauer encarou os acontecimentos ocultos como estando entre as experiências humanas incomuns, que permitem ao homem "penetrar em direção à natureza do universo". Em sua introdução à obra de Schopenhauer “Escritos Parapsicológicos”, Bender observou que o filósofo discordava da ilustração presunçosa do século XVII, que procurara banir todo o ocultismo para a cesta de papéis da estupidez pré-científica do homem.

Em seu ensaio sobre "Visões de Fantasmas" — o título era uma irônica bofetada em Kant — Schopenhauer disse que os "desprezados fantasmas", que o "supertalentoso século pas­sado' procurara banir, haviam sido "reabilitados". Ele aplicou seus conceitos de imagens subjetivas, à aparição de espíritos. Disse que "todas as explicações anteriores, das aparições fan­tasmais, haviam sido espiritualistas, até mesmo aquelas que haviam sofrido a crítica de Kant". Schopenhauer insistiu que qualquer um que "ainda duvide dos fatos concernentes ao magnetismo animal (mais tarde, mesmerismo ou hipnose) e à clarividência, não devia ser encarado como alguém que duvida, mas sim como um ignorante". Ele procurou fisiologistas, para que examinassem o mecanismo dos sonhos clarividentes, por­que "a solução desta questão será o primeiro passo em direção a uma fisiologia válida, do sonho".

Do livro "Eles Conheceram o Desconhecido", Martins Ebon, Editora Pensamento, 1972

https://ssl498.locaweb.com.br/pensamento-cultrix/zoom.asp?cod=85-315-0207-1

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http://www.swedenborg.com.br/sweden/obras/experien.htm

Mas, além desses casos mais difundidos, há inúmeros outros episódios igualmente interessantes e dignos de serem incluídos nesta biografia. Um dos mais notáveis é o de John Wesley, que está reproduzido, integralmente em carta do Sr. John Isaac Hawkins, engenheiro e inventor dos mais conhecidos, ao Reverendo Samuel Noble, datada de 6 de fevereiro de 1826, transcrita parcialmente abaixo.

"Em resposta à sua carta sobre o caso Wesley, posso afirmar-lhe que, em diversas ocasiões, por volta de 1787 ou 1788, ouvi o Reverendo Samuel Smith, um dos colaboradores do Reverendo Wesley, contar que estava trabalhando com o referido Reverendo na organização de sua cruzada anual, quando este recebeu uma carta que o deixou atônito. Refeito do susto, o Reverendo leu aos presentes a carta escrita mais ou menos nos seguintes termos:

"Great Bath Street, Cold Bath Fields, Fevereiro [?] de 1772.
"Prezado Sr. , fui informado, no mundo dos espíritos, que o senhor desejava ardentemente conversar comigo. Terei prazer de receber sua visita. Sou, de Vossa Senhoria, humilde servidor.
"(as.) Emanuel Swedenborg.

"O Sr. Wesley confessou aos presentes que realmente estava desejoso de conhecer Swedenborg e conversar com ele, mas que nunca revelara esse desejo a ninguém. Respondendo a Swedenborg, o Reverendo Wesley disse-lhe que estava em véspera de iniciar uma viagem de seis meses e que voltaria a entrar em contato com ele assim que retornasse a Londres.

"O Sr. Smith disse-me, então, que soube que Swedenborg respondeu à carta do Reverendo Wesley, dizendo-lhe que a visita seria impossível, pois então, ele, Swedenborg, já teria entrado no mundo dos espíritos, a 29 do mês seguinte, para nunca mais voltar.

"O Dr. Tafel, em seu livro Documents Concerning Swedenborg apresenta testemunhos irrefutáveis sobre a veracidade desse caso".

(Do livro: Swedenborg, Vida e Ensinamentos, George L. Trobridge, S.R.N.J, Rio, 1999)

Eventos como esses eram comuns na vida de Swedenborg e serviam para espalhar sua fama. Mas ele não se importava com a notoriedade. De fato, achava que um excessivo interesse com relação às faculdades de que fora dotado poderia desviar o foco de atenção da finalidade real de seus Escritos.

Escolhido para descrever a natureza do espírito, Swedenborg foi levado pessoalmente a ter experiências tão inusitadas e diversas, que até hoje o homem comum sequer tem noção de que existem. Da obra acima citada, "O Céu e o Inferno", tiraremos alguns exemplos:

1º)- o estado constante em que viveu, por 28 anos, numa experiência única até então e, ao que se sabe, até hoje, de se manter consciente nos dois planos da existência ao mesmo tempo em pleno estado de vigília, no qual ouvia homens e espíritos e falava com uns e outros;

b)- a experiência de ser conduzido quanto ao espírito, dentro do plano natural, para outros lugares e cidades, como a experiência testificada do incêndio de Estocolmo;

c)- de ser conduzido quanto ao espírito, ainda dentro do plano natural, para outros planetas habitados no universo e falar com os habitantes dali;

d)- de ser conduzido quanto ao espírito para fora do plano natural, às dimensões espirituais superiores e inferiores, chamadas céus e infernos;

e)- e, ainda, a experiência rara de ser fisicamente transportado para outro lugar sem que se tenha noção disso, pois a consciência fica no plano espiritual. Este estado foi experimentado por alguns dos profetas bíblicos, do qual diziam terem "sido levados pelo Espírito" para outro lugar. Sobre isto, Swedenborg escreveu: "enquanto dura esse estado, não se reflete de modo algum sobre o caminho, mesmo quando ele fosse de muitas milhas; não se reflete também sobre o tempo, mesmo quando ele fosse de muitas horas ou de muitos dias; e não se experimenta fadiga alguma; então é-se também conduzido, por caminhos que nós mesmos ignoramos, até ao lugar designado, sem enganos" (CI 441).

f)- e, finalmente, a chamada experiência de quase morte em que foi deliberadamente introduzido a fim de descrevê-la, retendo, no entanto, plena consciência. Dedicou um capítulo inteiro de "O Céu e o Inferno" para descrever as etapas do processo porque passa o espírito humano na morte e em sua ressurreição ou entrada na vida eterna (CI 445-452).

Ao descrever todas essas experiências e expor os ensinamentos daí alcançados, Swedenborg se porta de forma categórica; seu estilo é positivo e direto, sem explicações vagas ou incertezas. Não deixa dúvidas quanto ao caráter da Pessoa Divina, a quem chama o Divino Humano, o Senhor Deus Jesus Cristo. Usa a terminologia mais simples possível para descrever as coisas espirituais. Por exemplo, chama de anjos os seres espirituais elevados, e espíritos demoníacos aqueles que atentam contra o bem-estar do ser humano. Chama de céus as regiões espirituais onde o homem se realiza na prestação de usos, que é a felicidade mesma, e infernos onde o espírito se inflama em cobiças e se vê frustrado por não mais conseguir realizá-las. Se essa terminologia é emprestada da religião, é porque a abertura dos planos espirituais só se tornou possível mediante a instrução que a religião recebem como revelação.

Falando das experiências de Swedenborg, não seria justo deixar de mencionar que, quando as descreveu em suas numerosas obras, o objetivo que ele que elas não fossem vistas como fins em si mesmas, mas como meios de se alcançar, por meio delas, a sabedoria de um modo de vida mais humano e, assim, mais celeste. Como ele repetiu centenas de vezes em todos os seus trabalhos, tais coisas foram descritas para que, como disse no prefácio de seu "Céu e Inferno" "a ignorância possa ser assim esclarecida e que a incredulidade possa ser dissipada. Se hoje é concedida uma tal revelação imediata, é porque ela é o que é significado pela Vinda do Senhor" (CI 1).

Em outras palavras: as revelações em sua obra, que para nós parecem espantosas, para ele apenas conduziam a um fim: a abertura para a raça humana de uma fonte de conhecimento das verdades acerca da existência espiritual. Essas verdades, que tinham sido conhecidas pelos antiqüíssimos da Idade de Ouro e de Prata, se perderam depois pelos enganos e pelo mero materialismo. Mas agora, como a raça humana chegava a um certo amadurecimento intelectual, fazia-se necessário abrir outras portas, de acordo com o que o Senhor Jesus havia dito aos Seus primeiros discípulos: "Ainda tenho muitas coisas que vos dizer, mas vós não podeis suportá-las agora". Chegava o tempo em que Ele iria podia voltar novamente, agora como o Espírito da Verdade, revelar-Se no sentido espiritual das Escrituras e guiar-nos ao conhecimento de toda verdade, verdades para uma nova era da raça humana, um novo conceito de vida e de amor ao próximo.

Os ensinamentos de Swedenborg dão assim, novos conceitos acerca de Deus, da existência humana, da vida do espírito, e tudo mais. Por se haver adiantado e distanciado em muito do pensamento religioso de seu tempo (e, na verdade, ao pensamento de hoje), as obras de Swedenborg sofreram - e ainda sofrem - censura e discriminação, de um lado, por parte dos pseudo-cientistas, que, por não entenderem, não admitem a hipótese da harmonia ou fusão do conhecimento científico com o da revelação divina de um Deus infinitamente Humano, sábio e amoroso. Por outro lado, da parte dos líderes tradicionais cristãos, por terem receio da abertura dos mistérios da fé, talvez porque sabem que assim perderão o pretenso monopólio das verdades espirituais.

A teologia exposta por Swedenborg juntamente com o relato das experiências tão vivas no plano espiritual desconcertam muitos religiosos, os que, teoricamente, mais deviam saber sobre o espírito e a vida após a morte, pois que estas coisas foram dadas muitos desses indivíduos, sentindo-se ameaçados, reajam contra essa nova abertura da revelação e, especialmente, contra o autor, fazendo circular boatos difamadores a respeito de sua sanidade. Em decorrência disso, também a sua reputação anterior de grande cientista e filósofo ficou comprometida.

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Quinta-feira, 2 de Outubro de 2008

NORMOSE

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Fábio Herrmann

O MOMENTO DA PSICANÁLISE

Os seres humanos são pessoas muito estranhas e até absurdas. Se você já o percebeu, acho que andou a terça parte do caminho para se tornar psicanalista. O segundo terço do caminho consiste em aprender algumas coisas: o método, a teoria e a técnica psicanalíticos, de que lhe vou falar um pouco neste livrinho. Quanto à última e mais difícil etapa, que é a de você mesmo descobrir que é também uma pessoa estranha e absurda, isto é, que é um ser humano, lamento não poder ajudá-lo a percorrer, pelo menos escrevendo: talvez fosse preciso fazer análise.



Todavia, como estava dizendo, os homens são pessoas estranhas e absurdas. Enquanto outros bichos têm relativamente pouco trabalho em construir sua residência, porque parecem satisfeitos com o mundo que encontram — o que os cientistas chamam "sistemas ecológicos" —, os homens têm passado seu tempo tentando construir uma casa para si, gastando nisso um trabalho insano, sem nunca ficarem contentes com o resultado. Construíram instrumentos de osso e de eletrici­dade; domesticaram as plantas, os primos animais e até seu próprio pensamento selvagem; edificaram cidades, sistemas filosóficos, ciência e tecnologia. Tudo fizeram para ter um mundo sob medida, quer dizer, um mundo na medida humana.

Mas não desprezemos os homens por causa disso. Coitados, eles talvez não tivessem outro jeito de sobreviver! Em primeiro lugar, quando os bebês humanos nascem e por longo tempo depois são muito indefesos e incapazes para a vida: não conseguem comida sozinhos, não sabem defender-se do frio, queimam-se com a própria urina etc. Logo, era mesmo necessário viver em grupo, construir abrigos e um sistema social. Por outro lado, os homens divertem-se demais com os próprios pensamentos. São os únicos bichos, ao que se sabe, tão estúpidos que podem ficar imaginando e esquecer de comer e o que é pior, quando pequeninos e famintos, parece que conseguem ficar sonhando que estão a comer e contentar-se algum tempo com isso — coisa a que os psicanalistas chamam "satisfação aluci­natória do desejo". Alguns talvez até morram de fome, sonhando, sonhando. Por fim, enquanto os animais ferozes quase nunca matam os de sua espécie — "inibição da agressividade intra-espeçífica—, é como os estudiosos do comportamento animal (ou etólogos) chamam a essa prova elementar de sensatez —, os homens chegam a gostar de fazê-lo. Para sobreviver, então, ou pelo menos para se poderem dominar e matar civilizadamente, foi preciso que os homens domesticassem a natureza.

Por que, entretanto, esse trabalho não tem fim e nem é considerado satisfatório? Bem, se você pertence a uma família mais ou menos rica, prova­velmente já mudou de casa algumas vezes. De cada vez, a casa era perfeita, não é verdade? — construída sob medida para o desejo de sua família, com tantos quartos, garagens e televisões quantos bastassem para fazê-los felizes —, porém, quando lá moravam, descobriam que ainda não estavam satisfeitos nem felizes. Aí mudavam, reformavam a casa ou compravam um videocassete; e, insatis­feitos ainda, tornam a mudar ou instalam uma mesa completa de som. Se esta é sua história habitacional, não se culpe, nem a seu pai: culpe a casa; e estará bem integrado com o resto da humanidade.

É que a casa que construíram, como a grande casa que a humanidade vem construindo para si, representa bem demais a realização de seu desejo. Ora, o problema é que nós não desejamos o que queremos, nem tampouco ficamos satisfeitos de encontrar o que desejamos. Na verdade, nós, humanos,não sabemos bem o que desejamos.

Veja um exemplo. Antes de mais nada, nós somos aquilo que desejamos ser. É fácil entender, já que desejo é o nome daquilo que faz com que a gente pense, faça, seja. Ele parece vir de dentro da alma, mas é criado na vida social e biológica, de sorte que se pode dizer até que "somos dese­jados" desta, ou daquela maneira. Somos desejados ativos ou entediados, cruéis ou compassivos, apavorados ou distraídos. Aliás, a humanidade deseja-se como é; e, dizia, constrói-se e constrói o seu mundo de acordo com tal desejo. Só que não acredita que, de fato, se tenha desejado como é. Assim, tendo transformado o mundo a fim de lhe servir de casa, acha que não está ainda bem feito, que sobram muitas coisas desumanas a humanizar. O céu é muito alto, o tempo é longo demais, as guerras muito freqüentes. Ora, se o tempo e o espaço são infinitos demais, é que os homens têm em si uma aspiração em desacordo com seu tamanho e duração de vida. Quanto às guerras, quem as faz?

Numa palavra, ao domesticar o mundo, os homens irritam-se ao ver que construíram uma casa que os retrata maravilhosamente bem, que exprime seu desejo, tanto naquilo que gostam, como naquilo, que odeiam — a esta última parte de seu desejo chamam desumana, dizem que não ,é deles, que é um resto que deve ainda ser dominado.

Talvez por esta última razão, a construção do mundo humano se tenha ultrapassado. Você já viu alguém fazer uma lição com má vontade, pensando que quer realmente fazê-la bem. Aparecem erros a cada linha, manchas de tinta, lapsos de português, e o estudante começa a escrever adoidado, obsessivamente, errando e copiando errado. Assim, a espécie humana adquiriu uma estranha obsessão de domesticar, familiarizar, educar. Se seus pais o educaram assim, você provavelmente será exatamente como eles o desejaram; e, no entanto, tanto eles como você mesmo terão a impressão de que tudo saiu às avessas, pela simples razão que ambos ignoram boa parte do modelo que foi impresso e não o reconhecem depois de pronto. Domesticar significa adaptar às normas da casa (que em latim se diz domus); familiarizar significa tornar algo familiar, como que "da família". Mas, como os homens negam-se a admitir grande parte de seu desejo, quanto mais doméstico e familiar vai ficando o mundo, mais estranho e desumano lhes parece. Desumano, que calúnia!

Sucedeu então que este grande projeto de construir um mundo à medida humana, que é o de todas as culturas, acelerou-se subitamente e estreitou-se. Uma das maneiras de realizá-lo parece dominar todas as outras; e, não tendo contra quem competir, pôs-se a tentar ser mais veloz que a própria sombra. Nem é preciso dizer que a maneira dominante é a civilização tecnológica, a qual se vale de uma racionalidade exacerbada, de cálculo, medida das Ciências Naturais, tendo a Física por modelo. Quanto à sombra, é o que veremos mais adiante.

Por enquanto, basta observar que o mundo onde vivemos, sobretudo nas grandes cidades, tornou-se tão construído, tão fabricado, que uma crise muito curiosa se desencadeou. As pessoas come­çaram aos poucos
a duvidar de que o lugar onde vivem seja mesmo real. Antes, quando o contato com a natureza era mais estreito, nos tempos em que qualquer criança podia ver, digamos, ordenhar uma vaca, a sensação de realidade vinha diretamente desse tipo de experiência: podia-se dizer real como uma pedra ou como uma árvore. De repente, contudo, os fatos começam a vir pelos jornais, depois pela televisão, e você tem de se perguntar, a cada momento, se o que ouve e vê é assim mesmo, se é uma interpretação ou se é uma tentativa de enganá-lo. Quer dizer, a realidade começou a perder confiabilidade.

As máquinas funcionam hoje quase como gente, as pessoas quase como máquinas. A cada ação que você pretende executar, fica sempre a dúvida se não está servindo a um propósito que ignora e que talvez ache abominável. Se você quer ser original, se quer recusar tudo o que está por aí, acabará provavelmente descobrindo que faz parte duma indústria da originalidade, usando um uniforme de original.

Pois bem, a ruptura com a natureza e a fabri­cação excessiva da nossa vida cotidiana constituem exatamente o êxito completo da construção da casa dos homens. Mas o homem mesmo não se sente à vontade na casa que criou. Esse retrato que vê no seu mundo parece-lhe absurdo. Ele se pergunta: "Sou assim?". E responde: "Claro que não; é que falta dominar, organizar e calcular uma última coisa, a mente humana".






Veja que estranho. A loucura do nosso mundo é simplesmente o resultado da maneira pela qual o construímos. Porém, preferimos dizer que essa espécie de sombra, a irracionalidade das relações entre os homens e a irrealidade do mundo cotidiano, é produto de outra coisa, não da razão, mas da falta de razão, da loucura. Assim, lá pelos fins do século passado, fez-se um grande esforço para compreender a loucura, para medi-la, para dividi-la em tipos e explicá-la cientificamente.

No começo isso não deu muito resultado. É verdade que surgiu uma classificação das doenças mentais que até hoje é bastante útil. Mas, em matéria de cura, pouco avanço houve. Principal­mente, a loucura do dia-a-dia permanecia inexpli­cável e intratável.

E foi assim que nasceu a Psicanálise. As Ciências Exatas tiveram de pedir ajuda -a uma espécie de primo pobre: a interpretação. Só a interpretação era capaz de abarcar os sonhos, as emoções, a loucura etc. Até aí, tudo bem. Entretanto, ao procurar elucidar a loucura — domínio que se lhe havia concedido —, o método interpretativo acabou tendo de ir mais longe, por descobrir que aquilo que não parecia ser loucura, a vida comum, não era também muito diferente. Posta em movi­mento, a interpretação não se soube deter, nem é bom que se detenha, como veremos no próximo capítulo, que trata do método interpretativo da Psicanálise.

Tudo se passa como numa história de fadas, quando depois de chegar ao limite da pobreza a princesa recebe o príncipe e o reino — ou quando depois de gozar da maior felicidade ao abusar um pouquinho mais da sorte, um homem se desgraça. Vamos chamar a isto "princípio do absurdo": quando algo chega ao limite e ultra­passa-o, transforma-se em seu contrário. Em nosso caso, o projeto de tornar bem racionais todas as coisas, quando pretendeu dominar uma fran­jinha que faltava, a loucura, criou um instrumento capaz de entender e curar a loucura, é certo, mas que, junto com ela, entende e mostra irraciona­lidade e loucura onde não se suspeitava que houvesse. A história das idéias é assim: irônica e vezes, vingativa. Vingança foi fazer ver ao homem que, no desconhecimento de seu próprio desejo, criava o que queria e o que não queria, sendo portanto absurdo para si , mesmo. E isto quando ele pretendia erradicar os restinhos de absurdo e loucura de seu mundo.

Aliás; a atmosfera de conto de fada não pára aí. Só nas histórias infantis é que uma pessoa isolada inventa algo que modifica o mundo, e o faz quase sozinho. Nossa ciência, infelizmente, sugere que o impossível aconteceu. Com efeito, Freud, prati­camente só, inventou um método para interpretar o lado irracional, ou melhor, o lado da mente que obedece a regras duma racionalidade diferente daquela da consciência. Digo infelizmente, porque isso aumenta muito a dificuldade que temos os psicanalistas, de continuar e, eventualmente, vir a superar sua obra. Penso que os grandes psicana­listas estão, quase sempre, começando de novo.

É claro que Freud não estava interessado, origi­nalmente, em denunciar toda a loucura da crise do real de que há pouco eu falava. Como um médico honesto, ele queria curar doenças. Foi assim que se dedicou a tratar doentes histéricos — pessoas que sofriam de ataques de angústia, de paralisias ou dores sem causa orgânica (física) e outros sintomas parecidos. Pode-se dizer que, ao tentar fazê-lo, foi como se puxasse o gatilho do "princípio do absurdo", pois dos sintomas histéricos teve de passar aos sonhos, dos sonhos aos atos falhos — por exemplo, esses escorregões de linguagem, tão inoportunos, que nos fazem dizer a verdade quando não queremos — e daí à vida mental como um todo. Isso, porém veremos ao longo de nosso livrinho.

No momento, apenas desejo que você guarde a idéia central. O mundo edificado por nossa cultura humanizou-se tanto, no sentido de ser tão fabricado, que sua sombra, o lado desconhecido do desejo humano, acabou por aparecer mais do que devia. O real começou a ficar um tanto duvidoso e o homem a ver-se, malgrado seu, cada vez mais absurdo para si mesmo. Ora, se a Psica­nálise foi inventada por uma pessoa chamada Freud, no fim do século, em Viena, a idéia psicanalítica — isto é, o método interpretativo —não foi inventado ninguém. Ela era a resposta certa para o problema da loucura de nosso tempo. Por assim dizer, quando o momento estava maduro, saiu do lugar onde esta guardada, no grande depósito das idéias dominantes numa dada época, para vir a habitar a ciência que Freud fundou. Sua missão, portanto, é apresentar ao homem o absurdo que o constitui e, se possível, ajudá-lo a reconciliar-se com ele, com o absurdo, e consigo mesmo.




Fonte: "O QUE É PSICANÁLISE", Fábio Herrmann, Abril Cultural / Brasiliense, 1984



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Quarta-feira, 1 de Outubro de 2008

O CLÃ DAS GRALHAS

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O Clã das Gralhas


Foi num domingo após o sábado de temporal e muita ventania que a Simone resolveu dar uma volta com a cachorrada pela estrada do sítio. Não passou cinco minutos ela apareceu com dois filhotes de gralha que caíram do ninho no alto de um jacatirão próximo a estrada. Pensamos na possibilidade de devolvê-los ao ninho, pois eram muito jovens para sobreviver no chão e não conseguiam nem parar em pé de tão pequenos e fracos. O acesso até o topo da árvore era muito difícil e o ninho não apresentava mais condições para recebê-los, pois o temporal havia destruído boa parte dele.

Tentamos improvisar um ninho em um suporte plástico com palha e colocá-los em outra árvore de melhor acesso. Passou o dia inteiro e os pais não apareceram, foi aí então que decidimos intervir no inevitável destino que eles teriam se ficassem no chão, pois no sítio, além dos nossos cachorros, há uma infinidade de predadores (cobras, lagartos e gaviões) que fariam dos filhotes um ótimo almoço. Passei a alimentá-los com uma pasta de ração inicial para pinto sempre com alguma fruta, banana ou mamão. Minhocas e pequenas lagartas e baratinhas também faziam parte do cardápio.

cada dia que passava elas ficavam mais fortes e com mais penas. Toda tarde elas eram soltas para as primeiras aulas de vôo e obtenção de alimentos na natureza como frutas nativas e pequenos insetos, mas sempre com minha constante observação, pois os cachorros também estavam aprendendo a conviver com estes novos amigos. Nossa intenção era alimentá-las até que ficassem fortes e soubessem voar e depois deixá-las para ir embora e cumprir seu destino natural.
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Mas as coisas não aconteceram exatamente assim. Depois que foram soltas definitivamente, elas resolveram que queriam ficar aqui. Hoje quando saio para fazer qualquer tarefa na rua, sou sempre escoltado por exímios observadores tanto pelo céu quanto pela terra. Não importa onde eu vá elas estão sempre presentes e querendo participar. Se estamos na horta, limpando ou remexendo a terra elas estão sempre “ajudando” comendo pequenos insetos, lagartas e algumas minhocas desafortunadas. Até quando alguma galinha escapa do galinheiro posso sempre contar com a ajuda do Guri, meu cachorro ajudante e os irmãs gralhas que dão rasantes sobre a galinha fujona.





Mas o mais impressionante foi o dia que eu e a Simone estávamos vendo TV dentro de casa e ouvimos as gralhas emitirem um som diferente do habitual e nossos cães também estavam um pouco tensos, então resolvemos sair e verificar o que estava ocorrendo. Só deu tempo da Simone dar um grito para chamar os cachorros para a garagem. Quando saí percebi as gralhas extremamente irritadas e olhando para um mesmo ponto. Era uma imensa cobra coral, a maior que já presenciei aqui no sítio.

Sim elas deram o alarme que o território da nossa “matilha ou clã” estava sendo invadido e que a integridade do grupo estava sendo violada. Enquanto escrevia este texto a Simone presenciou as gralhas expulsando uma saracura que teve a petulância de chegar muito próximo a casa. Parece incrível, mas já fazemos parte do bando, onde nós, os cachorros e as gralhas formamos um clã muito especial

O inevitável aconteceu, meus amiguinhos voltaram a ser gralhas. Quando resolvemos adotá-las foi com a intenção de que quando ficassem fortes e aprendessem a voar, voltassem ao bando para seguir seu curso natural. Há tempos percebíamos algumas gralhas rodeando a casa, convidando nossas a amigas a partirem. Mas não imaginávamos que fosse tão cedo. Talvez tenham arranjados parceiros ou simplesmente perceberam que nós não somos da mesma espécie. Esperamos que elas estejam felizes com os novos amigos e que um dia possam nos visitar só para matar a saudade. Agora deixamos os cuidados com a Mãe Natureza e que o Espírito do Curupira possa protegê-las dos humanos mal intencionados.


Gardel Silveira, um curupira do sítio.

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UM MOVIMENTO DEMOCRÁTICO GLOBAL ESTÁ PRESTES A ESTOURAR

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Um Movimento Democrático Global está prestes a estourar

http://sitiocurupira.wordpress.com/curupiranews/


Por: Paul Hawken, Orion Magazine


Ao longo dos últimos quinze anos tenho oferecido perto de mil palestras sobre o ambiente. Depois de cada palestra um pequeno grupo de pessoas se junta para conversar, perguntar, e trocar cartões de visita. Estas pessoas oferecendo os seus cartões trabalham nos assuntos mais pertinentes aos nossos dias: mudança de clima, pobreza, desmatamento, paz, água, fome, conservação, direitos humanos e mais. São do mundo das ONG´s também conhecido como a sociedade civil. Cuidam de rios e baias, educam os consumidores sobre a agricultura sustentável, colocam painéis solares em casas, fazem “lobbies” nos governos estaduais sobre poluição, enfrentam políticas de comércio favoráveis às corporações, se esforçam a tornar verdes as favelas, ou ensinam as crianças sobre o ambiente. Simplesmente, estão tentando resguardar a natureza e garantir a justiça.Depois de uma viagem de uma semana ou duas, voltava com centenas destes cartões enfiados em vários bolsos. Eu arrumava-os na mesa da minha cozinha, lia os nomes, olhava os logotipos, imaginava as missões e ficava admirado a ver o que um grupo pode fazer a favor de outro. Depois, os colocava em gavetas ou sacos de papel, lembranças daquela viagem. Não conseguia jogá-los fora.

Ao longo dos anos os cartões se amontoavam, chegando aos milhares, e quando olhava aquelas sacolas no meu armário, chegava a me perguntar: alguém sabe quantos de tais grupos existem? No começo, era questão de curiosidade, mas lentamente comecei a desconfiar que alguma coisa maior estava acontecendo, um movimento social significativo que estava escapando o radar da cultura vigente.


Comecei a contar. Olhava os dados governamentais de diversos paises e, utilizando diversos métodos para aproximar-me do número de grupos ambientais e de justiça social a partir de dados de censo para impostos, eu inicialmente estimava que tinham umas trinta mil organizações ambientalistas no mundo, quando acrescentava justiça social e organizações indígenas, o número ultrapassava cem mil. Eu então pesquisei movimentos sociais do passado para ver se tinha algum igual em escala e escopo, mas não encontrei nada.


Quanto mais pesquisava, mais eu descobria e os números continuavam a aumentar. Em levantar uma pedra descobri uma formação geológica. Descobri listas, índices, e pequenos bancos de dados específicos para certos setores ou áreas geográficas, mas nenhum conjunto de dados aproximou-se nem de longe a descrever o tamanho do movimento. Extrapolando dos arquivos acessados, me dei conta que o estimativo inicial de cem mil organizações estava errado por um fator de pelo menos dez. Agora achava que existem mais de um milhão de organizações trabalhando em prol de sustentabilidade ecológica e justiça social. Talvez dois.


Se for definir de uma forma convencional, isto não é um movimento. Os movimentos têm lideranças, ideologias. Você se torna membro de um movimento, estuda os propósitos e se identifica com um grupo. Você lê a biografia do(s) fundador(es) ou os escuta em fita ou em pessoa. Movimentos têm seguidores, mas este movimento não funciona assim., É disperso, sem formas definidas e ferozmente independente. Não há manifesto ou doutrina, nenhuma autoridade para verificar.


Procurei um nome, mas não há.


Historicamente, os movimentos sociais surgiram primariamente por causa de injustiças, desigualdades e corrupção. Estes males continuam presentes, mas uma nova condição existe que não há precedente: o planeta está com uma doença que ameaça a vida e que é marcada por degradação ecológica maciça e mudança de clima súbita. Ocorreu-me que talvez eu estivesse vendo alguma coisa orgânica, se não biológica. Em vez de ser um movimento no sentido convencional, será que é uma resposta coletiva à ameaça? É fragmentado por razões que são inerentes ao seu propósito? Ou é simplesmente desorganizado? Mais perguntas seguiram. Como funciona? Qual a velocidade de crescimento? Como é conectado? Porque está sendo em geral ignorado?


Depois de gastar anos pesquisando este fenômeno, inclusive criando com meus colegas uma banco de dados global destas organizações, tenho chegado à conclusão: este é o maior movimento social em toda a história, ninguém sabe do seu escopo. Como funciona é mais misterioso do que aparenta.


O que fica aparente é conclusivo: dezenas de milhões de pessoas ordinárias e nem tão ordinárias assim dispostas a confrontar o desespero, o poder e dificuldades incalculáveis para restaurar algum semblante de graça, justiça e beleza a este mundo.


Clayton Thomas-Muller fala para um encontro comunitário da nação Cree sobre os lixões no seu território em Alberta, Canadá, lagos de despejos tóxicos tão grandes que podem ser vistos do espaço. Shi Lihong, fundadora do Wild China Films (Filmes da China Silvestre) faz documentários com seu marido sobre os migrantes deslocados pela construção de grandes represas. Rosalina Tuyuc Velásquez, membro do povo Maya-Kaquchikel, luta para que sejam responsabilizados os esquadrões da morte, que já mataram dezenas de milhares de pessoas na Guatemala. Rodrigo Baggio resgata computadores de Nova York, Londres, e Toronto e os instala em favelas do Brasil onde ele e seus funcionários ensinam habilidades de informática a crianças pobres. O biólogo Janine Benyus fala para mil e duzentos executivos num fórum de negócios em Queensland sobre desenvolvimento inspirado pela biologia. Paul Sykes, voluntário para the National Audubon Society ( que luta em prol dos aves nos Estados Unidos) completa seu 52em Contagem de Pássaros de Natal em Little Creek, Virgínia, se juntando a cinqüenta mil outras pessoas que contam 70 milhões de pássaros em um único dia. Sumita Dasgupta lidera estudantes, engenheiros, jornalistas, agricultores e Adivasis ( povo tribal) numa viagem a pé de dez dias através do Gujarat, explorando o renascimento de sistemas de captação de águas da chuva que está trazendo a vida de volta para áreas propensas à secas na Índia. Silas KpananÁyoung Siakor, que mostrou os elos entre a política genocidal do então presidente Charles Taylor e o desmatamento ilegal em Libéria, agora cria políticas de certificação de madeira sustentável.

Estas oito pessoas, que talvez nunca venham a se conhecer, fazem parte de uma coalizão composta de centenas de milhares de organizações sem centro, crenças codificadas ou líderes carismáticas. O movimento cresce e se alastra em cada cidade e país. Praticamente toda tribo, cultura, língua, e religião faz parte, desde os Mongóis até Uzbekianos até Tamils. É composto de famílias na Índia, estudantes na Austrália, agricultores na França, os sem terra no Brasil, os bananeiros de Honduras, os “pobres” de Durban, aldeões em Irian Jaya, tribos indígenas na Bolívia, e donas de casa no Japão. As lideranças são agricultores, zoólogos, sapateiros e poetas.

O movimento não pode ser dividido porque está fragmentado - pequenos pedaços com elos frouxos. Forma, se junta, e dissipa rapidamente. Muitos dentro e fora o desprezam por ser sem poder, mas já derrubou governos, companhias e lideranças através do testemunhar, informar e amassar.

O movimento tem três raízes básicas: Movimento para justiça ambiental e social, e a resistência de culturas indígenas contra a globalização - todos os quais se entrelaçam. Surge espontaneamente de diferentes setores econômicos , culturas, regiões e agrupamentos, resultando num movimento global, sem classe, diverso , alastrando mundialmente sem exceção. Num mundo complexo demais para ideologias construtivas, a palavra movimento pode ser pequena demais , porque este é o maior agrupamento de cidadãos da história.

Têm institutos de pesquisa, agências de desenvolvimento comunitário, organizações baseados em povoados e cidadãos, corporações, redes, grupos baseados em crenças, fundações . Defendem contra políticos corruptos e mudança de clima, predação corporativa e morte dos oceanos, indiferença do governo e pobreza endêmica, formas industrializadas de agricultura e plantio de madeira, esgotamento do solo e da água.

Descrever o tamanho deste movimento é como tentar segurar o oceano na sua mão. É tão grande assim. Quando uma parte aparece, o iceberg abaixo fica invisível. Quando Wangari Maathai ganhou o Prémio Nobel da Paz, os serviços de notícias não mencionaram a rede de seis mil organizações diferentes de mulheres na África plantando árvores. Quando escutamos de um despejo químico num rio, nunca é mencionado que quatro mil organizações nos Estados Unidos adotaram um rio, riacho ou córrego. Podemos ler que a agricultura orgânica é o setor de maior velocidade de desenvolvimento nos Estados Unidos, Japão, México e Europa, mas nenhuma conexão é feita com as mais de três mil organizações que educam agricultores, fregueses e legisladores sobre a agricultura sustentável.

É a primeira vez na história que um enorme movimento social não se juntou em volta de um “ismo”. O que junta são idéias e não ideologias. A maior contribuição deste movimento é a ausência de uma idéia grande: no seu lugar oferece milhares de idéias práticas e úteis. No lugar dos “ismos” são processos, preocupações, e compaixão. O movimento demonstra um lado flexível, ressonante e generoso da humanidade.

Não é possível de definir. As generalidades são em grande parte imprecisas. É não-violento e de base; não tem bombas, exércitos nem helicópteros. Um vertebrado macho carismático não está no comando. O movimento não concorda em tudo e nunca concordará, porque isto seria uma ideologia. Mas compartilha um conjunto básico de compreensões fundamentais sobre a Terra, como funciona, e a necessidade de justiça e igualdade para todos os povos que participam nos sistemas do sustento da vida no planeta.

Este movimento sem nome promete oferecer soluções para o que parecem ser dilemas insolúveis: pobreza, mudança de clima global, terrorismo, degradação ecológico, polarização da renda, perda de cultura. Não é atrapalhado com síndrome de tentar salvar o mundo: está tentando refazer o mundo.

É feroz. Não existe outra explicação para a coragem crua e o coração visto repetidas vezes nas pessoas que marcham, falam, criam, resistem e constroem. É a ferocidade do que significa saber que somos humanos e queremos sobreviver.

Este movimento não desiste e está sem medo. Não pode ser pacificado, amenizado ou oprimido. Não haverá um momento “Muro de Berlim”, nenhuma assinatura de trégua, nenhuma manhã para acordar para o momento quando os super-poderes abandonam. O movimento continuará nas suas formas diversas. Não descansará. Não haverá nenhum Marx, Alexandre ou Kennedy. Nenhum livro pode explica-lo nenhuma pessoa pode representa-lo nenhuma palavra pode engloba-lo, porque o movimento é o testamento vivo e sentiente do mundo vivo.

Acredito que prevalecerá. Não quero dizer conquistar ou causar danos a alguém. E não estou fazendo esta previsão como oráculo. Quero dizer que o pensamento que informa a mente do movimento - de criar uma sociedade condutiva à vida na Terra - reinará. Ela logo permeará a maioria das instituições. Mas até lá, mudará um número suficiente de pessoas para começar a reverter séculos de auto-destruição desenfreada.

A inspiração não é conhecida de litanias do que é defeituoso; reside na vontade da humanidade de restaurar, reformar, recuperar, reimaginar e reconsiderar. Curando as feridas da Terra e do seu povo não requer santidade ou um partido político. Não é uma atividade liberal ou conservadora. É um ato sagrado.


Paul Hawken é empreendedor e ativista social morando na Califórnia. Este artigo é tirado do livro Blessed Unrest, a ser publicado pelo Viking Press, e é utilizado com permissão.


http://www.metamorficus.blogspot.com/


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