Quarta-feira, 30 de Abril de 2008

UM MILAGRE NO TITANIC

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“Na Ciência Cristâ o homem é descendente do Espírito. O belo, o bom e o puro constituem a sua ascendência. Sua origem não está no instinto bruto, como a origem dos “mortais”, e o homem não passa por condições materiais antes de alcançar a inteligência”. “ O Espírito é a fonte primitiva e derradeira de seu ser. Deus é seu Pai e a vida é a lei de seu ser.”

Mary Baker Eddy



Entrevista: O Titanic
Testemunho da Época

Este testemunho foi publicado originalmente no The Christian Science Journal de Outubro de 1912, e traduzido agora da reimpressão apresentada recentemente no Christian Science Sentinel de 8 de dezembro de 1997

A noite em que o Titanic naufragou

Enquanto o Titanic afundava, e durante todo o tempo em que eu me empenhava em ajudar com os barcos [fazendo com que os passageiros entrassem nos botes salva-vidas], eu me aferrei à verdade, eliminando assim todo medo. Não pretendo dizer que alguém possa naufragar no meio do Atlântico à meia-noite e conseguir dissipar o medo sem esforço. Tive de trabalhar duro, mas as próprias condições em que nos encontrávamos a bombordo eram, por si mesmas, uma demonstração da operação da Verdade, pois não houve nenhum tropeço e todos os barcos foram rebaixados...

Chamei então os homens para que me seguissem rumo aos camarotes dos oficiais para contar as amarras do último barco, que ali estava guardado. Nem sequer tivemos tempo de abri-lo, simplesmente o baixamos ao convés do qual havíamos lançado os botes anteriores. Quando vi que ele já havia descido, corri para o outro lado do convés para ver se podia fazer mais alguma coisa. Vi que tudo que se podia fazer materialmente já estava feito e, de onde eu estava, olhei para a frente e caminhei para a água. A súbita imersão nessa água penetrantemente gelada dominou-me por completo durante alguns instantes e... quase no mesmo momento fui puxado com força ruma à grade que cobria um motor. Nessa circunstância eu afundei.

Quero salientar bem este detalhe, que assim que pude pensar, depois de entrar n’água, eu disse para mim mesmo: “Agora vou ver o quanto aprendi na Christian Science.” Não tive nenhuma dúvida de que eu podia ser salvo. Noutras palavras, não duvidei do poder divino para salvar-me. Creio que posso dizer, conscienciosamente, que perdi todo o medo e comecei novamente a pensar na verdade do ser. Foi nesse momento que fui puxado para o fundo, ainda pensando na verdade, e, quando me encontrei no fundo, vieram-me estas palavras do Salmo 91, com tanta clareza, que me pareceu compreendê-las completamente: “Porque aos seus anjos dará ordens a seu respeito”. Creio que imediatamente fui lançado para longe do motor e vim à tona, e encontrei um pedaço de madeira, que parecia estar atado por um cabo à chaminé. Fiquei quieto, e a água jorrou ao meu lado, carregando muitas pessoas para longe de mim.

De novo afundei, sempre aferrado à Verdade, e de novo voltei à tona. Meu pedaço de madeira havia desaparecido, mas ao meu lado estava a superfície plana do fundo do barco desmontável que eu havia jogado do outro lado do navio. Agarrei-o mas não tentei entrar nele.

Quero deixar bem compreendido que durante esse tempo que passei dentro d’água, este fato ficou claro para mim, com toda a calma: que existia um poder divino que podia ser utilizado de forma prática, e que também me parecia perfeitamente natural confiar neste poder com a compreensão espiritual com da qual a Bíblia fala tantas vezes, e que está explicado em “Ciência e saúde com a Chave das Escrituras”, da Sra. Eddy.

Ora ao afundar um navio grande como o Titanic também era preciso vencer o medo da sucção, e a essa altura a chaminé da frente caiu, e fui jogado, junto com o barco salva-vidas e outros sobreviventes para uns seis metros de distância, de modo que nada sentimos da sucção. Éramos cerca de trinta pessoas que ficamos boiando até o amanhecer nesse barco virado, e eu não conseguia vencer o frio intenso que sentia. Mas quando um homem me ofereceu uma garrafa com algo para tomar, com cheiro de essência de menta, senti aversão a recorrer a um meio material, e não aceitei.

Ao raiar do dia fomos recolhidos por dois barcos salva-vidas navegando perto de nós. Eu fui o último náufrago do Titanic a subir a bordo do Carpathia, e depois de conversar com o capitão desse navio, despi minha roupa molhada e me recolhi a um beliche, onde permaneci uma meia hora. Depois não precisei mais nem de beliche nem de cama, até chegarmos a Nova Yorque. As reações e efeitos de haver estado n’água – que eu pensei que sentiria – nunca ocorreram. Embora muita gente tenha ficado surpresa, isso simplesmente prova que “para Deus tudo é possível.”

Lieut. C. H. Lightoller, R.N.R.
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Quinta-feira, 24 de Abril de 2008

MEDITAÇÃO VOANDO...OU QUASE.

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Além de ter reunido informações sobre os métodos usados no treinamento do "lung-gom-pa", tive oportunidade de observar três dos seus adeptos. Na realidade posso considerar que a minha sorte foi de fato incomum porque, embora um grande número de monges se esforce em praticar um dos ramos do "lug-gom", não há dúvida de que muito poucos atingem o resultado desejado e acredito que o verdadeiro "lung-gom-pas" deve ser muito raro.

O primeiro "lung-gom-pa" que encontrei foi em Chang thangt ao nordeste do Tibete. Cavalgávamos sem pressa, Yongden, nossos criados e eu, em um fim de tarde, através de um largo planalto quando notei, muito longe, à nossa frente, um ponto escuro que se movia e que com os meus binóculos constatei ser um homem. O fato muito me surpreendeu porque naquela região os encontros não são freqüentes e já se tinham passado dez dias sem que encontrássemos um ser humano. Além disso, não é de regra que homens sozinhos e a pé vaguem: por estas imensas solidões. Quem poderia ser o estranho viajante?

Um dos meus criados sugeriu que deveria pertencer a uma caravana de mercadores que certamente havia sido atacada por bandidos e dispersada. Talvez estivesse agora perdido naquele deserto depois de ter corrido durante a noite para salvar a vida ou escapado de qualquer outro modo. A teoria parecia viável.

Se realmente este fosse o caso, levaria o desamparado homem conosco até o acampamento de algum vaqueiro ou para onde quisesse ir, desde que não nos desviássemos demasiadamente do nosso caminho.

Entretanto, à medida que continuava a observar através dos binóculos, reparei que o homem caminhava de maneira incomum e especialmente com extraordinária velocidade. Embora a olho nu os homens da minha comitiva mal pudessem ver um pontinho preto que se movia sobre o solo relvoso, não demorou para que também notassem a presteza com que avançava. Um dos homens, a quem emprestei os binóculos, depois de observar o viajante por um momento, murmurou:

- "Lama lung-gom-pa" chig da." Parece que é um Lama "lung-gom-pa".

As palavras "lung-gom-pa" imediatamente despertaram meu interesse. Muito já tinha ouvido sobre as proezas executadas por tais homens e estava familiarizada com a teoria do treina­mento. Tinha mesmo alguma experiência da sua prática, mas nunca havia visto um adepto do "lung-gom" realizando uma dessas prodigiosas jornadas tão comentadas por todo o Tibete. Teria mesmo a sorte de presenciar tal feito?

O homem continuava a avançar na nossa direção e a sua curiosa rapidez tornava-se cada vez mais evidente. Que deveria ser feito se se tratasse realmente de um "lung-gom-pa"? Dese­java não somente observá-lo de perto, como falar-lhe, fazer-lhe perguntas, fotografá-lo... Na verdade, queria demais. Mas às primeiras palavras que pronunciei sobre o que intentava, o ""hug-gom-pa" exclamou:

- Vossa reverência não deve falar com o monge nem fazê­-lo parar, pois com certeza isto o mataria. Quando estes Lamas viajam, a sua meditação não deve ser interrompida. O deus que está dentro deles escapa se cessam de repetir "ngags" e quando os deixa desta maneira, antes do tempo certo, a convulsão é tão forte que os mata.

Dito daquela maneira, o aviso parecia não passar de pura superstição. A despeito disto, porém, não devia ser desprezado inteiramente. De acordo com o que sabia sobre a "técnica" do fenômeno, o homem caminhava em uma espécie de transe. Conse­qüentemente, um súbito acordar- embora duvidasse que pu­desse causar a morte - certamente provocaria doloroso distúrbio dos nervos. Não podia prever até que ponto o choque poderia prejudicá-lo e não desejava que o lama fosse alvo de experiência mais ou menos cruel. Uma outra razão também levou-me a não satisfazer a minha curiosidade. Os tibetanos me haviam aceito como Lama, sabiam que professava o budismo mas não podiam estabelecer a diferença existente entre a minha concepção filo­sófica da doutrina de Buda e o budismo lamaísta. O tibetano comum ignora completamente o fato de que o termo budismo engloba um grande número de seitas e pontos de vista. Em conseqüência, para que pudesse continuar gozando da confiança, do respeito e familiaridade com que era tratada em decorrência do meu hábito religioso, era obrigada a comportar-me estritamente de acordo com os costumes tibetanos, especialmente no que se referia aos assuntos religiosos. Estas circunstâncias cons­tituíam um grande entrave para mim, pois, com freqüência as minhas observações tinham de despir-se, em grande parte, do seu interesse científico, mas este era o preço inevitável que tinha de pagar por ter sido admitida em um terreno muito mais zelosa­mente conservado do que o próprio solo material do Tibete. Naquela ocasião, portanto, mais uma vez tive de reprimir o meu desejo de efetuar uma investigação completa e satisfazer-me em observar, sem perguntas, o viajante incomum.

A esta altura, quase já nos havia alcançado e podia agora ver claramente o seu rosto perfeitamente calmo e impassível, os olhos muito abertos e o olhar fixo em algum objeto distante, situado em algum lugar elevado, no espaço.

O homem não corria. Parecia elevar-se do solo e prosseguir ao saltos. Era como se tivesse adquirido a elasticidade de uma bola e seus pés ressaltas­sem do solo cada vez que o tocavam. Os passos tinham a regu­laridade de um pêndulo. Usava os habituais manto e toga mo­násticos, ambos rasgados. A mão esquerda segurava uma dobra da toga e estava parcialmente escondida pelo tecido. A direita empunhava um "phurba" (punhal mágico). O braço direito movia-se ligeiramente a cada passo, como se estivesse sendo apoiado em um bordão, como se o "phurba", cuja ponta -estava bem acima do solo na verdade o tocasse e fosse realmente uma espécie de suporte.

Os meus criados desmontaram e inclinaram as cabeças até o chão quando o Lama passou por nós, seguindo o seu caminho aparentemente inconsciente da nossa presença.

Pensei que já fizera bastante, obedecendo aos costumes locais, por não ter feito parar o viajante. Já começara mesmo a lamentar vagamente o fato e então pensei que de qualquer maneira tinha de observar melhor a ocorrência. Dei ordens aos criados para montarem novamente nos seus animais e seguir o Lama imediatamente. O monge já havia transposto uma grande distância. Entretanto, sem tentar ultrapassá-lo, não iríamos per­mitir que a distância aumentasse e com o auxílio dos binóculos e mesmo a olho nu, meu filho e eu continuamente olhávamos para o "lung-gom-pa".

Já não era mais possível distinguir o seu rosto, mas" ainda podíamos ver a assombrosa regularidade dos seus passos elás­ticos. O monge foi seguido por nós durante cerca de duas milhas quando, a certa altura, deixou a estrada, subiu por uma escarpa muito íngreme e desapareceu na cadeia de montanhas que ladeava a estepe. Como os nossos cavalos não podiam seguir aquele caminho, a nossa observação chegou ao final. Não tivemos remédio senão voltar e continuar a nossa viagem.

Fico a imaginar se o Lama não teria notado que o estávamos seguindo. Naturalmente, embora estivéssemos a uma boa dis­tância atrás dele, qualquer pessoa no seu estado normal teria estado consciente da presença de um grupo de seis cavaleiros. No entanto, conforme já disse, o viajante parecia estar em transe e assim sendo não saberia dizer se apenas tinha fingido que não nos vira, subindo em seguida para a montanha a fim de evitar os nossos olhares curiosos ou se na realidade não sabia que estava sendo seguido e simplesmente seguira naquela direção porque era o seu caminho.

Pela manhã do quarto dia após nosso encontro com o "lung­-gom-pa", chegamos a um território chamado Thebyai, por onde se espalhava grande número de acampamento de "dokpas". Não deixei, de contar aos vaqueiros como havíamos encontrado um Lama "lung-gom-pa" ao entrarmos na estrada que levava aquele local de pastoreio. Um dos homens contou-me então que havia avistado o rápido viajante, ao reunir o seu gado, ao fim da tarde, um dia antes de o encontrarmos. De posse desta infor­mação, pude fazer um cálculo aproximado. Levando em consi­deração o número aproximado de horas em que realmente via­jávamos todo o dia, à velocidade normal dos nossos animais - deixando à parte o tempo despendido para acampar e des­cansar - cheguei à conclusão de que, para alcançar o local onde o havíamos encontrado, o homem, depois de ter passado perto dos "dokpas", devia ter corrido durante toda a noite e todo dia seguinte, sem parar, conservando a mesma rapidez que usava quando o avistamos.

Caminhar durante vinte e quatro horas consecutivas não pode ser considerado como um recorde pelos montanheses do Tibete, que são extraordinários andarilhos. Lama Yongden e eu, durante a nossa viagem da China para Lhasa, algumas vezes prosseguimos viagem durante dezenove horas, sem parar e sem restaurar as nossas forças por qualquer meio. Uma dessas marchas incluía atravessar o desfiladeiro Deo, a grande altitude e com a neve enterrada até os joelhos. Entretanto, o nosso vagaroso passo não poderia nunca ser comparado com os saltos de um "lung-gom-pa”, que parecia ser levado pelos ventos.
(...)

Um monge corredor é requerido para reunir estes demônios de vários locais. A tal monge se dá o nome de "Maheketang". O nome “ahe" é tirado do búfalo montado por Shinjed. Acre­dita-se que este animal é destituído de todo o medo e conse­qüentemente ousa chamar todos os espíritos do mal. Pelo menos esta é a explicação dada em Shalu.

O corredor eleito é, alternativamente, um monge de Nyang
tod kyid phyg ou de Samding.

Os monges que aspiram chegar a "Maheketang" submetem­ -se a um treinamento preliminar em um dos mosteiros acima mencionados. O treinamento consiste em exercícios respiratórios praticados durante absoluta reclusão, em aposento inteiramente escuro e dura três anos e três meses.

Entre estes exercícios, os seguintes gozam de grande pres­tígio entre os muitas ascetas tibetanos que não são do tipo especialmente intelectual.

O estudante senta-se, com as pernas cruzadas, à maneira oriental, sobre uma grande e grossa almofada. Aspira vagarosamente e por muito tempo, como se desejasse encher o corpo de ar. Em seguida, suspendendo a respiração, salta para cima man­tendo as pernas cruzadas e sem usar as mãos, caindo de novo sobre a almofada e continuando a manter a mesma posição. Repete este exercício grande número de vezes, durante cada período de treinamento. Alguns Lamas, desta maneira, conseguem pular muita alto. Algumas mulheres submetem-se ao mesmo tipo de treinamento.

Como fàcilmente se pode inferir, o objetivo deste exercício não são os saltos acrobáticos. De acordo com as tibetanos, os corpos dos que se adestram, durante anos, por este método, tor­nam-se especialmente leves - quase sem peso. Dizem eles que esses homens são capazes de se sentarem sobre uma espiga de cevada sem fazer inclinar a sua haste ou na topo de uma pilha de grãos sem que estes se movam.A finalidade é, portanto, a levitação.

Um curioso teste foi imaginado e acredita-se que o estu­dante que o executa com sucesso é capaz de realizar as feitas aqui relatados ou, pelo menos, de se aproximar da perfeição:

Uma cova é feita na chão e na profundidade igual à altura da candidato. Sobre a cova é construída uma espécie de cúpula cuja altura, a partir da nível da sala, até seu ponto mais elevado, também é igual à do candidato. Uma pequena abertura é feita no topo da cúpula. Entre o homem sentado, de pernas cruzadas, no fundo da cova, e a referida abertura, a distância. é duas vezes: a altura da seu corpo. Por exemplo, se o homem mede 1.65 m, a altura que vai do orifício no alto da cúpula até o fundo da cova é de 3 m e 30em.

O teste consiste em saltar, de pernas cruzadas - con­forme descrita no exercício já citado - e de um salto passar pela abertura deixada no final da cúpula.

Alguns Khampas declararam-me que esta proeza tem sido levada a cabo na sua província porém, pessoalmente, nunca presenciei nada dessa espécie.




Viajávamos por uma floresta, Yongden e eu, caminhando na dianteira dos nossos criados e animais quando, em uma volta da estrada, encontramos um homem nu, tendo correntes de ferro amarradas em volta de todo o seu corpo.

Estava sentado sobre uma rocha e parecia tão imerso em pensamentos que não nos ouvira chegar. Ali nos deixamos ficar, assombrados, mas o homem subitamente deve ter tomado consciência da nossa presença porque, após nos ter lançado um olhar fixo por um momento, deu um salto e atirou-se para dentro do mato, mais rápido do que uma corça. Por algum tempo ouvimos o barulho das correntes tilintando em seu corpo, ruído que ràpidamente foi desaparecendo, até que o silêncio voltou à floresta.

- Aquele homem é um "lung-gom-pa", - disse-me Yong­den. - Já vi uma vez um homem como ele. Usam aquelas correntes para torná-los pesados porque, devido à prática do "lung-gom" seus corpos tornam-se tão leves que estão sempre em perigo de flutuar.

TIBETE: MAGIA E MISTÉRIO, Alexandra David Neel
Editora Hemus


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publicado por conspiratio às 16:45
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Quarta-feira, 23 de Abril de 2008

RELAÇÃO ENTRE A MENTE E CATÁSTROFES - YOGANANDA

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Há uma relação dinâmica entre nossa consciência e as condições do mundo. Quando as pessoas falam de problemas "políticos", "sociais" ou "internacionais", frequentemente não percebem que essas condições nada mais são que pensamentos e ações acumuladas de milhões de indivíduos. E a única maneira de mudar as condições do mundo é mudar a nós mesmos. Paramahansa Yogananda disse:

"Os súbitos cataclismos que ocorrem na natureza, provocando devastações e sofrimento em massa, não são 'obras de Deus'. Tais catástrofes resultam dos pensamentos e das ações do homem. Sempre que o equilíbrio vibratório do mundo, entre bem e mal, for perturbado por um acúmulo de vibrações nocivas, resultantes de pensamentos e ações erradas do homem, vocês presenciarão calamidades (...)"

"Quando há predominância do materialismo na consciência do homem, há uma emissão de raios sutis negativos; seu poder acumulado perturba o equilíbrio elétrico da natureza e é então que acontecem terremotos, enchentes e outras catástrofes."

Do livreto: "Círculo Mundial de Orações", 1997, Self Realization Fellowship

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publicado por conspiratio às 20:37
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Sexta-feira, 18 de Abril de 2008

ACOSTUMAR-SE É ENVELHECER

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1- Atenção, Atenção, Atenção !


Por Harry R. Moody e David Carroll(*)
Como acadêmico e administrador, trabalhei no campo do envelhecimento por quase metade da minha vida. Contudo, ainda fico extremamente confuso sobre o que, psicologicamente, nos seres humanos os faz envelhecer. Quando esse processo realmente começa?
Um colega meu, o psicólogo dr. Robert Kastenbaum, também ficou intrigado com essa questão – tão intrigado que desenvolveu uma teoria bastante surpreendente para explicá-la. Ele acredita que o envelhecimento psicológico começa na infância.
O que o dr. Kastenbaum quer dizer com essa estranha afirmação é que, quando ficamos mais velhos, desenvolvemos uma diminuição gradual de reação à estimulação persistente, um processo que ele chama de ficar habituado.
Em termos psicológicos, ficar habituado significa tornar-se gradualmente desatento a um estímulo repetitivo, o tique-taque de um relógio, por exemplo, ou o som de pés se arrastando no apartamento do andar de cima. No início, esses sons nos perseguem durante o dia e nos mantêm acordados à noite. Depois, um filtro passa a funcionar nos nossos cérebros e, com o tempo, começa a bloquear os sons. Um dia despertamos e percebemos que nos tornamos tão acostumados a esses ruídos que, para todos os efeitos, eles não existem mais.
Essa “válvula mental de redução”, como Aldous Huxley a ela se referia, é essencial no que diz respeito à nossa vida e à nossa lida cotidianas; sem ela, ficaríamos enlouquecedoramente distraídos com as milhares de impressões irrelevantes que atingem os nossos sentidos a cada momento.
Contudo, o ficar habituado de que fala Kastenbaum é um grau mais sutil do que a pura reação física. É uma redução da nossa consciência, bem como dos nossos sentidos, um processo no qual, com o tempo, os estímulos comuns da vida, os prazeres simples e as pequenas alegrias, perdem a qualidade por força da simples repetição.
Esse processo se inicia na infância, no momento em que começamos a observar o mundo. Em princípio, tudo o que nos rodeia é brilhantemente vivo e animado – o gorjeio do pardal, o gosto do sorvete, a visão das nuvens de verão. Então, os anos se passam. Quando escutamos o gorjear de milhares de pardais, quando lambemos a nossa décima milésima casquinha de sorvete, quando vemos a nossa milionésima nuvem passar sobre a nossa cabeça, a imediação da nossa reação a esses estímulos diminui. Finalmente, ficamos insensíveis à sua beleza. O ficar habituado se estabelece e, com ele, uma sensação de nos tornarmos rígidos, endurecidos – mais velhos.


(*) O Texto aqui apresentado é um excerto do capítulo 5 do livro Os Cinco Estágios da Alma, de Harry R. Moody e David Carroll, lançado recentemente pela Nova Era. Tradução: Beatriz Penna.




2- A novidade e o hábito



Nesse sentido, o envelhecimento é menos cronológico ou físico do que psicológico. As suas origens podem ser remontadas mais diretamente a uma perda auto-induzida de flexibilidade mental do que a qualquer declínio natural no processamento cognitivo.
A razão pela qual nos sentimos mais vivos quando viajamos, por exemplo, ou quando nos encontramos em circunstâncias incomuns é que as novas impressões tendem a afrouxar as garras do hábito. Cores, sons, gostos, odores, idéias parecem mais vívidos quando estamos na estrada ou em novos ambientes. Até o próprio tempo parece diminuir o ritmo (o que nos faz pensar se o nosso sentido de tempo também não está condicionado à velocidade na qual processamos as impressões). Até certo ponto, isso explica por que gastamos tanto tempo de nossas vidas buscando experiências novas – um novo filme, um novo restaurante, um novo amante. Inconscientemente, estamos nos automedicando contra ficarmos habituados.
Evidentemente, de determinadas maneiras, ficar habituado é essencial à vida, fazendo com que não nos seja necessário reagir a cada fragmento de informação sensorial que passa no nosso caminho. Contudo, isso também nos torna velhos antes do tempo. Em resumo, o hábito é uma faca de dois gumes, proporcionando liberdade da sobrecarga sensorial, mas também fazendo com que as pessoas fiquem acomodadas, mesmo aquelas que, sob outros aspectos, são brilhantes e capazes. Lembro-me do filósofo alemão Emmanuel Kant. Intelectualmente, um dos maiores paladinos da filosofia da autonomia e da liberdade. Em sua vida particular, Kant tornou-se tão preso ao hábito quando envelheceu que os cidadãos da sua Königsberg natal estavam acostumados a acertarem os seus relógios pelos seus regulares passeios vespertinos.
O que o ficar habituado tem a ver com a espiritualidade?
Em seu sentido mais profundo, ficar habituado é mais do que simplesmente uma entrega crônica às rotinas. Em um nível mais profundo, pode ser considerado o oposto polar da consciência e da atenção, que são os pilares da vida espiritual.
A Bíblia nos prescreve: “Fique tranqüilo e saiba que Eu sou Deus.” Do mesmo modo, o objetivo da oração contemplativa é ancorar a nossa consciência no momento presente e manter as nossas mentes livres do fluxo de pensamentos mundanos que usurpam a nossa atenção. Se fazemos isso tempo suficiente e se somos capazes de aquietar as nossas mentes da maneira adequada, algo estranhamente maravilhoso acontece. Algumas pessoas experimentam a sensação de que estão se movendo de uma dimensão familiar para uma desconhecida. Outras sentem uma sensação de expansão, de se moverem para o exterior, além dos limites comuns da percepção cotidiana. Ainda outras descobrem um espaço ilimitado dentro de si mesmas que parece conter todas as coisas. As palavras perdem a importância.



3- Viver fora do momento

Faça uma experiência. Respire fundo algumas vezes, depois sente-se, relaxe o máximo que puder e não pense em absolutamente nada. Por mais ou menos 30 segundos, deixe que a sua mente fique totalmente em branco, como uma lousa sem nada escrito nela. Feche os seus olhos, respire totalmente e concentre a atenção na sua respiração. Inspire e expire mantendo a sua consciência fixa na respiração. Toda vez que perceber a sua atenção vagando, traga-a de volta à sua respiração.
Se você nunca tentou essa forma rudimentar de meditação, vai ficar surpreso em primeiro lugar com quão difícil é deter os seus pensamentos; em segundo, com quão calmo e enraizado no momento presente você vai se sentir mesmo depois de apenas 20 ou 30 segundos de esforço. Essa sensação de presença relaxada é o início da consciência. É o local de partida da prática contemplativa. Todas as religiões e todos os caminhos espirituais adotam alguma variação desse método como parte de sua prática espiritual.
Ficar habituado, por outro lado, é o que poderíamos chamar de “inconsciência” ou “desatenção”. Se consciência significa vivermos no aqui e estarmos visceralmente atentos ao que fazemos a cada momento, ficar habituado significa vivermos fora do momento, estarmos desatentos a nós mesmos e não observarmos o que fazemos. Significa permitirmos que as nossas mentes desperdicem o tempo pensando os seus pensamentos costumeiros e sonhando os seus sonhos costumeiros – eu quero, eu não quero, eu gosto, eu detesto, eu lembro, eu esqueço. Visto sob essa luz, ficar habituado é uma forma de sonho espiritual.
Como exatamente lutamos contra ficarmos habituados?
Antes de respondermos a essa pergunta, precisamos responder muitas outras que a precedem: qual é a diferença entre hábito e ficar habituado? E, se os hábitos são uma parte necessária da vida, não poderia ser perigoso eliminá-los?
Os hábitos, é verdade, são necessários. Alguns, como guardar as chaves do seu carro no mesmo lugar todas as vezes e escovar os seus dentes, são extremamente úteis. Talvez a maioria dos hábitos seja boa.
O perigo não está escondido em nenhum hábito em particular, embora certamente existam muitos sem os quais estaríamos melhor. Os hábitos individuais podem ser úteis ou prejudiciais, dependendo do caso. Por outro lado, ficar habituado, em seu sentido mais negativo, é mais um mecanismo mental cumulativo do que uma acomodação ajustada ao viver. Ele ocorre durante todas as nossas horas de vigília e causa o fechamento da nossa consciência a um nível tão empobrecido de percepção que só interagimos com o mundo no nível mais superficial através de idéias fixas, suposições preconcebidas e uma mente fechada.






4- O Nosso Universo é Reduzido

Em seu estudo seminal Sobre a Psicologia da Meditação, os psicólogos Robert Ornstein e Claudio Naranjo afirmam que a nossa suposta visão da realidade é, na verdade, uma construção mental subjetiva e tendenciosa na qual selecionamos um pequenino grupo de idéias e estímulos e eliminamos sistematicamente o resto. O homem e a mulher comuns acreditam que aquilo que vêem ao seu redor quando descem a rua é um reflexo exato do que realmente existe. Ornstein e Naranjo insistem que essa idéia é impossível de ser mantida, mesmo no nível mais elementar, se considerarmos as inumeráveis formas de energia que nos cercam a todo momento – eletricidade, magnetismo, radiação, ondas luminosas, sinais de rádio, raios X, para não mencionar as nossas próprias químicas interior e descargas elétricas, os nossos pensamentos, sentimentos, sensações, impulsos musculares.
Já que somos bombardeados por essa ampla saraivada vibratória em todos os momentos de nossas vidas, uma grande quantidade de energia deve ser gasta para que tudo isso faça sentido. Fazemos isso, em primeiro lugar, nos descartando e simplificando a maioria das informações que chegam aos nossos cérebros e, em segundo, separando e classificando esses dados em concisos pacotes de consciência e reação; como se fossem bytes de consciência.
O resultado desse esforço mental de organização é que o nosso universo se torna reduzido ao nível da nossa própria capacidade de compreendê-lo e processá-lo. Literalmente, “sintonizamos” a nossa consciência nos canais que são mais fáceis de conectar e bloqueamos o resto. “Quando nos tornamos experientes em lidar com o mundo”, escrevem Ornstein e Naranjo, “tentamos cada vez mais fazer com que outras coisas da massa de informações que chegam aos nossos receptores tenham um ‘sentido’ consistente. Desenvolvemos sistemas ou categorias estereotipados para classificarmos os estímulos que nos alcançam. Esse conjunto de categorias que desenvolvemos é limitado, muito mais limitado do que a riqueza dos estímulos. (...) Esperamos que os carros façam um determinado ruído, que os sinais de trânsito sejam de uma determinada cor, que o odor da comida seja de determinada maneira e determinadas pessoas digam determinadas coisas”.
Ornstein e Naranjo dizem que, como um resultado desse processamento estereotipado, o que nós realmente percebemos não são absolutamente carros ou sinais de trânsito ou comidas reais. São invenções dos nossos limitados sistemas internos de processamento que vêem o que o hábito nos diz para vermos e que são filtrados através das lentes das nossas próprias subjetividade, imaginação e sugestionabilidade. Sendo assim, em última análise, todo o nosso senso de realidade vem a ser construído não sobre as coisas como realmente são, mas sobre modelos interpretativos baseados em uma versão excessivamente editada e intensamente processada das experiências passadas e do futuro.
Então, ficar habituado é o subproduto de todas as rotinas e escaninhos aos quais as nossas mentes se entregam durante décadas. Perto da meia-idade, esse mecanismo se torna predominante em nós, censurando, classificando, distorcendo, julgando, supondo, rotinizando, mecanizando tudo o que vemos, sentimos e pensamos. O ficar habituado se estabelece, por exemplo, quando não escutamos mais o que as pessoas estão nos dizendo (porque as nossas noções preconcebidas nos dizem que já sabemos a verdade). Isso acontece quando ficamos entorpecidos diante das belezas sutis que nos cercam, quando paramos de ver as coisas como se fosse pela primeira vez, como uma criança é capaz de fazer. Ficar habituado é quando nos ouvimos expressar as mesmas desgastadas opiniões, quando nos pegamos contando uma história que já contamos centenas de vezes antes, exatamente da mesma maneira. Ficar habituado é falarmos automaticamente de coisas sobre as quais nada sabemos. É supor sem entender, julgar sem avaliar, reagir a partir de uma tendência em vez de um fato evidente. Resumindo, é uma redução da nossa percepção ao invés de uma expansão da nossa


consciência.






5- Para escapar da armadilha


Como escapamos dessa armadilha? Como superamos o emaranhado de hábitos que nos mantêm tão acorrentados e cegos? Uma resposta é simplesmente atenção.
Roshi Philip Kapleau conta a história de como um dia um homem veio até o mestre zen Ikkyu e lhe pediu para escrever um conjunto de máximas sábias para pessoas comuns lerem e entenderem.
Ikkyu escreveu uma única palavra em um pedaço de papel e o entregou ao homem. A palavra era “atenção”. “Isto é tudo?”, perguntou o homem, incapaz de esconder o seu desapontamento. “Você não pode acrescentar alguma coisa mais esclarecedora?”
Ikkyu pegou o papel de volta e escreveu a palavra “atenção” duas vezes.
“Realmente”, disse o homem, “não consigo entender o significado do que você me deu”.
Diante disso, Ikkyu escreveu a palavra três vezes: “Atenção. Atenção. Atenção.”
Imensamente irritado, o homem gritou: “De qualquer modo, o que significa esta palavra ‘atenção’?”
Ikkyu respondeu gentilmente: “Atenção significa atenção.”
Como começarmos a praticar a atenção em um nível cotidiano?
Começamos prestando atenção aos eventos que acontecem ao nosso redor – entrando na vida diária com total concentração nas atividades comuns. Abrir uma garrafa. Datilografar uma carta. Acender a luz. Atender o telefone. Tomar o café da manhã.
Nas culturas asiáticas, especialmente aquelas inspiradas por ideais espirituais, os exercícios são igualmente empregados para cultivar a atenção cuidadosa. Um dos mais conhecidos é a cerimônia do chá. Longe de ser uma pitoresca versão oriental de um intervalo para o café, como certa vez denominou-a um americano, a cerimônia do chá está profundamente imbuída do espírito zen e é um exercício ativo de atenção para todos os participantes. Cada movimento que o mestre do chá faz durante a cerimônia – e que, teoricamente, os convidados repetem do mesmo modo – tem um propósito. Nada está fora do lugar, nada é aleatório ou acidental. Ao mesmo tempo, apesar das regras tão precisas de comportamento, há, como em todas as artes sagradas, latitudes ilimitadas para a criatividade e para a espontaneidade.
Conta-se a história de um famoso mestre do chá que certo dia convidou um dignitário de alta categoria à sua casa de chá. Naqueles tempos, era costumeiro que o mestre do chá desse aos seus convidados um presente pequeno e apropriado. Contudo, naquele dia, enquanto a cerimônia prosseguia, nenhum presente estava disponível.
O mestre preparou e serviu o chá. O dignitário e as pessoas da sua comitiva beberam o chá, admiraram as xícaras antigas e fizeram os elogios apropriados. Mas onde estavam os presentes? Poderia o maior mestre do Japão estar cometendo uma tal violação da etiqueta?
Então, exatamente quando os convidados tinham terminado o seu chá e estavam se preparando para partir, o mestre do chá levantou-se, andou até a janela e abriu as cortinas. Do lado de fora, perfeitamente enquadrada pela janela, exatamente naquele momento, uma gloriosa Lua cheia estava se erguendo do mar, com o seu reflexo brilhando majestosamente no oceano abaixo. O mestre não havia se esquecido de dar um presente aos seus ilustres visitantes. Estava simplesmente aguardando o exato momento para dá-lo.




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Quinta-feira, 17 de Abril de 2008

DEEPAK CHOPRA FALA DE NOSSO MENTECORPO

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Autor: DEEPAK CHOPRA


É indiano radicado nos EUA desde a década de 70, médico formado na Índia, com especialização em Endocrinologia nos Estados Unidos. Filósofo de reputação internacional, já escreveu mais de 35 livros, um dos mais respeitados pensadores da atualidade.



"Somos as únicas criaturas na face da terra capazes de mudar nossa biologia pelo que pensamos e sentimos!Nossas células estão constantemente bisbilhotando nossos pensamentos e sendo modificados por eles. Um surto de depressão pode arrasar seu sistema imunológico; apaixonar-se, ao contrário, pode fortificá-lo tremendamente.

 

A alegria e a realização nos mantém saudáveis e prolongam a vida. A recordação de uma situação estressante, que não passa de um fio de pensamento, libera o mesmo fluxo de hormônios destrutivos que o estresse .

 

Suas células estão constantemente processando as experiências e metabilizando-as de acordo com seus pontos de vista pessoais. Não se pode simplesmente captar dados brutos e carimbá-los com um julgamento. Você se transforma na interpretação quando a internaliza.

 

Quem está deprimido por causa da perda de um emprego projeta tristeza por toda parte no corpo – a produção de neurotransmissores por parte do cérebro reduz-se, o nível de hormônios baixa, o ciclo de sono é interrompido, os receptores neuropeptiídicos na superfície externa das células da pele tornam-se distorcidos, as plaquetas sanguíneas ficam mais viscosas e mais propensas a formar grumos e até suas lágrimas contêm traços químicos diferentes das lagrimas de alegria.

 

Todo este perfil bioquímico será drasticamente alterado quando a pessoa encontra uma nova posição. Isto reforça a grande necessidade de usar nossa consciência para criar os corpos que realmente desejamos.

 

A ansiedade por causa de um exame acaba passando, assim como a depressão por causa de um emprego perdido. O processo de envelhecimento, contudo, tem que ser combatido a cada dia.
Shakespeare não estava sendo metafórico quando Próspero disse: “ Nós somos feitos da mesma matéria dos sonhos.”

 

 
Você quer saber como esta seu corpo hoje? Lembre de seus pensamentos de ontem. Quer saber como estará seu corpo amanhã? Olhe seus pensamentos hoje!”

“Ou você abre seu coração, ou algum cardiologista o fará por você!”

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Quarta-feira, 16 de Abril de 2008

PARAR É VITAL - THICH NHAT HANH

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Sem objetivo
(Thich Nhat Hanh, “Paz a cada passo”).

No Ocidente, somos muito direcionados para os objetivos. Sabemos onde queremos ir e direcionamos nossas forças para chegar lá. Isso pode ser útil, mas muitas vezes nos esquecemos de apreciar também o caminho.

Existe no budismo uma palavra que significa "ausência de desejo" ou "ausência de objetivo". A idéia consiste em você não colocar um alvo à sua frente e sair correndo atrás dele, porque tudo já está aqui em você mesmo. Enquanto praticamos a meditação andando, não tentamos chegar a lugar nenhum. Damos apenas passos felizes, serenos. Se não pararmos de pensar no futuro, no que queremos realizar, perderemos nossos passos. O mesmo vale para a meditação sentada. Nós sentamos só para apreciar o estar sentado. Não nos sentamos a fim de alcançar um objetivo. Isso é de importância vital. Cada momento da meditação sentada nos traz de volta à vida, e nós devemos nos sentar de forma tal que nos sintamos bem o tempo todo. Quer estejamos chupando uma tangerina, tomando uma xícara de chá, ou caminhando em meditação, deveríamos fazê-lo "sem objetivo".

Muitas vezes dizemos a nós mesmos, "Não fique só aí sentado, faça alguma coisa!" Quando praticamos a plena consciência, porém, descobrimos algo inusitado. Descobrimos que o contrário pode ser ainda mais valioso: "Não fique aí fazendo alguma coisa. Sente-se!" Precisamos aprender a parar de vez em quando, a fim de ver com nitidez. A princípio, "parar" pode parecer uma "resistência" à vida moderna, mas não se trata disso. "Parar" não é só uma reação; é um estilo de vida. A sobrevivência da humanidade depende de nossa capacidade de desacelerar. Temos mais de 50.000 bombas atômicas, e mesmo assim não conseguimos parar de fabricar mais. "Parar" não significa um basta ao que é negativo, mas também permitir que se realize uma cura positiva. É esse o propósito da nossa prática — não evitar a vida, mas experimentar e comprovar que a felicidade é possível agora e também no futuro.

A base da felicidade é a plena consciência. A condição fundamental para ser feliz é ter a consciência de que se é feliz. Se não percebermos que estamos felizes, não estaremos realmente felizes. Quando estamos com dor de dente, nos damos conta de que não ter dor de dente é maravilhoso. Mas, mesmo assim, não nos sentimos felizes quando estamos sem dor de dente. Esquecemos o quanto é agradável não ter dor de dente. Há tantas coisas que são agradáveis, mas que não sabemos apreciar se não praticamos a plena consciência. Quando estamos com a mente alerta, valorizamos essas coisas e aprendemos a protegê-las. Ao cuidar bem do momento presente, estamos cuidando bem do futuro. Trabalhar pela paz do futuro é trabalhar pela paz no momento presente.

Nossos sentimentos desempenham um papel muito importante por dirigirem todos os nossos pensamentos e ações. Existe em nós um rio de sentimentos, no qual cada gota d'água é um sentimento diferente e cada um depende de todos os outros para sua existência. Para observar esse rio, sentamo-nos à sua margem e identificamos cada sentimento à medida que ele vem à tona, passa por nós e desaparece.

Há três tipos de sentimentos — agradáveis, desagradáveis e neutros. Quando temos um sentimento desagradável, podemos querer afastá-lo. O mais eficaz é voltar à nossa respiração consciente e apenas observá-lo, identificando-o em silêncio para nós mesmos. "Inspirando, sei que há um sentimento desagradável em mim. Expirando, sei que há um sentimento desagradável em mim." Chamar o sentimento pelo seu nome, "raiva", "tristeza", "alegria" ou "felicidade", nos ajuda a identificá-lo com clareza e reconhecê-lo em maior profundidade.

Podemos usar nossa respiração para entrar em contato com nossos sentimentos e aceitá-los. Se nossa respiração for leve e tranqüila — resultado natural da respiração consciente — nossa mente e nosso corpo irão lentamente se tornando leves, tranqüilos e claros. E da mesma forma nossos sentimentos. A observação plenamente consciente se baseia no princípio da "não-dualidade"; nosso sentimento não está separado de nós nem foi causado apenas por algo externo a nós. Nosso sentimento é nosso eu, e temporariamente nós somos esse sentimento. Não submergimos nesse sentimento, nem nos aterrorizamos com ele, tampouco o rejeitamos. Nossa atitude de não nos agarrarmos aos nossos sentimentos e de tampouco rejeitá-los é a atitude de desapego, uma parte vital da prática da meditação.

Se encararmos nossos sentimentos desagradáveis com cuidado, afeição e não-violência, podemos transformá-los naquele tipo de energia que é saudável e que tem a capacidade de nos nutrir. Através da observação consciente, nossos sentimentos desagradáveis podem ser muito esclarecedores para nós, proporcionando-nos revelações e compreensão a respeito de nós mesmos e da nossa sociedade.

O primeiro passo ao lidar com os sentimentos é reconhecer cada sentimento no instante em que surge. O meio para isso é a plena consciência. No caso do medo, por exemplo, você recorre à plena consciência, olha para o medo e o reconhece como medo. Você sabe que o medo brotou de você mesmo e que a plena consciência também brotou de você mesmo. Os dois estão em você, não em luta, mas cuidando do outro.

O segundo passo consiste em se tornar uno com o sentimento. Melhor não dizer, "Vá embora, Medo. Não gosto de você. Você não é eu." Muito mais eficaz é dizer, "Oi, Medo. Como é que você está hoje?" Em seguida, você pode estimular esses dois aspectos, a plena consciência e o medo, a se cumprimentarem como amigos e a se unirem. Isso pode parecer assustador, mas, como você já sabe que você é mais do que seu medo, não é preciso se amedrontar. Desde que sua mente esteja alerta, ele fará companhia ao seu medo. A prática fundamental é nutrir a plena consciência com a respiração consciente, para mantê-la alerta, cheia de vida e força. Embora no início sua plena consciência possa não ser muito potente, se você a alimentar, ela se tornará mais forte. Contanto que a sua consciência esteja plena e presente, você não será submerso pelo medo. Na realidade, você começará a transformá-lo no exato instante em que dentro de si der à luz a percepção.

O terceiro passo é o de acalmar o sentimento. Como a consciência plena está cuidando bem do seu medo, ele começa a acalmar-se. "Inspirando, acalmo as atividades do corpo e da mente." Você acalma seu sentimento só por estar com ele, como uma mãe segurando ternamente o filhinho que chora. Ao sentir a ternura da mãe, o neném se acalma e pára de chorar. A mãe é a sua mente alerta, nascida das profundezas da sua consciência, e ela tratará do sentimento da dor. A mãe que segura o bebê forma uma unidade com ele. Se a mãe estiver pensando em outras coisas, a criancinha não se acalmará. A mãe tem de abandonar as outras coisas e apenas segurar seu filhinho. Por isso, não evite seu sentimento. Não diga, "Você não é importante. Você é só um sentimento." Passe a formar uma unidade com ele. Você pode dizer, "Expirando, acalmo meu medo.”.

O quarto passo é largar o sentimento, soltá-lo. Graças à sua calma, você está à vontade, mesmo em meio ao medo; e sabe que esse medo não vai crescer e se transformar em algo esmagador. Quando você se descobre capaz de tomar conta do seu medo, ele já está reduzido a um mínimo, tornando-se mais brando e menos desagradável. Agora você pode sorrir para ele e deixá-lo partir, mas, por favor, pare por aqui. Acalmar e largar um sentimento são apenas curas para os sintomas. Você agora tem a oportunidade de se aprofundar e trabalhar na transformação da raiz do seu medo.

O quinto passo é olhar profundamente. Você examina em profundidade o seu bebê — seu sentimento de medo — para ver o que está errado, mesmo depois que o bebê parou de chorar, mesmo depois que o medo se foi. É impossível segurar uma criança no colo o tempo todo. Por isso, você deve examiná-la para ver a causa do que está errado. Com esse exame, você será o que o ajudará a começar a transformar o sentimento. Você perceberá, por exemplo, que seu sofrimento tem muitas causas, intensas e externas ao seu corpo. Se há algo de errado em volta dele, se você conserta a situação, com carinho e cuidado, ele se sentirá melhor. Ao examinar seu bebê, você verá os elementos que o estão fazendo chorar. Ao vê-los, você saberá o que fazer e o que não fazer para transformar o sentimento e se sentir livre.

Esse processo é semelhante ao da psicoterapia. Em companhia do paciente, o terapeuta observa a natureza da dor. Muitas vezes, o terapeuta pode revelar causas de sofrimento que se originaram da forma pela qual o paciente encara a vida, das opiniões que ele tem sobre si mesmo, sobre a sua cultura e o mundo em geral. O terapeuta examina esses pontos de vista e essas opiniões com o paciente, e juntos eles colaboram para libertá-los daquele tipo de prisão em que estava. No entanto, o esforço do paciente é crucial. O professor deve trazer à luz o professor que existe dentro do aluno; e o psicoterapeuta deve trazer à luz o psicoterapeuta que há no íntimo do seu paciente. O "psicoterapeuta interno" do paciente poderá então trabalhar em tempo integral de uma forma muito eficaz.

Thich Nhat Hann



O terapeuta não trata do paciente simplesmente lhe repassando um outro conjunto de opiniões. Ele tenta ajudar o paciente a perceber que tipos de idéias e de crenças causam o seu sofrimento. Muitos pacientes querem se ver livres dos sentimentos dolorosos, mas não querem se livrar das opiniões, dos pontos de vista que são as verdadeiras raízes dos seus sentimentos. Portanto, o terapeuta e o paciente têm que trabalhar juntos para ajudar o paciente a ver as coisas como elas são. O mesmo vale para quando recorrermos à plena consciência para transformar nossos sentimentos. Depois de reconhecermos o sentimento, de nos tornarmos unos com ele, de o acalmarmos o de o largarmos, podemos examinar suas causas em profundidade. Elas muitas vezes se baseiam em percepções incorretas. Assim que compreendemos as causas e a natureza dos nossos sentimentos, eles começam a se transformar.


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ENTREVISTA COM DEEPAK CHOPRA

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A sabedoria do silêncio
Felicidade, saúde e possibilidades infinitas é o que promete Deepak Chopra, o médico indiano que virou guru nos Estados Unidos. Sua receita é tão fácil quanto fascinante: reserve alguns minutos do dia para ficar em silêncio. Começa aí a mudança de consciência que, segundo ele, pode mudar o mundo. Por Lúcia Cristina de Barros




Deepak Chopra cita Shakespeare e Walt Whitman, o poeta americano. Do primeiro fala que "somos a matéria da qual são feitos os sonhos"; do segundo lembra que "tudo que pertence a você pertence a mim". "Essas não são metáforas, é a realidade", diz. "Nós não somos nosso corpo físico. Esse corpo é o lugar que nossas memórias, sonhos e esperanças chamam de lar por enquanto. Esse corpo não é a matéria sólida que vemos, e sim um rio de informações, que tem em si partículas que já estiveram em outros corpos e no mundo inteiro."



Poesia e prática, filosofia e ciência misturam-se no discurso deste endocrinologista de formação e guru a contra-gosto. De camisa xadrez e calça marrom, chegando do almoço num restaurante no bairro do Itaim, em São Paulo, Chopra é um homem de 1,70 m de altura, com uma barriguinha incômoda para quem faz exercício todo dia e olhos muito escuros, muito vivos. Ele é também um fenômeno: já vendeu mais de 10 milhões de livros em 30 idiomas, e diversificou seu negócio para incluir CDs, vídeos, séries de TV, filmes. Suas idéias lhe rendem cerca de US$ 15 milhões por ano e uma legião de admiradores que vão de Madonna e Demi Moore a executivos de algumas das maiores empresas do mundo, sem falar de políticos e reis.



Estudando a consciência há 20 anos, Chopra, 52, tem uma mensagem tão fácil quanto fascinante: para ele a consciência é responsável pelo mundo físico e quem desperta a sua está no caminho da saúde perfeita e da abundância --tudo o que todo mundo quer. Por isso mesmo 2.500 pessoas lotaram dois teatros em São Paulo, no mês de junho, pagando R$ 200 por convite, para ouvir Chopra, que já tinha vindo ao Brasil há 12 anos, no lançamento de seu primeiro livro. Na primeira palestra ele falou sobre "As Sete Leis Espirituais do Sucesso", seu maior best-seller no país. Na segunda, falou sobre "Intuição na Liderança", definindo as características dos líderes do próximo milênio para centenas de executivos que esqueceram de desligar seus celulares mesmo quando mantras eram entoados. Cada noite rendeu ao autor cerca de US$ 25 mil.



Nascido em Nova Delhi, na India, Deepak Chopra mudou-se para os Estados Unidos nos anos 70, e lá tornou-se um médico bem-sucedido, professor universitário e chefe de equipe do Memorial Hospital de Nova York. A grande virada em sua vida começou nos anos 80, quando descobriu a meditação. Ele parou de fumar e beber, tornou-se discípulo do guru indiano Maharishi Mahesh Yogi e representante nos Estados Unidos de uma empresa de divulgação e venda de produtos tradicionais (óleos, infusões e ervas) da medicina Ayurveda, a mais antiga do mundo, baseada no relacionamento entre ser humano e natureza.



Sua origem indiana, formação em medicina e sucesso profissional fizeram de Chopra o homem certo para criar uma ponte entre Oriente e Ocidente, divulgando não só a Ayurveda (ciência da vida), mas diversos ensinamentos dos "Vedas", antigas escrituras em sânscrito que datam de mais de cinco mil anos e reúnem a sabedoria indiana sobre todos os campos do conhecimento. O trabalho de Chopra é unir o que há de melhor nessa tradição aos conceitos mais avançados da ciência – tudo explicado em linguagem que faz sentido para o leitor contemporâneo.



Metade do tempo, este homem que não se define (não é autor, nem palestrante, nem mesmo Deepak –-já que, para ele, "definir-se é limitar-se") viaja pelo mundo, dando suas palestras. Não tem frescuras, seguranças ou assistentes. Pega o avião sozinho, desembarca no seu destino, faz o trabalho que tem que fazer --com uma atitude que mistura em doses iguais gentileza e determinação. Ele é simpático com seus admiradores, posa para fotos, autografa livros, abraça e beija novos conhecidos. Mas também deixa bem claro o que está disposto a fazer ou não.
A outra metade do tempo Chopra passa em La Jolla, um lugar maravilhoso na Califórnia, pertinho de San Diego, onde ele vive e dirige seu Center for Well Being (Centro para o Bem-Estar). É onde seus ensinamentos se materializam em cursos e tratamentos como yoga, meditação e desintoxicação (com técnicas que antigamente eram reservadas à realeza indiana). A idéia é cuidar ao mesmo tempo do espírito, da mente e do corpo.



Para quem torce o nariz para esse caldeirão borbulhante de idéias que prometem, no fim das contas, a milagrosa felicidade, Chopra diz apenas, com um sorriso: "Milagre é a palavra que usamos para designar o que ainda não entendemos. E os milagres de hoje são a ciência de amanhã."



Marie Claire - Tudo parece dar certo na sua vida. Quando o senhor exercia a medicina, era um importante endocrinologista. Quando decidiu começar a escrever, seus livros viraram best-sellers e hoje o senhor é uma das figuras mais importantes do que poderíamos chamar de "novo paradigma" na medicina, que é o reconhecimento da conexão mente-corpo. O senhor acha que essa trajetória era seu destino ou nós fazemos o nosso próprio destino?



Deepak Chopra - Acho que são as duas coisas. O que acontece é que uma série de situações, circunstâncias e eventos criaram as oportunidades certas para mim, como podem criar para você. Por outro lado, também coloquei minhas próprias intenções para fazer com que as coisas acontecessem. A verdade é que você está fazendo uma pergunta que os filósofos se fazem há milhares de anos: nós somos produto de um destino pré-determinado ou temos livre-arbítrio? A resposta é: as duas coisas. Quem não tem consciência vive num mundo pré-determinado. Quem tem consciência torna-se alguém que pode escolher e exerce esse poder. Entre esses extremos, então, de quem está totalmente inconsciente e de quem já atingiu a iluminação, há uma mistura de destino e livre-arbítrio atuando nas nossas vidas.



MC - O senhor num determinado momento mudou a sua vida: deixou a prática diária da medicina e se tornou um escritor e palestrante que roda o mundo e tem uma legião de seguidores. Como se deu esse processo?



Chopra - Eu mudei minha vida muitas vezes. A cada dois anos tomo um novo rumo, diferente daquele que eu vinha trilhando. Acredito que a chave para esse processo de mudança é querer deixar o passado para trás e estar confortável diante do desconhecido, do incerto. Caso contrário, podemos fingir que somos livres, mas de fato não somos. Estaremos apenas respondendo às circunstâncias de forma reflexiva. Em geral o que acontece é que as pessoas escolhem uma direção na vida e pronto: é isso. Elas definem quem são e definir-se é limitar-se. Eu nunca tentei me definir: sou um médico, ou sou um escritor, ou sou um palestrante. Esse tipo de categorização não importa. Quando você não se define, pode ser qualquer coisa: você entra no campo das possibilidades infinitas.



MC - Seu trabalho poderia ser incluído na área da auto-ajuda, que vem crescendo muito e é um espaço fértil para charlatães. Como separar o joio do trigo?



Chopra - Não sei se eu diria que desenvolvo um trabalho de auto-ajuda. Talvez você possa chamar assim. Mas eu prefiro os termos auto-realização, transformação, potencial humano. Bem, é verdade que há muitos charlatães trabalhando nessa área, assim como em todas as áreas. A gente tende a imaginar que todo mundo é sério, por exemplo, na medicina. Mas há muitos médicos picaretas, cientistas picaretas. Pessoas desonestas existem em qualquer lugar, em qualquer profissão. Não devemos presumir que na área dos estudos da consciência há mais gente desonesta do que nos meios científicos, ou em administração, ou o que for. Cabe às pessoas fazer escolhas informadas. Se eu digo que um determinado tratamento com ervas medicinais é bom para você, você pode entrar na internet e fazer uma pesquisa sobre o que são aquelas ervas, que estudos existem a respeito de sua eficácia, quais as suas indicações. Assim você pode decidir por sua conta se estou dizendo a verdade ou não. Quando afirmo que a meditação funciona e que há centenas de estudos científicos que provam que sua prática regular traz uma série de benefícios para as pessoas, você pode checar o que eu digo, não precisa simplesmente acreditar em mim. Aliás, não precisa e nem deve simplesmente acreditar em qualquer coisa que seja dita. O consumidor informado, educado, consciente sabe que hoje é possível obter dados sobre absolutamente qualquer assunto. Se você se der ao trabalho de buscar informações, vai encontrá-las. Então quem tem interesse em meditação, técnicas avançadas dessa prática, espiritualidade, deve ir atrás de informações, checar essas informações e fazer escolhas informadas.



MC - Seu nome está cada vez num maior número de produtos. O senhor não tem medo que essa expansão dos seus negócios acabe por transformá-lo numa espécie de fast-food da espiritualidade? Como o senhor mantém controle sobre tudo o que está sendo produzido e que leva a sua marca?



Chopra - A maioria dos produtos que hoje levam o meu nome são livros, fitas de vídeo, cassetes e CDs. Há poucos produtos de ervas e algumas outras coisas. Nesse exato momento minha organização está passando por uma transformação. Estou abrindo mão de todos os demais produtos para me concentrar em escrever meus livros, fazer meus vídeos e gravar meus cassetes e CDs. O resto vou entregar nas mãos de instituições reconhecidas, para que tomem conta de tudo. Ao mesmo tempo, fundei uma organização não lucrativa para poder canalizar os lucros da venda desses produtos para pesquisas e educação. Há sempre uma percepção de que quando alguém se torna popular, e hoje eu sou popular, todo o trabalho daquela pessoa é puramente moda, é aquilo que você está chamando de fast-food. Só que no meu caso não é. Meu trabalho é autêntico e não posso fazer nada se cada vez mais pessoas percebem isso e gostam disso.



MC - Uma crítica comum ao seu trabalho é que o senhor pega a sabedoria milenar indiana e transforma em pílulas para o consumo rápido do Ocidente.



Chopra - Na verdade, o que faço é interpretar de forma contemporânea o antigo conhecimento indiano. Porque se você for até a fonte, ou seja, se resolver estudar as antigas escrituras indianas, vai descobrir que há muita superstição, muita bobagem, muita porcaria ali, infelizmente. Assim, é preciso ser seletivo. Só porque alguma coisa é antiga, não quer dizer que seja boa. Muita gente faz essa confusão: acha que tudo que é antigo é sábio. Essa postura presume que nossos ancestrais sabiam mais do que nós sabemos hoje, e isso é falso. Nós temos a vantagem de saber o que eles sabiam e muito mais, graças ao que pudemos aprender através da ciência e da tecnologia. O que faço é, primeiramente, ser seletivo em relação à antiga sabedoria. Eu não tenho uma fé cega na milenar sabedoria indiana. Também não tenho uma fé cega num glorioso passado indiano, nem nas escrituras védicas, nem na espiritualidade do povo indiano. Muito disso tudo é exagerado, especialmente pelos próprios indianos – que são, aliás, um dos povos mais superficiais do mundo. Os indianos posam de grandes espiritualistas quando são materialistas ferrenhos, preocupados sobretudo em copiar o Ocidente.



MC - Então por que essa fama de que eles são tão espiritualizados?



Chopra - Nós tendemos a avaliar uma civilização ou uma cultura por seus luminares. Se pensamos na Grécia Antiga, por exemplo, o que nos vem à mente é Pitágoras, Sócrates, Aristóteles, Platão… Pensamos: ‘Uau! Que grande civilização!’ Mas, na verdade, os gregos naquela época eram na sua maioria bárbaros: sexistas, escravagistas, jogavam as pessoas com defeitos físicos aos leões. Essa era a Grécia. O mesmo é verdade da antiga civilização indiana. Há alguns poucos luminares, como o poeta Rabindranath Tagore ou Mahatma Gandhi. Você olha para os grandes homens e diz: puxa, a India era uma maravilha. Mas nem tudo na India era uma maravilha. Não vamos fingir que tudo que existia na India poderia ser aprovado sem reservas. É preciso ser seletivo. Antigo e eterno são conceitos diferentes. Algumas coisas antigas podem servir ou não para os dias de hoje. Já o que é eterno é válido sempre, a qualquer tempo. Meu trabalho é selecionar o que é eterno e explicar de forma lógica. Se eu não puder explicar de forma científica, lógica, eu não incorporo ao meu trabalho.



MC - A saúde perfeita é possível?



Chopra - Eu acredito que a saúde perfeita é o estado natural de todos os seres humanos.



MC - Mas do que a gente morreria se nunca adoecesse?



Chopra - A gente morreria, provavelmente, de tédio. (rindo)



MC - Mas e se a gente estivesse se divertindo?



Chopra – Aí, provavelmente, viveríamos por muito, muito tempo. Esta é uma questão absolutamente fascinante. Se olharmos para um grupo de pessoas idosas, digamos com mais de 100 anos, algumas delas terão artrite, mas nem todas; algumas terão doenças coronárias; mas nem todas; outras terão câncer, mas nem todas. O que você coloca, portanto, é que quando as pessoas envelhecem elas têm mais chances de apresentar doenças. Mas o fato de que algumas pessoas idosas adoecem e outras não significa que, apesar de certas doenças serem mais comuns entre os idosos, elas não são obrigatórias. Este é um insight interessante, que outras pessoas já notaram: envelhecer não significa que você tem que, necessariamente, adoecer. Mas aí vem o problema: do que nós morreríamos? Bem, com os conhecimentos científicos disponíveis hoje, acredita-se que o ser humano tem um relógio biológico com um limite que estaria, atualmente, por volta de 120, 121 anos. A teoria é que, basicamente, quando o relógio atinge essa idade a pessoa morre. Se isso é verdade ou não, ainda precisa ser verificado. Pessoalmente, acredito que viver para sempre acabaria por nos condenar ao tédio e à senilidade eternos. Quando nós percebemos de verdade quem somos, queremos sempre ter uma experiência nova de vida. Se eu compro um Jaguar hoje, posso achar que é um belo carro, mas daqui a alguns anos vou querer uma Ferrari, e depois vai ser qualquer outra coisa. O ser humano é assim: se cansa das coisas.
MC - Por falar nisso, é verdade que o senhor coleciona carros de luxo?



Chopra - Não. Fiz isso há vinte anos. Eu tinha uma coleção de Jaguares, que fui dando ao longo do tempo. Hoje em dia não dirijo, caminho. Não tenho sequer a carteira de motorista. Onde eu vivo, em La Jolla, na Califórnia, não é preciso dirigir para se locomer. A maior parte do tempo eu ando. E quando estou viajando, alguém dirige para mim, ou tomo um ônibus, ou um trem. Não estou mais preocupado com esse tipo de coisa.



MC - Voltando à questão da saúde. Quando o senhor fica doente, a que tipo de tratamento recorre?



Chopra - Eu nunca fiquei doente.



MC - Como assim? Desde quando?



Chopra - Desde que eu me lembre.



MC - O senhor está brincando. Nem um resfriado?



Chopra - Nem um resfriado, não que eu me lembre. Ninguém na minha família fica doente. Esse é um conceito estranho para nós. Meus filhos nunca tiveram nenhum problema de saúde. Acho que é porque somos uma família saudável. Meu pai está com 80 anos e ainda trabalha diariamente, atendendo seus pacientes. Ele é cardiologista e trabalha 12 horas por dia, não pára nunca. Quer dizer, hoje, claro, ele também acha tempo para meditar e medita todos os dias, graças a mim. Mas somos uma família de fato interessante, ninguém adoece. Meu avô, aliás, morreu de contentamento. Ele tinha um grande orgulho das conquistas do meu pai, que tinha se formado cardiologista. Um dia ele recebeu um telegrama avisando que meu pai tinha se tornado membro do Royal College of Physicians, na Inglaterra. Ele ficou tão feliz que acabou morrendo. Foi mesmo uma morte por alegria.



MC - O senhor às vezes fica estressado? Tem alguma coisa que o deixa estressado?



Chopra - Não, eu não fico estressado. Às vezes eu fico bravo, e claro que você poderia dar a esse sentimento outros nomes, se quisesse. Mas o fato é que quando me aborreço demonstro minha raiva por cinco minutos e pronto, acabou. E é muito difícil que eu fique realmente chateado. As coisas simplesmente não me incomodam.



MC - E antigamente, o que tinha a capacidade de estressá-lo?



Chopra - Receber críticas. Mas não mais. Aliás, outra coisa: o tráfego de São Paulo. Mas agora nem esse trânsito que vocês têm aqui me incomoda mais. De verdade.



MC - E qualquer pessoa pode chegar a essa tranquilidade e enfrentar o trânsito de São Paulo sem estresse?



Chopra - Sim, qualquer pessoa. O que acontece é que depois de algum tempo a gente percebe que está fazendo tempestade em copo d’água. Tudo é levado tão a sério, tudo vira um drama, uma novela. A vida não precisa ser assim. Depende de como você encara.



MC - Quais suas melhores qualidades?



Chopra - Eu sou divertido. Meus dois filhos podem confirmar isso. Nós nos divertimos muito juntos. Também acho que escrevo bem e sou um bom orador, um comunicador competente.



MC - O que o senhor costuma fazer com seus filhos para se divertir?



Chopra - Nós escalamos montanhas, mergulhamos, pulamos de pára-quedas... Adoramos esportes e praticamos em qualquer lugar do mundo. Podemos fazer mergulho no Caribe, esquiar na Europa, escalar uma montanha na Califórnia. O importante é que gostamos muito de atividades ao ar livre e sempre que estamos juntos fazemos alguma coisa assim.





MC - E isso acontece com frequência? Parece que o senhor passa a maior parte do tempo viajando.



Chopra - Eu diria que passo metade do meu tempo viajando. E minha intenção é parar com as viagens em dois anos. Mas isso ainda está no futuro, vamos ver o que acontece. Mesmo viajando bastante, porém, tenho tempo para minha família. Muitas vezes eles viajam comigo, se estou indo a algum lugar interessante. Se vou a Detroit, eles não vão junto. Mas se vou ao Havaí, aí vai a família toda.



MC - O senhor pode falar um pouco sobre sua família? O que fazem os seus filhos?



Chopra - Meu filho, Gautama ou Gotham, tem 24 anos, é escritor de ficção e também assina quadrinhos. Ele acaba de terminar uma série de quadrinhos de grande sucesso, "Bullet Proof Monk" (Monge à Prova de Balas), que mistura artes marciais e espiritualidade e será transformada em filme. Ele também apresenta um programa de TV especial, sobre espiritualidade, que é assistido diariamente por 10 milhões de crianças. Ele é um cara muito popular. Quando terminou a faculdade, no ano passado, se mudou para Los Angeles e agora está preparando dois romances. Minha filha, Mallika, tem 26 anos e está fazendo mestrado em Chicago. Ela estuda entretenimento e espiritualidade e pretende pegar meu trabalho e transformá-lo em algo mais acessível para um público mais jovem. Meus dois filhos meditam desde os 4 anos de idade.




MC - Mas no seu livro "As Sete Leis Espirituais para os Pais" o senhor não recomenda que as crianças só sejam introduzidas na prática da meditação a partir dos 6 ou 7 anos?
Chopra - Mas eu quebrei as regras. (rindo)



MC - Ok, o senhor pode. Bom, e sobre sua mulher?



Chopra - Minha mulher e eu somos casados há… meu Deus, faz tanto tempo… Quanto tempo? Ah, 28 anos. Nós temos uma relação maravilhosa porque é baseada na mais completa aceitação e confiança. Eu aceito e confio na minha mulher 1000% e ela me aceita e confia em mim. Por isso é uma relação muito bonita. Nós crescemos juntos ao longo de todos esses anos. Ela ajuda no Chopra Center for Well-Being tomando conta da decoração e escolhendo as obras de arte, que são muitas. Sempre que viajo fico prestando atenção em quadros, esculturas, qualquer coisa que eu ache que a Rita possa gostar. Ela coleciona arte – não necessariamente de artistas famosos, mas qualquer obra que a emocione.



MC - Há alguma coisa que o senhor gostaria de mudar na sua personalidade -- ou já mudou tudo o que queria?



Chopra - Já mudei o que me incomodava. Eu era muito intolerante, e não só com relação a críticas. Eu era intolerante com as pessoas em geral, com a demora de as pessoas entenderem as coisas. Era muito impaciente. Mas, ao longo dos últimos anos, alterei essas qualidades.
MC - Como é um dia típico na sua vida?



Chopra - Num dia típico eu levanto às quatro da manhã, medito por cerca de uma hora e meia a duas horas, e então vou fazer ginástica. Eu construí uma academia em casa e tenho um treinador que vem às 6h. Faço aula de tudo que você possa imaginar: bicicleta, yoga, boxe. O treinamento vai até as 7h30. Mesmo quando viajo não deixo de fazer exercícios. Hoje mesmo usei a academia do hotel. Depois, sento para escrever por duas horas, até as 9h30. O resto do dia faço o que as pessoas me mandam fazer. (risos) Até as 9h30 é meu tempo sagrado. Depois das 9h30 é o tempo de todo mundo, de quem quiser o meu tempo. Às 16h dou uma parada novamente.



MC - Nas suas palestras e nos seus livros o senhor cita muita poesia. Ler poesia é um hobby seu? E o senhor também escreve poemas?



Chopra - Eu escrevo poesia e já publiquei dois livros: um de poemas meus e outro com traduções originais de Rumi [poeta místico do Islã do século XIII]. Também coloquei música nos poemas dele e convidei algumas grandes vozes para declamá-los num CD: gente como Madonna, Demi Moore e outros grandes artistas e filósofos. Esse CD está fazendo um enorme sucesso, aliás. Estou preparando uma nova tradução, desta vez sobre os sentidos da morte na poesia de Rabindranath Tagore [poeta e filósofo indiano, ganhador do prêmio Nobel de Literatura de 1913]. Além de poemas, escrevo romances. Já escrevi três histórias, sendo que uma delas, "The Lords of the Night" (Os Senhores da Noite), acabou de sair nos Estados Unidos, foi publicada na semana passada. É um romance baseado na Cabala, o tema é a religião. Conta a história de um falso profeta que aparece em Jerusalém mas que, na verdade, é o diabo. Então ele tem que ser mandado de volta para o inferno. Esse livro vai virar filme.



MC - O senhor é religioso?



Chopra - Não. Acredito que Deus nos deu a Verdade e aí veio o Diabo e disse: vamos organizar essa sabedoria, e é a isso que chamamos religião. Se você analisa as religiões, o que está em jogo é sempre poder, controle, dogma, ideologia, julgamento, punição. Deus é sempre um pai disfuncional em todas as religiões. A relação dos fiéis com o Deus das religiões é aquela de uma criança com um pai disfuncional, em vez de um pai amoroso. Mas Deus é puro amor.



MC - Alguns de seus últimos livros parecem apenas reciclar o que o senhor já havia dito em obras anteriores. O senhor ainda tem tempo para estudar?



Chopra - Eu estudo muito e sempre. A cada três meses, por exemplo, tiro uma semana para ficar em silêncio. Nesse período não tenho contato com ninguém. Meus assistentes acham o lugar certo, que pode ser em qualquer parte do mundo, desde que atenda a esse requisito de ser totalmente isolado. Já estive numa floresta na Costa Rica, no deserto da Califórnia, nos canyons em Utah. Meu próximo retiro será na Louisiania, quando este tour acabar. Fico lá sem relógio, telefone, fax, celular, nenhum contato humano. Alguém me deixa lá e volta para me buscar em seis ou sete dias. Um tempo de estudo, reflexão e silêncio.



MC - Um dos seus livros cita que o luxo seria a condição natural do ser humano…



Chopra - O luxo, não. A abundância. Não sei como está a tradução, mas o conceito é abundância. Essas são coisas diferentes. Eu acredito que a abundância é o estado natural do ser humano, é um estado de consciência em que você não se preocupa com nada.



MC - Como assim? O universo provê?



Chopra - Claro, mas o universo é você.



MC - Mas então você tem que ir lá e fazer as coisas acontecerem, e vai acabar se preocupando. Dá na mesma.



Chopra - O que você tem que fazer é perceber qual a fonte das coisas, de onde elas vêm. As pessoas me perguntam: de onde vai vir o dinheiro no fim do mês? Eu respondo: onde ele está no momento. O que é o dinheiro? Nós podemos simplesmente imprimir papel colorido e usá-lo como dinheiro? Não. Então de onde vem o dinheiro? Um amigo meu que trabalha com a Internet fez US$ 1,4 bilhão em um dia. Eu perguntei a ele: de onde vem todo esse dinheiro? Vem da consciência. O dinheiro é um símbolo, só isso. O dinheiro é um símbolo daquilo que consideramos útil e valioso – em outras palavras, é energia. Se a sociedade diz: bom, nós queremos ver filmes pornográficos, tem dinheiro nesse negócio. Porque é isso o que a sociedade está considerando que tem valor. Ou a sociedade diz: queremos fumar. Pronto: tem dinheiro aí. O dinheiro é uma forma de simbolizar o que a sociedade valoriza.



MC - E isso muda ao longo do tempo.



Chopra - Com certeza. E para saber onde está o dinheiro é muito interessante olhar para o passado, ver quais as fontes históricas de riqueza. Quando éramos caçadores e colhedores, o que não faz assim tanto tempo, tínhamos duas reações possíveis frente aos animais: lutar ou fugir. Diante dessa realidade, a origem da riqueza era qualquer coisa que pudesse matar, qualquer instrumento que facilitasse a caça: como o arco, a flecha e a lança. Muitos de nós ainda hoje somos caçadores, e para esses a fonte de riqueza são as armas. Depois, quando nos tornamos uma sociedade agrícola, o que passou a ter valor foram os produtos agrícolas e também os animais, porque você precisava ter vacas, galinhas, porcos. Os bichos eram parte daquele universo, assim como a terra. Já na era industrial, a fonte de riqueza eram as máquinas. Mas de que são feitas as máquinas? De aço, ferro, cobre. Então os recursos naturais passaram a ter valor. Agora estamos além desse modelo, numa sociedade pós-industrial. Qual a origem da riqueza hoje? Informação. Os países mais ricos do mundo são aqueles que produzem chips de silicone, que não são mais do que poeira com a capacidade de armazenar informação. Nesse exato momento estamos passando da era da informação para a era da consciência e a fonte de riquezas será a inteligência. Portanto, quem quiser ganhar dinheiro daqui para a frente deve parar de produzir cigarros e pornografia e começar a vender sabedoria. É melhor começar a pensar em riqueza como sinônimo de consciência. A idéia é que se você é capaz de dar, se é capaz de alimentar relacionamentos, isso alimenta seu diálogo interno, sua consciência. E fica claro que os relacionamentos são a coisa mais importante.



MC - O senhor é feliz?



Chopra - Sou um homem feliz, sim, mas não totalmente realizado. Uma parte de mim permanece em busca e espero que isso não mude nunca. Caso contrário vou morrer de tédio, como dizíamos antes.



MC - O que importa na sua vida hoje?



Chopra - Paz, harmonia, riso e amor. Esses não são conceitos abstratos, são realidade.



MC - E quais os seus próximos objetivos?



Chopra - No momento, estou trabalhando para estabelecer duas instituições não-lucrativas que serão centros de ensino da consciência para quem não pode pagar por esse conhecimento. Sei que muitas pessoas gostariam de fazer os cursos que oferemos no Centro em La Jolla, por exemplo, mas acham caro, elas têm que usar o dinheiro para pagar o aluguel. A idéia é levantar fundos com quem tem para financiar os estudos de quem não poderia pagar de outra maneira. Acredito que há duas formas de caridade: numa, você dá dinheiro para ajudar aqueles que não têm; em outra, você cria condições para que as pessoas se tornem independentes. A única caridade válida é aquela que faz com que as pessoas não voltem a precisar de caridade no futuro. É por isso que quero estabelecer instituições que ensinem às pessoas os princípios do auto-conhecimento, da criatividade e da intuição. Esse é o meu objetivo pelos próximos dois anos e tenho trabalhado muito por isso. Uma instituição será nos Estados Unidos e a outra na Europa, numa ilha grega.



MC - Por que uma ilha grega?



Chopra - Porque estive lá, comentei que era um lugar maravilhoso e me disseram que se eu quisesse criar lá uma instituição educacional, eu receberia a terra de graça. Então foi assim que tudo isso começou. E eu dedico a esse projeto o meu tempo, a minha energia, condições e dinheiro para que essa idéia se torne realidade. Além disso, tenho mais livros a caminho, alguns filmes, uma série de documentários em mitologia. Há muita coisa muito legal por vir.



MC - O senhor fala muito no conceito de "dharma", que poderíamos explicar como o caminho natural de cada pessoa, aquele que traz mais felicidade e crescimento. Como descobrir nosso dharma?



Chopra - Perguntando a si mesmo: se eu tivesse todo o tempo do mundo e todo o dinheiro do mundo, o que eu faria? Esse é o seu dharma, e uma vez que você o encontra, uma vez que você se coloca no seu caminho, nada pode detê-lo.



MC - E até para ajudar nessa descoberta do dharma, qual sua recomendação para as pessoas que estão em busca de mais felicidade?



Chopra - Ache tempo para explorar-se a si próprio. Torne-se inocente, brincalhão, sinta-se confortável diante do desconhecido.



MC - Mas como se faz isso?



Chopra - É simples. Em inglês nós dizemos: "take it easy". Relaxe, pegue leve. Para que tanta excitação, nervosismo, ansiedade? Para que tanto barulho?



MC - Sim, e como conseguimos essa atitude? Você simplesmente resolve que daqui para frente não vai fazer tanto barulho por nada?



Chopra - Exatamente. Você resolve e muda sua atitude. É assim. Claro, existem técnicas que ajudam nesse processo. Mas se você não estiver pronto para a técnica, não vai dominá-la. Basicamente são técnicas que libertam o ser humano. A meditação é uma delas.







Para saber mais:



O site www.chopra.com traz uma amostra do trabalho de Deepak Chopra, e até um tour virtual por seu Centro na Califórnia. Na lista de "coisas para fazer" no site, a última recomendação é a melhor: desligar seu computador, respirar fundo e sair para caminhar, ou cantar, ou dançar ou meditar.



No Brasil, Deepak Chopra é representado pelo CIYMA, Centro Integrado de Yoga, Meditação e Ayurveda, que oferece vários de seus cursos (como "Magia da Cura", sobre Ayurveda e "Meditação no Som Primordial") e tratamentos (como as massagens "Abhyanga", a quatro mãos; e "Shirodhara", em que um fio de óleo escorre sobre a testa). F: (011) 820-3686.
Os livros do autor são publicados pelas editoras Rocco e Best Seller.
O mundo de Chopra



- Medicina: "Não temos um corpo e uma mente, mas um ‘corpomente’, uma teia de inteligência sem costuras que expressa cada fagulha de intuição, cada alteração na configuração dos aminoácidos, cada vibração dos elétrons. Nosso corpo não é uma máquina porque é inteligente. Acho que essa é a descoberta mais importante da medicina no século 20." (Conexão Saúde)
- Saúde: "Sua saúde é a soma de todos os impulsos, positivos e negativos, que emanam de sua consciência. Você é aquilo que pensa." (Conexão Saúde)



- Cura: "Temos uma farmácia dentro de nós, extremamente requintada. Ela fabrica o remédio adequado, na hora certa, para o órgão preciso – sem efeitos colaterais." (O Caminho da Cura)



- Alimentação: "O vegetarianismo é a opção mais saudável. Se sua dieta incluir pequenas quantidades de ovos, frango e peixe você terá os mesmos benefícios que os vegetarianos rígidos. O corpo humano se mantém mais saudável quando a ingestão de gordura e proteína animal é pequena ou nula." (Conexão Saúde)



- Ritmo: "Os indivíduos realmente saudáveis e bem-sucedidos são aqueles que aprenderam cedo a ter uma boa noite de sono, a tirar uma parte do dia para descansar, a comer em paz, a levantar com o sol e ir para a cama cedo. O universo é nosso verdadeiro relógio." (Conexão Saúde)



- Realidade: "A realidade é construída na mente. Sem nossa percepção, pensamentos e experiências a realidade não tem valor. A forma, o tamanho, a aparência ou qualquer outro atributo de qualquer objeto são qualidades puramente subjetivas. Nós criamos a realidade." (Conexão Saúde)



- Oração: "Uma oração é um pedido feito por uma pequena parte de Deus a uma parte grande de Deus." (O Caminho para o Amor)



- Guerras: "As guerras são a manifestação de um tipo de perturbação na consciência coletiva chamado estresse. Se não concordássemos com as guerras, elas não existiriam. Tudo o que achamos horrível se transformou em realidade com a nossa concordância." (Conexão Saúde)



- Sucesso: "Quanto mais sintonizados estivermos, mais desfrutaremos da abundância do universo, que foi organizado para satisfazer nossos desejos e aspirações. Só sofremos e nos debatemos quando estamos num estado de desconexão. A intenção divina é que cada ser humano desfrute de sucesso ilimitado. Por conseguinte, o sucesso é natural." (As Sete Leis Espirituais para os Pais)



- Meditação: "Através da meditação podemos retirar a consciência do caos interno e externo (…) e transportá-la para o estado de tranquilidade e silêncio característicos da alma e do espírito. Com prática e dedicação, é possível alcançar o imenso conhecimento e desvendar as verdades definitivas da natureza." (Conexão Saúde)



- Vida: "A vida humana é o campo de todas as possibilidades. Todo homem traz dentro de si o embrião de Deus. E ele tem apenas um desejo. Quer nascer." (Conexão Saúde)



- Eu: "Você não precisa fazer nada para encontrar o Eu – você precisa parar de fazer alguma coisa." (O Caminho da Cura) - Desapego: "O amor mais puro situa-se onde é menos esperado – no desapego." (O Caminho do Mago)



CHOPRA E O AMOR



"A maioria de nós sai à procura do amor levado por duas forças psicológicas poderosas; a fantasia do romance ideal e um medo de que não o encontremos e nunca sejamos amados. Esses dois impulsos são auto-sabotadores, embora de maneiras diferentes. Se você levar consigo uma fantasia idealizada de como deveria ser o amor, vai perder a coisa real quando ela cruzar o seu caminho. O amor real começa com interações cotidianas que possuem a semente da promessa, não com o êxtase total."



"Quando você se apaixona, se apaixona por um espelho de suas necessidades mais atuais."


"Você descobre o caminho não pensando, sentindo ou fazendo, mas se entregando."


"O medo do compromisso reflete a crença de que o espírito é inalcançável. Desse modo, não há esperança de alcançar o amor."
"A união sexual imita a criação divina. O que você expressa através de sua paixão é o amor de Deus por Deus."
"A energia nascida do amor é criativa – renova tudo que toca."
"Qualquer desejo de crescer está seguindo o fluxo do amor."
"O amor é o início da jornada, o seu fim e a própria jornada."
"Os mestres espirituais nos dizem que o estado de iluminação – que é totalmente livre, extático e ilimitado -- é vislumbrado de perto no orgasmo; pelo menos, é este o seu potencial."
"Por que o sexo é tão poderoso? Porque estamos constantemente buscando o estado do êxtase original."
Passagens extraídas do livro "O Caminho Para O Amor"

http://marieclaire.globo.com/edic/ed101/chopra4.htm




publicado por conspiratio às 16:52
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TESTOSTERONA, AÇÃO E DOMÍNIO

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A guerra dos sexos, revisitada
Marcelo Gleiser

É tudo culpa da testosterona, dizem alguns biólogos e médicos. Outro dia, li um artigo no "The New York Times" sobre um jornalista que é HIV positivo e que recebe uma injeção de testosterona a cada duas semanas. O diagnóstico de uma baixa produção desse hormônio veio devido a cansaço e perda de peso. O jornalista declara que suas injeções não só lhe restauraram o peso e o ânimo, mas lhe fornecem uma dose de "masculinidade" que jamais conhecera. Sua musculatura aumentou, seu apetite explodiu, sua disposição mais que dobrou e suas atividades passaram a ser tratadas com uma intensidade quase desmesurada.


A testosterona é produzida tanto por homens quanto por mulheres. Em homens, ela é produzida nos testículos; nas mulheres, boa parte nos ovários.


A grande diferença é a quantidade: mulheres adultas têm, em média, entre 40 e 60 nanogramas (um bilionésimo) em um decilitro de plasma sanguíneo, e homens, entre 300 e mil nanogramas. A coisa começa cedo: na concepção, todo feto é feminino até ser hormonalmente alterado. Após seis semanas, o feto com cromossomo Y recebe uma enorme dose de testosterona, que de certa forma direciona sua definição sexual. A outra grande dose de testosterona ocorre na puberdade, quando vozes engrossam e uma atitude de guerreiro toma conta dos rapazes. (Ei, eu também passei por isso!)


Experimentos em ratos (em humanos eles não podem ser feitos) mostram que os machos recém-nascidos que têm sua testosterona bloqueada se tornam dóceis, seus pênis encolhendo ou desaparecendo (!). Já as fêmeas têm seus clitóris transformados em pênis e se comportam como machos na procriação. Em certas espécies de pássaros, as fêmeas, que são mudas, passam a cantar. Será que as diferenças entre homens e mulheres, não só as físicas, têm uma ligação com a testosterona? (Claro, sempre há variações.)


Essa questão é muito delicada, pois envolve não só biologia, mas a relação social entre os sexos e a estrutura de poder na sociedade. Levando essa argumentação ao extremo, certas características de comportamento, como a agressividade, a combatividade e um insaciável apetite sexual, são consequências dos diferentes níveis de testosterona não só entre os sexos, mas também dentro de cada grupo. Mulheres que têm seu sexo alterado tomam altas doses de testosterona e declaram não só um aumento no seu apetite sexual, mas também o crescimento de pêlos e às vezes até calvície. Soldados em guerra e boxeadores têm níveis mais altos de testosterona. Os pavões machos, com suas plumas exuberantes e uma atitude de "eu sou o melhor", têm níveis altíssimos de testosterona em comparação com outras aves.


Aparentemente, testosterona está relacionada com uma atitude de poder e domínio. A questão complica quando nos perguntamos sobre as dificuldades da mulher profissional em um mundo dominado por uma ética fundamentada em altas doses de testosterona.


Há aqui um claro conflito entre a arte de governar e a realidade da vida política: enquanto as qualidades associadas a baixas doses de testosterona -paciência, aversão ao risco, empatia- são fundamentais na vida de qualquer político (ou deveriam ser!), o dia-a-dia da política é fundado em disputas de poder, qualidades infelizmente relacionadas com altas doses de testosterona. Dentro dessa óptica, a batalha pela igualdade dos sexos está ligada com o controle racional das atitudes ligadas a níveis muito altos ou muito baixos da substância "T".


Isso não altera a importância da promoção dessa igualdade na sociedade, mas adiciona uma nova dimensão ao debate. Não como uma justificativa da diferença entre homens e mulheres, mas como um toque de despertar na missão dos defensores dessa igualdade (eu incluso): que a desigualdade física existe e que os sexos podem aprender um com o outro.

Fonte:
http://marcelogleiser.blogspot.com/2000/04/guerra-dos-sexos-revisitada.html



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publicado por conspiratio às 15:15
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Sexta-feira, 11 de Abril de 2008

MEDITAÇÃO MODIFICA O CÉREBRO

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ILUMINAÇÃO NEURONAL

Meditação é muito mais que um exercício de relaxamento. Neurocientistas constatam que exercícios mentais regulares modificam nossas células cinzentas - e, portanto, também nosso modo de pensar e sentir.

Por Ulrich Kraft

Vermelho, amarelo, verde. Diante das diferentes cores nas imagens de ressonância magnética funcional, Richard Davidson identifica as regiões do cérebro de seu voluntário que apresentam atividade significativa enquanto este tenta conduzir a própria mente ao estado conhecido como "compaixão incondicional". O tubo estreito do barulhento tomógrafo de ressonância magnética está, com certeza, entre os locais mais estranhos nos quais Matthieu Ricard já praticou essa forma de meditação, central na doutrina budista, nos seus mais de 30 anos de experiência.


Para o francês, o papel de cobaia no laboratório de Davidson, na Universidade de Wisconsin, em Madison, é também uma viagem ao passado - a seu passado como cientista. Em 1972, aos 26 anos, Ricard obteve seu doutorado em biologia molecular no renomado Instituto Pasteur, de Paris. Pesquisador iniciante, com futuro promissor pela frente, decidiu-se pela "ciência contemplativa". Viajou, então, para o Himalaia e passou a dedicar a vida ao budismo tibetano.

Hoje, é monge do mosteiro Schechen, em Katmandu, escritor, fotógrafo e, na condição de tradutor, integrante do círculo mais próximo ao Dalai Lama. Ricard, no entanto, retornou à "ciência racional" porque Davidson queria saber que vestígios a meditação deixa no cérebro.

Sem o Dalai Lama, é provável que a insólita colaboração entre o neuropsicólogo e o monge jamais tivesse acontecido. Há cinco anos, ao lado de outros pesquisadores, Davidson visitou o chefe espiritual do budismo tibetano em Dharmsala, local de seu exílio na Índia. Lá, discutiram animadamente as descobertas neurocientíficas mais recentes e, em particular, como surgem as emoções negativas no cérebro. Raiva, irritação, ódio, inveja, ciúme - para muitos budistas praticantes, essas são palavras desconhecidas. Eles enfrentam com serenidade e satisfação até mesmo o lado ruim da vida. "A meta suprema da meditação consiste em cultivar as qualidades humanas positivas. Então, vimos isso como algo que precisaríamos investigar com o auxílio das ferramentas modernas da ciência", conta Davidson.

Ele foi pioneiro nessa área, mas nomes importantes da pesquisa cerebral seguiram seus passos. Com auxílio da medição das ondas cerebrais e dos procedimentos de diagnóstico por imagem, os cientistas buscam descobrir o que nosso órgão do pensamento faz enquanto mergulhamos em contemplação interior. E os esforços já deram frutos. Os resultados dessa pesquisa high-tech, no entanto, dificilmente surpreenderiam o Dalai Lama, uma vez que não fazem senão comprovar o que os budistas praticantes vêm dizendo há 2.500 anos: a meditação e a disciplina mental conduzem a modificações fundamentais na sede do nosso espírito.

No início da década de 90, seria muito difícil que algum pesquisador sério ousasse fazer tal afirmação publicamente. Afinal, uma das leis fundamentais das neurociências dizia que as conexões entre as células nervosas do cérebro estabelecem-se na infância e mantêm-se inalteradas até o fim da vida. Hoje se sabe que tanto a estrutura quanto o funcionamento de nossa massa cinzenta podem se modificar até a idade avançada. Quando alguém se exercita ao piano, além do fortalecimento dos circuitos neuronais envolvidos, novas conexões são criadas, aumentando a destreza dos dedos. O efeito produzido pelo treinamento é algo que devemos à chamada plasticidade cerebral. Em sua curta história, essa plasticidade já foi examinada sobretudo no contexto dos exercícios físicos e dos sinais provenientes do exterior, como os ruídos, por exemplo.

Campeões da mente

Pesquisador das emoções, porém, Davidson queria saber se atividades puramente mentais também poderiam modificar o cérebro e, em caso afirmativo, de que forma isso atuaria sobre o estado de espírito e a vida emocional de uma pessoa. Os budistas vêem sua doutrina como uma "ciência da mente", e a meditação, como meio de treinar a mente. Para Davidson, era natural buscar respostas com esses "campeões olímpicos do trabalho mental".


Seu primeiro voluntário, um abade de um mosteiro indiano, trazia na bagagem mais de 10 mil horas de meditação e, uma vez no laboratório, logo causou surpresa. Seu córtex frontal esquerdo - porção do córtex cerebral localizada atrás da testa - revelou-se muito mais ativo que o de outras 150 pessoas sem experiência de meditação, estudadas a título de comparação. Como já havia constatado, tal padrão de excitabilidade sinaliza bom estado de espírito - um "estilo emocional positivo", nas palavras de Davidson. Decisiva é aí a relação entre a atividade nos lobos frontais esquerdo e direito.

Nas pessoas mais infelizes e pessimistas, o predomínio é do lado direito - em casos extremos, elas sofrem de depressão. Tipos otimistas, ao contrário, que atravessam a vida com um sorriso nos lábios, têm o córtex frontal esquerdo mais ativo. Experimentos mostraram que essas pessoas superam com mais rapidez emoções negativas, como as que necessariamente resultam, por exemplo, da contemplação das fotos de uma catástrofe. Fica evidente que essa região cerebral mantém sob controle os sentimentos "ruins" e, dessa forma, talvez responda também pelo equilíbrio mais feliz e pela paz de espírito que caracteriza tantos budistas.

A fim de comprovar essa suposição, Davidson continuou testando mais monges e, dentre eles, Matthieu Ricard. Com todos, o resultado foi o mesmo. "A felicidade é uma habilidade que se pode aprender, tanto quanto um esporte ou um instrumento musical", concluiu o pesquisador. "Quem pratica fica cada vez melhor".


De imediato, choveram críticas: como podia ele saber, afinal, se aqueles mestres da meditação já não possuíam cérebro "feliz" antes mesmo de pisar num mosteiro? A objeção não poderia ser descartada assim, sem mais. Por isso mesmo, seu grupo lançou-se a novos estudos. Os pesquisadores recrutaram voluntários entre funcionários de uma empresa de biotecnologia, dividindo-os em dois grupos aleatórios. Metade formou um grupo de controle, enquanto os 23 restantes receberam treinamento em meditação ministrado por Jon Kabat-Zinn, um dos mais conhecidos mestres americanos da chamada mindfulness meditation. Nesse exercício mental, trata-se de contemplar de forma imparcial e isenta de juízo os pensamentos que passam pela cabeça, como se assumíssemos o ponto de vista de outra pessoa. As aulas ocuparam de duas a três horas semanais, complementadas por uma hora diária de treino em casa.

Como se supunha, o treinamento mental deixou vestígios. De acordo com as medições efetuadas por eletroen-cefalograma (EEG), a atividade no lobo frontal daqueles que participaram do curso de meditação deslocou-se da direita para a esquerda. Isso refletiu em seu bem-estar: os voluntários relataram diminuição dos medos e um estado de espírito mais positivo.

Entre os que não meditaram, nenhum deslocamento se verificou no padrão das ondas cerebrais. Dessa vez, porém, Davidson conteve-se na avaliação de seu estudo, que não autorizaria conclusões definitivas. Mas é provável que, em segredo, tenha se alegrado com a perfeição com que os novos resultados corroboravam sua hipótese inicial: a meditação é capaz de modificar de forma duradoura a atividade cerebral. E, ao que parece, isso funciona não apenas para os mestres da reflexão espiritual, mas também para leigos.



Emoções básicas


Nesse meio tempo, Paul Ekman, uma das estrelas da cena neurocientífica, interessou-se também pela figura do monge. Na verdade, o psicólogo da Universidade da Califórnia, em São Francisco, ocupa-se das emoções básicas, ou seja, daquelas reações emocionais fundamentais que nos são inatas - o susto que nos faz tremer as pernas, por exemplo, quando um rojão explode inesperadamente perto de nós. Respondemos de forma automática a esses ruídos súbitos, graças ao startle reflex, o reflexo de susto. Dois décimos de segundo após a explosão, sempre os mesmos cinco músculos da face se contraem e, passados outros três décimos de segundo, nossa expressão facial se descontrai. Essa reação de susto é sempre idêntica em todas as pessoas, e isso porque, simplificando, assim é o "cabeamento" do cérebro. Como todos os reflexos comandados pelo tronco encefálico, também essa reação escapa ao controle da consciência, isto é, não se deixa reprimir intencionalmente. É, pelo menos, o que reza o estágio atual do nosso conhecimento.

Que, no entanto, nem todos se assustem com a mesma intensidade era uma questão que interessava Ekman havia algum tempo. O motivo é que a intensidade individual da contração muscular permite inferir o estado de espírito de uma pessoa. Quem sente emoções negativas com freqüência - em especial, medo, raiva, pesar e nojo - apresenta um startle reflex bem mais pronunciado que pessoas tranqüilas.

Por essa razão, Ekman estava autorizado a esperar uma reação de susto abaixo da média ao testar um lama budista e solicitar-lhe que buscasse ocultar ao máximo a inevitável contração muscular. Ainda assim, o resultado o deixou perplexo, uma vez que praticamente nada se moveu no rosto do monge. "Quando ele tentou reprimir o susto, a reação quase desapareceu", relatou Ekman, incrédulo. "Nenhum pesquisador jamais encontrou alguém capaz de fazer isso." Nem mesmo um som tão alto como um tiro de revólver assustou o lama. O motivo, na explicação do próprio monge: meditação. "Enquanto eu rumava para o estado aberto, a explosão me pareceu mais suave, como se eu estivesse bem longe." Bastante espantoso, do ponto de vista neurocientífico, é que o monge obviamente conseguiu, por força da vontade, modificar uma reação do cérebro que, na verdade, é automática.

Ao que parece, o órgão do pensamento dos budistas em meditação funciona de modo diferente da massa cinzenta do homem comum - mas como? Em busca de respostas, Olivia Carter e Jack Pettigrew acabaram indo parar na parte indiana do Himalaia, em direção a Zanskar, onde se encontram mosteiros budistas muito antigos. Lá, os pesquisadores da Universidade de Queensland, Austrália, investigaram um fenômeno de que a ciência vem se ocupando desde o século XVI: a chamada rivalidade binocular ou perceptiva.

Em geral, não constitui problema para o cérebro fundir numa única imagem a informação visual recebida pelos olhos. Os "instantâneos" percebidos pelos olhos direito e esquerdo encaixam-se à perfeição, porque ambos os lados contemplam a mesma cena. Mas o que acontece quando, por meio de um aparelho apropriado, cada olho vê uma imagem diferente - digamos, o esquerdo, listras azuis horizontais, e o direito, listras azuis verticais? Não podemos ver as duas coisas ao mesmo tempo, razão pela qual o cérebro resolve a disputa de forma diplomática: primeiro, decide-se por uma das imagens para, então, passados alguns poucos segundos, mudar para a outra. E sai pulando daqui para lá e de lá para cá: nossa percepção consciente alterna sem cessar as imagens percebidas por um olho e pelo outro.

Decerto, se concentrarmos toda a nossa atenção numa das imagens, ela se manterá por mais tempo diante do nosso olho interior, mas essa forma de balizamento é bastante limitada. Algumas características das imagens modulam a rivalidade binocular. Se confrontados a um só tempo com um estímulo visual fraco (finas linhas verticais, por exemplo) e outro forte (um grosso traço horizontal), voluntários vêem o último por mais tempo. Em virtude desses dois efeitos, o fenômeno suscita muita discussão neurocientífica, já que, no fundo, trata-se de como o cérebro regula a percepção visual. A modalidade do estímulo, ou seja, as imagens apresentadas aos olhos, determina para que lado penderá a disputa - ou seria isso algo controlável de forma deliberada?

O controle deliberado é a resposta certa - é o que afirma a descoberta, surpreendente até para especialistas - que o grupo de Olivia Carter trouxe de sua expedição investigativa ao Himalaia. Ao menos, essa é a conclusão que se aplica ao objeto específico de estudo da pesquisadora: 76 monges budistas com intensa prática de meditação, com idade entre 5 e 54 anos. "Na meditação, pessoas experimentadas são capazes de alterar de forma mensurável as flutuações normais do estado de consciência a que a rivalidade binocular induz." Assim resumem os cientistas os resultados obtidos, publicados em junho na revista Current Biology.

Carter solicitou a seus voluntários que praticassem a chamada meditação focada em um só ponto. Eles concentraram-se por inteiro num único objeto ou pensamento. Durante essa prática, ou pouco depois dela, os monges, dotados de óculos especiais, foram obrigados a contemplar ao mesmo tempo dois padrões diferentes - um para cada olho. Com o auxílio do mergulho meditativo, mais da metade conseguiu prolongar nitidamente cada fase das comutações típicas da rivalidade binocular. Alguns foram capazes até mesmo de reter uma imagem por mais de cinco minutos - façanha impensável para os voluntários sem experiência meditativa empregados para comparação, que, em média, limitaram-se a reter cada imagem por 2,6 segundos. O feito, no entanto, revelou-se dependente da técnica de meditação utilizada. Quando, em vez da meditação focada em um só ponto, os monges empregaram outro método - voltado antes a um mergulho interior mais genérico que a um objeto concreto -, a alternância constante das imagens manteve-se a habitual. Decisivo, pois, para a estabilização da percepção visual é não apenas a meditação em si, mas o modo como ela é praticada.



Concentração é tudo


Além da rivalidade binocular, outro fenômeno interessava aos pesquisadores australianos: a "cegueira induzida por movimento". Também ela escapa ao controle consciente - ou, pelo menos, assim se pensava. Nesse tipo de experimento, o voluntário contempla uma grande quantidade de pontos que disparam por uma tela. Entre eles, porém, vêem-se alguns pontos fixos, em geral de outra cor. A requerida concentração nos exemplares em ágil movimento faz com que os imóveis pareçam sumir, como se o cérebro os apagasse. Mas não por muito tempo: volta e meia, eles tornam a se imiscuir por um instante na percepção, e o participante não tem como impedir que o façam.

Um dos monges, no entanto, não teve dificuldade alguma com isso. O eremita, que se dedicava havia décadas e em total solidão ao mergulho interior, pôde perfeitamente eliminar os pontos fixos que em geral afloram cintilantes à consciência. Mais de 12 minutos se passaram até que ele anunciasse o reaparecimento de um deles. A partir das alterações nas funções visuais observadas, a equipe deduziu que, na mente desses mestres da meditação, algumas coisas transcorrem de modo não usual. "Diferentes modalidades de meditação e tempos de treinamento diversos conduzem a modificações de curto e longo prazo no plano neuronal", concluíram os pesquisadores.

Seu colega Richard Davidson vai gostar de ouvir isso, sobretudo porque, em 2004, também ele encontrou outras comprovações dessa tese, graças à ajuda de Matthieu Ricard e de mais sete monges enviados pelo Dalai Lama ao laboratório em Madison. Eram todos mestres da contemplação mental, trazendo na biografia algo entre 10 mil e 50 mil horas de meditação - objetos de estudo ideais para as neurociências, como crê o ex-cientista Ricard: "A fim de verificar que porções do cérebro se ativam em diversos estados emocionais e mentais, são necessárias pessoas capazes de atingir esses estados e permanecer neles com lucidez e intensidade".

No caso dos monges de Davidson, a forma de meditação solicitada foi aquela conhecida como compaixão incondicional: amor e compaixão penetram na mente, fazendo com que o praticante se disponha a ajudar os outros sem qualquer reserva. Os monges deveriam se manter nesse estado por um curto período de tempo e, em seguida, deixá-lo. Enquanto isso, Davidson registraria suas ondas cerebrais com auxílio de 256 sensores distribuídos por toda a cabeça. A comparação com um grupo de novatos na prática da meditação revelou diferenças gritantes. Durante a meditação, a chamada atividade gama sofreu forte aumento no cérebro dos monges, ao passo que mal se alterou nos voluntários inexperientes.

Além disso, essas ondas cerebrais velozes e de alta freqüência esparramaram-se por todo o cérebro dos lamas. Trata-se de um resultado bastante interessante. Em geral, ondas gama só aparecem no cérebro por um breve período de tempo, limitadas não apenas do ponto de vista temporal, mas também em termos espaciais.

Que significado elas têm, os neurocientistas ainda não sabem dizer. Essas ondas cerebrais ritmadas, com freqüências em torno de 40 hz, parecem acompanhar grandes desempenhos cognitivos - momentos de concentração mais intensa, por exemplo. Talvez representem o estado de alerta extremo, descrito por tantos praticantes da meditação, especulam alguns. Portanto, por mais relaxado que um monge budista possa parecer, seu cérebro não se desliga de modo algum enquanto ele medita. Ao contrário: durante o mergulho espiritual, fica evidente que está, na verdade, a toda. "Os valores medidos em Ricard estão de fato acima do bem e do mal", relata o psicobiólogo Ulrich Ott com audível espanto. Mas o que fascina ainda mais o pesquisador é o fato de as estimulações terem atravessado de forma tão coordenada todo o cérebro dos lamas. E a razão do fascínio é que há ainda uma segunda hipótese a respeito do significado e do propósito das ondas gama, hipótese que, aliás, envolve um dos maiores mistérios da pesquisa cerebral: a questão de como surgem os conteúdos da consciência.

Quando tomamos um cafezinho, o que percebemos conscientemente é a impressão geral - os componentes isolados são processados pelo cérebro em diversas regiões. Uma reconhece a cor preta, outra identifica o aroma típico, uma terceira, a forma da xícara e assim por diante. Mas não se descobriu até hoje que área cerebral junta todas as peças desse quebra-cabeça. Por isso, os estudiosos da consciência supõem que os neurônios envolvidos se comuniquem por intermédio de uma espécie de código identificador - a freqüência gama. Quando as células nervosas para "preto", "aroma" e "xícara" vibram juntas a uma freqüência de 40 hz, o cafezinho surge diante do nosso olho interior. De acordo com essa tese - e diversos experimentos parecem confirmá-la -, as ondas gama constituiriam, portanto, um tipo de freqüência superior de controle que sincronizaria e reuniria regiões diversas, espalhadas por diferentes partes do cérebro.

Isso explicaria por que a meditação é tida como um caminho para alcançar outros estados de consciência. Em condições normais, as oscilações gama extremamente coordenadas que Davidson observou nos monges jamais ocorreriam, acredita Ott. "Se todos os neurônios vibram em sincronia, tudo se unifica, já não se distingue nem sujeito nem objeto. E essa é precisamente a característica central da experiência espiritual."







Mesmo antes da meditação, a atividade gama no cérebro dos monges era visivelmente mais intensa que no restante dos voluntários, em especial sobre o córtex frontal esquerdo, tão decisivo para o equilíbrio emocional.

Na opinião de Davidson, essa é mais uma prova de que, pela via da meditação - ou seja, do trabalho puramente mental -, é possível modificar aspectos específicos da consciência e, portanto, da personalidade como um todo. "As conexões no cérebro não são fixas. Isso quer dizer que ninguém precisa ser para sempre o que é hoje." Disso, Ricard não tinha dúvida nenhuma, mesmo antes de sua visita a Madison: "Meditação não significa sentar-se embaixo de uma mangueira e curtir o momento. Ela envolve profundas modificações no ser. A longo prazo, nos tornamos outra pessoa".



Para conhecer mais:



O monge e o filósofo: o budismo hoje. Jean-François Revel e Matthieu Ricard. Mandarim, 1998.

Studying the well-trained mind. M. Barinaga, em Science, 302 (5642), págs. 44-46, 2003.
Meditation alters perceptual rivalry in tibetan buddhist monks. O. Carter et al., em Current Biology, 15 (11), págs. R412-413, 2005.


Alterations in brain and immune function produced by mindful meditation. R. Davidson et al., em Psychosomatic Medicine, 65, págs. 564-570, 2003.

Long-term meditators selfinduce high-amplitude gamma synchronity during mental practice. A. Lutz et al., em Proceedings of the National Academy of Sciences, 101 (46), págs. 16369-16373, 2004.




Fonte: Revista Viver Mente & Cérebro; Edição Nº 154 - novembro de 2005

http://www.saindodamatrix.com.br/archives/2005/11/iluminacao_neuronal.html

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Quinta-feira, 10 de Abril de 2008

NOSSA MEMÓRIA NAS CÉLULAS

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Memória Celular

Semana passada, um americano que havia recebido há 13 anos o coração de um suicida em um transplante
se matou da mesma forma que seu doador. Além do que, 1 ano depois do transplante, ele já havia procurado a família do doador para agradecer pelo órgão e acabou se envolvendo (e casando!) com a viúva do antigo dono do coração!

Isso nos dá realmente o que pensar. Afinal, não é o primeiro caso.

"Nunca vou esquecer o dia em que recebi aquele telefonema. Eu fui a primeira pessoa a quem mamãe ligou. Ela me disse: como é que ele foi capaz de se matar? Fizemos uma reunião de família e meu irmão falou: vamos doar todos os órgãos dele", conta a irmã do jovem Howie.

O fígado de Howie foi doado para Debbie Véga. "Naquele dia eu estava muito doente, e podia até ter entrado em coma se não tivesse recebido aquele fígado a tempo", diz Debbie.

A história ocorreu nos Estados Unidos. A operação foi um sucesso, mas logo depois coisas estranhas começaram a acontecer com a mulher que recebeu o fígado no transplante:
- "Dois dias depois do transplante, eu pedi ao meu marido: compre amendoim, compre salgadinho de queijo para mim. Só que eu nunca gostei de comer isso. Passei três ou quatro meses comendo essas coisas, sem parar. Aí comecei a fantasiar: será que era isso que o doador gostava de comer?"

Debbie voltou ao hospital para tentar conseguir informações sobre o doador. Ela perguntou a uma enfermeira: é um homem? Uma mulher? A enfermeira respondeu: é um garoto. Só disse isso. Houve outra mudança nos hábitos de Debbie depois do transplante: ela começou a praticar luta. Ela pensou: será que o doador gostava de lutar? Dois anos depois da operação, ela finalmente conheceu a família do doador. As irmãs do jovem confirmaram: sim, ele gostava de lutar, e dava chutes iguais ao dela.
- "Parece que é ele usando o corpo dela. É como se ele quisesse provar a todo mundo que continua vivo", diz a irmã.

Casos como esse são pesquisados pelo doutor Gary Schwartz, um professor de medicina da Universidade do Arizona. Ele diz:
- "Explicações meramente biológicas são insuficientes para entender esses fatos bizarros. Essas memórias dos transplantados sugerem a possibilidade de continuidade da consciência mesmo depois da morte".



Os céticos dizem que essas memórias são simples coincidências, ou talvez efeitos colaterais dos medicamentos que os pacientes devem tomar depois da cirurgia. Mas como explicar uma outra história contada por Debbie?



- "Assim que acordei da cirurgia, lembrei de uma coisa que parecia um sonho: vi uma cena, um rapaz, uma moça de aparência latina. Ela usava uma blusa listrada".



A irmã comenta:- "Isso me assustou, porque o meu irmão se matou na frente da namorada. Ela foi a última pessoa que ele viu: naquele dia, ela estava mesmo de blusa listrada".

O doutor diz que um dos casos mais fascinantes que estudou foi o de um jovem de 17 anos, um violinista, assassinado na rua. Seu coração foi transplantado para um homem de 47 anos, que, de repente, se apaixonou por música clássica. Passou a ouvir música clássica por horas e horas e disse que aquelas melodias comoviam seu coração. O problema do doutor Schwartz é demonstrar que células e órgãos podem guardar e transmitir algum tipo de memória. Mas ele acredita que existe uma espécie de energia que circula pelo corpo e leva informação a todas as células. É uma energia que teria origem no coração e estaria relacionada com nossas emoções.



- "Emoção é energia em movimento, ela pode estabelecer ligações biofísicas", defende o controvertido pesquisador.



Em uma ótima entrevista à Revista Planeta, o Dr. Paul Pearsall nos fala que as células têm memória e que o coração carrega um código energético especial, que nos conecta com os demais seres humanos e com o mundo à nossa volta. De certa maneira, sua teoria explica por que muitos transplantados passam a manifestar traços da personalidade do doador. Segundo Pearsall, "o fato de que as células têm memória é uma lei básica da natureza. Mesmo os mais simples organismos unicelulares lembram como se movimentar, encontrar alimento, fazer sexo e evitar os predadores. Os cientistas chamam isso de memória da função, mas, se uma célula pode lembrar, é bem provável que muitas células juntas poderiam ter memórias mais complexas e elaboradas. As células do coração são as únicas células rítmicas. Elas pulsam mesmo quando estão fora do corpo, e quando colocadas próximas a outras células do coração, se comunicam entre si e entram juntas numa batida rítmica. As células do coração retiradas por biópsia de um paciente e colocadas num prato de laboratório vibraram mais rápido quando seu doador estava sendo testado numa esteira ergométrica, num aposento no fim do corredor, bem distante do lugar onde suas células estavam sendo observadas. Pesquisadores da Universidade da Califórnia, em Los Angeles, transferiram as memórias de vermes. Pesquisadores do Instituto de Tecnologia da Califórnia mostraram que um único elétron podia alterar as memórias de nossos genes. Existem dezenas de fascinantes descobertas em pesquisas que indicam o princípio de que estamos ligados de uma maneira que ainda não entendemos."

O coração é muito mais do que um mecanismo bombeador. Ele não está a serviço do cérebro, mas é um parceiro para formar com ele nossa organização interna de manutenção da saúde(Paul Pearsall)

A medicina chinesa já sabia disso há alguns milhares de anos. Segundo eles, o coração é responsável por controlar o sangue, os vasos sanguíneos e a mente. Isso mesmo. Não só a atividade mental, como a consciência, ou, como eles chamam, "dotar a mente de tesouro". Quando há Ki/Qui (energia vital) em abundância no coração, isso se reflete no rosto, que possui muitos vasos sanguíneos. Um rosto brilhante e rosado revela uma pessoa sã, enquanto um rosto obscuro ou azul-purpúreo indica deficiência de Ki ou estagnação do sangue no coração.

Mas poderia um distúrbio mental afetar de forma irreversível a memória celular do coração? Vejamos o que diz o espiritismo, no capítulo 18 do livro de André Luiz (Psicografado por Chico Xavier)
Missionários da Luz, que trata de obsessão e seus efeitos no organismo:

A jovem que reagia contra o assédio das sombras demonstrava normalidade física razoável. Parecia alguém que fazia todos os esforços para defender o equilíbrio da própria casa. No entanto, os outros apresentavam lamentáveis condições orgânicas. A mulher possuída tinha sérias perturbações, desde o cérebro até os nervos lombares e sacros, apresentando completo desequilíbrio da sensibilidade, além de grave descontrole das fibras motoras. Esses desequilíbrios não se limitavam apenas ao sistema nervoso, mas atingiam também as glândulas e demais órgãos em geral.(...)Percebendo que Alexandre estava mais disponível, comentei o que havia observado, perguntando, em seguida:- Tendo em vista os desequilíbrios físicos que pude verificar nos assistidos, podemos considerá-los como doentes do corpo também?- Com certeza – afirmou Alexandre -, o desequilíbrio da mente pode causar perturbação geral do corpo físico. É por isso que as obsessões, quase sempre, vêm acompanhadas de aspectos muito complicados. As perturbações da alma levam às doenças do corpo.

- Mas e se conseguíssemos afastar os obsessores definitivamente? Como ex-médico encarnado, vejo que estes doentes psíquicos não têm as doenças restritas à mente. Com exceção da jovem mais forte, os outros apresentam estranhos desequilíbrios do sistema nervoso, com distúrbios no coração, fígado, rins e pulmões. Digamos que conseguíssemos fazer com que os obsessores desistissem de seu intento. Os obsidiados teriam de volta o equilíbrio físico, retomando a saúde plena?



Alexandre pensou um pouco, antes de responder, e disse:



- André, o corpo físico é como um violino que se entrega ao músico, que, nesse caso, é o espírito encarnado. É indispensável preservar o instrumento das pragas e defendê-lo de ladrões. (...) O violino simbólico de que falamos, quando entregue às forças do mal, pode ficar parcialmente destruído. E, mesmo que seja devolvido ao verdadeiro dono, pode não ter mais a qualidade que tinha antes. Um Stradivarius pode ser autêntico, mas não poderá ser ouvido com as cordas arrebentadas. Como vemos, os casos de obsessão apresentam complicações naturais e, para solucioná-los, não podemos dispensar a colaboração direta dos próprios interessados, os obsidiados.



- Entendo! Mas, suponhamos que os obsessores mudem de idéia e se afastem definitivamente do mal, depois de atacarem o corpo dos obsidiados durante longo tempo... Nesse caso, esses obsidiados não se recuperariam imediatamente? Não teriam a saúde completa novamente?



Com a paciência que lhe é peculiar, Alexandre respondeu:



- Já vi casos assim e, quando acontecem, os antigos perseguidores se transformam em amigos, ansiosos por reparar o mal praticado. Às vezes, com a ajuda dos planos superiores, conseguem a recuperação física plena daqueles que sofreram os seus ataques desumanos. No entanto, na maioria dos casos, os obsidiados não conseguem mais recuperar o equilíbrio do corpo físico.


- E vão com a saúde comprometida até a morte? – perguntei, muito impressionado.


- Sim – respondeu Alexandre, tranqüilamente.


Referência: Tratado de Medicina Chinesa (Ed. Roca);
Documentário "Transplante de Memórias", do Discovery Home and Health;
Paul Pearsall - Memória das Células (Ed. Mercuryo)

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Segunda-feira, 7 de Abril de 2008

HOMENS DE PRETO

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A Confraria dos Homens de Negro.

 

 

 

Jacques Bergier denominou de "Santa Aliança" contra o saber, a organização destinada a fazer desaparecer certos segredos.A idéia chega a ser tenebrosa, mas existem evidências incontestáveis de que esta "Santa Aliança" existe e a sua existência tem sido imortalizada e evidenciada ao longo da História. O que visam? Impedir a evolução rápida do Saber. Coleridge denominava esta conspiração de "persons from Porlock", recordação de um homem proveniente da cidade de Parlock com o fito de impedi-lo de terminar um trabalho de importância que ele iniciara. A lista de impedimentos dos livros considerados MALDITOS é vasta. Em 1885, Saint Yves d'Alveydre foi ameaçado com a pena de morte se não destruísse a sua obra - Missão da Índia na Europa e Missão da Europa na Ásia - a questão dos Mahatmas e sua solução - Ele obedeceu. Quis o destino que um volume desta obra fosse preservado. No ano de 1909 o editor Dorbon editou a obra (edição limitada) e em 1940, os alemães completaram a censura: destruíram todos os exemplares, duvida-se de que reste algum!

 

 


Stanislas de Guaita, através de uma ordem dada aos seus herdeiros, sob pena de morte, teve quatro manuscritos seus inéditos, versando sobre magia negra e o arquivo que deixara, inteiramente destruídos. Os alemães foram grandes destruidores. Em 1933, queimaram na Alemanha os exemplares do livro sobre os Rosacruzes - Die Rosenkreuser, Zur Geschichte einer Reformation - Foi Jacques Bergier quem cunhou a denominação p Homens de Negro - que tornou-se célebre no mundo inteiro. Ele inspirou-se na sua observação de que em todas as suas conferências pró revista Planeta e anti-planeta (sua criação juntamente com Louis Pauwells) um grupo sinistro, vestido de negro comparecia. Segundo Bergier, provavelmente, o escritor Joseph de Maistre e Nicolau II da Rússia, foram "homens de negro".



Homens de Preto - Parte 1

 


-"Portanto, a realidade é como uma database de um computador. Neste caso uma palavra encontrada ou "encantamento" pode causar uma peça informativa - para a materialização de um UFO, um fantasma ou outra anomalia. Se você pensar sobre a realidade como sendo um software do universo, tudo o que uma pessoa terá que realizar é mudar uma vírgula no programa e a cadeira onde estará sentada não será mais uma cadeira. O maior benefício deste modelo é que resolve as anomalias muito bem. As coincidências serão de expectativa normal. Se você endereçar uma database com o pedido de algo usando a palavra "pool" você terá respostas a respeito de loções, protetores solares, bolas de bilhar e prospectos de investimentos. Em termos da Parapsicologia, um material substancioso, quando encontrado, pode gerar coincidências entre locais separados ou em mentes separadas. Um modo de se testar esta teoria é criar-se anomalias informativas massivas e ver o que acontece quando entram em colapso. Você pode promover fenômenos de "remote viewing", por exemplo, alimentando o site com grandes quantidades de informações sobre eventos e situações de rara estranheza e, rapidamente, apagar as informações para obter a "singularidade". Jacques Vallee - entrevista ano 2001.
As pessoas assistem aos dois filmes da série - Os Homens de Preto - dão boas gargalhadas e a grande maioria sai dos cinemas sem sequer imaginar que eles são uma realidade, um - Fenômeno Associado - como se diz, a um outro fenômeno ainda envolto em muitos mistérios - o fenômeno UFO.
Os Homens de Preto são parte integrante dos "avistamentos" e dos "contatos" ufológicos. Há pesquisadores que aventam a hipótese de que eles façam parte de uma conspiração bem terrestre. Mesmo se encarando esta possibilidade, existe um fator que não se deve desprezar: os Homens de Preto seriam provenientes de outras dimensões, teriam se transformado nos "grays" da atualidade ou seriam os próprios alienígenas. Há quem afirme as três teorias como sendo uma só e tendo uma só explicação - Os Homens de Preto seriam as três categorias de seres ao mesmo tempo.

O Dr. Jacques Vallee, chamado o "deão" dos ufólogos, tem repensado todos os caminhos que as suas pesquisas seguiram durante o longo período que vem trabalhando nesta área. Ph.D em cibernética e ex-astrônomo do staff do Observatório de Paris, o Dr. Vallee é rico de hipóteses dos dois fenômenos: o fenômeno UFO e o seu associado - MIB, os Homens de Preto.

Vallee mudou os seus rumos. Observando que até hoje este desafio continua insolúvel, resolveu-se a abordá-lo usando de paradigmas e enfoques diferentes dos que têm sido usados até a data presente.

Ele teoriza que estes fenômenos, o UFO e o MIB são tão antigos quanto a humanidade e há registros que confirmam a sua teoria. Foram encarados pelas civilizações que nos antecederam com outros símbolos, nomes e mitologias apropriadas às culturas vigentes que depois foram se acomodando no inconsciente coletivo da humanidade. Os seres que nos desafiam hoje com as suas naves estonteantes e que escarnecem das nossas ciências, foram chamados deuses, espíritos, anjos, homúnculos, devas, fadas, elfos, enfim, a mitologia os descreve e especifica o período do seu reinado e da sua substituição por outros mitos mais "modernos". Evans Wentz, um dos grandes mitologistas da nossa era, pensava assim também, haja vista a sua explicação para o "Milagre de Guadalupe", no México e no farto material que forneceu a Vallee quando o pesquisador escreveu "Passaporte para a Magonia".

O psicólogo Carl G. Jung dedicou seus estudos e um livro - Um Mito Moderno - a esta pesquisa sem atinar, entretanto, que o seu MITO MODERNO podia ser ARCAICO.

Lynn Picknett é uma pesquisadora e escritora inglesa, cuja área de pesquisa é muito diversificada. No ano de 1979 foi nomeada editora da publicação "The Unexplained" e, dentre outras matérias, escolheu o tema UFO como preferencial. O seu último livro - The Mammoth Book of Ufos -fonte principal destes textos, oferece uma abordagem perfeita, abrangente e imparcial do fenômeno Ufo e do seu fenômeno associado: Os Homens de Preto. Inteligente, honesta, arguta e de um ceticismo sadio, mente aberta, a sua abordagem é fascinante, muito bem documentada e de muita credibilidade. Vejamos o que ela expõe no seu livro. Inserimos as opiniões de outros pesquisadores e de alguns "contatados" também.

O Mito Arcaico

Whitley Strieber é um autor americano cuja obra já forneceu o tema de um filme estrelado por Catherine Deneuve e Susan Saradon. Especialista em temas fortes, livros de terror, Strieber atraiu para a sua vida real e a da sua família, tramas tão aterrorizantes ou mais, do que as que imaginou para os seus livros. Corajosamente, mas sabendo com antecipação das críticas, das ironias e do ceticismo que iria encontrar pela frente, publicou "Communion", polêmico em todos os sentidos. É o histórico dos fatos que com ele ocorreram e que foram vividos e testemunhados por sua esposa, seu filho (criança ainda), amigos e a babá do menino. Whitley Strieber escreveu o prefácio de um dos livros que compõem uma trilogia de Jacques Vallee - Confrontations. Striber contatou estranhos MIBs durante um período da sua vida. Dois fatos, um deles de suma importância, que ele narra em Communion, aconteceram de forma inteiramente semelhante em Belo Horizonte, a capital do Estado de Minas Gerais. Portanto, há que se dar credibilidade ao autor de Communion. A mídia nacional noticiou seguidamente, dois dos efeitos colaterais do evento belorizontino, entretanto, sequer desconfiou do que se encontrava por detrás dos fatos... Que jamais serão divulgados!

Strieber deparou com um MIB feminino, são raros, mas existem, que lhe lembrou a deusa Inanna (Suméria), Ishtar (Babilônia), Atenas (Grécia) e até a egípcia Isis. O MIB feminino era uma síntese de todas elas. Ele lhe perguntou a idade e ela lhe respondeu - "Sou muito... muito... antiga"!

O autor inglês Patrick Harper escreveu: "No século 13, Caesarius de Heisterback contava estórias de demônios, de "homens de grandes e feios vestidos de preto. Quando vinham para seduzirem as mulheres, se apresentavam elegantemente trajados - às vezes se encarnavam em cavalos, cães, gatos, ursos e outros animais." Passando de raspão pelos temas mitológicos, poderíamos acrescentar os modernos chupa-cabras neste cardápio?

Albert Bender, um contatado, oferece o seu testemunho. Ele diz que após encontrar-se com Homens de Preto eles se transformam em "seres monstruosos de pele cabeluda e olhos flamejantes."

Malcolm X, o líder negro, deixou o seu testemunho por escrito e acrescentou mais um item comum aos MIBs, na sua descrição do "seu" MIB - na prisão, foi visitado por um Homem de Preto que surgiu de repente e depois, também repentinamente, desapareceu. O MIB tinha a aparência de "um asiático". São inúmeras as descrições asiáticas dos MIBs - parecia-se com os japoneses - é descrição comum, desde os tempos mais remotos.

O MIB da nossa era

Em primeira instância, O MIB moderno prima pelo grau do "absurdo" que imprime às suas aparições. Estão sempre trajados com ternos, gravatas, chapéus, sapatos pretos e camisas brancas. Não há um só vinco nas suas vestimentas e os seus sapatos estão sempre brilhando. Andam sempre aos pares ou em grupo como os seguidores da religião mormon.. Nas suas roupas e nas viaturas que usam para se locomoverem, o toque principal do "ABSURDO": o "fora de moda" que parece ser o "último grito da moda".

Este é o primeiro dos paradoxos apresentados por este fenômeno. As suas aparições dão aso a experiências de "alta estranheza". Parecendo não compreenderem os costumes terrestres e os nossos comportamentos e diferenças entre os sexos, há MIBs que surgem usando "maquilagem pesada" e não se acanham quando ela escorre de forma ridícula deixando aparente uma cor cadavérica, estranha. A maior parte deles não tem pelos no corpo e são carecas, também não possuem cílios e nem sobrancelhas. A mais famosa dentre os ufólogos britânicos, Jenny Randles, diz: "Parece-me que o MIB tem uma tarefa a cumprir e que nós estamos no seu caminho."Será que esta tarefa não é, talvez, de fundo psicológico, do tipo usar de todos os graus de estranheza com os terrestres, para que jamais eles se esqueçam deles, para se tornarem inolvidáveis nas suas mentes?

As estrepolias dos MIBs

Um MIB pode desafiar e desafia as nossas leis naturais estabelecidas: ele sobe, desce e anda nas paredes, como lagartixas, passam através de quaisquer objetos sólidos (paredes, portas, muralhas), materializam-se em aposentos fechados e diante das testemunhas se desmaterializam ao seu bel prazer, explodem em luzes, usam de velocidades incríveis para se locomoverem, desmaterializam objetos pertencentes às testemunhas, se parecem e agem como marionetes, robôs ou clones refugados de uma fábrica do algures, são excelentes telepatas e conhecem a vida inteira dos contatados, nos seus mínimos detalhes. Também profetizam.

"Os MIBs não são bons e nem maus, segundo os nossos conceitos, eles apenas SÃO". Lynn Picknett.Quem ou o que seriam?

Ninguém sabe! Vivemos criando hipóteses a respeito deles. São agentes governamentais, como foi divulgado no seriado "Arquivo X"?

Não podem ser. Qual dos seres humanos seria capaz de usar dos estranhos poderes que um MIB ostenta?

É verossímil a idéia de que "alguns MIBs" possam se fazer passar por autênticos e que na realidade pertençam a certas agências governamentais ou a grupos ufológicos rivais que lançam mão deste estratagema para confundir e amedrontar pessoas ou desafetos. Não se pode descartar esta idéia em determinados eventos. A tecnologia moderna e o holograma podem muito bem servir a muitos...

Os MIBs seriam os alienígenas?

Há o relato sobre "Dave" (pseudônimo) uma criança de três anos que, sob hipnose, revelou que dois MIBs haviam se transformado diante dele em alienígenas.Serão eles os "grays" hodiernos? Não há resposta. Pode ser que sejam todos eles, como já foi dito anteriormente, seres mitológicos, MIBs, grays, - alienígenas - sob seus múltiplos aspectos, na totalidade: seres DIMENSIONAIS e não extraterrestres vindos de um outro planeta. Lynn Picknett opina: - "Talvez, todo o fenômeno MIB seja uma experiência designada para testar as reações das testemunhas aos comportamentos ilógicos e irracionais, embora os seres por detrás do experimento possam ser mais terrestres do que geralmente imaginamos, se certas teorias conspiratórias tiverem um elemento de verdade dentro delas." Lynn Picknett.

O Tempo

O TEMPO ao que parece, é um dos grandes focos de curiosidade e preocupação, tanto dos MIBs quanto dos alienígenas. O TEMPO parece não existir na dimensão de onde se originam. Existem relatórios que falam de situações "ABSURDAS" relacionadas ao tempo. Nos relatórios, parte 2 desta série sobre os MIBs, há o "Caso de Adele", muito exemplificativo da confusão e desorientação "aparentes" dos MIBs a respeito da compreensão desta dimensão. O "caso do estudante de psicologia inglês" é um outro exemplo a ser citado. O MIB que o contatou lançou-lhe uma pergunta enigmática - "Você pode dispor do tempo da sua vida?"
Fontes:
The Mammoth Book of UFOsAutora: Lynn PicknettCommunionAutor: Whitley StriberRevelations - EntrevistasAutor: Jacques ValleeMenções a autores e textos diversos




Homens de Preto - Parte 2


O Dr. Albert Bender viveu um caso com MIBs nos anos 50 que foram muito importantes para o início da ERA DOS CONTATOS.Albert Bender era o diretor do "Birô Internacional dos Discos Voadores", operando em Bridgeport - Connecticut. Este birô congregava um número expressivo de membros e funcionava em uma das dependências da residência do seu diretor. A intervenção dos MIBs chegou para tumultuar a tranqüilidade deste movimento.

Albert Bender cometeu a indiscrição de dizer que conhecia o segredo dos discos voadores e iria revelar o que sabia em um livro. Foi a deixa para os acontecimentos se sucederem, após haver noticiado esta sua pretensão no "Space Review". Bender cometera um erro antes de enviar o seu anúncio, ele comentara o fato com um colega. Imediatamente, recebeu a visita de um MIB. Sem o mais ínfimo dos conhecimentos da polidez, "materializaram-se" no seu quarto, três figuras, três sombras que lhe produziram, é bom anotar-se, uma sensação de "náusea". Bender descreve a cena:

"As figuras clarearam. Todos os três vestiam roupas negras e se pareciam com sacerdotes, mas usavam chapéus no estilo "Homburg". As suas faces não eram discerníveis porque os chapéus as disfarçavam e sombreavam. Sentimentos de medo foram deixados de lado... Os olhos dos três, brilhantes como luzes, estavam focados em mim. Pareciam queimar-me a alma como que se as dores provocadas nos meus olhos chegassem a um ponto insuportável. Nesta hora foi que me dei conta de que me enviavam uma mensagem telepática".

Os visitantes fizeram-no saber de que estava no caminho certo quanto ao segredo que pretendia veicular, mas não queriam que ele o fizesse. Esta, aparentemente, foi sempre a função de um MIB. Existiam outras ordens que se resumiam, praticamente, no cessar de todas as suas atividades ufológicas, inclusive, no fechamento do birô e do Space Review. Isto tudo feito em meio a reticências ameaçadoras...Bender prometeu obedece-los em nome da sua honra como cidadão americano!!! (veja: www.digiserve.com/ufoinfo/roundup/vo2/mdo2-35shtml reportagem de Joseph Trainor para Ufo Roundup).

Entretanto e apesar de todas as promessas feitas, como soe acontecer, Bender começou a sentir uma estranha compulsão de "abrir as comportas" e soltar toda a avalanche de conhecimentos represada na sua mente. Este é "um fator de estranheza" sempre repetido em casos similares. A testemunha ao invés de sonegar dados quer divulga-los, sentindo no fato uma estranha compulsão. A testemunha SABE que as ameaças jamais se concretizarão, como não se concretizam. As testemunhas dizem sentir que existe algo de inconsistente nas ameaças, algo que os encoraja ao invés de desencorajá-los a desobedecer às ordens que lhes foram impostas.

Há que se raciocinar o seguinte: os MIBs estariam usando o efeito psicológico do princípio contrário, do tipo encontrado no conto infantil onde o sapo, em mãos inimigas geme e implora: "Não me joguem na água, me joguem no fogo, odeio a água ela me faz mal e me leva à morte"...
MIB 2
Outro fato curioso aconteceu com Robert Richardson de Toledo - Ohio em Julho de 1967. Richardson dirigia em uma estrada, bateu em alguma coisa que se desvaneceu em seguida. Pesquisando o local, ele encontrou um pedaço de metal que logo enviou para análise na APRO.

Tarde da noite, recebeu a visita de dois homens de preto na porta da sua casa, que o interrogaram por 10 minutos. Richardson deu-se conta de que não lhe foram mostradas as identidades do dois sujeitos, nem ele as pedira e nem mesmo tivera a intenção de pedir. Tudo muito estranho. Os tais não o ameaçaram e a sua conduta não lhe pareceu hostil ou sinistra. Queriam o pedaço de metal. Richardson prestou atenção no carro que os trouxera ali, era um Cadillac, como não podia deixar de ser, ano 1953 e ele anotou a placa. Uma inspeção ulterior demonstrou-lhe que a placa pertencia a carro algum e a ninguém. Sete dias após, dois outros MIBs , montados em um Dodge contemporâneo, vestidos de negro e apresentando uma tez escura, o procuraram novamente. Pareciam ser de origem estrangeira, um deles falava um inglês perfeito, mas o outro tinha um sotaque bem carregado.


Se a missão dos primeiros era a de resgatar o pedaço de metal, a dos segundos era para que ele se esquecesse, totalmente, da primeira visita. Após a explicação do que havia acontecido com o pedaço de metal, Richardson foi advertido com o mais perfeito modelo do pior dos "scripts" escrito por Ed Wood*:"Se deseja que a sua mulher continue linda, é melhor entregar o metal para nós e se esquecer das visitas".

Pergunta - Como sabiam de tudo a respeito do metal e da visita anterior, se somente a sua mulher e a APRO conheciam a história e mantiveram segredo sobre ela? (pelo menos oficialmente). Grampeariam telefones como os sinistros agentes da CIA? Qual seria a tecnologia empregada para obterem notícias tão exatas? Richardson não recuperou o metal tão desejado, a APRO não devolveu e a sua mulher continuou linda!
* Ed Wood - aclamado como tendo sido o pior escritor de scripts e diretor do cinema americano.
O Caso do Dr. Herbert Hopkins

Este caso aconteceu no Maine em Setembro de 1976. O Dr. Herbert Hopkins, também hipnólogo, estava trabalhando como consultor em um caso ufológico.Certo dia o telefone chamou e o interlocutor se revelou como sendo o vice-presidente da Organização Nova Jersey de Pesquisas Ufológicas. O vice-presidente desejava entrevistar o doutor a respeito do caso no qual trabalhava como consultor. Diante da aquiescência de Hopkins, em fração de segundos, o homem já estava presente e tocando a campainha da porta. Isto surpreendeu o Dr. Hopkins, mesmo o telefone público das imediações não comportava a presteza "paranormal" (segundo a apreciação do doutor) manifestada pelo vice-presidente. Este importante personagem não estava motorizado parecia ter vindo a pé. Como sra. Hopkins e a sua filha estavam fora de casa, o Dr. Hopkins teve o personagem inteiramente à sua mercê para inspeciona-lo.

À primeira vista, o vice-presidente lhe pareceu ser um agente funerário. Vestia uma camisa branca, terno preto, sapatos e gravata também negros. O acento chique no vestuário, um par de luvas de suede cinza e um chapéu. Todo este guarda roupa era impecável, sem o mínimo vinco e acompanhado por sapatos brilhantemente lustrados. Então... O homem tirou o chapéu, mostrando uma careca luzidia de cor cadavérica. Limpando os lábios vermelhos em uma das mãos enluvadas, inadvertidamente, deu aso a que o doutor notasse que ele usava baton! Um traço avermelhado de baton sujou-lhe a luva. Continuando a sua observação, o doutor pensou que o "careca" devia padecer da mais severa das formas da "alopecia" a "alopecia totalis', porque não possuía sobrancelhas e nem cílios. Só depois de conversar com o vice-presidente sobre o "caso" é que Hopkins se avaliou a "surrealidade" existente em todo o episódio e na figura do personagem que o procurou, em nome de uma organização que depois se revelou inexistente.
Outras Singularidades durante a Entrevista

Conversando com o MIB quem o exortou a apagar todas as gravações que havia feito com as testemunhas sob hipnose, repentinamente, o estranho lhe disse que ele possuía duas moedas na algibeira (o que era verdade) e continuou a prosa como que se a observação esdrúxula dela fizesse parte. Em uma outra interrupção, o visitante pediu uma das moedas que estavam na algibeira e a desmaterializou diante do assombrado doutor que viu a moeda desaparecer (como em certos fenômenos UFO) sem deixar traço algum. Ainda por cima, Hopkins recebeu um aviso "en passant": "Ninguém, nem você, neste mundo, vai vê-la outra vez"... Nunca mais ninguém e nem mesmo o seu proprietário colocou os olhos na moeda desaparecida.

Acabado o momento da inusitada cena de prestidigitação e de desmaterialização, a conversa prosseguiu como se nada tivesse acontecido. Soque a voz do tal sujeito começou a alterar-se, a ficar interrompida e o visitante levantou-se da poltrona com extrema dificuldade dizendo bem vagarosamente: "Minha energia está se acabando - preciso ir agora - adeus". Enquanto caminhava desapareceu como se fosse uma luz azul esbranquiçada semelhante às luzes de um carro que, todavia, era inexistente no caminho do jardim onde o vice-presidente "iluminou-se".

Acrescentamos o fato de que o Dr. Hopkins sentiu-se bastante perturbado após este encontro, quando teve tempo de digerir o toque do inusitado nesta visita e dos acontecimentos nela inseridos. Movido por algo indefinido, o doutor obedeceu às ordens do visitante e apagou todas as suas fitas de gravações com as testemunhas hipnotizadas por ele, coisa que jamais o faria sob outras sugestões, que não as que recebera do MIB.
A Família Revisitada

Passados uns dias dos acontecimentos que acabamos de narrar, o filho e a nora do Dr. Hopkins, John e Maureen receberam um telefonema de um estranho que desejava apresenta-los a alguém, no que eles assentiram. Mais uma vez a ocorrência de que somente depois, quando repensaram o fato, é que marido e mulher, assumiram a "absurdidade" de terem aceitado tal convite de um desconhecido ... E por telefone. Marcaram o encontro em um restaurante e daí a pouco chegou o casal que lhes pareceu muito normal. A uma segunda observação, John e Maureen notaram certas singularidades nos dois: pareciam ter a idade de uns trinta anos, porém se vestiam fora da moda, à moda antiga. A mulher, então, estava inteiramente fora da moda, coisa inexplicável em termos comuns e também movimentava os quadris de forma bastante estranha.O seu acompanhante, seguindo o figurino, andava em passos pequenos e em linhas retas e os dois davam a impressão de que caminhavam com todo o cuidado com medo de se estatelarem no chão. Foram pedidos drinques, mas o casal "demodê" não tocou nos seus.

A conversa entre os dois casais versou sobre a vida que levavam John e Maureen e foram feitas certas perguntas indiscretas, muito pessoais, pela dupla que os convidara a jantar pelo telefone.

John e Maureen estavam constrangidos, o homem e a mulher diante deles se esfregavam e se tocavam em carícias altamente eróticas e de vez em quando perguntavam aos assombrados convidados se estavam agindo corretamente. Pareciam obsidiados pelo erotismo. Quando John foi ao banheiro o estranho conviva, audaciosamente, perguntou à Maureen se ela possuía retratos onde aparecia inteiramente nua. Chegado o momento de finalizarem este encontro estranho, John e Mauree e todos os presentes no restaurante, integrantes muito respeitados da sociedade local, testemunhando os eventos, alguma coisa errada passou a acontecer com o homem. O início de uma paralisia. A mulher, com dificuldade, passou a rodeá-lo enquanto dizia ao casal: "Por favor, movam ele. Não posso move-lo". Com muito esforço, ambos se locomoveram em linhas retas e passos curtos e não disseram mais uma única palavra.

Nenhum dos presentes no restaurante e testemunhas dos fatos quiz fazer publicidade do que assistiram em estado de estupefação, nenhum deles quiz se promover às custas deste episódio.

Aos 30/08/2000 este caso foi relatado e confirmado com detalhes, em um telefonema (Londres: à pesquisadora Lynn Picknett).
Consenso: O que seriam estes MIBs? Robôs?

Alguns itens do seu comportamento parecem indicar esta origem. Temos que recordar uma frase do visitante do Dr. Hopkins, quando observou ao médico que a "sua energia estava caindo, se acabando", como que se necessitasse de algo, talvez, de ser "plugado" em alguma fonte energética. No caso dos familiares de Hopkins, eles e todas as testemunhas no restaurante, observaram o caminhar esquisito do estranho casal - linhas retas e passinhos estreitos - o final da noitada foi sufocante para os dois estranhos, quase que impossibilitados de se locomoverem a contento.

Lynn Picknett, calejada por trinta anos de pesquisa ufológica, dentre as outras áreas que cobre, pensa que os três MIBs da família Hopkins pareciam-se com "artigos defeituosos" de uma fábrica de clones - "quase, mas não sempre, passáveis como seres humanos: roupas, falas e comportamento descentralizados, como se estivessem tentando, mas falhando, imitar ou macaquear o comportamento diário dos ocidentais. Mas, e se eles fossem robôs?" - pergunta ela. "Quem ou o que os criou? E porque? Se não são robôs, o que são, neste planeta?"
Geralmente, os MIBs seguem este tipo de modelo apresentado e não causam injúrias a ninguém. Como exemplo, o "Caso de Luciano Galli", quem foi ciceronado por um humanóide e quem, a exemplo das descrições dos Casos Hopkins", tinha a tez oliva-escuro e possuía olhos puxados e tipo oriental. O humanóide foi muito gentil com o contatado, apesar das singularidades comuns nestes tipos de contatos.
Outro MIB Benigno

Muito parecido com as descrições feitas pelos Hopkins, um MIB bateu na porta da casa de ADELE, am Maio de 1968 - Scarborough/North Yorkshire.

Adele (pseudônimo) era uma adolescente e estava sozinha em casa. Hoje, Adele é uma empresária de sucesso e mãe de dois filhos. Ela relembra o episódio: "Ele era alto e magricela, usando um terno e gravata pretos, camisa branca e chapeuzinho "pork pie". Adele inicia as suas lembranças do caso acontecido em inícios da década de 90."Ele tinha uma aparência exuberante e um sorriso quase radiante. Embora fosse, decididamente estranho, não tive medo dele - mais explicitamente, fiquei surpresa!" Afinal de contas, Adele tinha 16 anos nesta época.

"Depois de sorrir "mostrando toda a dentadura" como um idiota, durante o que me pareceram eras, mas, provavelmente apenas por alguns segundos, todo o seu corpo deu um solavanco e ele me perguntou: "Você tem um seguro? Ele é atual? Sua voz era estranha. Como a de um robô, aos solavancos e sem sentimentos. Olhando para trás eu diria que era mais parecida a uma voz computadorizada. Você sabe, daquele tipo que diz "impressão completada".- Adele pensou ao ouvir a pergunta: "O que é isto agora?" Mas como menina muito bem educada respondeu com tranqüilidade que os seus pais se ocupavam desta questão e estavam fora de casa. Pediu ao estranho vendedor de seguros que voltasse em outra hora. Nestas alturas o personagem começou a suar "baldes". Então, tirou o chapéu da sua cabeça e começou a se abanar com vigor, revelando uma careca alva, que contrastava com a sua tez exuberante. Tez exuberante? Para espanto da mocinha, a cor exuberante lhe escorria o rosto abaixo, pois não passava de pura maquiagem teatral e mal feita. As mãos do ator também pingavam bagas de suor, misturadas à base rosada. Com o mesmo sorriso fixo o homem lhe pediu: "Posso VER um copo de água?"

Aparvalhada com a cena, que poderia ser cômica sob outras circunstâncias, Adele ficou temerosa de que o tal tivesse um colapso na sua porta. Polidamente ela o convidou a entrar e foi buscar o copo de água. Ele a acompanhou em passos dados aos solavancos e com a cabeça jogada para trás, uma verdadeira marionete em ação. Nesta hora, Adele percebeu que ele andava com sapatos novíssimos, mas com os pés trocados e que as suas calças e camisa "pertenceram a um defunto menor" e revelavam um corpo glabro, sem um fio de cabelo, de brancura cadavérica. Adele mostrou-lhe uma cadeira. Quando voltou da cozinha com o copo de água, ela o encontrou diante da lareira, parecendo deslumbrado com um relógio que lá estava enfeitando a peça.

"Ele me pôs nervosa e eu comecei a tartamudear como idiota, que o relógio pertencia ao meu pai e que ele o recebera como presente quando se aposentara. Isto lhe pareceu uma revelação do "outro mundo". Ele me encarou, ainda sorrindo, aquele sorriso, e disse: "É o tempo do seu pai? Ele está aqui e agora?". Depois pegou o copo d'água e somente olhou para ele. Lembrei-me de que me dissera que desejava OLHAR o copo d'água e era o que estava fazendo. Eu estava pasmada. Depois de escrutinar o copo por todos os lados, com muita polidez, devolveu-me o objeto sem que tivesse bebido um só gole d'água. Comecei a pensar que eu enlouquecera ou de que estava sonhando, ou, de que ele é quem estava louco. Em momento algum me senti agredida e sim confusa, completamente confusa".O visitante continuou adorando o relógio e lhe dando tapinhas amistosos e dizendo repetidamente: "Seu pai. Seu pai. Seu tempo, seu tempo".

Com muito esforço o visitante rodopiou na direção de Adele, ele teve que usar ambas as mãos para virar uma das suas pernas para a posição correta. Lançou, então, uma observação enigmática para a mocinha: "Observe as luzes".

Despediu-se do relógio com um tapinha e dirigiu-se para a porta da casa. Adele correu para abri-la, caso contrário, o homem a atravessaria como que se ela não existisse. A mocinha fechou a porta e foi observar a saída do visitante através da janela. Não havia ninguém! Coisa impossível, devido à topografia da casa, que oferecia visão panorâmica de toda a rua e do jardim.

Quando seus pais chegaram, ela lhes relatou o episódio, riram muito e não acreditaram nas suas palavras. Depois tiveram que repensar o episódio. O relógio que funcionara perfeitamente até então, enguiçou, foi para o conserto, mas não conseguiram faze-lo funcionar, até... Que surgiu o fenômeno Uri Geller no "David Dimbledy Show" - Outubro de 1973. O relógio do pai de Adele foi posto diante da televisão - "Um grande número de peças de metal foi entortado e muitos relógios rejuvenescidos... O do pai de Adele dentre eles" - Lynn Picknett.

Outro fato estarrecedor neste caso. Assim que o homem saiu, durante duas horas, luzinhas muito brilhantes e de cor branca dançaram um ballet no living da casa e depois se foram através da janela para o jardim e desapareceram. Adele teve o cuidado de não mencionar este fato para os seus pais, mas lembrou-se das últimas palavras do homem: "Observe as luzes".
Você Pode Dispor do Tempo da sua Vida?

Em 1970, Peter (pseudônimo) tomou um trem no Victoria Station, em Londres. Na sua cabine havia um homem que apesar do calor, vestia-se de negro. Ao invés de paletó usava um pulôver preto. Era muito esquisito e passou a encarar o rapaz ostensivamente, com um olhar meio ameaçador. Peter sentiu-se aliviado quando o estranho se levantou e saiu.Já no seu destino, em meio às pessoas que embarcavam e desembarcavam do trem, encontrou-se com o seu estranho ex-companheiro de cabine que batendo no seu ombro perguntou-lhe: "Você pode dispor do tempo da sua vida?" E dizendo isto virou-lhe as costas e se foi.

Peter ficou chocado com a experiência e não encontrou a resposta para que tipo de mensagem lógica seria esta: "Acontece que talvez não exista lógica alguma no lugar de onde este MIB veio". Lynn Picknett.
Temos que fazer uma ressalva importante. Os MIBs deste e de outros tipos muito comuns na ERA DOS CONTATADOS parece ter sido, aos poucos, substituídos pelos chamados GRAYS. Desde o advento em massa dos Grays, os MIBs robóticos, maquilados e outros, têm surgido em pouquíssimas aparições. "Ou ele SÃO os Grays ou alguma coisa os transmutou". Observa uma especialista.
O Caso Mrs. Ralph Butler

Este fato aconteceu em Owatonna - Minnesota nos anos sessenta. Durante algum tempo, Mrs. Butler e uma amiga divertiram-se observando, quase todas as noites, luzinhas brilhantes em um campo nas cercanias das suas casas. Apelidaram-nas de "little flashers". Uma noite, as duas mulheres viram as luzinhas transformarem-se em um objeto com luzes coloridas, um disco luminoso. A amiga de Mrs Butler caiu de joelhos, entrou em transe e fez as seguintes indagações com voz metálica, saída em espasmos, dos seus lábios - O.. que... constitui... um... dia... no ...seu... tempo?

Mrs Butler se recuperando do susto, respondeu à pergunta. Outra indagação: "O ... que... constitui... o dia... e... o ... que... constitui... a noite...?

Novas e detalhadas explicações e foram pedidas outras explicações de somenos importância. A amiga voltou do transe e comentou: "Oh boy, estou satisfeita por ter terminado isto".

Nos dias seguintes ambas se tornaram exímias "canalizadoras", mas quando quiseram partilhar as suas experiências com outrem, foram mortificadas com terríveis dores de cabeça!

Mrs. Butler ouviu falar de John Keel e foi procura-lo. Com ele não houve dores de cabeça e nem outros problemas. Feito um interrogatório, John Keel mostrou-se muito satisfeito com as respostas. Ficou sabendo que Mrs. Butler estava tendo problemas com o seu telefone e de que ela se comunicava com vozes estranhas quando atendia o seu "rádio cidadão" (CB rádio).

 


Mrs. Butler, repentinamente, relatou a Keel que recebera visitas provenientes da Força Aérea e lhe contou uma típica estória de MIB. Um tal major Richard French lhe telefonara em maio de 1967, dizendo-se interessado em Rádio Cidadão e em UFOs. Ele a procurou e ela o descreveu como medindo 1.71 mts, pele cor de oliva e face pontuda. Cabelos negros, muito compridos em relação às exigências da Força Aérea. Seu inglês era muito bom e com sotaque americano. Estava bem vestido, camisa branca e gravata preta, mas o seu terno não era negro e sim cinza. "Tudo o que usava estava no "grito da moda" e o seu carro um Mustang branco. Os Butler registraram a placa num caderninho e descobriram que o Mustang pertencia à área de Minneapolis. As coisas tornaram-se estranhas."Ele me disse que estava sofrendo do estômago e eu lhe disse que necessitava comer geléia. Então ele me respondeu que se continuasse sofrendo, voltaria para comer geléia comigo".

Coisa estranha, um oficial da Força Aérea precisar de voltar para comer geléia na casa de civis. "Se a USAF não poderia servir gelatina para um oficial... podemos perder a esperança neste mundo!" Comenta L. Picknett.


 

Pois o oficial voltou no dia seguinte, serviram-lhe a gelatina e... Ele não soube como consumi-la, tentou "beber" a gelatina o que muito surpreendeu à sua amiga Mrs. Butler. "Parecia que ele nunca tinha visto gelatina na sua vida! Tive que ensina-lo a ingeri-la!" (O MIB de Adele bebia água com o OLHAR). Este oficial das "arábias" visitou amigos dos Butler em Forest City - Yowa, mas não há registros do que aprontou por lá.

Pergunta-se: Havia, na realidade, um Major French em Minnesota?
Havia, mas era uma outra pessoa, inteiramente diferente do visitante de Mrs. Butler. O que era realidade, foi a conexão entre o episódio UFO com o surgimento do personagem. Há, também, a manifestação do paranormal, neste caso, desde o início. John Keel observa a revelação: "Objetos se moveram sozinhos, copos e louças quebraram sem motivação aparente e estranhos barulhos invadiram a casa dos Butler".

Poltergeist! É o nome exato para todas estas situações!

"O que fazer com tudo isto?" É a pergunta da pesquisadora Lynn Picknett. "Qual é o PONTO NEVRÁLGICO neste caso?" A pesquisadora revela que Adele não se transformou espiritual ou paranormalmente. Mas Picknett aponta a similaridade das descrições do MIB e dos seus feitos e ditos com diversos outros casos que pesquisou durante anos a fio desde 1979, quando foi convidada para dirigir uma revista importante do seu país - (The Unexplained) - a Inglaterra. Picknett acredita que há respostas em demasia para o fenômeno UFO. O seu livro, uma das FONTES destes relatos aqui expostos (há um capítulo inteiro sobre os MIBs, do qual retiramos estes relatos) é um dos mais completos nesta área e abrange a totalidade desta pesquisa e de todas as nuances e detalhes de outros eventos produzidos pelos enigmáticos UFOs. O livro é volume obrigatório na biblioteca de todos os que se dedicam à ufologia.


Fonte:The Mammoth Book of UFOS - Lynn PicknettJacques Vallee - RevelationsWhitley Strieber - CommnunionMenções de Jenny Rendler - a maior pesquisadora inglesa desta área.


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Domingo, 6 de Abril de 2008

EXPERIÊNCIA DE QUASE-MORTE EM MG

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Experiências de quase morte (EQM)



Seriam as experiências de "quase morte" estudadas pela tanatologia, semelhantes? Tudo leva a crer que sim. Muitos dos símbolos encontrados nestes relatos evocam experiências vividas por muitos dos que morreram... e reviveram outra vez, para contarem as suas experiências, quando delas se lembram.


O senhor J. F. (já falecido definitivamente) era comerciante de grande sucesso, na cidade de Sete Lagoas - MG. Levado para o Hospital do Socór, em Belo Horizonte, devido à indicação de seu médico em vista da ameaça de um próximo e violento enfarte, foi colocado às pressas, na UTI do hospital, tão grave era o seu estado de saúde. Uma equipe médica o assistia, inclusive o diretor deste hospital, uma vez que o paciente era irmão de um médico, também presente, cirurgião e proctologista famoso, inventor de técnica cirúrgica citada em livros de medicina internacionais.
J. F. mal chegando a UTI, foi vítima de uma série de três paradas cardíacas consecutivas e "faleceu" na terceira série.



Do lado de lá


"Uma janela caiu de repente: blam... um momento de inconsciência e me vi em um local que emanava uma paz, felicidade e tranqüilidade absolutas. Como não visse ninguém, naquele belo local, pensei: Viu? Eu tinha razão de não acreditar em Deus e nem nos santos. Deus não existe!
-Deus existe! E você irá presenciar a forma pela qual Deus cria: através da natureza e da VIBRAÇÃO.



Eu estava tão extasiado de felicidade e paz que nem tive a curiosidade de olhar quem falava comigo. Mais um segundo de inconsciência e me vi num grande areal, um deserto. Um deserto coberto de espirais que me lembraram as espirais daquele inseticida -Boa Noite. Devagarzinho, todas aquelas espirais começaram a vibrar e a aumentar a sua vibração num crescendo e a zoar, até que eu não as via mais, tão velozes se tornaram. E... PRESENCIEI A CRIAÇÃO DA MATÉRIA !!!"


E a voz de J. F. tornava-se trêmula de emoção, quando descrevia esta etapa da sua experiência.Prosseguindo


"Outro momento de inconsciência e aconteceu-me um fato que não posso narrar. Não que não me permitissem narra-lo, é muito pessoal, cada um vai ter o seu próprio episódio quando chegar a hora. Observei toda a minha vida passar como se assistisse a um filme".


"Outro momento de inconsciência e me vi, já como sendo uma "energia" sem forma - mas era eu mesmo - na companhia de outras energias iguais a mim. Pairávamos nos ares. Na nossa frente corria um rio largo e na outra margem uma espécie de ilha. Nesta ilha vi uma multidão de energias como nós, os do lado de cá do rio. Soube, não sei como, de que nós, os do lado de cá, ainda poderíamos voltar à terra. Os do lado de lá do rio, já estavam definitivamente mortos! Um Ser pregava na ilha, para os que haviam morrido. Parecia-se muito com as imagens e retratos de Jesus Cristo. Jesus dizia: - "Aqui não existe o MEU, só existe o NOSSO. Aqui so existe o AMOR, a CARIDADE, o PERDÃO e a SABEDORIA."


"Neste instante, uma dor imensa percorreu o meu ser e gritei: "Deixa-me voltar, estou com as mãos vazias (e era milionário na terra!). Eu preciso fazer a minha bagagem para voltar com as minhas mãos cheias. Então, aquele Ser, Jesus, virou o rosto na minha direção e falou: "Vai, e dá testemunho de tudo o que viu e ouviu aqui. Você terá o espaço de dois anos para se realizar. Você....." blam, a janela caiu de novo e como se ela fosse um túnel, eu a atravessei. Não tenho a certeza, mas acho que vi, em cima da porta da UTI quando voltei, num relance, uma cabeça de carneiro... não sei porque"!


Do lado de cá - durante este tempo onde aconteceram estes eventos: do lado de lá. Após três paradas cardíacas, tentados todos os métodos de reanimação do paciente, em vão, os médicos deram os pêsames ao Dr. B. F. pela morte do seu irmão. Dentro de segundos, as células cerebrais de J. F. estariam mortas. Ele já estava, tecnicamente, morto.


-Que medicina é esta que não pode salvar meu irmão? Que médico sou eu, que também não conseguiu este feito? Ele já morreu, não é fato?Diante da aquiescência dos seus compungidos colegas;-Então, não vou me tornar um assassino, dêem-me estas coisas.As "coisas" era o aparelho de reanimação e B. F. deu um choque direto no coração de seu irmão, na mais alta capacidade daquele aparelho. J. F. subiu no ar com o tranco e seu irmão o agarrou para que não caísse no chão. Assim que pousou na maca, J.F. abriu os olhos e viu que o irmão chorava: -"Que é isto, mano? Homem não chora!"Virando-se para o diretor do hospital, acrescentou: -"Senta aí, doutor, o senhor irá escutar o depoimento de um homem que morreu e voltou a viver novamente"!


J. F. estava com as costelas quebradas pelo choque violento e, estranhamente, após tantos percalços, cheio de animação e de ...VIDA!Fizeram-lhe eletroencefalogramas, todos perfeitos. Depois, foi verificado que, naquela época, a nível mundial, ele e um russo haviam batido o recorde de sobrevivência sem seqüelas no lapso prolongado do tempo que durou esta experiência de quase morte.Obteve, também, alguns dons paranormais que exerceu no benefício de muitos: J.F. transformou a sua vida por completo.


J. F. morreu no prazo determinado pelo Ser?


Não, para que depois não se dissesse (os céticos de plantão), que ele faleceu em decorrência da sugestão colocada na sua mente. No início do ano fatídico, certa manhã, ao meio-dia, J.F. revolvia a terra em volta das suas roseiras, enquanto uma empregada varria o passeio do jardim. De repente, ela parou de escutar o barulho da enxada. Levantando a cabeça, viu o patrão ensimesmado, o queixo apoiado no cabo do instrumento, olhando para o nada.


-"Sêo J., o senhor está sentindo alguma coisa?"


-"Você acredita em mim? Aquele Ser que eu vi no além estava ali, com aquelas "energias" que fiquei conhecendo lá. Ele me disse que eu me preparasse, meu tempo foi abreviado. Eu vou é já!"
Era o início da semana. No final desta mesma semana, assustado e muito nervoso por conta de um pequeno acidente automobilístico acontecido com a sua esposa e com sua filha, após socorrê-las, J.F. disse à mulher: -"Vocês é quem foram as acidentadas, mas quem vai morrer sou eu!" E caiu morto por cima da sua esposa, deitada na cama, repousando. "Não deu tempo nem de eu colocar o remédio na sua língua", chorava ela.



Símbolos encontrados neste caso:


1. A espiral, um dos mais importantes dos símbolos - evolução, energia organizada;


2. Vibração e som, energizando as espirais e criando a MATÉRIA;


3. Deus cria através da NATUREZA E DA VIBRAÇÃO DE ENERGIA SONORA;


4. A figura do SER DE LUZ, neste caso, identificada como sendo Jesus. (Pode ser o Budha, Luz brilhante, etc. conforme a crença de cada um... ou descrença);


5. O RIO que separa a vida terrena da vida no "au dela". Na Grécia, chamava-se: Rio Letes, o rio do esquecimento...


6. Somos feitos de "energia organizada". Não morremos.


7. Continuamos vivendo "lá", cônscios do nosso EU e com todas as nossas faculdades vivas e conscientes;


8. A SABEDORIA, não com o sentido de ERUDIÇÃO e sim no sentido que os gnósticos davam à SOPHIA;


9. A aquisição de dons paranormais (no caso: de cura);


10. O desapego aos bens materiais e o afã em conseguir uma bagagem de riquezas espirituais.



J.F. levou uma vida de total desapego e de total desinteresse em servir os outros. Os céticos de plantão o apelidaram de Jesus Cristo. Mas ele não se ofendia e dizia: -"Eles bebem "pinga" de qualidade inferior, eu provei do uísque escocês da melhor qualidade e eles querem que eu volte para a pinga!"Este era seu jeito de falar...


Este fato impressionou muito, na época, o Dr. Pierre Weil, psicólogo transpessoal francês, radicado no Brasil, escritor lido em vários idiomas e figura ímpar da psicologia mundial. Fundador e Reitor da UNIPAZ - Universidade Internacional da Paz - Brasília - D.F. - Brasil.


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Quinta-feira, 3 de Abril de 2008

ENCONTRO COM UM ALQUIMISTA

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Jacques Bergier


O Despertar dos Mágicos - Louis Pauwels e Jacques Bergier


De 1934 a 1940, Jacques Bergier foi o colaborador de André Helbronner, um dos homens notáveis da nossa época. Helbron­ner, que foi assassinado pelos nazistas em Buchenwald, em março de 1944, fôra, na França, o primeiro professor universitário a ensinar a química-física. Essa ciência, que é uma fronteira entre duas disciplinas, deu origem, mais tarde, a muitas outras ciên­cias: a eletrônica, a nucleônica, a estereotrônica. A estereotrônica é uma ciência muito recente que estuda a trans­formação da energia nos sólidos. Uma das suas aplicações é o transistor. Helbronner viria depois a receber a grande medalha de ouro do Instituto Franklin pelas suas descobertas sobre os metais coloidais. In­teressou-se igualmente pela liquefação dos gases, pela aeronáutica e pelos raios ultravioletas.

Em 1934 consagrou-se à física nuclear e montou, com o auxílio de grupos industriais, um laboratório de pesquisas nucleares, no qual, até o ano de 1940, se obtiveram resultados de interesse considerável. Além disso, Helbronner era árbitro dos Tribunais em todas as questões relacionadas com a transmu­tação dos elementos, e por esse motivo é que Jacques Bergier teve ocasião de conhecer um certo número de falsos alquimistas, escroques ou iluminados, e um verdadeiro alquimista, um autên­tico mestre.

O meu amigo nunca soube o verdadeiro nome desse alqui­mista, e mesmo que o soubesse evitaria dar excessivos esclareci­mentos. O homem de quem vamos falar já há muito tempo desapareceu, sem deixar rastros visíveis. Entrou em clandesti­nidade e cortou voluntariamente todos os contatos com a sua época. Bergier crê que se tratava simplesmente do homem que, sob o pseudônimo de Fulcanelli, escreveu por volta de 1920 dois livros estranhos e admiráveis: “Les Demeures Philosophales” e"Le Mystere des Cathédrales”. Estes livros foram editados sob a vigilância de Eugene Canseliet, que nunca. revelou a identi­dade do autor. Figuram, sem dúvida alguma, entre as obras mais importantes sobre alquimia. Exprimem um conhecimento e uma sabedoria superiores, e conhecemos mais de um espírito notável que venera o nome lendário de Fulcanelli.

"Poderia ele, escreve Eugene Canseliet, uma vez atingido o auge do conhecimento, recusar obediência às ordens do Destino ? Ninguém é profeta na sua terra. Talvez este velho adágio dê a razão oculta da Alteração que provoca, na vida solitária e estudiosa do filósofo, a chama da revelação. Sob o efeito dessa chama divina, o homem já velho é inteiramente consumido. Nome, família, pátria, todas as ilusões, todos os erros, todas as vaidades caem como pó. E dessas cinzas, como a fênix dos poetas, uma nova personalidade renasce. Pelo menos, a tradição filosófica assim o diz.

"O meu mestre sabia-o. Desapareceu quando soou a hora
fatídica, quando o sinal foi dado. Quem ousaria subtrair-se à lei? Eu próprio, apesar do sofrimento de uma separação dolo­rosa, mas inevitável, se de mim se apossasse a feliz exaltação que obrigou o meu mestre a fugir das homenagens do mundo, sei que não agiria de outra forma."

Eugene Canseliet escreveu estas linhas em 1925. O homem que o encarregava de editar as suas obras ia mudar de aspecto e de ambiente. Numa tarde de junho de 1937, Jacques Bergier julgou ter excelentes motivos para pensar que se encontrava em presença de Fulcanelli.

Foi a pedido de, André Helbronner que o meu amigo se encontrou com a misteriosa personagem, no ambiente prosaico de um laboratório de experiência da Sociedade do Gás de Paris. Eis, com exatidão, a conversa havida:

"André Helbronner, de quem vós, segundo creio, sois o assistente, anda em busca da energia nuclear. Ele teve a amabi­lidade de me manter ao corrente de alguns dos resultados obtidos, particularmente da aparição da radioatividade correspon­dente à do polônio, quando um filamento de bismuto é vola­tilizado por uma descarga elétrica no deutério a alta pressão. Estão muito perto do êxito, aliás, como outros cientistas contem­porâneos. Ser-me-á permitido pô-los de sobreaviso? Os trabalhos a que vos dedicais, bem como os vossos colegas, são terrivelmente perigosos. Não são apenas os senhores que correm perigo. Estes são também para a humanidade inteira. A libertação da energia nuclear é mais fácil do que imaginais. E a radiatividade artificialmente produzida pode envenenar a atmosfera do planeta dentro de poucos anos. Além disso, podem ser fabricados explosivos atômicos a partir de algumas gramas de metal, e arrasar cidades. Posso dizer-vos com sinceridade: há muito que os alquimistas o sabem."

Bergier tentou interromper protestando. Os alquimistas e a física moderna! Ia lançar-se , em sarcasmos, quando seu anfitrião o interrompeu:

Sei o que me ides dizer, mas não interessa. Os alquimis­tas desconheciam a estrutura do núcleo, desconheciam a eletricidade, não possuíam qualquer processo de detecção. Por isso nunca puderam realizar nenhuma transmutação, nunca puderam libertar a energia nuclear. Não tentarei provar-vos o que agora
vou declarar, mas vos peço que o repitais ao Sr. Helbronner:
para desencadear as forças atômicas bastam disposições geométricas de materiais extremamente puros, sem que seja necessário utilizar a eletricidade ou a técnica do vácuo. Limitar-me-ei em seguida a fazer-vos uma pequena leitura.”

O homem retirou de cima da sua secretária o livro de Frédéric Soddy, L'interprétation du Radium, abriu-o e leu:

"Penso que existiram no passado civilizações que tiveram
conhecimento da energia do átomo e que uma má aplicação dessa energia as destrulu totalmente."

Depois continuou:

"Peço-vos admitir que sobreviveram algumas técnicas par­ciais. Peço-vos também que mediteis no fato de que os alqui­mistas juntavam às suas pesquisas preocupações morais e religio­sas, ao passo que a física moderna surgiu no século XVIII como resultado do divertimento de alguns nobres e de alguns ricos libertinos. Ciência sem consciência. . . Julguei meu dever avisar alguns investigadores aqui e além mas não tenho a menor es­perança de ver esse aviso produzir efeitos. Aliás, não tenho necessidade de esperar."

- Bergier nunca mais esqueceria o som daquela voz precisa, metálica;a e digna.

Permitiu-se fazer uma pergunta:

Se vós também sois alquimista, não posso acreditar que passe o tempo tentando fabricar outro, como Dunikovski ou o Doutor Miethe. Há um ano que tento documentar-me sobre alquimia, e vejo-me rodeado de charlatães ou de interpretações que me parecem fantasias. Poderíeis vós dizer-me em que consistem as vossas investigações?

_ Pedis-me para resumir, em quatro minutos, quatro mil anos de filosofia e os esforços de toda a minha vida. Pedis-me além disso, para traduzir em linguagem clara conceitos para os quais a linguagem clara não é feita. Apesar de tudo posso dizer-vos o seguinte: não ignorais que, na ciência oficial em progresso, o papel do observador se torna cada vez mais importante. A relatividade, o princípio da incerteza mostram-nos até que ponto o observador de hoje intervém nos fenômenos. O segredo da alquimia é o seguinte: existe um meio de manipular a matéria e a energia de maneira a produzir aquilo que os cientistas contemporâneos chamariam um "campo de força". Esse campo de força age sobre o observador e o coloca numa situação de privilégio em face do Universo. Desse ponto privilegiado, ele tem acesso à realidade que o espaço e o tempo, a matéria e a energia habitualmente nos dissimulam. É aquilo que chamamos a Grande Obra.

_ Mas a pedra filosofal? A fabricação do ouro?

_ São apenas aplicações, casos particulares. O essencial não é a transmutação dos metais, mas a do próprio investigador. É um segredo antigo, que em cada século vários homens voltam a encontrar.

_ E o que é então feito deles?

_ Talvez eu um dia venha a sabê-lo

O meu amigo não tornaria a ver esse homem que deixou um rastro indelével sob o nome de Fulcanelli. Tudo o que dele sabemos é que sobreviveu à guerra e desapareceu completamente após a Libertação. Todas as diligências para reencontrá-lo foram inúteis."

Eis-nos agora numa manhã de julho de 1945. Ainda que Esquelético e triste, Jacques Bergier, com um terno cáqui, prepara-se para arrombar um cofre-forte com um maçarico. É mais uma metamorfose. Durante esses últimos anos foi sucessivamente agente secreto, terrorista e deportado político. O cofre­-forte está numa bela vivenda, no lago de Constança, que pertenceu ao diretor de um grande truste alemão. Arrombado o cofre-forte expõe o seu segredo: uma garrafa que contém um pó extremamente pesado. Na etiqueta lê-se: "Urânio, para aplicações atômicas". A primeira prova formal da existência na Alemanha de um projeto de bomba atômica suficientemente forte para exigir grandes quantidades de urânio puro. Goebbels não deixava de ter razão quando, desde o seu bunker bombardeado, fazia circular pelas ruas arruinadas de Berlim o boato de que a arma secreta estava prestes a explodir na cara dos invasores". Bergier participou a descoberta às autoridades aliadas. Os americanos mostraram-se cépticos e declararam que qualquer investigação sobre a energia nuclear era sem interesse. Era um disfarce. Na realidade a primeira bomba americana explodira em segredo em Alamogordo, e nessa mesma ocasião, encontrava-se na Alemanha uma missão americana dirigida pelo físico Goudsmith, em busca da pilha atômica que o Professor Heisenberg elaborara antes do desmoronamento do Reich.


Na França nada se sabia de positivo, mas havia indícios. Especialmente este, para as pessoas atentas: os americanos compravam a peso de ouro todos os manuscritos e documentos al­químicos.

Bergier apresentou um relatório ao governo provisório so­bre a realidade provável das investigações a respeito dos explo­sivos nucleares tanto na Alemanha como nos Estados Unidos. O relatório foi sem dúvida para o cesto de papéis, e o meu amigo conservou a sua garrafa, que agitava na cara das pessoas, exclamando: "Vêem isto? Bastaria quê um nêutron passasse pelo interior para que Paris fosse pelos ares!" Aquele homenzinho de sotaque cômico gostava decididamente de gracejar e era es­pantoso que um deportado há pouco, saído de Mauthausen tivesse conservado tanto humor. Mas, bruscamente, a brincadeira dei­xou de ter graça, na manhã de Hiroxima. O telefone do quarto de Bergier começou a tocar sem interrupção. Diversas autoridades competentes pediam cópias do relatório. Os serviços de informação americanos pediam ao possuidor da famosa garrafa para procurar urgentemente um certo major que não queria divulgar a sua identidade. Outras autoridades exigiam o rápido afastamento da garrafa do centro de Paris.


Foi em vão que Bergier explicou que essa garrafa com certeza não continha urânio 235 puro é, mesmo que o contivesse, o urânio estava sem dúvida abaixo da massa perigosa. Do contrário, há muito teria explodido. Confiscaram-lhe o brinquedo, do qual nunca mais ouviu falar. Para o consolar, enviaram-lhe um relatório da Direção Geral dos Estados e Investigações. Era tudo o que aquele organismo, procedente dos serviços secretos franceses, sabia a respeito da energia nuclear. O relatório trazia três men­ções carimbadas: "Secreto", "Confidencial", "Para não ser di­vulgado". Continha, simplesmente, recortes da revista Science et Vie.

Restava-lhe apenas, para satisfazer a sua curiosidade, pro­curar o famoso major anônimo de quem o Professor Goudsmith contou algumas aventuras no seu livro Alsos. Esse misterioso oficial, dotado de humor negro, dissimulara os seus serviços atrás de uma organização destinada à busca dos túmulos dos sol­dados americanos. Estava muito agitado e parecia perseguido por Washington. Em primeiro lugar quis saber tudo o que Ber­gier conseguira apurar ou adivinhar sobre os projetos nucleares alemaes. Mas era principalmente indispensável, para a salvação do mundo, para a causa aliada e para a promoção do major que encontrassem com urgência Eric Edward Dutt e o alquimista conhecido sob o nome de Fulcanelli.



Dutt, sobre quem Helbronner fora encarregado de fazer in­vestigações, era um hindu que pretendia ter consultado manuscritos muito antigos. Afirmava que deles extraíra certos pro­cessos de transmutação dos metais e que, devido a uma descarga condensada através de um condutor de boreto de tungstênio, obtinha indícios de ouro nos produtos recolhidos. Muito mais tarde, os russos viriam a obter resultados análogos, mas utili­zando potentes aceleradores de partículas.

Bergier não pôde prestar grandes serviços ao mundo livre, à causa aliada e à promoção do major. Eric Edward Dutt, colaboracionista, fora fuzilado pela contra-espionagem francesa na África do Norte. Quanto a Fulcanelli, desaparecera definitiva­mente.


Fonte: "O Despertar dos Mágicos", de Louis Pauwels e Jacques Bergier , ed. Difel, 1975


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Terça-feira, 1 de Abril de 2008

UMA PRÁTICA DE SONHO LÚCIDO NO TIBETE

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Quando o discípulo vai dormir, deita-se na chamada "postura do leão" (7), isto é, estendido sobre o lado direito, a cabeça repousando sobre a palma da mão direita. Os ascetas hindus e os monges budistas dormem nessa posição e geralmente sem travesseiro.


A contemplação prescrita é a seguinte:

O noviço imagina que em seu coração existe um vaso octo­gonal de cristal, onde se encontra um lótus cujas pétalas têm as cinco cores místicas: branco, vermelho, azul, verde e ama­relo. No centro do lótus aparece a letra A. É imensa e traçada com luz brilhante.

Ele imagina outra letra de cor branca, que paira sobre sua cabeça. Dela emergem inúmeros pequenos A brancos que se precipitam como uma torrente em direção ao A luminoso, que se encontra dentro do vaso de cristal, passando através dele e retornando ao A colocado sobre a cabeça, formando uma cadeia infinita.

Outro A de cor vermelha é visualizado na região do períneo e dele emerge uma torrente de pequenos A da mesma cor, que sobe em direção ao A luminoso imaginado no coração e retoma para o A vermelho que a emitiu, cercando a parte inferior do corpo, como os A brancos cercam a parte superior.

Quando a atenção se reduz e o sono domina o discípulo, ele pára as duas procissões e absorve todos os A no A cen­tral. E este penetra no lótus, que fecha suas pétalas. Quando as últimas se fecham, um raio de luz jorra da flor. O discí­pulo deve pensar nesse momento: "Tudo está vazio."

Então ele perde a consciência daquilo que o cerca. A idéia do quarto, da casa onde se encontra, do mundo e do seu "eu" desaparece completamente.

Se acordar durante a noite, o naldjorpa deve ter o pensamento da "luz", a visão da "luz", com exclusão de todas as outras e sem ajuntar-lhe qualquer idéia de "forma."
O mais importante resultado desse exercício é preparar o espírito para a compreensão do Vazio.

Um resultado mais comum oferece três graus. No melhor deles deixa-se de sonhar. No resultado médio, quando se so­nha, se tem consciência de que os acontecimentos que se desenrolam e as ações que se praticam passam-se em sonhos. No grau inferior, não há senão sonhos agradáveis.

Observe-se de passagem que certas pessoas afirmam que o sonhador acorda quando desconfia que está sonhando, ou então que o estado de semi-consciência que lhe permite sa­ber que está sonhando assinala a aproximação do despertar. Isto ,não acontece com aqueles que estão treinados na prática da meditação introspectiva.

Os naldjorpas que ainda não alcançaram uma tranqüilidade de espírito suficiente para normalmente dormir sem sonhar, têm plena consciência durante os sonhos, de que estão dor­mindo e contemplam imagens desprovidas de realidade.

Conseguem, assim, sem despertar, fazer reflexões sobre aquilo que sonham. Ás vezes eles contemplam, com o mesmo interesse que temos ao assistir a uma representação teatral, a seqüência de aventuras que vivem durante o sono, e já es­cutei alguns deles dizerem que às vezes hesitam praticar, em sonhos, ações que não teriam praticado acordados e decidiam vencer seus escrúpulos porque sabiam que o ato não seria real.

Os tibetanos não detêm o monopólio desse gênero de ca­suística. Ouso narrar aqui a confidência singular que uma senhora me fez certo dia a respeito de um sonho que alguns séculos antes poderia tê-la levado à fogueira.

Ora, essa dama sonhou com o Diabo. E o mais surpreen­dente é que ele estava apaixonado por ela; abraçava-a en­quanto que uma tentação abominável se apossava da mulher adormecida. Era católica praticante, e a idéia de ceder à ten­tação a enchia de terror, mas uma crescente curiosidade sen­sual a excitava. O amor de Satã! Que volúpia, desconhecida a uma casta esposa, estaria aí escondida... Que experiência extraordinária! . . . No entanto, nessa luta, os sentimentos reli­giosos iam triunfar quando, subitamente, brilhou no espírito da senhora adormecida uma luz estranha. É um sonho, pensou ela. . . E se é apenas um sonho. . .

Não sei se minha gentil devota confessou seu "pecado" e o que lhe disse o mentor de sua consciência, mas, no que diz respeito aos lamas, eles não revelam nenhuma indulgência para com as faltas cometidas em tais circunstâncias. Para eles, a repercussão mental do ato, bom ou mau, realizado em sonhos é idêntico ao que produziria o mesmo ato praticado pela pessoa acordada. Voltarei a esta questão.

Nesse período de treinamento, o noviço pode dormir du­rante toda a noite, sem acordar para a meditação de meia­ noite, como fazem os ascetas mais velhos. Contudo, ele deve despertar ao alvorecer, ou de preferência, pouco antes de amanhecer.

Seu primeiro pensamento deve ser dirigido para o A que se encontra em seu coração.

Para isto existem dois métodos: o mais comum, usado pelos iniciantes, consiste em ver o A saindo do coração e sobrepai­rando no ar. O discípulo contempla-o como o símbolo do Vazio e esforça-se para atingir uma perfeita concentração mental sobre ele.

No segundo método, que é usado pelos estudantes mais avançados, o A projeta-se imediatamente no espaço e nele desaparece como que tragado pelo infinito. Em seguida, o discípulo fica absorvido no pensamento do Vazio.

Ao nascer do sol, continua-se a meditação com o exercício descrito no número I.

É verdade que um resumo tão rudimentar como este não faz justiça a essas práticas, pois não vai além da apresentação do seu aspecto pueril e bizarro.

***

Os mais experimentados dentre eles nas práticas de exercícios psíquicos insistem na utilidade de manter o autocontrole, mesmo durante o sono. Neste ponto, não fazem mais que seguir Tsong Khapa, que consagra, a esse respeito, muitas páginas de sua grande obra, o Lamrin.

Isto será explicado a seguir:

É importante, diz Tsong Khapa, não se perder o tempo que se dedica ao sono, quer se tornando, uma vez que já se está dormindo, inerte como uma pedra, ou deixando o espírito cair na incoerência de sonhos absurdos e nefastos.

As manifestações desordenadas de atividade mental que se produzem no sonho, trazem para o que dorme, um desper­dício de energia que poderia ser usada para fins mais úteis. Ademais os atos realizados ou os pensamentos manifestados durante o sonho têm um valor idêntico ao dos atos e pensamentos do homem acordado. É conveniente, portanto, "não fabricar o mal" durante o sono.

Já declarei que os lamas professam essa teoria e encontra­mos aqui uma explicação dada por um dos mais ilustres den­tre eles. Decerto ela causará espanto aos ocidentais. Como, perguntarão a si mesmos, pode um ato imaginário ter os mes­mos resultados de um ato real? Devemos então prender quem roubar a carteira de alguém?
A comparação é ruim e não corresponde ao ponto de vista dos lamaístas. Na sua opinião, não se trata de "julgar" ou "prender" o ladrão. ,
A crença na retribuição do bem e do mal por um Poder consciente e pessoal não existe entre os tibetanos. Até nas concepções religiosas populares, o papel de Chindjé, o Juiz dos Mortos, consiste simplesmente em aplicar leis inflexíveis das quais ele não é o autor e às quais de maneira alguma pode revisar. Ademais Tsong Khapa e seus discípulos não se dirigem, aqui, à massa comum de suas ovelhas. Para eles, as conseqüências mais graves de um pensamento ou de um ato são as modificações de ordem psíquica que se produzem no próprio autor.

O ato material traz para quem o realiza conseqüências materiais visíveis mais ou menos agradáveis ou desagradáveis, mas o ato mental que o precedeu (isto é, a vontade de realizar o ato material) corrompe ou melhora seu autor de maneira invisível, cria nele afinidades e tendências ocultas que lhe são proveitosas ou nefastas, e essa mudança íntima no cará­ter do indivíduo pode, por sua vez, conduzir a resultados de ordem material.
Os tibetanos atribuem grande importância ao domínio do subconsciente (termo que, evidentemente, eles não usam). Crêem que as manifestações de nossa real natureza são entra­vadas pelo condicionamento a que estamos sempre sujeitos no estado de vigília, quando temos consciência de nossas personalidade social, de nosso meio-ambiente, dos ensinamentos, dos exemplos que nossa memória torna presente, e de mil outras coisas. O segredo dessa real natureza se encontra nos impulsos que não derivam de nenhuma consideração baseada nesses dados. O sono, abolindo-os em grande parte, liberta o espírito dos entraves que o aprisionavam no estado de vigília e dá expansão aos impulsos naturais.

Portanto, é realmente o indivíduo que age durante o sonho, e seus atos, embora imaginários do ponto de vista de quem está acordado, são muito reais no tocante à violação e com­portam todas as conseqüências correlatas.

Baseando-se nessas idéias, os mestres místicos recomendam uma atenta observação da conduta e dos sentimentos que se manifestam nos sonhos, a fim de se chegar ao autoconheci­mento. Todavia, têm o cuidado de aconselhar o discípulo a tentar discernir a parte que as influências externas podem ter nos estados de consciência da pessoa que dorme.


***


Como em todos os países, existe, no Tibete, pessoas que crêem em sonhos premonitórios. No entanto,os lamas místicos não incentivam esse tipo de superstição. Dizem eles que o sonho da maioria das pessoas nasce do desregramento de sua imaginação durante o sono. As únicas indicações que podem apresentar, se o quiserem, são as que dizem respeito às dispo­sições ocultas de seu caráter, como já foi dito.

Um pequeno número de naldjorpas que adquiriu faculda­des psíquicas particulares têm, algumas vezes, sonhos premo­nitórios ou vêem, em sonhos, fatos que ocorrem a distância. Mas essas informações misteriosas são recebidas por eles, na maioria das vezes, durante transes de um tipo especial nos quais a pessoa nem se encontra adormecida, nem necessaria­mente concentrada na meditação. As vezes, o aviso reveste a forma de aparições subjetivas simbólicas.

Para tomar-se "um naldjorpa que não dorme" o candidato deve exercitar-se da seguinte maneira:

"Quando chegar a hora de dormir, ide para fora, lavai os pés e depois deitai na “postura do leão" sobre o lado direito, as pernas esticadas, com o pé, esquerdo repousando sobre O direito.

"Procurai, em seguida, ter a percepção da luz, procurando captar perfeitamente todas as características da claridade. Se o naldjorpa estiver impregnado dessa claridade na hora de dormir, seu espírito não será coberto pelas trevas enquanto repousar.

"Evocai em vossa memória a doutrina do Buda. Meditai sobre ela até o momento de ceder ao sono, tratando também de rejeitar todas as idéias depravadas que poderiam aparecer em vós. Agindo dessa forma, o tempo passado a dormir não será diferente do que teria sido se estivésseis acordados. Vosso espírito continuará, sem o saberdes, as operações mentais no sentido em que o dirigistes, e mesmo dormindo, praticareis a virtude."

Também é conveniente conservar ativa a "consciência do despertar". Estando o corpo vencido pelo sono, o espírito deve, contudo, permanecer lúcido e vigiar. "Vosso sono deve ser leve como o dos animais selvagens. Assim estareis capacitados para despertar no momento prefixado.

Alexandra David Néel – INICIAÇÕES TIBETANAS


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