Sexta-feira, 28 de Março de 2008

EVANGELHO DE MÍRIAM DE MAGDALA

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O EVANGELHO DE MARIA
( MÍRIAM DE MÁGDALA)

Traduzido e comentado por Jean-Yves Leloup


[PÁGINA 7]
1 (...) O que é a matéria?
2 Ela durará sempre?
3 O Mestre respondeu:
4 "Tudo o que nasceu, tudo o que foi criado
5 todos os elementos da natureza
6 estão estreitamente ligados e unidos entre si.
7 Tudo o que é composto se decomporá;
8 tudo retornará a suas raízes;
9 a matéria retornará às origens da matéria.
10 Que aquele que tem ouvido para ouvir, ouça."
11 Pedro lhe diz: "Já que Tu te fazes o intérprete
12 dos elementos e dos acontecimentos do mundo, dize-nos:
13 O que é o pecado do mundo?"
14 O Mestre diz:
15 "Não há pecado
16 Sois vós que fazeis existir o pecado
17 quando agis conforme os hábitos
18 de vossa natureza adúltera;
19 aí está o pecado.
20 Eis por que o Bem veio entre vós:
21 Ele participou dos elementos de vossa natureza
22 a fim de reuni-la a suas raízes."
23 Ele continuou e disse:
24 "Eis por que estais doentes
25 e por que morreis:
26 é a conseqüência de vossos atos;
27 vós fazeis o que vos afasta...
28 Quem puder, compreenda."



"Magdalen" George de Latour



Esta palestra cita um pouco dos evangelhos apócrifos,
em áudio:
PERGAMINHOS DE NAG HAMADI E DO MAR MORTO
http://www.levir.com.br/salao7.php?num=0236

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publicado por conspiratio às 19:24
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EGO, O FALSO CENTRO

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" Narciso" de Caravaggio


EGO, O FALSO CENTRO


"O primeiro ponto a ser compreendido é o ego.

Uma criança nasce sem qualquer conhecimento, sem qualquer consciência de seu próprio eu. E quando uma criança nasce, a primeira coisa da qual ela se torna consciente não é ela mesma; a primeira coisa da qual ela se torna consciente é o outro. Isso é natural, porque os olhos se abrem para fora, as mãos tocam os outros, os ouvidos escutam os outros, a língua saboreia a comida e o nariz cheira o exterior. Todos esses sentidos abrem-se para fora. O nascimento é isso.

Nascimento significa vir a esse mundo: o mundo exterior. Assim, quando uma criança nasce, ela nasce neste mundo. Ela abre os olhos e vê os outros. O outro significa o tu.

Ela primeiro se torna consciente da mãe. Então, pouco a pouco, ela se torna consciente de seu próprio corpo. Esse também é o 'outro', também pertence ao mundo. Ela está com fome e passa a sentir o corpo; quando sua necessidade é satisfeita, ela esquece o corpo. É dessa maneira que a criança cresce.

Primeiro ela se torna consciente do você, do tu, do outro, e então, pouco a pouco, contrastando com você, com tu, ela se torna consciente de si mesma. Essa consciência é uma consciência refletida. Ela não está consciente de quem ela é. Ela está simplesmente consciente da mãe e do que ela pensa a seu respeito. Se a mãe sorri, se a mãe aprecia a criança, se diz 'você é bonita', se ela a abraça e a beija, a criança sente-se bem a respeito de si mesma. Assim, um ego começa a nascer.

Através da apreciação, do amor, do cuidado, ela sente que é ela boa, ela sente que tem valor, ela sente que tem importância. Um centro está nascendo. Mas esse centro é um centro refletido. Ele não é o ser verdadeiro. A criança não sabe quem ela é; ela simplesmente sabe o que os outros pensa a seu respeito.

E esse é o ego: o reflexo, aquilo que os outros pensam. Se ninguém pensa que ela tem alguma utilidade, se ninguém a aprecia, se ninguém lhe sorri, então, também, um ego nasce - um ego doente, triste, rejeitado, como uma ferida, sentindo-se inferior, sem valor. Isso também é ego. Isso também é um reflexo.

Primeiro a mãe. A mãe, no início, significa o mundo. Depois os outros se juntarão à mãe, e o mundo irá crescendo. E quanto mais o mundo cresce, mais complexo o ego se torna, porque muitas opiniões dos outros são refletidas.

O ego é um fenômeno cumulativo, um subproduto do viver com os outros. Se uma criança vive totalmente sozinha, ela nunca chegará a desenvolver um ego. Mas isso não vai ajudar. Ela permanecerá como um animal. Isso não significa que ela virá a conhecer o seu verdadeiro eu, não.

O verdadeiro só pode ser conhecido através do falso, portanto, o ego é uma necessidade. Temos que passar por ele. Ele é uma disciplina. O verdadeiro só pode ser conhecido através da ilusão. Você não pode conhecer a verdade diretamente. Primeiro você tem que conhecer aquilo que não é verdadeiro. Primeiro você tem que encontrar o falso. Através desse encontro, você se torna capaz de conhecer a verdade. Se você conhece o falso como falso, a verdade nascerá em você.

O ego é uma necessidade; é uma necessidade social, é um subproduto social. A sociedade significa tudo o que está ao seu redor, não você, mas tudo aquilo que o rodeia. Tudo, menos você, é a sociedade. E todos refletem. Você irá à escola e o professor refletirá quem você é. Você fará amizade com as outras crianças e elas refletirão quem você é. Pouco a pouco, todos estarão adicionando algo ao seu ego, e todos estarão tentando modificá-lo, de modo que você não se torne um problema para a sociedade.

Eles não estão interessados em você. Eles estão interessados na sociedade. A sociedade está interessada nela mesma, e é assim que deveria ser. Eles não estão interessados no fato de que você deveria se tornar um conhecedor de si mesmo. Interessa-lhes que você se torne uma peça eficiente no mecanismo da sociedade. Você deveria ajustar-se ao padrão.

Assim, estão interessados em dar-lhe um ego que se ajuste à sociedade. Ensinam-lhe a moralidade. Moralidade significa dar-lhe um ego que se ajuste à sociedade. Se você for imoral, você será sempre um desajustado em um lugar ou outro...

Moralidade significa simplesmente que você deve se ajustar à sociedade. Se a sociedade estiver em guerra, a moralidade muda. Se a sociedade estiver em paz, existe uma moralidade diferente. A moralidade é uma política social. É diplomacia. E toda criança deve ser educada de tal forma que ela se ajuste à sociedade; e isso é tudo, porque a sociedade está interessada em membros eficientes. A sociedade não está interessada no fato de que você deveria chegar ao auto-conhecimento.

A sociedade cria um ego porque o ego pode ser controlado e manipulado. O eu nunca pode ser controlado e manipulado. Nunca se ouviu dizer que a sociedade estivesse controlando o eu - não é possível.

E a criança necessita de um centro; a criança está absolutamente inconsciente de seu próprio centro. A sociedade lhe dá um centro e a criança pouco a pouco fica convencida de que esse é o seu centro, o ego dado pela sociedade.

Uma criança volta para casa. Se ela foi o primeiro lugar de sua sala, a família inteira fica feliz. Você a abraça e beija; você a coloca sobre os ombros e começa a dançar e diz 'que linda criança! você é um motivo de orgulho para nós.' Você está dando um ego para ela, um ego sutil. E se a criança chega em casa abatida, fracassada, foi um fiasco na sala - ela não passou de ano ou tirou o último lugar, então ninguém a aprecia e a criança se sente rejeitada. Ela tentará com mais afinco na próxima vez, porque o centro se sente abalado.

O ego está sempre abalado, sempre à procura de alimento, de alguém que o aprecie. E é por isso que você está continuamente pedindo atenção. Você obtém dos outros a idéia de quem você é. Não é uma experiência direta. É dos outros que você obtém a idéia de quem você é. Eles modelam o seu centro. Mas esse centro é falso, enquanto que o centro verdadeiro está dentro de você. O centro verdadeiro não é da conta de ninguém.

Ninguém o modela. Você vem com ele. Você nasce com ele.

Assim, você tem dois centros. Um centro com o qual você vem, que lhe é dado pela própria existência. Esse é o eu. E o outro centro, que é criado pela sociedade - o ego. Esse é algo falso - é um grande truque. Através do ego a sociedade está controlando você. Você tem que se comportar de uma certa maneira, porque somente assim a sociedade irá apreciá-lo. Você tem que caminhar de uma certa maneira; você tem que rir de uma certa maneira; você tem que seguir determinadas condutas, uma moralidade, um código. Somente assim a sociedade o apreciará, e se ela não o fizer, o seu ego ficará abalado. E quando o ego fica abalado, você já não sabe onde está, você já não sabe quem você é.

Os outros deram-lhe a idéia. E essa idéia é o ego. Tente entendê-lo o mais profundamente possível, porque ele tem que ser jogado fora. E a não ser que você o jogue fora, nunca será capaz de alcançar o eu. Por estar viciado no falso centro, você não pode se mover, e você não pode olhar para o eu. E lembre-se: vai haver um período intermediário, um intervalo, quando o ego estará se despedaçando, quando você não saberá quem você é, quando você não saberá para onde está indo; quando todos os limites se dissolverão. Você estará simplesmente confuso, um caos.

Devido a esse caos, você tem medo de perder o ego. Mas tem que ser assim. Temos que passar através do caos antes de atingir o centro verdadeiro. E se você for ousado, o período será curto. Se você for medroso e novamente cair no ego, e novamente começar a ajeitá-lo, então, o período pode ser muito, muito longo; muitas vidas podem ser desperdiçadas...
Até mesmo o fato de ser infeliz lhe dá a sensação de "eu sou". Afastando-se do que é conhecido, o medo toma conta; você começa sentir medo da escuridão e do caos - porque a sociedade conseguiu clarear uma pequena parte de seu ser... É o mesmo que penetrar numa floresta. Você faz uma pequena clareira, você limpa um pedaço de terra, você faz um cercado, você faz uma pequena cabana; você faz um pequeno jardim, um gramado, e você sente-se bem. Além de sua cerca - a floresta, a selva. Mas aqui dentro tudo está bem: você planejou tudo.
Foi assim que aconteceu. A sociedade abriu uma pequena clareira em sua consciência. Ela limpou apenas uma pequena parte completamente, e cercou-a. Tudo está bem ali. Todas as suas universidades estão fazendo isso. Toda a cultura e todo o condicionamento visam apenas limpar uma parte, para que ali você possa se sentir em casa.
E então você passa a sentir medo. Além da cerca existe perigo.
Além da cerca você é, tal como você é dentro da cerca - e sua mente consciente é apenas uma parte, um décimo de todo o seu ser. Nove décimos estão aguardando no escuro. E dentro desses nove décimos, em algum lugar, o seu centro verdadeiro está oculto.

Precisamos ser ousados, corajosos. Precisamos dar um passo para o desconhecido.

Por um certo tempo, todos os limite ficarão perdidos. Por um certo tempo, você vai se sentir atordoado. Por um certo tempo, você vai se sentir muito amedrontado e abalado, como se tivesse havido um terremoto.

Mas se você for corajoso e não voltar para trás, se você não voltar a cair no ego, mas for sempre em frente, existe um centro oculto dentro de você, um centro que você tem carregado por muitas vidas. Esse centro é a sua alma, o eu.

Uma vez que você se aproxime dele, tudo muda, tudo volta a se assentar novamente. Mas agora esse assentamento não é feito pela sociedade. Agora, tudo se torna um cosmos e não um caos, nasce uma nova ordem. Mas essa não é a ordem da sociedade - essa é a própria ordem da existência.

É o que Buda chama de Dhamma, Lao Tzu chama de Tao, Heráclito chama de Logos. Não é feita pelo homem. É a própria ordem da existência. Então, de repente tudo volta a ficar belo, e pela primeira vez, realmente belo, porque as coisas feitas pelo homem não podem ser belas. No máximo você pode esconder a feiúra delas, isso é tudo. Você pode enfeitá-las, mas elas nunca podem ser belas... O ego tem uma certa qualidade: a de que ele está morto. Ele é de plástico. E é muito fácil obtê-lo, porque os outros o dão a você. Você não precisa procurar por ele; a busca não é necessária. Por isso, a menos que você se torne um buscador à procura do desconhecido, você ainda não terá se tornado um indivíduo. Você é simplesmente mais um na multidão. Você é apenas uma turba. Se você não tem um centro autêntico, como pode ser um indivíduo?

O ego não é individual. O ego é um fenômeno social - ele é a sociedade, não é você. Mas ele lhe dá um papel na sociedade, uma posição na sociedade. E se você ficar satisfeito com ele, você perderá toda a oportunidade de encontrar o eu. E por isso você é tão infeliz. Como você pode ser feliz com uma vida de plástico? Como você pode estar em êxtase ser bem-aventurado com uma vida falsa? E esse ego cria muitos tormentos. O ego é o inferno. Sempre que você estiver sofrendo, tente simplesmente observar e analisar, e você descobrirá que, em algum lugar, o ego é a causa do sofrimento. E o ego segue encontrando motivos para sofrer...

E assim as pessoas se tornam dependentes, umas das outras. É uma profunda escravidão. O ego tem que ser um escravo. Ele depende dos outros. E somente uma pessoa que não tenha ego é, pela primeira vez, um mestre; ele deixa de ser um escravo.

Tente entender isso. E comece a procurar o ego - não nos outros, isso não é da sua conta, mas em você. Toda vez que se sentir infeliz, imediatamente feche os olhos e tente descobrir de onde a infelicidade está vindo, e você sempre descobrirá que o falso centro entrou em choque com alguém.

Você esperava algo e isso não aconteceu. Você espera algo e justamente o contrário aconteceu - seu ego fica estremecido, você fica infeliz. Simplesmente olhe, sempre que estiver infeliz, tente descobrir a razão.

As causas não estão fora de você.

A causa básica está dentro de você - mas você sempre olha para fora, você sempre pergunta: 'Quem está me tornando infeliz?' 'Quem está causando a minha raiva?' 'Quem está causando a minha angústia?'




Ladyskull


Se você olhar para fora, você não perceberá. Simplesmente feche os olhos e sempre olhe para dentro. A origem de toda a infelicidade, da raiva e da angústia, está oculta dentro de você, é o seu ego.

E se você encontrar a origem, será fácil ir além dela. Se você puder ver que é o seu próprio ego que lhe causa problemas, você vai preferir abandoná-lo - porque ninguém é capaz de carregar a origem da infelicidade, uma vez que a tenha entendido.

Mas lembre-se, não há necessidade de abandonar o ego. Você não o pode abandonar. E se você tentar abandoná-lo, simplesmente estará conseguindo um outro ego mais sutil, que diz: 'tornei-me humilde'...

Todo o caminho em direção ao divino, ao supremo, tem que passar através desse território do ego. O falso tem que ser entendido como falso. A origem da miséria tem que ser entendida como a origem da miséria - então ela simplesmente desaparece. Quando você sabe que ele é o veneno, ele desaparece. Quando você sabe que ele é o fogo, ele desaparece. Quando você sabe que esse é o inferno, ele desaparece.

E então você nunca diz: 'eu abandonei o ego'. Você simplesmente irá rir de toda essa história, dessa piada, pois você era o criador de toda essa infelicidade... É difícil ver o próprio ego. É muito fácil ver o ego nos outros. Mas esse não é o ponto, você não os pode ajudar.

Tente ver o seu próprio ego. Simplesmente o observe.

Não tenha pressa em abandoná-lo, simplesmente o observe. Quanto mais você observa, mais capaz você se torna. De repente, um dia, você simplesmente percebe que ele desapareceu. E quando ele desaparece por si mesmo, somente então ele realmente desaparece. Porque não existe outra maneira. Você não pode abandoná-lo antes do tempo. Ele cai exatamente como uma folha seca.

Quando você tiver amadurecido através da compreensão, da consciência, e tiver sentido com totalidade que o ego é a causa de toda a sua infelicidade, um dia você simplesmente vê a folha seca caindo... e então o verdadeiro centro surge. E esse centro verdadeiro é a alma, o eu, o deus, a verdade, ou como quiser chamá-lo. Você pode lhe dar qualquer nome, aquele que preferir."

OSHO, Além das Fronteiras da Mente. Copyright © 2006 OSHO INTERNATIONAL FOUNDATION, Suiça.Todos os direitos reservados.




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O SACRIFÍCIO DA TERRA

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" Agnus Dei" de Zurbaran

Ajude a Destruir o Planeta
Nesse texto polêmico e poderoso, Otávio Leal aponta a ferida causada no planeta por quem é carnívoro. Reflita e passe adiante (ainda é tempo).

Você que está lendo este artigo deve ver com indignação todas as atrocidades e falta de respeito com que alguns pseudos seres humanos tratam o planeta e a natureza.
A destruição da Amazônia, as queimadas, a total incompetência dos chamados dirigentes ou políticos.

Centenas de árvores estão sendo destruídas nesse exato momento e como todos sabem, as árvores são responsáveis pelo oxigênio do planeta e sem elas não poderíamos viver. Quando destruímos as árvores estamos também matando os animais que vivem nelas e liberando o dióxido de carbono, acelerando o efeito estufa e conseqüentemente destruindo nosso futuro.

Porque destruímos tanto as árvores? É para criar mais moradias? Não. É para criar pastos para a criação de gado. Todas as florestas estão sendo destruídas no ritmo de meio hectare a cada 5 segundos, para que muitos comam cadáveres (carne de gado).

Quando alguém come um hambúrguer é responsável pela destruição de 5 metros quadrados de floresta tropical. As pessoas que vêem as florestas sendo destruídas e comem carne, também são responsáveis por isso, além disso todos sabemos que a falta de água será um problema tão grande que poderá haver guerras por água e também, por isso é que hoje milhares de pessoas morrem. Por falta d’água.

Você sabe quanto de água é necessário para se criar um único bezerro? O suficiente para fazer flutuar um navio médio. Uma vaca, num gole bebe até 2 litros de água. Num dia, bebe 100 litros. Para produzir 1 Quilo de carne, gastam-se 43.000 litros de água. 1 kg de tomate com 200 litros de água.

Pode se pensar no incompetente "Governo" que te diz para não lavar o carro ou não tomar banho - Isso também é importante mas para você poupar realmente água, NÃO coma bicho morto (carne). Você sabia também que a indústria que mais consome energia elétrica é a do gado?
Você se preocupa com a fome no planeta? Se preocupa que hoje 980 milhões de pessoas vivem num estado de miséria absoluta, que 70 milhões de pessoas morreram no ano passado por inanição e que isso deve piorar se não mudarmos nossos hábitos?

O mesmo acre que produz 120 quilos de carne de boi pode produzir 20.000 quilos de batata; meio quilo de carne produziria 8 quilos de cereais. Isso é a diferença entre alimentar 1 pessoa e 160 pessoas.
Um acre pode alimentar vinte vezes mais pessoas se todas fossem vegetarianas. Cerca de 70 crianças morrem de fome todos os dias e nós temos condições de mudar isso se os comedores de putrefatos (carne) diminuíssem em 10% sua dieta assassina. Isso seria suficiente para alimentar crianças, homens e mulheres que no momento em que você lê esse artigo estão morrendo de fome com dores terríveis.

Sabia ainda que a quantidade de solo arável está diminuindo numa velocidade assustadora, devido a produção de carne e isso pode até acabar com a nossa capacidade de vivermos no planeta?

Se você vai naquela coisa nojenta chamada açougue, saiba que por trás do que se compra lá, está escondida a destruição de florestas, o alimento e a água dos nossos filhos e a extinção de várias espécies.
Não pense que sua decisão não fará diferença - fará muito - as pequenas mudanças no planeta hoje, tem conseqüências gigantes a longo prazo. Divulgue esse texto. Coloque-o na Internet. Faça algo.
Pense ainda nos animais. Será justo de nossa parte dar morte violenta e cruel a animais pacíficos?

Se você acredita que eles não tem morte violenta não leia mais este artigo pois você não tem cultura para entender nada do que estou escrevendo. Vá ler a revista Caras ou assistir ao Big Brother. Se você acredita que os animais são inferiores a nós deve acreditar também que a Terra não é redonda.

Os porcos são, por exemplo, criados em total confinamento, no meio do lixo, presos, sem higiene e engordados artificialmente, inclusive recebendo hormônios e antibióticos. Quanto ao gado eles são mantidos em jaulas, sem liberdade. Mais de 80% dos abates ocorrem sem nenhum tipo de fiscalização sanitária; há pouco tempo no Rio Grande do Sul descobriu-se patas e rabos de rato em lingüiças.

Olhe nos olhos dos animais quando eles são assassinados, marretados nos abatedouros que são do 50% no Brasil ( os outros são sangrados vivos) por "homens covardes" e veja um raio de luz através do qual a vida deles olha para fora e para cima, em direção ao grande poder do nosso domínio sobre eles, e pede por amizade.

Como você pode aceitar colocar dentro de você um animal que viajou centenas de quilômetros a pé ou apertado na carreta de um caminhão (dirigido por um "homem") , sem água ou qualquer alimento. Ao chegar no local do abate ficam de 2 a 4 dias no pátio do matadouro, recebendo apenas água e sofrendo por antever o futuro...

Na hora do sacrifício, os animais são empurrados por um longo corredor apertado e ficam desesperados, horrorizados, tentam fugir, tentam lutar pela própria vida, mas no final do corredor lhe espera um "homem" que lhe golpeia com uma marreta na cabeça ou um disparo na testa com um pistola de ar comprimido o animal fica fraco, tonto, cai com os olhos abertos, mas logo é suspenso por um guindaste enquanto ele ainda se debate por liberdade saem lágrimas nos olhos quando é finalmente degolado vivo. Seus olhos ficam vazios.

Nesse ponto os "homens" usam as facas e o animal deixa de existir, para que poucos comam sua carne e para as fezes e o sangue poluírem os rios.Visite um matadouro. Pense que se os animais falassem, diriam:
- Deixem-me vivo. Parem de me matar. Olhem nos meus olhos.
Você quer então ajudar a salvar o planeta? Não quer se sentir responsável pela morte de crianças? Quer preservar as árvores e o solo?
Então mude sua alimentação. O seu poder de fazer a diferença está em suas mãos quando for no supermercado, restaurantes ou na sua cozinha. Você não precisa sair por ai e salvar a vida de alguém. Você pode fazer isso somente alterando sua alimentação e é claro tendo muito mais saúde e disposição. Quanto aos benefícios de uma dieta sem carniça (carne vermelha), leia a respeito mais já saiba de antemão que cientistas confirmam ser a carne responsável por doenças do coração, câncer no intestino, diminuição do apetite sexual e muito mais.

Obs: A Argentina ERA o maior consumidora de carne do planeta, hoje muitos não tem o que comer. O Brasil é o 4º consumidor e tem 172 milhões de cabeças de gado bovino.

http://www.salveaterra.com.br/ajudeaacabar.htm
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Terça-feira, 25 de Março de 2008

QUAL É O PAPEL DO SANADOR NA CURA ESPIRITUAL?

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O PAPEL DO SANADOR NA CURA
Guy Halferty

Logo após Mary Baker Eddy haver descoberto que o poder sanador do Cristo estava ainda intacto e disponível para quem o compreendesse, ela aprendeu uma lição muito importante que passou a ser um marco para ela. Uma de suas alunas, Sue Harper Mims, relata esse fato em reminiscências que escreveu sobre a última classe da Sra. Eddy.

A Sra Eddy conta que, logo após sua descoberta, família e amigos sabiam que se ficassem doentes e pedissem que ela orasse por eles, ficariam restabelecidos. No entanto, eles nunca admitiam o que havia realizado a cura. A Sra. Mims se recorda das palavras da Sra. Eddy assim: “Por vezes, logo que enviavam alguém para pedir minha ajuda, eles se recuperavam, mesmo antes de eu chegar lá, e assim sabiam que era Deus quem os havia curado.” Certo dia, foi chamada para acudir uma criança doente e, enquanto se dirigia apressadamente para lá, ela foi invadida por um senso de responsabilidade pessoal sobre o caso.

“Eu estava tão ansiosa para que o poder da Verdade fosse reconhecido”, continua ela, “que disse a mim mesma: “ele não pode melhorar até que eu chegue.” É evidente que isso não estava certo, eu sabia que tinha de deixar tudo nas mãos de Deus, mas o orgulho se infiltrara e eu havia perdido minha humildade e o paciente não foi curado. Apercebi-me da admoestação recebida e, ao voltar para casa, joguei-me no chão, pus a cabeça entre as mãos e orei para que, em nenhum momento, eu fosse atingida pela idéia de que era alguma coisa, ou realizava alguma coisa; reconheci que essa era a obra de Deus e que eu O refletia. A criança foi então curada”.(ver We know Mary Baker Eddy, p. 133).

Essa experiência de nossa Líder nos dá uma lição. Em determinado ponto, em praticamente todas as curas realizadas na Ciência Cristã, chegamos a esta maravilhosa percepção: somente Deus, e não uma pessoa, é o sanador. As palavras de Jesus, registradas no Evangelho de João, abrangem amplamente essa questão: “Eu nada posso fazer de mim mesmo” e “o Pai que permanece em mim, faz as obras”. Constatamos que nas curas realizadas por Jesus, por seus discípulos e apóstolos, poucas palavras eram ditas e, por vezes, nenhuma. O que cura é a compreensão, é dar o verdadeiro testemunho. Não são as palavras que curam, nem mesmo afirmações metafísicas grandiosas, apesar de tais palavras e afirmações refletirem a compreensão espiritual e serem auxiliares valiosos para que alcancemos um ponto de vista espiritual mais elevado.

Qual é, então, o papel do sanador na cura? Em todos os casos, seu papel mais importante é o de compreender a verdade: dar testemunho e reconhecer que Deus, o infinito e totalmente perfeito, é o único poder em ação no processo de cura. Nosso papel é o de sermos o homem de Deus, eliminar o sentido pessoal do cenário, para que nosso reconhecimento da verdade seja literalmente o reflexo de Deus. Todo poder e autoridade procedem de Deus e são refletidos por Seu homem. O trabalho do sanador é o de humildemente reconhecer esse grande fato, ceder a ele, insistir nele e assim demonstrar o Cristo, a verdadeira idéia de Deus e Seu poder.

Eis um exemplo de como o papel do sanador entra em ação. Um praticista da Ciência Cristã recebeu um telefonema de um homem que disse ter uma excrescência nas costas, ao longo da coluna, e isso o preocupava muito. Disse que a excrescência estava aumentando de tamanho, causava bastante desconforto e ele estava com muito medo. O praticista concordou em orar por ele.

À noite, enquanto orava por esse caso, o praticista saiu para caminhar nas redondezas. Enquanto andava, começou a fazer vigorosas declarações, quase como se estivesse em meio a uma discussão sobre o poder sanador da Verdade, usando frases da Bíblia e das obras da Sra. Eddy.

Por vezes tais argumentos e veemência em prol da Verdade são justamente o que se faz necessário. Dentro em pouco, porém, ele percebeu que estava labutando com um forte senso de responsabilidade humana e pessoal pela cura. O paciente lhe pedira ajuda na total confiança de que, como praticista, ele sabia o que fazer sobre o caso. A sugestão de que ele, praticista, era pessoalmente responsável pela saúde do homem, começou a aflorar com insistência em seu pensamento: o homem ser curado ou não, dependeria de quanto o praticista compreendesse a respeito de Deus.

De repente, o praticista teve este pensamento inspirador: “Este paciente é completo, saudável e perfeito, não porque estou fazendo declarações sobre a Verdade, mas porque sua vida está totalmente a salvo e intacta em Deus, cuja lei é o irresistível poder de cura”.Seguiu-se um grande sentimento de alegria, uma enorme sensação de alívio, uma torrente de gratidão pelo fato de que nem o paciente, nem o praticista, poderiam, por um momento sequer, estar separados de Deus ou da saúde total e completa. Com humildade viu todo sentimento de responsabilidade pessoal simplesmente desvanecer-se. Viu a si mesmo em seu verdadeiro papel, o de fiel e confiante testemunha do poder divino. Ele teve certeza de que a cura se efetuara.

Dentro de poucos dias, o homem telefonou para dizer que o problema havia simplesmente desaparecido. Ele estava curado.

Pelo fato de os Cientistas Cristãos negarem a veracidade e realidade da doença e de todas as formas de mal, não quer dizer que ignorem o peso das argumentações dos sentidos materiais e do mundo material. Longe disso! O sanador científico enfrenta esses argumentos da mesma forma como um matemático enfrenta um problema de aritmética ou de cálculo. O Cientista Cristão não se deixa impressionar ou desalentar pela argumentação agressiva do mal, que tenta nos convencer de sua realidade, mas trabalha baseado exclusivamente na perfeição da Ciência. Ele sabe que essa Ciência fundamenta-se no Princípio divino, Deus, e que é, portanto, capaz de ser provada quando compreendida.

O metafísico deve estar tão imbuído do fato espiritual da totalidade e onipotência de Deus e do fato de que o homem é o reflexo de Deus, que os argumentos dos sentidos tomam o aspecto não de alguma coisa, mas do nada, como conceitos errôneos. Em outras palavras, o verdadeiro sanador está tão espiritualmente consciente daquilo que é, que até certo ponto pende o falso senso daquilo que não é e regozija-se com aquilo que é verdade.

Como é compreendida na Ciência Cristã, a cura nada tem a ver com o fato de um indivíduo “pensar” sobre a cura. Não se trata de “pensamento positivo”, nem do poder da “mente sobre a matéria”. Não é uma questão de persuasão pessoal ou da crença humana na verdade a prevalecer sobre a crença em algum erro material. Acima de tudo, não se trata de levar o homem de volta à perfeição. Trata-se, isso sim, de reconhecer e insistir na perfeição criada por Deus, da qual o homem nunca está separado, e de se incluir tanto o praticista como o paciente nessa perfeição.

Na metafísica divina, o sanador é uma testemunha da totalidade de Deus, o Espírito, e da perfeição do homem como Sua semelhança. Como reflexo de Deus, o sanador envolve o paciente com essa verdade outorgada pelo Espírito. Ele sabe que nada existe fora do Espírito, mas que todos estão incluídos no Espírito. A respeito desse tipo de testemunho, a Sra. Eddy promete em Ciência e Saúde: “Se o Espírito ou o poder do Amor divino dá testemunho em favor da verdade, isso vem a ser o ultimato, o modo científico, e a cura é instantânea.

(Extraído de O ARAUTO DA CIÊNCIA CRISTÃ – Dezembro 1992)
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Segunda-feira, 24 de Março de 2008

ABDUÇÃO - RELATO DE UMA EXPERIÊNCIA

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Abdução: Um fenômeno comum entre
uma psiquiatra e seu paciente


Relato de uma experiência profissional espontânea, vivida em meu ambiente de trabalho.
Por Analigia Santos Francisco*



Entre humanos e humanóides
(parte 2)


PACIENTE ABDUZIDO


No dia 28 de novembro de 2002, fui para a CJM onde trabalho no setor de emergência do HJM como médica psiquiatra. Mais ou menos pelas 15 horas, sentei no lugar ocupado pelo registro para analisar alguns papéis. Nesse momento, entrou o Senhor A., paciente lotado no CRIS (centro de reabilitação e integração social), solicitando uma medicação para impregnação neuroléptica.

Como sempre chamei o auxiliar de enfermagem que responde como "Mineiro", para aplicar uma ampola de Biperideno 2mg via IM. Conhecendo seu caso apenas superficialmente, mas sabendo que ele usa o decanoato de Haloperidol que é uma medicação aplicada quinzenalmente, sei da necessidade do A. de desimpregnar.

Ao chegar o auxiliar, ele olhou espantado para o A. e disse:
- Doutora! Esse "cara" vive bebendo cachaça e gosta de tomar com essa medicação!
Olhei para A. para que ele dissesse algo em sua defesa, mas e paciente não se defendeu. Aliás, é uma atitude comum para os pacientes de longa data em manicômios como os da CJM, que passa por um processo de alienação crônica.

Um tanto irritado, o auxiliar começou a aplicar a injeção, quando uma voz imperativa, porém comedida, exclamou:
- Ah, não bebe. Eu sou prova disso!
Ato contínuo eu voltei meus olhos para o cidadão que eu pensava que estava esperando a hora da visita.
Era um homem mestiço, com expressão inteligente.
Eu e o "mineiro", naturalmente ficamos em silêncio diante de tanta segurança. Então ele continuou:
- Eu sou o irmão de A. E pago suas contas. Nunca paguei nada a não ser comida e refrigerantes.

Percebendo o nosso embaraço, ele suavizou sobremaneira:
- Acho que o senhor se equivocou em relação ao paciente. Naturalmente o senhor pode ter visto outro e pensou que fosse o A. Salvo pelo gongo, o mineiro aceitou e se desculpou e retirou-se a jato do local. Disfarçando a minha "cara no chão", abordei gentilmente o A. e perguntei se ele estava bem e ele confirmou com um sorriso e acrescentou:
- Esse é o meu irmão doutora!
No que o senhor assentiu com a cabeça.

Tranqüilizada com o "final feliz", sorri encerrando o incidente. Nesse momento, o senhor olhou fixamente para mim e indagou:
- A senhora conhece o A.?
Eu, sem saber mais como melhorar a situação respondi:
- Claro! Ele sempre vem à emergência desse hospital para fazer esse tipo de medicamento.

Ele insistiu:
- Pergunto se a senhora “conhece realmente” o A.; leu sua história?

Sem mais convicção alguma disse:
- Ele é do Cris; eu sou da emergência, logo eu o conheço como pessoa e sei de suas necessidades, mas não sou sua médica.

Ele, que se apresentou como S., questionou:
- Mas a senhora já leu seu prontuário do CRIS?
Eu disse não.
Ele insistiu:
- A senhora sabia que ele ficou assim depois que ele foi abduzido por um disco voador?
Eu o olhei fixamente. Em termos médicos, abdução não tinha sentido para mim naquela frase.
Ele percebeu e adicionou:
- Seqüestrado.

LEMBRANÇAS

Nesse momento, eu viajei para o ano de 1965. Eu estava com um primo de primeiro grau chamado JLR, pelos idos de julho a novembro. Era meia noite e eu sai de sua casa para ir para a minha, do outro lado da quadra. Nesse momento, eu vi algo a uns 80 metros de mim. Parado. Luzes coloridas (vermelho, verde, azul...) girando na horizontal, como um carro de polícia. Nessa época, todos as viaturas tinham cores de tom vermelho, o que me chamou atenção. Olhando mais nitidamente, percebi que simplesmente o objeto estava parado e não tinha nada embaixo para suportá-lo. Bastante surpreendida, suspeitei de algo inusitado. Olhei fixamente e percebi que as luzes deixavam perceber algo metálico a mais de 3 metros de altura, sem suporte e que parecia côncavo. "É um disco voador". Nesse momento, pensei no perigo e olhei em volta. A menos de 30 metros, dois homens baixos, talvez com 1,30 ou 1,40 vestidos de astronautas, vinham calmamente em nossa direção. Recordando os livros que já havia lido em todos meus 14 anos e meio, pensei em algum raio paralisante ou essas coisas similares. Em fração de segundos, tive medo de voltar para casa e eles fazerem algum mal à minha família. Pensei em seguir pela rua que ia dar numa pedreira; assim eu e meu primo nos livraríamos deles.

Desatamos a correr...

NO HOSPITAL

Olhei para o S. e creio que ele deve ter percebido a longa peregrinação mental que fiz. S. continuou. Nessa hora só estávamos eu, S. e A..
- Sinto que a senhora não é como o doutor L., que é o médico dele. Então eu vou contar para a senhora o que aconteceu. Eu refeita e curiosa olhei ansiosamente para saber o ocorrido.

- Tudo começou em novembro de 1952, em Cubatão. Eu, e mais nove moleques de minha idade (eu contava com nove anos e meu irmão A., com oito) brincávamos de polícia e ladrão quando um vento muito forte chegou de repente. Antes que tivéssemos qualquer reação, um objeto se aproximou de nós. Tinha o tamanho do maracananzinho.

Nesse momento, eu quase pus tudo a perder. Lembrei do "Independence Day". Filme de um exagero fenomenal e tão discreto como uma revoada de hipopótamos. Com minha esforçada contenção do riso (ou gargalhadas), ele continuou:

- Nisso, a "nave" parou, abriu uma porta que se embutia pelas paredes - meu pai não acreditou quando eu disse isso, porque nessa época a gente não conhecia esse sistema - e lançou uma "flecha" metálica de mais ou menos 30 cm. Começamos a correr e o primeiro abrigo para nós era a escola. Chegamos lá em mais ou menos oito minutos. Então percebi que meu irmão não estava. Como irmão mais velho, me senti (e sinto) muito mal por não ter parado para socorrê-lo. Cheguei em casa e contei tudo. Um monte de pessoas então saíram para procurar o A.. Ninguém sabia onde ele estava, até que houve um telefonema da Estação para nossa cidade, perguntando-nos se conhecíamos um menino com as características de meu irmão. Chegamos até lá e encontramos A. em choque; não reconhecia ninguém. Nós o levamos para casa e intentamos todos os médicos de Cubatão. Ele piorava a cada dia. Doutora, levamos ele para tudo que era médico e ele ficou para morrer...

- Quais os sintomas? Perguntei curiosíssima, e voltei a dizer:
- Aliás, vou fazer melhor; vou abduzir você até meu consultório para que você me conte tudo...
Ele sorriu e A. percebeu que não era hora de permanecer; orgulhoso de ver seu irmão sendo atendido com atenção (coisa que falta na nossa prática médica), ele saiu contente. Entramos em meu consultório e quando havia uma emergência eu atendia e logo voltávamos ao tema...

- Meu irmão pegou uma enorme quantidade de enfermidades, principalmente na pele. Furunculose e uma coisa... Que não sei definir...

VOLTANDO A 1952

Novamente eu fiz uma viagem até novembro de 1952, quando eu tinha 1 ano e pouco e passei por uma experiência semelhante. Eu nasci em julho de 1951. Meus pais eram muito jovens (16 e 18 anos). Aos 6 meses de idade, meus pais me mandaram para a casa de meus avós, no Sul da Bahia, em Ilhéus. Apesar de muito ricos e produtores de cacau, eles tinham vida simples e não urbana, faltando por isso , o conforto das grandes cidades.

Depois que fiz 1 ano, segundo meus pais, minha mãe teve uma visão de madrugada. Viu Jesus, bem claramente pedindo que ela fosse me buscar senão eu morreria... Ela foi direto para o aeroporto e chegou à Bahia o mais rápido que pôde. Me encontrou em estado de quase-morte. Desidratada, com furunculose e irreconhecível. Ela buscou uma farmácia e o farmacêutico a desenganou: "Ah, minha senhora!!! Essa menina não tem jeito não... A senhora tem que buscar socorro em uma cidade grande".

Minha mãe, Dona NSEP, 17 anos, sozinha e sem saber o que fazer voltou à fazenda e retaliou meus avós, acusando-os dos mais graves danos que uma pessoa poderia fazer. Isso selou uma inimizade que duraria para sempre, mesmo contra os argumentos de meus avós que disseram que a culpa recaia na babá (de dez anos) que abandonou a criança no mato e fugiu... Incógnita. Fugiu de que? Minha mãe pegou meus restos e foi para Minas Gerais. Onde sua Irmã OEP morava.

Ali, fiquei em estação de águas por 3 meses. Minha saúde foi restaurada, porém uma coisa foi percebida gradativamente. Eu estava cega de um olho, permaneciam as luzes, porém sem foco. Isso me causou um estrabismo bastante grave...

NO CONSULTÓRIO

S. falava enquanto eu comparava minha estória, a época, as doenças e tudo mais.
- S.! Que estória terrível você está me contando! Exclamei lamentando a mim mesma.
- É doutora! Eu guardarei essa culpa comigo para sempre. Eu deveria ter ficado.
- Doutora! A senhora já viu discos voadores, né?
- É... Eu vi com meu primo quando eu tinha 14 anos.
- Viu a tripulação?
- Vi.
- E depois?
- Depois? Ah!. Eu corri.
- É. Assim é melhor. Mas...Correu para onde?
- Corri para uma pedreira. Eu e meu primo.
- Ah!

Nesse momento eu me perguntava: Cadê a pedreira que eu nunca cheguei lá. Eu não me lembrava de nada; arquivei. Eu já estava sobremaneira em pânico. S. já percebia que o assunto chegou ao particular, mas não ousava perguntar.

- S.. O estrabismo que eu noto em seu irmão. Ele nasceu assim?
- Não doutora. Isso foi seqüela. Apareceu depois, sem mais nem menos. Aliás, o Chico Xavier fez uma palestra sobre isso e eu notei que ele tinha o mesmo problema de meu irmão.
Ato contínuo eu fui à minha bolsa, peguei minha carteira de motorista e apresentei ao S..

"MONOCULAR"

Ele olhava para a carteira e me olhava. Eu, séria.
Ele então, falou com voz baixa:
- Abduzida...

Creio que já se passaram mais de duas horas de diálogo. Eu então resolvi entrevistar o A..
- E aí, A.. Quer dizer que você tem um irmão e eu tomei ele de você?
A., orgulhoso de ver tanta atenção, disse sorrindo:
- Ah! Doutora! Para mim está tudo bem.
- Diga-me A., como foi aquela estória da nave?
- Eu não me lembro de nada não senhora. Só sei que eu brincava com meus amigos, ai veio um vento forte e de repente eu vi uma "seta". E tinha uma coisa muito grande que escureceu o céu.
- E como era essa seta?
- Mais ou menos deste tamanho oh! E sinalizou algo de 35cm.
Daí por diante, ele não se lembra de mais nada, nem que estava longe e sua família foi buscar. Apagou de sua memória todas as informações.

A., um paciente de décadas na CJM, já tem seus neurônios de criatividade e abstração hipotrofiada. Mas todos os eventos, ficaram correlacionados com as informações de S.; Por outro lado, eu confio mais nos meus pacientes embotados que sejam ,do que a mente criativa e enganosa dos homens de QIs normais.

S. também me informou que durante alguns anos, não "acordou" para os fatos; somente com dezoito anos, quando foi servir exército no Ceará, é que começou a procurar alguma coisa que curasse seu irmão. Refere ter ido para a universidade do Ceará onde cursou pedagogia e psicologia. Não teve direito a participar dos trabalhos ufológicos porque não havia sido abduzido e só era testemunha.

Pesquisador por conta própria, autodidata em fenômenos UFOs, S. conseguiu perseguir a rota do agora já famoso (para nós) Ovni de novembro de 1952. Descobriu que ele foi visto no Ceará e ali abduziu pessoas, uma delas com o nome de Valter. Nesse suposto abduzido, na mesma época da abdução de A., foi encontrado em seu crânio, um chip (?). Foi ao estado do Pará onde se encontrou com o médico que fez a cirurgia e a retirada do chip, do tamanho de um grampo (desses que servem para grampear folhas). Após a cirurgia, o paciente Valter, não suportou a cirurgia e veio a falecer com suposta hidrocefalia.

Eu já explorara o senhor S. por horas e acabei por abduzi-lo por exatamente 7 horas, haja vista que ele ficou à minha disposição até às dez horas da noite. Ele deixou seu telefone comigo e sei que qualquer iniciativa para desvendar o caso de seu irmão será abençoada. A essa altura, eu já debulhava minha vivência para ele. Sentia uma confiança naquele senhor de 60 anos que se apunhalava por não ter se lembrado de seu irmão. Exatamente há meio século atrás...

Dois destinos...Não. Com o Valter, 3 destinos. Não muito mais destinos se cruzavam numa experiência desconhecida, numa moral estranha, que beneficia uns e destrói outros? Eu sentia agora todo meu império de crenças ruir como o Word Trade Center... Sem querer, aquele homem se apresentou para mim, num fatídico dia 28 de novembro de 2002. E ia mudar minha vida e a de minha família, talvez para sempre.

Sempre me achei uma raridade, relíquia mesmo. Alguma coisa que viria mudar a filosofia
do mundo, partilhada com uma enorme ignorância de mim mesma. E quem são os meus “amigos”?
Por Analigia Santos FRANCISCO*

Depois de recuperada da enfermidade que quase me matou aos 1 ano e meio, passei a recordar das coisas que eu vivia. Porém, não sei porque, minha mãe, já com 18 anos, me encaminhou para um internato em Santa Teresa, que se chama "Colégio das Meninas". Era católico e quem supervisionava eram as freiras. Depois da estação de águas em Minas Gerais, fui para esse Colégio. Sentia muitíssima a falta de meus pais. Agonizava mesmo.

Um dia, estava almoçando e junto ao feijão com arroz, apresentou-se algo esbranquiçado, um detalhe que me veio à mente mais tarde é o pavor que eu tenho quando vejo esse tipo de aparência na comida, parecia um suflê. Eu sentia ânsias de vômitos, mas a freira me obrigara a comer tudo. De repente, eu olhei para a porta e vi minha mãe me olhando através da portinhola. Que linda árabe! Meu coração de 3 anos se apertou de emoção. Eu não teria que comer "aquilo". De repente eu a vi dando dinheiro para a freira e com um último olhar furtivo, saiu sem falar comigo.

Pela primeira vez experimentei dois sentimentos antagônicos; de jubilo e de infelicidade. As únicas vezes que eu sai do internato ao longo dos 4 anos foi com minha tia MEP, que na época tinha 15 anos. E quando eu chegava em minha casa, via que "nós" morávamos em um apartamento enorme com dois irmãos lindos que eu tinha, mas que não podiam brincar (?); tinha em minha casa mais agregados de "favor", que eram meu tio DR, minha tia DE e MEP. Eu adorava ouvir o acordeão delas, mas eu só ficava um pouco.

'Para mim, as pessoas que me visitavam eram viventes.
Um dia, eu estudava em minha escrivaninha, em meu quarto e um "tio"
meu apareceu. Ao lado dele tinha uma mulher que parecia artificial.'

Um dia, aos 4 anos, minha tia MEP (vou lhe dever esse favor para o resto da eternidade) me levou para passear em São Gonçalo, Galo Branco, onde morava minha outra tia REP e um acidente me envolveu de forma quase fatal. Minha perna se "triturou" num motocicle dirigido por minha tia REP. Enfim, fiquei dois anos sem andar, quase amputação de perna esquerda e o alívio de não mais poder voltar ao colégio de freiras, já que o Colégio, não aceitava "aleijadas".

Eu conseguia ser a pessoa mais feliz do mundo. Enfim, moraria com meus pais e com meus lindos irmãos. Percebi que minha mãe tinha muito mais "pessoas" em nossa casa. Depois das 18 horas, quando minha mãe me levava para dormir, "eles" vinham e me ensinavam muitas coisas, saíam comigo, eu voava e ia para lugares lindos. Eles me ensinavam tudo sobre a moral e a vida.

Adorava discutir com meu pai, que era repórter nessa época. E também eu me lembro quando Albert Einstein veio ao Brasil. Nessa época, meu pai tinha 23 anos e parecia uma criança. Comecei a estudar e com 6 anos voltei a andar e cursei a 3ª serie do curso primário. Adorava escutar meu pai, nessa época falando de "Danna de Tefé" e o "advogado do Diabo".

Para mim, as pessoas que me visitavam eram viventes. Um dia, eu estudava em minha escrivaninha, em meu quarto e um "tio" meu apareceu. Ao lado dele tinha uma mulher que parecia artificial. Ele estava com um sinalizador de quadro (na falta de um exemplo) e fez uma série de revelações que alterariam a minha vida dai para frente... Uma delas era que eu seria médica de cabeça. Só que ele apontava para o "holograma?"; mas eu entendia que era comigo...

Ele foi sumindo no ar como fumaça e eu então me apavorei. Corri em direção da minha mãe e expliquei o ocorrido.
- Meu tio morreu!
- Que tio? Responda?

Tentei explicar e ela deve ter entendido, porque me olhou severamente e me disse:
- Você viu foi gente morta. Não existe tio nenhum! E nunca mais fale isso com ninguém ouviu?
Eu balbuciei:
- Então, por favor, me leve ao psiquiatra...
E passei a ter horror de mortos.

'Grandes tragédias me esperavam, após eu voltar a andar.
Minha mãe era possessiva e sem limites. Meu pai racional
e cheio de cuidados com a sociedade, já que ele era colunista social'

Nessa época resolvi me excomungar; motivo: o padre falava mais do diabo que de Deus. Era um contra-senso. Com 6 anos eu não suportaria tamanha estultícia. Estava entrando para a quarta série. Não sou idiota. Informei aos meus pais que não seria católica. "Sou vesga e desdentada”, (não me avisaram que os dentes de leite caiam como um fenômeno normal), assim eu me achava, mas não sou burra. Enquanto minha mãe estava desolada, meu pai sorridente, comentou que ia saber do meu QI. Eu já sentia algo de superioridade (lamento informar), confesso.

Eu vi nessa época algo no céu parecido com uma lua, mas de cor bronze metálica. Fiquei olhando. Estava bem à frente de minha janela entre eu e o Cristo Redentor (eu morava na Rua AL) . Chamei minha mãe e ela disse que era porque eu tinha problemas na vista; acreditei olhando para o que eu não mais sabia se via.

Meus pais se separaram e eu fiquei sob a custódia de meu pai, que considerava minha mãe inapta para ficar comigo e cuidar de minha educação. Grandes tragédias me esperavam, após eu voltar a andar. Minha mãe era possessiva e sem limites. Meu pai racional e cheio de cuidados com a sociedade, já que ele era colunista social.

O divórcio saiu numa quinta-feira, véspera de sexta-feira santa e minha mãe perdeu tudo. Na madrugada de sexta para sábado, minha mãe fugiu da Justiça com seus três filhos, num caminhão pequeno, sem levar nada, exceto roupas, e algumas coisas importantes. Saímos meia-noite e chegamos às 6 horas da manhã numa roça interminável. Solicitamos ajuda a minha tia REP que quando viu a televisão (em abril de 1964), se interessou, fez questão de nos oferecer dois cubículos 2X3m, sem banheiro ou cozinha (por três meses) e naturalmente, a televisão ficaria com ela. A partir dai, os fenômenos começariam a aparecer.

'Eu já havia avistado os ETs em 1965 e depois caiu para o esquecimento,
exceto uma depressão que senti após o avistamento,
a qual eu atribui ao crack financeiro.'

A partir desse momento, eu comecei a duvidar de tudo. Minha mãe com 29 anos, eu e meus irmãos com 12, 10, 8 anos respectivamente. Ela sem currículo de nada, exceto as roupas caras e os 40 pares de sapatos caríssimos que ela teve que deixar na outra casa. Era abril de 1964. Minha tia REP nos humilhava, o que podia. Mas, meu primo JLR, era muito legal comigo. Minha mãe causou uma crise de depressão terrível e me culpava por tudo, já que eu havia sido refém deles por cinco anos.

- Você, teve pai, mas seus irmãos, nunca.
Eu não podia me mover. Ela se viciou em estar contra mim. Pedi que ela me matriculasse numa escola.
- Você o que? Tá brincando? Você vai é cuidar de seus irmãos...
Eu havia me cansado de sentir taquicardia e gelar quando flagrava minha mãe me olhando com ódio. Mas eu a amava.

A pobre nunca conseguiu fazer muita coisa como chefe de família. Aí, eu fiz um acordo com ela; eu trabalharia e ela me deixaria estudar. Acordo feito. Eu passei para um colégio estadual à noite e trabalhava durante o dia vendendo linha e botão na rua, de porta em porta. Sem comentários sobre esse momento, pois eu consegui ser feliz a meu modo.

Aos 15 anos já tinha um bom emprego em vendas no mercado imobiliário. Eu já havia avistado os ETs em 1965 e depois caiu para o esquecimento, exceto uma depressão que senti após o avistamento, a qual eu atribui ao crack financeiro. Eu comecei a sentir falta dos meus amigos espirituais; afinal estiveram comigo nos piores dias de minha vida e aquele momento, não estava melhor. A saudade do amor (meu pai), a angustia de ser explorada por aqueles seres que se amavam tanto e me humilhavam (nada contra os meus irmãos, afinal de contas eles não eram inteligentes) e a necessidade de comprar um pouquinho da consideração deles (êta, judia!) me fez crescer profissionalmente.

Começaria então o "poltergeist". Eu me empenhei a procurar um "dreno" em minha adolescência humilhada pelos "nãos" e “bate-portas na cara” quando eu oferecia linhas coloridas para as pessoas. Mas era questão do meu almoço (e minha paz com minha mãe). Dei uma guinada e virei guitarrista de grupos, me iniciei a beber e a fumar cigarros. Senti que meus amigos passaram a exercer um governo ditatorial contra mim. (ou sobre mim). Eles me ameaçavam. Um dia, minhas amigas estavam prontas para sair e quando eu passei pela porta, uma voz imperiosa me disse:

- "J" você não vai!
- Vou sim! Rebelei-me com minha roupa hiper-moderna nos meus 14 anos.
- Não vai.
- "Perai, pô"! Minha mãe nunca me mandô! Qual é?
- J, você é quem sabe.
Fui!
Caminhei com meus amigos, feliz com a decisão tomada. Quem são eles? Que me mandam desde a infância? Tenho direito a viver o que eu quero.

'Os supostos espíritos desencarnados, sempre atuaram naquele
local onde o disco pousou... Eu nunca me havia apercebido antes...
Será que eles tinham alguma ligação com ETs?'

Quando chegamos à segunda quadra, exatamente no lugar onde o disco voador parou; minha amiga Vilma (que a gente americanizou de Lucy) sofreu uma crise convulsiva. Ligamos para a ambulância e quando ela chegou, eu me prontifiquei a acompanhá-la; moral da história: Fiquei das 22 às 7 horas da manhã, sendo interrogada por policiais e médicos. Às 7 horas, Vilma acordou linda e maravilhosa e ainda por cima passei pelo embaraço de ser levada de ambulância para casa na hora do café. É tudo que uma menininha na adolescência não poderia suportar. E tudo na presença de meus super heróis (que são os jovens líderes, que influenciam os adolescentes por suas posturas de comando). Passei a ter medo. Passar vergonha? Nunca. Afinal de contas? Quem eram esses carinhas que faziam o que queriam de mim. Então, eu os mandei embora... Os supostos espíritos desencarnados, sempre atuaram naquele local onde o disco pousou... Eu nunca me havia apercebido antes... Será que eles tinham alguma ligação com ETs?

"A pior coisa da minha vida foi o consentimento deles”. The day After (no dia seguinte), eu podia tudo. Liberdade. Olhava para um lado e para o outro e nada... Não via, não enxergava nada. Era o fim de uma vida sem meus amigos espirituais que me embarreiravam a liberdade. A meus pais, nunca obedeci, porque eu tinha o “domínio” deles. Agora eu era livre para ir aonde bem quisesse.

Nunca correlacionei os fenômenos ETs com os meus amigos (aliás não eram mais, pois eu pedi que me deixassem em paz). Para mim eram espíritos desencarnados de outras vidas que estavam no meu pé. (palavras de adolescente).

Um dia livre...Mais um dia... Uma semana... Um mês. Comecei a me sentir numa caixa de fósforos. Eu me sentia desprotegida, sem chão... Comecei a rezar: “Deus! Por Tua misericórdia! Peça para eles voltarem! Eu me arrependo Senhor! A vida não tem sentido... Nem um sinal. Nada. Espero. Vem! Por favor! De novo não! A primeira vez foi por medo; a segunda por rebeldia. Agora eu prometo que vou obedecer”.

Três meses e nada. Eu percebi que minha vida não teria mais sentido. Queria continuar comungando suas idéias. Seu universalismo. Depois de mais de três meses de oração e jejum, eles ressurgiram. Eu teria quase 15 anos. E eles entraram com tudo; quer dizer: invadiram minha praia... Parei com minhas bebidinhas e meu cigarrinho de baile (os namorados eram quem patrocinavam, aliás, é um cuidado a se tomar). Fiquei careta de todo. Vegetariana e etc. Troquei minhas roupas por outras mais moderadas. Eles me convidaram para estudar no além (não sei bem onde). Eu aceitei. Aos quinze anos passei a estudar um emaranhado de coisas que jamais imaginei existirem; História, mesclado com Ciência e Arqueologia que também se mesclava com Sociologia e Matemática superior, etc.

'Fiquei dois anos sem poder ter paz em minha casa
e fugindo dos padres da paróquia antes que eles me
fizessem o que fizeram com a pobre Lúcia, aquela portuguesa...'

O ambiente era futurista, de cores meio prateadas; cadeiras com um só pé, mas com uma rotatividade diferente. Os professores eram versáteis e as aulas, muito interessantes. Algumas matérias eu revi na escola comum. Os alunos, às vezes, eu os via, às vezes parecia que eu estava só, porém eu sabia que não. Quantos anos eu fiquei nessa escola? Pouca coisa? Foram 28 anos.

Eu decidi ficar com eles por amor, já que o planeta Terra não me oferecia nada melhor. O maior problema deles era o escândalo... Sim, o escândalo. Eles eram soberanamente escandalosos. "Todas as pessoas que visitavam minha casa tinham que receber curas, flores, até mesmo os que eu odiava e rezava para que eles não o fizessem". Aí eu passei a ser aquela menina poltergaist.

Fiquei dois anos sem poder ter paz em minha casa e fugindo dos padres da paróquia antes que eles me fizessem o que fizeram com a pobre Lúcia, aquela portuguesa que se apaixonou pelo Antônio, mas que o império católico proibiu. Afinal de contas, a diferença é que eu me casei com o Antônio (português) e estou com ele até hoje, após 28 anos. Essa é a diferença.

Seria excelente viver assim com eles, se a minha mãe, um dia, cansada de receber milhares de pessoas, não tivesse gritado para mim e para os meus amigos.
- Eu não agüento mais esse vai e vem em minha casa! Eu vou pedir para você e seus "amigos" que saiam daqui.

Eu digo:
- Chega!

E agora, José? A festa acabou. Eu e meus amigos fomos postos para fora. Também! Escandalosos. O que a gente vai fazer? Alugar algum lugar? Leia Kardec. (Disse qualquer um deles que não sei qual).

- Quem é esse tal Kardec? Eu acho que li alguma coisa assim como "Vote em Alan Kardec para deputado estadual".

- Celma! (Assim eu chamava minha mãe que de bonita que era, não podia permitir que eu a chamasse de mãe) Quem é esse tal de Kardec?
- Ah! É um cara que fundou uma religião. Espiritismo.
Eu empaquei.
- Que? Macumba?
Eu me reportei aos tempos em que a gente assustava uns aos outros com papos fúnebres.
- Não! É um tal de centro de mesa. Linha branca.
Isso não me convenceu nem um pouco.
- Para mim é coisa ruim. E pronto.

'Saíram 4 navezinhas que passearam por um tempo indefinido.
Eu estava nesse dia, com um amigo chamado PRCS. Ele acompanhou
juntamente com mais de 50 pessoas, o passeio tranqüilo dos Ovnis'

No dia seguinte aconteceram outros fenômenos que não tenho permissão para falar aqui. Também não tenho permissão para outras coisas que eles falaram, pelo menos, ainda. Contudo, no dia seguinte me apresentei na Federação do Estado do Rio de Janeiro, onde o presidente era o queridíssimo Floriano M.P. e sua esposa Luzia M.P., que me receberam com um carinho especial.

Percebi no decorrer do tempo que não poderia ter filhos. Nunca engravidei. Quando fiz sete anos de esterilidade (o que para mim era o meu maior castigo), adotei um menino escurinho. Ainda era solteira nessa época. Estava noiva e meu noivo consentiu na minha opção.

Chegou ALSF para fazer a festa em minha casa. Minha mãe mudou. Creio que foi a melhor coisa para ela. Nesse meio tempo, conheci quem é hoje meu marido. Tivemos relações e acreditei estar grávida. Não quis dizer nada para ele para que não me apressasse. Depois, sem que, nem para que, menstruei... (decepção). Mas logo a seguir, engravidei de novo e nasceu FSF. (para mim, um pequeno Deus). Com cinco meses de felicidade extrema, ele morreu de meningite...

Dia 23 de junho de 1976. Cemitério do Caju, Rio de Janeiro, eu dava o último adeus ao meu primogênito. Aquele que nasceu circuncidado e morreu como o filho do Faraó do Egito. Eu Hebréia, ele circuncidado...Explica-me, Senhor! Saí do cemitério e comecei a estudar Medicina. Nunca mais perderia um filho por um erro médico. Nono lugar na Cesgranrio - UERJ - Medicina. Era isso que vocês pediram? Sejam feitas as vossas vontades! Dai para frente nasceu uma menina (ADSF) e depois MSF.

'Cada vez que esse tipo de cirurgia acontecia, eu adquiria mais poderes.
Percebia o mundo de forma cada vez mais clarividente'

Mais uma vez, avistei coisas no céu. Com testemunha e, dezenas de outros, sem testemunhas. Não sei para que ver discos voadores! Para mim não tem relevância. Se existe, ok! Mas o que eu tenho com isso? Um certo dia eu vi uma sonda prateada (balão meteorológico?). Ela me acompanhou por quase uma hora. Mas, por que ninguém o notou? Só eu achei anormal aquilo me perseguindo por um tempo incrível. Em 1986, era uma segunda-feira, creio que no mês de maio, quando avistei uma nave espacial que permaneceu no céu por uma hora e meia. Dela saíram 4 navezinhas que passearam por um tempo indefinido. Eu estava nesse dia, com um amigo chamado PRCS. Ele acompanhou juntamente com mais de 50 pessoas, o passeio tranqüilo dos Ovnis. Em um determinado momento eu cansei de olhar para cima e entrei no carro. Vi quatro seres me olhando... Nesse momento, eu os reconheci. Eram os cirurgiões que me torturavam por muitas vezes em minha casa. Eu os via sempre, fazendo algo de dor indecifrável em minha cabeça e nunca reagi porque estava paralisada. Esse evento se passou por um número infinito de vezes desde minha mocidade. Que cirurgia era essa? Tão insuportável que eu pedia sempre: Deus! Não me mate agora! Faz que eu suporte tudo isso!

Cada vez que esse tipo de cirurgia acontecia, eu adquiria mais poderes. Percebia o mundo de forma cada vez mais clarividente. Então, eu agradecia a Deus por ter tirado um parafuso (sei lá o que era), para eu pensar melhor e com mais tranqüilidade. Meus dons passaram a se tornar uma poderosa arma para meu viver.

Assim, eu suportaria qualquer coisa para poder fazer algo para a humanidade (meio megalomaníaca, é claro), porém eu tenho potentes armas; sou médica neuropsiquiatra, o que é já muito, e posso ajudar as pessoas.

* Analigia Santos Francisco é médica neuropsiquiatra e hipnóloga.

Abdução: Um fenômeno comum entre uma psiquiatra e seu paciente

http://groups.msn.com/UFOLOGIA-ALIENSOVNIS/abduoumfenmenocomumentreumapsiquiatraeseupaciente.msnw


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publicado por conspiratio às 20:20
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FASES DA MEDITAÇÃO

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Caminho da Meditação Estabilizadora

(Extraído de http://www.shamata.blogspot.com/)


Esta ilustração é a reprodução de um desenho tibetano que representa nove cenas, os nove estágios do caminho da meditação estabilizadora ou shamatha.

Há dois personagens: o homem, o meditador, o observador; e o elefante, que representa sua mente. Para desenvolver shamatha, a mente usa duas ferramentas: a atenção e a lembrança. A afiada machadinha representa a acuidade da atenção vigilante, e a corda com um gancho é a lembrança da prática. Já que muitas distrações interrompem seu estado alerta, vigilante, o meditador deve retornar a ela através de constantes lembranças. A vigilância é a acuidade na base da meditação, e a lembrança assegura sua continuidade.
O estado de shamatha tem dois obstáculos principais: o primeiro é a agitação ou dispersão criada pela fixação sobre pensamentos e emoções passageiros; o segundo é o torpor ou preguiça, a estagnação mental. O torpor é representado pela cor preta do elefante e a agitação pelo macaco. O fogo que diminui ao longo do caminho representa a energia da meditação. Conforme avançamos, a prática requer menos e menos esforço.As seis curvas ou voltas no caminho marcam seis platôs, masterizados sucessivamente pelas seis forças da prática, que são: ouvir as instruções, assimilá-las, lembrá-las, vigilância, perseverança e hábito perfeito. Ao lado da estrada há diferentes objetos: um katha, algumas frutas, uma concha cheia de água perfumada, pequenos címbalos e um espelho, representado os objetos dos sentidos; objetos tangíveis, sabores, odores, sons e formas visuais, que distraem o meditador que se desvia do caminho do shamatha ao segui-los.

[1] Na base da ilustração, no primeiro estágio, há uma distância consideravelmente grande entre o meditar e sua mente. O elefante da mente é guiado pelo macaco, ou agitação. O grande fogo mostra que a meditação requer bastante energia. Os obstáculos são os piores possíveis; tudo está preto.

[2] No segundo estágio, o meditador chega mais próximo do elefante por causa de sua atenção. O macaco — a agitação — ainda conduz a mente, mas o ritmo diminui. A estagnação e a agitação diminuem; algum branco infiltra-se no preto do elefante e do macaco.

[3] No terceiro estágio, o meditador não mais caça a sua mente; agora eles estão cara a cara. O macaco ainda está à frente, mas não conduz mais o elefante. O contato entre o meditador e a mente é estabelecido pela corda da lembrança. Ocorre uma forma sutil de estagnação, representada por um pequeno coelho. A escuridão da estagnação e da agitação diminui.

[4] No quarto estágio, o progresso torna-se mais claro e o meditador chega ainda mais perto do elefante. A alvura do macaco do elefante e do coelho aumenta. A cena torna-se mais clara.

[5] No quinto estágio, a situação torna-se invertida. O meditador conduz o elefante da mente com a atenção e lembrança contínuas. O macaco não conduz mais, porém o coelho ainda está lá. A cena fica ainda mais clara. Em uma árvore próxima, um macaco branco pega uma fruta. Isto representa a atividade da mente de se engajar em ações positivas. Apesar de essas ações normalmente precisarem ser cultivadas, ainda há distrações no contexto da prática do shamatha; é por isso que ela é preta e está fora do caminho.

[6] No sexto estágio, o progresso é mais definitivo. O meditador conduz e a lembrança é constante; ele não tem mais que colocar sua atenção sobre a mente. O coelho se foi e a situação torna-se cada vez mais clara.

[7] No sétimo estágio, a cena torna-se muito pacífica. A caminhada não mais requer direção. A cena torna-se quase completamente transparente. Alguns sinais de preto indicam pontos de dificuldade.

[8] No oitavo estágio, o elefante anda domado pelo meditador. Não há virtualmente mais nenhum preto e a chama do esforço desapareceu. A meditação torna-se natural e contínua.

[9] No nono estágio, a mente e o meditador estão ambos completamente em descanso. Eles são como velhos amigos acostumados a estar juntos calmamente. Os obstáculos desaparecem e a meditação estabilizadora é perfeita.

As cenas seguintes, nascida do raio de luz que emana do coração do meditador, representa a evolução da prática no coração deste estágio de shamatha. A realização do shamatha é caracterizada pela experiência de alegria e radiância, ilustrada pelo meditador voando ou cavalgando sobre as costas do elefante. A última cena refere-se às práticas combinadas de shamatha e vipashyana. A direção é revertida. A mente e a meditação estão unidas; o meditador senta-se escarranchado sobre o elefante. O fogo revela uma nova energia, a da sabedoria, representada pela espada flamejante da sabedoria transcendente, que corta os dois raios negros das aflições mentais e da dualidade."

(Kalu Rinpoche. Luminous mind: the way of the Buddha. Compilado por Denis Töndrup,traduzido por Maria Montenegro, prefácio de S.S. o Dalai Lama.Boston: Wisdom, 1997. Pág. 157-158. )

http://metamorficus.blogspot.com/2007/12/caminho-da-meditao-estabilizadora.html

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AMOR ENTRE ANIMAL E HUMANO SALVA A VIDA DE UM HOMEM

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Relembrado fato notíciado em 2003:

Canguru salva fazendeiro ferido na Austrália

MELBOURNE, Austrália - Um canguru fêmea, domesticada, se tornou a nova heroína da Austrália após salvar a vida do fazendeiro que a adotou há dez anos. Leonard Richards, de 52 anos, foi encontrado pelo animal desmaiado e gravemente ferido. Len Richards, estava avaliando os danos causados à sua propriedade por uma tempestade, quando foi atingido na cabeça por um galho que caiu de uma árvore no domingo. Lulu, como o canguru é chamado, foi saltando às pressas até a casa da família e começou a bater fortemente na porta até que a mulher do fazendeiro viesse atender.

A mulher do fazendeiro seguiu o canguru porque achou que ele estava agindo de maneira estranha. A filha do fazendeiro, Celeste Richards, de 17 anos, contou que Lulu, que é cega de um olho, ainda emitiu um ruído estranho, parecido com um latido.
"O canguru chamou a tenção deles (dos familiares) e logo saiu em disparada até o ferido para que o encontrassem" disse o paramédico Eddie Wright, que atendeu o fazendeiro em sua propriedade, na cidade de Morwell.

Fiel, Lulu ficou ao lado do dono até que a ajuda chegasse. Celeste descreveu o animal como muito confiável e inteligente. "Ela imagina ser um cão" disse a garota. "Lulu e papai são muito unidos, ela o segue por toda a parte, mas todos nós a amamos muito" - disse.




O masurpial vive com a família desde filhote, quando foi encontrado ainda na bolsa de sua mãe momentos depois de ter sido atropelada por um automóvel. Autoridades australianas permitiram que a família cuidasse do filhote, já cego de um olho.


Segundo o paramédico, não fosse a presteza de Lulu, Richards poderia ter morrido em consequência dos ferimentos.
- Foi muita sorte. Meu pai poderia ter ficado lá durante horas se não fosse por ela (Lulu) - disse o filho de Richards, Luke.


fontes: Globonews.com e Estado de São Paulo


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Domingo, 23 de Março de 2008

ALEXANDRA DAVID-NÉEL E O TIBETE

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Alexandra David-Néel


Alexandra David-Néel, pseudônimo de Louise Eugénie Alexandrine Marie David (Paris, França, 24 de outubro de 1868 — Digne-les-Bains, 8 de setembro de 1969) foi uma famosa escritora espiritualista, budista, anarquista política, reformadora religiosa e exploradora francesa.
David-Néel viajou durante quatorze anos por todo o Tibet e foi reconhecida como a primeira mulher européia a ser consagrada lama. Tornou-se praticante de
tumo, uma técnica essencialmente tibetana de aquecimento corporal por meio da meditação, e da criação de tulpas, criaturas imaginárias que, segundo os monges budistas, chegariam quase a se materializar no mundo real.
No decorrer de suas viagens e estudos escreveu mais de quarenta livros sobre o budismo.



http://www.alexandra-david-neel.org/index_anim.htm



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VIDA DE NAGARJUNA, BUDISTA, ALQUIMISTA, INDIANO

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A Vida de Nagarjuna


Por Georg Feuerstein


Nagarjuna viveu entre o primeiro e segundo século. Ele nasceu em uma família brâmane de Vidarbha (Beda) no Sul da Índia. Em seu nascimento, astrólogos predisseram que ele morreria com uma idade muito tenra mas que sua curta vida podia ser estendido para um máximo de sete anos se fossem realizados oferecimentos para ordens monásticas.

Os pais devotos de Nagarjuna desta forma tiveram sucesso em prolongar a vida do menino até os sete anos. Mas neste ponto, eles foram informados que nenhuma quantidade de cerimônias adicionais podia previnir sua morte. Impossibilitados de agüentarem a dor de assistir morte prematura de seu filho amado, eles o enviaram a uma viagem com um servidor de confiança.

Em suas viagens pelo Sul da Índia, o menino teve uma visão transcendental do Bodhisattva Avalokiteshvara, que o guiou para os portões da famosa universidade monástica de Nalanda. Lá, um renomado perito Saraha (também conhecida como Rahulabhadra) foi informado de sua história e recomendou que ele recitasse o mantra do Buda Amitayus ("Longa Vida") para estender seu período de vida.


Em seu oitavo aniversário, Saraha iniciou o menino na prática (sadhana) de Amitayus, e deste modo ele pode lutar contra o destino predito pelos astrólogos. Nagarjuna ou Siddhipada, como o menino era conhecido então, estudou e praticou vigorosamente e logo, sob a proteção de Buda Manjushri, dominou os ensinamentos de todas as linhagens budistas. Mais tarde ele foi designado como o abade de Nalanda.


De acordo com uma lenda, Siddhipada adquiriu o nome Nagarjuna como segue. Um dia, um yogin que foi irritado por monges de Vikramashila, outra universidade budista famosa da Índia antiga, fez o complexo do monastério queimar por meios mágicos. A fumaça provocada pelo fogo fez Mucilinda, a soberana das serpentes negras, cair seriamente doente.

Foi chamado o curandeiro mais preparado da terra para intervir, e Siddhipâda foi escolhido. Ele não era só um consumado lógico, químico, alquimista, administrador mas também um médico soberbo. Suas habilidades curativas rapidamente e eficazmente restabeleceu saúde de Mucilinda. Em gratidão, o monarca das serpentes presenteou o Abade Siddhipâda com uma cópia do Sutra Prajna-Paramita, ou pelo menos a maior parte desta escritura sagrada. Este trabalho tinha sido confiado para a regente das serpente há muito tempo por Ananda, o primo e discípulo mais íntimo da Buda.





Ansioso para estudar o Sutra por completo, Siddhipada, um mestre realizado (siddha) transportou-se ele mesmo para o reino da serpente e conseguiu o restante do Sutra Prajna-Paramita. Por causa deste ato mágico, ele veio a ser conhecido como Nagarjuna, significando o Arjuna no meio dos Nagas, ou serpentes. Arjuna foi o nome do grande herói da dinastia de Pandava, que, para apoiar do mestre realizado Krishna, lutou contra as forças de escuridão uns 1.000 anos antes de Buda. Arjuna ("Branca"), um guerreiro destemido, ajudou a restabelecer a ordem moral (darma) naquele tempo, e Nagarjuna, recuperando o precioso Sutra Prajna-Paramita dos Nagas realizou um feito semelhante. Na mitologia, os Nagas são os quardiões de tesouros, inclusive tesouros espirituais.


Nagarjuna, um brilhante filósofo, formulou o Caminho do Meio do vazio (shunyata) de todos os fenômenos: eles nem existem (i.e., eternalismo) nem não exista (i.e., niilismo). Sua visão é resumida na fórmula clássica: samsara iqual a nirvana. Seus pensamentos incisivos, que vieram a ser conhecidos como a escola de Madhyamika (às vezes chamado "Centrismo"), desde então até o décimo quarto século foram seguidos pela numerosa Ordem Gelugpa do budismo Tibetano.

Nagarjuna criou muitos trabalhos baseados nos ensinamentos do Sutra Prajna-Pâramita, e 180 ou mais trabalhos foram atribuídos a ele, seis alcançaram fama particular: o Shunyata-Saptati ("Setenta-sete [Versos] sobre o Vazio"), o Prajna-Mula ("Fundação da Sabedoria"), o Yukti-Shashtika ("Sessenta [Versos] sobre o Razoamento"), a Vigraha-Vyavartani ("Rejeição da Disputa"), a Vaidalya-Sutra, e a Vyavahara-Siddhi ("Perfeição da Ação"). Estes são considerados textos fundamentais da escola Madhyamika do budismo Mahâyâna, que Nagarjuna é considerado como fundador. Outros textos famosos de sua caneta são a Mula-Madhyamika-Karika ("Versos sobre os Fundamentos do Madhyamika"), o Mahaprajna-Paramita-Shastra ("Livro de ensinamentos sobre a Grande Perfeição da Sabedoria"), e o Dasha-Bhumi-Vibhasha-Shastra ("Livro de ensinamentos sobre as Opções dos Dez Níveis [de uma Bodhisattva]"). Além de, duas de suas cartas de instruções escritas para discípulos—a Ratna-Avalî ("Fio das Jóias") e o Suhril-Lekha ("Carta para um Coração Generoso [Amigo]")—ganharam grande popularidade por sua grande sabedoria.


Outra lenda famosa descreve morte de Nagarjuna. No final de seus dias na terra, ele foi patrocinado pelo Monarca Ativahana a quem ele proveu regularmente com um elixir da vida longa. Impaciente para governar o país, um dos filhos do monarca conspirou para assassinar Nagarjuna. Um dia, o Príncipe Shaktiman se moveu furtivamente em direção aos sábio ancião que esta submerso em profunda meditação e preparou sua espada para decapitá-lo. A arma afiada, porém, não deixou nem uma marca no pescoço de Nagarjuna. Mas o sábio retornando a consciência ordinária e, completamente ciente do que havia acontecido, disse ao príncipe: "Não fique preocupado que sua trama tenha falhado. Há muitos, eu acidentalmente cortei um inseto pela metade com uma lâmina afiada de cortar grama. A situação atual é um resultado direto daquele ato. Embora nenhuma arma pode me causar dano, me deixe dizer que você pode facilmente dividir minha cabeça com uma lâmina de cortar grama. E deste modo, a lei do karma será cumprida." O príncipe não perdeu tempo para terminar com a vida de Nagarjuna.


Assim que Shaktiman cometeu a ação sangrenta, ele ouviu uma voz vinda do corpo acéfalo: "Eu agora partirei para o Céu de Sukhavati, mas logo tornarei a possuir este corpo." O príncipe fugiu com medo. Um espírito feminino levantou cabeça de Nagarjuna e a transportou várias milhas para longe. Por muitos anos, ambas as cabeça e corpo ficaram lá na montanha desértica sem exibição de quaisquer sinais de decadência. Milagrosamente, a cabeça moveu-se gradualmente para mais próximo do tronco e finalmente reconectou-se com ele. Naquele momento, Nagarjuna retornou a vida, e viveu outros 600 anos trabalhando para o bem da humanidade. Hoje, como um bodhisattva liberado nos reinos sutis, ele não está fazendo nada diferente.


http://www.nossacasa.net/SHUNYA/default.asp?menu=941
Mais em:

www.tealchemy.org/what/alchemists/index.html

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Sábado, 22 de Março de 2008

NÓS SONHAMOS O MUNDO?

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Insatisfeita com um mistério

Desde cedo, Gloria Wapnick (nascida Malatino) foi preparada para um caminho espiritual radical, graças a uma experiência comum a muita gente: sua religião de infância era incongruente. "Enquanto estava sendo criada no catolicismo' recorda, "sempre achei difícil entender de que jeito um Deus amoroso podia criar um mundo onde havia tanto sofrimento, tanta dor e tanta miséria. Os padres a quem perguntava não conseguiam nunca me dar uma resposta satisfatória; eles simplesmente diziam que se tratava de um misté­rio. Embora quando menina eu tivesse querido ser freira, mais tarde resolvi que se esta espécie de mundo era o melhor mundo que Deus fora capaz de criar, eu realmente não precisava daquela espécie de Deus. Então abandonei a igreja, o que muito desiludiu meus pais”

Conquanto buscasse por vários caminhos, durante os cursos secundário e universitário, Gloria nunca encontrou uma perspec­tiva espiritual que fosse "totalmente lógica em termos de me des­vendar o objetivo de minha vida, o sentido da vida". Ela se casou, criou dois filhos e se divorciou, mas ainda continuava à procura de um significado mais profundo para a vida. Encaminhada por um amigo a uma orientadora espiritual (Pat Rodegast, a famosa canalizadora dos ensinos de Emmanuel), Gloria visitou-a "só por curiosidade" e foi informada de que "encontraria aquilo que es­tava procurando" em Wainwright House, um centro para semi­nários de expansão da consciência sediado em Rye, Nova York. Inscreveu-se num simpósio de fim de semana a se realizar ali e, logo ao chegar, sentiu-se atraída por uma oficina sobre Um Cur­so em Milagres.

"Na noite em que cheguei ao simpósio” recorda Gloria, "co­mecei a ler o Curso. Quando me deparei com a idéia de que Deus não tinha criado o mundo foi como se um raio me atingisse. Era tão simples, tão claro, e contudo eu nunca pensara nisso antes por estar tão zangada com Deus.

***
"Dedicamos muito tempo a ajudar as pessoas a perceberem o que o Curso não é' afirma Ken. "Ele não é bíblico; não é nem Ju­daísmo nem Cristianismo; não é Ciência Cristã; não é Nova Era, Joel Goldsmith ou Edgar Cayce. O erro mais comum que as pes­soas cometem é relacionar o Curso ao caminho espiritual que se­guiam antes. Isso é um equívoco natural, mas enquanto você insistir nele, não entenderá o que o Curso está dizendo.”

E no dizer do Curso, o que é que o torna distinto de outros caminhos?

“Fundamentalmente, o Curso diz que só o espírito é real e que nada mais existe. Ele também diz que Deus não está envolvido no mundo da matéria. Ele vai além de outras tradições quando diz que nós construímos o mundo - e também o tempo e o espaço - numa tentativa de agredir a Deus.”

Nas próprias palavras do Curso:

O mundo foi feito como um ataque a Deus. Ele simboliza o medo. E o que é o medo senão a ausência de amor? Assim, o mundo foi feito para ser um lugar onde Deus não pudesse en­trar e no qual Seu filho pudesse estar à parte Dele.

Para alguns estudantes do Curso essa mensagem é tão pertur­badora”, afirma Wapnick, que "eles alteram a mensagem, decidin­do que o Curso diz que Deus não criou os horrores do mundo. Mas o Curso diz com muita clareza que todo o universo físico não é da autoria de Deus, e sim de nossa própria autoria.”

Gloria acrescenta: "Esse é um conceito ao qual as pessoas sem­pre tiveram uma tremenda resistência. Elas acham muito difícil lidar com isso, já que a implicação direta de Deus não ser respon­sável pelo mundo é que elas o são. Isso significa que você tem de assumir a responsabilidade por sua existência e tudo que a ela se relacione - e quem quer fazer isso?".

De fato, a maioria das pessoas já acha bastante difícil assumir responsabilidade por seu comportamento cotidiano; que dirá en­tão pela condição existencial do mundo em geral. No best-seller psicoespiritual The Road Less Traveled [A trilha menos percorri­da], o psiquiatra cristão M. Scott Peck sugeriu que o desafio en­frentado pela psicoterapia não é realmente fazer com que as pessoas vejam o que está errado em suas vidas, mas sim conseguir que fa­çam algo em relação ao que estão vendo. Pergunto a Ken se isso é parecido com o desafio da responsabilidade que o Curso apresen­ta a seus estudantes.

"Não concordo inteiramente com Peck", ele responde. "Acho que, na maioria, as pessoas têm consciência de que algo está erra­do em suas vidas, mas não sabem o que é - ou seja, sua decisão permanente de continuarem separadas de Deus. Só entender isso já demanda muito trabalho. Mas, se você chegar tão longe assim poderá automaticamente 'escolher de novo', conforme o Curso afirma. Uma vez que veja claramente as opções que tem diante de si - e veja que só você é responsável por sua vida, porque ela é o seu sonho - você fará a escolha correta.”

Será que esse "escolher de novo" é comparável à noção cristã evangélica de "ser salvo" ou de "nascer de novo"? Wapnick sugere que a escolha implica da pelo Curso é vista propriamente como um processo permanente de crescimento, e não como uma epifania salvacionista. "Uma vez que você escolha de forma diferente” ele explica, "descobrirá ligada a esta outra escolha a ser feita, e um outro nível, e assim por diante. Isso é um processo de desfazer o mundo que criamos errado. O ego inventou o tempo e o espaço para colocar distância entre a causa do mundo - ou seja, nossa escolha de acreditar nele - e seu efeito sobre nós, para que expe­rimentemos o sofrimento do mundo sem perceber que somos a causa única de tal sofrimento.”

***

Para os novos alunos talvez o desafio mais sério que o Curso apresenta seja distinguir entre a voz do próprio ego e a voz do Es­pírito Santo. Existirá um modo de dizer com segurança a que tipo de orientação se está dando ouvidos?

"O Curso oferece alguns meios de distinguir” sugere Ken, "sen­do um deles o fato de que ao seguir a orientação do Espírito Santo você fica 'completamente' sem medo”. Mas realmente a pergunta é descabida. Saber qual é a voz que estamos ouvindo não deveria ser o principal, e sim a remoção dos obstáculos que colocamos à voz do Espírito Santo - isto é, a culpa e o senso de que o ego é especial. Quanto mais você se livrar dessas interferências, mais ouvirá a ver­dadeira voz do Espírito Santo. A questão de 'quem é quem?' então surgirá cada vez menos.”

Gloria acrescenta que os estudantes do Curso não devem esperar que o Espírito Santo seja uma "voz" claramente discernível dentro de suas cabeças, à moda de Helen Schucman. "O Espírito Santo pode alcançar você num sonho, num telefonema, em alguma coisa que você ouve de passagem e lhe dá um 'estalo'. Como o Curso se refere a uma voz, as pessoas às vezes ficam confusas e acham que é preciso literalmente ouvir uma voz.”

"O Curso é estritamente um sistema de treinamento mental” assegura Ken. "Ele decerto foi feito para ser vivido no mundo, mas eu acho que as pessoas cometem o engano de tentar aplicá-lo de forma excessivamente literal às questões do mundo. Como o Cur­so afirma que o mundo literalmente não existe, que só existe o sonho de um mundo, ele não está interessado em tentar melhorar o sonho. Ele quer apenas mudar a mente do sonhador. Quando isso for alcançado, o sonho irá automaticamente mudar, de uma forma ou de outra. Mas, para o Curso, a mente do sonhador é o ponto focal.”

A HISTÓRIA COMPLETA DO CURSO EM MILAGRES
D. PATRICK MILLER
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Quinta-feira, 20 de Março de 2008

A UNIDADE ALÉM DA DUALIDADE

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Bede Griffiths 1906-1993


Bede Griffiths foi um monge Beneditino, nascido na Inglaterra e educado em Oxford. Depois de 20 anos como monge na Inglaterra, ele foi para a Índia para encontrar "a outra metade de sua alma". Esta palestra foi extraída do conjunto de palestras que ele proferiu no John Main Seminar de 1991. Essas palestras exploram a tradição da meditação cristã e relacionam-na com as grandes tradições orientais. Pe. Bede mostra como a jornada interior pode contribuir para a unidade espiritual. Ele faleceu na Índia em 1993.
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http://www.bedegriffiths.com/

A Unidade além da Dualidade


Tradução: Roldano Giuntoli


Nossa meditação nos expõe a profundas feridas em nossa natureza e, nos força a encarar o sofrimento da humanidade, desde o início dos tempos. Ela cultiva a compaixão e, isso por sua vez precisa se expressar como compaixão em nossas vidas.

Precisamos superar a dualidade da mente consciente, que nos separa de Deus e, uns dos outros e, compreender que, em Cristo, essa dualidade foi superada. Vocês sabem, o pecado original é uma queda em direção à dualidade. O ser humano original foi criado para ser unificado em corpo, alma e espírito e, assim estar aberto a Deus. A queda da humanidade é a queda do espírito à psique, o que vale dizer, ao ego, ao eu separado. Em lugar de nos abrirmos constantemente a Deus no espírito, caímos em nosso ego, e nos fechamos no medo e na luta, para nos auto-preservarmos. Cristo veio para nos libertar dessa dualidade. Uma vez que você cai em direção à psique, tudo se torna dual, o bem e o mal, certo e errado, branco e preto, consciente e inconsciente, mente e matéria, sujeito e objeto, verdade e erro. A mente racional dualiza tudo. Ela enxerga tudo em termos de pares de opostos.

Porém, sempre, além do dualismo da mente, está o espírito unificador. A meditação nos leva além das dualidades, em direção ao espírito unificado. Jesus é aquele que rompeu a divisão em nossa natureza. São Paulo nos diz que ele "destruiu a muralha divisória". No Templo, em Jerusalém, havia uma muralha que nenhum gentio podia cruzar. Caso o fizesse, ele seria executado. Era para os judeus, o povo escolhido. Essas pessoas ficavam de fora.

Jesus destruiu essa muralha divisória, franqueando o Templo a toda a humanidade. Todavia, nós construímos todas essas muralhas novamente, dividindo o mundo e, é claro que este tem sido o nosso problema.Jesus destruiu a muralha divisória, como diz São Paulo e, isto é a hostilidade dentre nós e, reconciliou-nos em um corpo na cruz. Necessitamos, hoje em dia, levar a sério essa visão de que a humanidade é um corpo, um todo orgânico. Os Padres possuíam esse forte sentimento do Adão que está em toda a humanidade. São Tomás de Aquino, numa bela frase, nos disse: Omnes homines, unus homo, todos os homens são um homem, um todo orgânico. Somos todos membros deste único Homem, que caiu e se dividiu em conflitos e confusão. E Jesus restaurou a humanidade, não apenas judeus ou cristãos, ou qualquer grupo em particular, mas, a humanidade, a essa unicidade, o novo Adão, a raça humana consciente de sua unidade fundamental e de sua unidade com o cosmos. Isso é o que hoje estamos recuperando. Estamos começando a redescobrir a humanidade que nos é comum. A televisão, que traz os eventos de todas as partes do mundo para tão perto das pessoas, está nos ajudando a compreender que as coisas que acontecem no Iraque e em outros lugares, são parte de nossos próprios problemas. Enxergamos a humanidade como parte de um todo cósmico. Somos todos parte deste planeta, moldados por ele e, estamos crescendo e vivendo a partir dele. Somos todos partes uns dos outros, estamos crescendo através de contatos uns com os outros, assim como, um todo orgânico. Estamos recuperando essa unidade, além da dualidade, por direito de nascimento.

Em nossa tradição hebraica, a dualidade é muito forte. Penso que a humanidade teve que passar pelo dualismo, para aprender a diferença entre o certo e o errado, o bem e o mal, a verdade e o erro. Você precisa passar por esse estágio de separação e divisão, porém, então, você precisa transcendê-lo. O Velho Testamento geralmente reflete essa dualidade: eram sempre os israelitas que eram o povo sagrado e, de fora ficavam os gentios, que deveriam ser rejeitados. Os bons deveriam ser separados e os maus condenados. Esse dualismo permeia toda a tradição judaica.

Jesus é originário dessa tradição judaica e, freqüentemente se utilizava de sua linguagem de rejeição e condenação, ainda assim, ele ia sempre além dela e, nos levava ao ponto onde transcendemos todas as dualidades. Há uma maravilhosa expressão disso no evangelho de São João: "afim de que todos sejam um. Como tu, Pai, estás em mim e eu em ti, que eles estejam em nós" Jesus é completamente um com o Pai, ainda assim, ele não é o Pai. É uma relação não dual. Não é um e, não é dois. É um mistério de amor. O amor não é um e, não é dois. Quando duas pessoas se unem no amor, elas se tornam uma, ainda assim, mantém sua distinção. Jesus e o Pai possuíam essa completa comunhão em amor e, ele nos pede para nos tornarmos um, assim como ele é um com o Pai, unicidade completa, no ser não-dual do Pai. É o chamado cristão, para a recuperação dessa unidade.

Na Índia, essa idéia da não-dualidade, advaita, é fundamental. A tradição indiana possui esse sentido de se ir além das dualidades. Os cristãos de nossos dias podem aprender muitas coisas da tradição indiana e, particularmente, esse entendimento do advaita, a não-dualidade. O cristianismo desenvolveu, a partir de Israel, uma tradição de dualismo. Atravessou a cultura greco-romana, que também era dualista, de um modo diferente e, assim continuou. Porém, hoje estamos nos encontrando com as religiões da Ásia e, estamos começando a descobrir o princípio da não dualidade. É o chamado fundamental da humanidade.

A não-dualidade não é um e, não é dois e não é racional. A mente racional requer que tudo seja um ou dois, enquanto que a não-dualidade, que está além do racional, afirma uma relação que não é um e, não é dois. Somente através da meditação passamos além dessa dualidade. Estamos sendo chamados a recuperar a unidade, além da dualidade, que é nosso direito por nascimento e que, só ela, pode atender a mais profunda carência da humanidade hoje.

Tenho planos para um livro sobre as Escrituras do mundo, para ser lido por cristãos e outros, no qual eu tente mostrar que toda religião, hinduísmo, budismo, taoismo, islamismo, judaísmo e cristianismo, todas elas possuem um elemento dualístico, a partir do qual começam e, todas elas se dirigem a esse não-dualismo. Judaísmo e islamismo são especialmente dualistas em suas escrituras, tendem a sempre ser dualistas e, podem ser repletas de terríveis acusações a não-crentes e, descrições de sua condenação e punição. Este é um estágio da religião, que não devemos rejeitar, que as pessoas tem de atravessar. Os sufis dos séculos oito e nove, no Islam, foram além, direto para o não-dualismo e, o não-dualismo sufi é exatamente similar ao não-dualismo indiano, assim como o não-dualismo de mestre Eckhart, de nossa tradição cristã. Toda religião, através de sua tradição mística, vai além do dualismo, para o não-dual. Este é o nosso chamado, ir além do dualismo.







A meditação é o único caminho, para se ir além do dualismo. Quando a mente cessa, você descobre o princípio unificador por trás de tudo. Esta é nossa verdadeira esperança e, nosso chamado. Isto é importante e, penso que no movimento da meditação Deus está nos conduzindo e, à humanidade através de nós. É um chamado que percorre todo o mundo. Por toda parte, pessoas estão se encontrando, descobrindo esta carência e atendendo-a, nos diferentes caminhos da meditação.

Estamos todos sendo chamados a abrir nossos corações ao mistério não-dual da Santíssima Trindade. Não é um, não é um Deus assim. É a comunhão de amor. Aquela é a Realidade não-dual. Assim, aquele é o nosso chamado hoje.



http://wccmbr.blogspot.com:80/

Bede Griffiths é autor de vários livros, alguns traduzidos no Brasil.


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Segunda-feira, 17 de Março de 2008

UMA IOGUINI NOS REINOS DA MORTE

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A Ioguini nos Reinos Além da Morte


Morrer — absolutamente não ter respiração, calor, ou outros sinais vitais — por cinco dias, e então retornar e contar as experiências conscientes em outros reinos, que não o reino humano, parece incrível para a maioria de nós. Presenciado por vários grandes lamas, isto aconteceu à Delog Dawa Drolma, mãe de S.E.Chagdud Tulku Rinpoche. Sua história foi escrita tão logo ela retornou à vida e contou-a.


Quando era uma criança pequena, Dawa Drolma apresentou extraordinárias qualidades espirituais. Nascida em uma das mais ricas famílias do Tibete Oriental, ela desafiou a prosperidade de sua família pela sua boa disposição de dar objetos preciosos a qualquer mendigo que passasse. Sua família reverenciou-a como uma emanação da Tara Branca, mas mesmo assim seus parentes tentaram proteger seus pertences.

Aos dezesseis anos, ela teve uma visão, "em parte uma experiência meditativa, em parte um sonho", na qual foi cercada por três demônios femininos conhecidos como as irmãs do compromisso espiritual quebrado. A chefe dos demônios tentou enlaçá-la numa armadilha e colocar uma bandeira de seda negra ao redor de sua cintura, mas a divindade Tara Branca apareceu e protegeu-a. Esta foi a primeira de uma série de visões; as outras seguiram-se de intensa dor e doença, que eram indicações de que ela poderia morrer.

Muitos grandes lamas deram iniciações e práticas de longevidade, e ela mostrou excelentes sinais de realização dessas práticas. Não obstante, a própria Tara Branca indicou a Dawa Drolma que ela passaria alguns dias num estado de morte — coma — e deu-lhe instruções específicas sobre o que deveria ser feito para ajudar sua consciência a retornar ao corpo. Seus lamas protestaram dizendo que ela não deveria permitir tal coisa, que ela deveria continuar suas sadanas de longevidade. Fora do comum para uma garota de dezesseis anos, opondo-se aos praticantes mais poderosos e de uma geração mais velha, ela prevaleceu. Como os sinais de vida diminuíram, ela foi colocada em uma sala sem comida ou bebida, banhada numa água com açafrão, e envolvida em um tecido azul. A porta foi fechada, e fora da sala alguns lamas escolhidos conduziam cerimônias dia e noite.

Seguindo as instruções internas de Tara, ela permitiu que sua mente se colocasse no estado natural. Uma tremenda sensação de bênçãos surgiu e seu estado desperto foi desimpedido. "Foi como se pudesse escutar todos os sons e vozes em todas as terras, e não apenas aqueles em meu ambiente imediato", ela escreveu mais tarde. Tara apareceu diante dela "em uma massa de luzes de arco-íris, sua forma branca como um vaso de cristal". Um caminho de luzes de arco-íris penetrou seu quarto e ela seguiu-o para a terra pura de Guru Padmasambava, a Montanha Cor de Cobre. Suas descrições das terras puras que visitou eram completamente vivas e ricas em detalhes de mansões celestiais e alegres reuniões dármicas. Elas inspiram-nos a realizar nossos objetivos de prática.

Dawa Drolma também experienciou os reinos do inferno, fantasmas famintos e os estados imediatos após a morte. Depois, corriam lágrimas no seu rosto quando ela falou do sofrimento daqueles cuja não-virtude conduziu ao renascimento em reinos inferiores. Ela tinha conhecido alguns deles antes de morrerem, e eles pediram a ela que falasse aos seus parentes para manterem orações e cerimônias em seu favor. Também mandaram mensagens sobre lugares onde haviam escondido valores e dinheiro, e que deveriam ser usados para pagar pelas cerimônias. Se alguém duvidou das histórias de Dawa Drolma, suas dúvidas caíram por terra quando desenterraram os tesouros descritos em suas mensagens. Sua radiância ao descrever as terras puras, sua tristeza pelo sofrimento dos reinos inferiores, deram aos que ouviram sua história — e a nós hoje em dia — poderosas lições a respeito do resultado das virtudes e não-virtudes.


Infelizmente para as várias pessoas que a amavam e reverenciavam, Dawa Drolma morreu após o nascimento do seu terceiro filho, aos trinta e dois anos. Seu corpo permaneceu em postura meditativa por três dias até a consciência abandoná-lo e entrar em colapso. Certamente a transição interna para a morte não foi para ela mais difícil do que caminhar de um quarto para outro. (por Chagdud Khadro)


Fonte:
http://dakinilounge.blogspot.com/

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Domingo, 16 de Março de 2008

CURA ESPIRITUAL - JOEL GOLDSMITH

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Joel S. Goldsmith


Ao entrar em contato com o Espírito de Deus em seu íntimo, você estará manifestando o Poder e a Presença em sua experiência. A obra de O Caminho Infinito consiste em fazer com que se atinja uma percepção consciente desta Presença. Quando você conscientiza que Deus está “mais próximo...que o fôlego”, cessam suas buscas por Ele no céu ou nas montanhas sagradas, e você passa a ficar repousado. Neste repouso, estará sendo aberto o caminho para que o Espírito Se anuncie e realize a Sua atividade.

O ministério do Mestre não tinha este objetivo? A cura do doente, a ressurreição do morto, a alimentação do faminto, o perdão ao pecador, e a superação de quaisquer discórdias e desarmonias da vida? O ministério do Cristo não tem por objetivo primário que vençamos o que o Mestre chamou de “este mundo”, apareça ele na forma de pecado, tentação, falso desejo, carência ou limitação?

A maioria das pessoas encontra facilidade para reconhecer a existência de um Cristo interno; mas, para prová-Lo, manifestá-Lo ou evidenciá-Lo, sente dificuldade. Para conseguir este intento, uma condição será necessária: sempre que elas lerem ou ouvirem algo a respeito dessa Presença interior do Cristo, terão de sentir, no próprio íntimo, algo que lhes diga “sim”. Foi exatamente esta percepção e convicção da Presença que possibilitou ao Mestre a realização de suas miraculosas façanhas, conforme podemos ler hoje nas Escrituras.

As pessoas envolvidas com a cura espiritual sabem que as curas somente ocorrem quando, ao fim do tratamento ou prece, surge uma sensação de libertação interior, um sentimento do tipo: “Está feito!”, ou, “Deus assumiu o comando”. A prece ou tratamento que se restringe ao uso de palavras e pensamentos, por mais que sinceros e sublimes que possam ser, não será eficaz: estará faltando ali a resposta divina à questão. Apenas a prece ou tratamento que transcender as palavras e os pensamentos, atingindo um contato real com o Espírito, irá mostrar os seus frutos.

Não desejo afirmar que preces ou tratamentos devam ser realizados sem palavras e pensamentos. Imagine! Pois são exatamente as ferramentas de que dispomos para nos erguermos acima delas próprias! Seja qual for o tipo de prece ou tratamento empregado, sua finalidade única é a de nos conduzir a uma condição de consciência em que as palavras e pensamentos cessem por si, dando ao Espírito todo o comando.

Se a prece apenas de palavras e pensamentos fosse poder, não teríamos, no mundo atual, coisas como “busca pelo caminho espiritual”, ou “busca de um meio de se trazer à terra o poder espiritual”, uma vez que sabemos existir, em todas as religiões, denominações e seitas, uma quantidade de preces e tratamentos capaz de inundar o mundo de bem-aventuranças. No entanto, após permitir que seu tratamento incorpore toda a verdade possível de lhe vir à lembrança, se ao seu término fizer uma pausa, à espera de que o Espírito esteja sobre você, terá então encontrado o verdadeiro sentido da prece, e descoberto a origem e o segredo da cura espiritual.
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Sábado, 15 de Março de 2008

O ESTADO DESPERTO NÃO MORRE

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http://www.dharmanet.com.br/vajrayana/chagdud.htm

Chagdud Tulku Rinpoche </a>http://www.odsalling.org/rinpoche/rinpoche-tributo.htm


Chagdud Tulku Rinpoche




"Sua primeira visita ao Brasil foi em 1991. Bem impressionado com a receptividade, fé e espiritualidade que aqui encontrou, Rinpoche incrementou a freqüência de suas visitas ao país e, em 1995, a pedido de seus alunos brasileiros, transferiu-se formalmente para a cidade de Três Coroas (RS), sendo o primeiro mestre tibetano a fazer da América Latina sua residência permanente."

Sua Eminência o 16° Chagdud Tulku Rinpoche,Padma Gargyi Wangchuk (1930-2002)
"Quando um grande mestre morre, segue-se um período em que bênçãos descem sobre quem quer que as peça com devoção. Este é o momento de rezar para que as suas aspirações mais elevadas se realizem."
— Sua Eminência Chagdud Tulku Rinpoche

Esta transmissão foi dada por ocasião do Parinirvana de um grande lama. O Rinpoche deu seu último suspiro durante a madrugada de domingo, dia 17 de novembro 2002, no Khadro Ling, Brasil.



***

A respeito da morte de seu pai e das cerimônias que serão realizadas, Jigme Rinpoche declarou:
Meu pai sofre de problemas cardíacos há bastante tempo. Nos últimos anos, ele esteve sob os cuidados de um excelente cardiologista em São Paulo. No entanto, nos últimos meses ele previu que este seria o período final de sua vida. Cancelou uma viagem aos Estados Unidos e, ao invés disso, entrou em um retiro muito restrito aqui no Khadro Ling. Insistiu em marcar ensinamentos sobre a transferência da consciência no momento da morte, e esses foram os ensinamentos que deu, até às 21h na noite anterior a sua morte.

No sábado à tarde, 16 de novembro, eu recebi um telefonema na Califórnia e me disseram que o Rinpoche teria dito: "Eu estou indo". Por um momento, fiquei chocado pois interpretei a mensagem como se ele estivesse se referindo à morte. No entanto, a pessoa que recebeu a ligação interpretou as palavras do Rinpoche como se ele estivesse indo ver seu cardiologista em São Paulo. Eu relaxei um pouco mas, na verdade, ele realmente acabou indo na manhã do domingo, por volta das 4h15min da manhã, quando seu coração parou.




Depois de seu último suspiro, meu pai permaneceu em um estado de meditação por quase seis dias, que impediu que seu corpo entrasse em processo de deterioração. A habilidade em permanecer neste estado de meditação após a respiração parar é muito conhecida entre grandes mestres tibetanos, mas as circunstâncias necessárias que permitem que isso ocorra no Ocidente são raras. Chagdud Rinpoche permaneceu sentado em uma posição natural de meditação com pouquíssimas alterações visíveis em sua cor ou expressão. Durante este tempo ninguém tocou seu corpo.

Até o sexto dia, sexta-feira, dia 22 de novembro, Rinpoche ainda não tinha nenhum sinal físico que sua meditação teria acabado. Neste meio tempo, estávamos em constante contato com um advogado e outras autoridades sobre os costumes e leis locais. No meio do dia de sexta-feira sua meditação cessou e sua mente separou-se do corpo. Em poucas horas, sua aparência mudou e ele começou a apresentar os primeiros sinais que surgem nas primeiras 24 horas após a morte.

Oficiais da vigilância sanitária inspecionaram o corpo e uma empresa de serviços funerários o transportou até o local onde ele será embalsamado. Assim que todas as providências forem tomadas, seu corpo será levado para o Nepal, onde Chagdud Rinpoche tem um centro. Extensivas cerimônias vão ser realizadas por muitos lamas elevados. Elas continuarão por sete semanas após a morte do Rinpoche, até 5 de Janeiro de 2003. Daqui a algum tempo, cerimônia acompanhadas por pessoas de todo o mundo serão realizadas e o Rinpoche será cremado. As leis do Nepal permitem este adiamento na cremação.

Todas as cerimônias tibetanas têm o mesmo objetivo principal, que é o de purificar as falhas e obscurecimentos que encobrem a pureza natural de nossa mente e de gerar o mérito que aumenta a paz e o bem-estar de todos os seres vivos. As cerimônias fúnebres refletem esta mesma intenção de uma maneira bastante intensa. Para muitas pessoas, a turbulência do momento da morte pode fazê-los esquecer seu refúgio espiritual, seja ele budista, cristão, judeu ou de qualquer outra tradição espiritual.



***
As cerimônias fúnebres feitas para um mestre espiritual como meu pai têm objetivos semelhantes, mas são diferentes no sentido de que não são realizadas para este benefício específico. Sua Eminência Chagdud Rinpoche é capaz de direcionar completamente sua própria mente durante a transição da morte e seu vasto mérito é refletido por tudo que ele foi capaz de realizar. Particularmente no Brasil, ele construiu o primeiro templo tibetano na América do Sul, com belíssimos trabalhos de arte e decoração tradicional. Até mesmo o enorme tambor, feito no Brasil, seria o mesmo encontrado no Tibete.
***
Portanto, quando realizamos as cerimônias para o Rinpoche, invocamos suas bênçãos e as de todos os seres de sabedoria, em todos os reinos de existência, para que se dê continuidade às realizações do Rinpoche nesta vida. Pedimos que suas bênçãos e nossas preces se unam para que nossas aspirações espirituais sejam alcançadas.

A morte do Rinpoche foi uma rara e preciosa demonstração de uma meditação muito elevada. O estado que ele alcançou após sua última respiração é o tipo de evento espiritual que se tornaria fonte de lendas no Tibete. É maravilhoso que este fato tenha ocorrido no Brasil. Rinpoche escolheu vir para este país porque percebeu o enorme potencial espiritual contido em muitos brasileiros. Acredito que sua forma de morrer foi o seu último ensinamento espiritual aos estudantes e amigos que ele encontrou aqui.

A generosidade dos brasileiros tem se mostrado óbvia não só pelas oferendas para as lamparinas e cerimônias, mas também pela consideração oferecida a nós pelas autoridades com quem tratamos. Nós estamos profundamente agradecidos pela tolerância religiosa no Brasil. Como seu filho e aluno devoto, eu tenho muita gratidão ao Brasil e espero que uma infinidade de bênçãos cheguem a este país. E eu me comprometo a continuar o seu trabalho aqui.


Carta de Chagdud Khadro para a Sangha

Querida Sangha,26 de novembro, 2002

O filho do Rinpoche, Jigme Tromge Rinpoche, e também Lama Sonam Tsering, Lama Chokdrag Gyatso, Lama Jigme, Lama Sherab, Lama Tsering e Lama Norbu vêm compartilhando conosco sua sabedoria espiritual e seus conselhos práticos. O Rinpoche ficou em um estado ininterrupto de meditação por quase seis dias inteiros, algo que as circunstâncias no Ocidente raramente permitem. Ele permaneceu sentado em uma postura natural de meditação, igual a de uma pessoa viva, com muito pouca alteração de cor ou expressão, e nenhuma deterioração perceptível do corpo. A impressão que se tinha é que ele estava repousando, e que poderia acordar a qualquer momento. Durante esse tempo ninguém tocou em seu corpo. Meditar em sua presença era uma experiência indescritível.

Como muitos de vocês sabiam, há muito tempo o Rinpoche convivia com sérios problemas cardíacos. Nos últimos meses ele percebeu, em sua presciência, que estava entrando na transição que marca o final da vida. Comparando agora conversas que tivemos com ele, muitos de nós nos damos conta que ele nos deu muitas deixas, que nos passaram despercebidas. Ele também cancelou uma viagem que faria aos Estados Unidos, para ficar em retiro estrito no Khadro Ling. Contudo, ele insistiu que fosse programado um treinamento sobre transferência da consciência na hora da morte (p’howa), que ele ministrou até às 21 horas, na noite anterior ao seu falecimento.



***
"Obviamente eu tinha um grande apego ao Rinpoche. Depois de sua morte, pude sentar com seu corpo por muitos dias. Lá, sentado na postura, sua mente não estava confinada a seu corpo, nem separada dele. Rinpoche ainda estava me ensinando. Estado desperto não morre. Estado desperto não nasce. Estado desperto não é levado pelos ventos do carma. Todo o resto morre. Em seu estado de samadhi, ele provou sua realização dos ensinamentos a respeito da morte. Como Rinpoche dizia: "A prova está no momento da morte... No momento da morte, você saberá."

A cada minuto, a cada momento, toda a vez que minha mente se volta para o Rinpoche, ele não está ausente. A presença do estado desperto, que é a sua mente, é toda a mente, Não se foi. Reconhecendo a presença dessa essência, não sinto falta do Rinpoche. Mas quando me distraio e me desvio da essência, sinto falta dele. "



Lama Tsering Everest


Extraído de :


http://www.odsalling.org/index.php?option=com_content&view=article&id=141&catid=88&Itemid=162

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</a>Chagdud Tulku Rinpoche
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Sexta-feira, 14 de Março de 2008

A MEDITAÇÃO CRISTÃ E A ÍNDIA

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John Main reintroduziu a meditação no catolicismo depois que a descobriu, através de um swami, na Índia:


"Comecei a visitar o santo homem com regularidade, e foi isto o que me disse na primeira visita: “Para meditar, deve tornar-se silencioso, deve ficar quieto. E precisa se concentrar. A nossa tradição ensina um modo de chegar a essa quietude, essa concentração. Utilizamos uma palavra que chamamos mantra. Para meditar, deve escolher essa palavra e, em seguida, repeti-la com fidelidade amorosa e continuamente. Nisso somente consiste a meditação. Nada mais tenho a dizer-lhe.. E, agora, vamos meditar.”


Assim, durante mais ou menos 18 meses, fui visitar esse santo homem de Deus; sentava-se ao seu lado e com ele meditava durante meia hora. Disse-me que se minha busca fosse séria, era absolutamente necessário meditar duas vezes por dia, durante meia hora e meditar duas vezes todos os dias. Ainda me disse: “Meditar unicamente quando me vem ver será frivolidade. Meditar uma vez por dia será frivolidade. Se é sério e se quiser enraizar a mantra em seu coração, o mínimo será empreender meditar logo ao acordar de manhã, durante meia hora, e o mesmo no fim do dia. É preciso que, durante a meditação não haja na sua mente nem pensamentos, nem palavras, nem imaginações. O único som será o som da sua mantra, da sua palavra. A mantra é como um som harmônico; quando ecoa dentro de nós, começamos a desenvolver uma ressonância que nos conduz à totalidade do nosso ser... Começamos a experimentar a profunda unidade que todos nós possuímos em nosso ser. Então, o som harmônico faz surgir uma ressonância entre nós e todas as criaturas, e toda a criação, e uma unidade entre nós e nosso criador.”


Do livro: "Meditação Cristã", de John Main

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Quinta-feira, 13 de Março de 2008

SOMOS SERES MÁGICOS - CASTAÑEDA

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CONVERSANDO COM CARLOS CASTAÑEDA
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– Dom Juan dizia que para pensar bem é preciso deixar de pensar.

– Sim, é preciso deixar o mundo do pensamento habitual, que são só reafirmações sobre você mesmo. O mestre yaqui dizia que a descida do espírito acontece quando este corta o nosso diálogo interno, e lamentava que ninguém quisesse ser livre.

***


– Se existem outros aspectos da realidade, tem que ser um indivíduo muito especial para captá-los?

– As pessoas têm um profundo sentido do mágico, mas o fato de ser racional constitui uma desvantagem.

– Por quê?

– O mundo cotidiano é tão extraordinariamente poderoso que não nos permite saídas. Ensina-nos desde muito cedo a obsessão pela pessoa; não pelo ser total, mas só pela pessoa social; a obsessão não nos deixa sair.

– É assim para todos?

– Os anos que transcorrem nesse tipo de prática erradicam a magia, e então só existem o eu pessoal e as tolices.

***

– Por que Dom Juan dizia que se tem que ensinar ao homem, agora mais do que nunca, a conectar-se com seu ser interior? É porque alcançou um maior nível de desenvolvimento intelectual?

– Qual o que! – exclama. É porque agora sim estamos na bancarrota; estamos – continua irritado – em meio a uma luta entre duas superpotências que vão acabar com a humanidade. Já abriram um buraco na camada de ozônio. Você acredita que vão tapar? Vão diminuir seus enormes gastos com a defesa para consertar a Terra? Mais que nunca – conclui em tom de firmeza – o homem precisa da ajuda da magia.





Do livro "Conversando com Carlos Castañeda"


de Carmina Fort, ed. Nova Era




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Domingo, 9 de Março de 2008

MESTRES DO EXTREMO ORIENTE

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Há tanta coisa que anda sendo impressa no momento a respeito dos assuntos espirituais e é tamanho o despertar e a busca da verdade relativa aos grandes mestres do mundo, que sou levado a colocar diante dos leitores minha experiência com os Mestres do Extremo Oriente.

Neste livro não tenciono fazer exposição de um novo culto ou religião; limito-me a compendiar minha experiência com os Mestres, em que intento mostrar as grandes verdades fundamentais dos seus ensinamentos.

Esses Mestres estão espalhados por um vasto território e, visto que nossa pesquisa metafísica abrangeu uma extensa porção da Índia, do Tibet, da China e da Pérsia, não fiz tentativa alguma para autenticar essas experiências.

Havia onze homens treinados, prática e cientificamente, em nosso grupo. A maior parte de nossas vidas fora gasta em trabalhos de pesquisa. Acostumados a não aceitar coisa alguma que não tivesse sido plenamente verificada, nunca pressupúnhamos nada. Saímos totalmente céticos e regressamos completamente convencidos e convertidos, de tal modo que três dos nossos voltaram para lá, resolvidos a ficar até serem capazes de realizar as obras e viver a vida que os Mestres vivem hoje.

Os que tão grandemente nos assistiram no nosso trabalho pediram que seus nomes fossem omitidos no caso de publicarmos as notas relativas à expedição. Não relatarei nada além dos fatos tais como aconteceram, usando, sempre que possível, as próprias palavras e expressões das pessoas que conheci e com as quais mantive contato diário durante a expedição.

Uma das condições do acordo que celebramos antes de encetar o trabalho foi que deveríamos, por princípio, aceitar como fatos tudo o que testemunhássemos, e não exigir explicações enquanto não tivéssemos iniciado o trabalho para valer, tomado suas lições, vivido e observado suas vidas cotidianas. Cumpria-nos acompanhar os Mestres, viver-lhes a vida e decidir por nós mesmos. Tínhamos liberdade para estar com eles quando quiséssemos, fazer as perguntas que desejássemos, utilizar nossas próprias deduções para obter resultados e, finalmente, aceitar o que víamos como fato ou fraude. Não foi feito nenhum esforço, em momento algum, para influir sobre o nosso julgamento. Eles queriam que tivéssemos cabalmente convencidos antes de dar crédito ao que víssemos ou ouvíssemos. Por conseguinte, colocarei estes acontecimentos diante dos leitores e lhes pedirei que os aceitem ou rejeitem como lhes aprouver.

Já estávamos na Índia há cerca de dois anos, realizando um trabalho rotineiro e comum de pesquisa, quando travei relações com o Mestre conhecido nestes escritos como Emil. Enquanto eu caminhava por uma rua na cidade em que estávamos na ocasião, minha atenção foi atraída por uma multidão. Vi que o centro de interesse era um mágico de rua, ou faquir, figura comuníssima nesse país. Enquanto eu estava ali parado, observei ao meu lado um homem de certa idade, que não era da mesma casta dos que o rodeavam. Ele olhou para mim e indagou se fazia muito tempo que eu estava na Índia. Repliquei: “Uns dois anos, mais ou menos”. Ele voltou a perguntar: “O senhor é inglês?” Respondi: “Americano.”






Fiquei surpreso e muitíssimo interessado por encontrar alguém que falasse inglês. Perguntei-lhe o que achava do espetáculo que se desenrolava diante de nós. E ele respondeu-me:
“É uma ocorrência comum na Índia. Essas pessoas são os faquires, mágicos e hipnotizadores. São tudo o que o nome quer dizer; mas, debaixo de tudo, existe um sentido espiritual mais profundo, que poucos discernem e do qual, algum dia, sairá alguma coisa boa. Trata-se apenas da sombra daquilo de que brotou. Já causou uma infinidade de comentários, e esses comentários sobre o assunto parecem nunca ter atinado com o verdadeiro significado, pois há, sem dúvida, uma verdade debaixo de tudo isso”.

A essa altura nos despedimos um do outro e no correr dos quatro meses seguintes só o vi ocasionalmente. Nossa expedição teve de enfrentar um problema que nos deu muito trabalho. No meio de nossas preocupações, voltei a encontrar-me com Emil. Ele me perguntou imediatamente o que me estava apoquentando e pôs-se a falar acerca do nosso problema.

Admirei-me disso, pois tinha a impressão de que ninguém do nosso grupo fizera menção do caso, fora do nosso pequeno círculo. Sua familiaridade com a situação era tamanha que ele estava a par de todo o assunto. Emil explicou que, tendo certa notícia a respeito do caso, tentaria ajudar.
Dali a um ou dois dias, o caso foi deslindado, deixando-nos sem nenhum problema. Ficamos admirados, mas como tivéssemos outras coisas com que nos ocupar, logo nos esquecemos do fato.

À medida que outros problemas começaram a surgir, tomou-se um hábito meu conversar sobre eles com Emil. Parecia-me que assim que eu discutia com ele meus problemas, estes deixavam de existir.

Meus companheiros tinham conhecido Emil e conversado com ele, mas eu lhes dissera pouca coisa a seu respeito. Por esse tempo, eu já lera alguns livros escolhidos por Emil sobre o saber hindu, e estava plenamente convencido de que ele era um dos adeptos. Minha curiosidade fora vivamente desperta e eu estava ficando cada dia mais interessado.

Num domingo à tarde, Emil e eu caminhávamos por um prado quando ele me chamou a atenção para uma pomba que voava em círculos por cima de nós e observei que a ave estava à sua procura. Emil se quedou perfeitamente imóvel e, dali a poucos momentos, a pomba pousou-lhe no braço estendido. Ele disse que o pássaro trazia uma mensagem de seu irmão no Norte, que se verificou ser um companheiro de trabalho que não lograra dominar o modo de comunicar-se diretamente, de sorte que se valera desse meio. Descobrimos mais tarde que os Mestres são capazes de comunicar-se entre eles instantaneamente pela transferência de pensamento ou, como lhe chamam, por uma força muito mais sutil do que a eletricidade ou o rádio.

Pus-me, então, a fazer perguntas, e Emil se mostrou capaz de chamar os pássaros a si e dirigir-lhes o vôo enquanto estavam no ar; mostrou que as flores e árvores acenavam para ele; que os animais selvagens o buscavam sem medo. Separou dois chacais que brigavam sobre o corpo de um animal menor, morto por eles, e do qual se alimentavam. Quando ele se avizinhou, pararam de brigar e puseram a cabeça em suas mãos estendidas, num movimento de perfeita confiança, e voltaram a comer sossegados. Ele até me deu uma daquelas jovens criaturas do mato para que eu a segurasse na mão. Em seguida, disse-me: “Não é o eu mortal, o eu que o senhor vê, que faz essas coisas. É um eu mais verdadeiro, mais profundo, que o senhor conhece como Deus, Deus dentro de mim, Deus Onipotente”, que trabalha através de mim e faz essas coisas. De mim, do eu mortal, não posso fazer nada. Somente quando me livro inteiramente do exterior e permito ao verdadeiro, ao EU SOU, falar e agir, e deixo o grande Amor de Deus aparecer é que posso fazer as coisas que o senhor viu. Quando deixamos o Amor de Deus derramar-se através de nós para todas as coisas, nada nos atemoriza e nenhum mal pode suceder-nos.”

Todos os dias, durante esse tempo, estudei com Emil. Ele aparecia de repente em meu quarto, ainda que eu tivesse tido o cuidado de fechar o quarto a chave antes de reco­lher-me. A princípio, o aparecimento dele a seu bel-prazer me perturbava, mas logo percebi que ele pressupunha a minha compreensão. Acabei me acostumando com os seus mo­dos e passei a deixar minha porta aberta para que ele pudesse entrar e sair quando quisesse. Essa confiança pareceu agradar-lhe. Eu não podia entender todos os seus ensinamentos, não podia aceitá-los em sua inteireza, e tampouco podia, apesar de tudo o que vi enquanto estive no Oriente, aceitá-los plenamente naquela ocasião. Foram precisos anos de medita­cão para trazer-me o entendimento do profundo significado espiritual da vida dessas pessoas.

A obra deles é levada a cabo sem ostentação e com uma perfeita simplicidade infantil. Eles conhecem o poder do amor para protegê-los e cultivam-no até que toda a natureza se apaixone por eles e os proteja. Milhares de pessoas comuns são mortas todos os anos por cobras e animais selvagens e, no entanto, esses Mestres produziram de tal forma o poder do amor em si mesmos que as cobras e os animais selvagens não lhes fazem mal. Eles vivem, em certas ocasiões, nas matas mais fechadas e, às vezes, deitam seus corpos defronte de uma aldeia a fim de protegê-la contra as devastações de animais ferozes, e nenhum dano acontece à aldeia nem a eles. Quando a ocasião o exige, caminham sobre a água, passam pelo fogo, viajam no invisível e fazem muitas outras coisas que nos habituamos a considerar como milagres, praticados apenas por quem julgamos detentores de poderes sobrenaturais.




Existe notável semelhança entre a vida e ensinamentos de Jesus de Nazaré e a vida e ensinamentos desses Mestres, exemplificados em sua vida de todos os dias. Julgou-se impossível ao homem tirar o seu suprimento diário diretamente do Universal, a fim de suplantar a morte e realizar os vários milagres que Jesus praticou enquanto esteve na terra. Os Mestres provam que todos esses milagres são o seu cotidiano. Eles vão buscar direta­mente no Universal tudo o que precisam para suas necessidades diárias, incluindo alimentos, comida, roupas e dinheiro. Eles suplantaram de tal modo a morte que muitos deles, agora vivos, têm mais de quinhentos anos de idade, como ficou provado conclusivamente pelos seus registros. Existem relativamente poucos Mestres na Índia, tendo-se a impressão de que outros cultos parecem simples ramificações dos seus ensinamentos. Eles compreendem que o seu número é limitado e que apenas uns poucos homens cultos podem chegar a eles. No mundo espiritual, contudo, alcançam números quase ilimitados e parece ser a maior obra de suas vidas chegar ao mundo espiritual e ajudar todos os que se mostram receptivos aos seus ensinamentos.

Os ensinamentos de Emil assentaram as bases do trabalho que haveríamos de assumir anos depois na nossa terceira expedição àqueles países, tempo esse durante o qual vivemos continuamente com os Mestres durante três anos e meio, viajamos com eles e observamos a vida e o trabalho diário deles por todo o Extremo Oriente.


Do livro: "Vida e Ensinamentos dos Mestres do Extremo Oriente" de Baird T. Spalding






http://en.wikipedia.org/wiki/Baird_Thomas_Spalding
http://evolutionopensource.blogspot.com/
http://www.devorss.com/spalding.htm
http://www.algonet.se/~hermesat/baird.htm

Mais em:
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</a>Baird T. Spalding
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Sexta-feira, 7 de Março de 2008

VINHO NOVO: NOVA COMPREENSÃO

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Vinho novo, nova compreensão
Marcia Machado Flesch

Atualmente, muitas pessoas acreditam no poder da oração e percebem que seus pensamentos exercem grande influência sobre a saúde.
Porém, a simples crença ou o pensamento positivo, apesar de ajudarem, não trazem a cura da forma como Jesus a ensinou. Ele curava a doença e libertava as pessoas do pecado e da morte por saber que tais sofrimentos não haviam sido criados por Deus. Sua compreensão de Deus lhe possibilitava ver além da aparência material. Ele sabia que Deus é o Pai de todos e a todos ama. As curas que realizava eram a prova de que seus ensinamentos eram corretos. O fato de ter discípulos e os ensinar por meio de parábolas e exemplos, indica que, ainda hoje, é possível aprender e efetuar a cura cristã, como Jesus o fazia. Em Ciência e Saúde, Mary Baker Eddy expõe a cura espiritual de forma acessível, tal como o Mestre a ensinou.
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Certa vez Jesus disse: “...ninguém põe vinho novo em odres velhos, pois o vinho novo romperá os odres; entorna-se-á o vinho, e os odres se estragarão” (Lucas 5:37). Ou seja, vinho novo não deve ser posto em odres velhos. No meu entender, essas palavras mostram que devemos mudar radicalmente o pensamento. É preciso perceber o fato espiritual e verdadeiro, a fim de reconhecer que, porque somos filhos de Deus, não estamos sob o jugo das pretensas e limitadoras leis da matéria. Estas palavras de Jesus: “E ninguém, tendo bebido o vinho velho, prefere o novo...” (Lucas 5:39) me fizeram pensar que, às vezes, pode ser trabalhoso e difícil sair do comodismo, ou seja, elevar o pensamento acima de seus velhos padrões e lutar contra a tradição e as leis materiais.
Quantas vezes dizemos: “Sou assim, fazer o quê? Sempre fui assim e sempre o serei”. Conformamo-nos com o curso dos acontecimentos, tolerando problemas e dificuldades como se as experiências seguissem um roteiro, conforme o modelo mortal, no qual todo bem é passageiro. Contudo, ao compreendermos Deus como Amor e Espírito e observar as curas de Jesus a todo tipo de problema, percebemos que não precisamos aceitar nada como inevitável e que é possível resolver qualquer problema por meio da oração consciente, que reconhece o poder do Pai-Mãe Deus, todo harmonioso, que anula qualquer pretensão que esteja fora das leis divinas.

Desde criança, presencio a cura por meio da oração e cada vez mais desejo entender a Deus. Procuro pensar sobre a forma como Deus, o único Criador do universo e do homem espiritual, vê as coisas. A Bíblia nos assegura: “Tu és tão puro de olhos, que não podes ver o mal...” (Habacuque 1:13). Deus é o bem e tudo o que Ele criou é bom e perfeito. Ele é Espírito, portanto Sua criação é espiritual e eterna. Diante de cada situação, procuro ver as coisas como o Pai as vê e observo o fato espiritual e verdadeiro, que rompe os limites e preconceitos.




Sei que toda a criação é espiritual e nunca pode estar separada da harmonia eterna do Criador, pois o Espírito é onipresente. Não há outra consciência, pois Deus é onisciente, e não existe outro poder, pois Ele é onipotente.
No ano passado, vivenciei o resultado dessa oração, na qual afirmava minha união com o Espírito e me certificava de que nada poderia me separar do Amor divino, quando percebi, perto de meu ombro, um pequeno sinal escuro e áspero. O problema me incomodava muito, mais pela conexão com sintomas de doenças graves do que pela dor ou pelo aspecto. Tinha medo de que pudesse crescer. Além disso, vinham–me ao pensamento argumentos de que era o resultado de um problema de relacionamento pelo qual eu havia passado.

Então, passei a afirmar mentalmente que, porque a minha natureza verdadeira é espiritual, o único crescimento possível em mim era o de minha compreensão espiritual. Orei dessa forma durante alguns meses. Sempre que orava, afirmava o fato espiritual a meu respeito: sou filha de Deus, manifesto apenas a Deus.


Certo dia, ao me vestir, minha blusa raspou no sinal e ele sangrou. De início, fiquei alarmada, mas logo neguei firmemente que houvesse outro poder além de Deus, o bem. Dois dias depois, no carro, o cinto de segurança bateu naquele sinal na pele e ele se soltou. A superfície ficou limpa e macia e não houve mais nenhum crescimento anormal.

Hoje, vejo que alcancei a cura, quando mudei minha perspectiva a respeito de minha verdadeira identidade espiritual. Foi como se tivesse colocado “vinho novo em odre novo”. Fiquei muito feliz, pois tive a prova da eficácia da oração metafísica cristã, que reconhece a Deus, o Espírito, como o único poder.
Marcia é Praticista da Ciência Cristã em Florianópolis, SC.


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Quinta-feira, 6 de Março de 2008

LEI DA ATRAÇAO - EMOÇÕES CONCRETIZAM SEUS DESEJOS

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As Emoções Manifestam os Seus Desejos -
de Enoch Tan,

tradução livre de Claudia Giovani Byz



O segredo da manifestação é que você não atrai seus desejos através dos seus pensamentos - e sim pelo que sente (enquanto os pensa). Tudo é vibração e você atrai aquilo que está em ressonância com a sua vibração. Sua vibração é a forma como se sente. São suas emoções que atraem as experiências. Quanto mais experimenta a emoção de ter o que deseja, mais certo é que o terá. Seus desejos se manifestam mais rápido através de vibrações e emoções de alta frequência. Quanto mais emoções positivas experimentar sobre si e seus desejos, mais fácil e rápido irá experimentar a manifestação dos seus desejos em seu mundo.


Suas emoções o ajudam a criar a sua realidade. Você pode criar algo mais facilmente quando você acredita, ama e aprecia isto. Você tem o poder de manifestar qualquer coisa que seu coração deseje! Se existe alguma coisa que deseja, foque a sua atenção nisto. Você manifesta aquilo onde estiver a sua atenção. O que damos, recebemos de volta. A energia que você dá (a alguma coisa) determina os resultados que irá obter. Imagine como seria a sua vida se sua mente estivesse sempre focada em pensamentos plenos de
alegria,
paz,
amor,
abundância e
sucesso!


Sempre que sentir-se bem, você está em harmonia vibratória com seus desejos.
Emoção é energia e energia atrai energia semelhante, de acordo com a Lei da Atração. Suas emoções criam a sua realidade. Por isso é tão importante escolher músicas e canções que o façam sentir-se tão bem como se já tivesse realizado seus desejos. Músicas e canções que o fazem sentir emoções de baixa frequência, o ajudarão a atrair mais desta condições para a sua vida. O mesmo princípio aplica-se na escolha do que você assiste na TV, filmes, leitura e assuntos que conversa. Escolha envolver-se em atividades que o fazem sentir-se tão bem quanto imagina que vai sentir-se quando estiver experimentando o que deseja.

Claudia Giovani
São Paulo, Brazil
http://www.shanta.biz/
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Terça-feira, 4 de Março de 2008

EXPERIÊNCIAS ESPIRITUAIS DE SWAMI RAMA

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Swami Rama

SWAMI RAMA
o nascimento e a morte são apenas duas vírgulas

Eu costumava seguir meu mestre porque ele me criou desde a mais tenra idade, mas nem sempre me persuadia da verdade do que ele ensinava. Quando me achava calmo e quieto, não raro se erguiam dúvidas dos níveis mais profundos da minha mente. Meu mestre recomendou-me que visitasse vários swamis. A princípio, pensei: "Estou perdendo tempo; essa gente é inútil. Retirou-se do mundo e passa o tempo todo sentada debaixo de uma árvore. Por que faz isso? " Lentamente cheguei a compreender que devemos primeiro aprender a duvidar de nossas dúvidas e analisá-las.
Quando eu tinha dezessete anos, mandaram-me visitar certo sábio, que era discípulo de meu mestre. Eu não sabia disso àquele tempo e meu mestre disse-me:
- Se quiseres realmente aprender com um swami autêntico, vai ter com esse homem e vive em sua companhia.

Disseram-me par ir a um lugar perto de Gangotri, onde encontrei um swâmi sentado numa caverna. Nunca, até então eu vira um corpo tão bem feito. Naquela idade, eu me interessava por constituição e força física e invejava um corpo como o dele. O swâmi tinha o peito largo, a cintura fina e músculos sólidos. Fiquei pasmado ao saber que ele já completara oitenta e cinco anos de idade.

Depois que o saudei, a primeira coisa que lhe perguntei foi:
- Senhor, o que comeis aqui?

Eu me preocupava com comida. Depois de minha experiência no colégio, tornara-me um ocidental em matéria de comida. Cada dia tínhamos à nossa disposição uma variedade de manjares, e eu vivia antegozando os vários pratos que seriam provados nas refeições seguintes.

-Estás com fome? – perguntou o swâmi.

Respondi que estava. Ele, então, me ordenou:

- Vai até aquele canto da caverna, onde encontrarás algumas raízes. Pega uma e enterre-a no fogo. Dali a poucos minutos tire-a de lá e come-a.
Fiz o que me mandavam, e achei a raiz deliciosa. Tinha gosto de leite derramado sobre pudim de arroz! Não consegui come-la inteira. Agradou-me saber que eu poderia ficar lá por algum tempo porque havia coisas boas para degustar.

Depois que acabei de comer, disse-me Swamiji:
- Não te ensinarei por meio de palavras.

Permaneci três dias ao lado dele e, nesse período, não travávamos a menor conversação. No terceiro dia, decidi que era um desperdício de tempo e energia ficar com um homem que se mantinha em silêncio o tempo todo. Ele não me ensinava coisa alguma. Enquanto eu fazia essas reflexões, ele me disse:

- Menino, não me foste enviado a receber conhecimentos intelectuais como o que podes encontrar nos livros. Vieste para cá a fim de experimentar algo. Deixarei meu corpo depois de amanhã.

Eu não conseguia compreender por que alguém decidiria voluntariamente deixar o seu corpo. E observei:
- Senhor, isso é suicídio. E não convém a um sábio como vós. Suicidar-se.

Eis aí o tipo de coisa que aprendera no colégio.

- Não me estou suicidando, disse ele. - Quando retiras a velha capa de um livro e a substitui por outra, não estás destruindo o livro; quando mudas a fronha do travesseiro não estás destruindo o travesseiro.

Aos dezessete anos de idade eu duvidava. E disse:

-Tendes um corpo maravilhoso. Eu quisera ter a metade da beleza do vosso. Por que vos descartais dele? Isso não é bom, é pecado.

Dessa maneira eu imaginava ensina-lo. Ele prestou atenção por algum tempo sem responder. Pouco depois, meu condiscípulo entrou e eu exclamei:

- Como chegaste? Quando te vi pela última vez, estavas muito longe
daqui. Ele me levou tranqüilamente para um lado e disse:

- Não o perturbes. Fazes perguntas bobas. Não compreendes os sábios. Deixemo-lo abandonar seu corpo tranqüilamente. Mas eu discuti com o meu condiscípulo:

- Ele tem um corpo tão bonito. Por que há de abandoná-lo? Isso não pode ser ioga; é um simples caso de suicídio. Se a polícia não estivesse tão longe eu o mandaria prender. É um ato ilegal.
A despeito do que disse meu condiscípulo, continuei duvidando e desaprovando. Quando saíam para as abluções matutinas e vespertinas, eu dizia:
- Esse homem sadio, com um corpo assim tão bonito, deveria sair por aí mostrando ao povo como se constroem e mantêm corpos saudáveis. Diz ele que lhe vejo apenas o corpo, que eu deveria ver algo mais. Mas que é isto?

Meu condiscípulo, mais velho do que, eu, replicou:
- Acalma.te. Ainda precisas aprender muita coisa. Conservemos nossas mentes abertas de modo que cheguemos a compreender. Há muitos mistérios na vida.

O swami não queria falar comigo, de sorte que, depois de mais vinte e quatro horas, eu disse a meu condiscípulo:

- Não aprendi coisa alguma com o silêncio, quero sair daqui.
- Por que não assistes ao processo pelo qual ele deixará o corpo? ­
tornou meu interlocutor.
- Isso é bobagem. Eu quisera antes morrer numa cama de hospital,
sob os cuidados de um bom médico, do que morrer numa caverna. Que disparate é esse?

Minhas idéias eram totalmente modernas e materialistas.
Acudiu o meu condiscípulo:

- Não compreendes. Foste convidado para vir aqui e observar. Se quiseres discutir mentalmente, podes fazê-lo. O problema é teu. Não posso impedi-lo, mas não me perturbes.

Finalmente, Swamiji falou:

- Na realidade não estou fazendo nada. Quando chega o momento
de deixarmos o corpo, nós o sabemos. Não devemos postar- nos no caminho da natureza. A morte ajuda a natureza. Estás compreendendo?

-Não quero morrer, - respondi, - por isso não quero compreender.

- Tua atitude não é boa, - disse ele: - Procura compreender o que é a morte; não a temas. Temos medo de muitas coisas, e esse não é modo de viver . A morte não te _aniquila, apenas te separa de um corpo.

-Não quero existir sem o meu corpo - retruquei.

- A morte é um hábito do corpo, - continuou ele. – Ninguém pode viver sempre no mesmo corpo, que está sujeito à mudança, à morte e a decadência. Precisas compreende-lo. Pouquíssimas pessoas conhecem a técnica de libertar-se do apego à vida. Essa técnica chama-se ioga. Não a ioga popular, do mundo moderno, mas o mais alto estágio da meditação. Quando conheceres a verdadeira técnica da meditação, terás o domínio de outras funções do corpo, da mente e da alma. E através do prana e da respiração que se estabelece uma relação entre a mente e o corpo. Quando a respiração deixa de efetuar-se, rompe-se a ligação e a essa separação dá-sedá-se o nome de morte. . Mas continuas a existir.

- Como é que gente sente que existe sem corpo? - indaguei.

- Como te sentes quando andas sem camisa?”- tornou ele – Não é nada.

A despeito porém, de tudo o que disse, ele não me convenceu filosófica nem logicamente, pois minha mente ainda era imatura em muitos sentidos.

Na véspera do dia em que se separaria do corpo, ele nos deu instruções:

-De manhã cedinho, às cinco horas, deixarei meu corpo. Quero.
que o mergulheis no Ganges. Podeis ambos fazê-lo?

- Naturalmente! Posso fazê-lo sozinho! – respondi. E levantei-o nas braços, para demonstrá-lo. O Ganges passava perto, a umas poucas centenas de metros!

Permaneci acordado grande parte da noite, tentando. compreender as motivos que levavam aquele homem a descartar-se voluntariamente de um corpo tão bom e tão bonito. Costumávamos levantar-nos às três horas da madrugada. (Considera-se o espaço que vai das três às seis horas o melhor para a meditação, de modo que nos deitávamos entre oito e dez horas e nos levantávamos às três.) Naquela manhã, todavia, acordamos ainda mais cedo e nos pusemos a conversar.

-Dizei-me, o que desejais? – perguntou o swâmi. – Prometo realizar o que quer que desejeis.

- Estais morrendo; que podeis fazer por mim? - repliquei.

- Menino, - voltou ele, para um verdadeiro mestre, nada acontece de fato semelhante à morte. Um mestre pode guiar seus alunos até depois da morte. – Em seguida, voltando-se para meu condiscípulo, perguntou: - Ele te dá muita dor de cabeça?

- Na realidade, dá – confirmou meu condiscípulo – mas que posso fazer?

Entre cinco e cinco e meia ainda estávamos conversando quando o swâmi disse de repente:

– Agora sentemos em meditação. Dentro de cinco minutos deixarei meu corpo. Findou-se o prazo. Este instrumento chamado corpo não é capaz de dar-me mais do que já alcancei, de modo que o deixarei para trás.

Cinco minutos depois ele cantou “Aumm...” e logo reinou o silêncio.

Examinei-lhe o pulso e as batidas do coração. E pensei: “Ele pode ter suspendido as batidas do pulso e do coração por algum tempo e daqui a pouco recomeçará a respirar.” A seguir, verifiquei-lhe a temperatura do corpo, os olhos e tudo o mais. Meu condiscípulo disse a certa altura:

- Agora chega. Temos de mergulhar-lhe o corpoantes do nascer do Sol.

-Não te preocupes. Eu o farei sozinho, - declarei.

Mas ele disse: - Quero ajudar.

Quando ambos tentamos levanta-lo, descobrimos que era impossível tirar o corpo do lugar. Fomos então buscar um galho de pinheiro e o inserimos debaixo de suas coxas, como se fosse uma alavanca, para erguê-lo. Mas falhamos. Tentamos tudo o que nos ocorreu por mais de uma hora, mas não pudemos movê-lo uma polegada sequer.

Lembra-me amiúde o que aconteceu depois. Nunca esquecerei a experiência. Poucos minutos antes do nascer do Sol, ouvi alguém dizer:

-Agora o carregaremos.

Como não houvesse ninguém por perto, pensei: “Eu talvez esteja imaginando tudo isto.” Meu condiscípulo também olhou ao seu redor.

Ouviste alguma coisa? – perguntei-lhe.

- Sim, ouvi. – respondeu ele.

- Estaremos tendo alucinações? – indaguei. – Que é que está acontecendo?


De repente, o corpo do swami ergueu -se no ar; aparentemente por sua livrevontade, e manso e manso, rumou para o Ganges. Flutuou umas poucas centenas de metros para depois descer e mergulhar no rio.


Eu estava impressionado, e não pude assimilar a experiência durante muito tempo. Quando as pessoas falavam nos milagres realizados por um swâmi, eu sempre dizia: “Há alguns truques nisso.” Mas quando vi com meus próprios olhos aquele corpo levitando, minha atitude modificou-se.

De volta ao mosteiro, encontrei, diversos swamis empenhados numa discussão. O tema era este: Se Deus realmente criou o mundo e zela por ele, por que há tanto sofrimento? Disse um swami:


- O universo físico, é apenas um aspecto da existência. Temos a capacidade de conhecer outros aspectos, mas não fazemos esforços sinceros para pô-la em ação. Nossas mentes permanecem focalizadas no aspecto físico. O homem sofre porque não conhece o todo.

O que eles disseram me inspirou. Passei, então, a escutar com genuíno interesse e descobri que as palavras deles iam, pouco a pouco, resolvendo minhas incertezas.

Quando comparo o mundo materialista ao estilo de vida dos sábios, o primeiro se me afigura concreto, enfatizando ver, tocar e agarrar. Mas o estilo de vida e a atmosfera em que vivem os sábios, conquanto não materialista, é mais realista no que diz respeito ao objetivo da vida. O mundo de meios também tem algum valor na vida mas, sem a consciência da Realidade Absoluta, tudo é baldado. Os homens comuns consideram certos aspectos da vida misteriosos ou místicos, mas tais mistérios são facilmente resolvidos quando se retira o véu da ignorância. Os cientistas moder­nos não conhecem a técnica de morrer mas, na ciência iogue essas técnicas são descritas e transmitidas aos que estão preparados para praticá-las. O mistério da morte e do nascimento revela-se a uns poucos afortunados.

A parte conhecida da vida é uma linha que se estende entre dois pontos, o nascimento e a morte. A vasta porção da nossa existência continua desconhecida e invisível além dos dois pontos.conhecidos. Quem compreende a parte desconhecida sabe que o tempo de vida entre os dois pontos é como uma pausa numa vasta sentença sem ponto final. Dizem os antigos livros sagrados iogues que há uma forma definitiva de abandonar o corpo. Descrevem-se onze portas através das quais podem sair as pranas, ou energia sutil. O iogue aprende a sair através da porta chamada Bhrama Rundhra, localizada na moleira, o coruto da cabeça. Diz-se que quem passa por essa porta permanece consciente e conhece a vida futura exatamente como conhece a presente.


“VIVENDO COM OS MESTRES DO HIMALAIA”
Experiências Espirituais do Swâmi Rama
Editora Pensamento






Swami Rama


Coletânea de textos em estudos olímpicos,
v. 1 Turini, M. & DaCosta, L. Rio de Janeiro: Editora Gama Filho, 2002.

As investigações científicas específicas dessas práticas yogis começaram a mais de 200 anos por cientistas ingleses que motivaram seus estudos em certos yogis pelas suas habilidades incomuns e interessantes em especial pela correlação de suas habilidades físicas com suas habilidades mentais.

Nos anos 70, Swami Rama, líder espiritual dos Himalaias participou de uma famosa série de experimentos científicos em Menniger Clinic, Topeka, Kansas nos Estados Unidos que demonstrou notável controle sobre funções corporais involuntárias até que consideram ser proveniente de um controle consciente.

Um desses experimentos relatados pelos doutores Elmer.E. e Alice M. Green e E. Dale Walters demonstrou um impressionante controle em funções do sistema parassimpático que monitorando sua mão direita verificaram que sua temperatura estava em direção oposta, ou seja, em um dos lados da mão de Swami Rama a temperatura provocava eridema e sensação térmica quente e do outro lado cianose com sensação térmica fria com uma diferença de 10 graus Fahrenheit.

Uma outra experiência Swami Rama aumentou seus batimentos cardíacos de 70 bpm para 300 bpm. Ele conseguiu parar seus batimentos pelo instante de 17 segundos. Swami Rama também demonstrou suas habilidades produzindo ondas teta, quando suas ondas cerebrais estavam abaixo de 4 - 7 ciclos por segundo enquanto estava em estado de meditação profunda. E em um determinado período de cinco minutos do teste, ele produziu ondas teta de 75 porcento do tempo. Ele também conscientimente produziu ondas delta quando suas ondas cerebrais estavam oscilando de 0.5 a 3 ciclos por segundo durante um estado de relaxamento profundo ( o normal de um cérebro em atividade consciente é da ordem de registro entre 14 e 28 ciclos por segundo ,conhecido por ondas beta) durante 25 minutos. Depois de despertar ele estava pronto para reproduzir verbalmente toda a reportagem da experiência acontecida durante os cinco minutos que ele esteve em ondas delta quando ele supostamente deveria estar passando por um estado de sono profundo.

www.cenesp.uel.br/livros/estolimpicos/Texto%20(Volume%201).pdf


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Segunda-feira, 3 de Março de 2008

ALQUIMIA INDIANA - MIRCEA ELIADE

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A alquimia como técnica espiritual também é atestada na Índia. Já sabemos as suas numerosas afinidades com o Hatha-Yoga e o tantrismo, motivo pelo qual só lembraremos aqui as mais importantes. A primeira delas é a tradição "popular", registrada igualmente por viajantes árabes e europeus, e que se refere aos iogues - alquimistas: estes conseguiriam, por meio da ritmização respiratória (prânâyâma) e da utilização de remédios vegetais e minerais, prolongar indefinidamente a sua juventude e também transformar os metais comuns em ouro.
Um grande número de lendas refere-se aos milagres relacionados com a Ioga e com o faquirismo dos alquimistas: são capazes de voar, de tornar-se invisíveis etc. . Observemos, de passagem, que os "milagres" dos alquimistas são os "poderes" iogas por excelência (siddhi). A simbiose entre a Ioga tântrica e a alquimia é também atestada pela tradição culta a que se referem os textos sânscritos e vernáculos.
Nâgârjuna, o famoso filósofo mâdhyamaka, é tido como autor de numerosos tratados alquímicos; entre os siddhi obtidos pelos iogues figura a transmutação dos metais em ouro; os mais célebres siddha tântricos (Capari, Kamari, Vyali etc.) são ao mesmo tempo renomados alquimistas; a somarasa, técnica específica da escola dos Nâtha Siddha, apresenta um significado alquímico; finalmente, no seu Sarva-darçana-samgraha, Madhava demonstra que a alquimia (raseçvara darçana, lit. "a ciência do mercúrio") é um ramo do Hatha-Yoga: "O sistema mercurial (rasâyana) não deve ser considerado um simples elogio do metal, porque é um meio imediato - pela conservação do corpo - de alcançar o supremo, a libertação." E o tratado alquímico Rasasiddhanta, citado por Madhava, afirma: "A libertação da alma vital (jiva) encontra-se exposta no sistema mercurial”.
A história do termo rasâyana, "alquimia", é particularmente instrutiva. O vocábulo rasâ, lit. "sumo, suco", acaba por designar o mercúrio (por equívoco, Alberuni traduzia-o por "ouro"); rasâyana significa portanto a "via (ou o veículo) do mercúrio". Acontece que, na medicina tradicional indiana (Ayurveda), a seção dedicada ao rejuvenescimento chama-se justamente rasâyana. Além disso, o tratamento que visa à cura das doenças e, sobretudo, ao rejuvenescimento dos velhos consiste essencialmente em isolar o paciente num quarto escuro durante certo número de dias. No decurso dessa permanência nas trevas, o paciente experimenta um regressus ad uterum que lhe permite um "novo nascimento".
Esse ritual médico prolonga de fato uma cerimônia iniciatória arcaica, nomeadamente a diksâ ("consagração"). O sacrificante é trancado num galpão especial, onde "os sacerdotes o transformam em embrião" (Aitareya Brahmâna, I, 3), a fim de lhe proporcionar um novo nascimento no mundo celeste (Çatapatha Br., VII, 3, 1, 12) e de "assimilá-lo aos deuses" (ibid., I, 1,8).[iii] Em suma, um velho ritual iniciatório, que efetuava o retomo simbólico ao embrião seguido do renascimento em um nível espiritual superior ("divinização", "imortalização"), foi interpretado na medicina tradicional como um meio de rejuvenescimento e designado por um termo que acaba por designar a alquimia. Tal como na China, a alquimia indiana é solidária dos rituais arcaicos de "imortalização" e de "divinização" e dos métodos de rejuvenescimento com o auxilio de plantas e substâncias minerais.
Certas convergências entre a Ioga, sobretudo o Hatha-Yoga tântrico, e a alquimia impõem-se naturalmente ao espírito. A primeira delas é a analogia evidente entre, de um lado, o iogue que trabalha sobre o seu próprio corpo e a sua vida psicomental, e, de outro lado, o alquimista que opera sobre as substâncias: um e outro visam a "purificar" essas "matérias impuras", a "aperfeiçoa-las” e, finalmente, a transformá-las em "ouro". Porque, como vimos (p. 43), o "ouro é a imortalidade": é o metal perfeito e o seu simbolismo reúne-se ao simbolismo do Espírito puro, livre e imortal, que o iogue se esforça, através da ascese, por "extrair" da vida psicomental, "impura" e submissa.
Em outros termos, o alquimista espera chegar aos mesmos resultados que o iogue, ao "projetar" a sua ascese sobre a matéria: em vez de submeter o seu corpo e a sua vida psicomental aos rigores da Ioga, a fim de conseguir separar o Espírito (purusha) de toda e qualquer experiência pertencente à esfera da Substância (prakrti), o alquimista submete os metais a operações químicas comparáveis às "purificações" e às "torturas" ascéticas. Existe de fato uma perfeita solidariedade entre a matéria física e o corpo psicossomático do homem: todos dois são produtos da Substância primordial (prakrti).
Entre o mais vil dos metais e a experiência psicomental mais depurada, não há solução de continuidade. E a partir do momento em que, desde a época pós-védica, se esperavam da "interiorização" dos ritos e das operações fisiológicas (alimentação, sexualidade etc.) resultados que interessam à situação espiritual do homem, devia-se logicamente chegar a resultados análogos "interiorizando" as operações praticadas sobre a matéria: a ascese "projetada" pelo alquimista sobre a matéria equivalia, em suma, a uma "interiorização" das operações realizadas em laboratório. Essa analogia entre os dois métodos verifica-se em todas as formas da Ioga, até mesmo da Ioga "clássica" de Patanjali.
Quanto às diferentes espécies da Ioga tântrica, a sua semelhança com a alquimia é ainda mais nítida. Na verdade, o hatha-iogue e o tântrico pretendem transformar os seus respectivos corpos num corpo incorruptível, denominado "corpo divino" (divya-deha), "corpo da gnose" (jnâna-deha), "corpo perfeito" (siddha-deha) ou, em outros contextos, corpo do "liberto em vida" (jivan-mukta). O alquimista, por sua vez, busca a transmutação do corpo e sonha em prolongar indefinidamente a juventude, a força e a elasticidade. Em ambos os casos – Tantra - Yoga e alquimia - o processo da transmutação do corpo inclui uma experiência de morte e ressurreição iniciatórias (cf., de nossa autoria, Le Yoga, pp. 272 s.).
De mais a mais, não só o tântrico como também o alquimista procuram dominar a "matéria": ao contrário do asceta ou do metafísico, não se retiram do mundo, mas sonham em conquistá-lo e em modificar-lhe o regime ontológico. Existem, em suma, boas razões para ver no sâdhana tântrico e na obra do alquimista esforços paralelos para libertar-se das leis do Tempo, para "descondicionar" a sua existência e conquistar a liberdade absoluta. A transmutação dos metais pode ser colocada entre as "liberdades" que o alquimista chega a desfrutar: ele intervém ativamente nos processos evolutivos da Natureza (prakrti), e, sob certo prisma, pode-se até dizer que colabora na sua "redenção" (não há necessidade de esclarecer que esse termo não apresenta as indicações que o caracterizam na teologia cristã).
Na perspectiva do Sâmkhya-Yoga, todo espírito (purusha) que conquistou a sua autonomia libera ao mesmo tempo um fragmento da prakrti, pois permite à matéria que constitui o seu corpo, a sua fisiologia e a sua vida psicomental reabsorver, reincorporar o modo primordial da Natureza ou, em outras palavras, alcançar o repouso absoluto. Ora, a transmutação operada pelo alquimista precipita o ritmo das transformações lentas da Natureza (prakrti) e, ao fazer isso, ajuda-a a libertar-se do seu próprio destino, tal como o iogue, ao forjar para si um "corpo divino", liberta a Natureza das suas próprias leis: consegue, efetivamente, modificar-lhe o estatuto ontológico, transformar o incansável devir da Natureza numa estase paradoxal e impensável (pois a estase pertence ao modo de ser do Espírito e não às modalidades da vida e da matéria viva).
Compreenderemos melhor tudo isso se estudarmos a ideologia, o simbolismo e as técnicas alquímicas em seu contexto ioga-tântrico e se levarmos em conta uma certa pré-história espiritual indiana, que comporta a crença nos homens - deuses, nos mágicos e nos imortais. A Ioga tântrica e a alquimia assimilaram e revalorizaram esses mitos e nostalgias, tal como o taoísmo e a alquimia fizeram, na China, com várias tradições imemoriais. Num trabalho anterior, estudamos a solidariedade entre as diferentes técnicas "místicas" indianas (cf. Le Yoga, pp. 292 s. e passim), motivo pelo qual não nos deteremos nesse tema.
O problema das origens históricas da alquimia indiana ainda não foi definitivamente solucionado. A acreditarmos em certos orientalistas (A. D. Keith, Lüders) e na maior parte dos historiadores das ciências (J. Ruska, Stapleton, Reinh. Müller, E. von Lippmann), a alquimia foi introduzida na Índia pelos árabes: assinalam sobretudo a importância do mercúrio na alquimia e o seu aparecimento tardio nos textos. Entretanto, segundo alguns autores (Hoernle, por exemplo), o mercúrio já é atestado no Bower Manuscript do século IV de nossa era. Por outro lado, diversos textos budistas, que se distribuem entre os séculos II e V, mencionam a transmutação de metais e minerais em ouro. O Avatam-saka-suttra (séculos lI-IV) diz: "Existe um suco que se denomina Hataka. Um liang dessa solução pode transformar mil liangs de bronze em ouro puro." Mahâprajnâpâramitopadeça (traduzido para o chinês em 402- 405) precisa: "Por meio de drogas e de encantamentos, pode-se transformar o bronze em ouro. Através de um hábil emprego das drogas, a prata pode ser transformada em ouro e o ouro em prata. Pela força espiritual, um homem pode fazer a argila ou a pedra virar ouro." Finalmente, o Mahâprajnaparamitaçâstra de Nâgârjuna, traduzido para o chinês por Kumârajiva (de 397 a 400, portanto três séculos antes do surto da alquimia árabe, que começa com Jâbir ibn Hayyân, por volta de 760 A.D.), enumera entre os siddhi ("poderes maravilhosos") a transmutação "da pedra em ouro e do ouro em pedra".
Nâgârjuna explica que a transformação das substâncias pode ser obtida tanto pelas ervas (osadhi) quanto pela "força do samâdhi", isto é, pela Ioga (Eliade, Le Yoga, pp. 278-279). Em resumo, a crença na transmutação, assim como a fé na possibilidade de prolongar indefinidamente a vida humana, precederam, na Índia, a influência dos alquimistas árabes. O tratado de Nâgârjuna diz isso com todas as letras: a transmutação pode ser efetuada quer por meio de drogas, quer pela Ioga: a alquimia situa-se naturalmente, conforme vimos, entre as técnicas "místicas" mais autênticas. A dependência da alquimia indiana em relação à cultura árabe não está demonstrada: encontram-se a ideologia e as práticas alquímicas nos meios de ascetas e iogues, os quais serão muito pouco afetados pela influência islâmica quando da invasão da Índia pelos muçulmanos.
Os Tantras alquímicos são encontrados sobretudo em regiões onde o islamismo penetrou muito superficialmente, como o Nepal e a terra dos tâmules. Mesmo se supusermos que o mercúrio foi introduzido na Índia pelos alquimistas muçulmanos, o fato é que ele não se encontra na origem da alquimia indiana: enquanto técnica e ideologia solidárias da Ioga tântrica, a alquimia já existia há vários séculos. O mercúrio veio acrescentar-se à série de substâncias já conhecidas e utilizadas pelos alquimistas indianos. Não é menos verdade que as experimentações realizadas com o mercúrio haveriam de conduzir necessariamente a uma pré-química rudimentar que se desenvolveu pouco a pouco junto à alquimia indiana tradicional.
Examinemos alguns textos alquímicos propriamente ditos; embora aparentemente menos obscuros que as obras dos alquimistas ocidentais, nem por isso revelam os verdadeiros segredos das operações. Mas, para nós, é suficiente que iluminem o campo onde se situam os experimentos alquímicos e nos permitam apurar as finalidades a que visam. O Rasaratnâkara, tratado atribuído a Nâgârjuna, descreve o adepto da seguinte maneira: "Inteligente, devotado ao seu trabalho, sem pecados e senhor das suas paixões”. O Rasaratnasamuccaya (VII, 30) é ainda mais preciso: "Só aqueles que amam a verdade e venceram as tentações são perfeitamente senhores de si mesmos e se habituaram a viver segundo uma dieta e um regime apropriados, e só eles podem dedicar-se a operações alquímicas" (P.C. Ray, I, p. 117). O laboratório deve ser instalado na floresta, longe de qualquer presença impura (Rasaratnasamuccaya, em Ray, I. p. 115). O mesmo texto (livro VI) ensina que o discípulo deve respeitar o seu mestre e venerar a Xiva, pois a alquimia foi revelada pelo próprio deus Xiva; além disso, deve fazer para Xiva um falo mercurial e participar de certos rituais eróticos (Ray, I, pp. 115-116), o que ilustra da maneira mais clara possível a simbiose alquímico-tântrica.
O Rudrayamâlâ Tantra chama a Xiva "o deus do mercúrio" (Ray, II, p. 19). No Kubjika Tantra, Xiva refere-se ao mercúrio como o seu princípio gerador e gaba-lhes a eficácia quando foi "fixado" seis vezes. O léxico de Maheçvara (século XII A.D.) assinala também como sinônimo de mercúrio o termo Harabija (lit.: "sêmen de Xiva"). Por outro lado, em alguns Tantras o mercúrio passa por ser o princípio gerador" de todas as criaturas. Quanto ao falo mercurial destinado a Xiva, diversos Tantras prescrevem a maneira de faze-lo.Junto ao significado químico da "fixação" (ou "morte") do mercúrio, existe sem dúvida um sentido puramente alquímico, vale dizer, na índia, ioga-tântrico. Reduzir a fluidez do mercúrio equivale à parado- xal transmutação do fluxo psicomental numa "consciência imóvel", sem modificação alguma e portanto sem duração. Em termos de alquimia, "fIXar" ou "matar" o mercúrio equivale a obter a cittavrttinirodha (a supressão dos estados de consciência), finalidade última da Ioga. Daí decorre a ilimitada eficácia do mercúrio fixado.
O Suvarna Tantra afirma que, ao comer o "mercúrio morto" (nasta-pista), o homem toma-se imortal; uma pequena quantidade desse "mercúrio morto" pode transformar em ouro uma quantidade de mercúrio 100.000 vezes maior. Até mesmo com a urina e os excrementos do alquimista alimentado com tal mercúrio pode-se conseguir a transmutação do cobre em ouro. O Kâkacandeçvarimata Tantra assegura que o mercúrio "morto" produz mil vezes a sua quantidade de ouro e, misturado com o cobre, transforma-o em ouro (texto reproduzido por Ray, II, p. 13).
O Rudrayamâlâ Tantra (I, 40) descreve o nasta-pista como algo sem brilho e sem fluidez, menos pesado que o mercúrio, colorido etc. A mesma obra proclama que o processo alquímico de "matar" o mercúrio foi revelado por Xiva e transmitido em segredo de uma geração de adeptos à outra. Segundo o Rasaratnasamuccaya, I, 26, ao assimilar o mercúrio, o homem evita as doenças causadas pelos pecados das suas vidas anteriores (Ray. I, p. 78). O Rasaratnacara, III, 30-32, menciona um elixir extraído do mercúrio para a transmutação do corpo humano em corpo divino (Ray, II, p. 6). No mesmo texto, Nâgârjuna pretende dar remédios para "a eliminação das rugas e dos cabelos brancos, e de outros sinais de velhice" (Ray, II, 7). "Os preparados minerais atuam com igual eficácia sobre os metais e o corpo humano" (ibidem). Essa metáfora favorita dos alquimistas indianos ilustra uma das suas concepções fundamentais: tal como o corpo humano, os metais podem ser "purificados" e "divinizados" por meio de preparados mercuriais, que lhes comunicam as virtudes salvadoras de Xiva; porque Xiva, para todo o mundo tântrico, é o deus da libertação. O Rasârnava recomenda que se aplique o mercúrio primeiramente sobre os metais e em seguida sobre o corpo humano. Se tivermos de acreditar no Rasahrdaya Tantra, a alquimia permite curar até a lepra e devolver aos velhos a perdida juventude (texto em Ray, II, p. 12).
Essas poucas citações, que seria fácil multiplicar, salientaram suficientemente o caráter da alquimia indiana: não é uma pré-química, mas uma técnica solidária dos outros métodos de "fisiologia sutil" elaborados pelo Hatha-Yoga e pelo tantrismo, e que perseguem um objetivo análogo: a transmutação do corpo e a conquista da liberdade. Isso aparece claramente num tratado como o Rasendracintâmani, que dá o máximo de indicações sobre a preparação e o uso do "mercúrio morto".
Vejamos o trecho essencial: "Quando o mercúrio é morto com uma quantidade igual de enxofre depurado, toma-se cem vezes mais eficaz; quando morto com uma quantidade dupla de enxofre, o mercúrio cura a lepra; morto com uma quantidade tripla, cura a fadiga mental; morto com uma quantidade quádrupla, transforma as cãs em cabelos pretos e elimina as rugas; morto por uma quantidade cinco vezes maior, o mercúrio cura a tuberculose; morto por uma quantidade seis vezes maior, converte-se numa panacéia para todos os males humanos" (texto publicado por Ray, II, pp. 55-56). Não se demora em perceber o valor "místico" de todas essas operações. O seu valor científico propriamente químico é nulo. Sabe-se que a proporção máxima da combinação do mercúrio com o enxofre é de 25 para 4. Acima dessa proporção, o excedente de enxofre sublima-se sem combinar-se.
No passo citado, o autor do Rasendracintâmani traduz em termos de operações químicas lugares- comuns da medicina mágica e do Batha - Yoga sobre a panacéia universal e o rejuvenescimento. Isso não quer dizer, evidentemente, que os hindus tenham sido incapazes de realizar descobertas "científicas". Tal como o seu colega ocidental, o alquimista indiano constituiu os elementos de uma pré-química desde o momento em que, abandonando o campo de referência estritamente tradicional, aplicou-se a estudar objetivamente os fenômenos e a realizar experimentações, com a intenção de completar os seus conhecimentos sobre as propriedades da matéria.
Os sábios hindus revelaram-se capazes de observações exatas e de pensamento científico, e muitas de suas descobertas chegaram mesmo a sobrepujar as do Ocidente. Para darmos apenas alguns exemplos, os hindus conheciam desde o século XII a importância que tinham as cores da chama para a análise dos metais. Segundo P.C. Ray, os processos metalúrgicos foram descritos com maior precisão pelos autores hindus, três séculos antes de Agripa e Paracelso. Na farmacopéia, os hindus tinham chegado a resultados surpreendentes: muito tempo antes dos europeus, já recomendavam o uso interno de metais calcinados.
Paracelso foi quem primeiro procurou impor o uso interno do sulfeto de mercúrio: ora, esse remédio já era utilizado na índia no século X. Quanto ao uso interno do ouro e de outros metais, acha-se suficientemente atestado na medicina indiana desde Vâgbhata. Segundo P.C. Ray, Vrinda e Cakrapâni inauguram o período de transição da medicina indiana, durante o qual o uso de substâncias minerais rouba a supremacia às substâncias vegetais da época precedente. Apesar de tudo, subsistem algumas influências tântricas na obra desses dois autores, que recomendam gestos e fórmulas próprias do culto tântrico (Ray, I, p. LVI).
É na época subseqüente ao período tântrico, chamada por Ray de iatroquímica, que surgem preocupações mais "científicas", isto é, mais empíricas. A procura do Elixir e outras preocupações "místicas" desaparecem, sendo substituídas por receitas técnicas de laboratório (Ray, I, p. XCI). O Rasaratnasamuccaya (séculos XIII-XIV) é uma produção típica desse tempo. É muito mais significativo encontrar numa obra desse gênero vestígios da alquimia tradicional.
O Rasaratnasamuccaya começa com uma saudação a Deus, que salva os seres humanos da velhice, da doença e da morte (Ray, I, p. 76); segue-se uma lista de alquimistas, entre os quais se encontram os nomes ilustres dos mestres tântricos (ibid., p. 77). O tratado comunica as fórmulas místicas por meio das quais se procede à "purificação" dos metais,[xiii] fala do diamante[xiv] "que vence a morte", do uso interno do ouro etc. (Ray, I, p. 105). Tudo isso vem provar a persistência da função espiritual da alquimia mesmo numa obra tardia que, aliás, contém muitas indicações precisas e descrições cientificamente exatas.[xv]De vez em quando, encontram-se nos textos alquímicos afirmações desta natureza: "Só vou expor os processos que pude verificar através dos meus próprios experimentos”.[xvi] Temos boas razões para indagar se os experimentos se referem a operações puramente químicas ou se se trata também de experimentos tântrico-alquímicos. Acontece que toda uma tradição ascética e mística da Índia invoca em seu favor o testemunho do experimento; por oposição àquilo que se pode chamar de a via metafísica e abstrata, a importante corrente espiritual que compreende a Ioga, o tantrismo e sobretudo as escolas de Batha-Yoga, atribui um valor apreciável ao "experimento": é "atuando", "operando" sobre os diversos planos da sua vida fisiológica e psicomental, que o iogue obtém resultados concretos que vão levá-lo pouco a pouco ao limiar da libertação. Uma parte importante da elite espiritual indiana voltou-se, desde a mais recuada Antigüidade, para a "experimentação", ou seja, para o conhecimento direto, experimental, de tudo o que constitui os fundamentos e os processos do corpo humano e da vida psico-mental.
Talvez devamos lembrar os resultados consideráveis alcançados pelos iogues no que tange ao controle do sistema vegetativo e ao domínio do fluxo psicomental. Ora, como vimos, a alquimia encaixa-se nessa tradição experimental pan-indiana. Disso resulta que o alquimista que proclama a importância do experimento não demonstra necessariamente um "espírito científico" no sentido moderno da expressão: o que faz é valer-se de uma grande tradição indiana, por oposição às outras, especialmente a tradição escolástica ou a tradição especulativa. Não se pode ter a menor dúvida sobre a realidade das operações alquímicas: não se trata de especulações, mas de experimentos concretos, efetuados em laboratório, com as diversas substâncias minerais e vegetais. Mas para que se compreenda a natureza desses experimentos, deve-se levar em conta não só o objetivo do alquimista e do seu comportamento, como também o que podiam ser as "substâncias" aos olhos dos indianos: sobre não serem inertes, representavam estágios da inesgotável manifestação da Matéria primordial (prakrti). Já dissemos que as plantas, as pedras e os metais, tanto quanto os corpos dos homens, a sua fisiologia e a sua vida psicomental, não passavam de momentos diversos de um mesmo processo cósmico. Era, portanto possível passar de um estágio a outro, transmudar uma forma em outra. Mais ainda: o contato operacional com as "substâncias" não estava desprovido de conseqüências de ordem espiritual, tal como se verificou, no Ocidente, desde a constituição da química científica. Trabalhar ativamente nos minerais e nos metais era tocar na prakrti, modificar-lhe as formas, intervir na sua evolução. Ora, no universo ideológico onde se move o alquimista, e que é o universo do tantrismo, a prakrti não é apenas o princípio cosmológico do Sâmkhya e da Ioga clássicos; a prakrti é a modalidade primordial da Deusa, da Çakti. Graças ao simbolismo e às técnicas elaboradas pelo tantrismo, a prakrti torna-se acessível à experiência imediata: para o tantrismo, toda mulher nua encarna a prakrti, e a revela. Não se trata, é claro, de uma experiência erótica ou estética; a respeito de experiências dessa natureza, a Índia possuía, há muito tempo, toda uma literatura. Mas o tantrismo julga que, com uma preparação psicossomática e espiritual apropriada, o homem pode obter a revelação da modalidade primordial da Natureza contemplando o corpo nu de uma mulher.




Tudo isso equivale a dizer que, para o alquimista indiano, as operações com as substâncias minerais não eram, e não podiam ser, simples experimentações químicas: envolviam, muito pelo contrário, a sua situação cármica - em outros termos, tinham conseqüências espirituais decisivas. Somente quando as substâncias minerais tiverem sido esvaziadas de suas virtudes cosmológicas e se tiverem convertido em objetos inanimados é que se tornará também possível a ciência química propriamente dita. Tal modificação radical de perspectivas permitirá a constituição de uma nova escala de valores e tomará possível o aparecimento (ou seja, a observação e o registro) dos fenômenos químicos. Pois, de acordo com o axioma que, com justiça, encanta os cientistas modernos, a sucessão é que cria os fenômenos.

M. Eliade
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Domingo, 2 de Março de 2008

YOGI GURU SRI TAT WALE BABA

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Tat Wale Baba



It was March 30, 1969. I was at Maharishi Mahesh Yogi's ashram, attending a course to become a teacher of the Transcendental Meditation program. The ashram was located on a hill overlooking the Ganges, just about a kilometer below the retreat of Tat Wale Baba. News quickly spread that Maharishi Mahesh Yogi had invited "the wise man of the mountains," Tat Wale Baba, to come visit us that afternoon.
By mid-afternoon several ochre-robed men made their way toward the lecture hall. Along with them was Tat Wale Baba, a muscular golden-brown-skinned Adonis. Also walking along with them were Maharishi’s course participants. Tat Wale Baba's features were much like that of an American Indian. He was naked except for an ochre loin cloth which was held around his waist with a brass chain. His black braided hair flowed down his back and was so long that, were it not carried by an attendant, it would have trailed along the ground. He exuded a radiant aura as he took a majestic cross-legged position on a small platform that was covered with a deerskin.
Maharishi and the others took their seats and we all waited anxiously to hear Sri Tat Wale Baba speak. Tat Wale Baba began his discourse in unstrained, forceful Hindi, and Maharishi Mahesh Yogi translated.As he spoke I saw a dynamic, youthful man who appeared no older than in his mid-thirties, yet he was said to be about 120 years old. The exact date of Tat Wale Baba's birth is not known.
Tat Wale Baba was born of spiritual parents who were middle-class farmers in Punjab, India. Tat Wale Baba received little formal education, spending most of his early childhood assisting his parents with farm work. At about the age of eight or nine years Tat Wale Baba's innate spiritual nature led him to begin meditating. This he did ardently whenever time permitted between chores. As he grew into his teenage years Tat Wale Baba took on a mesomorphic stature. Because of his physical prowess his friends encouraged him to join the Army, which he did. He did not like military life. Sri Tat Wale Baba at age 75
Therefore, after just two months of military service he left and sought the reclusive, sadhu life-style for himself. His search for a guru to guide him was fulfilled when he met Sri Jagannath Dasji at Ayodhya. This guru named him Sri Mahavir Dash Ji. However, later, when Tat Wale Baba started wearing jute people called him Tat Wale, meaning "one who wears jute." The sobriquet stuck.Tat Wale Baba lived at the ashram with his guru for about three months during which time he was initiated into Raja Yoga. He then left in search of a reclusive retreat for himself. He was intutively led to Manikut mountain where he came upon an old, emaciated man with very long gata (hair) living in a secluded cave.
Tat Wale Baba approached the man and was invited to sit and talk. At the conclusion of their talk the old man left saying that his time was finished, and that he was going to the Himalayas to take mahasamadhi. He left the cave for Tat Wale Baba to occupy. The cave was conveniently located near a fresh water spring. Tat Wale Baba lived off kandamulo leaves and roots, and fruits he found in the ambient forest.
He preferred spending time in long meditations instead of doing asanas. His schedule of meditating was from 2:00 a.m. until 10:00 a.m. From 10:00 a.m. until noon he would eat and rest. Then, from noon until 4:00 p.m. he would again meditate. He would exercise for about two hours, until 6:00 p.m. For exercise he usually took long walks of about ten kilometers, collected firewood, and worked hard at expanding the dimensions of his cave.
People coming into the forest to gather leaves and sticks for sale in Rishikesh occasionally spotted Tat Wale Baba emerging from his retreat. Word soon spread that a yogi was taking long periods of silence in a cave. As a result, pilgrims began to come by the hundreds to try to visit Tat Wale Baba. Because of the demand for his time he altered his schedule to include some visitor time.
Tat Wale Baba had a cobra for a pet. He regularly fed it milk from a cup. The cobra liked to stay in the cave where Tat Wale Baba meditated. Tat Wale Baba is said to have contacted the King of the Cobras and asked that no cobra harm any of the people passing through the nearby jungle foothills. It is said that there have been no accounts of people being bitten by cobras in the area since then.
Tat Wale Baba was credited with performing miracles. There were three couples that could not bear children. Each couple came to see Tat Wale Baba, and from his blessings each had a child born to them. He also gave pilgrims darshan, performed healings, and gave spiritual guidance.
Further, Tat Wale Baba predicted his own death. He said that he would be shot to death. He said that a rogue, who was very jealous of him, and living nearby in the forest, would sneak up and shoot him in the back. He told this to his closest disciple on June 22, 1971, several years before he took his mahasamadhi. Also, just two days before he was shot, Tat Wale Baba reminded his disciple of this prediction. On December 2, 1974, as he went to take his bath at 4:00 a.m., Sri Tat Wale Baba was murdered by a crazy gunman. He was killed by a man operating a small ashram near Tat Wale Baba’s cave.
No known records exist of Tat Wale Baba’s age. However, a man who was a classmate of Tat Wale Baba's in elementary school, and who had seen Tat Wale Baba later in life, commented that Tat Wale Baba had stopped aging when he was about thirty-five years old. By assuming that Tat Wale Baba was of equal age as this classmate, Tat Wale Baba's year of birth was about 1890. That would place Tat Wale Baba's age at about eighty-five years when he was killed.
Had he not been killed perhaps he would have lived to his rumored age of 120.What gave Tat Wale Baba his youthfulness and stopped his aging at mid-life? Perhaps research done on long-term meditators provides a hint. According to a study published in the International Journal of Neuroscience 16 (1): 5358, 1982, the longer people had been meditating the lower their biological age became as compared with their chronological age (as measured by blood pressure, and visual and auditory performance).

 
Sri Tat Wale Baba - at age 85

(This Chapter was excerpted from the free online photo biography about Sri Tat Wale Baba. To read the complete story about one of Indian’s greatest yogis please visit Tat Wale Baba.)

Note: Swami Shankardasji is the caretaker of the Tat Wale Baba ashram.

He asks that if anyone has a voice recording of Tat Wale Baba to kindly mail him a copy:

Swami Shankardasji

Sri Tat Wale Baba Ashram

Bhut Nath Gufa

Post Swargashram
Rishikesh 249302 (U.P.)
India
Website Content © 2004 by Vincent J. Daczynski.

All Rights Reserved.

http://www.amazingabilities.com/amaze6a.html
http://www.yogiphotos.com/ </a>Sri Tat Wale Baba

As a group, long-term meditators who had been practicing the Transcendental Meditation technique for more than 5 years were physiologically 12 years younger than their chronological age. Short-term Transcendental Meditators were physiologically 5 years younger than their chronological age. The study controlled for the effects of diet and exercise. Another study, which researched elderly meditators, was published in the Journal of Personality and Social Psychology 57(6): 950-964, (1989). It reported that people in their eighties showed a marked improvement rather than deterioration in their mental and physical health and well-being over a three year period of practicing Transcendental Meditation. Benefits for the meditating elderly included: reversal of aging; increased longevity; increased cognitive flexibility (including increased learning ability and greater perceptual flexibility); increased word fluency; improvements in self-reported measures of behavioral flexibility and aging; greater sense of well-being; improved mental health; and reduction of blood pressure to more ideal levels.

Since Tat Wale Baba was an advanced meditator who spent most of his time in extended deep meditation, this may explain how he retained his youthfulness.


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Devo dizer-lhes que, vários anos antes da fundação do Instituto, enquanto eu preparava este programa e acertava todos seus detalhes, não somente precisei, para resolver diferentes problemas, pedir conselhos a alguns dos seres honoráveis e imparciais que tive a felicidade de encontrar ao acaso na minha vida — dos quais vários, diga-se de passagem, contrariamente à opinião geral quanto ao caráter rigoroso dos limites da vida humana, já tinham ultrapassado dois séculos de existência, alguns dentre eles até se mostrando bastante intrépidos para esperar dobrar o cabo do terceiro centenário." (do livro de Gurdjieff - A VIDA SÓ É REAL QUANDO "EU SOU" )


publicado por conspiratio às 19:17
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Sábado, 1 de Março de 2008

4000 MEDITANTES CONSEGUEM BAIXAR CRIMINALIDADE EM ÁREA URBANA

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Swami Satchadananda, Maharishi Mahesh Yogi, Tat Wale Baba

http://mvro.wordpress.com/2007/03/19/poder-do-pensamento-e-reducao-da-violencia-urbana/

Lembrei-me de um experimento muito interessante sobre a atuação silenciosa do poder do pensamento que li há algum tempo e resolvi resgatá-lo. Aconteceu em Washington D.C [EUA] no ano de 1993. Consistiu no seguinte:


Um grupo independente de 4.000 praticantes de Meditação Transcendental, de 50 países diferentes, foi reunido na cidade com o propósito de pensar, sentir e enviar energias de Amor e calma para esta localidade durante o período de 8 semanas, encontrando-se duas vezes ao dia em grandes grupos. Foram escolhidos os meses de junho e julho [em que tradicionalmente há aumento de crimes na cidade].

Com isso, queriam provar o seguinte fato:
O envio coletivo de pensamentos de Amor faria com que os crimes de homicídio, estupro e assalto, ou seja, os crimes mais violentos, tivessem uma redução de aproximadamente 20% de incidência.

Em consequência disso, haveria redução do stress coletivo, o que iria gerar também:
- Aumento da cooperação e eficiência do governo.
- Aumento da popularidade do presidente Clinton.
Além disso:
Que ao termino do experimento, os indices de violência iriam rapidamente voltar ao seu patamar normal.
Para atestar a veracidade do experimento, foram reunidos 27 observadores de locais como a Universidade de Maryland, Universidade do Distrito de Columbia, e a Universidade de Denver [curso de Direito], analistas da polícia, governo local e líderes comunitários.

Qual foi o resultado?

Após os 2 meses de experimento, todas as previsões se confirmaram.
O que este experimento significa? Muito simples: o que pensamos e sentimos influencia a nós e ao nosso ambiente de forma concreta. Somos co-responsáveis pelo que gravita ao nosso redor, pelas coisas que atraimos para nós, e conseqüentemente, para o mundo em que vivemos. A maioria não vê as ondas mentais, como também não vê o ar, mas isso não significa que ele não exista ou que não seja real. Basta experimentar. Assim como inalar profundamente o ar faz com que se perceba sua existência, mudar a forma de pensar, sentir e sustentar esta mudança traz o mesmo resultado. A ciência tradicional engatinha neste campo, não possui ainda aparelhos refinados para estes estudos, para comprovar a existênica dessas afirmações. Porém, alguns têm a sensibilidade para enxergar estas ondas, os clarividentes, que não são nada mais que pessoas comuns com algumas faculdades desenvolvidas.

Por outro lado, VER não é fundamental, mas sim APLICAR isto no dia a dia, gerando oportunidades para si e para os outros, criando um ambiente bom para convivermos, um ambiente menos focado na competição, no lucro e no individualismo. Menos violento. Sabia que a cultura do medo gerada pela mídia ajuda em grande parte manter um clima de terror constante? As pessoas estão muito orientadas a ficar assustadas e essas ondas mentais saem viajando por aí, se retroalimentando e vejam a que ponto chegamos hoje.
Que tal estudar este assunto com mais seriedade para colher benefícios? Este é o desafio.

Para saber mais sobre este experimento, acesse estes links:

http://www.springerlink.com/content/k2hg216724k21411/
http://www.tm.org/book/chap_7c.html
http://www.alltm.org/pages/crime-arrested.html
http://www.metanexus.net/conference2003/pdf/WOLPaper_Ironson_Dale.pdf

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Estudo da meditação transcendental



Como descrito no filme, o estudo envolvendo 4000 pessoas em junho e julho de 1993 para praticar Meditação Transcendental e o programa TM-Sidhi para tentar reduzir a ocorrência de crimes violentos em Washington, D.C. (que tinha uma das maiores taxas de homicídio per-capita nos Estados Unidos). Ao contar o número de homicídios, estupros e assaltos, o estudo concluiu que a TM reduziu a taxa de crimes violentos em 23%. Baseados no números apresentados no estudo, a taxa de crime do HRA foi cerca de 30% maior em 1993 que a média de crimes entre 1988 e 1992. A taxa de crime HRA mostrou um declínio no meio do período onde TM foi praticada e permaneceu relativamente baixo (pelos padrões de 1993) por vários meses posteriores.

Os resultados dos estudos da TM foram reportados em 1994 pelo Instituto de Ciência, Tecnologia da polícia civil, parte do acordo com a universidade de Maharishi fundada pelo yogi Maharishi Mahesh. O estudo foi publicado em 1999 em um jornal por um revisada pesquisa dos indicadores sociais.

Este experimento com a meditação concedeu a John Hagelin em 1994 Prêmio Ig Nobel da Paz, um prêmio para trabalhos "que não podem, ou não devem, jamais ser reproduzidos."


http://fundacao-luminaris.blogspot.com/2009/11/what-bleep-do-we-know.html
publicado por conspiratio às 18:34
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ESCOLHA VIVER - O PODER DA MENTE NA CURA




Recomendo este livro a todos que buscam a cura, tanto pacientes como curadores. É um relato e estudo de cura através da influência e comando da mente sobre o corpo. Patricia Norris é psicóloga, tem orientação de Carl Simonton e trabalha em colaboração com médicos  em casos onde a medicina convencional não não tem sucesso. Biofeedback, visualização, imagística, são algumas de suas ferramentas de treino para o reconhecimento de que a mente tem voz de comando sobre o funcionamento do corpo. O livro traz a participação do menino Garret, que escreve a história de sua cura.



Eis um trecho:






GARRET DÁ A VOLTA POR CIMA:
A DOENÇA REGRIDE

Da primavera ao verão de 1979, Garrett começou a melhorar. Os progressos incluíam uma maior resistência e uso do braço e da perna esquerdos, conseguir levantar-se quando caía e, de modo geral, uma apa­rência mais saudável. Continuava a exercitar as visualizações todos os dias, e penso que realmente apreciava essas experiências e nunca as considerava tediosas.

Garrett ia ao Centro de Biofeedback e Psicofisiologia uma vez por semana tanto para continuar a exercitar auto-regulação e controle volun­tário como para visualização, imagística e terapia de jogo. Fez muitos desenhos; a maioria deles relacionava-se às batalhas entre as várias par­tes do sistema imunológico e o tumor.

Garrett aprendeu a nadar e íamos nadar juntos na piscina da Menninger tão freqüentemente quanto possível. Seus pais compraram-lhe pés-de-pato e uma máscara com tubo. Ele saiu-se bem com o equipamento, nadando com­petentemente, com confiança e alegria, a qualquer lugar que desejasse ir.

Quando as aulas recomeçaram no outono, Garrett retornou com confiança renovada e era novamente capaz de apresentar um melhor de­sempenho escolar. Sua professora da quinta série dava-lhe apoio e enco­rajava sua independência, ajudando-o a maximizar suas forças.

Vitória: o fim do planeta bolinho de carne!

No final de outubro, Garrett disse-me que tinha uma ótima notícia. "Não consigo mais encontrar meu tumor no exercício de imagística", disse, "Acho que desapareceu." Nunca tivera dificuldade em visualizar o tumor antes, mas agora, repentinamente, o tumor não estava lá. Ele e eu fizemos uma viagem exploratória pelo cérebro dele, examinando-o completamente. Em todos os lugares que olhava via apenas tecido cerebral normal.

A primeira vez que Garrett descobriu a ausência do tumor foi du­rante sua visualização à noite, antes de dormir. Ficou surpreso por não encontrá-Io. Chamou o pai e disse-lhe que o tumor não estava lá, que devia ter desaparecido. O pai sentou-se ao seu lado e sugeriu que tentasse uma vez mais. Garrett ficou muito quieto e procurou cuidadosamente. Disse então ao pai que não conseguia encontrar ó tumor e tudo o que via era um "estranho ponto branco" onde o tumor havia estado.

Naquela época, tive reações ambivalentes ao receber a notícia. Por outro lado, tendo passado por tantas coisas com Garrett, confiava em sua percepção. Fizemos uma festa de comemoração em seu cérebro e convi­damos todos os glóbulos brancos. Lançamos arco-íris por todos os cantos do cérebro e dançamos com os glóbulos brancos, dizendo: "Consegui­mos! Conseguimos!”.

Mas o meu lado cauteloso de terapeuta tinha mais reservas e ceti­cismo, pois não havia então nenhuma prova objetiva. Não podia estar certa de que a mudança em sua imagística significasse realmente o desa­parecimento do tumor. Afinal de contas, ele era apenas uma criança; tal­vez estivesse influenciado por um desejo, talvez estivesse cansado de exer­citar visualizações constantemente. Como soube mais tarde, nada poderia ser mais verdadeiro: a imagística tinha se tornado uma parte essencial do modo como Garrett interagia com o corpo e com a vida.


Um sistema de defesa contra novos invasores

Adaptamos a imagística então para enfatizar a vigilância que ele vinha praticando por todo aquele tempo. Garrett visualizava os glóbulos brancos como poderosos, bem-sucedidos, numerosos e constantemente patrulhando cada uma das partes de seu cérebro e corpo, procurando por quaisquer invasores indesejáveis, tais como germes da gripe, vírus ou bac­térias. Os glóbulos brancos também procuravam e destruíam quaisquer células indesejáveis que o corpo produzisse ou que não precisasse mais. Ele entendeu que o trabalho principal dos glóbulos brancos era patrulhar e limpar o corpo, e voluntariamente exercitou essas visualizações, tornan­do-as parte de sua prática regular.

Durante o inverno, Garrett continuou a melhorar sintomática e fun­cionalmente. Foi capaz de substituir o aparelho para a perna por botas altas, e posteriormente as botas por tênis, uma fonte de imenso prazer. Continuou a fazer as visualizações diárias dos glóbulos brancos, que desempenhavam um intenso trabalho de vigilância em todo o corpo, especialmente no cére­bro. Nunca mais viu o tumor em sua prática de Imagística. Acreditava que o tumor tinha desaparecido. Entretanto, tornou-se evidente que também desejava uma confirmação objetiva. Considerando que nenhum tratamento médico adicional tinha sido indicado, decidimos que não havia razão para submetê-Io ao desconforto e à ansiedade de uma nova tomografia.

Em fevereiro de 1980, Garrett perdeu o equilíbrio e caiu de uma maneira um tanto misteriosa. Uma tomografia para examiná-lo foi cogi­tada, mas não realizada. Alguns dias mais tarde, caiu da escada em casa. Os pais acharam que tinha apresentado uma breve perda de consciência, embora dissesse ter escutado tudo o que se passava, mas simplesmente não podia se mover por alguns momentos. Os pais chamaram o médico, e mais uma vez a decisão foi de não realizar a tomografia imediatamente, mas sim observá-lo até o dia seguinte para ver se apresentaria alguns sintomas, tais como perda de consciência ou vômito. Garrett foi à escola como sempre e, depois do almoço, vomitou. Então finalmente foi subme­tido à tomografia.

O pediatra de Garrett solicitou a tomografia, mas não estava pre­sente quando foi realizada. O médico que a realizou disse a Sue: "Preciso chamar o dr. Parman e o dr. Reymond e depois gostaria de conversar com a senhora". Sue respondeu: “Antes preciso de 15 minutos para trazer meu marido". O médico disse que não seria necessário, mas Sue disse: "Sim, é necessário!" Ela e Richard tinham um acordo para receber qualquer no­tícia juntos. Sue foi então buscar Richard. Estava muito preocupada e não queria escutar más notícias sozinha.

Quando estavam todos juntos, o médico perguntou se Garrett ti­nha sido submetido a cirurgia. Disse que não havia concussão, e que o tumor havia desaparecido! Tudo que puderam encontrar foi um filamento calcificado do tamanho de uma ervilha - "o estranho ponto bran­co!" Sue disse: "Certo", então compreendeu. Pulou da cadeira, assustan­do o médico e gritou: "Sumiu! Sumiu!"

O médico disse que se desconhe­cesse a situação, pensaria que o tumor tinha sido removido cirurgica­mente. Sue e Richard disseram-lhe que estavam agradecidos pela notí­cia, e o médico disse que ele era quem estava agradecido pela oportuni­dade de comunicar-lhes a novidade. Disse que ganhara o dia; não era freqüentemente o portador de notícia tão maravilhosa. Naquela noite recebi um telefonema de Garrett com as boas novas. Todos estavam sur­presos, exceto Garrett e eu, mas acho que ambos estávamos aliviados por termos a confirmação concreta do que já sabíamos. Quando a mãe de Garrett trouxe-o para a próxima sessão, exclamou efusivamente que a radiação não tinha operado esse milagre. Garrett tinha conseguido uni­camente com sua visualização. Garrett interferiu, dizendo que pensava que a radiação tinha ajudado, porque amaciara o tumor e facilitara para que pudesse destruí-lo com os glóbulos brancos. Eu tinha certeza de que ele estava certo.


Fonte: “ESCOLHA VIVER”, dos autores Patrícia A. Norris e Garrett Porter , Editora Mandarim

*

No sebo (Estante Virtual):
http://www.estantevirtual.com.br/mod_perl/busca.cgi?pchave=PATRICIA+A+NORRIS&tipo=simples&estante=%28todas+estantes%29&alvo=autor+ou+titulo
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http://www.estantevirtual.com.br/mod_perl/busca.cgi?pchave=GARRET+PORTER&tipo=simples&estante=%28todas+estantes%29&alvo=autor+ou+titulo

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publicado por conspiratio às 16:44
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