Terça-feira, 19 de Fevereiro de 2008

A MORTE NÃO EXISTE: EQM DE GEORGE RODONAIA

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A Morte Não Existe (EQM) Dr. George Rodonaia (Phd)


Intróito: No vídeo “Vida Após a Morte (Life After Life), produzido pelo médico Dr. Raymond Moody Jr. (autor do livro ”Vida Depois da Vida”), ele entrevista ao vivo pessoas que vivenciaram a EQM (Experiência de Quase Morte).

Trata-se de homens e mulheres que conheceram o “outro lado”, a dimensão do espírito, voltando para dar-nos o vivo testemunho de que não existe morte. E um deles afirma: “Não podemos morrer, porque já fomos criados para viver sempre”.

Entre os mais impressionantes relatos, destacamos o depoimento do psicólogo russo Dr. George Rodonaia (PHD), um cientista estudioso de física e química, anatomia e outras fisiologias. Sua narrativa pode trazer conforto espiritual aos que temem voltar a essa outra dimensão da vida e consciência. – Confira a seguir.

“A Morte Não Existe” – [Dr. George Rodonaia, PHD em Psicologia]
“Eu era um dissidente da União Soviética… e havia sido convidado pelos EUA em 1975… em 1975 foi quando recebi este convite. Em 1976, recebi o visto de exílio, e estava partindo para Nova York nesse dia.
Estava indo pegar meu passaporte… e já estava pronto para viajar. Minha família já estava no aeroporto me esperando. Então, andando na calçada fui atropelado por um carro. Foi tudo simulado pela KGB. Eles queriam me matar… e não me deixar partir. Então fui levado a um hospital. Os médicos fizeram tudo que podiam para me ajudar, mas… fui considerado morto.

Era a liberdade absoluta de seu corpo e mente. Isto me surpreendeu. E era muito interessante também. Estava feliz nessa experiência, porque podia ver os pensamentos deles. Podia ver tudo que estava acontecendo. Podia sentir cheiros, podia ouvir… e podia ver os pensamentos deles. Isso foi o que mais me deixou feliz e orgulhoso. Não sei se é uma boa palavra, mas me orgulhava desse poder.

Não estava me incomodando… via o meu corpo e o odiava… eu não queria voltar para ele. Era impressionante que… eu também não deixava o corpo. Eu estava por toda parte… onde pensavam em mim.
Mas estava com meu corpo. Quer dizer que eu não estava saindo de um lugar para outro. Estava em todo lugar ao mesmo tempo. Podia estar em Nova York, podia estar em Long View, Texas. Podia estar em Moscou, podia estar em Felia, Geórgia.. em qualquer lugar. Não havia nem tempo nem distância para mim..

Podia me comunicar com as crianças; crianças muito pequenas que não falavam nem andavam… e que estavam vindo daquele lugar para onde eu estava indo. E a comunicação com elas era impressionante, uma comunicação espiritual. Não falávamos com palavras. Falávamos através de uma comunicação mental. Ela havia quebrado o quadril… e ninguém entendia por que ela chorava tão alto.

Os médicos e os pais dela estavam muito preocupados. Eu disse: “Não chore. Ninguém vai mesmo entender o porquê. E ela parou de chorar e sorriu. Foi uma experiência incrível, pois as pessoas olhavam e diziam: “Por que não está chorando mais?” Eu queria contar-lhes… sabe? “Ela tem isso… aconteceu isso com ela”. Mas, não conseguia comunicar-me com eles.

Depois do terceiro dia, quando eu estava de novo em meu corpo, e depois de três dias quando já podia falar, disse a eles: “sua filha está chorando porque quebrou a bacia. Este é o diagnóstico que estão procurando.” Descobriram que era verdade. Ficaram chocados e surpresos”.

“Sentia aquela dor… e estava escuro. Não enxergava nada. Não conseguia mexer as mãos, não conseguia mexer o corpo… Compreendi que não tinha nada, mas eu existia. Isso me assustou. O medo… o desconhecido. Por que todos têm medo da escuridão? Porque não sabem o que há na escuridão. O medo da escuridão se deve ao desconhecido. O não-compreensível é o que faz você Ter medo. Eu tinha medo da escuridão, tinha medo de estar lá. Mas o que causava mais medo… era estar em algum lugar sem meu corpo.

Mas eu existia. Eu era um cientista, trabalhava com psicologia e línguas. Aprendi física, aprendi química, e muitas outras fisiologia… anatomia… e tudo se baseava no materialismo dialético. Materialismo histórico. E na minha cabeça, era impossível estar em um lugar sem o corpo. Onde está meu componente principal, minha vida, meu corpo? Estava morrendo de medo. Mas eu já estava morto. Essa era a sensação difícil de compreender… que você existe… mas você não existe. Se você pensa… você existe. “Se penso” pensei, “existo”. “Mas se existo e penso… por que não posso pensar positivamente sobre o que acontece à minha volta?”

E comecei a pensar sobre… a luz. Vi lua fora da escuridão. E isso me chocou. Mas o primeiro sentimento foi o de ir até essa luz… o primeiro pensamento que me veio foi… ir para essa luz. E fui em sua direção.
Uma coisa muito maravilhosa que aconteceu comigo… foi que vi meus pais, meus pais verdadeiros… e vi que foram assassinados. Foram assassinados pela KGB em Moscou… e isso me deixou feliz. Parece ridículo, mas fiquei feliz, porque sempre pensara que tinha sido abandonado por eles.

Estamos vivos devido ao amor. Foi isso o que me trouxe de volta. Francamente, eu não queria voltar. Mas, o amor me trouxe de volta, o amor dos que me queriam. A escuridão, onde estava antes… (esse é o inferno total). É o mesmo que disseram a você… separar-se da luz… do amor… de Deus… do infinito. Claro que isso é o inferno. É por isso que o suicídio foi condenado por todas as religiões. Dizem: “Você vai para o inferno”. Significa “para lugar nenhum”. “Lugar nenhum”, não existe. Significa ir para algum lugar que é o oposto da bondade.

Eu estava no necrotério no fim de semana, e na 2a. feira me tiraram do necrotério e me lavaram. E começaram a autópsia. Eram 11.00 horas da manhã quando abriram meu abdome. Tiraram um hematoma… hematoma. Começaram a autópsia tipo “T”… e uma imensa força me pegou… acho que pelo pescoço… não sei explicar o que era… e empurrou-me para baixo. E eu vi esse movimento para baixo… e então senti minha cabeça doer, e abri os olhos! Foi assim que voltei ao meu corpo.

Esse á a principal mensagem que eu trouxe: que o amor não pode ser mudado, isto é, ele é eterno. E o amor está sempre unido à vida. O amor é o que mantém vivo este mundo. O amor… a eternidade. O amor é a base da espécie humana. Estamos vivos devido ao amor. Vi a vida como infinita luz… infinita luz. Como… o ser eterno. Não podemos morrer porque já fomos criados para viver sempre… A dimensão do espírito é… vida eterna. A morte não existe. Não tenha medo. A morte é como uma ponte, uma estação… estação de trem, aonde se chega para passar a uma outra vida”.[.]


[Cf. “Life After Life” (“Vida Após a Morte” em português) 1992, Videolar]

http://www.magisterlux.com/site/?p=38


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Quinta-feira, 14 de Fevereiro de 2008

O POVO SONHO

.A SOCIEDADE EM COMUNHÃO: O POVO SONHO



Reedição de "Maggie's Farm", Alternative Network Magazine Edição n2 36, 1987

No meio da névoa encoberta das montanhas da Malásia Central, vive o extraordinário senoi - o Povo Sonho.
A tribo senoi é uma cultura única e admirável que tem sido um quebra-cabeça para os antropólogos desde os anos 30. É um povo completamente pacífico. Eles não têm sistema nu­mérico, linguagem escrita nem nenhuma tecnologia. Ainda as­sim, entre eles há cientistas surpreendentes com alto nível de sofisticação mental, social e bem-estar emocional.

Esse povo admirável é mestre no que nós, no Ocidente, chamamos de "resolução de conflitos". O segredo deles está ligado, de algum modo, ao fato de que a vida diária senoi ba­seia-se inteiramente em seus sonhos. Apartir do momento em que uma criança senoi pode falar, aprende a sonhar e a proje­tar a vida nos sonhos para dominar as forças que eles revelam.

Os sonhos são a verdadeira inspiração e fé dos senoi, pois eles acreditam que os sonhos revelam a mais profunda realida­de, a "palavra do espírito", da qual os eventos que experimen­tamos se originam. Os pais senoi encorajam seus filhos a viajar por localidades específicas em seus sonhos - como as florestas que existem na região - para ver se a pesca ou a caça serão boas no dia seguinte.

Espera-se que as crianças projetem suas almas além das fronteiras normais, pois eles acreditam que isso as torna carismáticas e fortes. Por outro lado, o medo conduz a alma de uma pessoa para o seu corpo o mais profundamente possível, o que, para os senoi, é uma condição desfavorável, que conduz à doença. Os senoi ensinam suas crianças a soltar os medos re­primidos através dos sonhos, que funcionam como uma "válvu­la emocional segura". Eles acreditam que qualquer coisa expe­rimentada num sonho pode ser usada com vantagem ou desvantagem, desde que o sonhador seja sábio o suficiente para saber usá-Ia.

A educação extensiva do sonho que as crianças senoi re­cebem em seus primeiros anos de vida tem produzido uma so­ciedade na qual os sonhos desempenham uma posição central na interação com os adultos. Eles são seriamente discutidos nos conselhos dos vilarejos, e decisões sobre onde e quando a terra deve ser semeada não são tomadas até que seja permitido sonhar com isso.

Quase toda a arte senoi, incluindo música, dança e deco­ração, é inspirada pelos sonhos, assim como a religião senoi. As crianças são planejadas e têm seu nome escolhido através dos sonhos, que desempenham também um papel importante no diagnóstico e tratamento das doenças. Os jovens encontram suas esposas primeiro em sonhos, e assim que ficam sabendo quem é ela e onde está viajam para encontrar a garota de seus sonhos!

Os senoi são "animistas" que acreditam que tudo na sel­va abundante a seu redor tem uma essência espiritual viva. Eles não vêem a si próprios como geradores de consciência, como nós, no Ocidente, mas sim como "canais" da essência vital, que é muito maior que qualquer indivíduo. A consciência é consi­derada mais importante que tempo, espaço ou matéria. E a base dessa crença é a evidência real dos sonhos, pois eles po­dem, muitas vezes, revelar uma visão do futuro ou um evento muito distante para ser conhecido por meios normais.

Talvez a característica mais impressionante dos senoi seja a timidez. Senoi simplesmente significa "gente", e os antro­pólogos acreditam que eles sejam os últimos remanescentes de uma cultura antiga de uma sociedade sofisticada que se esten­deu por todo o Sudoeste da Ásia, mas foi pressionada para o interior das montanhas devido a invasões de povos agressivos e mais avançados tecnologicamente.
Os senoi são pessoas extremamente gentis que abomi­nam a violência e têm um grande orgulho ao dizer: "Nunca sentimos raiva, somente os estrangeiros sentem raiva". Eles evi­tam os estrangeiros e a confrontação, retirando-se para o inte­rior da mata para sonhar.

Como quase nenhuma violência ou crime existe em sua cultura, os senoi nunca tiveram necessidade de criar um siste­ma de autoridade. Qualquer disputa (geralmente em relação às mulheres) é ouvida por um grupo selecionado para julgar o assunto tão rápido quanto possível. A única idéia tradicional de status é o título de "Tohat", ou curador. As crianças senoi não tomam parte em jogos competitivos, mas brigam e brincam como qualquer criança.

Pesquisadores acreditam que o equilíbrio psicológico extraordinário que caracteriza a sociedade senoi se deve ao fato de que as pessoas são criadas para apreciar a força fundamen­tal e psicológica que os sonhos revelam. A falta de conflitos na sociedade senoi é atribuída à sua técnica de dissipação de ten­são social em seus sonhos, que impede que essa tensão se ma­nifeste durante as horas em que estão acordados.

Os senoi são de uma gentileza fora do comum durante as horas em que estão acordados e acreditam que a violência nos sonhos não é ruim, pois matando as imagens que causam o terror eles destroem seu poder de ferir. Dados psicológicos de vários grupos revelam uma habilidade considerável para con­quistar "inimigos fantasmas" e encontrar "tesouros" em seus sonhos.

O adolescente senoi aprende a tocar o "poder" de seus sonhos através do desenvolvimento de relacionamentos pro­fundos, que duram a vida toda, com os "espíritos" que eles encontram em seus sonhos - os Gurag, ou ajudantes dos sonhos, que são considerados professores e dão aos senoi o dom das canções, das danças e dos poderes especiais.

 

A prática dos sonhos dos senoi funciona a partir do prin­cípio de que, acordados, criamos imagens de pessoas e objetos que vemos ao nosso redor. Através dessa gratidão pelo uso ati­vo do sonho, os senoi estão constantemente conscientes de que, num certo nível do nosso ser, estamos intimamente conectados com todos e com tudo o que conhecemos. Os senoi acreditam que tudo é vivo, reconhecem que o mundo, como o percebemos, está cheio do nosso próprio espírito e enten­dem que todos nós criamos o mundo que experimentamos. Através de seus sonhos, os senoi encontraram um meio de libe­rar o potencial criativo e ter acesso aos tesouros mais profun­dos da alma humana.


 Sondra Ray
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Quarta-feira, 6 de Fevereiro de 2008

A MORTE NÃO O PODIA TOCAR

Trailanga Swami *1601? +1881?


Láhiri Mahásaya tinha um amigo famoso, Swâmi Trailanga, a quem se atribuíam mais de trezentos anos de idade. Os dois iogues freqüentemente se sentavam juntos para meditar. A fama de Trailanga tão amplamente se difundiu que poucos indianos negariam autenticidade a qualquer relato de seus espantosos milagres. Se Cristo retornasse à terra e caminhasse pelas ruas de Nova York, exibindo seus poderes divinos, causaria entre o povo o mesmo medo reverente que Trailanga provocava, há décadas atrás, ao passar entre a multidão nas ruas de Benares. Ele foi um dos síddhas (seres que se fizeram perfeitos), os quais deram à índia alicerces de cimento contra as erosões do tempo.

Em muitas ocasiões viu-se o swâmi beber, sem efeitos nocivos, os venenos mais mortíferos. Milhares de pessoas, inclusive algumas que ainda vivem, puderam ver Traílanga flutuar no Ganges. Durante dias seguidos, ele costumava sentar-se em cima da água; ou, durante períodos muito longos, escondia-se sob as ondas. Um espetáculo comum no Ghat Maníkarnika era o corpo imóvel do swâmi sobre as lajes abra sadoras, inteiramente exposto ao sol impiedoso da índia.

Através destes feitos, Traílanga procurou ensinar a todos que a vida humana não depende de oxigênio nem de certas condições e precauções. Estivesse o corpo do grande mestre acima ou abaixo da água, desafiasse ou não seu corpo os inclementes raios solares, ele provava que vivia da consciência divina: a Morte não o podia tocar.

Este iogue não foi grande apenas espiritualmente; possuía também um físico avantajado. Seu peso ultrapassava as trezentas libras (136 quilos): uma libra para cada ano de sua vida! Como raramente ele comia, o mistério aumentava. Um mestre, contudo, facilmente ignora todas as regras comuns de saúde, quando assim deseja proceder por alguma razão especial, muitas vezes só dele conhecida.

Grandes santos, que despertaram do sonho cósmico de máya e chegaram à realização de que este mundo é uma idéia na Mente Divina, podem fazer o que bem entenderem com o corpo, pois sabem que não passa de uma forma manipulável de energia condensada. Embora, hoje, os cientistas compreendam que a matéria nada mais é que energia congelada, há muito tempo os mestres iluminados passaram vitoriosamente da teoria à prática, no campo do domínio sobre a matéria.

Trailanga permanecia sempre completamente nu. A polícia de Benares, atormentada, passou a considerá -lo uma desconcertante criança-problema. O swâmi, natural como o primitivo Adão no jardim do Éden, era inconsciente de sua nudez. A polícia, ao contrário, tinha plena consciência daquela nudez; e o trancava na prisão, sem cerimônia. Seguia -se um enleio geral; o enorme corpo de Trailanga era logo visto, em toda sua ausência habitual de vestuário, sobre o telhado da cadeia. Sua cela, ainda seguramente trancada, nenhuma chave oferecia ao enigma de sua evasão.

Agentes da lei, desanimados, cumpriam novamente seu dever. Desta vez, colocavam um guarda em frente à cela do swâmi. De novo, a Força curvava-se ante o Direito: logo se podia avistar o grande mestre em seu despreocupado passeio sobre o telhado.

A Deusa da Justiça usa uma venda nos olhos; a polícia burlada decidiu seguir-lhe o exemplo, no caso de Trailanga.

O grande iogue tinha por hábito manter silêncio . A despeito de um rosto gorducho e de um estômago do tamanho de um barril, Trailanga comia apenas ocasionalmente. Após semanas sem se alimentar, ele quebrava o jejum com caldeirões de leite coalhado que os devotos lhe ofereciam. Um céptico decidiu, certa vez, provar que Trailanga era um charlatão. Colocou, em frente ao swâmi, um grande balde com uma mistura de óxido de cálcio, usada para branquear paredes.





- Mestre -disse o materialista, com uma reverência de caçoada - eu lhe trouxe um pouco de leite coalhado. Beba-o, por favor, Sem hesitar, Trailanga sorveu, até a última gota, os litros de cal ardente. Em poucos minutos, o malfeitor caía ao solo, em agonia. - Salve-me, swâmi, salve-me! - gritava ele. - Estou em fogo! Perdoe-me pela maldade com que o submeti à prova!

O grande iogue quebrou seu silêncio habitual. - Você zombava disse ele - e, ao me oferecer veneno, não tinha consciência de que minha vida é una com a sua. Se não fosse o meu conhecimento de que Deus está em meu estômago, assim como está em cada átomo da criação, a cal me teria matado. Agora que você conhece o significado divino do bumerangue, nunca mais use de trapaça com os outros.

Débil ainda, o pecador curado pelas palavras de Trailanga retirou-se furtivamente.

A reversão da dor não resultou da vontade do mestre e, sim, da operação de uma lei de justiça que sustém até o mais longínquo corpo celeste em rotação no cosmo. Esta lei divina funciona instantaneamente para homens que alcançaram a realização de Deus, como Trailanga; eles aboliram para sempre todas as obstinadas contracorrentes do ego.

A fé nos ajustes automáticos da justiça (geralmente pagos em moeda inesperada, como no caso de Trailanga e de seu pretenso assassino) abranda nossa precipitada indignação contra a injustiça humana. “A vingança é minha; eu retribuirei, diz o Senhor”. Que necessidade há dos míseros recursos do homem? O universo trama a retribuição, pontualmente.

A mente obtusa não acredita na possibilidade da justiça divina, do amor, da onisciência, da imortalidade. “Ridículas superstições das Escrituras! “Homens com esta insensibilidade, irreverentes ante o espetáculo cósmico, provocam em suas vidas uma discordante sucessão de acontecimentos que por fim os compelirá a buscar a sabedoria.

Referiu-se Jesus à onipotência da lei espiritual, por ocasião de sua entrada triunfal em Jerusalém. Enquanto os discípulos e a multidão clamavam de alegria e proclamavam: “Paz nos céus e glória nas alturas”, certos fariseus queixavam-se do indigno espetáculo: - Mestre protestaram eles - repreende os teus discípulos.

Jesus, porém, respondeu que, se os discípulos fossem emudecidos, “as pedras imediatamente clamariam”. Nesta reprimenda aos fariseus, Cristo salientava que a justiça divina não é uma abstração figurativa e que o homem de paz, embora a língua lhe seja arrancada, ainda encontrará seu verbo e sua defesa nas pedras fundamentais da criação, nas próprias leis do universo.

“Pensais -dizia Jesus - silenciar os homens de paz? Pois esperais sufocar a voz de Deus, cuja glória e onipresença até as pedras cantam. Exigis que os homens não celebrem juntos sua ação de graças pela paz nos céus? Aconselhais que se reúnam em multidões e expressem sua unidade somente em ocasiões de guerra sobre a superfície terrestre? Então, preparai-vos, fariseus, para subverter os alicerces do mundo; pois os homens serenos, assim como as
pedras e a argila, e a água e o fogo e o ar se levantarão contra vós, para dar testemunho da harmonia divina que, existe na criação.”

Trailanga, iogue semelhante a Cristo, concedeu, uma vez, a meu sajo mama (tio materno) uma graça espiritual. Certa manhã, meu tio deparou com o mestre em meio a uma multidão de devotos no ghat de Benares. Deu um jeito de cortar caminho e aproximar-se de Trailanga, a fim de tocar humildemente os pés do iogue. E ficou assombrado ao se ver instantaneamente livre de uma dolorosa enfermidade crônica.



Shankari Mai Jiew

É mulher o único discípulo ainda vivo do grande iogue: Shânkari Mai Jiew. Filha de um dos discípulos de Trailanga, foi treinada pelo Swâmi, desde a primeira infância. Viveu durante quarenta anos numa série de cavernas solitárias no Himalaia, perto de Badrinath, Kedarnath, Amarnath e Pasupatinath, A bramachárini (asceta do sexo femi nino), nascida em 1826, já ultrapassou bastante o seu próprio centenário. Entretanto, não aparenta velhice, conservando
o cabelo negro, dentes brilhantes e uma energia admirável. Sai de sua reclusão periodicamente, para comparecer às melas ou concentrações religiosas.

Esta santa mulher visitava Láhiri Mahásaya, com freqüência; contou que, um dia, na zona de Barackpur, perto de Calcutá, enquanto estava sentada ao lado de Láhiri Mahásaya, o grande guru Bábají penetrou sem ruído na sala e conversou com ambos. - O mestre imortal usava uma tanga molhada - recorda ela - como se tivesse acabado de dar um mergulho no rio. Ele me abençoou com alguns conselhos espirituais.

Trailanga, em certa ocasião, em Benares, abandonou o silêncio costumeiro a fim de render pública homenagem a Láhiri Mahásaya. Um dos discípulos de Trailanga objetou: - Por que um swâmi e um homem, como o senhor, mostra tanto respeito a um chefe de família?

- Meu filho - replicou Trailanga - Láhiri Mahásaya é como um gatinho divino que permanece onde quer que a Mãe Cósmica o coloque. Enquanto representa o papel e cumpre os deveres de um homem do mundo, ele atingiu aquela realização de Deus que eu busquei pela renúncia de tudo - até de minha tanga!

Do livro de Paramahamsa Yogananda
AUTOBIOGRAFIA DE UM IOGUE CONTEMPORÂNEO
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Segunda-feira, 4 de Fevereiro de 2008

RAMANA MAHARSHI

RAMANA MAHARSHI arunashala 2a.jpg

 Sri Ramana Maharshi e a montanha Arunashala



Maharshi deixou este mundo seis meses depois de eu ter deixado a Índia. Suas últimas palavras foram: “Dizem que estou morrendo, mas estarei aqui mais vivo do que nunca. Onde poderei eu ir?”

Muitos de seus discípulos que residiam à muitas milhas do “Ashram”, souberam de sua morte no próprio dia em que o Mestre deixou de viver em corpo físico. Pelas informações recebidas, verificou-se que a notícia foi comunicada misticamente, ou, poder-se-ia dizer, foi irradiada várias horas antes de ter sido dado o último suspiro pelo corpo de Maharshi, em lugares em que as cartas chegavam somente depois de uma semana.

Nenhum discípulo verdadeiro do Mestre sentiu tristeza ou desespero. O mesmo ambiente de lúcidas ondas de paz e luz espirituais foi sentido pelos corações de seus discípulos, tanto do ashram do santo, como do outro lado do oceano.

****

A princípio eu desejava falar-lhe, mas desanimava diante da superficialidade do que eu tinha a dizer-lhe. E, então, a intuição mostrou-me o caminho:

“O silêncio é a forma mais poderosa de ensinamento transmitido do Mestre para o discípulo. Não existe palavra pela qual se possa transmitir o que é importante, as verdades mais profundas.”(Palavras de Maharshi)
Comecei a escutar com muita atenção o Silêncio que rodeava o Mestre. Compreendi o grau elevado da concentração, em outras palavras, o controle dos movimentos do pensamento necessário para poder abrir a porta da mente às vibrações sutis irradiadas constantemente por Maharshi e que guiavam à elevada Iniciação. Compreendi também que meus exercícios anteriores não eram os melhores e que, então, provaram ser insuficientes. A princípio foi desanimador ver que todos os métodos anteriores tinham que ser examinados e modificados.

Cheguei a compreender que todo o conhecimento que eu podia alcançar ou assimilar ali, dependia de minha própria atitude, e que era responsável pelo que eu pudesse obter desta oportunidade única de estar aos pés de Maharshi, oportunidade que jamais se repetirá. Ou por outra, a luz que penetrar em meu ser será exatamente proporcional à abertura das portas de minha consciência.


Mouni Sadhu

Com algum esforço consegui acalmar minha mente. Ela já não cria pensamentos e os que aparecem imediatamente se desvanecem qual as pequenas nuvens no céu indiano. Contemplo o santo intensamente, olhando nos seus grandes olhos negros.

E repentinamente começo a compreender. Como poderei expressar em linguagem terrena exatamente o que compreendo? Como poderei dizer por palavras baseadas em idéias e experiências do homem comum, que criou e modelou a nossa língua, essas coisas mais elevadas e sutis? Poderei dizer que a vida de Maharshi não está concentrada neste vale terreno, que se estende além de do nosso mundo, que ele contempla um mundo real e diferente do nosso, um mundo que não está sujeito a tempestades e mudanças? Que ele é um facho de luz diante do trono do Mais Alto, espargindo seus raios por todos os lados? Que ele é como a fumaça do incenso que se eleva constantemente para o céu azul que vemos além do telhado do templo? Que seus olhos, que neste instante me fitam, parecem transmitir... Não, não posso dizer nada mais – nem posso pensar. Sinto apenas uma onda de lágrimas sobre a minha face, que flui silenciosa, abundante e serenamente. Não é de dor, sofrimento ou descontentamento. Não sei dizer sua causa.

E através dessas lágrimas vejo o mestre. Ele conhece bem a sua fonte. Sua fisionomia séria e quase solene expressa bondade, compreensão, amizade. É esse clarear da Luz Interior que o torna diferente de todas as outras fisionomias humanas. Na luz de seu fitar profundo repentinamente compreendo a razão e o motivo de minhas lágrimas. Sim, vejo, afinal. A Iluminação repentina é muito forte e não é possível crer imediatamente na verdade do que se vê. É “isso“ realmente possível? Mas o olhar de Maharshi parece trazer a confirmação. Posso dizer apenas que há momentos de experiências interiores, tão cheios de conseqüências que podem influir não somente sobre uma encarnação e sim em muitas.

“A paz que ultrapassa toda a compreensão humana.”
A meditação que acabo de descrever continua por alguns dias. E então se seguiu outra fase. As lágrimas deram lugar a uma quietude interior e a um sentimento de inexprimível, indescritível felicidade.

Essa disposição interior é independente de qualquer condição externa. Nem a dor das pernas, que muitas vezes nos incomoda, quando ficamos muitas horas sentados na mesma posição, nem as picadas dos mosquitos, nem o ardoroso calor, podem perturbar esta paz interior. Este estado se prolonga por tanto tempo quanto for possível não permitir que a mente crie novos pensamentos. Mas assim que a concentração cessa, a paz também desaparece. E novamente o mundo com seus problemas inquietantes, as ansiedades e expectativas aparecem.

Mas, uma vez descoberto o segredo dessa experiência, a porta para a sua repetição está aberta e podemos recorrer a ela novamente. Estou bem certo de que a assistência do Mestre é o fator mais importante nesse primeiro vislumbre da consciência supermental. Não creio que ele esteja interferindo ativamente, mas sua presença, sua irradiação constante produz, espontaneamente, esse efeito.

 

Do livro: "Dias de Grande Paz" de Mouni Sadhu

 

 

 

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publicado por conspiratio às 19:47
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Domingo, 3 de Fevereiro de 2008

SONHO LÚCIDO - JOEL S GOLDSMITH

 

Andrew Wyeth  christinas world.jpg

 
Por causa da influência hipnótica do pensamento e da crença universais, é necessário que firmemos e confirmemos nossa percepção consciente
da Presença. Ao sentirmos, uma vez, a presença consciente de Deus, não devemos pensar: “Agora, estou bem para sempre”. Você não está. Volte a ter esta sensação à tarde, se puder, e não se deite sem ela à noite. Nunca se deite sem ela à noite e pela seguinte razão: o sono é o estágio mais próximo da morte. Quando você dorme à noite, morre virtualmente, exceto que a profundidade de seu morrer não é tão profunda como a própria morte, portanto volta dela pela manhã. O intervalo do sono
é realmente só uma forma tênue da inconsciência total, que é a morte. A palavra “morte” significa a totalidade da inconsciência e, portanto, o
sono é o que há de mais próximo da morte.

Ninguém, neste caminho, deveria, em qualquer
ocasião, ir dormir em estado de inconsciência total ou de morte. Antes de ir dormir, firme
primeiro uma percepção consciente da presença de Deus. Então pode deixar seu corpo dormir ou ficar acordado, a noite toda, mas ele nunca
incomodará você, o que quer que você faça. O corpo não dorme. Ele está tão morto quando acordado como quando adormecido. É a nossa
percepção das coisas que dorme. Se tivéssemos de ficar acordados vinte e quatro horas por dia, na percepção consciente da presença de Deus,
o corpo continua trabalhando com a mesma regularidade e naturalidade.

Quando você atingir a percepção da presença
de Deus, esse “clique”, antes de se deitar, você pode dormir ou não. Não faz diferença. Mas, se
você dormir, não terá um sono inconsciente. Será deitar na cama e descansar o corpo, mas a consciência estará trabalhando, mesmo se
aparentemente você estiver dormindo. Você descobrirá que, às vezes, terá suas maiores iluminações espirituais durante o sono, já que sua consciência não está adormecida: é só o seu corpo que está descansando.


Joel S Goldsmith - A PALAVRA DO MESTRE


publicado por conspiratio às 16:25
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Sexta-feira, 1 de Fevereiro de 2008

UMA COMUNIDADE MEDITA NO MEIO DA GUERRA

 

PINTURA MORNING (5).JPG

 


EMISSÁRIO DA LUZ
JAMES TWYMAN

"Por milhares de anos vem existindo uma sociedade secreta, cuja responsabilidade era dar à humanidade a chance de amadu­recer. Essa sociedade sempre surge perto do lugar no mundo onde o conflito é maior, no país ou região que mais sofre com o ódio, a ganância e a guerra. Isso acontece porque o poder do trabalho deles é mais forte quando desfaz o conflito a partir do centro, ou do lugar onde é mais denso. Por isso essas pessoas vivem silenciosas, invisíveis, sem serem notadas, no centro do desespero, no meio do conflito. O trabalho delas não é visto pelo mundo. É um trabalho espiritual e sua função é espalhar a magnificência da Luz Divina. Dessa forma inspiram a paz, dão esperança e instilam o desejo de perdoar. As guerras acabam e as pessoas e os países aprendem com seus erros. A cada vez, a humanidade chega um pouco mais perto da aceitação da verdade da criação, de que a paz e o conflito existem dentro das pessoas, e que é dentro delas que podem ser resolvidos, sentidos e vividos. Essa comunidade, chamada de Emissários da Luz, continuará a existir nas .regiões de conflitos, extremos, até que isso aconteça. Depois não será mais necessária.

 


"Esse dia logo chegará. Quando o mundo parecer se afastar mais da paz estará mais próximo dela. Se você olhar para o mundo verá que temos agora mais poder, mais armamentos e mais ódio do que nunca. Mas, ao mesmo tempo, há mais com­preensão, mais esperança e mais desejo de paz do que antes. Essas duas experiências, aparentemente opostas, indicam que a humanidade está cada vez mais perto do momento' determinado em que ultrapassará esse sistema individualista e belicoso e che­gará a um mundo de paz, cooperação e harmonia. Isso foi sinali­zado pelas mudanças globais observadas nos últimos anos. Também foi profetizado por todas as culturas e religiões antigas. É esse o tempo ao qual todas se referiam. Mas nenhuma tinha conhecimento do trabalho e da missão dos Emissários. Porque era essencial que a presença e a influência deles continuasse secreta. A função deles é permanecerem ocultos, trabalhando pela humanidade e armando o palco silenciosamente para o dia em que essa tarefa não mais será necessária. Isso vai acontecer quando a humanidade amadurecer e aceitar a responsabilidade por tudo que cria.

 


- Você disse que esses Emissários da Luz estão por aí há milhares de anos - perguntei. - Como conseguiram se esconder, e como prosseguem quando uma geração morre?

 


- Como permaneceram escondidos é impossível dizer ­disse Duro. - Os Emissários possuem uma compreensão divina que o resto de nós desconhece. Eles têm a capacidade de estar, ou não estar, onde quiserem. Quanto à continuidade depois que mor­rem, quando cada Emissário termina sua obra, ele é liberado. Isso não quer dizer que morrem, mas que se modificam de alguma forma. Pode chamar isso de ascensão. Quando isso acontece eles têm de ser substituídos, porque é necessário que se mantenha um número determinado. Alguém, então, é chamado para ser Emis­sário. Não sei bem como isso acontece. Os escolhidos simples­mente se vêem lá, sem explicação. Talvez sintam uma necessi­dade incontrolável de visitar uma parte do mundo na qual nunca estiveram, talvez um lugar envolvido numa guerra terrível. Nin­guém compreende por que eles vão, mas eles sabem. Quando chegam são levados para a comunidade, que fica sempre escondi­da em alguma região remota. E então percebem que aquele é o lugar que estavam procurando. Então assumem seus lugares em tomo da roda.
Isso me deixou muito nervoso. Ele acabava de descrever o que tinha acontecido comigo. Eu senti um desejo misterioso de ir para a Bósnia e a Croácia, contrariando os conselhos de todos que eu conhecia. Achavam que eu era louco, mas eu tinha de ir. Seria possível que o que ele estava dizendo era verdade, e que eu tinha sido "escolhido"? Essa idéia me apavorou. Senti vontade de levantar, andar até o ponto de ônibus e ir embora.

 


Gordana e Snjezana estavam imóveis e não disseram uma palavra. Era óbvio que também era a primeira vez que ouviam aquela história. Pensei no sonho que tive quase duas semanas antes. Parecia coerente com o que Duro dizia. Lembrei da roda e do homem pelo qual senti uma enorme atração. E lembrei do que ele disse para mim sobre a paz e o mundo. Haveria uma conexão entre os dois? Contei meu sonho para Duro. Ele ouviu atentamen­te e pensou um pouco.

 


- Isso é muito interessante - disse finalmente. - Você já sabe mais do que eu imaginava. Muitas coisas que descreveu do sonho estão certas. Vou contar mais sobre eu mesmo e talvez você com­preenda.

 


"Sou médico. Algum ano atrás, antes da guerra, estava viajando de carona numa parte remota da Croácia, à procura de ervas medicinais e plantas que uso no meu trabalho. Estava sozinho. Num momento da minha viagem fiquei muito tonto. Senti que ia desmaiar. Devo ter desmaiado mesmo, porque quando despertei estava deitado numa pequena cabana. Só havia uma velha senho­ra comigo, sentada numa cadeira, num canto. Ela olhava para mim, mas não dizia nada. Sentei e olhei em volta. Não havia mo­bília, só o tapete no qual acordei e a cadeira. Espiei pela janela e vi algumas pequenas cabanas mais ou menos do tamanho da minha. Saí pela porta. Parecia que não havia mais ninguém por lá. Do outro lado das cabanas à minha frente havia uma construção grande e redonda. Comecei a andar naquela direção. Quando me aproximei vi que não era redonda, que tinha doze lados. Então vi um jovem sair de uma pequena porta de madeira. Ele me viu e acenou para eu acompanhá-lo.

"Quando entrei minha cabeça ficou leve, uma sensação quase igual à que tive quando estava viajando. A enorme sala era muito clara, só que não tinha janelas. Meus olhos tiveram de se acostumar com a claridade. Depois consegui olhar em volta e ver tudo. A casa era muito grande e tinha um desenho no chão, exa­tamente como o que você descreveu que viu em seu sonho. Em volta do círculo, nos doze pontos indicados pelo desenho, havia doze pessoas sentadas. Bem no centro, um homem, também sen­tado. Havia um brilho de luz em cima deles, como nuvem de fumaça. Também vi que de um lado havia cinco homens jovens de pé, mais ou menos da mesma idade que o rapaz que entrou comigo. Mais tarde fiquei sabendo que esses homens eram assis­tentes. A tarefa deles era atender às necessidades das doze pes­soas em volta da roda, seis homens e seis mulheres.

"Depois de alguns segundos o jovem levou-me para fora outra vez. Essa foi a primeira vez que estive com os Emissários da Luz. Como os outros, fui chamado, mas não para fazer parte da roda. Meu papel é mais distante, “de ligação”. Volto para lá quando sou chamado. Eu sou o elo entre aqui e lá. Para que eles possam fazer seu trabalho preciso cuidar de certas coisas no mundo. E foi assim que encontrei você. Você não foi chamado para ser um Emissário. Como eu, você foi escolhido para uma função especial. Desde o princípio sempre existiu alguém como eu agindo entre a roda e o mundo. Nunca houve ninguém como você. Sua função é diferente de tudo que já houve antes. A razão disso é o que estávamos conversando antes, as mudanças que estão ocorrendo no mundo. Até agora o trabalho dos Emissários foi sempre um segredo. Agora deve se tomar público. Todos devem conhecer essa obra, saber que estão prontos para entrar numa experiência global de paz e harmonia. Seu papel é aprender a prática e a espiritualidade dos Emissários, depois torná-la acessível para qualquer pessoa no mundo.”



Do livro "EMISSÁRIO DA LUZ" de James Twyman, Editora Rocco



publicado por conspiratio às 16:14
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