Quarta-feira, 28 de Novembro de 2007

O ZEN E A EXPERIÊNCIA MÍSTICA - ALAM WATTS




O ZEN E A EXPERIÊNCIA MÍSTICA
ALAM WATTS

prefácio do livro

Um texto interessante, que re-une Céu e Terra:


Embora escritos em épocas diferentes, durante os últimos quatro anos, os ensaios aqui reunidos têm um mesmo enfoque central – a experiência espiritual ou mística e suas relações com a vida material de todos os dias. Tendo dito isto, imediatamente tomo consciência de ter usado as palavras erradas e, mesmo assim, não vejo alternativas satisfatórias. As palavras espiritual e mística sugerem coisas incomuns, de outro mundo e de uma religiosidade sublime, oposta à vida material corrente, que é, simplesmente, prática e trivial. O propósito principal destes ensaios é mostrar a falácia dessa oposição e a impossibilidade de separar o material do espiritual, o maravilhoso do rotineiro. Temos, acima de tudo, de nos desembaraçar dos hábitos de falar e pensar separando as duas coisas e impossibilitando-nos de ver que isto – a experiência imediata, cotidiana e presente – é ISSO, a razão total e última para a existência de um universo. ...

Não sou um pregador, nem um reformador, pois gosto de escrever e falar sobre essa maneira de ver as coisas do mesmo modo como as pessoas cantam no banheiro ou mergulham no mar. Não há, portanto, de minha parte, nenhuma missão a cumprir nem qualquer veleidade de converter ninguém, mas acredito que, se esse estado de consciência se tornasse mais universal, o pretenso absurdo que passa por negócios sérios deste mundo acabaria numa gargalhada. Deveríamos enxergar logo que os elevados ideais, pelos quais estamos nos matando e subjugando uns aos outros, são substitutos vazios e abstratos para os milagres despercebidos que nos rodeiam – não apenas os milagres óbvios da natureza, mas também o fato esmagador e fantástico da simples existência. Não acredito, nem por um instante, que um despertar como esse nos privasse da disposição e do interesse pela vida em sociedade. Ao contrário, metade do seu encanto – embora o infinito não tenha metade – consiste em reparti-lo com os outros, ...


publicado por conspiratio às 22:18
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Sábado, 24 de Novembro de 2007

A LINGUAGEM DA COMUNHÃO É COMPREENDIDA PELOS ANIMAIS

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Era este o monastério. Em volta, a exuberante natureza, rica no esplendor de todas as cores, pássaros e até cobras que vez por outra apareciam. Mas ninguém matava. Lembro-me que um dia estava no pátio, próximo ao refeitório, e uma cobra com aproximadamente 50 centímetros, apareceu junto à porta da cozinha. O monge, calma e descontraidamente, apanhou uma vassoura rústica, feita de mato, e começou a varrer o chão do outro lado, enquanto recitava alguma coisa em sânscrito que eu não compreendia. Fiquei sabendo depois que era uma fórmula mágica que os monges aprendem para sobreviver na mata.Varre-se não em cima da cobra, mas perto dela, deixando espaço livre para ela ir embora, enquanto se recita a fórmula explicando que ali é lugar de gente e que por favor ela se retire e vá para o seu canto, que não temos comida, já que seu alimento está na floresta. Surpreendentemente , parecendo compreender, a serpente virou-se e foi embora para o mato, enquanto eu, estupefato, aprendia que não devia tirara a vida de nenhum ser vivo. Quem está limpo de coração e com a mente alerta não é molestado pelas feras, serpentes ou outros perigos. E, se por ventura, chegar a ser molestado, nada lhe acontece, pois resolve o assunto assim, falando naturalmente com o perigo.




Do livro:
O Caminho da Autoperfeição, de Antonio CarlosRocha, Livraria Freitas Bastos


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publicado por conspiratio às 16:34
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NÃO SEPARE SEU CORPO DE DEUS - JOEL GOLDSMITH

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NÃO SEPARE SEU CORPO DE DEUS
Joel S. Goldsmith


Assim como não existe Deus e você, não existe Espírito e matéria. Acreditar em Espírito e matéria é dualidade. Quando, através da mente descondicionada, você é capaz de ver que o Espírito é a substância de todo ser, você não tem um poder atuando sobre outro; você tem Espírito como a única substância, aparecendo sob forma harmoniosa e espiritual.
Se entender este ponto, você perceberá por que saúde não está dentro ou fora do corpo. Saúde está no Espírito manifestado como corpo. O corpo é forma e nele não há saúde. A saúde do corpo é a saúde do Espírito. Assim, enquanto não procurar o Espírito para obter saúde, harmonia e inteligência, você estará procurando fora do lugar. Inteligência é Onipresença, tanto quanto saúde, porque tanto inteligência quanto saúde são qualidades e atividades do Espírito. O Espírito criativo do homem e seu corpo.





Se você conseguir apanhar o sentido do princípio de que a doença não tem nenhuma lei, ela será derrotada pelo próprio fato de você ter-lhe reconhecido o não-ser. Se você conseguir apreender, e realmente compreender esta verdade, a aparência se dissolverá. Se você conseguir reconhecer a verdade de que Deus não é responsável pela doença e pela morte, você as destruirá. É esta a Verdade que o liberta.

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publicado por conspiratio às 16:28
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A PRESENÇA É A ÚNICA REALIDADE

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JOEL S GOLDSMITH



Independentemente de como os problemas se apresentam para você em sua experiência, a solução está sempre na sua habilidade de se aquietar e sentir a Presença de Deus.
Na medida em que você consegue confiar na sua convicção interior de que essa Presença é a "única realidade", você verá os problemas desse mundo se dissolverem em sua nulidade.


O Homem não Nasceu para Chorar
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publicado por conspiratio às 16:26
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VILLAS-BOAS E O VEADO

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Quando a gente tava construindo o campo de pouso na Serra dos Cachimbos, passamos seis meses comendo rapadura com farinha. Se a gente tentasse caçar, os índios Ypeui cercavam. O rio onde dava prá pescar, os índios também tinham tomado conta. Foram seis meses de caganeira, uma coisa louca. Aí aconteceu um negócio que quem quiser acreditar, que acredite, quem não quiser, não acredite.
Tinha um capinzal imenso, mais ou menos uns 150 metros do nosso rancho, e Claudio teve a idéia de por fogo naquele pedaço, porque aí, quando passasse algum animal, ficava fácil da gente pegar. Deu certinho. Três, quatro dias depois, tudo queimado, começou a sair de novo uma brotação, daquelas que veado gosta muito de comer. Nós olhamos e vimos um troço marrom caido lá no meio. Corremos até lá e era um veado: tinha tentado atravessar aquela área e o fogo tinha queimado os casquinhos dele. Não podia andar, tava assim deitado com as patas no ar.
Eu falei: “Vamos matar esse veado prá gente comer”. Cláudio falou: “Não, não vamos.” “Vamos.” “Não vamos.” Ele ganhou. Carregamos o veado até a beira do rio, pusemos água na boca dele, ele bebeu, depois demos um jeito de carregar o veado até o rancho e pusemos ele numa sombra.
Andamos a fazer outra coisa e quando voltamos o veado sumiu. Sumiu! Se uma onça tivesse pegado, a gente teria visto porque o descampado era de uma légua. Se fosse uma sucuri deixa o rastro. Mas o veado sumiu, mesmo sem conseguir andar.
Claudio, Leonardo e eu (os três irmãos) mais os dois índios que tavam conosco, não fizemos nada durante uma semana, procurando pra onde podia ter ido aquele veado. Nada, nada, nada.
Passou-se um mês, dois meses, três meses... Terminamos o campo, desceu um avião, Leonardo foi embora, os índios também, ficamos Cláudio e eu. Descemos a serra a pé, caminhamos vários dias, e fizemos novo contato com os Cajabi. Pripiru, um índio que falava português, nos acampanhou de aldeia em aldeia pra gente se despedir deles.
Na última aldeia tinha um velho. Pripiru explicou: Ele não gosta ninguém olha a cara dele. Ele tem os olhos esbugalhados.” Mas a gente insistiu, queria falar com ele. O velho tava lá, cobrindo o rosto com as mãos. Pripuri foi, falou, falou, daqui a pouco o velho levantou, olhou pro Cláudio, olhou pra mim, baixou a cabeça e disse: “Os índios Ypeui nunca vai matar esses dois.”
Ficamos ali... “Por que será isso? Por que? O velho virou e disse: “Longe daqui esses dois não mataram um veado do campo.” Uma coisa que aconteceu a mais de 100 km dali! Ninguém estava lá, foi uma visão do desgraçado! Esses índios não saiam da aldeia. Levamos um susto danado, inclusive não entendemos do que ele falava. De repente, Cláudio teve um estalo: “O veadinho do Cachimbo!” Pedimos mais explicações, o velho não queria falar, Pripuri insistiu... sabem o que o velho disse? “Lá só tinha um pagé de Ypeuis.” Não era um veado era um pajé.
Isso foi em 49. Passaram-se os anos e esquecemos completamente disso. Em 72, quando estávamos fazendo a atração do índios gigantes, esses Ypeui, chegamos na margem direita do rio com uns 60 metros de largura. Os índios apareceram na outra margem. Grita daqui, grita de lá, Cláudio, afobado como ele só, pegou uma canoa sozinho e atravessou o rio. Os índios que tavam conosco, que eram do Xingu, gritavam: “Cláudio, os índios vão matar você! Cláudio!” Os índios de lá correram prá beira do rio já com os arcos esticados, esperando o Cláudio descer da canoa. Ficamos com a certeza absoluta de que ia ser flechado. Quando ele tava chegando lá, veio um índio correndo e pulou em cima dos dois que já estavam disparando as flechas, gritou não-sei-o-que e todos fugiram. Aí lembramos daquela frase: “Os Ypeui nunca vão matar esses dois.”

(Um momento da entrevista de Orlando Villas Boas para a revista Bundas(Ziraldo), em fevereiro de 2000 )
publicado por conspiratio às 00:34
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O POVO DO SEGREDO - UMA INFLUÊNCIA DIRETIVA POR TRÁS DO PROCESSO HISTÓRICO

 





O POVO DO SEGREDO

"De acordo com o autor, a evolução mecânica na visão de Darwin não pode explicar a vida na terra. Existe evidência de que "a ordem aumenta e isto sugere uma direção inteligente, ou uma classe de essências cósmicas que são responsáveis por manter a ordem universal...". A partir desta premissa, o autor realiza uma excursão erudita e plenamente argumentada pela história cultural da Humanidade nos últimos dois mil anos, com especial referência à Cabala e à tradição Sufi."

"A teoria que temos abordado neste livro é que a humanidade tem estado continuamente sob a tutela de uma tradição iniciática. A verdadeira natureza desta tradição, suas atividades e métodos foram sempre o segredo mais bem guardado. "

"Isto não significa que seus agentes tenham sido sempre invisíveis. Pelo contrário, têm sido parte da vida. Foram profetas e reis-sacerdotes, nos quais era explícita uma função superior. Foram também artistas e cientistas, monges, artesãos e funileiros, aceitos como parte da vida comum, mas sem que se suspeitasse de sua função oculta. "

"Mas em qualquer uma das formas que apareceram, seu verdadeiro objetivo e a natureza de sua atividade sempre estiveram compactamente obscurecidos. De tempos em tempos, sem dúvida, os poderes possuídos por tais homens ficaram sob suspeita, e essas suspeitas foram incorporadas à sabedoria popular e às lendas de magia. Mas a natureza das energias utilizadas nestes níveis e o treinamento que conduz à sua incorporação em um ser humano, nunca foram divulgados."

"As razões são óbvias. A Atlântida (qualquer que seja a realidade física, ou de outra índole, indicada pela palavra) terminou em um apocalipse devido ao fato de o conhecimento de energias superiores e as técnicas a elas associadas terem vazado para aqueles cujo egoísmo pessoal era ainda a motivação central. Em alguma etapa na história do Egito, diz-se que aconteceu o mesmo."
(...)
"Se nossa hipótese é correta, esta série de atividades, desde o século VII d.C. tem sido da alçada das ordens sufis - ou daquelas ordens sufis que não sucumbiram à erosão involuntária."
(...)
"Talvez a descoberta mais surpreendente feita pelo grupo fosse a da atitude sufi para com a telepatia. Os poderes telepáticos sufis são usados em escala mundial, de modo tal a desacreditar a idéia de que a telepatia é possível."

"O grupo se convenceu de que a telepatia controlada é possível, e que de fato é usada como um sistema prático de comunicação entre os sufis individualmente e com o líder de seu grupo, e também entre diferentes grupos sufis. Também é usada para obter informação sobre pessoas e lugares que é impraticável contatar de outra maneira."

"A telepatia está dentro do alcance dos poderes mentais humanos existentes, mas por razões ligadas especialmente à situação evolutiva da humanidade, é vital que ela não se possa realizar no tempo atual, ou, certamente, dentro de um futuro previsível."

"Entre os sufis a telepatia é inestimável como meio para comunicar certos tipos de conhecimento mais eficientemente do que por outros meios: por exemplo, para influenciar indivíduos e culturas como parte integral do objetivo de atuar sobre o caráter e o conhecimento do homem."
(...)
"Segundo os experimentos que foram permitidos ao grupo observar, parece que os sufis mantêm certa forma de telepatia que pode influir sobre plantas, minerais e objetos inanimados de modo tal a ajudar ou obstruir os projetos que seriam vantajosos ou prejudiciais para a humanidade, do ponto de vista do mandato sufi."



O POVO DO SEGREDO
Ernest Scott
Ed. Ibrasa
 
Do mesmo autor (Edward Cranston Campbell)
http://www.i-c-r.org.uk/publications/monographarchive/Monograph2.pdf


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publicado por conspiratio às 00:21
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A VIAGEM ASTRAL DE JUNG - MEMÓRIAS SONHOS E REFLEXÕES

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Aconteceu em 1944, durante séria enfermidade que o levou à beira da morte.

"Parecia que me encontrava no espaço a uma altura considerável. Muito abaixo de mim eu via a Terra, e era como uma esfera envolta por maravilhosa luz azul. Bem ao longe, de baixo dos meus pés estavam o Ceilão e a Índia. Meu campo visual não abrangia a Terra toda, mas eu podia ver nitidamente sua forma esférica e a maravilhosa luz argênteo-azulada brilhando ao seu redor."

Em seguida, ele passa a descrever como enxergava a Arábia e o Mar Vermelho e, por pouco, também o Mar Mediterrâneo. Vislumbrava o Himalaia coberto de neve, porém aquele trecho parecia nublado. Ele olhava para a direita.

"Eu sabia que estava a ponto de deixar a Terra, quando apareceu algo novo em meu campo visual. "

No espaço, ele via um enorme e escuro bloco de pedra, algo como um meteorito, que pairava sobre ele. Havia uma abertura naquele bloco, que parecia ser uma entrada. No lado direito, sobre um banco de pedra, havia um hindu silenciosamente sentado em posição de lótus.

"Ele estava todo de branco e eu sabia que esperava por mim, narra Jung. Dentro, do lado esquerdo, ficava a entrada para o templo. Enquanto me aproximava da abertura da rocha, aconteceu algo muito estranho. Tive a sensação de que estava sendo despojado de todos os meus desejos, pensamentos, ambições, de toda minha consciência terrena. Era um processo penoso, porém sobrava algo e era como se eu existisse independentemente de minha própria história. Sentia uma grande certeza: isto sou eu. Tinha também uma impressão de pobreza e ao mesmo tempo de satisfação. Nada mais havia que eu desejasse: eu estava lá, na minha forma objetiva tal como havia sido e vivido. No início ainda conservava a impressão de ter perdido algo, mas de repente tudo se tornou completamente sem importância. A única coisa que importava era agora a certeza de que poderia penetrar naquela rocha, naquela sala iluminada e encontrar aqueles a quem realmente eu pertencia. Lá eu encontraria o sentido de minha existência."

Naquele instante algo chamou a sua atenção. Lá embaixo, bem distante, na direção da Europa, ele viu seu médico subindo para lhe trazer uma mensagem, dizendo que ele deveria retornar e que ainda não deveria deixar a Terra. Neste momento terminou a experiência.

"Essa aversão por retornar à existência manifesta-se de vez em quando. Jamais poderia imaginar que fosse possível esse tipo de experiência. Não era produto de minha fantasia. O que vi e partilhei foi absolutamente verdadeiro, nada foi subjetivo e tudo possuía a qualidade de absoluta objetividade."



Citado em Planeta, do livro “MEMÓRIAS, SONHOS E REFLEXÕES”, de Carl Gustav Jung


publicado por conspiratio às 00:10
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Quinta-feira, 22 de Novembro de 2007

EVELYN TORRENCE - SEM QUERER

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Sem querer saber das coisas ruins encontrei a paz em mim.
Sem querer saber da vida alheia,
vivo aprendendo sobre minha própria veia.
Sem querer saber do mal, passei a ver o alto astral.
Sem querer saber do social, encontrei uma dimensão Universal.
Sem querer saber de dinheiro, prospero o ano inteiro.
Sem querer saber de TV, vivo ao vivo o meu querer.
Sem querer saber das notícias mundiais encontrei as informações transcedentais.
Sem dar atençao para a minha razão procuro não mais julgar um cidadão.
Sem lutar por nenhuma verdade passei a viver uma outra realidade. Sem querer mudar o mundo inteiro mudei a mim mesma primeiro.
Sem precisar me escravizar para ter, encontrei a liberdade em simplesmente ser.
Sem querer mais o material vislumbrei a riqueza natural.
Sem precisar me expor recebi a gloria do amor.
Sem pretenção consigo agir com o coração.
Sem imposição vivo de minha própria decisão.
Sem querer mais entender, comecei a aprender a viver.
Saindo da realidade coletiva, encontramos a realidade alternativa. Deixando os bens materiais, recebemos os bens originais.
Parando de julgar recebemos o habeas corpus solar.
Abandonando a sociedade encontramos a famosa liberdade. Acreditando no impossível, encontramos o que acreditamos.
Confiando no criador vivemos uma vida sem dor.
Abdicando do querer entender depertamos o poder interno de ver.






publicado por conspiratio às 21:31
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Terça-feira, 20 de Novembro de 2007

FÍSICOS E MÍSTICOS - TESTE


FÍSICOS E MÍSTICOS - TESTE -
PIERRE WEIL
....................
Um dos pioneiros da psicologia transpessoal, Lawrence Le Shan, realizou uma interessante experiência há alguns anos: misturou frases pronunciadas por físicos de renome com frases tiradas de testemunhos de experiências transpessoais.

As frases abaixo pertencem a Plank, Einstein, Bohr, e a Santo Agostinho, Vivekananda e doutrina Sufi. Tente descobrir quem disse o que... antes de ver as respostas no final da mensagem!

1. ... percebemos, cada vez mais, que nossa compreensão da natureza não pode partir de qualquer conhecimento definido; que ela não pode estar edificada sobre uma fundação rochosa, mas que todo conhecimento se encontra, por assim dizer, suspenso sobre um abismo infinito.

2. Toda tentativa de resolver as leis da causalidade, do tempo e do espaço será vã, uma vez que tal tentativa só poderia ser feita pressupondo que a existência desses três fatores fosse garantida.

3. Ao buscar compreender o continuum quadridimensional, é preciso um esforço no sentido de evitar uma conceitualização em termos sensoriais ou corporais. Ele não pode ser representado dessa forma, pois as imagens desse tipo são falsas e enganosas.

4. Se retirarmos o conceito de absoluto do espaço e do tempo, isso não significa que o absoluto tenha sido banido da existência, mas, de preferência, que foi identificado com alguma coisa mais específica... essa coisa fundamental é o um sem segundo (múltiplo quadridimensional).

5. A realidade última é unificada, impessoal, e pode ser captada se a buscarmos de forma impessoal, para além dos dados fornecidos por nossos sentidos.

6. Quando se busca a harmonia na vida, jamais se pode esquecer que nós próprios somos, ao mesmo tempo, atores e espectadores.








Os autores dos seis exemplos acima são:

1. Einstein
2. Vivekananda
3. Santo Agostinho
4. Max Planc
5. Preceito da doutrina sufi
6. Niels Bohr


Fonte: "Antologia do Êxtase", de Pierre Weil
publicado por conspiratio às 23:17
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Terça-feira, 13 de Novembro de 2007

A COLHER É VOCÊ



MARCELO FERRARI


Garoto: Não tente entortar a colher.
Neo: Porque não?
Garoto: É impossível. Em vez disso, apenas tente ver a verdade.
Neo: Que verdade?
Garoto: A colher é você.
Neo: A colher sou eu?!
Garoto: A colher não existe por si só, ela não é uma coisa, um obsjeto matérial, ela é um objeto virtual, criado por voce, devido ao fato de voce ser um decodificador das informações oriundas do provedor.
Neo: Mas este chão que estou pisando é uma coisa dura. Ele existe, não existe? Ele é feito de matéria, não é? Se não fosse matéria eu estaria caindo por ele como por um buraco, concorda?
Garoto: Preste atenção, Neo, porque este é o truque da materia. Me diga: este "chão" estaria onde está se você não estivesse também?
Neo: Sim, pois você está no mesmo chão que eu.
Garoto: Eis o truque da realidade virtual. Já viu aqueles garotos jogando "country strike" na lan house?
Neo: Sim, já vi.
Garoto: Cada um está em um chão particular não é mesmo?
Neo: Sim, cada um está vendo o chão do seu micro!
Garoto: Da mesma forma, eu não estou no mesmo chão que você. Eu estou no meu chão e você está no seu. Porém, como o meu chão e o seu chão são similares, surge a suposição de que são o mesmo chão e que existem independentemente de nossa decodificação.
Neo: Então, tanto isto que chamo de "chão", como o que chamo de "colher", como o que chama de "Neo", agente Smith, gato preto, etc, na verdade, sou eu?
Garoto: Exatamente! Tudo que existe pra voce só existe ao mesmo tempo que existe pra você, percebe? Você não é um humano na matrix, você é a matrix que está criando seu personagem humano, com cenário humano, aventura humana e tudo mais. Você é a matrix. Por isto, entortar a colher é entortar a si mesmo. Sentir a dureza da colher é sentir a si mesmo, e etc...
Neo: Mas criando com que?
Garoto: Com as informações que vem do provedor! Tudo que existe pra você, inclusive seu personagem, é fruto da decodificação constante e humana que você faz das informações que vem do provedor. Atualmente, você decodifica estas informações como valores humanos. Perceber isto é sair da matrix.
Neo: Quer dizer que sair da matrix não é sair da matrix?
Garoto: Se você é a matrix, pra onde você iria?
Neo: Não tem outro lugar.
Garoto: Neo, você está dormindo na ilusão, na inversão do virtual pelo real. Você acredita que você é uma coisa (matéria), assim como esta colher, e pensa: eu quero sair da matéria. Mas você não está na matéria, nunca esteve. É a matéria que está em você, assim como uma imagem dentro da televisão. E se quer sair da matrix, você precisa começar a desinverter a realidade.
Neo: Por que devo desinverter a realidade?
Garoto: Porque é assim que ela é de fato. E porque assim não tenta iluminar a sombra com a sombra.
Neo: E como faço para desinverter?
Garoto: Se você está gripado toma um comprimido, certo?
Neo: Certo!
Garoto: Errado! Quem fica gripado é seu personagem-virtual, não é você. O provedor envia as informações, que neste caso são pra fazer seu personagem ficar gripado, voce decodifica, então, ele fica gripado. Depois o provedor manda informações pra ele tomar um comprimido-virtual e se curar. Você decodifica, então, ele fica curado. Mas, o seu personagem humano, o comprimido, a gripe e a cura não são a realidade que você é, são virtuais.
Neo: Se é tudo virtual, qual a razão de ser do que acontece?
Garoto: Faz parte do seu processo de provação. É um teste que você mesmo pediu para ser submetido. Se passar, pode mudar de fase.
Neo: Estou sendo testado no que?
Garoto: Se é capaz de amar o provedor acima de todas as coisas.
Neo: Só isto?
Garoto: Não! E o Agente Smith como a si mesmo.
Neo: Não pode ser a Trinity?...

Marcelo Ferrari


http://matrix-zero.blogspot.com/2006/09/colher-vazia.html




publicado por conspiratio às 22:57
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Sábado, 10 de Novembro de 2007

DEUS É TUDO-EM-TUDO - MARY BAKER EDDY

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MARY BAKER EDDY - CIÊNCIA E SAÚDE


“Não há vida, verdade, inteligência, nem substância na matéria.
Tudo é Mente infinita e sua manifestação infinita,
porque Deus é tudo-em-tudo.
O Espírito é a Verdade Imortal; a matéria é o irreal e temporal.
O Espírito é Deus, e o homem é sua imagem e semelhança.
Por isso o homem não é material; ele é espiritual."
C&S pag. 468
publicado por conspiratio às 19:53
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CARTA DE JOEL GOLDSMITH A SEU FILHO SAMMY



CARTA DE JOEL S. GOLDSMITH A SEU FILHO SAMMY


Ofereço-te aqui, Sammy, uma lição importante, não só para um dia, mas suficiente para toda tua existência, se a praticares fielmente-ainda que não recebesses nenhuma outra de mim ou de qualquer instrutor espiritual. Se a gravares no íntimo, ainda que ficasses só num deserto ou num barquinho, no meio do oceano, sem qualquer pessoa ou livro por perto, poderias sobreviver, encontrando salvação e segurança, alimento e vestuário, paz e tudo o mais que te fosse necessário.Quero revelar-te o segredo de minha felicidade, alegria , êxito, prosperidade e capacidade de servir a crianças e adultos ao redor do mundo inteiro, como sabes. Desejo que conheças este segredo, para que possas agir como eu.Em primeiro lugar, quando defrontares algum problema, seja de saúde, estudos, desentendimentos com os colegas ou mestres, retira-te a um lugar tranqüilo, senta-te com os pés no chão e mãos descansando nas coxas, fecha os olhos e lembra-te de que Deus está mais perto do que tua respiração: mais próximo do que teus pés e mãos. Ele está exatamente onde estiveres. Aquieta-te por um momento e Deus resolverá teu problema.Pode parecer estranho que não tenhas, pelo menos mentalmente, de expor teu caso a Deus, de não pedir-Lhe nada e nem fazeres qualquer afirmação. No entanto, basta fechar os olhos, aquietar-te por um momento e saber que Deus está bem perto de ti: no centro de teu ser. Depois, sem ansiedade ou pressa, espera alguns minutos. O Espírito, Ele mesmo, se incumbirá de tudo. Se for um problema ou fórmula que não entendes, Ele te esclarecerá, como sucedeu uma vez aqui em casa, em que pediste ajuda em matemática: sentamo-nos e meditamos e quando voltaste ao livro, encontraste a resposta plena, como se a tivessem escrito ali para ti. Sempre que tiveres alguma dificuldade, pára o que estavas fazendo e conscientiza Deus exatamente ali onde estás, em teu íntimo. Espera alguns minutos e verás que Ele é a Inteligência de teu ser e sabe porque \O estás procurando. Não receies: de bom grado Ele sempre te responderá, se estiveres "ligado". Se Lhe perderes a sintonia, não poderás receber ajuda. Isto é compreensível. Digamos que estivesses aqui perto de mim, recebendo instrução espiritual. Se te distraísses, pensando em outra coisa ou saísses a passear, como poderia receber a lição que eu tinha a oferecer-te gostosamente?Como pai humano, bem gostaria de oferecer-te cada segredo espiritual que possuo, como dou dinheiro quando dele necessitas. Mas não lhos poderei dar, se não estiveres receptivo e atento. A mesma coisa se dá em nossa relação com Deus: temos que dar-Lhe plena atenção, amor, obediência e gratidão. Não é propriamente amar um Deus que não vês, senão amá-Lo nos colegas e professores com quem convives. Ainda que Deus esteja em teu íntimo, só Lhe podes receber a graça se tiveres amor, júbilo e respeito, em tua mente, em teu coração e em tua alma.Cada pessoa é responsável por si mesma. Não há um Deus sentado no céu a olhar e julgar os que estão aqui em baixo. A Consciência divina está em nosso íntimo e sabe tudo o que pensamos, sentimos, falamos e fazemos, atraindo imediatamente de fora tudo o que mandamos para lá. Portanto, o amor e respeito que exprimes aos outros, logo os recebes de volta.Mas, tudo isto ainda é pouco. Mesmo que sejas humanamente bom em todos os sentidos, estás simplesmente cumprindo os Dez Mandamentos. Agora te estou instruindo a cumprir o Sermão da Montanha, pois o Caminho espiritual é uma revelação mais alta: diz que não precisas de falar com Deus, senão apenas reservar pequenos períodos, durante o dia e à noite, para ouvi-Lo dentro de ti. Mesmo que não ouças literalmente uma voz, ao abrir os ouvidos a Deus e silenciar por um minuto ou dois, permitir-me-ás encher o vácuo que formaste internamente.Atenta bem para o que deves fazer, para formar este vazio expectante: logo ao acordar senta-te confortavelmente, pés no chão, braços apoiados relaxadamente nas coxas, olhos fechados, sintonizando o Cristo interno em silêncio, escutando o íntimo por alguns minutos. Em seguida, lembra-te de que o dia que se estende diante de ti será governado e protegido por Deus. Serás então mantido e inspirado por Ele, porque abriste, anelante e conscientemente, tua consciência à Presença e Direção de Deus. Mas se não fizeres cada manhã, fielmente, teu contato com Deus, o teu encontro com o mundo será como de um ser humano comum, sujeito a todas as surpresas e desencontros da vida, sem a assistência divina.Em tua idade atual, com o preparo que já recebeste aqui, estás apto a quatro pequenos exercícios diários: de manhã cedo, ao meio-dia, ao anoitecer e antes de dormir. Sentado, relaxado e quieto, podes dedicar dois minutos de cada vez a Deus. Inicialmente, Para facilitar, podes mentalmente dizer: "Aqui estou, Pai. Fala que teu filho escuta. Desejo fazer a Tua vontade". Em seguida, aquieta-te. Se fores fiel nesta prática, garanto que tua vida na universidade e de modo geral, será um sucesso e ainda mais do que isso: uma bênção. Estarás preparando os fundamentos para uma vida inteiramente governada por Deus.Procure estar em harmonia com teus colegas em tudo que seja bom. Se te convidarem a cerimônias religiosas, sugiro que os acompanhes. Entra em cada templo com a mente aberta, agradecendo à oportunidade de aquietar e ouvir a "pequenina e silenciosa voz". Não te esqueças de que a sintonia com Deus é mais importante que o ritual. A união com os colegas no que seja construtivo suscita o bem, embora o verdadeiro bem te venha porque reconheces a graça e a glória de Deus em tudo e em todos.A coisa mais importante que desejo sublinhar-te é que, em qualquer instante do dia ou da noite, Deus é instantaneamente acessível. Basta que O sintonizes e ouças. Enfatizo este ponto para que compreendas que não precisas falar, de fazer afirmações ou lembrar a Deus tuas necessidades. O segredo que recebi é que Deus, como Inteligência infinita, já conhece tuas necessidades, antes mesmo de Lhas pedires. Ele vê nosso íntimo quando Lho abrimos em atitude receptiva e confiante. Não é por nosso falar ou pensar, pois o Mestre ensinou: "não vos preocupeis por vossa vida, pelo que tendes de comer: nem por vosso corpo, pelo que tendes de vestir. Vosso Pai sabe que necessitais destas coisas. É do bom agrado dEle dar-vos todas elas".Compreendes, Sammy?É do agrado do Pai dar-te o Reino! Deus não te castiga quando te arrependes sinceramente do erro ou pecado que acaso cometas. No instante em que reconheces que não agiste bem, estás perdoado. Não carregarás a penalidade quando em teu coração vibra o reconhecimento do mal que fizeste e te arrependeres. Mas deves compreender que ao reconhecer as falhas, não deves repeti-las. Caso contrário, perderás a sintonia com a graça divina. Tu mesmo é que te cortas dela. Quando isto acontecer, procura reatar com a graça, reconhecendo verdadeiramente: "Sei que errei!" Ou talvez: "Não sei se agi erradamente, mas se o fiz, ajuda-me a compreender e limpa isto de mim, Pai. Não tive má intenção. Não quero fazer o mal. Ao contrário, desejo fazer aos outros o que gostaria que me fizessem". Dessa maneira te purificas. Tenho-me curado de diversas enfermidades, pedindo simplesmente a Deus perdão por meus pecados. É claro que meus pecados não são graves. Conheces nosso modo de viver. Mas sempre que cedemos à crítica e condenação, não estamos amando e perdoando suficientemente. Assim, é recomendável que nos voltemos de vez em quando e digamos: "Reconheço, Pai, que não estou agindo perfeitamente. Perdoa meus pecados. Limpa as minhas transgressões, para eu começar tudo de novo".Grava bem, Sammy, a mais importante lição que me foi dada: "que o lugar em que estás é solo santo", ou seja, Deus está exatamente onde estás, disponível, no instante em que páras de pensar, de falar e de te identificar com as coisas externas, e te voltas ao íntimo, reconhecendo-Lhe o Poder e a graça. Conscientiza o Espírito de Deus em ti e, em seguida, relaxa-te por um ou dois minutos, deixando que Ele Se manifeste. Isto é tudo. Todo o nosso propósito é de levar as pessoas à realização da onipresença de Deus e sua constante disponibilidade; de nos dirigir a Ele sem pensamento nem palavras: basta a humildade de sentar-nos (ou mesmo em pé ou deitado), fechar os olhos e reconhecer: "Eu, de mim mesmo, nada posso. O Pai, em mim, é Quem faz as obras. Fala, Senhor, que teu filho escuta". Em seguida, aguardar um ou dois minutos em silêncio expectante, antes de levantar e prosseguir as tarefas. Se aprenderes a praticar corretamente este exercício quatro vezes ao dia, como lhe estou sugerindo, não demorará muito para que o faças mais vezes ao dia, para teu inteiro benefício.


(trecho da carta de Joel S. Goldsmith, considerado o místico do século, ao seu filho Sammy, quando este se ausentou do lar, do Hawai, para cursar a universidade na América.)
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Terça-feira, 6 de Novembro de 2007

CURAR, SEGUNDO MARY BAKER EDDY

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Tudo que eu tenho conseguido, eu fiz tirando a Mary do caminho e deixando Deus ser refletido.
Quando eu alcançava este tom, o doente ficava curado sem uma palavra.

Mary Baker Eddy
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Domingo, 4 de Novembro de 2007

ACOSTUMAR-SE É ENVELHECER

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1- Atenção, Atenção, Atenção !

Por Harry R. Moody e David Carroll(*)
Como acadêmico e administrador, trabalhei no campo do envelhecimento por quase metade da minha vida. Contudo, ainda fico extremamente confuso sobre o que, psicologicamente, nos seres humanos os faz envelhecer. Quando esse processo realmente começa?
Um colega meu, o psicólogo dr. Robert Kastenbaum, também ficou intrigado com essa questão – tão intrigado que desenvolveu uma teoria bastante surpreendente para explicá-la. Ele acredita que o envelhecimento psicológico começa na infância.
O que o dr. Kastenbaum quer dizer com essa estranha afirmação é que, quando ficamos mais velhos, desenvolvemos uma diminuição gradual de reação à estimulação persistente, um processo que ele chama de ficar habituado.
Em termos psicológicos, ficar habituado significa tornar-se gradualmente desatento a um estímulo repetitivo, o tique-taque de um relógio, por exemplo, ou o som de pés se arrastando no apartamento do andar de cima. No início, esses sons nos perseguem durante o dia e nos mantêm acordados à noite. Depois, um filtro passa a funcionar nos nossos cérebros e, com o tempo, começa a bloquear os sons. Um dia despertamos e percebemos que nos tornamos tão acostumados a esses ruídos que, para todos os efeitos, eles não existem mais.
Essa “válvula mental de redução”, como Aldous Huxley a ela se referia, é essencial no que diz respeito à nossa vida e à nossa lida cotidianas; sem ela, ficaríamos enlouquecedoramente distraídos com as milhares de impressões irrelevantes que atingem os nossos sentidos a cada momento.
Contudo, o ficar habituado de que fala Kastenbaum é um grau mais sutil do que a pura reação física. É uma redução da nossa consciência, bem como dos nossos sentidos, um processo no qual, com o tempo, os estímulos comuns da vida, os prazeres simples e as pequenas alegrias, perdem a qualidade por força da simples repetição.
Esse processo se inicia na infância, no momento em que começamos a observar o mundo. Em princípio, tudo o que nos rodeia é brilhantemente vivo e animado – o gorjeio do pardal, o gosto do sorvete, a visão das nuvens de verão. Então, os anos se passam. Quando escutamos o gorjear de milhares de pardais, quando lambemos a nossa décima milésima casquinha de sorvete, quando vemos a nossa milionésima nuvem passar sobre a nossa cabeça, a imediação da nossa reação a esses estímulos diminui. Finalmente, ficamos insensíveis à sua beleza. O ficar habituado se estabelece e, com ele, uma sensação de nos tornarmos rígidos, endurecidos – mais velhos.
(*) O Texto aqui apresentado é um excerto do capítulo 5 do livro Os Cinco Estágios da Alma, de Harry R. Moody e David Carroll, lançado recentemente pela Nova Era. Tradução: Beatriz Penna.



2- A novidade e o hábito

Nesse sentido, o envelhecimento é menos cronológico ou físico do que psicológico. As suas origens podem ser remontadas mais diretamente a uma perda auto-induzida de flexibilidade mental do que a qualquer declínio natural no processamento cognitivo.
A razão pela qual nos sentimos mais vivos quando viajamos, por exemplo, ou quando nos encontramos em circunstâncias incomuns é que as novas impressões tendem a afrouxar as garras do hábito. Cores, sons, gostos, odores, idéias parecem mais vívidos quando estamos na estrada ou em novos ambientes. Até o próprio tempo parece diminuir o ritmo (o que nos faz pensar se o nosso sentido de tempo também não está condicionado à velocidade na qual processamos as impressões). Até certo ponto, isso explica por que gastamos tanto tempo de nossas vidas buscando experiências novas – um novo filme, um novo restaurante, um novo amante. Inconscientemente, estamos nos automedicando contra ficarmos habituados.
Evidentemente, de determinadas maneiras, ficar habituado é essencial à vida, fazendo com que não nos seja necessário reagir a cada fragmento de informação sensorial que passa no nosso caminho. Contudo, isso também nos torna velhos antes do tempo. Em resumo, o hábito é uma faca de dois gumes, proporcionando liberdade da sobrecarga sensorial, mas também fazendo com que as pessoas fiquem acomodadas, mesmo aquelas que, sob outros aspectos, são brilhantes e capazes. Lembro-me do filósofo alemão Emmanuel Kant. Intelectualmente, um dos maiores paladinos da filosofia da autonomia e da liberdade. Em sua vida particular, Kant tornou-se tão preso ao hábito quando envelheceu que os cidadãos da sua Königsberg natal estavam acostumados a acertarem os seus relógios pelos seus regulares passeios vespertinos.
O que o ficar habituado tem a ver com a espiritualidade?
Em seu sentido mais profundo, ficar habituado é mais do que simplesmente uma entrega crônica às rotinas. Em um nível mais profundo, pode ser considerado o oposto polar da consciência e da atenção, que são os pilares da vida espiritual.
A Bíblia nos prescreve: “Fique tranqüilo e saiba que Eu sou Deus.” Do mesmo modo, o objetivo da oração contemplativa é ancorar a nossa consciência no momento presente e manter as nossas mentes livres do fluxo de pensamentos mundanos que usurpam a nossa atenção. Se fazemos isso tempo suficiente e se somos capazes de aquietar as nossas mentes da maneira adequada, algo estranhamente maravilhoso acontece. Algumas pessoas experimentam a sensação de que estão se movendo de uma dimensão familiar para uma desconhecida. Outras sentem uma sensação de expansão, de se moverem para o exterior, além dos limites comuns da percepção cotidiana. Ainda outras descobrem um espaço ilimitado dentro de si mesmas que parece conter todas as coisas. As palavras perdem a importância.


3- Viver fora do momento

Faça uma experiência. Respire fundo algumas vezes, depois sente-se, relaxe o máximo que puder e não pense em absolutamente nada. Por mais ou menos 30 segundos, deixe que a sua mente fique totalmente em branco, como uma lousa sem nada escrito nela. Feche os seus olhos, respire totalmente e concentre a atenção na sua respiração. Inspire e expire mantendo a sua consciência fixa na respiração. Toda vez que perceber a sua atenção vagando, traga-a de volta à sua respiração.
Se você nunca tentou essa forma rudimentar de meditação, vai ficar surpreso em primeiro lugar com quão difícil é deter os seus pensamentos; em segundo, com quão calmo e enraizado no momento presente você vai se sentir mesmo depois de apenas 20 ou 30 segundos de esforço. Essa sensação de presença relaxada é o início da consciência. É o local de partida da prática contemplativa. Todas as religiões e todos os caminhos espirituais adotam alguma variação desse método como parte de sua prática espiritual.
Ficar habituado, por outro lado, é o que poderíamos chamar de “inconsciência” ou “desatenção”. Se consciência significa vivermos no aqui e estarmos visceralmente atentos ao que fazemos a cada momento, ficar habituado significa vivermos fora do momento, estarmos desatentos a nós mesmos e não observarmos o que fazemos. Significa permitirmos que as nossas mentes desperdicem o tempo pensando os seus pensamentos costumeiros e sonhando os seus sonhos costumeiros – eu quero, eu não quero, eu gosto, eu detesto, eu lembro, eu esqueço. Visto sob essa luz, ficar habituado é uma forma de sonho espiritual.
Como exatamente lutamos contra ficarmos habituados?
Antes de respondermos a essa pergunta, precisamos responder muitas outras que a precedem: qual é a diferença entre hábito e ficar habituado? E, se os hábitos são uma parte necessária da vida, não poderia ser perigoso eliminá-los?
Os hábitos, é verdade, são necessários. Alguns, como guardar as chaves do seu carro no mesmo lugar todas as vezes e escovar os seus dentes, são extremamente úteis. Talvez a maioria dos hábitos seja boa.
O perigo não está escondido em nenhum hábito em particular, embora certamente existam muitos sem os quais estaríamos melhor. Os hábitos individuais podem ser úteis ou prejudiciais, dependendo do caso. Por outro lado, ficar habituado, em seu sentido mais negativo, é mais um mecanismo mental cumulativo do que uma acomodação ajustada ao viver. Ele ocorre durante todas as nossas horas de vigília e causa o fechamento da nossa consciência a um nível tão empobrecido de percepção que só interagimos com o mundo no nível mais superficial através de idéias fixas, suposições preconcebidas e uma mente fechada.

4- O Nosso Universo é Reduzido

Em seu estudo seminal Sobre a Psicologia da Meditação, os psicólogos Robert Ornstein e Claudio Naranjo afirmam que a nossa suposta visão da realidade é, na verdade, uma construção mental subjetiva e tendenciosa na qual selecionamos um pequenino grupo de idéias e estímulos e eliminamos sistematicamente o resto. O homem e a mulher comuns acreditam que aquilo que vêem ao seu redor quando descem a rua é um reflexo exato do que realmente existe. Ornstein e Naranjo insistem que essa idéia é impossível de ser mantida, mesmo no nível mais elementar, se considerarmos as inumeráveis formas de energia que nos cercam a todo momento – eletricidade, magnetismo, radiação, ondas luminosas, sinais de rádio, raios X, para não mencionar as nossas próprias químicas interior e descargas elétricas, os nossos pensamentos, sentimentos, sensações, impulsos musculares.
Já que somos bombardeados por essa ampla saraivada vibratória em todos os momentos de nossas vidas, uma grande quantidade de energia deve ser gasta para que tudo isso faça sentido. Fazemos isso, em primeiro lugar, nos descartando e simplificando a maioria das informações que chegam aos nossos cérebros e, em segundo, separando e classificando esses dados em concisos pacotes de consciência e reação; como se fossem bytes de consciência.
O resultado desse esforço mental de organização é que o nosso universo se torna reduzido ao nível da nossa própria capacidade de compreendê-lo e processá-lo. Literalmente, “sintonizamos” a nossa consciência nos canais que são mais fáceis de conectar e bloqueamos o resto. “Quando nos tornamos experientes em lidar com o mundo”, escrevem Ornstein e Naranjo, “tentamos cada vez mais fazer com que outras coisas da massa de informações que chegam aos nossos receptores tenham um ‘sentido’ consistente. Desenvolvemos sistemas ou categorias estereotipados para classificarmos os estímulos que nos alcançam. Esse conjunto de categorias que desenvolvemos é limitado, muito mais limitado do que a riqueza dos estímulos. (...) Esperamos que os carros façam um determinado ruído, que os sinais de trânsito sejam de uma determinada cor, que o odor da comida seja de determinada maneira e determinadas pessoas digam determinadas coisas”.
Ornstein e Naranjo dizem que, como um resultado desse processamento estereotipado, o que nós realmente percebemos não são absolutamente carros ou sinais de trânsito ou comidas reais. São invenções dos nossos limitados sistemas internos de processamento que vêem o que o hábito nos diz para vermos e que são filtrados através das lentes das nossas próprias subjetividade, imaginação e sugestionabilidade. Sendo assim, em última análise, todo o nosso senso de realidade vem a ser construído não sobre as coisas como realmente são, mas sobre modelos interpretativos baseados em uma versão excessivamente editada e intensamente processada das experiências passadas e do futuro.
Então, ficar habituado é o subproduto de todas as rotinas e escaninhos aos quais as nossas mentes se entregam durante décadas. Perto da meia-idade, esse mecanismo se torna predominante em nós, censurando, classificando, distorcendo, julgando, supondo, rotinizando, mecanizando tudo o que vemos, sentimos e pensamos. O ficar habituado se estabelece, por exemplo, quando não escutamos mais o que as pessoas estão nos dizendo (porque as nossas noções preconcebidas nos dizem que já sabemos a verdade). Isso acontece quando ficamos entorpecidos diante das belezas sutis que nos cercam, quando paramos de ver as coisas como se fosse pela primeira vez, como uma criança é capaz de fazer. Ficar habituado é quando nos ouvimos expressar as mesmas desgastadas opiniões, quando nos pegamos contando uma história que já contamos centenas de vezes antes, exatamente da mesma maneira. Ficar habituado é falarmos automaticamente de coisas sobre as quais nada sabemos. É supor sem entender, julgar sem avaliar, reagir a partir de uma tendência em vez de um fato evidente. Resumindo, é uma redução da nossa percepção ao invés de uma expansão da nossa
consciência.


5- Para escapar da armadilha

Como escapamos dessa armadilha? Como superamos o emaranhado de hábitos que nos mantêm tão acorrentados e cegos? Uma resposta é simplesmente atenção.
Roshi Philip Kapleau conta a história de como um dia um homem veio até o mestre zen Ikkyu e lhe pediu para escrever um conjunto de máximas sábias para pessoas comuns lerem e entenderem.
Ikkyu escreveu uma única palavra em um pedaço de papel e o entregou ao homem. A palavra era “atenção”. “Isto é tudo?”, perguntou o homem, incapaz de esconder o seu desapontamento. “Você não pode acrescentar alguma coisa mais esclarecedora?”
Ikkyu pegou o papel de volta e escreveu a palavra “atenção” duas vezes.
“Realmente”, disse o homem, “não consigo entender o significado do que você me deu”.
Diante disso, Ikkyu escreveu a palavra três vezes: “Atenção. Atenção. Atenção.”
Imensamente irritado, o homem gritou: “De qualquer modo, o que significa esta palavra ‘atenção’?”
Ikkyu respondeu gentilmente: “Atenção significa atenção.”
Como começarmos a praticar a atenção em um nível cotidiano?
Começamos prestando atenção aos eventos que acontecem ao nosso redor – entrando na vida diária com total concentração nas atividades comuns. Abrir uma garrafa. Datilografar uma carta. Acender a luz. Atender o telefone. Tomar o café da manhã.
Nas culturas asiáticas, especialmente aquelas inspiradas por ideais espirituais, os exercícios são igualmente empregados para cultivar a atenção cuidadosa. Um dos mais conhecidos é a cerimônia do chá. Longe de ser uma pitoresca versão oriental de um intervalo para o café, como certa vez denominou-a um americano, a cerimônia do chá está profundamente imbuída do espírito zen e é um exercício ativo de atenção para todos os participantes. Cada movimento que o mestre do chá faz durante a cerimônia – e que, teoricamente, os convidados repetem do mesmo modo – tem um propósito. Nada está fora do lugar, nada é aleatório ou acidental. Ao mesmo tempo, apesar das regras tão precisas de comportamento, há, como em todas as artes sagradas, latitudes ilimitadas para a criatividade e para a espontaneidade.
Conta-se a história de um famoso mestre do chá que certo dia convidou um dignitário de alta categoria à sua casa de chá. Naqueles tempos, era costumeiro que o mestre do chá desse aos seus convidados um presente pequeno e apropriado. Contudo, naquele dia, enquanto a cerimônia prosseguia, nenhum presente estava disponível.
O mestre preparou e serviu o chá. O dignitário e as pessoas da sua comitiva beberam o chá, admiraram as xícaras antigas e fizeram os elogios apropriados. Mas onde estavam os presentes? Poderia o maior mestre do Japão estar cometendo uma tal violação da etiqueta?
Então, exatamente quando os convidados tinham terminado o seu chá e estavam se preparando para partir, o mestre do chá levantou-se, andou até a janela e abriu as cortinas. Do lado de fora, perfeitamente enquadrada pela janela, exatamente naquele momento, uma gloriosa Lua cheia estava se erguendo do mar, com o seu reflexo brilhando majestosamente no oceano abaixo. O mestre não havia se esquecido de dar um presente aos seus ilustres visitantes. Estava simplesmente aguardando o exato momento para dá-lo.
http://www.terra.com.br/planetanaweb/338/transcendendo/mente/atencao.htm
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publicado por conspiratio às 20:52
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SALVO PELA LUZ - história real de uma EQM (filme e livro)

 
 

 

Salvo Pela Luz Legendado completo

http://www.youtube.com/watch?v=5dYCoCjaKl0

 

A história verídica de um homem, Dannion Brinkley, que passou pela experiência da morte e as profundas revelações que ele recebeu.

Prefácio do livro:

"A primeira notícia que li a respeito de Dannion Brinkley foi no artigo de um jornal de Augusta, Geórgia. A história relatava que um jovem, numa comunidade perto da Carolina do Sul, fora atingido por um raio na cabeça enquanto falava ao telefone e ressuscitara miraculosamente depois de uma parada cardíaca. Ele ainda estava vivo mas sua vida estava por um fio. Encontrava-se numa situação crítica e parecia que não sobreviveria.

O ano era 1975, e meu livro 'LIFE AFTER DEATH' estava prestes a ser publicado. Lembro-me de ter ficado imaginando, nessa ocasião, se o jovem havia tido uma experiência de quase-morte. Guardei o artigo do jornal, na esperança de que, em algum dia no futuro, pudesse verificar como ele estava e talvez até procurá-lo, se ainda estivesse vivo.

Acontece que foi ele quem me procurou.

Eu estava fazendo uma palestra numa universidade estadual da Carolina do Sul a respeito de experiências de quase-morte e de meus estudos com pessoas que haviam tido essas experiências profundamente espirituais no limiar da morte. Durante o período de debates, no final da palestra, Dannion levantou a mão e nos falou de sua experiência. Ele deixou a platéia fascinada com a sua dramática história. Contou que havia saído de seu corpo depois de ter sido "morto" pelo raio e viajado para um reino espiritual onde o amor permeia todas as coisas e onde o conhecimento é tão acessível quanto o ar. À medida que narrava sua história, subtamante percebi que ele era o jovem sobre o qual havia lido no jornal.

Mais tarde, marquei um encontro para entrevistá-lo e fui à casa dele para ouvir sua história. A partir desse dia, a experiência de quase-morte de Dannion Brinkley permanece como uma das mais notáveis que já ouvi. Ele viu o próprio corpo morto por duas vezes, quando saiu dele e quando retornou, e, nesse intervalo, foi para um reino espiritual habitado por seres bondosos e poderosos que lhe permitiram ver sua vida numa completa retrospectiva e avaliar seus êxitos e suas imperfeições. Depois foi para uma linda cidade de cristal e luz, e ficou na presença de treze seres de luz que o inundaram de sabedoria.

O mais surpreendente foi o tipo de conhecimento que lhe foi revelado. Na presença desses seres espirituais, disse Dannion, foi-lhe permitido vislumbrar o futuro.

Ele me contou o que tinha visto, e considerei que tudo não passava de um absurdo, de delírios de um homem atingido por um raio. Por exemplo: ele me disse que o colapso da União Soviética iria ocorrer em 1989 e que seria marcado por problemas causados pela falta de alimentos. Chegou até a falar numa grande guerra nos desertos do Oriente Médio que seria deflagrada quando um país pequeno fosse invadido por um outro maior. Segundo os Seres de Luz, haveria um conflito entre dois exércitos, um dos quais seria destruído. Essa guerra iria ocorrer em 1990, repetiu Dannion. A guerra da qual ele estava falando era, naturalmente, a Guerra do Golfo.

Como já afirmei, achei que suas predições eram puro absurdo. Durante anos, eu apenas assentia com a cabeça e anotava o que ele dizia. Por muito tempo, julguei que o seu cérebro tivesse sido afetado pelo acidente, e o perdoei por muitas coisas que dizia. Afinal, pensei, quem não agiria um tanto estranhamente depois de ser atingido por um raio?

Deois fui eu quem agiu como uma peesoa atingida por um raio ao observar que os acontecimentos sobre os quais ele falara estavam se tornando realidade! Como isso poderia acontecer? - eu me perguntava. De que maneira uma experiência de quase-morte despertaria a capacidade de ver o futuro? Eu não sabia a resposta.

Tornei-me amigo íntimo de Dannion a partir da nossa primeira conversa, em 1976. Nos anos seguintes, outra revelação me provocou a sensação de ter sido atingido por um raio: Dannion Brinkley parecia capaz de ler a mente de outras pessoas!

Ele fez isso muitas vezes comigo - simplesmente, olhava diretamente para meus olhos e me dizia o que estava acontecendo em quase todos os âmbitos da minha vida pessoal. E o mais importante é que o vi ler claramente a mente de pessoas totalmente desconhecidas, dizendo-lhes o que haviam recebido pelo correio naquele dia, quem lhes havia telefonado, e como se sentiam em relação a seus cônjuges, filhos e consigo mesmos.

Ele não fez isso em forma de afirmações vagas. Pelo contrário, foi inacreditavelmente preciso. Certa vez, ele entrou na sala de aula de uma faculdade onde eu ensinava e demonstrou conhecer detalhes da vida particular de cada estudante! Foi tão específico lendo a mente das pessoas que todos os membros da classe ficaram boquiabertos e alguns choraram abertamente ao ouvir suas revlações. Devo esclarecer que ele jamais havia falado com os alunos antes de entrar na sala de aula. Tratava-se de pessoas totalmente desconhecidas. Já o vi 'ler a mente' de pessoas desconhecidas tantas vezes que isso se tornou quase um fato comum em minha vida. Chego a lembrar com prazer aquele momento de compreensão, quando o ceticismo de uma pessoa é substituído pelo espanto, depois pelo respeito, ao ver seus pensametos mais íntimos sendo lidos como em um livro aberto.

Como é possível uma pessoa que teve uma experiência de quase-morte tornar-se, subtamente, capaz de ler mentes e predizer o futuro?

Em seu livro "TRANSFORMADOS PELA LUZ", o dr. Melvin Morse relata um estudo por ele realizado, revelando que pessoas que tiveram experiencias de quase-morte (EQM) têm três vezes mais experiênciaspsíquicas comprováveis do que as que jamais tiveram EQM. Suas capacidades psíquicas não são tão grandes quanto quantos as reveladas por Dannion, mas são, pelo menos. passíveis de ser avaliadas. Esse estudo procura comprovar a existência de outras pessoas semelhantes a ele e provar que há algo a respeito dessas experiências que estimulam as percepções extra-sensorias nas pessoas que as tiveram."

Por fim, cnfesso que sou incapaz de explicar o que ocorre com Dannion Brinkley. Ao mesmo tempo, sinto-me encorajado pela sua história. Ela é, acima de tudo, um mistério, mas mistérios como este nos impulsionam para diante em busca de respostas."

Raymond Mood, MD (autor do livro "VIDA DEPOIS DA VIDA")

http://www.dannion.com/


Eventos, em inglês, em que ele participa:

Unsolved Mysteries- South Carolina: Dannion Brinkley

http://www.youtube.com/watch?v=B8bk1BvRpG4

http://www.youtube.com/watch?v=gxkuQmsnORY


http://video.google.com/videoplay?docid=8013896433545682007&q=COUNTDOWN+TO+2012+-+Brinkley&total=2&start=0&num=10&so=0&type=search&plindex=0

COUNTDOWN TO 2012 – A PANEL DISCUSSION, PART 1


 

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