Sábado, 24 de Novembro de 2007

A PRESENÇA É A ÚNICA REALIDADE

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JOEL S GOLDSMITH



Independentemente de como os problemas se apresentam para você em sua experiência, a solução está sempre na sua habilidade de se aquietar e sentir a Presença de Deus.
Na medida em que você consegue confiar na sua convicção interior de que essa Presença é a "única realidade", você verá os problemas desse mundo se dissolverem em sua nulidade.


O Homem não Nasceu para Chorar
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UMA INFLUÊNCIA DIRETIVA POR TRÁS DO PROCESSO HISTÓRICO

 

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O POVO DO SEGREDO
 
"De acordo com o autor, a evolução mecânica na visão de Darwin não pode explicar a vida na terra. Existe evidência de que "a ordem aumenta e isto sugere uma direção inteligente, ou uma classe de essências cósmicas que são responsáveis por manter a ordem universal...". A partir desta premissa, o autor realiza uma excursão erudita e plenamente argumentada pela história cultural da Humanidade nos últimos dois mil anos, com especial referência à Cabala e à tradição Sufi."

"A teoria que temos abordado neste livro é que a humanidade tem estado continuamente sob a tutela de uma tradição iniciática. A verdadeira natureza desta tradição, suas atividades e métodos foram sempre o segredo mais bem guardado. "

"Isto não significa que seus agentes tenham sido sempre invisíveis. Pelo contrário, têm sido parte da vida. Foram profetas e reis-sacerdotes, nos quais era explícita uma função superior. Foram também artistas e cientistas, monges, artesãos e funileiros, aceitos como parte da vida comum, mas sem que se suspeitasse de sua função oculta. "

"Mas em qualquer uma das formas que apareceram, seu verdadeiro objetivo e a natureza de sua atividade sempre estiveram compactamente obscurecidos. De tempos em tempos, sem dúvida, os poderes possuídos por tais homens ficaram sob suspeita, e essas suspeitas foram incorporadas à sabedoria popular e às lendas de magia. Mas a natureza das energias utilizadas nestes níveis e o treinamento que conduz à sua incorporação em um ser humano, nunca foram divulgados."

"As razões são óbvias. A Atlântida (qualquer que seja a realidade física, ou de outra índole, indicada pela palavra) terminou em um apocalipse devido ao fato de o conhecimento de energias superiores e as técnicas a elas associadas terem vazado para aqueles cujo egoísmo pessoal era ainda a motivação central. Em alguma etapa na história do Egito, diz-se que aconteceu o mesmo."
(...)
"Se nossa hipótese é correta, esta série de atividades, desde o século VII d.C. tem sido da alçada das ordens sufis - ou daquelas ordens sufis que não sucumbiram à erosão involuntária."
(...)
"Talvez a descoberta mais surpreendente feita pelo grupo fosse a da atitude sufi para com a telepatia. Os poderes telepáticos sufis são usados em escala mundial, de modo tal a desacreditar a idéia de que a telepatia é possível."

"O grupo se convenceu de que a telepatia controlada é possível, e que de fato é usada como um sistema prático de comunicação entre os sufis individualmente e com o líder de seu grupo, e também entre diferentes grupos sufis. Também é usada para obter informação sobre pessoas e lugares que é impraticável contatar de outra maneira."

"A telepatia está dentro do alcance dos poderes mentais humanos existentes, mas por razões ligadas especialmente à situação evolutiva da humanidade, é vital que ela não se possa realizar no tempo atual, ou, certamente, dentro de um futuro previsível."

"Entre os sufis a telepatia é inestimável como meio para comunicar certos tipos de conhecimento mais eficientemente do que por outros meios: por exemplo, para influenciar indivíduos e culturas como parte integral do objetivo de atuar sobre o caráter e o conhecimento do homem."
(...)
"Segundo os experimentos que foram permitidos ao grupo observar, parece que os sufis mantêm certa forma de telepatia que pode influir sobre plantas, minerais e objetos inanimados de modo tal a ajudar ou obstruir os projetos que seriam vantajosos ou prejudiciais para a humanidade, do ponto de vista do mandato sufi."



O POVO DO SEGREDO
Ernest Scott
Ed. Ibrasa
 
Do mesmo autor (Edward Cranston Campbell)
http://www.i-c-r.org.uk/publications/monographarchive/Monograph2.pdf


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EQM - JUNG - MEMÓRIAS SONHOS E REFLEXÕES

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Aconteceu em 1944, durante séria enfermidade que o levou à beira da morte.

"Parecia que me encontrava no espaço a uma altura considerável. Muito abaixo de mim eu via a Terra, e era como uma esfera envolta por maravilhosa luz azul. Bem ao longe, de baixo dos meus pés estavam o Ceilão e a Índia. Meu campo visual não abrangia a Terra toda, mas eu podia ver nitidamente sua forma esférica e a maravilhosa luz argênteo-azulada brilhando ao seu redor."

Em seguida, ele passa a descrever como enxergava a Arábia e o Mar Vermelho e, por pouco, também o Mar Mediterrâneo. Vislumbrava o Himalaia coberto de neve, porém aquele trecho parecia nublado. Ele olhava para a direita.

"Eu sabia que estava a ponto de deixar a Terra, quando apareceu algo novo em meu campo visual. "

No espaço, ele via um enorme e escuro bloco de pedra, algo como um meteorito, que pairava sobre ele. Havia uma abertura naquele bloco, que parecia ser uma entrada. No lado direito, sobre um banco de pedra, havia um hindu silenciosamente sentado em posição de lótus.

"Ele estava todo de branco e eu sabia que esperava por mim, narra Jung. Dentro, do lado esquerdo, ficava a entrada para o templo. Enquanto me aproximava da abertura da rocha, aconteceu algo muito estranho. Tive a sensação de que estava sendo despojado de todos os meus desejos, pensamentos, ambições, de toda minha consciência terrena. Era um processo penoso, porém sobrava algo e era como se eu existisse independentemente de minha própria história. Sentia uma grande certeza: isto sou eu. Tinha também uma impressão de pobreza e ao mesmo tempo de satisfação. Nada mais havia que eu desejasse: eu estava lá, na minha forma objetiva tal como havia sido e vivido. No início ainda conservava a impressão de ter perdido algo, mas de repente tudo se tornou completamente sem importância. A única coisa que importava era agora a certeza de que poderia penetrar naquela rocha, naquela sala iluminada e encontrar aqueles a quem realmente eu pertencia. Lá eu encontraria o sentido de minha existência."

Naquele instante algo chamou a sua atenção. Lá embaixo, bem distante, na direção da Europa, ele viu seu médico subindo para lhe trazer uma mensagem, dizendo que ele deveria retornar e que ainda não deveria deixar a Terra. Neste momento terminou a experiência.

"Essa aversão por retornar à existência manifesta-se de vez em quando. Jamais poderia imaginar que fosse possível esse tipo de experiência. Não era produto de minha fantasia. O que vi e partilhei foi absolutamente verdadeiro, nada foi subjetivo e tudo possuía a qualidade de absoluta objetividade."



Citado em Planeta, do livro “MEMÓRIAS, SONHOS E REFLEXÕES”, de Carl Gustav Jung

 

 
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Quinta-feira, 22 de Novembro de 2007

EVELYN TORRENCE - SEM QUERER

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Sem querer saber das coisas ruins encontrei a paz em mim.
Sem querer saber da vida alheia,
vivo aprendendo sobre minha própria veia.
Sem querer saber do mal, passei a ver o alto astral.
Sem querer saber do social, encontrei uma dimensão Universal.
Sem querer saber de dinheiro, prospero o ano inteiro.
Sem querer saber de TV, vivo ao vivo o meu querer.
Sem querer saber das notícias mundiais encontrei as informações transcedentais.
Sem dar atençao para a minha razão procuro não mais julgar um cidadão.
Sem lutar por nenhuma verdade passei a viver uma outra realidade. Sem querer mudar o mundo inteiro mudei a mim mesma primeiro.
Sem precisar me escravizar para ter, encontrei a liberdade em simplesmente ser.
Sem querer mais o material vislumbrei a riqueza natural.
Sem precisar me expor recebi a gloria do amor.
Sem pretenção consigo agir com o coração.
Sem imposição vivo de minha própria decisão.
Sem querer mais entender, comecei a aprender a viver.
Saindo da realidade coletiva, encontramos a realidade alternativa. Deixando os bens materiais, recebemos os bens originais.
Parando de julgar recebemos o habeas corpus solar.
Abandonando a sociedade encontramos a famosa liberdade. Acreditando no impossível, encontramos o que acreditamos.
Confiando no criador vivemos uma vida sem dor.
Abdicando do querer entender depertamos o poder interno de ver.


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Domingo, 4 de Novembro de 2007

ACOSTUMAR-SE É ENVELHECER

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1- Atenção, Atenção, Atenção !

Por Harry R. Moody e David Carroll(*)
Como acadêmico e administrador, trabalhei no campo do envelhecimento por quase metade da minha vida. Contudo, ainda fico extremamente confuso sobre o que, psicologicamente, nos seres humanos os faz envelhecer. Quando esse processo realmente começa?
Um colega meu, o psicólogo dr. Robert Kastenbaum, também ficou intrigado com essa questão – tão intrigado que desenvolveu uma teoria bastante surpreendente para explicá-la. Ele acredita que o envelhecimento psicológico começa na infância.
O que o dr. Kastenbaum quer dizer com essa estranha afirmação é que, quando ficamos mais velhos, desenvolvemos uma diminuição gradual de reação à estimulação persistente, um processo que ele chama de ficar habituado.
Em termos psicológicos, ficar habituado significa tornar-se gradualmente desatento a um estímulo repetitivo, o tique-taque de um relógio, por exemplo, ou o som de pés se arrastando no apartamento do andar de cima. No início, esses sons nos perseguem durante o dia e nos mantêm acordados à noite. Depois, um filtro passa a funcionar nos nossos cérebros e, com o tempo, começa a bloquear os sons. Um dia despertamos e percebemos que nos tornamos tão acostumados a esses ruídos que, para todos os efeitos, eles não existem mais.
Essa “válvula mental de redução”, como Aldous Huxley a ela se referia, é essencial no que diz respeito à nossa vida e à nossa lida cotidianas; sem ela, ficaríamos enlouquecedoramente distraídos com as milhares de impressões irrelevantes que atingem os nossos sentidos a cada momento.
Contudo, o ficar habituado de que fala Kastenbaum é um grau mais sutil do que a pura reação física. É uma redução da nossa consciência, bem como dos nossos sentidos, um processo no qual, com o tempo, os estímulos comuns da vida, os prazeres simples e as pequenas alegrias, perdem a qualidade por força da simples repetição.
Esse processo se inicia na infância, no momento em que começamos a observar o mundo. Em princípio, tudo o que nos rodeia é brilhantemente vivo e animado – o gorjeio do pardal, o gosto do sorvete, a visão das nuvens de verão. Então, os anos se passam. Quando escutamos o gorjear de milhares de pardais, quando lambemos a nossa décima milésima casquinha de sorvete, quando vemos a nossa milionésima nuvem passar sobre a nossa cabeça, a imediação da nossa reação a esses estímulos diminui. Finalmente, ficamos insensíveis à sua beleza. O ficar habituado se estabelece e, com ele, uma sensação de nos tornarmos rígidos, endurecidos – mais velhos.
(*) O Texto aqui apresentado é um excerto do capítulo 5 do livro Os Cinco Estágios da Alma, de Harry R. Moody e David Carroll, lançado recentemente pela Nova Era. Tradução: Beatriz Penna.



2- A novidade e o hábito

Nesse sentido, o envelhecimento é menos cronológico ou físico do que psicológico. As suas origens podem ser remontadas mais diretamente a uma perda auto-induzida de flexibilidade mental do que a qualquer declínio natural no processamento cognitivo.
A razão pela qual nos sentimos mais vivos quando viajamos, por exemplo, ou quando nos encontramos em circunstâncias incomuns é que as novas impressões tendem a afrouxar as garras do hábito. Cores, sons, gostos, odores, idéias parecem mais vívidos quando estamos na estrada ou em novos ambientes. Até o próprio tempo parece diminuir o ritmo (o que nos faz pensar se o nosso sentido de tempo também não está condicionado à velocidade na qual processamos as impressões). Até certo ponto, isso explica por que gastamos tanto tempo de nossas vidas buscando experiências novas – um novo filme, um novo restaurante, um novo amante. Inconscientemente, estamos nos automedicando contra ficarmos habituados.
Evidentemente, de determinadas maneiras, ficar habituado é essencial à vida, fazendo com que não nos seja necessário reagir a cada fragmento de informação sensorial que passa no nosso caminho. Contudo, isso também nos torna velhos antes do tempo. Em resumo, o hábito é uma faca de dois gumes, proporcionando liberdade da sobrecarga sensorial, mas também fazendo com que as pessoas fiquem acomodadas, mesmo aquelas que, sob outros aspectos, são brilhantes e capazes. Lembro-me do filósofo alemão Emmanuel Kant. Intelectualmente, um dos maiores paladinos da filosofia da autonomia e da liberdade. Em sua vida particular, Kant tornou-se tão preso ao hábito quando envelheceu que os cidadãos da sua Königsberg natal estavam acostumados a acertarem os seus relógios pelos seus regulares passeios vespertinos.
O que o ficar habituado tem a ver com a espiritualidade?
Em seu sentido mais profundo, ficar habituado é mais do que simplesmente uma entrega crônica às rotinas. Em um nível mais profundo, pode ser considerado o oposto polar da consciência e da atenção, que são os pilares da vida espiritual.
A Bíblia nos prescreve: “Fique tranqüilo e saiba que Eu sou Deus.” Do mesmo modo, o objetivo da oração contemplativa é ancorar a nossa consciência no momento presente e manter as nossas mentes livres do fluxo de pensamentos mundanos que usurpam a nossa atenção. Se fazemos isso tempo suficiente e se somos capazes de aquietar as nossas mentes da maneira adequada, algo estranhamente maravilhoso acontece. Algumas pessoas experimentam a sensação de que estão se movendo de uma dimensão familiar para uma desconhecida. Outras sentem uma sensação de expansão, de se moverem para o exterior, além dos limites comuns da percepção cotidiana. Ainda outras descobrem um espaço ilimitado dentro de si mesmas que parece conter todas as coisas. As palavras perdem a importância.


3- Viver fora do momento

Faça uma experiência. Respire fundo algumas vezes, depois sente-se, relaxe o máximo que puder e não pense em absolutamente nada. Por mais ou menos 30 segundos, deixe que a sua mente fique totalmente em branco, como uma lousa sem nada escrito nela. Feche os seus olhos, respire totalmente e concentre a atenção na sua respiração. Inspire e expire mantendo a sua consciência fixa na respiração. Toda vez que perceber a sua atenção vagando, traga-a de volta à sua respiração.
Se você nunca tentou essa forma rudimentar de meditação, vai ficar surpreso em primeiro lugar com quão difícil é deter os seus pensamentos; em segundo, com quão calmo e enraizado no momento presente você vai se sentir mesmo depois de apenas 20 ou 30 segundos de esforço. Essa sensação de presença relaxada é o início da consciência. É o local de partida da prática contemplativa. Todas as religiões e todos os caminhos espirituais adotam alguma variação desse método como parte de sua prática espiritual.
Ficar habituado, por outro lado, é o que poderíamos chamar de “inconsciência” ou “desatenção”. Se consciência significa vivermos no aqui e estarmos visceralmente atentos ao que fazemos a cada momento, ficar habituado significa vivermos fora do momento, estarmos desatentos a nós mesmos e não observarmos o que fazemos. Significa permitirmos que as nossas mentes desperdicem o tempo pensando os seus pensamentos costumeiros e sonhando os seus sonhos costumeiros – eu quero, eu não quero, eu gosto, eu detesto, eu lembro, eu esqueço. Visto sob essa luz, ficar habituado é uma forma de sonho espiritual.
Como exatamente lutamos contra ficarmos habituados?
Antes de respondermos a essa pergunta, precisamos responder muitas outras que a precedem: qual é a diferença entre hábito e ficar habituado? E, se os hábitos são uma parte necessária da vida, não poderia ser perigoso eliminá-los?
Os hábitos, é verdade, são necessários. Alguns, como guardar as chaves do seu carro no mesmo lugar todas as vezes e escovar os seus dentes, são extremamente úteis. Talvez a maioria dos hábitos seja boa.
O perigo não está escondido em nenhum hábito em particular, embora certamente existam muitos sem os quais estaríamos melhor. Os hábitos individuais podem ser úteis ou prejudiciais, dependendo do caso. Por outro lado, ficar habituado, em seu sentido mais negativo, é mais um mecanismo mental cumulativo do que uma acomodação ajustada ao viver. Ele ocorre durante todas as nossas horas de vigília e causa o fechamento da nossa consciência a um nível tão empobrecido de percepção que só interagimos com o mundo no nível mais superficial através de idéias fixas, suposições preconcebidas e uma mente fechada.

4- O Nosso Universo é Reduzido

Em seu estudo seminal Sobre a Psicologia da Meditação, os psicólogos Robert Ornstein e Claudio Naranjo afirmam que a nossa suposta visão da realidade é, na verdade, uma construção mental subjetiva e tendenciosa na qual selecionamos um pequenino grupo de idéias e estímulos e eliminamos sistematicamente o resto. O homem e a mulher comuns acreditam que aquilo que vêem ao seu redor quando descem a rua é um reflexo exato do que realmente existe. Ornstein e Naranjo insistem que essa idéia é impossível de ser mantida, mesmo no nível mais elementar, se considerarmos as inumeráveis formas de energia que nos cercam a todo momento – eletricidade, magnetismo, radiação, ondas luminosas, sinais de rádio, raios X, para não mencionar as nossas próprias químicas interior e descargas elétricas, os nossos pensamentos, sentimentos, sensações, impulsos musculares.
Já que somos bombardeados por essa ampla saraivada vibratória em todos os momentos de nossas vidas, uma grande quantidade de energia deve ser gasta para que tudo isso faça sentido. Fazemos isso, em primeiro lugar, nos descartando e simplificando a maioria das informações que chegam aos nossos cérebros e, em segundo, separando e classificando esses dados em concisos pacotes de consciência e reação; como se fossem bytes de consciência.
O resultado desse esforço mental de organização é que o nosso universo se torna reduzido ao nível da nossa própria capacidade de compreendê-lo e processá-lo. Literalmente, “sintonizamos” a nossa consciência nos canais que são mais fáceis de conectar e bloqueamos o resto. “Quando nos tornamos experientes em lidar com o mundo”, escrevem Ornstein e Naranjo, “tentamos cada vez mais fazer com que outras coisas da massa de informações que chegam aos nossos receptores tenham um ‘sentido’ consistente. Desenvolvemos sistemas ou categorias estereotipados para classificarmos os estímulos que nos alcançam. Esse conjunto de categorias que desenvolvemos é limitado, muito mais limitado do que a riqueza dos estímulos. (...) Esperamos que os carros façam um determinado ruído, que os sinais de trânsito sejam de uma determinada cor, que o odor da comida seja de determinada maneira e determinadas pessoas digam determinadas coisas”.
Ornstein e Naranjo dizem que, como um resultado desse processamento estereotipado, o que nós realmente percebemos não são absolutamente carros ou sinais de trânsito ou comidas reais. São invenções dos nossos limitados sistemas internos de processamento que vêem o que o hábito nos diz para vermos e que são filtrados através das lentes das nossas próprias subjetividade, imaginação e sugestionabilidade. Sendo assim, em última análise, todo o nosso senso de realidade vem a ser construído não sobre as coisas como realmente são, mas sobre modelos interpretativos baseados em uma versão excessivamente editada e intensamente processada das experiências passadas e do futuro.
Então, ficar habituado é o subproduto de todas as rotinas e escaninhos aos quais as nossas mentes se entregam durante décadas. Perto da meia-idade, esse mecanismo se torna predominante em nós, censurando, classificando, distorcendo, julgando, supondo, rotinizando, mecanizando tudo o que vemos, sentimos e pensamos. O ficar habituado se estabelece, por exemplo, quando não escutamos mais o que as pessoas estão nos dizendo (porque as nossas noções preconcebidas nos dizem que já sabemos a verdade). Isso acontece quando ficamos entorpecidos diante das belezas sutis que nos cercam, quando paramos de ver as coisas como se fosse pela primeira vez, como uma criança é capaz de fazer. Ficar habituado é quando nos ouvimos expressar as mesmas desgastadas opiniões, quando nos pegamos contando uma história que já contamos centenas de vezes antes, exatamente da mesma maneira. Ficar habituado é falarmos automaticamente de coisas sobre as quais nada sabemos. É supor sem entender, julgar sem avaliar, reagir a partir de uma tendência em vez de um fato evidente. Resumindo, é uma redução da nossa percepção ao invés de uma expansão da nossa
consciência.


5- Para escapar da armadilha

Como escapamos dessa armadilha? Como superamos o emaranhado de hábitos que nos mantêm tão acorrentados e cegos? Uma resposta é simplesmente atenção.
Roshi Philip Kapleau conta a história de como um dia um homem veio até o mestre zen Ikkyu e lhe pediu para escrever um conjunto de máximas sábias para pessoas comuns lerem e entenderem.
Ikkyu escreveu uma única palavra em um pedaço de papel e o entregou ao homem. A palavra era “atenção”. “Isto é tudo?”, perguntou o homem, incapaz de esconder o seu desapontamento. “Você não pode acrescentar alguma coisa mais esclarecedora?”
Ikkyu pegou o papel de volta e escreveu a palavra “atenção” duas vezes.
“Realmente”, disse o homem, “não consigo entender o significado do que você me deu”.
Diante disso, Ikkyu escreveu a palavra três vezes: “Atenção. Atenção. Atenção.”
Imensamente irritado, o homem gritou: “De qualquer modo, o que significa esta palavra ‘atenção’?”
Ikkyu respondeu gentilmente: “Atenção significa atenção.”
Como começarmos a praticar a atenção em um nível cotidiano?
Começamos prestando atenção aos eventos que acontecem ao nosso redor – entrando na vida diária com total concentração nas atividades comuns. Abrir uma garrafa. Datilografar uma carta. Acender a luz. Atender o telefone. Tomar o café da manhã.
Nas culturas asiáticas, especialmente aquelas inspiradas por ideais espirituais, os exercícios são igualmente empregados para cultivar a atenção cuidadosa. Um dos mais conhecidos é a cerimônia do chá. Longe de ser uma pitoresca versão oriental de um intervalo para o café, como certa vez denominou-a um americano, a cerimônia do chá está profundamente imbuída do espírito zen e é um exercício ativo de atenção para todos os participantes. Cada movimento que o mestre do chá faz durante a cerimônia – e que, teoricamente, os convidados repetem do mesmo modo – tem um propósito. Nada está fora do lugar, nada é aleatório ou acidental. Ao mesmo tempo, apesar das regras tão precisas de comportamento, há, como em todas as artes sagradas, latitudes ilimitadas para a criatividade e para a espontaneidade.
Conta-se a história de um famoso mestre do chá que certo dia convidou um dignitário de alta categoria à sua casa de chá. Naqueles tempos, era costumeiro que o mestre do chá desse aos seus convidados um presente pequeno e apropriado. Contudo, naquele dia, enquanto a cerimônia prosseguia, nenhum presente estava disponível.
O mestre preparou e serviu o chá. O dignitário e as pessoas da sua comitiva beberam o chá, admiraram as xícaras antigas e fizeram os elogios apropriados. Mas onde estavam os presentes? Poderia o maior mestre do Japão estar cometendo uma tal violação da etiqueta?
Então, exatamente quando os convidados tinham terminado o seu chá e estavam se preparando para partir, o mestre do chá levantou-se, andou até a janela e abriu as cortinas. Do lado de fora, perfeitamente enquadrada pela janela, exatamente naquele momento, uma gloriosa Lua cheia estava se erguendo do mar, com o seu reflexo brilhando majestosamente no oceano abaixo. O mestre não havia se esquecido de dar um presente aos seus ilustres visitantes. Estava simplesmente aguardando o exato momento para dá-lo.
http://www.terra.com.br/planetanaweb/338/transcendendo/mente/atencao.htm
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SALVO PELA LUZ - história real de uma EQM (filme e livro)

 
 

 

Salvo Pela Luz Legendado completo

http://www.youtube.com/watch?v=5dYCoCjaKl0

 

A história verídica de um homem, Dannion Brinkley, que passou pela experiência da morte e as profundas revelações que ele recebeu.

Prefácio do livro:

"A primeira notícia que li a respeito de Dannion Brinkley foi no artigo de um jornal de Augusta, Geórgia. A história relatava que um jovem, numa comunidade perto da Carolina do Sul, fora atingido por um raio na cabeça enquanto falava ao telefone e ressuscitara miraculosamente depois de uma parada cardíaca. Ele ainda estava vivo mas sua vida estava por um fio. Encontrava-se numa situação crítica e parecia que não sobreviveria.

O ano era 1975, e meu livro 'LIFE AFTER DEATH' estava prestes a ser publicado. Lembro-me de ter ficado imaginando, nessa ocasião, se o jovem havia tido uma experiência de quase-morte. Guardei o artigo do jornal, na esperança de que, em algum dia no futuro, pudesse verificar como ele estava e talvez até procurá-lo, se ainda estivesse vivo.

Acontece que foi ele quem me procurou.

Eu estava fazendo uma palestra numa universidade estadual da Carolina do Sul a respeito de experiências de quase-morte e de meus estudos com pessoas que haviam tido essas experiências profundamente espirituais no limiar da morte. Durante o período de debates, no final da palestra, Dannion levantou a mão e nos falou de sua experiência. Ele deixou a platéia fascinada com a sua dramática história. Contou que havia saído de seu corpo depois de ter sido "morto" pelo raio e viajado para um reino espiritual onde o amor permeia todas as coisas e onde o conhecimento é tão acessível quanto o ar. À medida que narrava sua história, subtamante percebi que ele era o jovem sobre o qual havia lido no jornal.

Mais tarde, marquei um encontro para entrevistá-lo e fui à casa dele para ouvir sua história. A partir desse dia, a experiência de quase-morte de Dannion Brinkley permanece como uma das mais notáveis que já ouvi. Ele viu o próprio corpo morto por duas vezes, quando saiu dele e quando retornou, e, nesse intervalo, foi para um reino espiritual habitado por seres bondosos e poderosos que lhe permitiram ver sua vida numa completa retrospectiva e avaliar seus êxitos e suas imperfeições. Depois foi para uma linda cidade de cristal e luz, e ficou na presença de treze seres de luz que o inundaram de sabedoria.

O mais surpreendente foi o tipo de conhecimento que lhe foi revelado. Na presença desses seres espirituais, disse Dannion, foi-lhe permitido vislumbrar o futuro.

Ele me contou o que tinha visto, e considerei que tudo não passava de um absurdo, de delírios de um homem atingido por um raio. Por exemplo: ele me disse que o colapso da União Soviética iria ocorrer em 1989 e que seria marcado por problemas causados pela falta de alimentos. Chegou até a falar numa grande guerra nos desertos do Oriente Médio que seria deflagrada quando um país pequeno fosse invadido por um outro maior. Segundo os Seres de Luz, haveria um conflito entre dois exércitos, um dos quais seria destruído. Essa guerra iria ocorrer em 1990, repetiu Dannion. A guerra da qual ele estava falando era, naturalmente, a Guerra do Golfo.

Como já afirmei, achei que suas predições eram puro absurdo. Durante anos, eu apenas assentia com a cabeça e anotava o que ele dizia. Por muito tempo, julguei que o seu cérebro tivesse sido afetado pelo acidente, e o perdoei por muitas coisas que dizia. Afinal, pensei, quem não agiria um tanto estranhamente depois de ser atingido por um raio?

Deois fui eu quem agiu como uma peesoa atingida por um raio ao observar que os acontecimentos sobre os quais ele falara estavam se tornando realidade! Como isso poderia acontecer? - eu me perguntava. De que maneira uma experiência de quase-morte despertaria a capacidade de ver o futuro? Eu não sabia a resposta.

Tornei-me amigo íntimo de Dannion a partir da nossa primeira conversa, em 1976. Nos anos seguintes, outra revelação me provocou a sensação de ter sido atingido por um raio: Dannion Brinkley parecia capaz de ler a mente de outras pessoas!

Ele fez isso muitas vezes comigo - simplesmente, olhava diretamente para meus olhos e me dizia o que estava acontecendo em quase todos os âmbitos da minha vida pessoal. E o mais importante é que o vi ler claramente a mente de pessoas totalmente desconhecidas, dizendo-lhes o que haviam recebido pelo correio naquele dia, quem lhes havia telefonado, e como se sentiam em relação a seus cônjuges, filhos e consigo mesmos.

Ele não fez isso em forma de afirmações vagas. Pelo contrário, foi inacreditavelmente preciso. Certa vez, ele entrou na sala de aula de uma faculdade onde eu ensinava e demonstrou conhecer detalhes da vida particular de cada estudante! Foi tão específico lendo a mente das pessoas que todos os membros da classe ficaram boquiabertos e alguns choraram abertamente ao ouvir suas revlações. Devo esclarecer que ele jamais havia falado com os alunos antes de entrar na sala de aula. Tratava-se de pessoas totalmente desconhecidas. Já o vi 'ler a mente' de pessoas desconhecidas tantas vezes que isso se tornou quase um fato comum em minha vida. Chego a lembrar com prazer aquele momento de compreensão, quando o ceticismo de uma pessoa é substituído pelo espanto, depois pelo respeito, ao ver seus pensametos mais íntimos sendo lidos como em um livro aberto.

Como é possível uma pessoa que teve uma experiência de quase-morte tornar-se, subtamente, capaz de ler mentes e predizer o futuro?

Em seu livro "TRANSFORMADOS PELA LUZ", o dr. Melvin Morse relata um estudo por ele realizado, revelando que pessoas que tiveram experiencias de quase-morte (EQM) têm três vezes mais experiênciaspsíquicas comprováveis do que as que jamais tiveram EQM. Suas capacidades psíquicas não são tão grandes quanto quantos as reveladas por Dannion, mas são, pelo menos. passíveis de ser avaliadas. Esse estudo procura comprovar a existência de outras pessoas semelhantes a ele e provar que há algo a respeito dessas experiências que estimulam as percepções extra-sensorias nas pessoas que as tiveram."

Por fim, cnfesso que sou incapaz de explicar o que ocorre com Dannion Brinkley. Ao mesmo tempo, sinto-me encorajado pela sua história. Ela é, acima de tudo, um mistério, mas mistérios como este nos impulsionam para diante em busca de respostas."

Raymond Mood, MD (autor do livro "VIDA DEPOIS DA VIDA")

http://www.dannion.com/


Eventos, em inglês, em que ele participa:

Unsolved Mysteries- South Carolina: Dannion Brinkley

http://www.youtube.com/watch?v=B8bk1BvRpG4

http://www.youtube.com/watch?v=gxkuQmsnORY


http://video.google.com/videoplay?docid=8013896433545682007&q=COUNTDOWN+TO+2012+-+Brinkley&total=2&start=0&num=10&so=0&type=search&plindex=0

COUNTDOWN TO 2012 – A PANEL DISCUSSION, PART 1


 

publicado por conspiratio às 15:37
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