Terça-feira, 25 de Janeiro de 2011

DESAPARECER ATRAVÉS DE MUDANÇA VIBRATÓRIA




 Já li e ouvi alguns relatos sobre pessoas desaparecendo diante de nossos olhos, sumindo do nosso alcance visual, tornando-se invisíveis. Me lembro de uma colega de faculdade que contou para nós que sua mãe "sumiu" na maca onde estivera segundos antes, após alguns procedimentos do terapeuta Adelino Rosa. Outra história desse tipo é do Apolõnio de Tiana que escapou de um tribunal mal intencionado, sumindo diante dos olhos incrédulos dos presentes. 

De acordo com o parecer, Eliano deteve Apolônio e colocou-o na prisão. Antes do que preparar uma defesa, Apolônio passou seu tempo encorajando os outros prisioneiros. Damis protestou que "é um erro falar de filosofia com homens tão quebrantados em espírito como estes". "Não", respondeu o sábio, "são eles exatamente as pessoas que mais desejam que alguém lhes fale e os conforte". Apolônio operou tamanha transformação entre os prisioneiros, embora estivesse acorrentado e sua cabeça tivesse sido raspada, que Domiciano rapidamente antecipou a data do julgamento. Damis preocupou-se que Apolônio não tivesse tempo suficiente para prepara sua defesa. "Estás indo defender tua vida ex tempore?", perguntou Damis. "Sim, pelo Céu, pois uma vida ex tempore é a que eu sempre levei".

Damis chorou ao ver seu mestre cruelmente acorrentado, mas Apolônio insistiu: "Até onde depende do veredito da corte, estarei livre hoje mesmo, mas até onde depende de minha vontade, será aqui e agora". Então, livrando seu pé sem qualquer esforço das correntes, acrescentou: "Eis uma prova positiva para ti de minha liberdade; assim, consola-te". Damis escreveu que só então percebeu que Apolônio não era apenas abençoado pelos deuses, mas que era ele mesmo divino. Logo antes de seu julgamento, Apolônio enviou Damis por terra para Diceárquia, "pois lá me verás aparecer para ti".
"Vivo, ou como?"
"Vivo", sorriu Apolônio, "mas tu me crerás ressuscitado dos mortos".
A corte estava superlotada, pois Domiciano queria que muitas testemunhas vissem Apolônio desmascarado como conspirador. Apolônio não pôde defender-se; antes, Domiciano fez-lhe perguntas importantes. "Por que os homens te chamam de um deus?"
"Porque todo homem considerado bom é honrado com o título de deus".
"O que inspirou tua previsão de que os efésios sofreriam uma praga?"
"Eu seguia uma dieta mais leve que os outros, assim eu fui o primeiro a sentir a praga".
Domiciano, embaraçado com o efeito que estas respostas tiveram sobre a audiência, tentou adiar a sessão, mas o sábio interrompeu: "Concede-me a oportunidade de falar. Se não, envia alguém para prender meu corpo, pois minha alma não podes tomar. Antes, não podes nem mesmo tomar meu corpo - pois não me podes matar, uma vez que, digo-te, não sou mortal". E Apolônio se desvaneceu diante dos olhos de todos. Domiciano ficou tão atônito que recusou emitir uma ordem de busca ao sábio. Em Diceárquia, Apolônio apareceu para Damis, contou-lhe tudo o que havia acontecido e fez planos para embarcar para a Hélade.

http://www.levir.com.br/teosofia/inst-008.php

Tenho duas postagens sobre Apolônio aqui no blog:
http://holosgaia.blogspot.com/search/label/apol%C3%B4nio%20de%20tiana
 Além dele, me lembro de uma postagem que cita uma comunidade invisível no meio de uma guerra: http://holosgaia.blogspot.com/2008/02/uma-comunidade-invisvel-medita-no-meio.html




Abaixo um texto de Kyriacos Markides sobre o mesmo assunto:

Júlia há já algum tempo me falava sobre Baba. Ela me garantia que ele era "in­crível". Baba, ela me disse, tinha habilidades paranormais extraordinárias que, lite­ralmente, iriam me deixar louco. Disse que após haver conhecido Baba, sua vida ha­via mudado drasticamente para melhor. Ela havia reclamado para mim muitas vezes que sua vida era cheia de sofrimento físico e emocional, e que médico nenhum, te­rapeuta ou curandeiro, nos seus cinqüenta anos de vida, haviam sido capazes de aju­dá-la. Isto é, até ela encontrar Baba, esse extraordinário fazedor de maravilhas do sul da índia. Júlia havia me dito várias vezes que se não fosse por suas preocupações es­pirituais ela teria se suicidado em várias ocasiões. Mas, inspirada pela literatura es­piritual, ela sabia que o suicídio não resolve problemas pessoais. O aparecimento des­se misterioso guru oriental havia terminado com sua procura por um significado e um objetivo para a vida. Era gratificante ouvir sobre a mudança de Júlia para uma visão de vida mais saudável e otimista.

Eu tinha curiosidade de conhecer Baba, não apenas devido ao apoio entusiás­tico de Júlia e o possível papel desempenhado por ele em sua súbita transformação, mas também pelo que Júlia dizia ser seu poder de fazer os corpos ficarem visíveis e invisíveis. Cético por temperamento e por treinamento em sociologia, eu normal­mente teria descartado essa conversa como fantasia de uma mente descontrolada. Mas, o que me intrigava era que eu sabia que Júlia era uma cientista, por muitos anos membro da diretoria de uma fundação de pesquisa importante. Fiquei ainda mais intrigado quando, em sua última carta, ela dizia que Baba " ... move-se no tem­po e no espaço com a mesma facilidade e naturalidade com que a maioria de nós se move de uma sala para outra; e ele vê um mundo que é tão mais complexo e mul­tidimensional que se torna extremamente cativante". Júlia escreveu que, "Se os mestres que você estudou em Chipre são alguns dos últimos grandes místicos da era cristã, então eu acho que Baba é o grande mestre dos próximos dois mil anos — da próxima era, ou seja lá como vai ser chamada. A oportunidade de estar com ele, estar perto dele, especialmente agora, enquanto ele é relativamente desconhe cido não tem preço."

"O que você acha, Kyriaco? Vamos?", Ted me perguntou antes de pôr o telefone no gancho.

"Vamos", eu disse sem hesitar e me levantei. O próprio Ted interessava-se por questões espirituais e pelo paranormal. Como eu, ele ficava intrigado e curioso.

O endereço que Júlia havia nos dado era o de uma casa no centro de Manhat­tan. Tomamos um táxi e chegamos lá em menos de vinte minutos. Batemos várias vezes até que uma mulher sorridente, de uns trinta e muitos anos, abriu a porta. An­tes de nos fazer entrar, tivemos que explicar que éramos convidados de Júlia e que gostaríamos de conhecer o professor indiano. Fomos levados até o hall onde várias outras pessoas simpáticas e descontraídas estavam esperando que o mestre apareces­se. Júlia chegou um pouco depois e, com o seu entusiasmo usual, começou a nos apresentar às pessoas na sala. Todos pareciam ser simpáticos e inteligentes, transmitindo uma sensação de bem-estar. Na verdade olhavam-nos como pessoas que compartilhavam um grande segredo ao qual apenas eles, uns poucos privilegiados, tinham acesso.

"Devo admitir", eu disse a Júlia, "que nunca vi você em melhor forma."
"Ah, eu estou ótima', ela garantiu, radiante de felicidade. "Eu devo isso a Baba. É simplesmente maravilhoso. É o que eu, durante toda a minha vida, desejei e procurei."

Quando perguntamos sobre onde Baba se encontrava, disseram-nos que ele estava na outra sala, ouvindo um de seus seguidores. Disseram que a casa pertencia a uma psiquiatra que, por apreciar o trabalho de Baba, havia oferecido o primeiro andar, sem cobrar nada, para as reuniões semanais. Ela tinha seu consultório no segundo andar.

"Baba não é um ser humano. Baba é uma experiência", uma bonita mulher declarou discretamente depois que Ted e eu começamos a fazer perguntas sobre o seu mestre. Disseram-nos que realmente tínhamos muita sorte de ter a oportunidade de passar pela experiência de conhecer um Yogue tão profundamente avançado. Também nos contaram que Baba havia sido trazido para os Estados Unidos, há uns poucos anos, por vários psiquiatras que haviam conhecido suas estarrecedoras habilidades quando visitaram a índia, e que desejavam estudá-lo. "Estamos ansiosos para vê-lo", eu disse e olhei para Ted, que meneando a cabeça, concordava e sorria.

Eu mal havia terminado a minha sentença quando a porta se abriu e um homem bonito, alto e magro, de quarenta e poucos anos apareceu. Ele usava uma camisa azul forte, estava bem barbeado e tinha olhos penetrantes e olhar inteligente. Percebi imediatamente que aquele devia ser Baba ao ver largos sorrisos nos rostos de todos. Ted e eu também sorrimos e apertamos as mãos do guru ao sermos apresentados por Júlia, com aquele ar de felicidade iluminando-lhe o rosto.

Fomos convidados para almoçar com eles no quintal, um espaço pequeno e fechado, rodeado por altos edifícios de apartamentos, mas mesmo assim muito agradável e bem-cuidado, com grama, plantas e vasos.

Servimo-nos na cozinha, a comida preparada pelos seguidores de Baba, e sentamo-nos em duas mesas redondas. Ted e eu tivemos a honra de sentar à mesma mesa que Baba. Júlia sentou-se a meu lado. Enquanto comíamos e sem preâmbulos, comecei a fazer perguntas a Baba. Júlia apertou o botão de seu minigravador. Pareceu-me que Baba já esperava as minhas perguntas e calmamente começou a contar sua história pessoal.

Ele nos contou sobre a sua juventude numa pequena cidade ao sul da índia, e como muito cedo percebeu que nem todos viam o mundo da mesma maneira que ele. Que logo havia descoberto que tinha habilidades extraordinárias, que ele próprio havia sempre achado normais.

"Baba", eu disse, interrompendo. "É verdade que você pode fazer os corpos ficarem invisíveis para as outras pessoas?" Ele parou de comer o pedaço de frango e virou-se para Júlia com um olhar inquiridor, quase crítico.

"Você falou isso a eles?", perguntou em voz baixa e sorriu.

"Bem", Júlia explicou meio sem jeito, "nós não falamos sobre esses assuntos normalmente. Eu apenas mencionei isto a você devido ao seu trabalho em Chipre."

"Eu agradeço", eu disse, e fiz um sinal a Baba, querendo dizer que tudo bem. Que nem Ted e nem eu éramos ignorantes sobre os poderes da mente humana e o que ela podia fazer. Baba não queria falar mais sobre a invisibilidade dos corpos ma­teriais e, portanto, eu mudei de assunto.
"Dentro do contexto de que tradição mística você trabalha?", eu perguntei. Eu me questionava se Baba seria alguma espécie de iogue hindu, do tipo que Yoganan­da cita em sua Autobiografia ou se ele era um bodhisattva budista. Ou talvez um jo­vem guru começando sua própria escola, mapeando um caminho completamente novo e baseando a sua prática exclusivamente em seu próprio carisma, suas desco­bertas, invenções e inovações psíquicas.


Eu não tinha certeza se Baba havia respondido à minha pergunta ou não. Ele preferiu, em vez disso, dizer que os métodos dele eram diferentes. Que ele não tra­balhava seguindo alguma tradição em especial, por assim dizer, e que a sua principal preocupação era levar os seus seguidores a um estado tal que pudessem "absor­ver a luz diretamente". De fato, no panfleto que me deram isso estava escrito claramente: " ... experimentando a luz em uma sessão ou em minha presença é como se a escuridão dentro de você se desvanecesse."

Perguntei a Baba se em sua prática havia lugar para curas. "Não diretamente", ele disse. "A saúde é um produto do seu estado psíquico. Se você estiver psicologica­mente sadio, então você estará sadio fisicamente. Nós trabalhamos com a psique."

"Venham comigo", ele disse, após termos acabado o almoço. Baba queria ver individualmente tanto a Ted quanto a mim. Fiquei esperando com os outros no hall enquanto Ted ia primeiro. Quando ele saiu da sala, depois de quinze minutos, veio meneando a cabeça. "O que aconteceu?", eu perguntei. "Você já vai descobrir", ele disse, e apontou,para a sala onde Baba estava sentado. Entrei um pouco apreensivo, sem saber o que esperar. Mas me acalmei. Baba me parecia ser um homem agradá­vel. Júlia havia me dito antes que o centro dos ensinamentos dele era amor e com­paixão. Não havia "pontos obscuros". Uma frase no panfleto atribuída a Baba era acalentadora, do ponto de vista da liberdade pessoal. Tornar-se dependente de algo fora de si mesmo como drogas ou sexo, ou mesmo tornar-se dependente de mim, é contrário ao natural desabrochar de seu próprio despertar. [ ... ]"

"Deite-se, fique à vontade e feche os olhos", Baba me orientou, enquanto apontava para um sofá freudiano ao lado de onde ele estava sentado. Eu não ha­via ido lá para passar por algum tipo de experiência psíquica. Queria apenas falar com Baba e não deixar que ele fizesse coisas comigo, especialmente enquanto eu ainda não sabia praticamente nada sobre ele, a não ser o que Júlía havia me con­tado. Mas o seu tom amigo deixou-me à vontade e eu me deitei e ele apagou as luzes. A escuridão era total, não havia nenhuma luz na sala. Eu estava com os olhos fechados e Baba estava sentado ao meu lado. Ele colocou as palmas das mãos  sobre a minha testa e manteve as mãos lá, sem dizer uma palavra. Ouvi Baba respirando profundamente enquanto eu estava deitado, sem saber o que esperar. E então, de repente, usando um de seus dedos, ele pressionou o centro da minha testa. Eu só consegui dizer "Oh, meu Deus, o que é isto! Ah, meu Deus!" Meu coração disparou. Com o toque do dedo dele eu vi uma explosão de luz de diversas cores, predominantemente um branco brilhante. Baba demonstrava o seu poder, mas eu não tinha certeza se queria ter a experiência ou não. Eu estava com os olhos fechados, o quarto estava completamente escuro, e de repente foi como se um sol brilhasse frente aos meus olhos, mas eles estavam bem fechados. Isso durou alguns segundos, mas foi o suficiente para mexer comigo. O pensamento que imediatamente veio à minha mente foi: "Por que Baba demonstrou seus poderes psíquicos tão depressa?"

Fui para fora onde todos estavam sentados. Concluí pelo sorriso deles, que eles sabiam o que eu havia acabado de passar. Então um homem com barba, de seus trinta e tantos anos, entrou na sala. Eu o vi deitar enquanto Baba fechava a porta. Júlia disse-me que ele era engenheiro, mas que Baba o havia aconselhado a largar essa profissão e a se tornar motorista de táxi. Era uma forma de exercício espiritual, disseram-me. Mike estava muito acomodado como engenheiro e precisava de um desafio. Ele precisava fazer algo que ele profundamente detestasse fazer.
Quando Baba abriu a porta, uma brisa fresca veio da sala. Parecia que ele havia aberto a porta de um freezer, como aqueles que os açougueiros usam para conservar a carne. Mas não havia freezer no quarto. E Mark, que antes estava deitado no sofá, não estava à vista. "Baba acaba de aumentar as vibrações de Mark, o que o deixou invisível aos nossos olhos", Júlia suspirou, sem fazer rodeios. Ted e eu trocamos olhares incrédulos. "Júlia, você tem certeza de que não está brincando conosco?", eu disse meio rindo, meio a sério e levantei as sobrancelhas. "Tem certeza de que Mark não está escondido em algum lugar naquela sala?"

"Não", Júlia disse enfaticamente, com uma risada. "Venham ver."

Entramos no quarto enquanto Baba saía e conversava despreocupadamente com os outros. Olhamos em volta, mas não vimos Mark em lugar nenhum. "Mark está bem ali no sofá", Júlia afirmou, "mas as vibrações dele são mais altas do que as nossas, e podemos até nos sentar naquele sofá enquanto ele ainda se encontra deitado lá."

Sentamo-nos no sofá por alguns instantes. "Júlia", eu disse, "você está pessoalmente convencida de que Baba não é alguma espécie de mágico ou ilusionista? É possível que ele tenha combinado criar esta ilusão ou fenômeno, ou seja lá o que você decida chamar isto, com Mark?" Na década passada eu ficaria tentado a dizer "farsa". Mas o meu grande contato com místicos e sensitivos ensinou-me a manter os olhos abertos e nunca chamar algo de absurdo antes da hora, não importando o que
possa parecer aos meus sentidos no momento. Eu sigo esta regra como princípio, um axioma metodológico, por assim dizer.

"Veja, eu conheço tanto Mark quanto Baba há muito tempo. Eu lhe garanto que não há truque. Eu mesma me questionei quanto a isto no início e pesquisei a possibilidade nos mínimos detalhes. Acredite, é para valer. Deixe-me repetir o que eu disse a você muitas vezes por telefone", Júlia disse enfaticamente, enquanto está­vamos sentados no sofá vazio onde Mark deveria estar ainda deitado. "Eu nunca en­contrei ninguém que pudesse conduzir alguém ou facilitar a sua ascensão à ilumina­ção. Sempre ansiei por isto e finalmente encontrei alguém que pode realmente me ajudar. Aqui está um homem que pode fazer as pessoas ficarem totalmente transpa­rentes para que a luz possa permeá-las por completo. Ele também pode se tornar tão transparente que não vamos mais poder vê-lo", Júlia acrescentou depressa.

"Isso é coisa séria", eu resmunguei.

"Pode crer. Eu o vi em dois lugares ao mesmo tempo. Um estava subindo as escadas e o outro estava nesta sala, dando. aula."

"Isto pode mexer com a credulidade até mesmo do mais devotado crente", eu declarei.

"E aqui está um outro caso", Júlia continuou, falando mais baixo para que só Ted e eu ouvíssemos. "Vários dias atrás, Baba saiu desta sala, ficou lá fora e fez al­guns comentários sem maior importância. E então voltou para a sala. Durante todo esse tempo havia uma mulher aqui neste quarto falando com Baba sem parar, enquanto segurava a mão dele. Aquela mulher perguntou a ele, 'Baba, eu estou ouvindo a sua voz lá fora.' Ele disse em tom jocoso: 'Ali, é mesmo?' "Ele não saiu do quarto", Júlia disse com entusiasmo e teve que se controlar para falar devagar. "E mesmo assim ele estava também lá fora e nós todos o vimos e falamos com ele, enquanto ele ao mesmo tempo estava aqui dentro, segurando a mão da mulher e ensinando alguma coisa a ela.



"Como você vê", Júlia continuou, "ele faz esse tipo de coisas. Não é para se exi­bir. Está nos ensinando algo. E parte disso possui o elemento da espontaneidade e graça." Júlia disse mais tarde que luz emana do corpo de Baba e se torna visível na sala. O corpo dele, ela disse, literalmente se ilumina, e a luz é suficientemente forte para que se possa até ler jornal, "se você conseguir ler um jornal nessas circunstân­cias, quero dizer."

"Ele lê os seus pensamentos?", Ted perguntou.

"Ele não interfere na nossa privacidade. Ele vê todo o mapa da vida de cada pessoa. Mas nunca diz nada para ninguém. Seu princípio é não interferir. Muitas ve­zes eu implorei a ele para me dizer. Ele nunca diz. Mas eu realmente acho que ele tem acesso a todo o conhecimento, se ele quiser tê-lo. Na maior parte das vezes ele diz que não quer olhar."

"Por quê?", eu perguntei.

"Porque não tem graça fazer isto", Júlia disse alegremente. "É melhor não saber."

Ted e eu meneamos a cabeça e saímos do quarto com Júlia. Em pouco tempo Baba voltou e fechou a porta por uns instantes. Quando ele a abriu novamente, no mesmo sofá onde nós havíamos estado sentados, Mark havia reaparecido em um estado que parecia ser sono profundo ou algum tipo de transe. Baba despreocupadamente abriu e fechou a porta algumas vezes, e nós alternadamente vimos e deixamos de ver Mark deitado lá. Mas nunca realmente testemunhamos seu desaparecimento ou reaparecimento, o que naturalmente aumentou as nossas suspeitas. Júlia explicou que ele não podia permitir que víssemos a desmaterialização e rematerialização do corpo de Mark diretamente, porque a luz que enche o quarto durante tais transformações seria insuportável para os nossos olhos.

Baba abriu a porta novamente, e uma vez mais o corpo de Mark havia desaparecido". Ele chamou Ted para entrar na sala, e pediu que ele permanecesse em pé, com os olhos fechados, virado em direção à porta com as mãos estendidas à frente, e o sofá atrás, onde presumia-se que Mark estivesse deitado, invisível. Baba então fechou a porta, ficando ele, Ted e o "invisível Mark" no quarto. Depois de cerca de dez minutos Baba abriu a porta e a mesma brisa fria saiu do quarto. Ted estava em pé, mãos estendidas à frente como antes, com os olhos fechados e assustadoramente pálido. Ainda não havia ninguém no sofá. Baba saiu do quarto e fechou a porta. Dois minutos mais tarde, Ted abriu a porta e saiu às pressas do quarto, ansioso.

"Ah, você não deveria ter saído", Baba disse, e meneou a cabeça. Então entendi o que estava acontecendo. Baba estava tentando fazer Ted ficar invisível! Ted me disse depois que quando Baba saiu do quarto e fechou a porta ele entrou em pânico, sem saber o que iria acontecer a ele. Então ele abriu os olhos, virou-se e viu Mark deitado no sofá sem um sinal de vida no rosto.

Depois de sair às pressas, Ted sentou-se numa cadeira tentando recuperar-se do choque. "Na verdade", ele disse a mim e a Júlia, enquanto Baba voltava para o quarto onde Mark ainda estava em transe, "eu estava sentindo um tipo de energia muito agradável passando pelo meu corpo. Mas entrei em pânico por não saber aonde isso estava me levando." Baba não havia avisado Ted que ele estava planejando torná-lo invisível.

A mulher que nos havia dito mais cedo que Baba "não era um ser humano, mas uma experiência" agora perguntava se nós queríamos ter uma "audiência privada" com Baba.

"Custa cem dólares por sessão." Seguiram-se alguns instantes de silêncio. "Como você vê, Baba tem que ganhar a vida", ela continuou, "e cobra o mesmo que os psiquiatras locais." Ela parecia meio sem jeito ao pedir desculpas.

"Ah, eu entendo perfeitamente, eu entendo", eu disse. "O custo de vida em Nova York é muito alto."

Nós agradecemos a todos eles, mas recusamos. Ted disse, e eu concordei, que precisávamos de mais tempo para processarmos o que havíamos testemunhado e passado, e não podíamos mergulhar nessa experiência, não importando quão exótica e intrigante ela pudesse nos ter parecido. Fiquei aliviado por Ted ter sido tão franco. Eu não estava de forma alguma preparado para colocar o meu subconsciente nas mãos de um estranho, que me parecia ter considerável poder psíquico. Baba era um homem agradável, obviamente um grande e carismático agente de curas para os seus seguidores, e a recuperação de Júlia havia sido notória, mas eu precisava de tempo para refletir sobre o assunto. Júlia então nos falou que Baba não era realmente quem causava esses fenômenos, mas que era capaz de receber poderosos guias espirituais. Tenho que admitir que este fato não me deixou nem um pouco menos apreensivo.

"Então, Ted, o que você acha de tudo isso?", perguntei enquanto íamos de tá­xi para o escritório dele.

"Eu não sei o que achar", Ted disse pensativamente, enquanto olhava para mim para ver a minha reação.

Levantei os ombros, mostrando o mesmo tipo de apreensão, sem saber como responder à experiência que havíamos acabado de vivenciar. Eu tinha estado envolvi­do com o estudo de curas psíquicas por tempo suficiente para simplesmente descar­tar todo o episódio como se fosse uma brincadeira. Obviamente, Baba era um indi­víduo com extraordinárias habilidades paranormais. Ele era capaz de, no mínimo, criar ilusões coletivas que convenciam seus seguidores de seus assustadores poderes psíquicos de fazer corpos aparecerem e desaparecerem. Não obstante, as tradições eso­téricas e ocultas através dos tempos, e especialmente as da índia e do Tibete, contam que tais fenômenos são possíveis e reais e que alguns indivíduos são capazes de cau­sar esses fenômenos. Diz-se que Sai Baba, por exemplo, materializou "cinza sagrada" e todo o tipo de objetos diante dos olhos admirados de seus seguidores. Muitas tes­temunhas oculares atestaram a autencidade do que haviam testemunhado. Ainda as­sim eu sou cauteloso em relação a histórias como essas. Sem diminuir a contribuição de tais fenômenos paranormais para sensibilizar os incrédulos quanto à realidade de outras dimensões, as altas tradições espirituais advertem quanto ao uso de tais pode­res, a não ser em circunstâncias extraordinárias, e apenas para serviço ou cura.


"Estou feliz por você não ter ficado invisível", eu disse a Ted, brincando. "Eu teria ficado realmente preocupado."

"E eu também, e eu também", Ted respondeu com alívio.

"Mas imagine só", eu disse, "as implicações, no que se refere à nossa noção de realidade, se o que passamos tivesse sido uma experiência autêntica, que pudesse ser comprovada. Bem aqui, no centro de Manhattan, neste exato momento, enquanto centenas de cientistas nesta cidade tão pagã estão suando em seus laboratórios para desvendar as leis da natureza, um iogue desconhecido faz corpos desaparecerem pe­la simples força de sua vontade!

"Por falar nisso", eu continuei, "enquanto você estava naquele quarto, duran­te o processo de se tornar invisível, uma das mulheres me disse que Baba havia teleportado um amigo dela de uma parte da cidade a outra. Ela disse que seu amigo estava saindo de um edifício na Sétima Avenida com a rua Cinqüenta e Quatro e quando saiu para a rua ele se encontrava na rua Trinta e Quatro com a Quinta Avenida. Em outra ocasião, uma mulher que tinha se tornado invisível no sofá foi encontrada deitada na cama, de bruços, no quarto do apartamento de cima. Júlia me garantiu que ela estava presente quando esse fenômeno aconteceu, bem em frente aos olhos dela. Quando coloquei em dúvida a realidade do que ela havia observado, ela respondeu que 'a posição de advogado do diabo só é válida até certo ponto e então você tem que abandoná-la ao se confrontar com provas suficientes'."

"Para falar a verdade, imagine só se fosse possível verificar tal fenômeno cientificamente." Ted riu e meneou a cabeça. Eu fiz o mesmo nervosamente.

De "Cavalgando o Leão", de Kyriacos C. Markides
publicado por conspiratio às 19:53
link do post | comentar | favorito
 O que é? |  O que é?

.mais sobre mim

.pesquisar

 

.Abril 2014

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30

.posts recentes

. NÃO AO MARCO CIVIL DA INT...

. INVASÃO CUBANA - PROGRAMA...

. PAPA FRACISCO: UM COMUNI...

. GOVERNO TEM PRESSA PARA C...

. FORO DE SÃO PAULO É O PRO...

. Yoani Sanchez dissidente...

. TEOLOGIA DA LIBERTAÇÃO E ...

. NOVA ORDEM MUNDIAL ESTÁ P...

. O DESEJO IRRESPONSÁVEL DE...

. COMUNISMO SE CURA COM VER...

. A HISTÓRIA SECRETA DE ANA...

. A CONSPIRAÇÃO DO FORO DE ...

. A LISTA DE CLINTON - ESTR...

. A EDUCAÇÃO MORREU?

. CAUSAS DO CAOS BRASILEIRO...

. CONSPIRAÇÃO DO FORO DE SA...

. A HISTÓRIA SECRETA DE ANA...

. ABORTISMO SENDO INSTALADO...

. NOVA ORDEM MUNDIAL ESTÁ P...

. TEOLOGIA DA LIBERTAÇÃO,

. O PROBLEMA É O FORO DE SÃ...

. ORVIL - TENTATIVAS DE TOM...

. CONSPIRAÇÃO CONTRA A CIVI...

. RITALINA E OUTRAS DROGAS ...

. O EX-REVOLUCIONÁRIO DOSTO...

. UM POUCO SOBRE ABDUÇÃO E ...

. FINS E MEIOS, BEM E MAL,...

. PRIORADO DE SIÃO E A NOV...

. SE NÃO INVESTIRMOS EM CON...

. CONGRESSO QUER MANDAR NO ...

. COREIA, NOVA ORDEM MUNDIA...

. BLOSSOM GOODCHILD E A NAV...

. AGRICULTOR EM GUERRA CONT...

. CONTRA A CAMPANHA CONTRA ...

. OPRIMIR O CIDADÃO COM LEI...

. MANIPULAÇÕES DA LÓGICA, D...

. EXTINGUINDO A PROFISSÃO D...

. KARL MARX , ADAM WEISHAUP...

. CONTROLE E MAIS CONTROLE ...

. UFO OU MÍSSEL ATINGE "MET...

. LÚCIFER E A REVOLUÇÃO

. HIPNOSE PELA TV - DAVID I...

. FORMAÇÃO DO IMBECIL COLET...

. VOAR É COM OS PÁSSAROS?

. OS BILDERBERGERS/ILLUMINA...

. QUEM MANDA NO MUNDO

. O ILLUMINATI OBAMA SE DÁ ...

. ARIZONA WILDER REFUTA DAV...

. QUEM MATOU AARON SWARTZ?

. AGENDAS DE DOMINAÇÃO GLOB...

.arquivos

. Abril 2014

. Novembro 2013

. Julho 2013

. Junho 2013

. Maio 2013

. Abril 2013

. Março 2013

. Fevereiro 2013

. Janeiro 2013

. Dezembro 2012

. Novembro 2012

. Outubro 2012

. Julho 2012

. Abril 2012

. Março 2012

. Fevereiro 2012

. Janeiro 2012

. Dezembro 2011

. Novembro 2011

. Outubro 2011

. Setembro 2011

. Agosto 2011

. Julho 2011

. Junho 2011

. Maio 2011

. Abril 2011

. Março 2011

. Fevereiro 2011

. Janeiro 2011

. Dezembro 2010

. Outubro 2010

. Setembro 2010

. Agosto 2010

. Julho 2010

. Junho 2010

. Maio 2010

. Abril 2010

. Março 2010

. Fevereiro 2010

. Janeiro 2010

. Dezembro 2009

. Novembro 2009

. Outubro 2009

. Setembro 2009

. Agosto 2009

. Julho 2009

. Junho 2009

. Maio 2009

. Abril 2009

. Março 2009

. Fevereiro 2009

. Janeiro 2009

. Dezembro 2008

. Novembro 2008

. Outubro 2008

. Setembro 2008

. Agosto 2008

. Julho 2008

. Junho 2008

. Maio 2008

. Abril 2008

. Março 2008

. Fevereiro 2008

. Janeiro 2008

. Dezembro 2007

. Novembro 2007

. Outubro 2007

. Setembro 2007

. Agosto 2007

.tags

. 3 elites globalistas(6)

. a corporação(9)

. acobertamento(13)

. agenda illuminati(13)

. alex jones(8)

. amor(20)

. animais(29)

. arqueologia proibida(4)

. atenção(7)

. auto-realização(33)

. autoritarismo(7)

. bancos terroristas(8)

. benjamin fulford(5)

. bíblia(7)

. big pharma(12)

. bilderberg(8)

. budismo(24)

. calar a democracia(5)

. censura da internet(15)

. cérebro(22)

. codex alimentarius(15)

. comunismo(13)

. concentração(14)

. consciência(7)

. conspiração(94)

. conspiração antidemocrática(6)

. conspiração financeira(11)

. controle da informação(17)

. controle da internet(22)

. cura(25)

. daskalos(7)

. david icke(9)

. denúncia(10)

. depopulação(6)

. despopulação(8)

. deus(10)

. ditadura(14)

. ditadura através da mentira(6)

. ditadura através da saúde(11)

. documentários ufológicos(7)

. ecologia(35)

. educação(7)

. ego(25)

. engenharia social(9)

. ensonhar(11)

. eqm (experiência de quase-morte)(12)

. extraterrestre interferência(11)

. filosofia(6)

. globalistas(5)

. goldsmith(8)

. google(9)

. governo oculto(31)

. gripe suína(8)

. história(17)

. história da nom(5)

. illuminati(54)

. integração(9)

. internautas conheçam seu poder(6)

. internet censura(11)

. intraterrestres(8)

. jesus(8)

. krishnamurti(13)

. lei cala-boca da internet(5)

. liberdade(8)

. livre-arbítrio(6)

. manipulação da informação(13)

. manipulação da mente(8)

. manipulação das massas(8)

. medicina natural(10)

. mentecorpo(5)

. microchip(7)

. milton cooper(7)

. monsanto(6)

. movimento revolucionário(9)

. neurociência(20)

. nom(43)

. nova ordem mundial(83)

. obama(7)

. olavo de carvalho(31)

. poder da internet(5)

. poder da mente(97)

. poder das farmacêuticas(5)

. política(16)

. predadores da humanidade(16)

. problema-reação-soluçao p-r-s(7)

. profecias(9)

. project camelot(11)

. psicanálise(5)

. pt(9)

. rauni kilde(6)

. realidade(7)

. rockefeller(7)

. saúde(19)

. sonho lúcido(22)

. totalitarismo(9)

. totalitarismo global(9)

. ufo(46)

. universo(16)

. vida(31)

. xamanismo(15)

. todas as tags

.favorito

. NÃO AO MARCO CIVIL DA INT...

. INVASÃO CUBANA - PROGRAMA...

. PAPA FRACISCO: UM COMUNI...

. GOVERNO TEM PRESSA PARA C...

. FORO DE SÃO PAULO É O PRO...

. TEOLOGIA DA LIBERTAÇÃO E ...

. NOVA ORDEM MUNDIAL ESTÁ P...

. COMUNISMO SE CURA COM VER...

. A HISTÓRIA SECRETA DE ANA...

. A EDUCAÇÃO MORREU?

.links

.links

.EXPANDIR A CORRUPÇÃO É ESTRATEGIA REVOLUCIONÁRIA - OLAVO DE CARVALHO

.DAVID ICKE - PROBLEMA-REAÇÃO-SOLUÇÃO - a mais poderosa técnica de manipulação das massas

.EXPANDIR A CORRUPÇÃO É ESTRATEGIA REVOLUCIONÁRIA - OLAVO DE CARVALHO