Terça-feira, 9 de Setembro de 2008

EVOLUÇÃO DO CONCEITO DE IMORTALIDADE NA ÍNDIA

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Texto de Georg Feuerstein

Com a possível exceção dos pensadores profissionais — como, por exemplo, os sofistas gregos e os professores de filosofia das universidades modernas, para os quais o pensar constitui um meio de vida — as pessoas inclinadas à reflexão em todas as culturas e em todos os períodos têm sido sempre incitadas a pensar ao refletirem sobre a sua própria finitude. Isto fica bem ilustrado nos hinos dos antigos Vedas. As visões inspiradas pelo soma e os vôos metafísicos daqueles que compuseram esses hinos nos revelam uma cultura terra-a-terra, porém não grosseiramente materialista. Mesmo quando o povo védico orava pedindo mais chuva, mais gado ou vitória sobre o inimigo, eles jamais perdiam de vista as forças invisíveis que, segundo acreditavam, influenciavam ou guiavam o seu destino. Eles acreditavam e conversavam com deuses, espíritos dos ancestrais, demônios, gnomos, elfos e uma multidão de outras criaturas que o pensamento científico desalojou.


Acima de tudo, os indianos primitivos acreditavam que depois de uma vida longa, próspera e feliz sobre a terra eles podiam esperar uma vida futura igualmente feliz. Não punham em dúvida, nem por um momento, que a morte é apenas uma transição e não um fim. Para eles, se a vida terrena de um indivíduo foi justa e nobre, seu estado após a morte seria um mundo onde o leite e o mel fluiriam em abundância. Aos malfeitores, entretanto, pressagiava-se um mer­gulho na escuridão insondável.


As almas mais sensíveis e amadurecidas, capazes de compreender que até mesmo a mais maravilhosa das vidas sobre a terra é desfigurada por mudanças e pela morte, traduziam na forma de um impulso espiritual mais elevado seu desejo de escapar das garras da morte: Elas oravam e se preparavam para obter a imortalidade num domínio que ficava além até mesmo do paraíso celeste, onde o indivíduo razoavelmente devoto esperava reunir-se com sua família e com seus amigos. Elas desejavam compartilhar a imortalidade dos próprios deuses desencarnados.


Temos aqui a semente da noção hindu posterior de que a essência da personalidade humana transcende e se identifica perfeitamente como próprio fundamento do universo, como está formulado nos Upanishades: aham brahma asma ("Eu sou o Absoluto"), tat tvam ase ("Isto é você"), sarvam idam brahma ("Tudo isto é o Absoluto"). São estas as grandes formulações dos sábios upanishádicos. O Self transcendental (atman), que é o âmago subjetivo da personalidade humana, é imortal, eterno. É co-essencial com o núcleo mais profundo, ou dimensão suprema, do universo objetivo, conhecido como brahman. Tudo o que se pode dizer sobre o Absoluto é que ele existe, é singular supremamente consciente (e não destituído de percepção) e absolutamente bem-aventurado. Por isso, os sábios upanishádicos referem-se a ele como Ser-Consciência-Beatitude (sat-cit-ananda).


Qual é a relação entre essa Singularidade transcendental e o mundo do espaço-tempo, que é um teatro de sujeitos e objetos? Os sábios hindus refletiram profundamente sobre esta questão e chegaram a diferentes respostas, o que demonstra sua engenhosidade filosófica. As autoridades nos Upanishades mais antigos ainda consideravam o mundo como emanação do Ser Único, embora sugerissem diferentes versões dessa crença. Pensadores que vieram mais tarde, notavelmente o célebre proponente do não-dualismo vedanta, Shankara (79 d.C- 820 d.C.), tenderam para uma concepção mais sofisticada, que considera o mundo como um produto da ignorância espiritual (avidya), sem ser inteiramente ilusório. Algumas autoridades, como o autor que compôs Ioga-Vasishtlit do décimo século, assumiram uma posição ainda mais radical, sugerindo que mundo dos fenômenos é uma perfeita alucinação e que só existe o supremo Ser-Consciência. A mesma concepção idealista é compartilhada por alguma escolas do budismo Mahayana.


É importante compreender que essas formulações metafísicas não são meras especulações ou produto de conhecimentos livrescos. Elas se baseavam antes de mais nada, em efetivas realizações yogues. Mais do que discursos filosóficos, os Upanishades eram testemunhos das experiências místicas de centenas de sábios e de adeptos da ioga. Eles não se contentavam com a mera crença numa vida após a morte nem com pias esperanças numa imortalidade futura. O que buscavam era descobrir a imortalidade durante o próprio transcurso da vida. Para eles, liberdade não era apenas um slogan, nem tinha as estreitas conotações políticas que tende a possuir hoje. Liberdade significava ser radicalmente livre, em espírito.


Os yogues não esperavam libertar-se da escravidão política, nem do jugo das necessidades econômicas, mas sim das cadeias de seu próprio condicionamento psicomental. Quaisquer que fossem as circunstâncias com que se defrontassem, pretendiam permanecer alheios ao medo — até mesmo um estado de beatífica felicidade — e completamente despreocupados quanto ao seu passado, ao seu presente e ao seu futuro. Em sua busca da liberdade e da imortalidade eles exploraram uma grande variedade de meios — ascetismo severo (tapas) renúncia absoluta (vairagya) e as disciplinas mais completas da meditação e de êxtase que se acham no cerne daquilo que veio a ser conhecido como ioga. Grande avanço ocorreu, entretanto, quando descobriram que, para adquirir imortalidade, não se fazia necessário perder o corpo, mas que se poderia alcançar a perfeita liberdade espiritual mesmo permanecendo em forma encarnada. Desse modo, nasceu o ideal da "libertação em vida" (jivan-mukti), que tem coexistido desde essa época com o ideal mais antigo da "libertação desencarna da" (videha-mukti).


Pela sua significação para a humanidade, essa descoberta é mais importante que a invenção da roda, que a invenção da agricultura ou que a domesticação dos animais — muito embora a maior parte da humanidade continue completamente inconsciente dessa descoberta. E, assim, os grandes adeptos e sábios do hinduísmo e de outras tradições religioso-espirituais permanecem ignorados.


Por que é tão significativa a descoberta da libertação em vida? Porque, uma vez plenamente compreendidas as suas implicações, ela nos liberta da necessidade da busca religioso-moral por uma futura vida paradisíaca, assim como da busca de uma realização nos domínios condicionados da experiência. Ao mesmo tempo, ela nos liberta para uma atitude mais realista que idealista com relação à vida. Como assim? Os atores que levam seus papéis teatrais para fora do palco estão tendo sérios problemas psicológicos. Não obstante, essa situação retrata a nossa condição habitual: geralmente esquecemos que nossos papéis como parceiros num casamento, pais, donos de casa, responsáveis pelo sustento da família, motoristas de automóveis, contribuintes, bons cidadãos, e assim por diante, não nos definem exaustivamente. Pelo contrário: geralmente nos comportamos como se esses diversos papéis fossem nossas próprias células vivas, como se, sem eles, ficássemos reduzidos a nada. Estamos esmagados pelo fardo dessa noção errônea; no entanto, nem sequer sabemos que há uma alternativa.


Todavia, quando compreendemos que não somos idênticos a nenhum dos papéis que, com tanta habilidade, desempenhamos no decorrer de nossas existências convencionais, também deixamos de sofrer as limitações de nossos papéis múltiplos e, com freqüência, complexos. De repente, nos encontramos numa relação livre com relação a eles, capazes de responder ao jogo social que se desenrola à nossa volta sem sermos tragados ou diminuídos por ele. Somos "donos de nós mesmos", tendo conquistado uma autonomia alicerçada no reconhecimento da primazia da Consciência imortal (cit). Esse reconhecimento leva a uma crescente certeza que culmina no processo de autotranscendência extática permanente, conhecida como libertação ou iluminação plena.


O ser iluminado não busca realizar-se em e por intermédio de um papel qualquer, que "ele" pode temporariamente desempenhar, pois já é bem-aventu­rado e imortal. Esse ser não tem medo da morte e, por conseguinte, não precisa das incontáveis "buscas de visão" por meio das quais o indivíduo não-iluminado tenta afirmar sua própria existência e ludibriar a lei cósmica da entropia. O ser iluminado está, por certo, consciente de que o corpo-mente, o organismo psicobiológico como qual acontece de ele estar misteriosamente associado (pelo menos da perspectiva da não-iluminação), terá inevitavelmente de envelhecer e de morrer. Mas esse destino temível não desconcerta nem perturba o ser iluminado, pois "ele" também sabe que a mesma Consciência-Identidade per­manece para sempre, pouco importando que o corpo-mente, ou até mesmo todo o universo, venha a ser aniquilado. Na iluminação, não há a ilusão da proprie­dade. Adaptando a bem conhecida frase de E. F. Schumacher: na economia da iluminação, o infinito é belo.




Nos Upanishades e nas obras posteriores do Vedanta, a Realidade transcendental é, com freqüência, caracterizada como a eterna "Testemunha". É a observadora suprema dos conteúdos de consciência — os fugazes estados da mente, o torvelinho contínuo das sensações, emoções, fragmentos de pensamen­tos, pressentimentos, insights, desejos, atitudes, e assim por diante. Em Yoga: Immortality and Freedom, o falecido Mircea Eliade, talvez o maior historiador da religião de nosso século, observou:

É impossível... negligenciar uma das maiores descobertas da índia: a da consciência como testemunha, da consciência liberta de suas estruturas psicofísiológicas e de seu condicionamento temporal, a consciência do homem "liberado", a consciência de si mesmo, isto é, daquele que conseguiu emancipar-se da temporalidade e que, conseqüentemente, conhece a verdadeira, a inexprimível liberdade.


A noção de Testemunha transcendental constituiu, de fato, uma importante inovação conceituai. Essa noção se acha na origem de toda a tradição ascética do hinduísmo. Não obstante, revelou-se uma espada de dois gumes. Ela desfe­chou um golpe por um lado, no idealismo materialista convencional, que projeta o sujeito empírico, ou ego, em dimensões onde não há lugar para ele. Dessa maneira, ela solapou efetivamente o ideal arcaico de imortalidade em algum Elísio post-mortem na deleitosa companhia dos deuses. Por outro lado, entre­tanto, ela tendeu a podar a vida convencional, considerada como não tendo nada a ver com a Testemunha — pois a recomendação dos videntes upanishádicos — realizar a Auto-Identidade transcendental para além de todos os papéis —envolve uma progressiva rejeição de tudo aquilo que geralmente se considera como fazendo parte da existência humana normal: família, vida social, trabalho e, finalmente, o próprio corpo-mente. Quando interrogados sobre a natureza do Self, os sábios upanishádicos respondiam "Neli, neti" ("Não assim, não assim"). Esperava-se que aquele que exercitasse a prática espiritual aplicasse essa sabedoria à vida cotidiana que, segundo se supunha, devia ser simples e contemplativa. A tradição de renúncia (samnyasa, tyaga) é característica dessa atitude de negação.


Desse modo, o ideal de libertação em vida (jivan-mukti) representou um importante passo na evolução espiritual da humanidade. Não foi, entretanto, um passo suficientemente largo. Muito embora as pessoas pudessem dedicar-se a alcançar a iluminação durante a sua vida, ainda mantinham um relacionamento problemático com a encarnação. Para elas, o corpo-mente e o mundo em geral eram algo que devia ser deixado para trás, pelo menos emocionalmente. O preceito-chave era a dissociação. O resultado é que eles não escapavam inteira­mente da atração da primitiva noção arcaica de imortalidade. Embora a imortalidade já não fosse considerada como um objetivo na vida futura, ela ainda implicava uma forma de morte. O aspirante à espiritualidade tinha de retrair - se voluntariamente do mundo e de seu próprio corpo-mente até que o glorioso momento da iluminação fosse atingido. O adepto precisava morrer uma morte metafórica, que envolvesse um enfraquecimento interior das ligações com o mundo. Posteriormente, a partir da Auto-realização, o indivíduo poderia voltar para o mundo para viver nele mas não para ser dele — à maneira do lótus proverbial, que flutua sobre a água lamacenta.


Essa tradição tornou-se o estilo que as nossas mentes associam à espiritualidade da índia. Foi, de fato, a tradição que dominou durante séculos as culturas indiana e budista. As pessoas raramente se dão conta de que ela não constitui a flor suprema da herança espiritual da índia. A genialidade indiana, e também a budista, reconheceu a limitação inerente ao ideal da Testemunha transcendental — reconhecimento que se expressou como urna reavaliação total da dimensão física da existência no grande movimento espiritual (infelizmente muito caluniado) conhecido como tantrismo.


No âmago do tantrismo, temos a equação samsara = nirvana, a qual significa que o mundo condicionado do espaço-tempo é co-essencial — isto é, coexiste com — a dimensão não-condicionada da existência, que transcende o mundo espaço-temporal. Como, para a maioria das pessoas, isto tem tão pouco sentido quanto a famosa fórmula de Einstein E = mc2, faz-se necessária uma breve explicação. Samsara é o mundo das mudanças, tal como o percebemos através dos nossos sentidos. Segundo os adeptos do tantrismo, este mundo finito é apenas o aspecto mais externo de um campo infinitamente complexo. Desse modo, identificar-se apenas com o aspecto mais externo desse campo constitui a "ignorância" (avidya) que nos mantêm presos ao sofrimento inerente à limitação. No entanto, através de meios iogues é possível identificar-se com o campo cósmico total. Do ponto de vista da consciência não-iluminada, esse campo total fica além do mundo conhecido e cognoscível. Os mestres tântricos descobriram porém que esse campo é tudo o que existe: Por conseguinte, ele não fica realmente além dos mundos das mudanças. Ele é, em vez disso, subjacente à existência condicionada e, em última análise, não difere da mesma.


Este insight tem profundas implicações para nossa condição humana, como bem compreenderam os adeptos do tantrismo. Eles chegaram, assim, a considerar o corpo, e a existência corpórea em geral, como o "templo do Divino". O corpo deixou de ser encarado como um "mal-cheiroso saco de pele". A encarnação passou, em vez disso, a ser vista como uma oportunidade única de realizar o potencial do corpo — o potencial da divindade.


Esta nova atitude está vigorosamente expressa no Kularnava-Tantra, importante obra do tantrismo indiano, da seguinte maneira:
Sem o corpo, como pode a [suprema] meta humana ser realizada? Tendo, por conseguinte, adquirido uma moradia corporal, o indivíduo deveria levara cabo ações meritórias (punya).


Entre os 840.000 [tipos de] corpos de seres encarnados, o conhecimento da Realidade não pode ser adquirido a não ser por intermédio de um [corpo] humano.


Os mestres tântricos aspiravam a criar um corpo transubstanciado, que eles denominavam corpo adamantino (vajra) ou corpo divino (daiva) — um corpo que não é feito de carne, mas sim de substância imortal, de Luz. Em vez de considerar o corpo como um "tubo de carne" condenado a se tomar uma presa da doença e da morte, eles o consideravam como lugar de moradia para o Divino, e como a caldeira para o processo alquímico da perfeição espiritual. Para eles, a iluminação era um acontecimento que implicava todo o corpo. A encarnação de um mestre iluminado é apenas aparente. Seu corpo é na realidade, o corpo de tudo; por isso, ele pode assumir a forma que quiser. O adepto tântrico (siddha) possui um corpo transubstanciado e dotado de grandes poderes paranormais (siddhi). Em conseqüência disso, ao longo de toda a história da índia, os adeptos do espiritual têm sido celebrados e temidos como grandes magos.


O elemento mágico do tantrismo assumiu uma posição relevante na tradição do cultivo do corpo (kaya-sadhana), notavelmente nas escolas de hatha ioga, que são produtos do século X d.C. Provenientes sobretudo das camada sociais iletradas da sociedade indiana, os hatha iogues tenderam, com freqüência, a interpretar erroneamente os ensinamentos positivos do tantrismo com relação ao corpo. Em vez de se darem conta de que o corpo físico não pode sobreviver indefinidamente, e que o corpo tântrico imortal pertence a uma ordem mais espiritual do que material, eles levaram muito longe suas tentativo de imortalizar suas formas mortais. Inventaram, assim, uma série impressionante de técnicas para controlar as funções do corpo — desde práticas que efetivamente, interrompem a respiração até métodos para impedir a descarga seminal. Na hatha ioga, sob seu aspecto mais grosseiro, temos a antiga esperança védica de imortalidade transferida para o nível físico.


Sempre defendi a hatha ioga contra os preconceitos intelectuais, mas acredito que, não obstante, é verdade que o ideal de imortalidade do corpo não passa de um sonho impraticável — um sonho que, na realidade, pode se tornar perigoso para o sonhador. As lendas de Babaji, o mestre imortal do Himalaia são apenas isso: lendas. Não estou com isso negando a possibilidade de existirem adeptos de extraordinária longevidade. Aliás, eu escrevi uma introdução para uma biografia de um deles: Tapasviji Maharaj, cuja vida está tão bem documentada quanto é possível esperar-se na cultura indiana , via de regra tão indiferente ao tempo. Podemos aprender alguma coisa com esses ascetas excepcionais -por exemplo, que, tal como nós, eles estão destinados a morrer. Nenhuma ideologia e nenhuma tecnologia poderão impedir esse destino. Tudo o que nasce deve morrer. Mais precisamente, tudo aquilo que experimenta a si mesmo como nascido (isto é, o ego-self) deve morrer. Por conseguinte, afirma-se tradicionalmente que o Self transcendental "imorredouro" (anrita), é "não nascido" (aja).



Nossa cultura moderna é propensa a se deixar fascinar por indivíduo macróbios como Tapasviji Maharaj ou Shivapuri Baba, e pelo ideal de imortalidade física. A emergente disciplina médica da engenharia genética é nos resposta profana contemporânea ao antigo método da kaya-kalpa ("modelage do corpo"), uma maneira naturopática de rejuvenescimento do corpo graças jejum prolongado, à meditação e a remédios extraídos de ervas especiais. Pois em última análise, o que pretendem conseguir os engenheiros genéticos a não ser o prolongamento da vida? Embora possam se mostrar bem-sucedido em acrescentar alguns anos, e talvez até mais bem-estar às nossas vidas, não lhes será possível ensinar lições espirituais que cada pessoa deve aprender por mesma. E essas lições estarão, no futuro, tal como o estão agora, vinculadas fato inevitável de que a existência física é finita, muito finita, e que para conferir à vida um significado profundo e duradouro devemos incluir em seu âmbito a gloriosa dimensão daquilo que os antigos sábios e místicos da índia chamaram de Ser-Consciência-Beatitude.


Nós nos encontramos hoje em meio a uma radical transição cultural. Como audaciosamente declarou, há um século, Friedrich Nietzsche, o paternal Deus-Criador de nossos antepassados morreu para a maioria de nós. Já não acredita­mos no paraíso e na ressurreição da carne. Continuamos, porém, a lamentar essa perda, e estamos certamente perplexos. Alguns de nós se tomaram receptivos a uma nova possibilidade — uma possibilidade há muito tempo concebida em solo indiano, isto é, a de que a Realidade é imanente e transcendente e que podemos descobrir esta verdade num nível existencial e não apenas intelectual, exatamente porque ela é nós.


É claro que a mente racional se espanta com tudo isto. É assim que deve ser, pois a dúvida é o território da razão. Mas há também o coração, que se regozija com tal possibilidade. Juntos, cabeça e coração irão nos ajudarem nossa busca espiritual. Podemos nos sentir livres para ouvir os sussurros da imortali­dade.
Fonte: EXPLORAÇÕES CONTEMPORÂNEAS DA VIDA DEPOIS DA MORTE, organizado por Gary Doore
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publicado por conspiratio às 21:57
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