Domingo, 23 de Maio de 2010

VISÕES DO PASSADO: SOBRE A HISTÓRIA DA TERRA


*

CAI O RAIO


Eu tinha de ser atingido por um raio para conhecer o amor da Terra. Tinha de aprender que não havia nada mais importante neste universo do que descobrir como amar cada ser sensível.É esta a história que tenho de contar. Fui atingido por um raio sob um céu tremulante, num campo aberto, e não morri. Em vez disso, experimentei o mais doce sabor da kundalini, que mudou e acelerou minha vida como o batimento das asas de um beija-flor.


Em Nova Yorque, no dia 12 de março de 1985, fui atingido pelo raio.


Enquanto fiquei no chão, todo o meu corpo começou a tremer e a vibrar. A eletricidade pulsava por minhas células como um grande purificador de tudo o que eu pensava que sabia, seguida por chuva e mais chuva. Ouvi sons estranhos, como ondas de rádio fazendo ruído dentro do meu ouvido. Depois, um zumbido persistente e profundo encheu minha cabeça. Era como um coração se abrindo, como quando o Quinto Mundo dos Maias se abre para as visões das Danças dos Espíritos e Danças do Sol e por um breve segundo o mundo deixa de ser dual, e torna-se um, perfeito em cada imagem.


Posteriormente aprendi que esta experiência foi minha iniciação xamânica, mas, naquela hora, pensei que estava louco. Fiquei olhando um beija-flor pairando à frente do meu terceiro olho. O que ele queria? Então uma explosão de cores opalescentes, iridescentes, inundou os meus sentidos: laranja-rosa, azul prateado-verde – cores que nunca tinha visto antes. Senti o sabor de algo doce – o néctar da glândula pineal – abrindo-se em pura felicidade. Havia esse persistente zumbido, e eu sentia mundos arrebentando-se e minha coluna vertebral dividindo-se em duas sob o peso de falsas estruturas de realidade, fragmentando-se sob um encantamento iluminados. Meu corpo de luz estava em combustão. O néctar da glândula pineal estava saciando anos de sede espiritual. Fronteiras entre tempo e espaço, físico e não-físico foram se dissolvendo.


Por que eu? – queria saber. Por que o caminho da iluminação de Cauac, a iniciação pelo fogo? Porque eu era principalmente "água" e abordava minha experiência de modo emocional. Eu precisava da "aguardente", uma alquimia que nos torna bêbados de vida.


Tive, depois, a visão de um diamante, como se meu corpo se juntasse num casamento sagrado com o centro da Terra, que me atraía como um magneto. Eu irradiava a eletricidade do raio e era sugado para o núcleo da Terra – eu me ajustava de algum modo dentro dele, impregnando-o. Vi xamãs cantando, realizando a Dança dos Espíritos, dançando como animais. Tenho de me lembrar dessas canções, eu ficava me dizendo, porque as usaria para ajudar outros a curarem suas almas e retornarem a seus corpos.


Meu corpo estava ficando de um púrpura intenso e eu ouvia o número dezenove... dezenove... dezenove – o fim do karma, o início e o fim. De repente, pude sentir a memória de carbono cio meu corpo adquirindo a forma de um diamante, ressoando em anéis cada vez mais amplos do ser. Estava em êxtase, descobrindo o sol, o Atoma, no centro da Terra e me fundindo com ele.


Comecei a ter flashes de onde eu tinha vindo, de muito longe da Terra... Alcyone nas Plêiades e Alfa Centauro, nosso vizinho estelar mais próximo. Depois me foi mostrado um mapa das estrelas, o caminho real que tomei para chegar aqui como espírito. Eu sabia que tinha de recriar este mapa num tecido ou tapete e sentar sobre ele e meditar. Sabia que poderia retornara este momento sempre que quisesse... Sirius, Vênus... Vênus foi trazida a este sistema solar na cauda de um cometa. Sua rotação não se dá na mesma direção daquela dos outros planetas. É um lugar muito diferente – lar dos Kumaras, seres espirituais hindus –, um local com construções de quartzo rosa, arcadas emplumadas e almas gêmeas decidindo se irão ou não empreender a jornada para a Terra.


Acreditei em tudo isso? Fora do tempo, poderia contemplar e acreditar em tudo sempre e sempre. Escolhi apenas permanecer na experiência, esperando sobrevivera ela sem ficar louco. Sabia que tinha me preparado para isso em outras vidas e que, de algum modo, estava habilitado para esse momento. Imediatamente desejei que cada pessoa que eu conhecia experimentasse a mesma coisa.


Comecei a sonhar comyurts, donos, construções pentagonais em comunidades. Vi pessoas vivendo em casas circulares, plantações realizadas em espiral, com muitas cerimônias novas para cada estação do ano. As pessoas estavam equipadas com computadores orgânicos, que serviam para transmitir pensamentos a grandes distâncias ou registrar sonhos através de terminações nervosas em suas mãos. Vi crianças dançando e brincando, felizes por estarem vivas – crianças amadas por ambos os pais, comunicando-se por "telempatia", uma mistura de pensamento e sentimento.


Fiquei surpreso na Terra Interior. Vi túneis, depois mapas de sistemas subterrâneos de túneis, com portais nos Andes, no Amazonas, na Ilha da Páscoa – em todo o planeta. Vi escorpiões e chacais de outras dimensões guardando essas entradas para evitar que pessoas despreparadas se aventurassem na Terra Interior.


Comecei a pensar nas divindades iradas dos budistas tibetanos e nos demônios do cristianismo. Eu mesmo tentei invocá-los e enfrentá-los, mas eles nunca se materializaram. Vi a Terra como um Éden primitivo, intocado pelos seres humanos, um lugar onde os animais viviam no Tempo do Sonho. Será que tinha entrado no Tempo do Sonho dos Aborígines?


Vi gravuras brancas feitas à mão nas paredes de cavernas. Senti a Terra respirando por essas cavernas. Respirei urânio do interior da Terra, através das cavernas dos meus pulmões em lugares sagrados guardados pelos povos Lakota e Hopi na América do Norte, pelos Aborígines, na Austrália, pelo povo Maori, na Nova Zelândia, pelos Dogons, na África, pelos Kahunas, no Havaí e pelos xamãs da Sibéria. Senti uma profunda ligação com os peles-vermelhas, os Guardiães das Tradições, e com a terra vermelha. As linhas pulsantes de minhas veias eram as linhas-guias do planeta, ondas eletromagnéticas da terra encontrando o céu.


Em minha visão, vi como as linhas-guias convergem para locais de intensa iniciação. Vi templos etéricos, ainda não presentes fisicamente na Terra, cada um marcado por raios coloridos diferentes. Eram centros de rejuvenescimento, onde as pessoas lo m para se lembrar quem eram e ter visões de códigos estelares e Corpos de arco-íris — como a serpente emplumada, Quetzalcoatl, reconhecendo-se em todos os seres humanos.


Depois, vi artistas construindo obeliscos, colunas e pitares nos cruzamentos das linhas-guias. No início, apenas indivíduos sozinhos apareciam; depois, centenas de pessoas vinham construir projetos em grande escala, esculpindo mandalas, figuras e "sentinelas" nas faces de rochas vermelhas em toda a superfície do indo. As pessoas começaram a se reunir e a cantar escalas harmônicas dodecafónicas, os seus sobretons ressoando pelo ar. Seres humanos ficavam em teias hexagonais, os módulos-sementes criação, compondo tons conforme se próximavam do centro.


Escadas de Jacó – como ondas colunares – eram adis onde quer que as pessoas se reunissem para comungar com a Mãe Terra. Vi que essas pessoas estavam representando uma transformação ritual do DNA, partindo da hélice de dois fios para a hélice de doze fios. Como fios de pérolas alcançando o céu, as pessoas estavam despertando para uma vida multidimensional. O alinento parecia diferente. Havia comida azul, e crianças iluminadas tinham estabelecido centros de ensino.


Agora as linhas-guias se cruzavam como sinapses no cérebro planetário. Onde uma vez houve igrejas honrando São Miguel e Maria Madalena, agora havia novos monumentos — freqüentemente gravuras de animais na paisagem — para mostrar onde as linhas-guias tinham mudado de posição. O zodíaco estava sendo gravado em montes, campos e montanhas como a sombra de uma nuvem enorme. Vi arco-íris como círculos sendo completados dentro da Terra, e pessoas construindo barcos para navegar nesses arcos.


Vi, então, o passado. Vi a Terra sendo criada, com a matéria galática espiralando ao seu redor. Via Terra como um ovo primordial de terra, água, ar e fogo e, depois, como matéria, tempo, espaço e espírito. Tive uma visão da trama tecida pelos antigos celtas, a Teia de Wyrd, a teia de toda a vida. Os continentes eram um só. Tudo era possível então. Quatro grandes rios daquele tempo ainda existem dentro da Terra e nós, intuitivamente, os navegamos em nossos sonhos revividos.


Primeiro, descobri, houve a terra de Pã, também chamada de Pangéia, um mundo real de figuras mitológicas, incluindo sátiros, ninfas, centauros, grifos, duendes, fadas, devas, gnomos, silfos e anjos. Eles cantavam a vida em existência, como na novela The Silmarillion, de J. R. R. Tolkien. Com o auxílio de Sirius, os grandes anjos Elohim criaram uma vasta rede de energia, para manter intactas as vibrações da Terra e para registrar o pensamento e o sentimento de cada ser sensível que existisse. Cada memória da alma era enviada, por intermédio de Júpiter, para um enorme diamante complexo central em Alcyone, nas Plêiades.


Durante esse período, os arquétipos estavam sendo formados na Terra. Totens, sílabas-sementes — o mundo inteiro —foram criados a partir da cor e do som, a partir de um pensamento, um desejo, uma intenção. As almas eram criadas com material proveniente das constelações misturado à matéria da Terra, e cada alma tinha uma freqüência, como uma assinatura, pulsando em seu coração, que poderia ser monitorada para seu desenvolvimento e evolução.


Vi um diamante imenso vindo para a Terra e sendo recebido — um diamante que se originara nas Plêiades. Vi como, antigamente, os habitantes de Lira, de Sirius e muitos outros extraterrestres tinham colonizado a Terra, deixando para trás suas memórias e genes, para hibridação. Cometas, tormentas de relâmpagos e alterações polares também afetaram periodicamente a Terra.


Vi as primeiras matriarcas na Lemúria, a terra-mãe. Flavia doze tribos de mulheres, num território separado daquele dos homens, realizando o trabalho de cura. Via primeira matriarca de Atlântida, durante a era do ouro. Vi até que Long Island, onde cresci nesta vida, foi uma vez um antigo campo de treinamento para os sacerdotes Atlantes e que Sedona, no Arizona, Bimini, nas Bahamas, e até mesmo o Texas foram outrora berços de uma antiga civilização, semelhante àquela dos últimos Anasazi.


Vi que os Atlantes tiveram três grandes cataclismos, dois deles naturais e um produzido pela mão humana. Aquele foi um período de muita diplomacia extraterrestre, com espaçonaves indo e vindo. Muitas dessas naves eram orgânicas, como se fossem seres vivos.


A destruição final de Atlântida ocorreu na época em que os extraterrestres queriam acelerara evolução do planeta para controlá-lo. O desejo de dominar e controlar os povos indígenas foi se perpetuando por seres de fora da Terra. Quando vi isso, meu coração sentiu uma dor profunda, que compartilho com todos os povos e raças. Foi a chaga do ser humano, as sombras de nossos ancestrais murmurando em nosso sangue, clamando por justiça e solução do conflito.


Há aproximadamente dez mil anos ocorreu um grande cataclismo eletromagnético que alterou para sempre o nosso DNA e nos tornou temerosos do poder. As pessoas procuram controlara natureza com a razão ou conhecimento tecnológico e criar o mito do mais forte sobre o mais fraco. Vi animais mudarem e se tornarem espelhos aterradores dos humanos. As matriarcas deram lugar aos patriarcas. As histórias das doze tribos de Israel, que originalmente tinham nomes de mulheres, foram reescritas como Histórias de clãs masculinos.


Aqueles da região do Nilo construíram linhagens masculinas e essa prática espalhou-se pelo mundo. Os sumérios alteraram o DNA humano, extraíram minérios do Lago Titicaca e da África do Sul e colonizaram o Iraque. Em Nipur, Iraque, os opressores construíram um grande templo, cuja função era escravizar outros seres humanos através da alteração de seus códigos genéticos.


Todos esses povos esqueceram como sentir, como ressoar com o núcleo da Terra. Eram tecnologicamente avançados, sobretudo em metalurgia, mas deixaram de sentir com o coração. Sua matéria era inerte. Seu sol central estava morrendo.


Fiquei fascinado pelas visões da índia. Vi como o norte escravizou o sul com as invasões. Os hindus dravidianos foram vencidos pelos arianos, cuja religião, com seu deus-céu caçador, misturou-se com aquela das comunidades litorâneas agrícolas do sul centradas na terra. Vi Krishna e o povo de pele azulada vivendo e ensinando no Alto Himalaia como parte de uma tribo. Eles desceram das montanhas para se comunicarem e intercruzarem com raças cujas peles eram de cores diferentes.


Finalmente, o império de Rama, na índia, criou armas incríveis e atacou Atlântida. O Ramayana e o Mahabharata, os livros épicos da antiga mitologia hindu, são registros daquilo que, hoje, é chamado de Terceiro Mundo dos Hopi e dos Maias. Os Maias viveram por todo o mundo, mantendo registros precisos dos ciclos planetários, relembrando o Arco Sagrado de toda a vida.


Então, um sonho sobre a união das Américas surgiu à minha frente. As energias do Himalaia retornaram à sua fonte nos Andes. Rios se ligaram, continentes se uniram, círculos foram completados. Vi os chakras, os aterradores cataventos energéticos das Américas do Norte e do Sul se acenderem. Belize era o chakra da coroa de sua região; a Costa Rica, o chakra do coração. Os antigos caminhos do Chile ao Alasca se ligariam em 1992. Tínhamos todos voltado para casa, para onde, pela primeira vez, nos encarnamos sobre o planeta.


Quando o átomo foi dividido, todos nós começamos a retornar, em massa, das estrelas, como que respondendo a uma sirene. Aqui voltamos para realizar cerimônias, para manter o equilíbrio da criação através do amor e da pura percepção, e para testemunhar nosso próprio renascimento e o renascimento da Terra.


Em 2013 d.C., chegaremos ao fim de um ciclo de vime e seis mil anos. Será o fim do tempo como o conhecemos. Estamos agora em alinhamento com o Grande Sol Central da criação, e milhões de outros planetas encontram-se nesse mesmo caminho. Este é o nascimento do Quinto Mundo, o mundo do beija-flor.


Avós e avôs me sustentaram, enquanto eu, um homem, engravidei da Terra e dei à luz. A criança divina que emergiu de mim era um novo homem, diferenciado, contudo andrógino, com seus lados masculino e feminino harmoniosamente casados. Meu corpo passou por toda a dor do parto, bem como por todas as minhas vidas passadas, sua ira, sua raiva e suas lágrimas acumuladas. Eu estava completamente mutilado. Essa foi minha Iniciação na verdadeira humanidade.


Então vi borboletas branco-e-pretas e um grande e negro Pavilhão do Sol, onde os Sustentadores das Teias da Terra se reuniam. Lá, Corvo, Golfinho, Alce, Sapo, Tatu, Urso e Coruja Introduziram-se como meus aliados e, finalmente ouvi um zumbido em meu ouvido esquerdo.


"Você ficou deitado no chão durante horas" – disse meu amigo Peter, que tinha vindo comigo ao campo e tinha ficado andando ali perto. "O que você viu?"


"Você viu o relâmpago?" – perguntei-lhe.


"Não" – ele respondeu. Peter não tinha visto nada.


Do livro de Foster Perry, “QUANDO UM RAIO ATINGE UM BEIJA-FLOR”




*************************




Os Contos de Belzebu estavam destinados, na verdade, a constituir uma triologia, que se intitularia Tudo e Todas as Coisas, o que não aconteceu senão depois de muitos anos. De fato, o título foi usado quando o livro foi publicado. É uma obra extraordinária, cuja leitura não é, de modo algum, fácil. Tem-se a impressão de que Gurdjieff a tornou deliberadamente difícil, de modo que se torna necessária uma atenção considerável para que se possa captar-lhe o sentido. Gurdjieff dizia que a obra tinha de ser "lida pelo menos três vezes, naturalmente com intervalos. É cheia de nomes estranhos e de palavras que parecem ser uma mistura de grego e armênio, contendo idéias sutis e repleta de detalhes que parecem desnecessariamente longos e mesmo irrelevantes. Muitas das idéias parecem ser mera fantasia, ou podem mesmo causar repugnância, mas se o leitor se mostrar disposto a ter paciência, começará a discernir o fio da meada.

Belzebu diz a Hassan que as condições da Terra são o resultado de uma colisão com o cometa Kondoor, que arrancou dois pedaços do planeta, que se tornaram satélites. O maior desses satélites é a Lua, e o segundo uma lua mais distante, desconhecida pela ciência, mas conhecida pelos habitantes de Atlântida, que a chamavam Kimespai, o que quer dizer: "jamais permite que alguém durma em paz" Era necessário então que a Terra fornecesse energia àqueles satélites, até que eles pudessem ter a sua atmosfera própria. O homem já fora criado na Terra e resolveu-se então que as energias residuais de suas atividades pudessem ser usadas para aquele suprimento, o que foi suficiente durante algum tempo. Os Dirigentes do Universo, contudo, perceberam que, como o homem começava a desenvolver uma consciência objetiva, poderia não mais se mostrar disposto a continuar habitando a Terra com as suas condições de escravidão. Por isso, deram ao homem um órgão especial, chamado kundabuffer, que o levava a ver tudo de cabeça para baixo e fazia com que cada impressão que chegava fosse tomada de todo subjetivamente e dirigida para o prazer e o bem-estar. O recurso foi bem-sucedido, mas os seus efeitos se cristalizaram a tal ponto, que persistiram muito depois de ter sido alcançado o objetivo a que se visara. Em vista disso, tornou-se necessário enviar-se mensageiros à Terra, de vez em quando, para ensinarem à humanidade a relembrar, a reconhecer o eu real, atuando em um plano de consciência mais elevado do que as impressões rotineiras dos sentidos.


Ocorreram certa vez tais condições, continuou Belzebu, quando o homem alcançou o estado de auto-recordação por algum tempo. Isso se deu quando um indivíduo, a quem chamavam o santificado Ashiata Shiemash, se preocupou com a maneira pela qual a humanidade interpretara as três virtudes fundamentais, fé, esperança e caridade, que haviam sido substituídos por contrafações, tendo o mesmo nome, mas relacionadas tão-somente com desejos pessoais. Sob a influência daquele homem, reviveram-se os valores verdadeiros e as pessoas começaram a compreender umas às outras. As guerras e as contendas desapareceram, e a humanidade viveu por muitos anos em paz. Depois de sua morte, todavia, o sistema foi destruído por gente perversa, que Gurdjieff chama de Hasnamuss, a qual rejeitou toda a autoridade moral e tirava seu maior prazer do sofrimento alheio. Essa depravação pode ser adquirida de companheiros indesejáveis, embora na maioria das vezes seja uma tendência hereditária, resultante de uma mácula na Essência que tem de ser expiada. Essa influência maléfica jamais foi erradicada, e se mantém viva pela avidez com que pessoas se comprazem com acontecimentos desagradáveis.


Na convulsão social que se seguiu, a maior parte dos escritos de Ashiata Shiemash foi destruída, mas uns poucos foram preservados, e alguns dos aforismos escritos nas paredes da sala de reuniões do Prieuré vinham de lá. Esses e semelhantes temas são expostos minuciosamente, para benefício do jovem Hassan, juntamente com grande número de idéias auxiliares, sobre as quais se tem de refletir um pouco, em cada oportunidade. Em certo ponto, Belzebu conta que uma espécie peculiar de energia, por ele chamada de Sagrado Askokin, é desprendida para o universo na morte do corpo, mas a qualidade e a quantidade dessa substância dependem do estado de consciência do indivíduo em questão. Como a humanidade caiu progressivamente no estado de sono, há um suprimento insuficiente desse precioso material, tanto qualitativa como quantitativamente. Tem de haver, por isso, um número maior de mortes, em parte por meio de desastrosas guerras e catástrofes, e em parte pela redução da duração da vida do homem em geral. Mais tarde, Belzebu se refere à antiga idéia da purificação do que ele chama de perfeito corpo Existente ou alma. Supõe-se que a alma não é invulnerável e que pode adquirir características indesejáveis. Daí a necessidade de que habite o que ele chama de Santo Planeta Purgatório, até ficar bastante limpa para poder voltar ao seu verdadeiro lar. É de se deduzir que devemos considerar um privilégio habitar a Terra, qualificada como o mais belo planeta da galáxia.


Depois de completar o primeiro esboço de Contos de Belzebu, parece que Gurdjieff decidiu baixar das alturas da alegoria e voltar a um estilo mais ortodoxo. Escreveu então o que correspondeu a um longo, ensaio sobre as oportunidades de desenvolvimento oferecidas pelas influências conscientes, que estavam decaindo na humanidade. Intitulou-o “O Arauto do Bem Vindouro” e publicou-o em 1933, em edição limitada.


Fonte: “GURDJIEFF - O MESTRE DO ESPÍRITO E AS PARÁBOLAS DE BELZEBU” de J. H. Reyner
publicado por conspiratio às 19:17
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